Marília, 28 de janeiro de 2012.

Nova direção da CMN já é alvo de investigação policial

No dia 28 quarta-feira,Guto e Jose Ursílio foram fotografados pelo jornal quando deixava a delegacia e nas mãos portava o boletim de ocorrência 1847/11

Diretores e testas de ferro dos novos donos são acusados de apropriação indébita após surrupiarem parte do décimo terceiro salário de jornalista

Depois de os ex-donos da CMN, Carlos Francisco Cardoso e sua esposa a médica Renata Baldissera Cardoso venderem as empresas para o grupo político do deputado Abelardo Camarinha (PSB), encherem o bolso de dinheiro e sumirem com salários e FGTS de mais de 170 funcionários que tiveram valores descontados do holerite sem depósito obrigatório na Caixa Econômica Federal desde 2008, a polícia já começa a investigar oficialmente outro caso de apropriação indébita na suspeita transação.

O 3 DP notificou nesta sexta-feira o editor assistente afastado do jornal Guto Pereira, que desde novembro está sem salários, cestas básicas e qualquer outro direito trabalhista, além de estar impedido de entrar na empresa, para depor na próxima semana sobre o caso de apropriação indébita de parte do seu 13 salário que foi “roubado” pela nova direção da CMN.

Guto Pereira denunciou na polícia no dia 28 de dezembro – desde o dia 23 anterior ele estava impedido de entrar na empresa – que os novos diretores da CMN surrupiaram o dinheiro que era parte do seu décimo terceiro salário que estava no cofre da sala do editor chefe José Ursílio quando o Diário foi invadido pelos novos donos na noite de sexta-feira.

O jornalista que retornou de viagem de Natal no dia 26 ficou três dias negociando a entrega do dinheiro e outros documentos pessoais. Inicialmente tratou com o advogado João Moré e o radialista Eduardo Caetano, além do próprio Ednaldo Perão que até então não figurava como diretor presidente das empresas. Conseguiu retirar alguns pertences do prédio mas o dinheiro, não.

Cardoso até dia 23 ao lado de Ursílio: agora venda das empresas e sumiço com dinheiro de salários e FGTS apropriados indevidamente

No dia 28 quarta-feira, foi fotografado pelo jornal quando deixava a delegacia e nas mãos portava o boletim de ocorrência 1847/11 que denunciou a apropriação indébita do seu dinheiro. São R$ 2.600,00, que estavam guardados no cofre da sala do editor chefe José Ursílio referentes a metade do pagamento do seu décimo terceiro salário que até agora não foram devolvidos.

O boletim de ocorrência cita que o dinheiro, que estava num envelope lacrado com seu nome e valor até na segunda-feira pela manhã, foi contado pessoalmente pelo advogado João Móre na frente do advogado Telemaco Fernandes Junior.

Ainda na tarde da segunda-feira, Guto Pereira e Telemaco Fernandes estiveram na sede da CMN e conversaram com João Móre sobre resgate de pertences pessoais e do dinheiro. A diretora financeira Helena Rubira esteve presente, segundo do BO, e confirmou que o dinheiro não era da empresa, que havia pagado e quitado do décimo terceiro salário do jornalista.

Mesmo assim, a nova direção da CMN decidiu não entregar o dinheiro. Assim, na quarta-feira o jornalista procurou a polícia e registrou a queixa contra João Móre, Ednaldo Perão e Eduardo Caetano, pessoas com quem havia conversado.

O caso está sendo investigado pelo terceiro Distrito Policial e reflete o modus operandi da nova direção da CMN, que até agora também não quitou salários de cinco dos 16 funcionários afastados e em janeiro também não entregou a cesta básica dos mesmos num claro desrespeito as leis trabalhistas vigentes.

Sócia das empresas, Renata Baldissera Cardoso ainda não esboçou reação sobre direitos trabalhistas dos empregados

Guto Pereira disse que até esta sexta-feira não foi procurado pela diretoria da empresa para qualquer negociação. A última conversa se deu com o gerente de Recursos Humanos, Marco Antonio Garcia, que afirmou que a ordem da direção da empresa era não pagar nem quitar qualquer direito trabalhista seu e confirmou que até dia 1 de fevereiro o jornalista continua afastado da empresa sem maiores explicações.

Ex-dono da CMN reaparece e ignora apropriação indébita

CALOTE NOS EMPREGADOS

Cardoso até dia 23 ao lado de Ursílio: agora venda das empresas e sumiço com dinheiro de salários e FGTS apropriados indevidamente

Depois de ficar foragido da cidade 22 dias desde 23 de dezembro, o bancário aposentado Carlos Francisco Cardoso reapareceu na cidade. Mas não deu sinal de mandar pagar empregados ou mesmo indício de aparecer com os mais de R$ 650.000,00 que deixou em apropriação indébita de direitos trabalhistas entre salários, férias, e principalmente do fundo de garantia.

Carlos Francisco Cardoso foi visto desfilando com suas duas S10 cabine dupla em horários diferentes e fazendo caminhos que tentam despistar paradeiro. O mesmo tem ocorrido com sua sócia e mulher, a médica Renata Baldissera Cardoso que há duas semanas cumpre parte de sua rotina mas também não esboçou até agora qualquer preocupação com os empregados.

A venda suspeita e escandalosa da das editoras CMN e Diário Correio de Marília e Rádios Dirceu AM e Diário FM pôs dentro das empresas um laranja que seria agora o diretor presidente, Ednaldo Perão, e quem manda e desmanda na realidade é o ex-chefe de gabinete Carlos Umberto Garrossino e o próprio deputado federal Abelardo Camarinha.

Quem vendeu, quem comprou e quem assina é questão jurídica e comercial que vai ser debatida nas instituições de fiscalização de transações empresariais e de lavagem de dinheiro, assim como o uso de dinheiro público, mas o problema mais grave neste momento é o rastro de dívidas trabalhistas do casal Cardoso.

A pressão fez a CMN acertar salários atrasados de sete dos 13 empregados afastados no dia 23 de dezembro, quando Cardoso sumiu sorrateiramente e deixou transferido para “laranjas” ou “testas de ferro”, os direitos da CMN, rádios e jornal.

Sócia das empresas, Renata Baldissera Cardoso ainda não esboçou reação sobre direitos trabalhistas dos empregados

Carlos Francisco Cardoso viajou nas últimas semanas numa tentativa de esfriar o caso e nenhum empregado tinha notícia de seu paradeiro. Na realidade parte do tempo ele estava escondido na sua mansão número 177 do luxuoso Garden Park, na rua Santa Helena.

O jornalista José Ursílio é um dos que tem salários atrasados desde setembro. Os jornalistas Gustavo Simi, Guto Pereira e Nelson Júnior e Tathi Camargo, não receberam pagamentos de dezembro, assim como o gerente de compras, Paulo Galhardo. Também está sem pagamento o motorista Maurício Joaquim da Silva.

O maior problema é que os novos “donos” da CMN e das rádios e jornal não acenaram com o pagamento de cinco empregados, enquanto Cardoso cinco dias antes de deixar as empresas, embolsou exatos R$ 17.715,00 que seria seu hipotético salário.

Cardoso e Renata deixaram de recolher impostos milionários que somam mais de 17 milhões de reais como denuncia o jornalista José Ursílio que praticamente encerrou essa semana um dossiê de milhares de laudas e documentos para protocolar em diversos órgãos judiciais e de investigação em Marília, São Paulo e Brasília.

Ele não quer revelar o conteúdo da documentação e nem a data da entrega oficial porque pretende fazer um movimento conjunto e de repercussão na mídia que não é domina pelo espectro abelardiano.

O jornalista e radialista diz que o dossiê vai revelar valores, bens e patrimônio ocultados e quem foi usado para acobertar a negociata. Também vai revelar como tanto os ex como os atuais donos da CMN agiram para tentarem ludibriar a dívida milionária das empresas com o fisco e órgãos de fiscalização e investigação.

O grupo de empregados que afastados está organizando um momento para fevereiro em frente ao prédio da CMN, da casa do casal Cardoso, no luxuoso condomínio Garden Park e na porta do Hemocentro onde a médica trabalha e por às vezes ser encontrada.

O primeiro passo da mobilização é mostrar a apropriação de verbas consideradas alimentícias dos empregados e suas famílias, assim como denunciar a apropriação do FGTS que poderia ser utilizado por empregados durante o período de afastamento e até que possam encontrar novo emprego.

Os empregados estão esperando atuação da Delegacia de Marília do Ministério do Trabalho para que a fiscalização autue a empresa e levante dados mais concretas sobre apropriação dos salários e do fundo de garantia.

Veja aqui a relação de empregados afastados:

- Guto Pereira (editor assistente)

- Tathi Camargo (colunista social)

- Gustavo Simi (chefe de reportagem das rádios Dirceu AM e Diário FM)

- Nelson Júnior (repórter das rádios Dirceu AM e Diário FM)

- Paulo Galhardo (gerente de compras)

- Luiz Henrique Pozane (auxiliar administrativo)

- José Carlos Santos (serviços gerais)

- Maurício Joaquim da Silva (motorista)

- Paulo Moreira (segurança patrimonial)

- Marcos Rogério de Souza e Silva (chefe de produção)

- Cláudio Aparecido de Souza e Silva (agente de assinaturas e auxiliar de impressão)

- Sandro Luiz Marques de Lima (agente de assinaturas)

- José Ursílio (editor responsável das rádios Dirceu AM, Diário FM e Jornal Diário)

Cobalt surpreende e coloca Chevrolet na liderança de vendas em 2012

  • Chevrolet Cobalt foi o décimo mais vendido na quinzena e ajudou marca da GM a ser líderChevrolet Cobalt foi o décimo mais vendido na quinzena e ajudou marca da GM a ser líder

    Do UOL
    Em São Paulo

O mercado brasileiro de automóveis e veículos comerciais leves demonstra ainda ter fôlego de sobra, mesmo após quebrar um recorde de vendas em 2011, quando fechou o ano com 3.425.596 unidades comercializadas. A surpresa, porém, ficou por conta do ranking das montadoras, que mostra a Fiat, líder de mercado em 2011, na terceira posição, atrás de Chevrolet e Volkswagen.

Os números do fechamento quinzenal das vendas de janeiro, divulgados nesta quarta-feira (18) pela Fenabrave, a associação dos revendedores de veículos no Brasil, mostram que a Chevrolet vendeu 25.231 veículos no período. A marca norte-americana é seguida de perto pela Volkswagen (25.179), ambas à frente de Fiat (24.354), Ford (10.182) e Renault (7.798).

O salto da GM está relacionado ao desempenho da fabricante dentre os veículos de passeio, categoria na qual a marca vendeu 22.118 unidades. A fabricante contou com o bom desempenho dos sedãs Chevrolet Cobalt, que figurou entre os dez carros mais vendidos, e Chevrolet Cruze, segundo em sua categoria.

De acordo com o relatório da entidade, foram comercializados 119.334 carros de passeio e comerciais leves na primeira quinzena de 2012, número que é 4,68% superior ao mesmo período do ano passado. Já em relação à primeira metade útil do último dezembro, o resultado foi 24,26% menor, comportamento normal dada a época do ano e à prática do chamado rapel, para bombar as vendas de dezembro.

Por veículos, o hatch Volkswagen Gol, que completou 25 anos na liderança do mercado nacional, fechou este novo período à frente, também. Ao todo, foram 9.429 unidades vendidas, contra 8.432 do seu rival mais direto, o Fiat Uno. Completam as cinco primeiras posições da lista o Chevrolet Celta (6.398), o Fiat Palio (5.115) e o VW Fox (4.666, número que unifica as vendas do Fox e do CrossFox).

A BRIGA POR SEGMENTOS
Separando os resultados segmento a segmento, pouca coisa mudou nesse início de ano em relação a 2011. Entre os hatches compactos, a vitória foi do VW Fox, que emplacou 4.666 unidades e superou o Ford Fiesta (3.299). Os hatches premium viram o Citroën C3 começar o ano na ponta, com 1.070 emplacamentos, contra 447 Fiat 500 vendidos.

Entre os sedãs compactos, o Chevrolet Corsa Sedan (que engloba as vendas do Classic) bateu o VW Voyage. Ambos venderam, respectivamente, 4.514 e 3.176 unidades.  No certame dos hatches médios, o Hyundai i30 manteve a ponta, vendendo 829 unidades contra 552 do veterano VW Golf.

Pulando para a categoria dos sedãs médios, o Toyota Corolla não deu chance pra concorrência e emplacou 2.093, deixando seu rival mais próximo, o Chevrolet Cruze (1.189) comendo poeira. A Fiat Strada, também líder em sua categoria, manteve a ponta da tabela ao vender 3.149 unidades e, assim, superar a VW Saveiro (2.694).

As picapes médias viram a Toyota Hilux assumir a liderança do segmento. Foram 1.535 emplacamentos, superando a tradicional líder Chevrolet S10 (1.134). Por fim, o segmento mais disputado é o dos SUV, que viu o Ford EcoSport reassumir a liderança por nove carros. O jipinho da Ford vendeu 1.027 unidades, contra 1.016 do Renault Duster, que havia sido líder no mês de dezembro.

Confira abaixo a lista dos dez carros mais vendidos na primeira quinzena útil de janeiro:

1º – Volkswagen Gol — 9.429
2º – Fiat Uno — 8.432
3º – Chevrolet Celta — 6.398
4º – Fiat Palio – 5.115
5º – Volkswagen Fox/Crossfox — 4.666
6º – Chevrolet Corsa Sedan/Classic — 4.514
7º – Ford Fiesta — 3.299
8º – Volkswagen Voyage — 3.176
9º – Fiat Strada — 3.151
10º – Chevrolet Cobalt — 2.762

Projeto alternativo reúne nove partidos com presidente estadual do PSDB



Representantes de nove partidos que reúnem a 3ª Via

O que era para ser uma simples apresentação do empresário Marcelo Pelúcio como coordenador regional do ITV (Instituto Teotônio Vilela), braço do PSDB para formação política no estado, acabou virando um mega encontro suprapartidário que reuniu nove siglas na noite de sexta-feira passada, dia 13.

Além dos tucanos, participaram do encontro lideranças do PC do B, PV, PMDB, PTB, PRP, PLS, PSD e PT, além do presidente estadual do PSDB o deputado Pedro Tobias que prestigiou o evento e assinalou apoio incondicional ao grupo que forma a 3 Via que tem como principais pré-candidatos a prefeito de Marília o jornalista José Ursílio, o ex-deputado Joseph Zuza e o vereador Eduardo Nascimento.

O encontro durou cerca de três horas. O deputado Pedro Tobias ressaltou a necessidade de uma coalizão para que o grupo vença as eleições deste ano. E disse que o PSDB estadual vai declinar apoio integral para a terceira via.

“Bons nomes já vi que aqui não faltam. Temos agora que apresentar para a sociedade o projeto de governo, a mudança que o povo quer”, disse.

Representantes de todos os partidos falaram durante o encontro e o discurso de união foi predominante. O vereador Sidney Gobetti ressaltou ainda a necessidade de o grupo retomar um instrumento de alcance social para divulgar suas propostas.

“É um compromisso que todos nós aqui temos que assumir em recolocar a voz da coragem na mídia. A oposição precisa de um lugar para expor suas idéias para a sociedade”, disse.

Gobetti se referia ao jornalista José Ursílio que durante os últimos cinco anos abriu os microfones da rádio Dirceu AM e Diário FM, além das páginas do jornal Diário, para o debate político saudável e a explanação de ideias da oposição, antes de ser afastado da direção dos veículos de comunicação após a venda do complexo para o grupo do deputado federal Abelardo Camarinha.

Ainda segundo Gobetti, é preciso retomar um espaço na mídia para mostrar que “Camarinha e Bulgareli são farinha do mesmo saco”. Como exemplo ele citou a divisão da propina da merenda feita pelos dois nos últimos anos que culminou com o desvio de mais de R$ 2,6 milhões, alimentação que nunca chegou para alunos da rede municipal.

O encontro reuniu aproximadamente 70 pessoas. Além de políticos, representantes da sociedade civil e da Matra (Marília Transparente) como o presidente Oswaldo Andrade também estiveram presentes. Um deles, o arquiteto Ari Rezende, que integra o PMDB, disse que espera uma união de forças para vencer a eleição deste ano.

Além de Camarinha, a posição de seu filho Vinícius, deputado estadual, também foi alvo de críticas, que começaram com o discurso do ex-prefeito Theobaldo de Oliveira Lyrio.

“Deputado de obra pronta, diz que conquistou a duplicação da rodovia Marília a Bauru, mas era um bebê quando a obra começou”, disparou.

Theobaldo, que é vice presidente do PTB, cobrou ainda maior apoio do governo as bases e elogiou a postura do PSDB de ter um presidente estadual radicado no interior. Para ele, o próximo passo seria prestigiar mais os diretórios municipais evitando, assim, oportunismo como de Vinícius Camarinha.

No meio do encontro, o representante do PV, Cid de Oliveira, fez uma homenagem ao empresário Marcelo Pelúcio, que fazia aniversário. Lembrando seu saudoso pai, José Candido de Oliveira, Cid presenteou o tucano com uma folha de papel em branco e disse que ali deveria escrever sua história com honra e dignidade.

Minutos antes, ao abrir os discursos, Pelucio havia lançado mão de sua pré-candidatura a prefeito, dizendo que a partir de então apenas trabalhará para a união do grupo. Atitude que foi elogiado por unanimidade.

O presidente do PC do B, Andre Gomes, falou em seguida e reiterou que a 3 Via já identificou o pedido de mudança da sociedade. “É algo que é real, a gente sente nas ruas. Ninguém quer este governo como muito menos retroagir à Era Camarinha.”

Num dos discursos mais inflamados, o jornalista José Ursílio, um dos pré-candidatos a prefeito pelo PSDB – em 2008 concorreu e obteve 15.379 na sua primeira eleição – agradeceu a presença do deputado Pedro Tobias e o apoio que vem recebendo após seu afastamento do jornal e das rádios e reafirmou que até março uma nova plataforma de mídia estará ativa na cidade.

Além disso, ressaltou que sua luta contra o mal e a quadrilha de saqueadores do dinheiro público chefiada pelo deputado Abelardo Camarinha e sua corja vai continuar. “Nessa cruzada o bem vai vencer o mal”.

Ele destacou ainda que em 30 anos de política Camarinha e o filho se tornaram uma das pessoas mais ricas de Marília, porém devido à ficha suja o deputado federal não pode ter bens em seu nome.

Ursílio ainda fez um alerta para aqueles que ainda acreditam que Vinícius é diferente do pai. “Tenho um amigo que diz que eles têm uma diferença sim: o filho é um milionário engomadinho engravatado”, disse.

Após Ursílio, foi a vez do ex-deputado Zuza falar. Ele também agradeceu a presença de Tobias com quem foi colega de Assembleia e reiterou que conta com o apoio do governador Geraldo Alckmin nas eleições deste ano.

Zuza é pré-candidato a prefeito e um dos candidatos com menor índice de rejeição. Em 2004 teve mais de 23 mil votos. Segundo ele, o grupo vai vencer as eleições de outubro deste ano se manter a união.

O penúltimo a falar foi o vereador Eduardo Nascimento que também não economizou críticas ao atual governo e a dupla de deputados que, segundo ele, nunca trouxe um centavo de investimentos para Marília nos últimos quatro anos.

“Como disse o ex-prefeito Theobaldo pai e filho são deputados de obras prontas, saquearam os cofres públicos nos últimos 20 anos, roubaram a merenda das crianças e agora querem posar de paladinos da moralidade Mas o povo sabe separar o joio do trigo”, disse.

Veja as fotos do evento

Ari Rezende, da Matra e do PMDB

Ari Rezende, Ursílio, Zuza e Pedro Tobias

Cavina, Marcelo Fernandes, Eduardo Nascimento e José Ursílio

Ex vereador Pedro Pavão cumprimenta Joisé Ursílio

Cid Candido, representante do PV

Jornalista José Ursílio, Zuza e deputado Pedro Tobias

José Ursílio fala no encontro suprapartidário

Professor Alonso, presidente do PT

Ursílio ao lado de Pelucio, coordenador do ITV

Marcos Rezende, presidente do PSD, com Ursílio e o sindicalista Pedro Tolentino

Theobaldo, ex-prefeito de Marília

Vereador Mario Coraini, deputado Tobias, Zuza e José Ursílio

Ursílio, com psicólogo Marcos Conforti e o ex-deputado Doreto Campanari

Ursílio com presidente do PC do B Andre Gomes e Pedro Tolentino

Vereador Sidney Gobetti discursa

Se ficou rico da política é ladrão, afirma Tobias

Último a discursar, o deputado estadual e presidente do PSDB, Pedro Tobias, frisou que a política é um bem comum e não uma profissão, um meio de vida. Citou como exemplo o ex-presidente e estadista francês, Charles de Gaulle, que no poder organizou um plebiscito para fechar o Senado e acabou renunciando quando perdeu.

“Eu estudava na França. De Gaulle disse que se perdesse renunciaria, e renunciou. Depois que perguntaram para ele porque fez isso, disse que ele era passageiro e a França era muito maior que isso”, falou.

Tobias afirmou ainda que nunca fez do seu mandato um meio de vida, que aqueles que ficam ricos da política é porque roubaram o dinheiro do povo. “Hoje operei três pacientes antes de estar aqui. Sou médico antes de ser deputado”, disse.

Exclusivo: Alunos de Marília podem ficar sem merenda escolar

TJ mantém decisão liminar que proíbe prefeitura de contratar SP Alimentação, empresa envolvida no escândalo da máfia da merenda de Camarinha e Bulgareli

O desembargador Ivan Sartori, presidente do Tribunal de Justiça, manteve a decisão liminar que suspendeu o contrato entre a Prefeitura de Marília e a SP Alimentação, empresa envolvida no escândalo da máfia da merenda que dividia a propina desviada entre Bulgareli e Camarinha.

Com isso, restando poucos dias para o retorno do ano letivo, os mais de 55 mil alunos de Marília, grande parte carente que depende da merenda para se alimentar, podem começar as aulas sem ter o que comer.

A decisão de desembargador deve ser publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial, mas já está disponível no site do TJ e pode ser conferida no link abaixo:

http://migre.me/7zE1I

Na decisão o desembargador nega o recurso feito pela prefeitura contra decisão da Justiça de Marília que suspendeu o contrato e determinou multa de R$ 800 mil caso descumprimento.

A suspensão do contrato foi pedida pelo Ministério Público após a SP Alimentação, acusada de pagar propina ao prefeito Mario Bulgareli e ao deputado federal Abelardo Camarinha, ter novamente vencido a licitação para fornecer merenda escolar este ano em Marília.

O valor do contrato ultrapassa R$ 5,6 milhões. Segundo investigações comprovadas do MP, apenas nos últimos cinco anos Camarinha e Bulgareli embolsaram mais de R$ 2,6 milhões da propina da merenda desviada da comida das crianças.

Desde 2003, penúltimo ano da gestão Camarinha, a SP Alimentação vence todas as licitações para a merenda escolar na cidade.

Ou seja, o resultado de tanta maracutaia é o bolso de Camarinha e Bulgareli gordo com dinheiro sujo desviado e um começo de ano sem comida para mais de 55 mil alunos da rede pública de Marília, caso a prefeitura não tome uma medida emergencial.

VEJA ABAIXO ÍNTEGRA DO DESPACHO DO RELATOR:

Processo n. 0005303-78.2012.8.26.0000 1. É pedido de suspensão dos efeitos da medida liminar concedida pela MMa. Juíza de Direito da 3º Vara Cível da Comarca de Marília, em Ação Civil Pública, ajuizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, a qual determinou a suspensão do contrato administrativo CO n. 1070/11, firmado entre a Prefeitura Municipal de Marília e a requerida SP Alimentação e Serviços Ltda., com a proibição à Municipalidade de efetuar qualquer pagamento à requerida, até o julgamento final da ação, sob pena de multa cominatória no valor de R$800.000,00 (oitocentos mil reais) a cada descumprimento, além da sujeição à responsabilização criminal pelo delito de desobediência. Argumenta-se, basicamente, que a ordem judicial representa ameaça de grave lesão à ordem pública. Essa, a síntese do necessário. 2. Sem embargo do respeito denotado aos ilustres subscritores da petição inicial e excelência das razões nela insertas, há embaraço para o conhecimento do presente pedido de suspensão. A suspensão dos efeitos da medida liminar pelo presidente do tribunal competente para conhecer do recurso constitui medida excepcional e urgente, destinada a evitar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia públicas, quando manifesto o interesse público, ou em caso de flagrante ilegalidade, nunca consistindo em sucedâneo do recurso de agravo. Segundo pacífica diretriz do Pretório Excelso, a lesão à ordem pública, que consiste no regular andamento das obras, execução dos serviços e no exercício das funções da administração públicas, deve ser demonstrada de forma inequívoca (SS 3449 AgR, Relator(a): Min. GILMAR MENDES (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 17/09/2009, DJe-191 DIVULG 08-10-2009 PUBLIC 09-10-2009 EMENT VOL-02377-01 PP-00115), o que não ocorre no caso sub examine. Nesse sentido a doutrina de HELY LOPES MEIRELLES, que sendo a suspensão da liminar ou dos efeitos da sentença uma providência drástica e excepcional, só se justifica quando a decisão possa afetar de tal modo a ordem pública, a economia, a saúde ou qualquer outro interesse da coletividade que aconselhe sua sustação até o julgamento final do mandado (MEIRELLES, Hely Lopes. WALD, Arnoldo e MENDES, Gilmar Ferreira. Mandado de Segurança e Ações Constitucionais. 32a ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2009, p. 97). No caso não se demonstrou a urgência e o perigo de grave lesão à ordem pública de forma a autorizar a providência reclamada. Não cabe o exame do mérito da decisão, do seu acerto ou não. Nesse sentido se pronunciou reiteradamente o Supremo Tribunal Federal, que na suspensão de segurança não se aprecia o mérito do processo principal, mas tão-somente a ocorrência dos aspectos relacionados à potencialidade lesiva do ato decisório em face dos interesses públicos relevantes consagrados em lei, quais sejam, a ordem, a saúde, a segurança e a economia públicas (SS 2385 AgR, Relator(a): Min. ELLEN GRACIE, Tribunal Pleno, julgado em 10/03/2008, DJe-065 DIVULG 10-04-2008 PUBLIC 11-04-2008 EMENT VOL-02314-02 PP-00328). Inexiste, assim, a condição necessária de risco de grave dano a autorizar a intervenção da Presidência do Tribunal de Justiça. As circunstâncias fáticas não recomendam a suspensão da decisão de primeiro grau de jurisdição, prolatada também no interesse público de resguardar a correção do contrato. Ressalte-se a possibilidade, em tese, de contratação emergencial, que maior segurança trará a espera por decisão meritória. Logo, o presente pedido não é de ser deferido, por não existirem elementos ensejadores da suspensão da medida liminar. Do exposto, indefiro o pedido de suspensão. Int. São Paulo, 12 de janeiro de 2012. IVAN SARTORI Presidente do Tribunal de Justiça.

Sabe quem é o auditor? Carlos Umberto Garrossino

A raposa está no galinheiro. A quadrilha completa. Jornal Diário traz hoje outra fábula da auditoria que a “nova direção” está fazendo na vida profissional do jornalista José Ursílio e de sua agência Sinergia. Na página dois é a charge reveladora: Carlos Umberto Garrossino é o auditor.

Não há resposta, o silêncio da floresta. O maior escândalo político-financeiro de Marília vai ser revelado nas próximas semanas. A quadrilha está com poder, dinheiro, jornais e rádios da CMN e assim mesmo com muito medo.

Sabem que vão enfrentar apenas o trabalho profissional da voz da coragem pura e simplesmente, mas o pilar de dignidade, decência e único que não tem medo de assinar qualquer documento e processo em qualquer instância.

Não pode perder o impacto e não há como antecipar o que vem por aí. É Marília Livre. Mídia decente, sem gente venal e que faz acordo com o diabo para vender a alma como fez Carlos Francisco Cardoso ao entregar o jornal Diário e as rádios Dirceu AM e Diário FM para Abelardo Camarinha até dezembro passado seu maior algoz.

Camarinha ficou com jornal, rádios, a CMN, comprou Cardoso e sua mulher Renata por milhões em moedas, mas não tem o que há de melhor e maior que é a liberdade de expressão e comprometimento com a comunidade.

É risível o que o Diário e as rádios estão fazendo desde 23 de dezembro. Achincalham José Ursílio, sua agência, agora os irmãos trabalhadores e decentes.

Vão escrever e falar porque eles plantam mentiras como sustentação do ódio e a todo custo desmerecem o trabalho de jornalismo investigativo e independe que era praticado.

A cara da auditoria é a cara de Carlos Umberto Garrossino, o sujeito ex-chefe de gabinete, acusado de todo tipo de corrupção e crimes que chegou ser preso pela Polícia Federal ao tentar comprar o jornalista Oswaldo Machado em 2001.

Carlos Umberto Garrossino e Abelardo Camarinha comandam sozinhos a auditagem, se apoderaram de documentos pessoais e da Sinergia e se prestam a dizer que há desvios de até um milhão de reais, compra de imóveis, notas frias e outras tolices próprias de ladrões desajustados.

Ora, toda movimentação contratual, comercial e editorial de jornal e rádios até 23 de dezembro era assinada por José Ursílio, Carlos Francisco Cardoso além das agências e agenciadores que lá estão e subscritas pela gerente financeira Helena Bonello Peres, pelo contador Valmir José de Souza.

Na Sinergia ainda há a escrituração independente do renomado e respeitado escritório Kintec Assessoria Empresarial, do contador Joaquim Aparecido Saraiva. Não há um centavo sem declaração, um imposto sonegado ou em atraso.

Os psicopatas agem enquanto Carlos Francisco Cardoso e a médica Renata Baldissera Cardosa estariam foragidos com a mala preta cheia.

Eles estão com medo da reação de José Ursílio, das medidas que ele está e vai tomar, ficam à espreita porque sabem que não vai ficar nada sem a devida apuração à luz da legalidade e dos principais de moralidade e humanismo.

José Ursílio é xingado, achincalhado, exatamente pelos veículos de comunicação que combateram a corrupção, os desmandos, as falcatruas, o roubo do dinheiro público da merenda.

O leitor e o ouvinte não podem ter sua opinião e discernimento desprezados. Cada um tem seu juízo de valores e não é essa quadrilha que vai distorcer a realidade, apagar a história, desfigurar a verdade.

Não há como ainda colocar veículos de comunicação no ar, é necessário tempo necessário, tudo está em preparação.

Não há como se incomodar com o auditor Carlos Umberto Garrossino e o achincalhe. Meu filho Matheus, minha família já passaram por tantos atentados morais, psicológicos e físicos que tudo neste momento é pequeno quando há coração e razão em harmonia e sob a proteção de Deus.

Os incomodados são exatamente aqueles que tomaram jornal e rádios de assalto e se locupletam de seus próprios fantasmas.

Aliás, alguns desses fantasmas foram queimados por eles próprios e pelo bandido Bruno Galdêncio Coércio que está em liberdade condicional depois de ficar mais de quatro anos na cadeia e agora virou um dos tontos e indigentes mentais a desfilar dentro do prédio que ele mesmo botou fogo na madrugada de oito de setembro de 2005.

Os funcionários afastados e jornalista se salvaram de ver essa indecência e ultraje. Muita gente que está lá dentro tem que enfrentar essa realidade, porque só tem aquele emprego, porque tem filhos, mães, pais, a sustentarem. Vivem no prédio do terror.

Carlos Francisco Cardoso e a mulher Renata Baldissera Cardoso desde o último dia 23 de dezembro quando entregaram as empresas vivem entre a mansão no Garden Park com dinheiro maldito e viagens.

Não precisam ficar foragidos, vão ser achados pela Justiça, vão responder pelo dinheiro roubado dos trabalhadores em apropriação indébita de salários e fundo de garantia que somam mais de 800 mil reais.

O auditor Carlos Umberto Garrossino e sua gangue já acharam documentos que não sabiam, não conheciam, não tinham sido informados pelo casal Cardoso.

Ora, malandro dando golpe em malandro de novo. Mas não vai fazer falta para Carlos Francisco ter que desembolsar em breve o dinheiro dos empregados que deram suor, lágrimas e até sangue em pancadaria nos últimos anos vítimas de agressões do próprio grupo abelardiano de malfeitores.

Estão sem salários e direitos trabalhistas gente que defendia o José Ursílio, as empresas e Carlos Francisco e a mulher Renata Baldissera Cardoso durante o tempo em que Camarinha vociferava que eles tinham lhe roubado jornal e rádios e que eles eram usuários e viciados em cocaína e outros tanto achincalhes.

A farsa montada para tentar tapear a opinião pública não cola e se Camarinha pensa que comprou jornal e rádios da CMN para calar este jornalista e enganar ainda mais a opinião pública na tresloucada sanha de voltar à Prefeitura, deu tiro no pé.

Nenhum império do mal prevaleceu em toda história da humanidade. Nenhum homem se sobrepôs sobre os desígnios do bem, da legalidade e do acerto final com Deus.

Não posso como jornalista, cidadão e testemunha estadual e federal ficar me manifestando, só na hora certa e lá vai ser mais breve.

Veja aqui a nova reportagem do jornal Diário, mesmo conteúdo repetido hoje nas rádios Dirceu AM e Diário FM e ainda charge da página dois, onde fica bem definido no desenho de Adilson de Lucca a cara de Carlos Umberto Garrossino:

http://www.diariodemarilia.com.br/Noticias/106951/Urslio-negocia-imveis-e-frauda-o-sistema-tributrio

http://www.diariodemarilia.com.br/Noticias/106831/Auditoria-flagra-mais-irregularidades-de-Urslio

http://www.diariodemarilia.com.br/Charge

Vitória em Marília: Jornalistas demitidos devem ser pagos em 30 dias

Após pressão do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo a direção da Central Marília Notícias (CMN) – detentora da Editora Diário-Correio de Marília, Rádio Dirceu AM de Marília e Rádio Diário FM de Marília – se comprometeu a pagar os salários e benefícios dos funcionários afastados no final do ano passado, no prazo de 30 dias.

Em ofício enviado ao Sindicado, o diretor presidente da empresa, Edinaldo Perão, também reconheceu que a situação de atraso salarial já existia antes mesmo de assumir a direção do grupo. No documento ele informou que a irregularidade já está sendo solucionada e disse que 8 dos 13 trabalhadores dispensados já foram pagos na última terça-feira, dia 10 de janeiro. Os outros 5 profissionais terão os débitos trabalhistas efetivados nos próximos 30 dias.

O Sindicato continuará acompanhando o processo de regularização trabalhista da empresa e o cumprimento do acordo assumido com os jornalistas.

Sindicato pressiona grupo CMN de Marília para pagar demitidos

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo entrou em contato na tarde desta quarta-feira, dia 11 de janeiro, com a direção da Central Marília Notícias (CMN) – detentora da Editora Diário-Correio de Marília, Rádio Dirceu AM de Marília e Rádio Diário FM de Marília – para pressionar a empresa a pagar os salários e benefícios dos funcionários afastados no final do ano passado. A empresa deverá dar um posicionamento até a manhã desta quinta-feira (dia 12).
É que em dezembro, a CMN decidiu afastar 13 funcionários, a maioria jornalistas mas, além de não efetuar nenhuma comunicação oficial (de aviso prévio, por exemplo), deixou-os sem nehum vencimento. O Departamento Jurídico do Sindicato foi acionado e deverá defender os profissionais, tratados com absoluto desrespeito pela a empresa. Muitos deles possuiam muitos anos de casa.
Os relatos dos jornalistas são dramáticos. Um dos demitidos faz o seguinte desabafo: “Acabei de chegar do Jornal Diário depois de um chá de cadeira de mais de uma hora eu fui comunicada que não vou receber um real, que é para eu ir atrás dos meus direitos. Sem salário de dezembro, sem FGTS depositado, sem comissão. Nada de cesta básica, me colocaram de férias – mas não pagaram nada – não assinei nada.
O pior: minha carteira de trabalho está lá como eles. Falta de consideração. Trabalhei 12 anos nesta empresa. E agora me tratam como um lixo.  Não vou ficar calada, não posso ficar calada. Já estou indo atrás dos meus direitos. Eles têm o direito de comprar a empresa, mas não tem o direito de me tratarem assim”.
Outro demitido da CMN (que pela lei ainda faz parte do corpo de funcionários por não ter sido comunicado da demissão), também está revoltado com a situação: “Os 13 empregados afastados estão sem receber salários, cestas básicas e todos os direitos trabalhistas. Não apareceu oficialmente até agora ninguém para dar satisfação ou honrar compromissos e cumprir legislação, seja qualquer diretor ou representante legal das empresas CMN. Informações desencontradas e enganação dos empregados têm provocado desespero nas famílias dos trabalhadores que nas últimas duas semanas foram diversas vezes ao prédio das empresas e também tentaram ligar para obterem informações e pouco conseguiram”.
E continua: “Nenhum compromisso e dever das empresas e seu representante legal até dia 23 de dezembro foi cumprido até agora. O maior desespero dos funcionários afastados até este momento está na falta do pagamento dos salários e cestas básicas por conta das necessidades essenciais das famílias.Todos já fizeram levantamentos de suas contas de FGTS na Caixa Econômica Federal e estão ainda mais preocupados, pois em alguns casos não há depósitos há mais de cinco anos e estão temerosos”.
O Sindicato considera inadmissível o tratamento desumano que o Grupo CMN tem dispensado aos funcionários “demitidos”, sabe que o não pagamentos de salários é considerado o mais condenável dos crimes pelos juízes do Trabalho e estuda medidas judiciais contra a empresa.

Sindicato estuda ação judicial contra calote do grupo CMN de Marília

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo estuda ação judicial contra a Central Marília Notícias (CMN) – detentora da Editora Diário-Correio de Marília, Rádio Dirceu AM de Marília e Rádio Diário FM de Marília . que deixou sem receber salários ou qualquer benefícios funcionários afastados no final do ano passado.
Os relatos dos jornalistas são dramáticos. Um dos demitidos faz o seguinte relato: “Acabei de chegar do Jornal Diário depois de um chá de cadeira de mais de uma hora eu fui comunicada que não vou receber um real, que é para eu ir atrás dos meus direitos. Sem salário de dezembro, sem FGTS depositado, sem comissão. Nada de cesta básica, me colocaram de férias – mas não pagaram nada – não assinei nada.
O pior: minha carteira de trabalho está lá como eles. Falta de consideração, trabalhei 12 anos nesta empresa. E agora me tratam como um lixo.  Não vou ficar calada, não posso ficar calada. Já estou indo atrás dos meus direitos.
Eles têm o direito de comprar a empresa, mas não tem o direito de me tratarem assim.
Outro demitido da CMN (que pela lei ainda faz parte do corpo de funcionários por não ter sido comunicado da demissão), também faz este desabafo: “ Os 13 empregados afastados desde dia 23 de dezembro estão sem receber salários, cestas básicos e todos os direitos trabalhistas. Não apareceu oficialmente até agora para dar satisfação ou honrar compromissos e cumprir legislação qualquer diretor ou representante legal das empresas CMN. Informações desencontradas e enganação dos empregados tem provocado desespero nas famílias dos trabalhadores que nas últimas duas semanas foram diversas vezes ao prédio das empresas e também tentaram ligar para obterem informações e pouco conseguiram.

Nenhum compromisso e dever das empresas e seu representante legal até dia 23 de dezembro foi cumprido até agora. O maior desespero dos funcionários afastados até este momento está na falta do pagamento dos salários e cestas básicas por conta das necessidades essenciais das famílias.

Todos já fizeram levantamentos de suas contas de FGTS na Caixa Econômica Federal e estão ainda mais preocupados, pois em alguns casos não há depósitos há mais de cinco anos e estão temerosos”.

O Sindicato considera inadmissível o tratamento desumano que o Grupo CMN tem tratado os funcionários, sabe que o não pagamentos de salários é considerado o mais condenável pelos juízes do Trabalho e estuda medidas judiciais contra a empresa.

http://www.sjsp.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3529%3Asindicato-estuda-acao-judicial-contra-calote-do-grupo-cmn-de-marilia&catid=36%3Adestaque