• 03 set 2010 /  Fique Ligado

    O prefeito Mário Bulgareli (PDT) publicou ontem a demissão do cunhado do seu vice-prefeito Ticiano Toffoli (PT), que ocupava indevidamente o cargo de diretor-executivo do Daem.

    Novo diretor-executivo do Daem, Cestore Pereira, deixa expediente ontem; Sojinha foi demitido

    Vulgarmente conhecido como Sojinha, Antônio Carlos Vieira foi exonerado do cabide de emprego por decisão da Justiça de Marília que atendeu pedido do Ministério Público que investiga nepotismo.

    A demissão do cunhado de Ticiano foi publicada ontem no Diário Oficial do Município (DOM) e na mesma página nomeou para a vaga o até então diretor-administrativo, Cestore da Silva Pereira, que assumiu como executivo.

    Ontem a assessoria de imprensa do Daem, que usa o slogan ética e transparência, tentou de todas as formas impedir contato com novo diretor e blindou imagens.

    O único contato feito com Cestore foi por telefone, que confirmou ser funcionário de carreira e estar no quadro de funcionários do Daem desde 90. Sobre sua filosofia de trabalho, não quis se manifestar e disse que vai esperar. “Vou deixar para me manifestar na quarta-feira, até tudo estar resolvido”, disse o novo diretor.

    Cestore é técnico em contabilidade e foi subindo dentro do setor administrativo do Daem até ser nomeado diretor. A reportagem esteve no Daem, mas não conseguiu falar com ele pessoalmente.

    REINCIDENTE

    Esta é a segunda vez que Sojinha é colocado para fora do Daem por causa de nepotismo.

    Além de perder o emprego, ele responde junto com o prefeito Bulgareli a ação de improbidade administrativa e terá de pagar multa pelo cabide de emprego.

  • 03 set 2010 /  Fique Ligado

    Já está nas mãos do juiz da 2ª Vara Civil de Marília, Ernani Desco, ação civil pública assinada pelo promotor de Justiça, Isauro Pigozzi Filho, que pede a anulação das provas do concurso municipal realizadas em 18 de julho para os cargos de coletor de lixo, atendente de escola e recepcionista.

    MP quer anular exame para os cargos de coletor, atendente e recepcionista

    Inquérito concluído na quarta-feira, 1, diz que os exames para esses cargos – que têm exigências diferentes de escolaridade – foram, de fato, idênticos e inadequados para os conteúdos programáticos que constam no edital.

    As conclusões partem do laudo elaborado por professores acionados pelo MP junto à diretoria regional de ensino e são contundentes. Das 20 questões de língua portuguesa, 10 estavam inadequadas para os candidatos a coletor de lixo e atendente de escola, que exigem ensino fundamental incompleto e fundamental completo, respectivamente.

    Esse dois cargos também foram prejudicados, segundo o MP, nas áreas de matemática e conhecimentos gerais. A primeira teria apenas duas questões adequadas ao cargo de recepcionista, que exige ensino médio completo, e na segunda, apenas duas correspondiam aos níveis exigidos para os dois graus de escolaridades mais baixos.

    O promotor entrou ainda com pedido liminar de anulação dessas provas, que deve ser apreciado em cerca de 10 dias. A ação pede condenação solidária da prefeitura e da Cemat, empresa responsável pela realização do concurso.

    Se condenadas, ambas terão que ressarcir a taxa paga pelos 3.701 inscritos nesses três cargos e a empresa terá ainda multa de 30% sobre esse valor, com recurso destinado ao Fundo de Reparo de Direitos Difusos.

    Promotor pode ampliar investigação

    Isauro Pigozzi Filho deixa claro que em caso de sentença favorável nesta ação, o efeito de anulação acontecerá apenas para os três cargos em questão. Contudo, ele não descarta a possibilidade de novos inquéritos, caso surjam denúncias.

    “Essa ação tem alvos específicos, que são esse cargos. Mas se outros questionamentos forem feitos envolvendo mais cargos ou o concurso como um todo, nada impede novos inquéritos”, diz.

    A diretora da Cemat, Célia Mariko, não foi encontrada ontem para comentar o caso.

  • 03 set 2010 /  Fique Ligado

    Falta d’água que castiga população da zona norte desde o início da semana, fez com que a escola estadual Benito Martinelli dispensasse 550 estudantes na noite de quarta-feira. Pelo menos sete bairros estão sem abastecimento prejudicando cerca de 40 mil habitantes.

    Renata da Silva armazena água em baldes para lavar maquinários

    Problema existente há mais de 20 anos na zona norte foi intensificado após bomba do P4, que fornece água para a região, queimar no início desta semana. O equipamento foi substituído na manhã de ontem, mas segundo o Daem o abastecimento só será regularizado amanhã.

    Além dos estudantes, moradores e comerciantes reclamam do caos que se instalou na zona norte. Renata Graciliano da Silva, proprietária de um açougue armazena água em baldes para lavar maquinários. “Nós só não ficamos sem água porque temos a caixa”, lamenta Silva.

    A aposentada Geralda Gomes dos Santos, 70, tem Mal de Parkinson e percorre três quilômetros para buscar água de qualidade na mina

    Segundo ela, apesar das torneiras secas, o valor da conta subiu cerca de 80%. “Não é porque a bomba não estava funcionando que não tinha água, é sempre assim, principalmente nos finais de semana e períodos mais quentes”, revela.

    Para a aposentada Geralda Gomes dos Santos, 70, o problema ainda é pior. Para ter acesso à água, ela tem que caminhar três quilômetros entre sua casa, no Nova Almeida e a fonte do Rodani, próxima ao Distrito Industrial. Ela tem mal de Parkinson e carrega a água num carrinho de feira.

    Luiz Carlos Mariusio diz preferir pegar a água na fonte para o consumo, por causa da qualidade. “Acho que esta água é melhor do que da torneira para beber, estou levando 20 litros”, conta Mariusio.

  • 02 set 2010 /  Fique Ligado

    O atual diretor administrativo do Daem, Cestore da Silva Pereira, deve ser nomeado presidente da autarquia a partir de hoje depois que a Justiça mandou acabar com o cabide de emprego que sustentava o cunhado do vice-prefeito Ticiano Toffoli (PT) no cargo.

    Antônio Carlos de Souza, o Sojinha, com o cunhado Ticiano Toffoli, vice-prefeito

    Conhecido como Sojinha, Antônio Carlos de Souza Vieira foi colocado para fora do departamento por ordem judicial e está desempregado. Ele ainda é acusado de nepotismo e vai responder ação por improbidade administrativa junto com prefeito Mário Bulgareli (PDT).

    Ontem, reportagem esteve no Daem, mas segundo assessoria Sojinha estava viajando. Por telefone o cunhado do vice-prefeito confirmou que deixou o cargo contrariado, mas que vai recorrer da decisão.

    Esta é a segunda vez que Sojinha é expulso do Daem após ordem da Justiça. Em abril de 2009, ele foi exonerado do cargo de coordenador de gabinete da presidência, na época ocupada pelo empresário José Carlos de Souza Bastos, o Beca, indicado pelos petistas.

    Por causa do nepotismo, Beca foi condenado a pagar R$ 132 mil de multa judicial por manter o cunhado do vice-prefeito no cargo. Cestore, o novo diretor, é funcionário de carreira e atua há mais de 20 anos no departamento.

    A liminar que mandou suspender a portaria que nomeou Sojinha é assinada pela juíza Daniele Mendes, da 3ª Vara Cível. A representação que deu origem ao inquérito do Ministério Público, resultando na liminar concedida no último dia 26, é assinada pelo editor do Diário, Guto Pereira, e pelo diretor de marketing José Ursílio.

    Editais e contratos assinados não valem

    Editais, contratos e empenhos assinados por Sojinha desde o último dia 26 de agosto não valem nada. Pior. Podem dar problema a fornecedores e outros prestadores de serviços do Daem.

    O procurador do município, Ronaldo Duarte, admitiu ontem que a liminar judicial suspendeu a portaria de nomeação do cunhado do vice-prefeito e anulou todos atos legais dele desde então.

    “Se a portaria foi suspensa ele não tem legitimidade no cargo para assinar atos oficiais”, disse o procurador.

    O promotor de Justiça Isauro Pigozzi Filho, embora não seja autor do inquérito, confirma que a validade dos atos assinados por Sojinha pode sim ser contestada.

    “A liminar tem validade imediata a sua concessão e se não há portaria que o nomeie não tem sentido ele seguir assinando os atos do Daem”, explicou.

    O nome de Sojinha aparece como diretor executivo do Daem no Diário Oficial dos dias 28 e 31 de agosto, e 1º de setembro.

    No dia 31, ele chegou a assinar edital que homologou a empresa Lao Indústria como vencedora de licitação para fornecimento de 10 mil hidrômetros. Nada vale.

  • 02 set 2010 /  Fique Ligado

    A prefeitura segue omitindo informações sobre a obra iniciada há cerca de um mês nas margens da rodovia do Contorno (SP-294), que pretende ligar o acesso pela avenida Presidente Roosevelt ao Jardim Acapulco, zona oeste.

    Reportagem exclusiva divulgada ontem pelo Diário mostrou que as empresas que trabalham na área – Codemar e Soterra Terraplanagem – não têm contrato assinado com a prefeitura e que não consta nenhuma licitação concluída em 2010 para este fim.

    E a situação é ainda pior. Segundo o engenheiro da Codemar, Francisco Strada, só há projeto para a via marginal até o trecho em que se inicia o vale e não há qualquer previsão para a conclusão da segunda e mais complexa parte da obra, uma espécie de pontilhão sobre o vale. Em resumo, é muito provável que por um bom tempo o dinheiro público que está sendo investido – valor não divulgado – sirva para levar a população do nada a lugar algum.

    “Serão duas faixas de pista em cada sentido, com um canteiro central. Devemos parar um pouco antes da metade. Só depois vamos iniciar o projeto da segunda parte, que deve precisar de aprovação da Cetesb já que passa por área de preservação permanente”.

    Se seguir o ritmo das obras da alça de acesso ao Marília Shopping, na mesma rodovia, paradas há nove meses, é possível projetar que mais dinheiro público será empregado em empreendimentos inacabados.

  • 02 set 2010 /  Fique Ligado

    O aumento de 50% nos valores cobrados pela Zona Azul não agradaram motoristas ontem, no primeiro dia do reajuste. Cartelas para estacionar 2 horas, passaram a custar R$ 1,50 e a que dá direito à 1 hora, subiu para R$ 1.

    De 30 carros estacionados na Tancredo Neves, apenas 3 não tinham cartelas

    Operador de máquinas, Wagner Junior Ribeiro, 36, não deixou de colocar a cartela, mas acha que o valor ficou muito caro, principalmente por causa da escassez de vagas de estacionamento. “Já gastamos um tempão para achar a vaga, ainda por cima temos que pagar caro por ela”, reclama.

    Assistente técnica Leide Bonifácio dos Santos, 26, achou o aumento um absurdo e reclama da falta de retorno pelo pagamento. “Não vejo nenhuma utilidade para isso, a não ser para pagar os salários dos jovens da Legião Mirim”, argumenta.

    Leide achou o aumento um absurdo

    Professora Alessandra Rodrigues, 35, também não deixa de colocar a cartela, mas acha caro porque não há garantia nenhuma de espaço. “Não é o valor que é caro é a estrutura do trânsito que não permite que o pagamento valha a pena”, enfatiza.

    A legionária Jéssica Luana Cavalcante Berchor, 16, que estava fazendo a venda de cartelas na tarde de ontem também constatou a insatisfação dos motoristas. “Está todo mundo reclamando, inclusive teve uma senhora que deixou de colocar a papeleta quando soube do aumento”, destaca. Apesar disso, Jéssica vendeu seis cartelas a mais que no dia anterior.

    64% dos motoristas usam a cartela

    Em uma amostra de 65 carros analisados em dois pontos distintos da cidade, 23 deles estavam sem a cartela, ou seja, 35,39%. Em duas quadras da rua Coronel Galdino, por exemplo, de 35 veículos estacionados, 15 não cumpriram a regra e estavam sujeitos a multa.

    Mas, na Tancredo Neves, um dos melhores pontos de vendas de cartela, segundo informações dos legionários, de 30 carros, apenas três não tinham a cartela.

    Um desses era do advogado Alessandre Flausino Alves, 39. Ele justifica que não colocou a papeleta pelo pouco tempo que permaneceu no local e aproveitou para criticar a cobrança. “Não concordo com o preço. Acho que essa é mais uma forma para angariar dinheiro”, ressalta. Contando ainda que  quando vai ficar mais tempo coloca a cartela só para não levar a multa.

    Ontem, no período da tarde, só em uma parte da Tancredo Neves foram vendidas 80 cartelas.

    Legião Mirim quer equilibrar arrecadação

    Cleber Pinha Alonso, presidente da Legião Mirim, entidade responsável pelas vendas das cartelas da Zona Azul, não acredita que o aumento no valor das cartelas deva prejudicar as vendas. Ele explica que mesmo com o reajuste o motorista ainda terá a opção de pagar R$ 1 pela cartela de 1 hora. “A nossa expectativa é conseguir equilibrar a arrecadação, tanto com o aumento da fiscalização, quanto com o aumento nas venda das cartelas”, esclarece.

    Segundo ele, atualmente são vendidas em média 55 mil cartelas por mês, sendo que o ideal seria 95 mil.

  • 02 set 2010 /  Fique Ligado

    Com a bomba do P4 – que abastece diversos bairros da zona norte – queimada desde a madrugada de terça-feira, moradores dos bairros Prolongamento Palmital, Vila Nova, Fernando Mauro, Castelo Branco, Vila Barros, entre outros, ficaram sem água de vez. Com as torneiras secas, comerciantes e moradores relatam prejuízos.

    Inácia não teve como lavar a louça do almoço

    “Tenho clientes que foram lavar o cabelo em casa para cortar”, conta o cabeleireiro Amintas de Oliveiras, 44, com salão na Vila Nova. Segundo ele, que está no local há 4 anos, a situação sempre foi a mesma, e inclusive passou a tarde de sábado, dia de maior movimento, sem água.

    “Já tive caso de passar a tinta no cabelo da cliente e depois perceber que não tinha água para enxaguar”, diz ao revelar que prejuízo em dias de torneiras secas, chega a 60%.

    Helena precisou buscar balde de água na vizinha para enxaguar a roupa

    Para o funileiro Ivo Siqueira Torres, do Prolongamento Palmital, a falta d’água também é sinônimo de prejuízo. “Eu uso água para trabalhar, para lixar os carros. Atrasa o serviço. E agora não poderei lavar um carro que tenho para entregar. Terei que passar um pano e pedir desculpas para o cliente”, afirmou.

    A dona de casa Inácia Oliveira Souza de Carvalho, 63, mora no Palmital e percebeu que a água da rua havia acabado na manhã de ontem. Para poupar a água da caixa para o banho, ela não lavou a louça do almoço.

    SECA – Caos da falta d’água volta a se instalar na zona norte; moradores e comerciantes relatam prejuízos.

    Helena Georgete dos Santos, 55, precisou buscar um balde de água na vizinha para enxaguar a roupa que já havia começado a lavar. “Agora tem que esperar chegar para tomar banho”, diz.

  • 02 set 2010 /  Fique Ligado

    Os moradores do bairro CECAP Aeroporto estão revoltados com a determinação da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, que mandou cortar 17 árvores no entorno da escola Wanda Helena, para a reforma da calçada. Outras duas árvores já foram cortadas no interior da escola.

    Margarida ficou revoltada com o corte das árvores

    “É um absurdo. No começo do ano recebemos uma notificação da prefeitura dizendo que deveríamos plantar uma árvore na frente de nossa casa. Eu plantei”, disse a professora Margarida Piffer, 45.

    Um dos funcionários da empreiteira contratada para derrubar as árvores, que preferiu não se identificar, afirmou que as árvores, da espécie “castanheira”, foram plantadas em lugar errado, porque estouram a calçada e o asfalto.

    DEVASTAÇÃO - Prefeitura dizimou 17 árvores em frente à escola Wanda Helena, no CECAP Aeroporto, para reformar a calçada; moradores se revoltam.

    O bancário Adailton Spada, 58, discorda. “A raiz da minha árvore estava entrando na garagem, cortei as raízes em volta e mandei fazer a calçada. A minha vizinha vez a mesma coisa, sem derrubar a árvore”.

    Segundo a diretora da escola, Inês Mari Machado, a retirada das árvores foi um pedido da construtora responsável pela reforma do prédio, porém deverão ser replantadas outras 17 árvores no local.

  • 01 set 2010 /  Fique Ligado

    Vulgarmente conhecido como Sojinha, o atual diretor do Daem, Antonio Carlos Vieira, será obrigado a deixar o cabide de emprego após decisão da Justiça que impede o nepotismo descarado na administração municipal. Ele é cunhado do vice-prefeito Ticiano Toffoli (PT) e, pela lei, não pode ser nomeado.

    Atual diretor do Daem, Sojinha, cunhado do vice-prefeito Ticiano Toffoli, será obrigado a deixar cabide de emprego

    Sem qualquer experiência administrativa, com diploma de advogado que nunca usou, o atual diretor do Daem foi colocado no cargo após a exigência do cunhado. Agora já responde junto com o prefeito Mário Bulgareli (PDT) a ação de improbidade administrativa pelo desrespeito à lei e além de deixar o emprego a Justiça também mandou suspender seu salário.

    A decisão é da juíza da 3ª Vara Cível, Daniela Mendes de Melo, que acatou pedido do Ministério Público Estadual e concedeu liminar para acabar imediatamente com a farra do nepotismo no Daem.

    Sojinha ao lado do cunhado Ticiano Toffoli: Justiça acaba com a farra do cabide de emprego e suspende nomeação do diretor

    “Defiro, pois, a tutela postulada para suspender os efeitos da portaria 23432 de 12 de abril de 2010, da Prefeitura Municipal de Marília, que nomeou o diretor-executivo do Daem, Antonio Carlos Guilherme de Souza Vieira, bem como recebimento dos seus proventos até a solução da lide”, escreve.

    Na liminar, a juíza afirma ainda que “em face do grau de parentesco de Antonio Carlos (cunhado do vice-prefeito José Ticiano Dias Toffoli) sua nomeação ofende, neste juízo prévio de cognição, os princípios norteadores da Administração Pública, quais sejam da legalidade, impessoalidade e moralidade…”

    A decisão saiu no último dia 26, já foi comunicada ao MP e está disponível no processo 1300/2010. A ação também cobra multa dos acusados por causa da infração à lei. O valor atualizado já ultrapassa R$ 25 mil.

    A prefeitura e o Daem devem ser notificados nas próximas horas para acabar com a farra que sustenta o cabide de emprego do cunhado do vice-prefeito.

    Segunda, 9 vereadores aprovaram nepotismo

    A liminar que acaba com a farra do boi tornou-se pública ontem à tarde, um dia após os nove vereadores aliados à administração municipal votarem a favor do nepotismo mantendo veto de Bulgareli à lei que proibia a nomeação do cunhado do vice-prefeito para a direção do Daem.

    Na segunda-feira, contra o nepotismo votaram apenas os vereadores Mário Coraíni e Junior da Farmácia (PTB), autor do projeto vetado, Wilson Damasceno (PSDB) e Eduardo Nascimento (PDT).

    Ontem os vereadores que votaram contra o nepotismo comemoraram a decisão. Junior da Farmácia disse que “é a vitória da Justiça, do povo”. Para Damasceno, a liminar devolve a ordem e a moralidade ao Daem.

    Decisão cita manobra de Bulgareli com lei imoral

    A manobra imoral do prefeito Bulgareli, que enviou à Câmara de Marília projeto de lei complementar que transforma o status dos diretores de autarquia em secretário apenas para permitir a nomeação do cunhado do vice-prefeito Ticiano na diretoria do Daem também é citada pela juíza.

    Manobra imoral de Bulgareli, que transforma o status dos diretores de autarquia em secretário, foi citada pela juíza

    Segundo a liminar, “esse fato, por si só, merece que se dê a devida atenção ao cargo ‘político’ ocupado pelo cunhado do vice-prefeito e confere verossimilhança às alegações iniciais sobre a existência de nepotismo na nomeação, justificando o deferimento da tutela antecipadamente.”

    Ou seja, na prática, a Justiça entende que a administração sabia da ilegalidade da nomeação e tentou mudar a lei para acomodar a situação.

    Na decisão a juíza ainda afirma que a manobra de Bulgareli mudando a lei para manter o nepotismo e deixar Sojinha no cargo serviu “para conferir o status de servidor político àquele que não possuía”.

    Jornalistas do Diário fazem denúncia

    Dias após a nomeação do cunhado Sojinha para diretor do Daem, o editor do Diário, Guto Pereira, e o diretor de marketing José Ursílio entregaram representação assinada ao Ministério Público pedindo abertura de inquérito para apurar o caso de nepotismo. Pedido foi conduzido pela promotora Rita de Cássia Bergamo.

    Guto Pereira e José Ursílio entregaram representação ao MP pedindo abertura de inquérito para apurar nepotismo

    No último dia 17 de agosto, após quase dois meses de investigação, o MP entregou à Justiça o relatório final solicitando abertura de uma ação de improbidade administrativa contra os acusados com pedido de liminar para que o cunhado do vice-prefeito deixasse o cargo.

    O processo inicialmente foi distribuído para 1ª Vara Cível, depois seguiu para a 5ª Vara Cível até ser redistribuído e julgado na 3ª Vara Cível, que acatou pedido de liminar e determinou o fim do nepotismo.

    José Ursílio disse decisão repara a decência e respeito à legislação: “É preciso ter legitimidade para administrar um centavo do dinheiro público. Nesse caso estamos reparando a decência no trato de autarquia de R$ 40 milhões de orçamento e que não se trata de um botequim ou casa de sogra para acomodar cunhado”.

  • 01 set 2010 /  Fique Ligado

    Desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deferiram na tarde de ontem a candidatura para deputado estadual do jornalista José Ursílio (PSDB) após analisarem documento que faltava para o registro oficial.

    José Ursílio, candidato a deputado estadual

    O julgamento ocorreu por volta das 16h. O registro da candidatura se deu após o jornalista entregar, na última quinta-feira, o certificado de escolaridade que havia sido esquecido pelo partido na hora de juntar a documentação.

    A decisão é definitiva e José Ursílio está apto a ser votado nas eleições de outubro.

    Ele concorre pela primeira vez para deputado estadual. Sua assessoria jurídica esteve sábado à tarde no tribunal conferindo os dados da urna eletrônica, como número e foto do candidato.

    Decisão coloca fim às armações de Carlos Umberto Garrossino, chefe de gabinete do ex-prefeito Abelardo Camarinha (PSB), que inclusive pagou por informes publicitários em alguns jornais, na semana passada, para fazer acusações ao jornalista José Ursílio – tentando ainda manipular a opinião pública sobre uma falsa impugnação eleitoral.