Marília, 23 de novembro de 2017.

Quase nada se compra e se contrata sem propina

Os gigantes brasileiros dos negócios empresariais movimentaram bilhões e bilhões dos cofres públicos, seus donos pagaram bilhões em propina a políticos brasileiros. Estão delatando, alguns empresários na cadeia e pagando bilhões em multas. Mas esse sistema não é só dos grandes. Problema não é só os políticos. Não se compra ou se contrata nada no poder público sem que ocorra o pagamento de propina, que irriga caixa dois, esparrama corrupção e especialmente deformam as campanhas eleitorais.

A ampla maioria dos políticos são milionários não por causa de herança ou desempenho profissional ou de negócios. Enriquecem ilicitamente acumulando dinheiro sujo da corrupção. Outra parte da propina financia as campanhas desses mesmos políticos. Afinal, a campanha de Dilma Roussef em 2014 custou 330 milhões de reais e de Aécio Neves 220 milhões. Geraldo Alckmin foi reeleito em 2014 gastando mais de 40 milhões de reais. A campanha de prefeito de Marília custou para cada candidato mais de dois milhões de reais.

Negociatas entrelaçam relações espúrias entre políticos e empresários

As burras públicas sempre foram e serão as mais cheias. A dinheirama equivale a 36% de carga tributária que sai de nossos bolsos (renda e produção). União, Estados e Municípios compram e contratam e todo mundo quer um naco desse bolo, até mesmo os farelos que sobram porque sempre será um bom negócio.

É por isso que desde sempre administração pública e iniciativa privada sempre se entrelaçaram num sistema de interesses mútuos. E os sujeitos ativos (governantes de um lado e empresários de outro) foram aprimorando métodos de convivência que ignoraram o formato institucional e descambaram para relações paralelas, ou seja, corrupção.

Quem compra e contrata deveria optar pela qualidade e melhor preço, mesmo parâmetro de quem vende e oferece serviços. Teoria que funciona na sociedade civil porque no mundo dos negócios públicos a prática piorou desde a década de 60.

Para quem tem olhos de ver, isenção de quem tem senso, até daria para remontar historicamente que o Brasil tem em sua gênese o marco de sistemas deteriorados de governança, desde os tempos que a colónia portuguesa aqui se instalou para corromper os índios com espelhinhos.

Golpe político-militar de 64 derrubou João Goulart e a maior motivação seria combater a corrupção. O marechal Castelo Branco primeiro presidente militar, anunciava “o livro branco da corrupção” onde se denunciaria todas mazelas.

Lula, Dilma e Temer, a conjugação de forças para 16 anos de poder e o maior esquema de corrupção do mundo

Nenhuma letra, nenhuma frase, até porque tivesse sido escrito, certamente estariam indicados militares da época. Foi até criada uma comissão que durante 14 anos viajou na geleia até ser destituída por Ernesto Geisel em 1978.

O período obscuro da ditadura não era apenas de repressão a ideias e pensamentos, mas os negócios públicos foram tratados com a mesma força da baioneta e armas. Aos amigos, tudo. Quem mesmo despontou já com os militares? Um baiano chamado Emílio Odebrechet. Isso mesmo.

O Brasil sempre foi rico. Os milicos com a botija cheia trataram logo de lançarem sempre obras faraônicas da ditadura – como Transamazônica, Itaipu, Tucuruí, Angra, Ferrovia do Aço e Ponte Rio-Niterói.

Odebrechet ficou gigante em 1973 depois de quase 10 anos de governo militar, era protegida de Costa e Silva e construiu o prédio sede da Petrobrás no Rio há 40 anos

Empreiteiras passaram a monopolizar a contratação das obras e nessa época ninguém sonhava em meter o bedelho no formato de contratação e nada de controle. A Odebrechet era protegida de Costa e Silva, o mesmo que aliás nomeou Paulo Maluf prefeito biônico de São Paulo e que todos sabemos de seu histórico.

Ironia do destino, a primeira obra de grande vulto que Costa e Silva deu para a Odebrechet foi a construção do prédio-sede da Petrobras, no Rio. Em 1970 essa empreiteira já era a terceira maior do pais, seguida da Andrade Gutierrez.

Esse período todo dos militares deu no que deu. Ou seja, em nada para quem sabe das coisas porque viveu ou porque estudou. E assim como tempos evoluem, o país segue trabalhando e produzindo enquanto os governos vão gastando.

Gastando mal porque a sucessão de governos militares e civis não fez daqui uma nação de qualidade de vida para seus cidadãos apesar de ser a nona economia do mundo.

O mais incrível dessa situação é que a maior parte dos políticos está no poder ou no entorno dele durante todos esses 57 anos. Mais ainda, a maioria deles já tem filhos e netos atuando. Maior parte de deputados, senadores, governadores, prefeitos, hoje são filhos e netos dos caras que atuam desde o regime militar.

A cara do Brasil mudou um pouco por conta de movimentos sociais, algumas lutas, assim como pela natural evolução das coisas e tecnologia.

Mas a cara da política e dos políticos é a mesma. Veja a sucessão de civis na presidência e as forças que levitaram à sua volta. Sem generalizar verdade é que corrupção foi a marca de sucessivos escândalos durante todo tempo e com variação de protagonistas por que hora se está no poder, ora na oposição. Ou seja, é mais fácil roubar quando se ganha eleição. Logo, como eles se alternam em períodos, vidraça é quando se está com controle do Executivo, seja União, Estados e Municípios.

Transamazônica já custou mais de 20 bilhões de reais, lançada em 1970 pelo presidente general Médici, até hoje não está concluída e vai do nada a lugar alguma

O fim da ditadura deu liberdades aos cidadãos, aos poucos melhoramos sim instituições e instrumentos de fiscalização. O povo foi conquistando espaços e abrindo um pouco mais os olhos, embora muito ainda se faz de ouvidos moucos.

De 80 para cá as coisas obscuras dos bastidores e gabinetes do poder foram denunciadas pelos valores de liberdade ao contrário do que acontecia com os militares e sua caserna.

Quem veio nesse período. Era Tancredo Neves do Colégio Eleitoral de 1984 que adoeceu na véspera da posse, morreu em 21 de abril e deixou o vice como presidente, o José Sarney, sujeito de extrema direita, cria dos militares, um coronel malfeitor do Maranhão.

O desastre todos conhecem na administração e corrupção. Veio Fernando Collor de Mello, o falsário caçador de marajás lá de Alagoas, que já foi cassado no segundo ano por conta da corrupção e deixou o cargo para o vice Itamar Franco.

Vem depois Fernando Henrique Cardoso, todo cheio de ser por conta do plano Real fez governo de dois mandatos, obviamente com mesmo caminhão de denúncias desde a compra de votos para ter segundo mandato, como por conta das privatizações.

Até que chegou o Luiz Ignácio Lula da Silva. Governo popular, de esquerda, mudança radical nas relações entre governo e sociedade, todo histórico de lutas do seu PT. Oito anos de governo, elegeu a sucessora Dilma Roussef e ainda a reelegeu.

O que deu? A mesma corrupção, os mesmos métodos, as mesmas relações, os mesmos agentes políticos, o mesmo fisiologismo, o desastre para fazer surgir a descrença generalizada contra os políticos.

Tanto se fez de desmandos e malfeitos que Dilma foi impedida e deixou o cargo de presidente para Michel Temer. Quem achava que seria diferente, é porque tem interesses, ou porque o visse como tábua de salvação para o momento e o melhor seria ignorar que ele faz parte também de todo esse sistema falido, corrupto e desvirtuado que é a política e a governança dos entes públicos.

No regime dos generais, ninguém denunciava corrupção por causa da repressão e foi quando surgiu a Odebrechet,

Está agora tudo posto, o que era de antes, continua agora com Michel Temer porque os esquemas são os mesmos, o sistema nada mudou, os cara pálidas são caciques de idêntica performance. Por isso a vaca foi para o brejo, assim como lá vai mais um boi de piranha.

O que tem no meio disso tudo em 57 anos de vida pública e política é piora da atuação dos homens eleitos, volúpia para avançar em benesses e principalmente em enriquecimento ilícito a partir de propina.

E os cofres públicos abarrotados não são acessíveis para chegar lá e tirar o dinheiro. Precisa de intermediários, de quem vende e presta serviços, fatura e recebe. Depois devolve a parte do quinhão para os políticos em forma de caixa dois, de propina, de comissão. As malas de dinheiro vivo.

Aumentou a corrupção? Sim. Degradou o caráter do político. Há sensação nítida que a corrupção é maior agora e isso é verdade. Mas não é malfeito desse ou aquele grupo ou partido político. Lamentável afirmar, mas generalizou o descaramento. Basta ver o que está posto antes e agora.

Nesse contexto ocorreu outro fator. Ao longo das últimas três décadas o perfil do poder público mudou radicalmente. União, Estados e Municípios trocaram atuação e de executores passaram a ser contratantes e compradores.

A cara da política e dos governos brasileiros nos últimos mandatos está aqui

Em todas áreas o Executivo atuava e por isso até hoje as máquinas administrativas são inchadas e custosas. Serviços de saúde, educação, assistência, eram exclusividade do Executivo, assim como até mesmo uma obra de escola, de hospital, de casa popular, de asfalto, ou serviços como coleta de lixo.

Juntou a fome com a vontade de comer. Aqui a coisa é tão descambada, tão deprimente, que antigamente qualquer criança no primário já sabia que os políticos sempre ficaram com comissão de 10% sobre contratos de obras, especialmente. Pouco se investigava, pouco se denunciada comparativamente ao volume que sempre foi roubado.

Mas é assim até hoje. Quase nada se faz em compras e contratos sem que haja alguma propina. A maior patifaria virou nos últimos 30 anos com o advento das terceirizações e privatizações.

Até a saúde e educação estão nessa fase de terceirização. E a única certeza é que hoje por exemplo não se tem propina apenas na compra do caderno e lápis para as crianças, ou mesmo para aquisição da merenda, assim como não se tem comissão tão somente na compra de medicamentos para os postos de saúde.

O quadro é tão grave e ainda vai muito tempo para depuração mínima porque na terceirização da saúde, da educação, serviços são contratados à base de propina, como o mesmo sempre aconteceu na construção civil de uma ponte, um prédio ou o asfalto.

Você cidadão comum pode não ter noção de como a coisa está feia e vem de muito tempo. Antes os prédios públicos eram construídos pelo Executivo, obras adequadas às necessidades. Hoje maior parte são prédios alugados, geralmente prédios enormes, vistosos, de valores astronômicos. Porque? Comissão e propina.

Propina tira dinheiro até de hospitais, seja na compra de insumos ou contrato de serviços

Antes o sonho de todo mundo era ou ser funcionário do Banco do Brasil, ter o próprio negócio ou passar em um concurso público. Hoje? Proliferam as terceirizações e agora vão ficar ainda mais aceleradas. Porque? Comissão e propina.

Esse sistema deteriorado e sujo não foi criado ou é mantido única e exclusivamente pelos políticos. Existem atores coadjuvantes e protagonistas que formam a cadeia de empresas e prestadores de serviços que participam e ganham concorrências públicas.

Tem leis, tem teórica fiscalização, teria disputa, como então precisa de empresas terem entrado nesse esquema de pagar comissão para vender ou prestar serviços ao poder público?

Para cada lei existe um subterfúgio, uma chicana, um desvio e hoje em dia um conluio. Da para entender bem quem prestou atenção nos últimos anos nas denúncias e para quem está lendo e ouvindo sobre esse mar de lamas da Lava Jato e especialmente fica nítido a partir das confissões e delações dos empreiteiros.

As corporações que mais vendem ou prestam serviços para União, Estados e Municípios, sempre tem seus donos ou diretores atrás dos governantes em busca de laços estreitos. Mas não é convivência salutar, mas essência é jogo de interesses e a combinação das benesses.

Propina tira até merenda escolar do prato das crianças, como o desvio de mais de 4 milhões de reais em Marília

Quem quer vender e comprar precisa se relacionar com o detentor de poder. Mas outra situação ainda mais grotesca e aviltante: não são apenas os agentes políticos eleitos nas relações de corrupção. Hoje até funcionários de alto escalão concursados são acessíveis aos esquemas de propina.

Agora, sabe aqueles 10% de propinas em obras do passado? A comissão se alastrou para todos os lados. Pior ainda, para bancar essa volúpia, serviços e obras passaram a ser cada vez mais superfaturados, porque hoje em poucas situações se cobram 10%. Pasme. Não faltam propina em 20%, 30% e até descalabros de 50% (se é que 1% já não seria um descalabro).

Desembaraçar as entranhas do sistema político, dos sistema de administração pública e das relações entre Estado, sociedade e negócios não é simples e ainda há um longo caminho a ser percorrido.

É salutar o que está acontecendo no Brasil ainda que provoque asco, frustração, rejeição e especialmente descrença contra a política e seus atores. Mas na vertente da outra ponta esse momento de tanta sujeira e corrupção serve para expor a verdade das coisas e ainda para quem sabe surgir daqui a alguns anos novos e melhores políticos e mais eficácia de ordenamento jurídico e respeita à rés pública.

Mas não se pode ignorar que os empreiteiros, empresários, sujeitos que hoje fazem delação, estão assim apenas porque foram pegos na fiscalização e investigação. Não fossem, estariam corrompendo, superfaturando e enriquecendo às custas do dinheiro público.

Não é apenas votar em gente mais qualificada, minimamente comprometida com a sociedade porque senão o sistema pode engolir os eleitos também no futuro. É preciso restabelecer melhores relações entre poder público com quem vende e presta serviços.

Não existe botão para apertar, não é de um governo para outro, ou não se trata de mais leis. É questão de cultura e valores. Tanto assim que com tudo isso que está aí de denúncia e operação Lava Jato a corrupção não parou, pode até ter um pouco de restrição, mas o que se criou foram talvez alguns cuidados a mais no modus operandi porque na volúpia, o quadro se repete.

Mais ainda, a Lava Jato desvendou um esquema de corrupção que é o maior do mundo mas atua apenas em uma parte do sistema que combate a corrupção. É preciso Lava Jato em todos Estados da Federação, em todos Municípios brasileiros.

O mesmo esquema de corrupção nas compras de serviços e contratação de obras na União se repete na base. A sociedade civil precisa melhorar atuação participativa, assim como os agentes de estado de fiscalização e polícia precisam pegar como modelo de atuação essa força tarefa de Curitiba.

Assim vamos acelerar a possível conquista de país mais limpo e eficiente e de homens públicos mais decentes, assim como empresas, empresários e investidores que atuem pela legalidade, pelas leis de mercado e pelo ordenamento jurídico.

E para que o cidadão faça meia culpa nesse sistema, na hora de votar é preciso mínimo de isenção e se informar sobre seus escolhidos. E outra coisa, se vigiar no dia a dia, porque às vezes no afã de levar alguma vantagem por menos que seja, seu comportamento ou ato pode ser tão pernicioso quanto o político que você refeita e recrimina.

 

Audiência de Daniel com Alckmin resgata relacionamento entre gestão e política

 

O prefeito Daniel Alonso finalmente foi recebido ontem em audiência no Palácio dos Bandeirantes pelo governador Geraldo Alckmin. O que deveria ser um  fato de certa forma comum é um marco importante para Marília. E Daniel resgata na relação um marco significativa que é o perfil de gestão pública aliada à política partidária. Óbvio, das muitas reivindicações, o governador vai liberar recursos à cidade e selar seu comprometimento com a atual administração.

Alckmin despachou com o prefeito no Palácio dos Bandeirantes

 

Daniel Alonso foi candidato do PSDB graças à influência e força do deputado estadual Pedro Tobias, que também é presidente estadual dos tucanos. Havia movimento forte para impedir que o PSDB concorresse e estivesse aliado à reeleição de Vinícius Camarinha.

Verdade é que pesquisas ano passado do próprio Governo do Estado davam como quase certa a reeleição de Vinícius e óbvio como o ex-prefeito e o deputado estadual Abelardo Camarinha sempre tiveram votos nas eleições e na Assembleia Legislativa, automaticamente sempre acumularam forças, às vezes do próprio cargo e muitas situações por conta de politicagem e do jogo sujo que são tão bons e afiados para dominar.

Contra toda previsões e a máquina, o PSDB por conta de Pedro Tobias fez Daniel candidato e a maioria do eleitor o elegeu prefeito. Geraldo Alckmin passou longe de Marília nos últimos anos por conta das disputas mesquinhas aqui e da truculência e força dos Camarinha.

No ano da eleição, 2016, então, não quis se comprometer. Mesmo depois do resultado, também ficou pisando em ovos, porque Alckmin sabe que mesmo Abelardo Camarinha tendo mandato sob cassação, ele ainda está na Assembleia, vota, e ainda tem como padrinho Márcio França, que é o presidente do PSB e vice governador do Estado.

Daniel este com Alckmin em audiência e mostrou perfil de gestor

Então, a audiência de ontem finalmente repõe no tabuleiro de forças da cidade, o prefeito Daniel Alonso e seu grupo. E o prefeito fez um movimento inteligente ao ser conduzido e valorizar Pedro Tobias, que é merecedor sempre de sua lealdade.

Mais ainda, Daniel Alonso levou o presidente da Câmara, Wilson Damasceno, que nas últimas eleições se elegeu três vezes e dentro do PSDB em Marília sempre manteve coerência intocável e admirável. Nunca se rendeu.

Levou também o novado José Luiz Queiroz, que é promissor na política e se elegeu logo na primeira eleição, mesmo não sendo de Marília e há pouco tempo na cidade fez por merecer porque é articulado.

Daniel lógico levou na maleta de viagem incontáveis projetos em várias áreas, mas também levou secretários de pastas importantes para mostrar o perfil de gestor e o caráter de trabalho que queria dar ao encontro.

Não foi Daniel um político mesquinho, que na primeira oportunidade com o governador pudesse querer todos os louros, todas atenções, como é de costume de boa parte de políticos e que aliás é o perfil de seus adversários e algozes, pai e filho Abelardo e Vinícius Camarinha.

Os Camarinha agem e se comportam como se fossem não apenas maiorais, mas quase que semideuses, porque sempre tiveram arroubos, como se o governador tivesse neles as únicas figuras de representatividade em Marília. Pura falácia, mentira, coisa mesquinha aliás.

Prefeito prestigiou Damasceno e José Luiz e ainda levaram um mimo para marcarem a vocação da cidade como capital do alimento

Por isso, a audiência dessa terça-feira, 9, de Daniel Alonso e sua comitiva, tem um significado muito importante para o grupo dele e ainda para a cidade, que de todas as formas, vê relacionamento de gestão e político se aliando para conquistas de reivindicações e avanços à população.

Mais ainda, outra grande verdade, é que no ano que vem tem eleições. Para presidente, governador, senadores, deputados estaduais e federais.

E ano que vem Marília e região terá sim Vinícius e Abelardo candidatos, mas terá também muitos outros concorrentes, como aqueles integrantes do grupo de Daniel, talvez por exemplo o presidente da Câmara, delegado Damasceno.

E Daniel até lá deve melhorar seu desempenho, ampliar alianças aqui e em âmbito estadual e obviamente a eleição para deputado será um teste importante, também, além de resultados que devem ser mostrados na administração da cidade.

O prefeito tem enfrentado na administração toda a fúria e politicagem dos Camarinha, agora em moldes diferentes. Antes, essa dupla de malfeitores tentavam desqualificar a imagem de Daniel  na sua vida empresarial.

Agora que Daniel está prefeito e derrotou pai e filho e toda estrutura deles, o objetivo dos Camarinha é criar armadilhas e chicanas todos os dias, para desmerecer e desqualificar quaisquer atos administrativos e políticos.

Os Camarinha só sabem fazer isso, cresceram e criaram posição não apenas porque são assim articulados e construíram império à base de riqueza obtida pela roubalheira aos cofres públicos, mas porque também passaram a vida se ocupando em destruir e desqualificar qualquer adversário.

Então, mais que trazer recursos em obras e financiamentos para Marília, o encontro oficial de ontem entre Daniel Alonso e Geraldo Alckmin tem importância significativa, justamente por esse quadro confuso e grotesco da política partidária de Marília.

No mais, é esperar o resultado da audiência em benefício da população.  Daniel e seu grupo, que reúne obviamente partidos aliados e correligionários, por outro lado, devem continuar adotando gestão e eficiência na administração, mas de forma colado e atenta à política, ao partidarismo e obviamente às próximas eleições.

E claro de olho nas armadilhas e na estrutura contaminada na administração, onde subsistem estrutura e incontáveis aliados dos malfeitores Abelardo e Vinícius.

 

 

Sindicato dos Comerciários entrega segunda fase de residencial com mais 169 casas

O mais novo bairro urbanizado e com 409 casas construídas na zona Oeste de Marília está concluído. O Sindicato dos Comerciários de Marília em parceria com CEF (Caixa Econômica Federal) e Construtora Menin entregaram ontem 169 unidades do Residencial Firenze aos mutuários em cerimônia oficial de homenagens e entrega de chaves.

A solenidade nesse sábado, 6, repete um momento de congraçamento que já 24 anos de projeto habitacional dos Comerciários pois Marília, em 1993, foi a primeira cidade do Brasil a lançar e construir um núcleo de casa própria ao trabalhador.

Foi o presidente Mário Herrera que desbravou e estabeleceu o marco histórico no então Jardim Lavínia, entregue em 1994. Nesse período foram lançados 18 bairros com mais de 6.000 casas próprias destinadas aos trabalhadores de Marília, de diversas categorias, especialmente a comerciária.

E o projeto habitacional do sindicato vai ser mantido anunciou o Mário Herrera, ao lançar na solenidade o Firenze II, anexo ao primeiro, agora com 358 unidades. As inscrições já podem ser feitas a partir de segunda-feira, 8, na sede da entidade, à rua Catanduva, 140.

IMORTALIZADO

O Firenze I teve primeira fase de 240 unidades entregues em novembro do ano passado. O novo bairro faz justa homenagem ao imortalizar o Expedicionário Alberto Herrera, pai de Mário, que além de ferroviário honrou e defendeu o nome do Brasil durante a segunda guerra mundial ao servir a FAB na Itália.

A construção das casas seguem o mesmo padrão de qualidade e reúne no bairro toda infraestrutura como redes de água e coletora de dejetos de esgoto, galeria de águas pluviais e asfalto.

O expertise em projetar e construir bairros diferenciados reafirma parceria sólida entre Sindicato dos Comerciários, Construtora Menin, Federação dos Comerciários e Caixa Econômica Federal, o que já beneficiou mais de 25 mil pessoas direta e indiretamente nesses 18 bairros com mais de 6.000 casas entregues.

GRATIDÃO

Participaram da solenidade o presidente do sindicato, Mário Herrera e da Fecomeciários, Luiz Carlos Motta; o prefeito Daniel Alonso, o vice Antônio Ambrósio Tato, o sócio-diretor da Menin, Gustavo Menin; os vereadores Cicero do Ceasa e Daniela, além de vários secretários municipais e o jornalista José Ursílio, assessor especial do sindicato para assuntos Habitacionais e Corporativos. Também prestigiou o evento a mulher de Mário, Ana Perina Herrera e o secretário de esportes, Eduardo Nascimento.

José Ursílio destacou o pioneirismo do sindicato na construção de casas destinadas ao trabalhador: “Estivemos há 24 anos entregando o Jardim Lavínia e agora, com o Firenze completamos 18 bairros, beneficiando mais de seis mil famílias”.

“O ensinamento do Mário Herrera nesse tempo de mais de duas décadas para todos nós serve de lição. Ele dá e recebe lealdade, que se transforma em gratidão e nos leva sempre ao senso de justiça”, defendeu o jornalista.

O vice-prefeito Tato destacou que a casa própria dá dignidade ao trabalhador e destacou: “Vocês estão aqui para receberem as chaves de suas casas e nunca ninguém vai mexer com você e sua família”.

O presidente da Fecomerciários, Luiz Carlos Motta, defendeu o pioneirismo de Mário Herrera, assim como a importância desse projeto social que saiu de Marília e se espalhou pelo estado de São Paulo, através da Cooperativa dos Comerciários do Estado de São Paulo, vinculada à Federação.

CONQUISTA

“Devido a esta iniciativa cidadã, a compra da casa própria pelos comerciários fica facilitada. Esta aquisição melhora a economia doméstica; livra as famílias do aluguel. Estas economias contribuem, por exemplo, para as famílias investirem em educação.

É a conquista de um patrimônio que dá solidez e segurança às famílias”, disse Motta.

Já Gustavo Menin, enfatizou a parceria para o sucesso dos empreendimentos. “São muitos anos de parceria construída sob o respeito com todos envolvidos nesse projeto de moradias dignas”.

Ele agradeceu também a ampliação das parcerias ao defender o engajamento do prefeito Daniel Alonso e do vice Tato. Destacou o arrojo de Herrera em acompanhar os projetos desde a parte burocrática até o assentamento de cada fase da construção.

O prefeito falou com entusiasmo da qualidade das moradias, da infraestrutura pronta de serviços públicos e a localização da área, rodeada de um bosque e vales.

Daniel Alonso parabenizou os moradores pela conquista da casa própria que é um sonho transformado em realidade e destacou a importância do desempenho de Mário Herrera como sindicalista e idealizador e responsável pela construção das mais de seis mil casas em Marília

JOÃO DE BARRO

Depois foi a vez de Mário Herrera pela décima oitava vez em 24 anos mostrar toda sua simplicidade misturada com muita emoção e satisfação. Estava ele ali para receber homenagens, ver autoridades destacando seu trabalho mas o que lhe dava mais conforto era olhar nos olhos de cada pessoa das famílias que receberam as chaves da casa própria.

Mário Herrera poderia estar já acostumado a essas solenidades pela tradição e confortado por até ser carinhosamente chamado de “joão de barro”, pelo espírito construtor.

As casas prontas, a entrega de chaves, a alegria dos novos mutuários do Firenze e dos demais 17 bairros já entregue é sim momento de comemoração e satisfação, apesar de todos esses anos terem sido de trabalho árduo, desenrolar e preparação de burocracia sem precedentes e cumprimento de prazos e execução de obras que tiveram investimentos de milhões de reais em recursos da CEF.

Foram geradas não apenas casas, mas ocupação do solo de forma ordenada e urbanizando áreas nos quatro cantos da cidade, além de geração de milhares de empregos, impostos e movimentação da economia de Marília nesses 24 anos de projeto habitacional.

VIDA PRÓPRIA

A importância do trabalho também tem outra vertente social. Famílias que por exemplo compraram casas no Jardim Lavínia, muitas delas eram como as atuais do Firenze, com casais iniciando a vida ou ainda na faixe de 25 a 30 anos.

Hoje os anos se passaram, muitas famílias cresceram, nasceram netos, as casas foram modificadas e ampliadas, a vida seguiu e os bairros são desenvolvidos com vida própria.

O que mais impressionou ontem quando muita gente chegou para a entrega das 169 casas da segunda fase do Firenze, foi ver que as 240 moradias entregues em novembro do ano passado, já tinham muitas obras e modificações foram feitas nas moradias.

Praticamente 90% casas das já estão com muros, outras tantas com portões eletrônicos. Muitas delas já ampliadas e transformaram o núcleo num bairro já com sua identidade própria e uma mostra que cada família que comprou sua casa própria realmente não ganhou apenas um lar para sua família, mas estabeleceu uma motivação para empreender, melhorar ainda mais sua condição de vida e bem-estar.

DEDICAÇÃO

Mas paralelo a esse conjunto de iniciativas a comemorar, de trabalho árdua nesse projeto de 24 anos que é o setor habitacional do sindicato dos Comerciários, esse sábado foi dia de reflexão também para o próprio presidente Mário Herrera.

Após as solenidades, inegável a satisfação de Herrera e todos funcionários e diretoria da entidade por mais um empreendimento. Mas um setor completo e que é apenas uma das vertentes da entidade e da luta sindical.

Nesses 24 anos a vida se segue com fé, determinação e resistência. É a luta do dia a dia para defender os interesses econômicos e sociais do trabalhador que é missão que cada vez mais fica difícil e basta ver o golpe que o trabalhador está levando do governo e congressistas que acabam de vota contra vários direitos conquistados em 40 anos e ainda vem ai a reforma da previdência.

Mário Herrera inclusive nesse tempo todo viu crescer um pouco de longe seus filhos em 24 anos, porque passou boa parte do tempo nas lutas sindicais e como diretor da Federação.

Viu ainda o tempo passar muitas vezes na correria e sem poder parar por um tempo até em momentos de tristeza e de luto, como na partida da mãe Delazir ou do pai Alberto.

A vida nunca esmoreceu a força de Herrera para trabalhar, tanto que há quase dez anos teve um enfarto e ficou dias hospitalizado quando estava viajando a trabalho ou mesmo o diabetes que fez sua rotina de alimentação mudar e muitas vezes sua glicemia variar tanto mesmo quando está numa reunião e tem que seguir adiante.

Viu também com muita alegria chegada de netos, casamentos de funcionários, alegrias e tristezas de milhares de comerciários em sua vida.

Herrera tem sim orgulho de dizer que está no sindicato há mais de 30 anos, eleito pela categoria e não se incomoda quando na luta de classes muitas vezes foi tido como intransigente e como ele mesmo diz: “Sou pago pelo trabalhador para não transigir, para brigar pelos seus direitos”.

Organização criminosa: Camarinha e Vinícius denunciados à Justiça Federal como verdadeiros donos de rádios e jornal

 

Vinícius e pai apontados como chefes da “organização criminosa”

Falsidade ideológica e uso de documento falso, transmissão clandestina de rádio, coação de testemunhas, crimes tributários são alguns dos crimes e identificação de organização criminosa. É isso que acaba de anunciar nessa segunda-feira, 8, o Ministério Público Federal (MPF) que ofereceu denúncia contra o deputado estadual José Abelardo Camarinha, o filho dele, o ex-prefeito Vinícius Camarinha.

Também integrantes da organização criminosa foram denunciadas outras oito pessoas por diversos crimes cometidos com o objetivo de ocultar a propriedade dos políticos sobre    diversos meios de comunicação social no município. Os fatos foram investigados no âmbito da operação Miragem.

Em 2011, o deputado estadual e seu filho adquiriram de Carlos Francisco Cardoso cotas das empresas Central Marília de Notícias, Editora Diário Correio de Marília, Rádio Dirceu de Marília (antiga Rádio Cidade de Marília) e Rádio Diário FM de Marília (Antiga Rádio Tangará de Marília). A aquisição, no entanto, foi feita de forma fraudulenta, utilizando laranjas que escondiam a real propriedade dos meios de comunicação social.

Os meios de comunicação, de grande influência no município, foram utilizados para favorecer os interesses políticos de Abelardo, contribuindo para a eleição de Vinícius Camarinha como prefeito de Marília em 2012, conforme reconhecido pelo próprio Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE/SP) em ação de investigação eleitoral (1052-77.2015.6.0000), sem que a população pudesse identificar a parcialidade da cobertura jornalística, tendo havido uma verdadeira mudança de suas linhas editoriais em favor de seus reais proprietários.

Além disso, a manobra permitia burlar a vedação vigente à época, em relação às rádios, que proibia exercentes de cargos com prerrogativa de foro de terem cargos diretivos nos serviços de radiodifusão, e fraudar credores, inclusive a Receita Federal, quanto às suas responsabilidades jurídicas em relação às empresas de comunicação social.

Os investigados também foram denunciados por operação clandestina das rádios Dirceu de Marília e Diário FM de Marília. A Rádio Dirceu de Marília operava sem licença desde 2010, enquanto a Diário estava irregular desde 2004. Por esse crime, foram denunciados Carlos Francisco Cardoso, Abelardo e Vinícius Camarinha, Carlos Umberto Garrossino e José de Sousa Júnior.

Advogado de Souza Júnior também é denunciado

A denúncia aponta ainda coação de testemunha no decorrer do inquérito, mediante ameaça de morte; a tentativa de fraudar investigação penal e a supressão de valores referentes a PIS, Cofins, Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido por meio de ausência de lançamento ou lançamento parcial.

Os crimes descritos na denúncia foram falsidade ideológica, uso de documento falso, operação clandestina de atividade de telecomunicação, crime contra ordem tributária, coação, tentativa de fraude em processo e participação em organização criminosa.

O MPF pediu ainda que seja determinado o cancelamento das concessões das rádios, cujas operações estão suspensas.

Foram denunciados, de acordo com as condutas e participação nos crimes, além de Abelardo e Vinícius Camarinha (todas as condutas), José de Souza Junior (todas as condutas) Carlos Umberto Garrosino (art. 299 e 304 do código penal, art. 183 da Lei 9.472/97,  art. 2ª da Lei 8.137/90 e art. 2ª da Lei 12.850/2013), Edinaldo Roberto Perão (art. 299 e 304 do código penal, art. 2ª da Lei 8.137/90 e art. 2ª da Lei 12.850/2013) Manoel Roberto Rodrigues (art. 299 e 304 do código penal), Marcel Augusto Certain (art. 299 e 304 do código penal, e art. 2ª da Lei 8.137/90), Marco Antônio Garcia (art. 299 e 304 do código penal, e art. 2ª da Lei 12.850/2013), Carlos Francisco Cardoso (art. 299 e 304 do código penal, e art. 183 da Lei 9.472/97) e Antônio Celso dos  Santos (art. 299, 304, 344 e 347 do código penal).

 

 

 

Empresária faz delação premiada e confirma ser “testa de ferro” de Camarinha e Vinícius na CMN

A empresária Sandra Mara Norbiato depôs nesta quarta-feira, 1, à desembargadora Cecília Mello, do Tribunal Regional Federal de Paulo, para confirmar inteiro teor de sua delação premiada a procuradores federais, onde confirmou e apresentou farta documentação para mostrar que é “testa de ferro” de Abelardo Camarinha e Vinícius Camarinha na CMN (Central Marília Notícias), que segundo o processo aparecem como líderes de uma “organização criminosa”.

PF suspendeu operações da empresa

A desembargadora já tinha aceito e homologado o acordo entre Sandra Norbiato e a Procuradoria Geral da República, ocorrido dia 16 de outubro do ano passado. É o mais grave e contundente documento que sela definitivamente que a CMN pertence de fato ao deputado estadual e ao ex-prefeito.

Os desdobramentos das investigações federais e as provas se multiplicam nesse que é apontado como o maior escândalo de desvio de dinheiro público, falsidade ideológica, ocultação de sócios e uso de documentos falsos para concessão de rádios.

Antes, nessas investigações que se sucedem desde 2013, outro “laranja” dos Camarinha, Marcel Augusto Certain, já havia confessado a procuradores e Polícia Federal seu envolvimento e que os donos de fato eram Abelardo e Vinícius.

VULGO ‘BIGODE”

A “organização criminosa” liderada pelo deputado estadual e o ex-prefeito praticamente está desmascarada e desmantelada. Sandra Norbiato disse que nunca esteve na CMN e quem na realidade dirigia as empresas eram o assessor parlamente de Abelardo, Carlos Umberto Garrossino, vulgo “Bigode”, e o advogado José de Souza Júnior.

Sandra Norbiato disse que recebia mensalmente cerca de R$ 2.500,00 por mês para ser “testa de ferro” dos Camarinha. Ela disse que foi escolhida pelo seu ex-marido, Antônio Celso dos Santos, irmão de Marcel Certain.

A escolha de Antônio Celso pela ex-mulher era para garantir que o esquema tivesse garantias de segurança para Abelardo e Vinícius tidos e havidos como homens ricos, de influência e muito poder pelos cargos que sempre ocupavam.

Antônio Celso dos Santos, que está preso desde o último dia 25 na Casa de Detenção de Marília, é empresário de peso, que lida com empresas e políticos de renome, especialista em remessa ilegal de dinheiro ao exterior e de constituir esquema clandestino e fajuto para ocultar verdadeiros donos de empresas.

Abelardo Camarinha é acusado de usar “laranjas” para esconder que era dono das rádios e jornal

FARTA DOCUMENTAÇÃO

Sandra Norbiato entregou à agentes federais e está no processo farta documentação como extratos bancários, e-mails, holerites, além de procurações nomeando advogados de Camarinha, entre eles Cláudia Regina Torres Mourão e Wanderley Rosalina para representá-la na CMN.

Também há outros documentos, como de notificações fiscais, nesse caso assinada pelo gerente de recursos humanos da CMN, Marco Antônio Garcia, que também tinha procuração como representante legal para algumas atividades.

Mas o depoimento e a documento é apenas a ponta do iceberg que derrete de uma vez por todas as pretensões de Abelardo Camarinha em controlar e usar indevidamente um império do mal em mídia na cidade.

O inquérito federal que tem quase três anos é um desenho completo de como funcionava a “organização criminosa” com ramificação e uso de verbas públicas não apenas dos cofres da Prefeitura de Marília e suas autarquias, mas também de outros recursos estaduais e federais por conta dos mandatos de pai e filho.

Também há a primeira parte das falcatruas no domínio das empresas que compunham a CMN, especialmente o jornal Diário e as rádios Dirceu AM e Diário FM, atualmente todos lacrados por determinação judicial.

‘CARLOS CACHAÇA’

“Herança maldita” deixada pelo ex-prefeito Vinícius Camarinha.

Há também parte das operações fraudulentas que construíram um rastro de endividamento que hoje supera os 25 milhões de reais para órgãos como a Receita Federal e o INSS, além de falta de quitação de verbas e direitos trabalhistas de quase 200 empregados.

E os controladores e investigados que vão responder são outros dois “laranjas” dos Camarinha, o bancário aposentado Carlos Francisco Cardoso, vulgo “Carlos Cachaça”,  conhecido por festas em bacanais, e a média Renata Baldissera Cardoso. Esses dois foram os que deram um golpe no final de 2011 e simularam a venda da CMN para os outros “testas de ferro”.

Carlos Francisco Cardoso anda hoje disfarçado pela cidade de camionete, boné e óculos escuros, mas em agosto do ano passado foi preso e levado para a Polícia Federal. Fez depoimento e foi solto mas vai responder pelos desmandos e crimes na ocultação de bens, valores e empresas além das dívidas milionárias.

AMEAÇA DE MORTE

As tentativas de ocultar a verdade, criar factoides e dissimular situações não paravam e de novo todos foram pegos numa operação federal no último dia 25.

O contador Antônio Celso dos Santos foi preso em São Paulo e em depoimento na Delegacia de Marília da Polícia Federal negou que estivesse ameaçando de morte a sua ex-mulher, Sandra Mara Norbiato, que figura como a sócio administradora da CMN.

Na Operação “Quinto Mandamento” executada como segmento da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal por determinação do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, foram cumpridos mandatos de busca e apreensão na sede da CMN também prendeu Antônio Celso dos Santos.

O acusado prestou depoimento na sede da PF e negou relacionamento de amizade com pessoas ligadas à CMN e a Abelardo e Vinícius Camarinha

Mas não foi isso que a PF tinha investigado e colhido provas que levaram à operação “Quinto Mandamento”. A situação é de tamanha gravidade que as ameaças já espelham até o nome escolhido pela operação, que diz “Não Matarás”.

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Ex-prefeito ao lado dos Garrossino e José de Souza Júnior

Sandra Norbiato não quis ficar a mercê das ameaças e prestou queixa policial definindo as acusações de coação no curso do processo e atitudes que estariam atrapalhando as investigações, já que Sandra Mara é sócia-proprietária da CMN.

O prédio da CMN está fechado desde dia 25 e todas atividades suspensas pela justiça. O jornal deixou de circular, o site saiu fora do ar e não pode haver quaisquer movimentações financeiras ou outras oficiais.

Mais de 150 funcionários que já estavam sem seus direitos trabalhistas, como depósito de FGTS e salários atrasados, agora estão sem emprego, sem receber nada e com vida desestruturada por causa das falcatruas da “organização criminosa”.

A CMN já tinha perdido as rádios Diário FM e Dirceu AM em agosto do ano passado, quando foram tiradas do ar.

O jornal desde o ano passado continuava com linha editorial encomendada e atacando pessoas que estiveram ligadas ao prefeito Daniel Alonso, ao mesmo que durante todo tempo ufanava e fazia falsa glorificação do deputado Abelardo Camarinha e do ex-prefeito Vinícius Camarinha.

Nada adiantou durante todo ano passado até que Vinícius Camarinha foi derrotado na tentativa de se reeleger. O jornal Diário já estava de novo fazendo o mesmo tipo de reportagens e colunas de opinião desmerecendo o prefeito Daniel Alonso.

Mas a partir de agora os Camarinha além de derrotados e fora da Prefeitura, também perdem outro mecanismo de atacar e injuriar oposição e adversários e ainda vão responder civil e criminalmente pelos desvios.

O jornal Diário foi antecessor do jornal Correio de Marília. Tem os dois jornais história de quase 87 anos e em várias negociatas nos últimos anos acabou na mão dos Camarinha para servir a interesses pessoais e escusos e sempre em nome de “laranjas”, como o aposentado e ex-bancário Carlos Francisco Cardoso.

Além disso, há também dezenas de ações trabalhistas de ex-funcionários que precisam receber seus direitos e agora vão se juntar a eles os quase 120 funcionários que ainda estavam na empresa.

OUTROS CRIMES

Há mais de 15 anos existe investigação sobre vários crimes envolvendo a disputa pela CMN. Numa fase controlada por Carlos Francisco Cardoso o grupo de mídia chegou a sofrer incêndio criminoso e tentativa de assassinato do jornalista José Ursílio.

A partir de 23 de dezembro de 2011 Carlos Francisco Cardoso que atuava como testa de ferro de Abelardo e Vinícius Camarinha entregou a CMN para outras pessoas num esquema que deu aos Camarinha de volta o controle de rádios e jornais.

O emaranhado de negócios e o cruzamento de envolvimentos entre acusados e empresas indicam um escândalo ainda maior em Marília, inclusive com ligação de pessoas presas na operação “Lava Jato”. A Polícia Federal investiga a ligação.

Foi em agosto do ano passado que tudo começou a desmoronar definitivamente. A Polícia Federal cumpriu 26 mandados, sendo 21 de busca e apreensão em Marília, São Paulo e Ribeirão Preto na Operação Miragem.

Carlos Francisco Cardoso, Laranja de Camarinha

A Polícia Federal no ano passado apreendeu nas empresas, escritórios e mansões diversas mídias, computadores, documentos e  muito dinheiro.

A devassa da época na CMN veio acompanhada de uma megaoperação de busca e apreensão a repartições da Prefeitura Municipal de Marília. Também foi vasculhado o apartamento luxuoso onde reside o prefeito Vinícius Camarinha e um escritório localizado na rua Bahia onde inclusive funcionaria sede do PSB.

A Polícia Federal também fez buscas e apreensões na mansão do deputado estadual Abelardo Camarinha, no condomínio Serra Dourada.

Agentes da PF foram também luxuoso condomínio Garden Park, onde mora o aposentado Carlos Francisco Cardoso, ex-dono da CMN. Ele saiu algemado e está em prisão temporária. Ele foi laranja de Camarinha na empresa durante 17 anos, ao lado da sócia, sua mulher e médica Renata Baldissera Cardoso.

MARÍLIA LIVRE

Esse jornalista que denunciou o esquema em janeiro de 2012 logo após a venda fraudulenta das empresas, em abril daquele ano fez a revista Marília Livre mostrando em detalhes o esquema da organização criminosa.

Na noite do dia 23 de dezembro de 2011, um  bando de seguranças particulares e jagunços chegaram à porta da CMN com o advogado João Fernandes More e com contratos que se apresentavam como representantes dos “novos donos”.

A empresas endividada por Carlos Francisco Cardoso tinha esse jornalista como diretor de Redação. Ele não fez qualquer aviso e toda negociata foi feita em escritórios sob sigilo. O ex-“laranja” na realidade negociava a “venda fictícia” para Abelardo e Vinícius Camarinha. Hoje já há documentos e outras provas mostrando esse esquema que o jornalista denuncia há mais de cinco anos.

A negociata milionária deixou um rastro de perseguições. 12 profissionais foram afastados das empresas e muitos deles até hoje não receberam um centavo de direitos trabalhistas e até mesmo salário. Esse jornalista ganhou ação trabalhista no valor de quase 150 mil reais e até hoje está na expectativa.

Não sou mais nem menos. Não sou muito nem nada

Quando ninguém ousava enfrentar Abelardo Camarinha, usei caneta e microfones para denunciar o malfeitor, corrupção e desmascarar seus esquemas. Foi pouco mais de 10 anos, de 2001 a 2011, escapei de atentados de morte e incontáveis processos e ameaças.
Quando ninguém acreditava que eu não era laranja de Camarinha, resisti e me mantive de mãos limpas e mostrei que nunca tive nada no nome, nenhum direito societário em rádios e jornais, mas era apenas funcionário do primeiro ao último dia de meus 18 anos na CMN.

Agora, mais uma vez, de 2011 até esse 2017, tenho lutado, recorrido às instituições, denunciado aqui, em São Paulo, em Brasília, porque sempre me mantive firme e na fé que justiça tarda demais, mas ninguém escapa e ninguém muda a verdadeira história.
Agora, investigações, provas e documentos do Ministério Público Federal e Polícia Federal e primeiras decisões da Justiça Federal mostram o que eu denunciava entre 2001 e 2011, provam quem são os laranjas e os donos da CMN, assim como a partir desse 2017 o que vai vir à tona e encerrar um ciclo, me faz sentir com dever cumprido.

Fui um grão de areia para tudo que está acontecendo. Fui uma pedra no sapato de quem pisava em cima dos outros. Fui pisoteado porque ousei sair na frente, dar a cara a bater, não temer as perdas e danos que acumulei.
Perdi tudo material e financeiramente. Me arrisquei na política em candidaturas mas não consegui qualquer eleição. Fui injustiçado incontáveis vezes em pré-julgamentos decorrentes da difamação e calúnia reproduzidas por Abelardo Camarinha e sua corja.
Agora, não vou precisar falar muito mais, escrever muito mais, até porque todo mundo hoje fala e escreve e todo mundo está como um caçador de arma em punho e pé na cabeça da onça para a fotografia.
Mantive a honra e a coragem.Não preciso mais nada, apenas seguir nas lutas da vida, resistir até a última gota de suor, a última lágrima e o último pulsar. Simples assim…

“Herança maldita” de Vinícius deixa rastro de dívida milionária e gera críticas a Daniel

A cidade de Marília vive um período de obscuridade em suas contas municipais e serviços desestruturados à população. O caos instalado na Prefeitura está longe de ter a caixa preta aberta e todo dia surgem novos rombos e saem dos armários esqueletos de desmandos e falcatruas que tentaram esconder a “herança maldita” deixada pelo ex-prefeito Vinícius Camarinha.

“Herança maldita” deixada pelo ex-prefeito Vinícius Camarinha.

A superficial estimativa e confusa divulgação de dados reais sobre as dívidas de Marília vão encerrar e o primeiro mês de governo do prefeito Daniel Alonso já mostrou que as coisas estão bem piores do que se previa e o buraco é bem maior que os mais de 400 milhões de dívidas.
O esquema de Vinícius Camarinha foi estruturar armadilhas para atrapalhar e queimar o governo de Daniel Alonso logo no começo. Foi o método escuso que o ex-prefeito encontrou para expor sua revolta por perder a eleição e expressar mesquinhez contra a população da cidade onde ele nasceu e fez carreira política e ficou rico às custas dos cofres públicos.
Mas Vinícius também adotou medidas para proteger os desmandos e a irresponsabilidade de seu governo de quatro anos, O ex-prefeito e sua equipe achavam que ganhariam a reeleição e de controle de dados, informações e finanças, poderiam mascarar a verdade, esconder a quebradeira da Prefeitura. Isso é possível.
Mas por sorte da população uma parte dos eleitores votou em sua maioria para Daniel Alonso e agora a caixa preta pode ser completamente aberta. Mas isso vem ocorrendo de forma lenta e gradual, talvez por estratégia do prefeito.
Mas essa forma de decidir e o atraso no levantamento de todos os problemas está deixando também o prefeito em saia justa e a mercê da vingança da dupla Vinícius e Abelardo Camarinha, que criam factoides dia e noite, se utilizam de parte da mídia, tem um esquema que funciona nas redes sociais e um exército de paus mandados e gente que puxa saco e faz bajulações.

Abelardo vai fazer de tudo para destruir imagem de Daniel

Esse exército de malfeitores comandado por Abelardo e Vinícius se aproveita de situações e deixa inverdade repetidas criarem um clima de início de desconfiança contra Daniel Alonso.
O prefeito tem tomado atitudes saldáveis e desmantelado algumas armadilhas, como já mostrado ao decidir pela revogação do famigerado plano de carreiras criado por Vinicius para adular seus apaniguados na administração pública.
Aliás, em governos de Abelardo e Vinícius e de suas criaturas no passado, como os ex-prefeitos Domingos Alcalde e Mário Bulgareli, eles todos somados fizeram concursos públicos de muita gente com “QI” de ostra burra que passaram empurrados por provas fajutas e que hoje essas centenas de “concursados” são os quinta colunas e que passam dia e noite informações ao esquema abelardiano de maus costumes.
Essa semana no entanto se encerra com um rastro de problemas para Daniel Alonso. Ao mesmo tempo que vai estruturando equipe de sua confiança, nomeando gente, de outro lado cede para indicações de pessoas conhecidas como até então integrantes das hostes de Vinícius e Abelardo Camarinha.
Porque? Porque primeiro na Câmara tem maioria de vereadores eleitos na coligação do perdedor Vinícius Camarinha. Para Daniel como qualquer prefeito fazer maioria e garantir governabilidade, precisa de maioria na Câmara e é lógico que vai ter como está ocorrendo o toma-lá-dá-cá. E nesse rol tem que se atender turma dos que voltaram mesmo com carimbo da turma abelardiana.
E para a maioria da população isso é esquisito, mas é assim que acontece na política, porque há atrelamento sempre entre Executivo e Legislativo. É assim nos governos estaduais, é assim na República desse país de bananas e de muita e deslavada corrupção.
Mas as coisas de bastidores e que aparecem ao povo também foram se multiplicando essa semana e mostram que o prefeito Daniel Alonso e sua equipe precisam acelerar o processo de transparência e abertura da caixa preta. Senão podem ser atropelados e ficarem ainda mais expostos à sanha abelardianada.
O contrato com a empresa prestadora de serviços Conviva é uma das amostras de como se demora para desmascarar Vinícius Camarinha e que o ex-prefeito acaba se aproveitando e querendo inverter a situação.
Essa empresa foi contratada em 2014 depois de um convênio com o governo federal. É contrato milionário usado até que para uma causa justa, embora de formato suspeito e uma herança do PT.
A Conviva presta serviços de mão de obra como cuidadores de pessoas portadoras de necessidades especiais.
Mas a administração de Vinícius Camarinha dá calote na empresa desde fevereiro do ano passado. A empresa não rompeu o contrato em todo esse tempo e deixou para fazer agora, no primeiro ano de Daniel.
É aquele esquema que a prestadora de serviços quer se aproveitar da situação. Mas a equipe de Daniel esperou o leite derramar para fazer alguma coisa.

Ao estender as mãos em um encontro, Vinícius estava apenas disfarçando sua verdadeira face

Empregados da Conviva vão ser desligados porque a Prefeitura não pode pagar porque não foi empenhada a dívida e tem que ser feita outra concorrência para dar continuidade no serviço e no convênio.
Os empregados com aviso prévio foram para a porta da Prefeitura e fizeram uma manifestação na manhã desta sexta-feira, 27.
A Conviva Serviços foi comunicada pela Secretaria da Educação Municipal de Marília que não há previsão de pagamento de dívida do município.
Num pesquisa rápida no Diário Oficial do Município, esse jornalista e blogueiro descobriu que a empresa conviva recebeu dois pagamentos no ano passado. Em fevereiro o valor de 223 mil reais e me janeiro de 2016 outros 893 mil reais. Ou seja, em um ano uma bolada de mais de 1,1 milhão de reais.
A Conviva cobra pouco mais de R$ 1,4 milhão da Prefeitura. O valor é referente a pagamentos não recebidos desde junho do ano passado. Dívida que Vinícius Camarinha deixou para trás.
E muito pior, para fugir da lei de responsabilidade fiscal, que pode deixa-lo inelegível e ainda ser condenado a ressarcir os cofres públicos, ele não empenhou grande parte dessa pretensa dívida da Conviva. Na Prefeitura só estariam empenhados outros 223 mil reais.
O empenho é o valor em dinheiro destinado ao pagamento de uma despesa pré-estabelecida e nesse caso pior ainda porque se trata de convênio com o governo federal e, portanto, como verba carimbada para o fim específico, se o dinheiro veio, só poderia ter sido utilizado para o fim destinado.
Vinícius e sua turma se aproveitam da situação e acusam Daniel de romper um serviço importante para a população destinada ao convênio, o que não passa de jogo de cena porque foi o ex-prefeito o causador de toda essa confusão.
Mas ao mesmo tempo, como demorou para tomar providência, a equipe de Daniel de novo está correndo para apagar incêndio, ou seja, não consegue agir preventivamente. É certo que boa parte da administração está perdida, ainda se familiarizando com a administração e os problemas, mas é preciso acertar logo um jeito de governar e delinear toda irresponsabilidade do antecessor.
Nessa quadra de problemas também está a limpeza pública. Daniel arregaçou as mangas, fez mutirão nos primeiros quinze dias, ganhou destaque e fez o que tinha que fazer para deleite da população.
Limpou a cidade que no fim do ano ficou mais suja de lixo que a boca de Abelardo Camarinha quando é aberta para detratar pessoas, famílias e pessoas que ele não gosta porque não comem na mão dele.
Mas essa semana a situação da limpeza pública voltou a ficar complicada. Não tem estrutura para a Prefeitura manter a limpeza pública por dois motivos.
Primeiro porque Vinícius Camarinha dotou política pública de desmontar a estrutura da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos que fazia a limpeza. Não tem mais máquinas e nem servidores suficientes.
Foi Vinícius quem abriu licitação para terceirizar a limpeza pública e o transbordo do lixo, num gasto milionário sem precedentes históricos e sem que fosse adotada a melhor saída para esse setor.
Os serviços de limpeza consumiram muito dinheiro, funcionaram precariamente e no passado Vinícius Camarinha deixou de pagar a empreiteira Monte Azul, de Ribeirão Preto. Resultado, a empresa também deixou de prestar os serviços e quer receber dívida milionária, talvez de quase outros quatro milhões de reais.
Daniel até agora não disse se pretende abrir essa caixa preta e quando isso vai ocorrer. Como todos os contratos principalmente sem pagamento, o mais eficiente e transparente seria abrir auditoria e verificar como foram feitos os contratos e como eles foram ou não cumpridos e pagos.
Mas nessa sexta-feira, 27 quando muitos moradores gritam contra a falta de coleta de lixo e a administração alega que apenas um caminhão estaria em operação e outros dois estão em reparos, a Prefeitura adotou uma medida esquisita.
No Diário Oficial do Município, está publicado que a Secretaria Municipal da Fazenda, invertendo a ordem cronológica de pagamentos, ou seja, usando um artifício da lei, decidiu pagar um valor grande para a Monte Azul Engenharia Ltda..
Até porque Daniel pode ficar de olho em Abelardo que vai fazer de tudo para destruir sua imagem e governo e a própria transição adotada por Vinícius e ao estender as mãos em um encontro, Vinícius estava apenas disfarçando sua verdadeira face.

Contador ex-marido da “dona” da CMN está na cadeia e nega ameaça

Nova operação da PF fez buscas e apreenções na CMN

O contador Antônio Celso dos Santos está na Casa de Detenção de Marília a partir desta quarta-feira, 25. Ele foi preso em São Paulo e em depoimento na Delegacia de Marília da Polícia Federal negou que estivesse ameaçando de morte a sua ex-mulher, Sandra Mara Norbiato, que figura como a sócio administradora da CMN (Central Marília Notícias), que na realidade não passa de “laranja” ou “testa de ferro” do deputado estadual Abelardo Camarinha e do ex-prefeito Vinícius Camarinha.

A Operação “Quinto Mandamento” executada na quarta-feira, dia 24, como segmento da Operação Miragem, deflagrada pela Polícia Federal por determinação do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, além de cumprir os mandatos de busca e apreensão na sede da CMN também prendeu Antônio Celso dos Santos.
O acusado prestou depoimento na sede da PF por mais de cinco hora e conforme informações em off, ele negou qualquer relacionamento de amizade com pessoas ligadas à CMN e ao jornal Diário de Marília, que foi lacrado ontem e teve suas atividades suspensas.
Mas não foi isso que a PF tinha investigado e colhido provas que levaram à operação “Quinto Mandamento”. A situação é de tamanha gravidade que as ameaças já espelham até o nome escolhido pela operação, que diz “Não Matarás”.

Abelardo e Vinícius Camarinha vão ser indiciados pela Policia Federal

Antonio Celso dos Santos está envolvido num esquema amplo e de múltiplos interesses que inclusive levaram aos Camarinha. Mas na polícia para tentar escapar, o contador disse que teve problemas de ordem pessoal com sua ex-mulher, Sandra Mara Norbiato.
Mas parece que Sandra Norbiato não quis ficar a mercê das ameaças e prestou queixa policial e daí teriam surgido as acusações de coação no curso do processo e atitudes que estariam atrapalhando as investigações, já que Sandra Mara é sócia-proprietária da CMN (Central Marília Notícias) que administra o Diário e figura em algumas ações judiciais.
O prédio da CMN nesta quarta-feira ficou fechado, nada funcionou. Ninguém atendeu os telefonemas e os assinantes e anunciantes ficaram sem quaisquer informações da direção da empresa.
A mídia regional e estadual, assim como as redes sociais deram amplo destaque à operação da Polícia Federal que lacrou a CMN e fechou definitivamente o jornal.
A CMN já tinha perdido as rádios Diário FM e Dirceu AM em agosto do ano passado, quando foram tiradas do ar.
Agora o jornal Diário deixa de circular. O jornal desde o ano passado continuava com linha editorial encomendada e atacando pessoas que estiveram ligadas ao prefeito Daniel Alonso, ao mesmo que durante todo tempo ufanava e fazia falsa glorificação do deputado Abelardo Camarinha e do ex-prefeito Vinícius Camarinha.
Nada adiantou durante todo ano passado até que Vinícius Camarinha foi derrotado na tentativa de se reeleger. Nesse mês, o jornal Diário já estava de novo fazendo o mesmo tipo de reportagens e colunas de opinião desmerecendo não apenas o prefeito Daniel, mas todos seus assessores e até o presidente da Câmara, delegado Wilson Damasceno.
Mas a partir de agora os Camarinha além de derrotados e fora da Prefeitura, também perdem outro mecanismo de atacar e injuriar oposição e adversários.
O jornal Diário foi antecessor do jornal Correio de Marília. Tem os dois jornais história de quase 87 anos e em várias negociadas nos últimos anos acabou na mão dos Camarinha para servir a interesses pessoais e escusos e sempre em nome de “laranjas”, como o aposentado e ex-bancário Carlos Francisco Cardoso.

Carlos Francisco Cardoso, Laranja de Camarinha

Mas a devassa da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República nos últimos anos está desmantelando esse esquema de domínio e uso da CMN e suas rádios e jornal.
A expectativa é que nos próximos meses as investigações mostrem todo esse emaranhado de negociatas e que sejam indiciados não apenas os “laranjas” que atuaram no esquema, mas principalmente os verdadeiros donos, no caso, Vinícius e Abelardo Camarinha.
Além disso, há também dezenas de ações trabalhistas de ex-funcionários que precisam receber seus direitos e agora vão se juntar a eles os quase 100 funcionários que ainda estavam na empresa.
Aliás, os funcionários estão com salários e direitos atrasados, não tem FGTS depositado, assim como os valores descontados de INSS não são recolhidos, o que significa apropriação indébita.
Os funcionários devem a partir de agora recorrerem ao sindicato e à Justiça Trabalhista atrás de direitos e também vão reforçar depoimentos sobre como eram os esquemas nos bastidores da CMN.

Justiça manda e Polícia Federal lacra CMN e fecha jornal Diário

A Central Marília Notícias (CMN) está lacrada e o jornal Diário fechado definitivamente. Mandado cumprido na tarde dessa terça-feira, 24, é da Justiça Federal dentro da Operação denominada “Quinto Mandamento” da Delegacia da Polícia Federal de Marília, em conjunto com o Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria Federal da Terceira Região, é a segunda fase da “Operação Miragem”, que já havia lacrado as rádios Dirceu AM e Diário FM em 10 de agosto de ano passado.

Polícia Federal fez novas buscas e apreensões na sede da CMN

Polícia Federal fez novas buscas e apreensões na sede da CMN

A nova operação mobilizou procurador, delegada federal e agentes que chegaram à CMN por volta das 16h e imediatamente chamaram atenção de parte da mídia. A portaria foi fechada e os investigadores federais anunciaram o fechamento da empresa e procuraram por alguns dados e informações junto aos gerentes.

“O 5º Mandamento”, que prega que não matarás, e esse jornalista apurou em off que uma das graves acusações é que testemunha do caso estava sendo ameaçada até de morte. A operação foi deflagrada em cumprimento a ordens do Tribunal Regional da 3ª Região. Foram cumpridos dois mandatos de busca e apreensão e há um mandato de prisão preventiva mas a Polícia Federal não divulgou o nome do procurado.

A decisão da Justiça Federal agora mandou cumprir a suspensão integral das atividades de grupo econômico de comunicação com atuação considerada irregular, sediado em Marília (SP).

Nesta fase os envolvidos estarão sendo investigados, a princípio, pelos crimes de coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal – Pena: reclusão, de um a quatro anos, e multa, além da pena correspondente à violência), fraude processual (art. 347, parágrafo único, do Código Penal  – Pena: detenção, de 06 meses a 04 anos, e multa), e embaraço à investigação de organização criminosa (art. 2º da lei 12.850/13 – Pena: reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas).

Nenhuma autoridade da Polícia Federal vai dar entrevista nessa fase. O caso está sob segredo de justiça.

PF suspendeu operações da empresa

ESCÂNDALO

Há mais de 15 anos existe investigação sobre vários crimes envolvendo a disputa pela CMN. Numa fase controlada por Carlos Francisco Cardoso o grupo de mídia chegou a sofrer incêndio criminoso e tentativa de assassinato do jornalista José Ursílio.

A partir de 23 de dezembro de 2011 Carlos Francisco Cardoso que atuava como testa de ferro de Abelardo e Vinícius Camarinha entregou a CMN para outras pessoas num esquema que deu aos Camarinha de volta o controle de rádios e jornais.

O emaranhado de negócios e o cruzamento de envolvimentos entre acusados e empresas indicam um escândalo ainda maior em Marília, inclusive com ligação de pessoas presas na operação “Lava Jato”. A Polícia Federal investiga a ligação.

Foi em agosto do ano passado que tudo começou a desmoronar definitivamente. A Polícia Federal cumpriu 26 mandados, sendo 21 de busca e apreensão em Marília, São Paulo e Ribeirão Preto na Operação Miragem.

Os denunciados são acusados de participar de uma associação criminosa e a PF lacrou duas emissoras de rádio, a Diário FM e a Dirceu FM, que pertencem ao grupo de comunicação Central Marília de Notícias.

A Polícia Federal no ano passado apreendeu nas empresas, escritórios e mansões diversas mídias, computadores, documentos e  muito dinheiro.

A devassa da época na CMN veio acompanhada de uma megaoperação de busca e apreensão a repartições da Prefeitura Municipal de Marília. Também foi vasculhado o apartamento luxuoso onde reside o prefeito Vinícius Camarinha e um escritório localizado na rua Bahia onde inclusive funcionaria sede do PSB.

A Polícia Federal também fez buscas e apreensões na mansão do deputado estadual Abelardo Camarinha, no condomínio Serra Dourada.

Agentes da PF foram também luxuoso condomínio Garden Park, onde mora o aposentado Carlos Francisco Cardoso, ex-dono da CMN. Ele saiu algemado e está em prisão temporária. Ele foi laranja de Camarinha na empresa durante 17 anos, ao lado da sócia, sua mulher e médica Renata Baldissera Cardoso.

Carlos Francisco Cardoso, Laranja de Camarinha

Além do ex-dono também está presa em Ribeirão Preto a atual dona, Sandra Mara Norbiato, também laranja dos Camarinha.

Esse jornalista que denunciou o esquema em janeiro de 2012 logo após a venda fraudulenta das empresas, em abril daquele ano fez a revista Marília Livre mostrando em detalhes o esquema da organização criminosa.

A venda da CMN envolveu um negócio milionário. Foi concretizado no dia 23 de dezembro de 2011. Carlos Francisco Cardoso e sua mulher Renata Baldissera Cardoso venderam os jornais e as rádios para uma desconhecida mulher de São Paulo, a Sandra Mara Norbiato.

Na noite do dia 23, um  bando de seguranças particulares e jagunços chegaram à porta da CMN com o advogado João Fernandes More e com contratos que se apresentavam como representantes dos “novos donos”.

A empresas endividada por Carlos Francisco Cardoso tinha esse jornalista como diretor de Redação. Ele não fez qualquer aviso e toda negociata foi feita em escritórios sob sigilo. O ex-“laranja” na realidade negociava a “venda fictícia” para Abelardo e Vinícius Camarinha. Hoje já há documentos e outras provas mostrando esse esquema que o jornalista denuncia há mais de cinco anos.

A negociata milionária deixou um rastro de perseguições. 12 profissionais foram afastados das empresas e muitos deles até hoje não receberam um centavo de direitos trabalhistas e até mesmo salário. Esse jornalista ganhou ação trabalhista no valor de quase 150 mil reais e até hoje está na expectativa.

OUTROS CRIMES

Desde agosto do ano passado, há também indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, consistente na provável evasão de divisas por parte de um investigado, utilizando-se de empresa já investigada no âmbito da Operação Lava Jato

Esse jornalista descobriu que uma empresa de fachada, a VRP, em nome da mãe do ex-prefeito, Maria Paula Almeida, e tendo Vinícius como um dos diretores, teria feito transferências milionárias para paraísos fiscais fora do Brasil.

Se acusados, os suspeitos responderão por associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso, desenvolvimento clandestino de atividade de telecomunicação, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Tudo está em investigação pelo Núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria Regional da República 3ª Região (SP).

MAIS PROVAS

A força tarefa da Polícia Federal que responde pela Operação Miragem já concluiu a devassa em documentos e computadores apreendidos, colheu centenas de provas e desmembra dados para produzir as denúncias por vários crimes na compra, venda e manutenção de rádios e jornal da CMN (Central Marília Notícias).

No centro das denúncias vão estar o EX-prefeito Vinícius e seu pai deputado estadual Abelardo Camarinha como verdadeiros donos das rádios Dirceu AM e Diário FM e jornal Diário.

A PF não divulga informações sobre os procedimentos alegando que os inquéritos estão sob sigilo mas fontes em off asseguram que o indiciamento de diversos acusados está praticamente definido.

Mas não é só o caso de fraude, ocultação de bens e valores e associação criminosa na compra  da CMN que vão deixar o prefeito Vinícius Camarinha e o pai Abelardo Camarinha em processos federais.

A remessa ilegal de dinheiro para fora do país é outro caso grave e escandaloso que apareceu e que liga Vinícius e Abelardo na Lava Jato, considerada a maior operação da Polícia e Justiça Federal de todos os tempos.

A lição de vida do dia a dia

 

Me despertou nesse momento vontade de escrever algumas coisas de fatos e vivências.

Acabei de ver um vídeo na internet de jovens bombados socando, chutando, espancando outra carinha até desmaiar. Horrível.

Vi ontem o noticiário da fuga na Fundação Casa de Marília e a morte do servidor público de forma tão covarde e cruel.

Vivi 45 dias intensos de campanha em toda cidade, especialmente nas periferias, sentindo a quase miséria de muitas famílias desempregadas, desiludidas, sofridas, amarguradas…

Estamos num período difícil, perigoso e de necessária reflexão.

A violência desmedida ameaça desestruturar ainda mais as famílias, as relações, o respeito uns aos outros.

O vídeo que vi é apenas retrato de juventude sem perspectiva e de valores éticos e comportamentais distorcidos e a solução é apenas de longo prazo.

O mesmo pode-se dizer dos moleques e marginais que fugiram da Fundação Casa. A instituição não cuida de um por cento daqueles que hoje precisariam estar na reeducação e com um sistema que funcionasse e realmente fosse respeitado, obedecido, rígido e também garantidor dos direitos.

Nada está direito, nada está funcionando no Brasil e por isso mesmo tanto os bombadinhos da classe média estão se matando e se gladiando pelas ruas e centros de classe média, como os delinquentes e manos das vilas, periferias e quebradas estão se matando e reproduzindo violência.

Uma parte  da sociedade se esconde desse quadro trágico, tenta se proteger em condomínios fechados, evitam e se afastam de lugares e locais mais violentos e perigosos.

Mas é falsa ilusão e falsa sensação. Afinal, todo mundo tem que se locomover de um lado a outro para ir ao supermercado, ao shopping, à farmácia. Os filhos vão à escola, ao cinema, à academia.

Todos então estamos à mercê da violência e das violações aos nossos direitos de ir e vir e de segurança.

Um caos social, que vem aumentando e se alastrando. Boa parte por conta do poder público com políticas ineficazes em todas as áreas e agora tudo ainda pior consequência da crise econômica que desestrutura ainda mais as famílias e joga para a desilusão e revolta muita gente que poderia estar vivendo mais em paz.

Por que faço esse preâmbulo? Para chegar ao meu dia a dia nessa campanha eleitoral.

Como jornalista, radialista e ativista, é claro, sempre li, convivi, pesquisei e analisei as várias fases da população de Marília.

A campanha eleitoral nos dá um quadro bem acabado de coisas, situações, fatos e reações das pessoas num universo muito maior.

É um aprendizado para quem faz campanha honesta e vai percorrer bairros, falar com pessoas, ouvir gente, sentir como elas estão e o que elas estão pensando.

Natural tive encontros salutares, com pessoas otimistas, realistas, querendo o melhor para a cidade, nossa gente. Pessoas que estavam empregadas, com condição financeira e cultural razoável.

Foram boas conversas, trocas de experiências, convivência importante e também promissora porque sentimos nós e as pessoas mais tranquilas a importância da troca de experiências.

Não que elas e eu tínhamos a todo instante o mesmo pensamento, a mesma convergência de ideias. Mas eram e foram encontros significativos.

Mas tive ainda outros tantos e incontáveis encontros com muita gente sofrida, nas periferias, nos bairros mais distantes, nos locais mais desestruturados em condições urbanos, de serviços e políticas públicas.

Primeiro a parte mais difícil era convencer muitas das pessoas que eu estava ali para conversar sobre a cidade, o bairro, as necessidades da cidade renovar seus políticos e que todos precisavam participar.

Conversas difíceis. Chegava com jeito sério e de respeito, a fala de jornalista e radialista que tem história, mas que muitas dessas pessoas até entenderam, mas queriam mesmo era outras coisas.

Muitas vezes estavam ali porque iam pedir um botijão de gás, uma cesta básica e incontáveis delas queriam mesmo era uma vaga para panfletagem, distribuição de santinhos para que pudessem ganhar seus 50 reais por dia.

Eu tinha que explicar sempre o jeito da nossa campanha, as limitações, as diferenças para outros candidatos talvez mais abastados.

Muitas vezes fui compreendido, respeitado, mas em outras situações sentia e percebia a frustração dos moradores e famílias depois da reunião. Normal em campanha eleitoral.

E tive nessa eleição a certeza que o político é produto do seu meio, de boa parte do eleitorado, da sociedade.

E boa parte desse eleitorado, da sociedade, está tratando o político do mesmo jeito. Com desdém, com desconfiança, e sempre que pode tenta tirar alguma vantagem.

Vamos voltar à classe média e as mais abastadas. Essas também são assim, interesseiras.

Há uma conjugação de interesses. Quem está se equilibrando na crise e não perdeu nada até agora não quer muito ouvir falar de mudança, de correr risco ou de gente que faça polêmica, como eu, com minha linha dura no jornalismo e radicalismo.

Há também nessa classe média envolvimento com os poderes públicos e suas políticas e de alguma forma acabam também ora se omitindo em opiniões e posições, ora até aprovando e se aliando.

Faz parte, devemos respeitar, porque a sociedade é plural.

Mas não podemos deixar de questionar porque precisaríamos de uma classe média mais engajada, questionadora, lutadora, de pensamento e reação mais voltadas ao coletivo.

E as classes menos favorecidas, os mais pobres, a maioria do eleitorado, onde estive nesses 45 dias, onde aliás estiveram acredito grande parte dos candidatos a vereador e os candidatos a prefeito?

Esses pobres se dividem em várias situações.

Aqueles que parte da família está empregada reagem mais e são mais críticas, embora mais receptivos.

Mas seus bairros estão abandonados, os postos de saúde sem médicos e remédios, ruas esburacadas, postes sem luz e só vêm prefeito e vereador a cada quatro anos.

Tem toda razão de estarem reticentes, indiferentes, e mesmo assim essas famílias ouviram a mim e tantos outros. Mesmo assim boa parte foi votar no dia dois, continua a confiar nos ditos políticos e suas promessas.

O mesmo ocorre também com aquelas famílias completamente desestruturadas, que vivem do bolsa família, de bicos que pai, mãe e filhos possam fazer no dia a dia.

Essas família tentaram claro tirar algum proveito da eleição, queriam sempre uma cesta básica, ou mesmo que os candidatos pagassem a receita de medicamentos, a conta de água ou luz ou dessem alguma contribuição financeira.

Muita, mas muita gente mesmo pedindo ajuda, claro pela situação sofrida e de dificuldade e porque a cultura de campanha eleitoral criada pelos próprios políticos possibilitou esse tipo de troca.

E foi o que aconteceu em todo canto das periferias, onde candidatos abastados se aproveitam dessa necessidade do povo e agem bem longe da fiscalização da Justiça Eleitoral.

Afinal se tem algo que rolou farto nessa campanha foi justamente o caixa dois. Campanha curta, de muitas limitações teóricas na divulgação, mas um oásis para quem compra votos, que sabe como fazer isso muito bem. E está cheio de candidato que faz isso e todo mundo sabe.

Mas a lição que fica nessa campanha eleitoral de Marília e do Brasil é que o povo está desiludido e infelizmente uma parte  muito significativa se recursando a sair de casa porque descobriu que é muito barato pagar a multa.

E outra parte saiu de casa e foi às urnas e preferiu votar branco ou nulo por protesto ou desânimo total.

A parte que foi votar em Marília, ainda bem, pelo menos na maioria votou contra o espectro do mal criado por Abelardo Camarinha, que agora tem no filho Vinícius Camarinha, o sucessor e como tal com idênticos métodos escusos e mesmos defeitos e comportamentos distorcidos e repugnantes.

A cidade dos Camarinha, a Marília dos quatro anos de administração do Vinícius está sim cheio de problemas e os bairros, as periferias, os mais pobres estão precisando de um olhar mais humano e de socorro em infraestrutura e saúde.

A cidade desse grupo político de Abelardo e  Vinícius é a mesma cidade minha, sua, do Daniel, do Tato, dos empresários, de gente boa em todos os cantos.

A cidade pode e deve ter agora um olhar melhor para o conjunto, para o formato plural e o novo grupo de pessoas que vai assumir a Prefeitura em primeiro de janeiro de 2017 terá a obrigação de corresponder a muitas expectativas e ansiedades do povo.

Não vai ser fácil, mas temos que acreditar, temos que ajudar, temos que participar. Daniel Alonso e Tato Ambrósio não vão modificar nada da noite para o dia.

Mas o que eu vi no dia a dia desses 45 dias é o mesmo que Daniel e Tato viram. O que eu senti é o que eles sentiram.

Muita gente do nosso lado viu e sentiu tudo isso e são essas pessoas e outras tantas que estarão trabalhando.

E mais ainda, agora a nossa cidade, a nossa sociedade, não é apenas o eleitor que votou no Daniel e Tato.

O governo será de todos, para todos. E cabe a Daniel e Tato logo de início tentarem essa coalisão, essa busca de adesões em todos os segmentos, para que haja real conjugação de forças e integração de projetos e ideias.

A nossa cidade, a sociedade, vão sim continuar vendo com tristeza violência entre jovens, pais de famílias desestruturados e praticando atos impensados.

A nossa cidade, a sociedade, vão sim continua dividida em classes, cada qual puxando as coisas para seu lado, na natural diferença entre umas e outras.

Mas se nós melhorarmos um pouco a vida das pessoas, se nós estivermos mais sensíveis e honestos uns com outros, seguramente todos vão se engajar, todos vão ajudar e todos no futuro todos vão aprovar.

Mesmo que não se faça e realize o tanto que todos esperam. Todos podem esperar muito em realização, mas todos podem muito compreender o que deixar de ser feito se houver honestidade de princípios, verdades, comportamentos sinceros.