Marília, 20 de maio de 2012.

Lição de resistência: doutor Salomão Aukar em recuperação, passeia e pergunta sobre eleições

Aos 80 anos e depois de enfrentar inúmeras complicações sérias de saúde, com derrames e acidentes vasculares, doutor José Salomão Aukar mostra o quanto tem a proteção de Deus e vive merecedor de respeito.  Ontem ele estava em frente à sua casa para novamente passear e encantar-se singelamente com o movimento das ruas.

Descrevo esse passeio do doutor Salomão porque tive a felicidade de parar para cumprimentá-lo e conversar por alguns minutos. Tenho visto diariamente o filho Sérgio Aukar religiosamente às 7h em frente à casa do pai.

No ano passado também havia parado para cumprimentar doutor Salomão mas ele não estava muito bem, em recuperação ainda lenta. Ontem no final da tarde, me impressionei com sua disposição.

Conduzido em sua cadeira de rodas, doutor Salomão estendeu a mão e “como vai menino?”.  Me sinto em divida com doutor Salomão Aukar, fui cruel talvez nas críticas quando ele foi prefeito e ontem ficou extremamente feliz de poder apertar sua mão e ver como ele está bem.

Doutor Salomão me perguntou sobre a eleição. Disse que pelo meu partido, será candidato a prefeito o empresário Daniel Alonso e que vamos estar coligados com o PTB.

O ex-prefeito de 1993 a 1996 é filiado ao PTB e membro da Comissão Executivo do partido até hoje. Disse que o vereador Eduardo Nascimento deve ser o vice de Daniel e que pelo  PTB vão concorrer o professor Mário Coraíni e o Júnior da Farmácia.

Disse ao doutor Salomão que vou ser candidato a vereador esse ano. Ele então disse que vai dar tudo certo e que ele e seu acompanhante vão votar em outubro.

Fiquei tão feliz que quero aqui dividir essa informação, esse encontro, para dar notícia a Marília, aos amigos do ex-prefeito, desse cidadão digno e honrado.

Doutor Salomão Aukar se aposentou como promotor público, sempre se dedicou às causas sociais, voluntárias e beneméritas. Até ter os acidentes vasculares, aos 78 anos, dirigiu a casa do Caminho, entidade de assistência a idosos.

Mas na sua vida fez peregrinação por diversas entidades, além de criar vários filhos, sempre dentro de sua doutrina espírita.

Um homem valoroso, que faz história, é merecedor de todo respeito e já passou da hora da cidade ampliar suas homenagens a esse cidadão.

Diabetes. Voluntários querem consolidar associação

Reativada no início de 2010, a Adim (Associação dos Diabéticos de Marília) hoje possui cadastro com cerca de 200 pacientes, grande parte crianças carentes, e espera em breve conseguir o registro de utilidade pública para ter parcerias e ajuda do município. “É uma doença que ainda carrega muito preconceito. As famílias precisam de apoio”, diz a vice-presidente Maria Jose Peres.

Voluntários lutam para que Marília tenha uma associação para cuidar de diabéticos

Segundo ela, o principal objetivo da associação tem sido atender casos emergenciais de diabéticos sem medicamento. Cadastro da Secretaria Municipal de Saúde aponta que Marília tinha em 2010 – data do último levantamento – aproximadamente 1,2 mil pacientes.

A associação trata dos tipos 1 e 2 de diabetes e afirma que o custo mensal de um kit de insulina e exames gira em torno de R$ 600. Atualmente tem se focado na orientação para cadastro no sistema público de saúde que garante a medicação, o que pode levar até 90 dias.

“O paciente não pode ficar sem o remédio nem um dia, pode trazer complicações irreversíveis a órgãos vitais. Esse é o problema”, explica.

Atualmente, a diretoria tem seis voluntários e alguns profissionais da saúde, como nutricionista, psicólogo e dentista, que dão assistência às famílias. Segundo Maria José, também há casos em que a entidade presta assistência jurídica para obter os medicamentos.

“Já conseguimos duas medidas judiciais e estamos com outro caso em análise no fórum”, disse.

Sem sede, a diretoria negocia com uma instituição da cidade espaço para desenvolver atendimento aos associados. “Hoje não temos nada, os medicamentos que conseguimos para distribuir ficam guardados na geladeira da minha casa”.

A Adim está recebendo ajuda e contribuições. O telefone para contato é o 9756.8683. A entidade pode emitir recibos para abatimento no imposto de renda e também proíbe em seu estatuto que associados e diretores sejam candidatos a cargos eletivos na política.

Conselho tem 46 entidades registradas


Quase cinco mil pessoas são assistidas diariamente por alguma das 46 entidades a cadastradas pelo Conselho de Assistência Social responsável por parte da organização do terceiro setor em Marília.

São programas desde o conhecido Casa do Pequeno Cidadão, que atende 1,3 mil crianças todos os dias, até desconhecidos como a Adim ou o GMADC (Grupo Mariliense de Apoio a Pessoa com Câncer) que distribui café da manhã e cestas básicas a pacientes carentes vítimas da diabetes internadas em hospitais público sem qualquer apoio, que atualmente atende 93 famílias.


Prefeitura cede mais dez servidores à Apae

A prefeitura anunciou que via aumentar a parceria com a Apae de Marília e ceder mais dez funcionários à entidade, que atualmente já recebe cerca de R$ 35 mil em subvenções mensais e outros 53 servidores.

Atualmente a Apae faz diariamente 420 atendimentos nas áreas de saúde, educação e assistência social. A ampliação da parceria foi definida durante encontro do presidente Pedro Figueira com o prefeito Ticiano Toffoli.

Participaram ainda do encontro a diretora pedagógica Flávia Torres Garcia, a coordenadora do Centro Sócio-Educacional Ana Maria Camporez e coordenador de Marketing, Sérgio Úngaro, além do chefe de gabinete José Carlos da Silva e a secretária de Educação Maria do Carmo Mazzini.

Casal Cardoso faz acordo com banco antes de vender CMN

Com mais de R$ 650 mil de FGTS dos funcionários atrasados, antes de vender o jornal Diário e as rádios o bancário aposentado Carlos Francisco Cardoso e sua esposa, a médica Renata Baldissera, assinaram um acordo com banco Bradesco para parcelar uma dívida de R$ 23.723,97.

Pela ação a dívida será paga em 18 prestações de R$ 1.448,97, a última parcela em abril de 2013. O acordo foi assinado em outubro do ano passado, dois meses antes de Cardoso e sua esposa venderem as empresas sem comunicar funcionários nem depositar o dinheiro desviado do FGTS e do INSS.

VEJA MAIS AQUI http://marilialivre.com.br/noticias/

Faz parte de uma ação de cobrança que o banco move contra o casal sonegador na 1ª Vara Cível. A dívida foi paga porque incluía o nome dos dois na lista suja de caloteiros do mercado além de restringir operações de crédito.

A dívida é referente apenas a uma das empresas: a rádio Diário FM. É resultado de um rompimento que Cardoso fez com bancos em 2009 para evitar a falência definitiva da emissoras e jornal.

A dívida inicial era superior a R$ 56 mil, mas o acordo derrubou a cobrança praticamente pela metade e suspendeu a execução contra a rádio. Faz parte de uma série de acordos que o casal Cardoso assinou para quitar débitos antes de sorrateiramente vender as empresas.

Cardoso (sentado) com seu advogado e o atual diretor da CMN Edinaldo Perão no fórum

Em outros dois acordos, Cardoso mandou quitar uma dívida trabalhista com uma ex-funcionária da CMN que hoje trabalha como secretária para os deputados Abelardo e Vinícius Camarinha e depositar cerca de R$ 470 mil de INSS dos funcionários em atraso.

O objetivo do casal foi limpar parte do nome sujo deles na praça, enquanto mais de 160 funcionários da CMN ainda continuam sofrendo com a apropriação indébita do FGTS descontados do holerite e não depositados pela empresa.

“Novo dono” da CMN tem empresa na capital

Oficialmente, na Junta Comercial, as rádios e o jornal Diário forma vendidos para duas pessoas: Sandra Mara Norbiato e Marcel Augusto Certain. Os dois são da capital paulista e nunca pareceram em Marília. Suspeitas dão conta que são testas de ferro de deputado Abelardo Camarinha, que seria o verdadeiro dono dos veículos de comunicação.

Sandra Mara seria ligada a uma igreja evangélica usada para esquentar o dinheiro da negociata. Oficialmente Cardoso e sua esposa Renata venderam as empresas por R$ 80 mil, mas nos bastidores eles teriam recebido mais de R$ 5 milhões de dinheiro sujo de caixa dois.

Investigação do jornal Marília Livre descobriu em março que um dos “novos donos” da CMN, Marcel Augusto, tem outra empresa registrada em seu nome na capital paulista no ramo de comércio varejista de equipamentos de telefonia e comunicação.

Os dados constam do cadastro da Receita Federal e conferem como empresa individual, que está ativa e foi criada em maio de 2011. O endereço fica na rua Antonio Ferrari, 17, Jardim Moreno.

Shintaku:75 anos de dedicação e tradição à cultura japonesa

O empresário na sua granja; 130 empregos e referência de mercado

Aos 75 anos, o empresário Yoshimi Shintaku, está oficialmente afastado dos negócios e das atividades da colônia japonesa. Só oficialmente, porque na prática ele ainda é referência para os mais novos e continua com a mesma rotina das últimas seis décadas: acordar bem cedo e trabalhar muito.

Atualmente os filhos tomam conta da granja e dos negócios, mas o patriarca mantém sua mesa no escritório, atende telefonemas e tem dias bastante agitados. “A gente fica aqui, quando eles perguntam, a gente fala”, explica um dos nomes mais respeitados da colônia japonesa de Marília.

Presidente de honra do Nikkey Clube, este ano ele diz que ficou afastado da organização do Japan Fest, que chega a sua décima edição. “Dessa vez pedi: me deixa descansar, é muita correria para o velho”, diz em tom de brincadeira.

Embora um dos mais antigos representantes da colônia, Shintaku nasceu no Brasil, é mariliense. E recebeu a reportagem do Marília Livre para uma entrevista especial em sua granja, ás margens BR 153.

Num bate papo de aproximadamente uma hora, falou sobre a colônia, política, administração, família e esporte e também sobre o desinteresse gradativo dos mais jovens pela cultural oriental.

Veja aqui trechos da entrevista com o empresário que se tornou ponto de referência para as novas gerações da colônia e ainda tem muito a ensinar.

Marília Livre – Como o senhor enxergar o futuro da colônia japonesa em Marília, o que tem de promissor, de negativo?

Yoshimi Shintaku – A colônia está estabilizada. A associação nipo brasileira de Marília é bem estruturada, na parte de esporte está bem destacada, com a conquista de vários títulos nacionais, tanto os meninos como meninas. Eu já deixei o cargo para os jovens, é a Era da internet, a Era dos jovens, a gente precisa abrir espaço.

ML – Na área do esporte, Marília projeta um centro de treinamento de baseball. Como é a parceria com a colônia?

YS – O projeto está meio parado, eles falaram em construir o campo mas até agora não foi feito e a gente vai lá não vejo treinamento. Não sei o que vai acontecer.

ML – Senhor gosta de esporte?

YS – No esporte dediquei 18 anos ao judô, mas agora não dá mais (risos).

ML – Cem anos de imigração japonesa, como o senhor avalia principalmente aqui em Marília?

YS - O jovem está ficando mais abrasileirado e hoje aqui já tem muitos casamentos com brasileiros e brasileiras. Já faz cem anos e vai mudando, não tem como. Você pega descendentes da colônia alemã e eles ainda têm um dia da semana que só falam alemão. Já a colônia (japonesa) não é tão assim. Hoje homens de 40 anos são poucos que falam a língua. O governo japonês está até mandando professores e tudo, mas mesmo assim está difícil porque tem poucos alunos.

ML – O Japan Fest este ano focou justamente a cultura japonesa. Essa miscigenação preocupa? O senhor acha que os jovens vão continuar tocando projetos como o Nikkey e outros?

YS – Acredito que sim, mas cada vez o jovem perde mais ritmo e alguns deixam de colaborar. A gente conversa com outros descendentes também e eles falam isso. Hoje metade das famílias já é diferente, os mais velhos estão fazendo força para continuar. Acho que vai, mas vai mudando.

Uma vez candidato para nunca mais

A granja Shintaku fica à beira da BR 153, próximo ao rio Tibiriça. Hoje, três dos seis filhos – cinco homens e uma mulher – trabalham na empresa, que tem 130 funcionários e produz uma média de 800 dúzias de ovos por dia.

Mesmo já aposentado, Yoshimi Shintaku ainda mantém a mesa no escritório ao lado do filho Shindi, que atualmente gerência os negócios da granja. Exemplo familiar de que o sucesso só vem antes do trabalho no dicionário.
Com camisa branca, sandália e muito bem disposto, o empresário lembra que um dia já foi candidato a vereador e esteve num palanque político para nunca mais. “Se dá melhor quem fala bem o português”, brinca.

Shintaku atende o telefone em sua mesa no escritório da granja

Atual presidente do Sindicato Rural de Marília, cargo que ocupa há duas décadas, anuncia: “até agosto, depois paro e passo”, afirma. Shintaku também é presidente de honra do Nikkey Clube de Marília e está envolvido com diversas atividades sociais e assistenciais. Veja mais alguns trechos da entrevista.
ML – O senhor é presidente do sindicato. Gosta de política?
YS – Olha política me puseram uma vez para nunca mais. Para descendente nipônico é difícil, são poucos que conseguem começar ali dentro.
ML – O senhor já foi uma vez candidato?
YS – Sim, tive uma experiência, mas nunca mais.
ML – Não seria de novo?
YS – Não, não, e também com a idade que a gente tem só ia da canseira de novo (risos).
ML – O senhor acha importante a colônia ter representante na Câmara?
YS – Dessa vez tem o Yoshio (Yoshio Takaoka, PSB). É bom para a colônia, mas (na política) se dá melhor quem fala um bom português. O problema é que antes da eleição aparecem muitos candidatos, em vez de combinar para serem poucos, mas não. São cinco, seis, divide voto e dai ninguém se elege. A gente fala antes de eles se candidatarem: pensa bem, o voto é limitado, assim você não vai se eleger. Mas tem um pessoal que fica falando você ganha, você ganha e ele acredita e vai. O amigo tem de falar a verdade, mas os outros ficam falando e você acaba acreditando. Tomara que este ano apareçam uns dois, três só, mas pelo o que ouvi falar já são cinco, seis que querem e no final acaba o risco de ninguém ganhar.
ML – O senhor é um empresário de sucesso, Marília é uma cidade rica. O que o senhor acha que falta para a cidade ter uma distribuição de renda melhor, acabar com as favelas por exemplo?
YS – Administração (pública) não é como a gente pensa, você quer fazer isso, aquilo, mas nem sempre dá. Um quer mas outro não deixa. E quando você junta três tem outros dez para atrapalhar, que não querem. Eu como nunca fiquei dentro daquela casa (Câmara Municipal) não sei falar bem nem criticar. Eu acho que o Mario Bulgareli (ex-prefeito que renunciou o cago dia 5 de março passado) administrou, não foi ele que quis deste jeito, as vezes queria fazer mas os colegas não deixam. Por isso é difícil falar se fosse eu fazia isso, assim. As vezes a maioria não deixa.
ML – Já que política não, se o senhor não fosse empresário no setor de hortifrutigranjeiro, o que o gostaria de ser?
YS – Olha eu sempre quando comecei plantar melancia inventei, comprei um pulverizador e coloquei um caxotão grande de dois mil litros na carreta para pulverizar. Na época a melancia não dava nem muito dinheiro, mas com esse negócio que eu fiz para carregar água no encerado as indústrias começaram a fazer com fibra de vidro e foi onde se espalhou por ai. Eu sempre penso: se tivesse um pouquinho de cabeça tinha começado isso na época. Pegou todos que plantavam melancia. Acho que se tivesse entrado na indústria tinha alguma coisa a mais.
ML – Obrigado pela atenção
YS – Obrigado você e desculpa a correria.

Com tradicional quimono japonês durante lançamento do Japan Fest

GM mostra Trax em Paris e carro chega ao Brasil até 2013

Novo SUV da GM pode chegar até 2013 no Brasil

Chevrolet esquenta mercado com novos modelos desde 2011

A General Motors acelerou de vez sua performance no mercado global e obviamente o Brasil está nessa pista da montadora. A Chevrolet lança agora o Sonic e já mostra as primeiras imagens do Trax que vai aparecer em Paris em setembro e pode chegar ao Brasil até meados de 2013.

A Chevrolet ficou um tempo na garagem dos lançamentos mas de 2011 até agora mostrou que está alta velocidade e pôs no mercado os novos Cobalt e Cruze, repaginou a S10, vem ai com o Soni e tem agora o Trax.

A categoria dos SUVs compactos não vai mais ficar apenas com a nova geração do Ford EcoSport pois a GM acaba de mostrar o Chevrolet Trax.

A GM não revela informações sobre o produto e confirma o lançamento do veículo para o Salão de Paris, em setembro deste ano.

Há especulação pelo nome “Enjoy”   pela imprensa internacional para nomear o jipinho da Chevrolet, mas a montadora descarta.

O  veículo será oferecido em mais de 140 países ao redor do globo, sendo México e Canadá os primeiros a receberem o SUV compacto provavelmente no último quadrimestre deste ano.

O Trax está nos planos da operação brasileira da GM, que deve trazê-lo do México  a partir de meados de 2013.

O modelo não será comercializado nos Estados Unidos, para não comprometer o desempenho do Equinox.  Na Europa, o Trax fará parte dos lançamentos da marca para 2013, junto à perua Cruze e ao novo sedã Malibu.

O modelo já circula disfarçado pelas ruas brasileiras e deve ser equipado com motores 1.6 e 1.8 flex por aqui.

O certo é que a GM aqui já mostrou em janeiro a nova S10 e em março  chegou o Cruze Hatch  com opção de câmbio manual e automático de seis velocidades.  Teve ainda  Agile e Montana ganham a linha 2013.

No fim deste mês, a reportagem de Marília Livre, com o jornalista José Ursílio, vai participar do lançamento do Sonic.

Há ainda mais segredos da GM guardados a sete chaves como a grande novidade  que será  a apresentação do novo hatch do Projeto Ônix que será produzido em Gravataí (RS).

O compact Sonic vai disputar público jovem com o New Fiesta da Ford que tem preços a partir de R$ 47 mil.

O Sonic terá o motor Ecotec e aceitará etanol e gasolina. Destaque  é visual diferente em seu interior e dotado de tecnologia de ponta.

Vinícius Camarinha monta equipe de governo com Abelardo, Garrossino, Herval e Alcalde

Vinicius Camarinha e o condenado Garrossino, que será seu braço direito na campanha eleitoral deste ano

Vinicius Camarinha com Yoshio, Alburquerque e Herval, vereadores que integram sua campanha eleitoral

Na eleição passada, sociedade se mobiliza e pede que eleitor rejeite candidatos envolvidos em caso de pedofilia

Vinicius Camarinha com seu pai Abelardo, Alcalde, Herval e outros vereadores formam nucleo da campanha eleitoral

O pelotão de choque e centro de decisões da dupla Vinícius Camarinha e seu pai Abelardo já está armado e montando os esquemas da campanha eleitoral e antecipadamente loteando espaços em cargos, sob o comando do ex-chefe de gabinete Carlos Umberto Garrossino, do ex-prefeito Domingos Alcalde e do vereador Herval Rosa Seabra.

Vinícius Camarinha foi derrotado em 2008 para o ex-prefeito Mário Bulgareli que comeu na mão de Abelardo no primeiro mandato e lhe deu as costas para a reeleição.

Bulgareli manteve na prefeitura mesmo no segundo mandato todo espectro abelardiano, como os ex-secretários Antônio Carlos Nasrauí e Luiz Antônio Rosa Lima. Esses foram demitidos com a renúncia de Bulgareli prefeito acusado de corrupção, irregularidades administrativas e outras mazelas.

A dupla pai e filho agora quer tentar de novo voltar ao poder e reunificar as forças do passado. Queimado e com centenas de processos criminais, ações cíveis e o maior ficha suja do Brasil, Abelardo vai por Vinícius para a disputa.

Vinícius Camarinha é o trunfo  do pai porque apesar de diversos processos ele ainda não teria condenação e se perder a prefeitura novamente pode continuar como deputado estadual onde tem salário de mais de 16 mil reais, verbas somadas de quase 100 mil reais para gabinete e quase uma dezena de assessores.

Os esquemas da campanha eleitoral agora são articulados dentro das rádios e jornal. Abelardo Camarinha e Carlos Garrossino combinam ataques aos adversários dentro do próprio prédio da CMN (Central Marília Notícias) onde estão as rádios Dirceu AM e Diário FM.

O jornal e as rádios servem para detratar aqueles que já estão definidos como os adversários na disputa da prefeitura: o empresário Daniel Alonso e o prefeito José Ticiano Dias Toffoli.

Os esquemas tem sido definidos também por conselheiros influentes alem de Abelardo e Garrossino. Vinícius tem a participação direta do ex-prefeito Domingos Alcalde e Herval Rosa Seabra.

Alcalde foi eleito com apoio de Camarinha em 1988 mas foi traído e acabou uma cãoinistração desastrosa cheio de acusações de corrupção, processos cíveis e penais. Domingos Alcalde chegou a ser condenado e cumpriu prisão domiciliar por conta de casos históricos quando tentou desapropriar e ficar para si com áreas de terras de famílias tradicionais como Andrade (Fazenda Cascata e Scarpelli (zona sul).

Camarinha chegou a chamar Alcalde de “quadrilheiro” e o apelidou de “Cocada”. Agora Vinícius e Abelardo se aliaram a Alcalde, que pode ser candidato a vereador e também tem garantia que vai levar a presidente do Daem (Departamento de Água e Esgoto de Marília).

Os Camarinha se preparam para uma batalha quase sangrenta nessas eleições para que não repitam o fracasso de 1992 quando Abelardo foi derrotado por Salomão Aukar e de 2008 quando Vinícius perdeu feio para Mário Bulgareli.

Outro integrante do pelotão de frente de Vinícius Camarinha é Herval Rosa Seabra, seguidor de 30 anos de Abelardo e que tem até reeleição ameaçada por condenações do passado quando foi vice de Alcade e participou dos esquema da “indústria da desapropriação” e agora condenado por desvios milionários na Câmara de Marília ao lado de Tochitomo Egashira.

Outro esquema montado por Vinícius e Abelardo Camarinha nessa campanha é desqualificar principalmente Daniel Alonso e Ticiano Toffoli.

Os Camarinha escondem que foram criadores e manipulares de Bulgareli e do próprio ex-chefe de gabinete e ex-secretário da fazenda, Nelson Virgílio Grancieri , que acabaram rechaçados e destruídos pelo próprio espectro abelardiano.

É por isso que os Camarinha tentam vincular de todas as formas o candidato do PT, Ticiano Toffoli com o ex-prefeito.

Nas contas de Abelardo e Vinícius eles tem desempenho eleitoral garantido nas periferias e a vantagem seria suficiente para derrotar no mínimo duas candidaturas sem polarização e o sonho ideal seria que Marília tivesse diversas candidaturas.

O certo é que há menos de 60 dias para as convenções partidárias que vão definir os candidatos, as articulação estão se afunilando e Daniel Alonso e Ticiano despontam como os mais prováveis candidatos da disputa com Vinícius.

Vinícius Camarinha além do pai  Abelardo, Garrossino, Alcalde terá também o ex-deputado federal Sérgio Antônio Nechar a quem prometeram a vaga de vice-prefeito e já acertaram até esquema com o suplente de deputado federal do PSD, Walter Ihoshi.

Já pelo lado do PSDB, Daniel Alonso terá coligação com o PTB e o vereador Eduardo Nascimento que até queria ser candidato a prefeito vai mesmo ser indicado vice do empresário segundo acerto definido pelo vereador Mário Coraíni, que concorre à reeleição  ao lado do também vereador Júnior da Farmácia.

Daniel Alonso terá nomes de destaque para disputa da Câmara e apoio ao seu nome, como do vereador Wilson Alves Damasceno e do jornalista e radialista José Ursílio.

Enquanto isso, Ticiano Toffoli que virou candidato principalmente por ter assumido a prefeitura com a renúncia de Bulgareli, além da estrutura do PT, também praticamente agregou o PCdoB de Sidney Gobetti de Souza e André Gomes.

Ticiano pode atrair ainda o PMDB que embora tente deslanchar o nome do empresário Antônio Ambrósio, o Tato, deve acabar se aliando ao PT.

Já o ex-deputado Joseph Zuza, que tem colocado seu nome como pré-candidato a prefeito pelo PRP, nas últimas duas semanas tem se reunido com os diferentes campos: PT, PSDB e o próprio PSB.

Zuza aposta que haverá respeito a pesquisa eleitoral para definir candidatos a prefeito e vice pelo lado da oposição, como havia sido acertado desde o final do ano passado com a discussão de unidade pela chamada terceira via.

A terceira via ficou esvaziada por conta da renúncia de Bulgareli pois há esforço para que eventualmente apenas uma frente se agregue para derrotar as forças do passada encarnadas pela dupla Abelardo e Vinícius Camarinha.

Os chamados partidos pequenos se dividem entre PT e PSB. Há possibilidade ainda de uma outra candidatura independente do PV, com o empresário Luiz Eduardo Dias.

No mais, as apostas políticas e as escolhas do eleitor deverão mesmo estar centras e de olho nas três candidaturas: Daniel, Ticiano e Vinícius Camarinha.

Indisciplina cresce e até padroniza BOs nas escolas estaduais

Um papel timbrado com espaço para identificar autor, data, relato da ocorrência, entre outras informações. Se você pensou numa delegacia, errou. O documento com brasão oficial do estado e tudo mais está disponível nas escolas estaduais para registrar casos de indisciplina e violência.
“Estava chegando, colocando meus materiais na mesa, quando um dos alunos que não vi qual foi pegou da mesa a caixa de giz e foi passando para seus amigos. (…) Começaram uma guerra jogando uns nos outros e eu no meio dessa guerra sem poder conter.”
O relato acima foi registrado numa escola estadual da zona sul em fevereiro deste ano e retrata bem o aumento da indisciplina nas salas de aula em escolas públicas.

“Uma indisciplina perigosa, pois poderia atingir os olhos de algum amigo da sala de aula e dar uma situação fora do normal na escola (…)”, completa a professora.
Devido a casos como esse, a Diretoria de Ensino de Marília padronizou um boletim interno para registro nas escolas. O termo de ocorrência tem espaço para que professores identifiquem dia, aluno, série, disciplina e relatem o tipo de indisciplina cometida.
O documento traz ainda espaço para as providências tomadas pela escola e assinaturas do aluno, pai ou responsável e direção. O jornal Marília Livre teve acesso a alguns boletins de escolas das zonas norte e sul.
A violência nas escolas tem aumentado consideravelmente, segundo a Apeoesp. A principal delas é o afronte verbal contra professores. Segundo Carmem Urquiza, professora e dirigente, é preciso tomar medidas para que a situação não complique ainda mais.
Uma pesquisa feita com 278 professores de Marília indica que 76% deles já presenciaram algum ato de violência, sendo o vandalismo os mais corriqueiros entre todos com 69%.

Polícia também intensifica patrulhamento em escolas para reprimir violência

O levantamento também aponta que 68% dos professores já foram xingados por alunos e 49% já presenciaram o uso de drogas dentro dos colégios. Outros 18% já sofreram algum tipo de roubo ou furto.
A Apeoesp afirma que é preciso investir em material humano para melhorar o ensino. Segundo Carmem, os baixos salários afastam o interesse.
“Tem colégio que chega a ter 500 adolescentes no pátio durante o intervalo e os inspetores, aqueles profissionais que cuidam deles fora da sala, aprovados no último concurso não querem se apresentar com salário de R$ 700.”
Outra medida que precisa ser adotada, segundo ela, é criar mecanismos para que estudantes tenham mais interesse no aprendizado. “O aluno de um curso técnico, como Senac ou Senai, por exemplo, termina o curso e sai empregado. Já no ensino público não tem essa compensação direta”, argumenta.

Marília já pagou R$ 188 milhões em impostos de janeiro até agora

A economia e o setor produtivo de Marília já pagaram apenas este ano R$ 188 milhões em impostos. Os números são da Associação Comercial de São Paulo que mede a arrecadação geral da carga tributária em tempo real. No país, até a semana passada, o impostômetro superou a marca dos R$ 500 bilhões.

O valor equivale ao que foi pago pelos contribuintes em impostos federais, estaduais e municipais desde primeiro de janeiro até então. Ultrapassou a meta do ano passado em dois dias.

A velocidade com que os impostos entram nos cofres públicos só tem aumentado com os anos. Para se ter uma ideia em 2005 o país arrecadou R$ 773 bilhões em 12 meses. Para o final de 2012, a estimativa do Impostômetro é superar a marca do R$ 1,6 trilhão.
Para saber mais você pode acessar o Impostômetro através do site www.impostometro.com.br. Segundo estudos, com os R$ 500 bilhões arrecadados seria possível construir, entre outras obras, mais de 5 milhões de quilômetros de rede de esgoto e 5 milhões de postos de saúde equipados.

No endereço eletrônico do Impostômetro ainda é possível acessar uma série de ferramentas que permitem dimensionar a evolução da arrecadação desde 2005.

São Paulo bateu recorde de arrecadação com R$ 11 bilhões, Santo André com R$ 591 milhões, Santos com R$ 562 milhões, São José dos Campos com R$ 724 milhões e Campinas com R$ 1 bilhão.

O bom desempenho da economia brasileira ajuda a explicar essa evolução da arrecadação. Porém, ela também é resultado da alta carga tributária do País. Essa carga equivale a 36% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, percentual superior ao da maioria dos países, inclusive do BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China).
IMPOSTÔMETRO

A iniciativa foi encabeçada pelas entidades e lideranças da Frente Brasileira Contra a Medida Provisória (MP) 232, entre elas estavam a ACSP, a OAB e o Sescon, entre outras.