Marília, 22 de maio de 2012.

Meio Ambiente realiza ação sustentável durante Virada Cultural em Marília

Preocupados com o impacto ambiental causado pelo óleo de cozinha quando lançado na natureza, a SMA (Secretaria Municipal do Meio Ambiente) participa pela primeira vez da Virada Cultural Paulista de Marília com uma ação sustentável com comerciantes da Avenida das Indústrias.

Sonia Guirado, secretária do Meio Ambiente de Marília, diz que evento é oportuno para conscientização

Há duas semanas, vem sendo realizado durante a Feira Noturna “Pôr-do-Sol”, um trabalho de conscientização com ambulantes do setor alimentício, com o intuito de fazer o descarte correto do óleo usado na fritura dos alimentos, para que não seja lançado diretamente no lixo, na pia ou em qualquer lugar impróprio.

A ação da Secretaria consiste em recolher todo o óleo que for utilizado durante as 24 horas de evento, e às 19 horas do domingo (20), funcionários da pasta passarão recolhendo todo o produto acumulado, que deverá estar coado e embalado em garrafas pet.

De acordo com a secretária municipal do Meio Ambiente, Sônia Cristina Guirado Cardoso, a Virada Cultural é um momento oportuno para essa conscientização. “É fundamental estimular a mudança de comportamento da população com o meio ambiente. Trata-se de uma questão cultural, por isso, a Virada será um grande início para nossas ações sustentáveis. Queremos conscientizar que as esferas socioambientais e culturais devem caminhar juntas”, afirma.

Além dos cerca de 20 ambulantes que devem contribuir com a iniciativa, a população também pode colaborar, levando óleo usado de suas residências (em garrafas pet) até a Avenida das Indústrias. Todo material arrecadado será destinado a entidades que o usam de forma social, como produção de sabão, troca por produtos de limpeza e venda para fabricação de biodiesel, entre outros.

Encontro busca projetos de sustentabilidade e preservação do meio ambiente

Prefeitura de Marília e membros do Cades (Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) se reuniram essa semana para traçar projetos conjuntos de sustentabilidade e preservação do meio ambiente.

Encontro entre prefeitura e membros do Cades essa semana debateu projetos de sustentabilidade

O Cades foi instituído há dois anos e esse contato realizado com a administração pública é inédito em sua história. Durante primeira reunião com o prefeito Ticiano Toffoli enquanto gestor municipal, o presidente do conselho, Vandir Pedroso de Almeida, apresentou o grupo e o colocou à disposição para participar ativamente das decisões da Prefeitura em assuntos ligados ao meio ambiente.

“Queremos opinar, aconselhar e participar dos projetos e obras voltados para a questão ambiental e sustentável em Marília. Por meio desse encontro, vimos que agora isso será possível”, comentou Pedroso.

A secretária municipal do Meio Ambiente, Sônia Cristina Guirado Cardoso, considerou o encontro positivo para ambas as partes. “Esse primeiro contato foi bastante produtivo e necessário, uma vez que o objetivo principal era alinhar as diretrizes do conselho com Prefeitura e a Secretaria do Meio Ambiente”.

De acordo com Sônia, foram tratadas questões importantes como saneamento básico, projeto da obra de esgoto, resíduos sólidos e domésticos, entre outras. “São assuntos que geram bastante preocupação para o Cades e também para Administração Pública”, pontuou.

O prefeito Toffoli comemorou a aliança firmada com o conselho em busca de resultados positivos para o desenvolvimento sustentável. “Seja para o ambiente urbano ou para o rural, essa união será bastante positiva, principalmente com as questões futuras, uma vez que a realidade é um passivo muito grande na área ambiental, fruto de anos onde o setor permaneceu distante dos olhares do poder público”, considerou.

Toffoli ressaltou que em dois meses de gestão foram realizadas três contratações importantes para o setor.

“O progresso da cidade traz consequências ambientais e visando diminuir esse impacto, contratamos via concurso público, uma engenheira florestal para ficar no Meio Ambiente, nomeamos como cargo comissionado outro engenheiro florestal para ficar na Secretaria de Obras Públicas auxiliando nos licenciamentos ambientais, exigidos em diversos projetos, e nos mesmos moldes, contratamos também um gestor ambiental”, lembra.

Hospital de Reabilitação fica pronto em setembro

A construção da unidade de Marília do Hospital de Reabilitação da Rede Lucy Montoro está em fase final de acabamento e será concluída até setembro. O governador Geraldo Alckmin deve entregar a obra até o fim do ano.

Conquistado por uma conjugação de lideranças da cidade nas áreas de saúde pública e política, o hospital de reabilitação também tem trabalho e dedicação do jornalista e radialista José Ursílio, vice-presidente da Executiva Municipal do PSDB, e integrante da coordenadoria regional do partido.

José Ursílio, vice presidente do PSDB, mostra obra do hospital; investimento tucano em Marília

José Ursílio esteve em 2010 ao lado do governador visitando o lançamento da construção e essa semana foi verificar o andamento da construção.

“Temos várias obras em Marília e precisamos mostrar os investimentos do Governo do Estado e defender atuação das lideranças do PSDB nas conquistas”, diz José Ursílio.

A obra foi iniciada em janeiro de 2010 com orçamento de R$ 9.847 milhões e está em área anexa ao Hospital das Clínicas de Marília. Serão 2.800 metros quadrados em dois pavimentos.

O Hospital de Reabilitação vai contar com setor de diagnóstico, salas de atendimento individual, ginásio de mecanoterapia, espaços para condicionamento físico, terapia ocupacional, fisioterapia infantil e adulto, frente de preparo, enfermaria, consultórios e sala de terapia em grupo.

Serão contratados fisioterapeutas, psicólogos, médicos fisiatras, assistentes sociais, nutricionistas e terapeutas ocupacionais para compor a equipe.

A unidade estará destinada principalmente ao atendimento de pacientes com lesões medulares, amputados, com sequelas físicas e cognitivas de traumatismo crânio-encefálicos, com paralisia cerebral e hemiplegias severas e com severa restrição de mobilidade.

José Ursílio ao lado do governador Alckmin em fevereiro de 2011 durante lançamento do hospital

O prédio é desenvolvido com 100% de condições para acessibilidade e segue padrão recomendado pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

A proposta da Rede Lucy Montoro é render condições à pessoa com deficiência física de ser efetivamente incluída na sociedade, a partir do desenvolvimento de suas habilidades e potencialidades.

Lição de resistência: doutor Salomão Aukar em recuperação, passeia e pergunta sobre eleições

Aos 80 anos e depois de enfrentar inúmeras complicações sérias de saúde, com derrames e acidentes vasculares, doutor José Salomão Aukar mostra o quanto tem a proteção de Deus e vive merecedor de respeito.  Ontem ele estava em frente à sua casa para novamente passear e encantar-se singelamente com o movimento das ruas.

Descrevo esse passeio do doutor Salomão porque tive a felicidade de parar para cumprimentá-lo e conversar por alguns minutos. Tenho visto diariamente o filho Sérgio Aukar religiosamente às 7h em frente à casa do pai.

No ano passado também havia parado para cumprimentar doutor Salomão mas ele não estava muito bem, em recuperação ainda lenta. Ontem no final da tarde, me impressionei com sua disposição.

Conduzido em sua cadeira de rodas, doutor Salomão estendeu a mão e “como vai menino?”.  Me sinto em divida com doutor Salomão Aukar, fui cruel talvez nas críticas quando ele foi prefeito e ontem ficou extremamente feliz de poder apertar sua mão e ver como ele está bem.

Doutor Salomão me perguntou sobre a eleição. Disse que pelo meu partido, será candidato a prefeito o empresário Daniel Alonso e que vamos estar coligados com o PTB.

O ex-prefeito de 1993 a 1996 é filiado ao PTB e membro da Comissão Executivo do partido até hoje. Disse que o vereador Eduardo Nascimento deve ser o vice de Daniel e que pelo  PTB vão concorrer o professor Mário Coraíni e o Júnior da Farmácia.

Disse ao doutor Salomão que vou ser candidato a vereador esse ano. Ele então disse que vai dar tudo certo e que ele e seu acompanhante vão votar em outubro.

Fiquei tão feliz que quero aqui dividir essa informação, esse encontro, para dar notícia a Marília, aos amigos do ex-prefeito, desse cidadão digno e honrado.

Doutor Salomão Aukar se aposentou como promotor público, sempre se dedicou às causas sociais, voluntárias e beneméritas. Até ter os acidentes vasculares, aos 78 anos, dirigiu a casa do Caminho, entidade de assistência a idosos.

Mas na sua vida fez peregrinação por diversas entidades, além de criar vários filhos, sempre dentro de sua doutrina espírita.

Um homem valoroso, que faz história, é merecedor de todo respeito e já passou da hora da cidade ampliar suas homenagens a esse cidadão.

Diabetes. Voluntários querem consolidar associação

Reativada no início de 2010, a Adim (Associação dos Diabéticos de Marília) hoje possui cadastro com cerca de 200 pacientes, grande parte crianças carentes, e espera em breve conseguir o registro de utilidade pública para ter parcerias e ajuda do município. “É uma doença que ainda carrega muito preconceito. As famílias precisam de apoio”, diz a vice-presidente Maria Jose Peres.

Voluntários lutam para que Marília tenha uma associação para cuidar de diabéticos

Segundo ela, o principal objetivo da associação tem sido atender casos emergenciais de diabéticos sem medicamento. Cadastro da Secretaria Municipal de Saúde aponta que Marília tinha em 2010 – data do último levantamento – aproximadamente 1,2 mil pacientes.

A associação trata dos tipos 1 e 2 de diabetes e afirma que o custo mensal de um kit de insulina e exames gira em torno de R$ 600. Atualmente tem se focado na orientação para cadastro no sistema público de saúde que garante a medicação, o que pode levar até 90 dias.

“O paciente não pode ficar sem o remédio nem um dia, pode trazer complicações irreversíveis a órgãos vitais. Esse é o problema”, explica.

Atualmente, a diretoria tem seis voluntários e alguns profissionais da saúde, como nutricionista, psicólogo e dentista, que dão assistência às famílias. Segundo Maria José, também há casos em que a entidade presta assistência jurídica para obter os medicamentos.

“Já conseguimos duas medidas judiciais e estamos com outro caso em análise no fórum”, disse.

Sem sede, a diretoria negocia com uma instituição da cidade espaço para desenvolver atendimento aos associados. “Hoje não temos nada, os medicamentos que conseguimos para distribuir ficam guardados na geladeira da minha casa”.

A Adim está recebendo ajuda e contribuições. O telefone para contato é o 9756.8683. A entidade pode emitir recibos para abatimento no imposto de renda e também proíbe em seu estatuto que associados e diretores sejam candidatos a cargos eletivos na política.

Conselho tem 46 entidades registradas


Quase cinco mil pessoas são assistidas diariamente por alguma das 46 entidades a cadastradas pelo Conselho de Assistência Social responsável por parte da organização do terceiro setor em Marília.

São programas desde o conhecido Casa do Pequeno Cidadão, que atende 1,3 mil crianças todos os dias, até desconhecidos como a Adim ou o GMADC (Grupo Mariliense de Apoio a Pessoa com Câncer) que distribui café da manhã e cestas básicas a pacientes carentes vítimas da diabetes internadas em hospitais público sem qualquer apoio, que atualmente atende 93 famílias.


Prefeitura cede mais dez servidores à Apae

A prefeitura anunciou que via aumentar a parceria com a Apae de Marília e ceder mais dez funcionários à entidade, que atualmente já recebe cerca de R$ 35 mil em subvenções mensais e outros 53 servidores.

Atualmente a Apae faz diariamente 420 atendimentos nas áreas de saúde, educação e assistência social. A ampliação da parceria foi definida durante encontro do presidente Pedro Figueira com o prefeito Ticiano Toffoli.

Participaram ainda do encontro a diretora pedagógica Flávia Torres Garcia, a coordenadora do Centro Sócio-Educacional Ana Maria Camporez e coordenador de Marketing, Sérgio Úngaro, além do chefe de gabinete José Carlos da Silva e a secretária de Educação Maria do Carmo Mazzini.

Casal Cardoso faz acordo com banco antes de vender CMN

Com mais de R$ 650 mil de FGTS dos funcionários atrasados, antes de vender o jornal Diário e as rádios o bancário aposentado Carlos Francisco Cardoso e sua esposa, a médica Renata Baldissera, assinaram um acordo com banco Bradesco para parcelar uma dívida de R$ 23.723,97.

Pela ação a dívida será paga em 18 prestações de R$ 1.448,97, a última parcela em abril de 2013. O acordo foi assinado em outubro do ano passado, dois meses antes de Cardoso e sua esposa venderem as empresas sem comunicar funcionários nem depositar o dinheiro desviado do FGTS e do INSS.

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Faz parte de uma ação de cobrança que o banco move contra o casal sonegador na 1ª Vara Cível. A dívida foi paga porque incluía o nome dos dois na lista suja de caloteiros do mercado além de restringir operações de crédito.

A dívida é referente apenas a uma das empresas: a rádio Diário FM. É resultado de um rompimento que Cardoso fez com bancos em 2009 para evitar a falência definitiva da emissoras e jornal.

A dívida inicial era superior a R$ 56 mil, mas o acordo derrubou a cobrança praticamente pela metade e suspendeu a execução contra a rádio. Faz parte de uma série de acordos que o casal Cardoso assinou para quitar débitos antes de sorrateiramente vender as empresas.

Cardoso (sentado) com seu advogado e o atual diretor da CMN Edinaldo Perão no fórum

Em outros dois acordos, Cardoso mandou quitar uma dívida trabalhista com uma ex-funcionária da CMN que hoje trabalha como secretária para os deputados Abelardo e Vinícius Camarinha e depositar cerca de R$ 470 mil de INSS dos funcionários em atraso.

O objetivo do casal foi limpar parte do nome sujo deles na praça, enquanto mais de 160 funcionários da CMN ainda continuam sofrendo com a apropriação indébita do FGTS descontados do holerite e não depositados pela empresa.

“Novo dono” da CMN tem empresa na capital

Oficialmente, na Junta Comercial, as rádios e o jornal Diário forma vendidos para duas pessoas: Sandra Mara Norbiato e Marcel Augusto Certain. Os dois são da capital paulista e nunca pareceram em Marília. Suspeitas dão conta que são testas de ferro de deputado Abelardo Camarinha, que seria o verdadeiro dono dos veículos de comunicação.

Sandra Mara seria ligada a uma igreja evangélica usada para esquentar o dinheiro da negociata. Oficialmente Cardoso e sua esposa Renata venderam as empresas por R$ 80 mil, mas nos bastidores eles teriam recebido mais de R$ 5 milhões de dinheiro sujo de caixa dois.

Investigação do jornal Marília Livre descobriu em março que um dos “novos donos” da CMN, Marcel Augusto, tem outra empresa registrada em seu nome na capital paulista no ramo de comércio varejista de equipamentos de telefonia e comunicação.

Os dados constam do cadastro da Receita Federal e conferem como empresa individual, que está ativa e foi criada em maio de 2011. O endereço fica na rua Antonio Ferrari, 17, Jardim Moreno.

Shintaku:75 anos de dedicação e tradição à cultura japonesa

O empresário na sua granja; 130 empregos e referência de mercado

Aos 75 anos, o empresário Yoshimi Shintaku, está oficialmente afastado dos negócios e das atividades da colônia japonesa. Só oficialmente, porque na prática ele ainda é referência para os mais novos e continua com a mesma rotina das últimas seis décadas: acordar bem cedo e trabalhar muito.

Atualmente os filhos tomam conta da granja e dos negócios, mas o patriarca mantém sua mesa no escritório, atende telefonemas e tem dias bastante agitados. “A gente fica aqui, quando eles perguntam, a gente fala”, explica um dos nomes mais respeitados da colônia japonesa de Marília.

Presidente de honra do Nikkey Clube, este ano ele diz que ficou afastado da organização do Japan Fest, que chega a sua décima edição. “Dessa vez pedi: me deixa descansar, é muita correria para o velho”, diz em tom de brincadeira.

Embora um dos mais antigos representantes da colônia, Shintaku nasceu no Brasil, é mariliense. E recebeu a reportagem do Marília Livre para uma entrevista especial em sua granja, ás margens BR 153.

Num bate papo de aproximadamente uma hora, falou sobre a colônia, política, administração, família e esporte e também sobre o desinteresse gradativo dos mais jovens pela cultural oriental.

Veja aqui trechos da entrevista com o empresário que se tornou ponto de referência para as novas gerações da colônia e ainda tem muito a ensinar.

Marília Livre – Como o senhor enxergar o futuro da colônia japonesa em Marília, o que tem de promissor, de negativo?

Yoshimi Shintaku – A colônia está estabilizada. A associação nipo brasileira de Marília é bem estruturada, na parte de esporte está bem destacada, com a conquista de vários títulos nacionais, tanto os meninos como meninas. Eu já deixei o cargo para os jovens, é a Era da internet, a Era dos jovens, a gente precisa abrir espaço.

ML – Na área do esporte, Marília projeta um centro de treinamento de baseball. Como é a parceria com a colônia?

YS – O projeto está meio parado, eles falaram em construir o campo mas até agora não foi feito e a gente vai lá não vejo treinamento. Não sei o que vai acontecer.

ML – Senhor gosta de esporte?

YS – No esporte dediquei 18 anos ao judô, mas agora não dá mais (risos).

ML – Cem anos de imigração japonesa, como o senhor avalia principalmente aqui em Marília?

YS - O jovem está ficando mais abrasileirado e hoje aqui já tem muitos casamentos com brasileiros e brasileiras. Já faz cem anos e vai mudando, não tem como. Você pega descendentes da colônia alemã e eles ainda têm um dia da semana que só falam alemão. Já a colônia (japonesa) não é tão assim. Hoje homens de 40 anos são poucos que falam a língua. O governo japonês está até mandando professores e tudo, mas mesmo assim está difícil porque tem poucos alunos.

ML – O Japan Fest este ano focou justamente a cultura japonesa. Essa miscigenação preocupa? O senhor acha que os jovens vão continuar tocando projetos como o Nikkey e outros?

YS – Acredito que sim, mas cada vez o jovem perde mais ritmo e alguns deixam de colaborar. A gente conversa com outros descendentes também e eles falam isso. Hoje metade das famílias já é diferente, os mais velhos estão fazendo força para continuar. Acho que vai, mas vai mudando.

Uma vez candidato para nunca mais

A granja Shintaku fica à beira da BR 153, próximo ao rio Tibiriça. Hoje, três dos seis filhos – cinco homens e uma mulher – trabalham na empresa, que tem 130 funcionários e produz uma média de 800 dúzias de ovos por dia.

Mesmo já aposentado, Yoshimi Shintaku ainda mantém a mesa no escritório ao lado do filho Shindi, que atualmente gerência os negócios da granja. Exemplo familiar de que o sucesso só vem antes do trabalho no dicionário.
Com camisa branca, sandália e muito bem disposto, o empresário lembra que um dia já foi candidato a vereador e esteve num palanque político para nunca mais. “Se dá melhor quem fala bem o português”, brinca.

Shintaku atende o telefone em sua mesa no escritório da granja

Atual presidente do Sindicato Rural de Marília, cargo que ocupa há duas décadas, anuncia: “até agosto, depois paro e passo”, afirma. Shintaku também é presidente de honra do Nikkey Clube de Marília e está envolvido com diversas atividades sociais e assistenciais. Veja mais alguns trechos da entrevista.
ML – O senhor é presidente do sindicato. Gosta de política?
YS – Olha política me puseram uma vez para nunca mais. Para descendente nipônico é difícil, são poucos que conseguem começar ali dentro.
ML – O senhor já foi uma vez candidato?
YS – Sim, tive uma experiência, mas nunca mais.
ML – Não seria de novo?
YS – Não, não, e também com a idade que a gente tem só ia da canseira de novo (risos).
ML – O senhor acha importante a colônia ter representante na Câmara?
YS – Dessa vez tem o Yoshio (Yoshio Takaoka, PSB). É bom para a colônia, mas (na política) se dá melhor quem fala um bom português. O problema é que antes da eleição aparecem muitos candidatos, em vez de combinar para serem poucos, mas não. São cinco, seis, divide voto e dai ninguém se elege. A gente fala antes de eles se candidatarem: pensa bem, o voto é limitado, assim você não vai se eleger. Mas tem um pessoal que fica falando você ganha, você ganha e ele acredita e vai. O amigo tem de falar a verdade, mas os outros ficam falando e você acaba acreditando. Tomara que este ano apareçam uns dois, três só, mas pelo o que ouvi falar já são cinco, seis que querem e no final acaba o risco de ninguém ganhar.
ML – O senhor é um empresário de sucesso, Marília é uma cidade rica. O que o senhor acha que falta para a cidade ter uma distribuição de renda melhor, acabar com as favelas por exemplo?
YS – Administração (pública) não é como a gente pensa, você quer fazer isso, aquilo, mas nem sempre dá. Um quer mas outro não deixa. E quando você junta três tem outros dez para atrapalhar, que não querem. Eu como nunca fiquei dentro daquela casa (Câmara Municipal) não sei falar bem nem criticar. Eu acho que o Mario Bulgareli (ex-prefeito que renunciou o cago dia 5 de março passado) administrou, não foi ele que quis deste jeito, as vezes queria fazer mas os colegas não deixam. Por isso é difícil falar se fosse eu fazia isso, assim. As vezes a maioria não deixa.
ML – Já que política não, se o senhor não fosse empresário no setor de hortifrutigranjeiro, o que o gostaria de ser?
YS – Olha eu sempre quando comecei plantar melancia inventei, comprei um pulverizador e coloquei um caxotão grande de dois mil litros na carreta para pulverizar. Na época a melancia não dava nem muito dinheiro, mas com esse negócio que eu fiz para carregar água no encerado as indústrias começaram a fazer com fibra de vidro e foi onde se espalhou por ai. Eu sempre penso: se tivesse um pouquinho de cabeça tinha começado isso na época. Pegou todos que plantavam melancia. Acho que se tivesse entrado na indústria tinha alguma coisa a mais.
ML – Obrigado pela atenção
YS – Obrigado você e desculpa a correria.

Com tradicional quimono japonês durante lançamento do Japan Fest

GM mostra Trax em Paris e carro chega ao Brasil até 2013

Novo SUV da GM pode chegar até 2013 no Brasil

Chevrolet esquenta mercado com novos modelos desde 2011

A General Motors acelerou de vez sua performance no mercado global e obviamente o Brasil está nessa pista da montadora. A Chevrolet lança agora o Sonic e já mostra as primeiras imagens do Trax que vai aparecer em Paris em setembro e pode chegar ao Brasil até meados de 2013.

A Chevrolet ficou um tempo na garagem dos lançamentos mas de 2011 até agora mostrou que está alta velocidade e pôs no mercado os novos Cobalt e Cruze, repaginou a S10, vem ai com o Soni e tem agora o Trax.

A categoria dos SUVs compactos não vai mais ficar apenas com a nova geração do Ford EcoSport pois a GM acaba de mostrar o Chevrolet Trax.

A GM não revela informações sobre o produto e confirma o lançamento do veículo para o Salão de Paris, em setembro deste ano.

Há especulação pelo nome “Enjoy”   pela imprensa internacional para nomear o jipinho da Chevrolet, mas a montadora descarta.

O  veículo será oferecido em mais de 140 países ao redor do globo, sendo México e Canadá os primeiros a receberem o SUV compacto provavelmente no último quadrimestre deste ano.

O Trax está nos planos da operação brasileira da GM, que deve trazê-lo do México  a partir de meados de 2013.

O modelo não será comercializado nos Estados Unidos, para não comprometer o desempenho do Equinox.  Na Europa, o Trax fará parte dos lançamentos da marca para 2013, junto à perua Cruze e ao novo sedã Malibu.

O modelo já circula disfarçado pelas ruas brasileiras e deve ser equipado com motores 1.6 e 1.8 flex por aqui.

O certo é que a GM aqui já mostrou em janeiro a nova S10 e em março  chegou o Cruze Hatch  com opção de câmbio manual e automático de seis velocidades.  Teve ainda  Agile e Montana ganham a linha 2013.

No fim deste mês, a reportagem de Marília Livre, com o jornalista José Ursílio, vai participar do lançamento do Sonic.

Há ainda mais segredos da GM guardados a sete chaves como a grande novidade  que será  a apresentação do novo hatch do Projeto Ônix que será produzido em Gravataí (RS).

O compact Sonic vai disputar público jovem com o New Fiesta da Ford que tem preços a partir de R$ 47 mil.

O Sonic terá o motor Ecotec e aceitará etanol e gasolina. Destaque  é visual diferente em seu interior e dotado de tecnologia de ponta.