• 30 mai 2004 /  Fique Ligado

    Milhares de clientes assaltados de uma só vez e em plena luz do dia. Isso mesmo. E não pensernque o bandido tinha capuz, estava reunido em quadrilha com revólveres e pistolas automáticas.rnNada disso. Apenas armados estavam de um sistema de informática infalível e, como colete àrnprova de bala, a legislação fajuta.

    rnNão apenas as pessoas físicas, mas as jurídicas iguaizinhas. Você que ainda não foi eliminadornsumariamente pelo odioso sistema Serasa já verificou como está sendo assaltado todos os dias?rnPare agora.

    rnRecolha qualquer extrato bancário e verifique quanto os bancos consomem mensalmente emrntarifas, taxas, juros e correções. Você vai ficar abismado.

    rnNinguém é obrigado a trabalhar com banco. Até certo ponto. Mas ninguém pode admitir um paísrndominado pelo sistema financeiro aliado a essa figura horrenda e abstrata chamada mercado.

    rnA Constituição brasileira fixa que os juros devem ser de 12% ao ano. Ah, mas se o próprio BancornCentral – o Tesouro Nacional – mantém taxas da Selic em 16%, imagine a selvageria bancária.

    rnrnAgora, não é possível que os juros do cheque especial continuem em 7 a 10 por cento ao mês,rnmais de 145% até 185% ao ano. Não é possível verificar um extrato e ter tamanhas e tantasrntarifas a consumir o já deteriorado orçamento pessoal e das empresas.

    rnMas alguém vê e ouve uma só autoridade gritar, falar, contra esse poderoso sistema bancário-rnfinanceiro, que a cada ano lucra bilhões. Vou repetir: lucra e ganha, depois de pagar todas asrncontas, todos os impostos, bilhões de reais em apenas um ano.

    rnrnA indústria está ociosa, incapacitada de investir, o comércio está numa paradeira, os serviçosrnsobrevivendo aos trancos e barrancos, o aqgronegócios é o único que se salva, o empregadornestá arrochado e o desempregado desesperado. Bem, mas os bancos estão lá, crescendo comornnunca, ganhando com recordes históricos.

    rnrnTudo isso às custas da sociedade, de cada cidadão, de cada medida adotada nos oito anos dernbicaria farsante da tucanada liderada pelo Fernando Henrique Cardoso e na continuidade darnPeTezada do Luís Ignácio Lula da Silva.

    rnMas quem produz, trabalha, opera todo o conjunto da economia, esse está à mercê do sistemarnfinanceiro, ludibriado no dia a dia, sem aonde e a quem recorrer, numa dependência pior quernqualquer droga.

    rnNenhum cidadão vive hoje sem banco, sem conta, cartão de crédito, empréstimo, capital de giro,rnconta garantida, financiamentos, enfim a parafernália disponível.

    rnNinguém quer socializar o país, dizer que os bancos vão socorrer incompetentes ou acertarrnsituação de insolvência de empresas ou desequilíbrio de orçamentos pessoais.

    rnMas alguma providência seria necessária. Ah, são os investimentos internos e externo, arncredibilidade e estabilidade exigidos pelo mercado? Seria um setor intocável? O raio que o parta.

    rnO Zé Ninguém vai acabar anêmico, sem uma gota de sangue. Ninguém tem mais suor para darrnpelo país. Já está acabando o sangue do Zé Ninguém aqui embaixo.

    rnNão me conformo com essa pasmacera. Essa de não ter a quem recorrer. Mesmo que sejarnúnica voz na multião, temos que continuar acreditando, gritando, falando, exigindo, mesmo quernseja no balcão de algum gerente, algum atendente.

    rnMais. Vá ao Procon, ao Ministério Público, às polícias. Acompanhe seus extratos. Mesmo quernvocê seja devedor, não deixe de entender seus direitos. Os ricos, os grandes, os governos,rntambém devem e nem por isso perdem seus direitos.

    rnrnO que o Zé Ninguém aqui embaixo não pode é ser literalmente assaltado à luz do dia sem quernhaja reação. Esse país não pode continuar atrelado a esse sistema bancário-financeiro, atérnporque não há conhecimento de nenhum outro similar no planeta, nem nas piores nem nasrnmelhores economias, tanto assim que os juros aqui são os maiores do mundo.

    rnLobistas, charlatões e 171

    rnPode acreditar. Aquela gente que está lá no Congresso Nacional, no Senado, na Câmara dosrnDeputados, nas Assembléias Legislativas, nas Câmaras Municipais, não consegue melhorar umarnúnica lei que seja em benefício da maioria.

    rnrnEssa maioria de charlatões infelizmente escolhidos pelo eleitor é bem cara de pau. Basta umarnchance e lá está a serviço de algum lobby.

    rnSó para refrescar sua memória, lobby na verdade é assim. Tem um grupo econômicorninteressado em mudar uma lei, aprovar um projeto. Escolhe um cartola, um colarinho branco, umrnengravatadinho, bem falante, é isso mesmo aquele popularmente conhecido de “cento e setentarne um”, ou “um sete um” (artigo do Código Penal que enquadra os estelionatários).

    rnMas a desmoralização é tamanha, aliás, que se antes alguém até envergonhava-se de serrnchamado de “171″, hoje há no jargão da malandragem político-partidária gente que tenharnorgulho, veja nisso virtude, como espertalhão, aquele que deve até ser “respeitado”. Desgraça,rnnão?

    rnMas, voltando ao lobista, esse cafajeste atuante em todos os segmentos do poder, é aquele cararnque conduz negociação, quem vai “convencer” senadores, deputados federais e estaduais ernvereadores, dependendo do assunto.

    rnE além de charlatanear, tem aquilo que principalmente os políticos mais gostam. A mala preta,rnrecheada de onças (notas de 50 reais) ou George Washington (notas de dólar). Isso mesmo.

    rnSem contar outros tantos expedientes de persuasão, como empreguinhos nas tetas da viúva,rnindicações de cargos de confiança e assim vão de mazelas em mazelas.

    rnBasta ter uma votação importante e saem lá os lobistas representando grupos econômicos e ourné claro aqueles aceclas marionetados pelo poder Executivo. Tudo sempre de acordo com orninteresse deste ou daquele grupo.

    rnPior de tudo é ter que ler nos jornais, ouvir nas rádios, assistir nas televisões, essa gente dandornaula, falando de interesse pelo país, pelo estado, pelo município, guardiões da boa qualidade dernvida, das boas obras, das boas leis, dos bons benefícios, ou sei lá que outras babozieras erndiabos despejando nos ouvidos e olhos do Zé Ninguém.

    rnrnSabe você que está lendo, trabalha, produz, paga impostos, tributos, é cidadão de bem, cuida darnfamília, da empresa, do negócio, com todo aquela dificuldade, aqueles atropelos, sua vida é bemrndiferente daqueles que o governam.

    rnNão se trata de generalizar, achar que 100% é igual, que está tudo perdido. Mas, verdade sejarndita, tá duro de reconhecer a existência de gente aproveitável. No máximo conseguimosrnidentificar dados e situações pontuais deste ou daquele.

    rnMas é assim que ocorre gente, não é apenas comi$$ão sobre orçamentos da Viúvas, não. Nornlegislativo brasileiro estão os lobistas, asseclas, charlatões, como abutres sobre carniça.

    rnEssa praga que corrompe, desvia, ludibria, engana, desmoraliza, está desmontando não só ornsistema político-partidário democrático, as instituições estabelecidas, está igualmenterndesanimando o Zé Ninguém, deixando-o impotente, descrente.

    rnrnPara ser repetitivo. Não esmoreça. Grite, fale, escreva, proteste, procure seus direitos, mesmornno quarteirão de sua casa, no ambiente de trabalho, enfim, onde você puder, tenha algumarnatitude para um dia melhorar esse quadro tão lastimável.

    rnrnEu levanto todo dia olho para Matheus ou penso nele e digo: não é esse o país, o sistema, quernquero para meu filho, para sua geração. Para tanto preciso melhorar muito, fazer minha parte,rnnão me omitir. Preciso ter pelo menos a sensação do dever cumprido. Assim vou jogando meurngrão de areia. Faça você algo assim, mas faça, não se omita.

    rnUnanimidade contra indústria das multas

    rnEi, você, dúvido que já não foi multado pelo menos uma vez esse ano. Há muito tempo umrnassunto não surtia tanto efeito com a publicação no Diário. Ninguém quer falar de outro assunto,rnexceto criticar a indústria de multas criada no trânsito de Marília.

    rnQuando a maioria grita, repito, é sinal que a coisa está errada. O Diário tem recebido centenasrnde telefonemas, somos parados nas ruas, nos locais públicos, em quaisquer locais. E a gritaria érnúnica: não pare de escrever, essa indústria é uma vergonha, como diz o bordão do Bóris Casoy,rnno Jornal da Record.

    rnrnBom, senão vejamos. Não digo que a Emdurb e a Polícia Militar vão negligenciar, deixar dernautuar infratores, mas que essa situação precisa ser revertida, não há dúvidas.

    rnPessoal que manda lá na Emdurb fica incomodado, os manda-chuva no oficialato da PMrnresmungam, mas a voz das ruas é unânime: ninguém aguenta e antes que o saco estoure é bomrncorrer atrás do prejuízo.

    rnPassou da hora dos tais critérios serem revistos de verdade, de ser transparente com o que hárnde multa, de arrecadação, de comissão, sei lá de que diabo. Ou será necessário que o povorntome outra medida além dessa de ficar ligando para o jornal, para este colunista.

    rnGozado mesmo é que parece que estão pouco se lixando. Ou estão mesmo e vamos continuarrnmartelando na mesma tecla.

    rnSe você tem alguma sugestão, mande e-mail para esse colunista, nornjoseursilio@diariodemarilia.com.br. ou cartas para Redação, à rua Coronel Galdino de Almeida,rn55, caixa postal 624. Vamos encaminhar para os responsáveis a gritaria do povo.

    rnObrigado, senhores!

    rnNem tudo está perdido. Temos sim notícias boas. O juiz federal Alexandre Sormani, da 1ª VararnFederal de Marília, mandou que oficial de Justiça faça vistoria no que ainda resta na rodovia BR-rn153 e indique os pontos críticos onde é preciso executar reformas, obras no acostamento ernmedidas de conservação.

    rnrnMedida é resultado de sentença em que o juiz obriga o Dnit a elaborar e colocar em práticarnprojeto de conservação, sinalização e reformulação da Transbrasiliana nos trechos críticos darnrodovia entre Lins e Ourinhos. Ministério Público Federal alega que não está sendo cumprida arnliminar de 1999 que obriga o Dnit a fazer os reparos na BR-153, que está uma lástima, aliás nãorntem mais asfalto, é só buraco.

    rnO procurador da República Jefferson Aparecido Dias foi quem protocolou ação civil pública emrn1999 pedindo reformas e melhoras na BR-153.

    rnrnMais notícia boa ainda dá o diretor regional do Dnit, Paulo Roberto Nunes, que na semanarnpassada disse que já em processo licitação de empresa para fazer os reparos na região, quernpoderiam começar em dois de julho.

    rnNão que tapar buracos vá resolver o problema até porque no final do ano passado o Exércitorntorrou quase três milhões em obras de reparos que nada adiantaram, aliás mesmo serviço que járnestá sendo feito lá pelas bandas de São José do Rio Preto.

    rnOs caminhoneiros não param de xingar os buracos, como aqui, e os serviços, que nadarnamenizam exceto no imediato. Mas, enfim, dono nunca anda bem mesmo, o paliativo já anima.

    rnRepito, pelo menos a Justiça Federal, o Ministério Público Federal, e claro, a regional do Dnit,rnestão fazendo sua parte.

    rnUfa, gente, dá para acreditar que achei uma notícia boa.


    rnJosé Ursílio rn

  • 23 mai 2004 /  Fique Ligado

    Evite entrar e depois reze muito para sair. Se sobreviver considere um milagre. Pode ter certeza, não há nenhum exagero. É assim que está o sistema de saúde. Alguns casos são de literal extermínio de cidadãos.

    rnO Zé Ninguém trabalha a vida inteira, a Previdência através do INSS vem desconta-dinha no holerite. Quando é preciso receber assistência, nada.

    rnBem, mas vamos ficar só na assistência à saúde pública.

    rnAqui em Marília, até que estamos no céu, não que o funcionamento seja lá uma maravilha – tanto que as filas de exames variam de 60 a 180 dias, algumas consultas levam até mais de seis meses, cirurgias então a mesma lástima.

    rnQuem não tem plano de saúde particular ou dinheiro no bolso tem de esperar. De qualquer forma, algumas cidades como Marília ainda tratam razoavelmente seus cidadãos enfermos. A rede de hospitais é capenga mas não chega a ser nenhum absurdo.

    rnMas para valorizar mesmo o que se tem aqui, fui há uma semana, dia 15, visitar amigo internado no Hospital Antônio Pedro, em Niterói.

    rnPobres cidadãos. Profissionais da área médica até dedicados, defendo. Mas meu amigo estava no Centro de Terapia Intensiva (CTI) com outros cinco pacientes.

    rnSabe como funciona? A terapia intensiva permite visitas, só se lavam as mãos. Os pacientes ali, alguns terminais, ligados a múltiplos aparelhos e entra e sai de parentes e amigos.

    rnSem nada de proteção, de cuidados. Há 10 dias havia falecido um senhor com infecção. Isso mesmo. Estou falando de apenas uma ala de hospital no Estado do Rio de Janeiro.

    rnDeprimente. Meu amigo, o jornalista José Carlos Guerra, foi fazer uma cirurgia de emergência, nada muito complicada.Tudo ia até que razoável, passou o período de riscos maiores, mas de repente, tudo piorou muito.

    rnNinguém soube explicar muito bem, num dia ele estava quase para ir da terapia intensiva para o quarto, no outro, oxigênio desligado (?) teve um AVC (?).

    rnEstá lá mais na dependência de Deus que propriamente com chances da medicina recuperá-lo.

    rnMeu amigo e tantos outros cidadãos em Niterói, em São Paulo, em Minas, sei lá em que outro hospital, de outra cidade, na verdade estão quase sumariamente à beira do extermínio.

    rnAfinal, tivessem dinheiro no bolso, convênio, seguramente poderiam ter outras chances. Desgraça, confesso, até tentei salvar pelo menos meu amigo, insisti que viesse para cá, mas não deu tempo. Me restou rezar.

    rnMas de quem é a culpa? Dos políticos. Dos militares que ficaram 30 anos num regime maldito, de perseguições, violência, sem liberdades e entreguista. Um bando de incompetentes violentos.

    rnDepois, na sequência, do José Sarney, do Fernando Collor de Mello, do Itamar Franco, do Fernando Henrique Cardoso e agora de Luiz Inácio Lula da Silva. Ah, do bando que também governou os estados, no caso, de São Paulo, de Paulo Salim Maluf, André Franco Montoro, Orestes Quércia, Mário Covas, Geraldo Alckmin.

    rnUns desses aí podem até ter feito alguma coisa mais que o outro, mas político, gente, é tudo farinha do mesmo saco, infelizmente. No máximo coisinhas pontuais aqui e ali. No resto o que querem mesmo é a comi$$ão sobre os orçamentos.

    rnNão dá para acreditar mais nesses promessinhas de plantão. Pior de tudo é que devemos continuar, tentando, e olha que não temos nem um sinal de luz no fim desse tunel.

    rnVocê conhece alguém em quem confiar, numa proposta séria, num grupo coerente, limpo? Não.

    rnEnquanto isso, nossos amigos, nossos parentes, nossos cidadãos, vão continuar indo embora, às vezes exterminados pelo campo de concentração do sistema de saúde.

    rnÚltima notícia: tinha escrito minha opinião na quarta-feira, 19. Na quinta, 20, Guerra faleceu, aos 61 anos. Uma grande figura, inteligente, desprendido de coisas materiais, poderia ter vivido pelo menos mais 30 anos, tamanha era sua paz de espírito.

    rnGuerra trabalhou mais de 20 anos em São Paulo, em grandes emissoras de rádio e TV Cultura, tinha uma facilidade incrível de escrever. Criou em agosto de 1983 a coluna “Colírios e Cotonetes”, no antigo Diário de Marília, que escreveu durante três meses e que eu acabei depois adotando por mais 20 anos e que o Rogério agora dá sequência em sua história.

    rnGuerra, que você tenha um lugar especial junto a Deus, em nossos corações você continuará. Infelizmente só me resta chorar…rn

    rnPoder e dinheiro

    rnVocê já parou para pensar quantos existem os seres humanos beneméritos, dedicados às causas públicas, coletivas, de classes, entre outros tantos cidadãos bem intencionados. Pouquíssimos. Não se engane com propaganda enganosa.

    rnVamos tratar aqui exatamente desses cidadãos que na realidade vendem, forjam, produzem, compram, fajutam essa imagem de benfeitor, provedor, de defensor de causas nobres e coletivas.

    rnBasta olhar à volta. Boa parte da sociedade está padecendo do mesmo mal que ataca os políticos, que buscam poder a todo custo, numa luta insana – característica claro da natureza humana desde que ela passou a evoluir.

    rnMas não vou viajar muito. Fiquemos com nosso quintal. Marília tem à mostra como é que as coisas funcionam.

    rnNão são só os políticos que agarram a bagaça e não soltam mais. rnTá cheio de sindicato de trabalhadores e patrões com gente pendurada há 10, 12, 15 anos a fio. Para quê? Comi$$ão sobre o orçamento? Defender os interesses das respectivas categorias? Cuidar das burras cheias com os recolhimentos das contribuições e bem aplicá-las? Escolha uma alternativa de acordo com sua avaliação.

    rnTá cheio de entidades de classes, cooperativas, fundações, enfim, onde tem orçamento financeiro, tem lá um grupo de gente com se sabe quais intenções mantendo-se no poder. Na administração das burras, dos cofres, quase sempre uma caixa preta intocável, com aqueles bem elaborados balancetes cheios de prestação de contas com centavos em ordem.

    rnMas não se engane. Por trás desses números orçamentários, financeiros, contábeis, tributários, assim como por trás de tanta dedicação desses homens, existe a vontade de permanecer no poder. E, lógico, para exaurir, com as burras cheias nas mãos.

    rnAlgumas entidades até disfarçam, com os benfeitores revezando-se nos cargos, olha só na chamada alternância de cargos, mas sempre eles mesmos.

    rnAgora a maioria é mesmo descarada. Sentam-se nas cadeiras de presidente e não desgrudam mais. Chegam a balhofa de reclamar, naquela lorota que sacrificam família, os negócios, o lazer, só para dedicarem-se à causa da coletividade, da categoria, dos sócios, sei lá que outro diabo que possam representar.

    rnÉ uma verdadeira pilantro-pia e você simples leitor pode ter certeza que ninguém faz nada para mudar esse estado de coisas. Muito pelo contrário, ora há uma omissão, por vezes adesão e em outros casos impotência para agir.

    rnNão me acho nenhum paladino, nenhum legalista, muito pelo contrário. Mas aos 42 anos, nascido aqui, onde vou criar Matheus, posso muito bem ajudar as pessoas a pelo menos pensarem naqueles que estão por aí, espalhados em cargos, rodinhas, reuniões, como se fossem intocáveis prestadores de bons serviços, na realidade forjando, simulando, uma situação.

    rnTem sim beneméritos, gente séria, dedicada, mas a maioria, infelizmente, tem os mesmos defeitos da velha e conhecida natureza humana.

    rnNada melhor que podermos fazer você pensar, discutir com sua família, seus amigos, na entidade que é filiado. Não deixe de participar, de influenciar, de tentar mudar um pouco essa mesmice.rn

    rnLacaios conspiram

    rnrnTem um bando de gente incomodada com as reportagens do Diário, com nosso plu-ralismo, com nossa posição. Nada mudou, nem nada vai mudar, apenas readequamos linha editorial como fazemos anualmente no aniversário do jornal.

    rnEsse ano o Diário promoveu várias remodelações e foi mais além com uma campanha de mídia forte para comemorar os 72% de preferência do leitor, segundo pesquisa do renomado Instituto Sensus.

    rnMas você que trabalha, tem seu negócio, é prestador de serviço, dona de casa, profissional liberal, gente ocupada, de bem e de bons costumes, pode considerar-se feliz.

    rnNum mundinho imundo povoado por desocupados e usurpadores das burraspúblicas sobra espaço para mexericar. Os lacaios conspiram, se esparramam por corredores de Prefeitura, Câmara, Fórum, entre outros espaços similares, despejando dejetos nos ouvidos alheios.

    rnÉ uma barbaridade. Já está na hora de esta cidade fazer uma limpeza em algumas áreas, enterrar alguns vagabundos que nada produzem exceto fofocas.

    rnPior de tudo é que em ano de eleição municipal, os cretinos se dividem em dois grupos: aqueles que vão disputar a eleição e outros que vão achacar os idiotas que estão concorrendo.

    rnNa semana passada, por exemplo, teve meia dúzia de lacaios que ficaram até mexericando sobre sentença judicial contra este colunista e editor do Diário. Ora, o grau de debilidade, de delinqüência mental é de dar dó.

    rnO que sai da boca de alguns políticos e seus asseclas não cabe nem na latrina. Pior de tudo. É um bando de covardes e que um a um a máscara vai acabar sendo tirada.

    rnOs meses, os anos, o tempo vai passar, como passou até agora e pelo menos podemos comemorar. Nada que até hoje saiu da conspiração surtiu efeito, o que mostra que os lacaios só conseguem mesmo sobreviver no meio dos políticos, dos enganadores, dos achacadores, dos corruptos,daqueles medrosos que devem ter contas a acertar seja com o Fisco, a Polícia, o Ministério Público ou o Poder Judiciário.

    rnAqui não há nada de anônimo, tudo é devidamente identificado, aliás, respondo por cada ponto, cada linha impressa editada no Diário.

    rnTivéssemos preocupações, não estaríamos aqui produzindo resultados positivos em todos os setores, essencialmente na linha editorial transparente, limpa, sem extorsões, sem arroubos, sem tirar nada de ninguém. Esse comportamento é que nos dá a credibilidade, confiança da maioria esmagadora da opinião pública. Isso parece incomodar, mas nosso compromisso é com o leitor, o anunciante, a coletividade.

    rnComo qualquer outro veículo de comunicação brasileiro, temos as nossas tendências, por isso somos pluralistas, mas não deixamos de defender as causas que achamos justas e/ou que a sociedade reconhece como sendo importante para o bem-estar de todos.

    rnAgora, na outra ponta, quem está? Os lacaios, os usurpadores, os fracassados, os despreparados. Esses, com certeza, o dia-a-dia vai expurgando, desmascarando. Pena que não tenhamos estômago para esperar, precisaríamos acelerar essa limpeza.

    rnrnrnGente que faz

    rnO procurador da República, Jefferson Dias, é realmente uma pedra no sapato de muita gente. Mas, para o lado bom. De elogiar a persistência e preparo no caso da Telefônica, hoje uma multinacional que explora o serviço de telefonia fixa. A Telefônica abusou no reajuste das tarifas, o procurador federal foi em cima com ação e conseguiu sentença que mandou corrigir o exagero. A concessionária perdeu nas instâncias devidas e fica naquela de enrolar. Nada mais justo que Jefferson Dias tenha pedido prisão dos diretores, até para ver se a empresa cumpre a sentença. Os diretores podem não gostar, podem reclamar, achar exagero, mas o procurador é cidadão que está cumprindo seu dever e em causas que buscam o bem comum, o direito do cidadão tão cansado de tanta exploração sem que ninguém saia em sua defesa. Parabéns Jefferson Dias.

    rnGente importante

    rnrnIvan Zochio, comerciante, presidente da Apae, um cidadão que dá orgulho conhecê-lo. Pai e marido dedicado, amigo perfeito para todas as horas, é gente que Marília deve valorizar. Com certeza já tem seu lugar garantido no coração de todos que o conhecem e vai sempre ser bem cuidado por Deus. Nossa homenagem de hoje é para Ivan Zochio.rn

  • 16 mai 2004 /  Fique Ligado

    Você já parou para fazer as contas do quanto o sistema de telefonia custa no orçamento de sua casa ou empresa? Leve um susto. Absurdo.

    rnMas agora pare e verifique o quanto o sistema celular é falho e irritante.

    rnArmaram uma arapuca que cresce cada dia atrás desse tonto e abandonado usuário.

    rnO que deveria ser um serviço eficiente, transformou-se em mais um engodo, que só lhe dá atendimento quando você vai comprar o aparelho, a linha. Vêm aquelas beldades, simpatissímas, bem trajadas, fala mansa e doce.

    rnAtendimento de primeiro mundo, equipamento de primeiro mundo. O serviço próprio de país subdesenvolvido. É bem aquele ditado, que estão comendo mortadela e arrotando peru – se bem que hoje a mortadela custa mais.

    rnO sujeito sai todo satisfeito de seu sonho de consumo, do modismo que virou andar com um aparelho celular pendurado na cintura – ah, as meninas com eles no bolso de trás, bem provocantes…

    rnrnMas basta você precisar de usar a linha e descobre que o sinal não dá cobertura em várias regiões da cidade.

    rnNum local é baixada, no outro interferência de outros serviço, enfim, começa a esculhambação.

    rnBem, vamos reclamar. Você vai atrás e não encontra o responsável. Nada de mocinhas simpáticas, você fala com o tal 0800 que vai te jogando para secretarias eletrônicas até que você, irritado, desista de xingar alguém.

    rnMas quando você tem uma linha pré-paga, percebe que seu crédito desapareceu e a utilidade foi quase nula. No pós-pago você descobre que o serviço custa mais que a manutenção do carro da família.

    rnPior de tudo é que ninguém tem onde reclamar. É assim com a Vivo, a TIM, a Claro, ou sei lá quantas outras operadoras.

    rnrnTem mais. No caso de Marília, estudante, professor, morador da região do campus universitário não tem condição de usar seu celular. O sinal é uma porcaria.

    rnNão há perspectiva, a própria diretoria da Unimar (Universidade de Marília) já reclamou a instalação de uma torre de retransmissão de sinais, mas a Vivo diz inexistir viabilidade econômica.

    rnrnMas e quem comprou o serviço, vai reclamar a quem, cara-pálida? Na conchinchina, vá falar com o bispo…

    rnrnO sinal em algumas áreas está ironicamente quase no parâmetro da comunicação índigena de 500 anos atrás, na fumaça. Ou nos padrões do Afeganistão, que nem rádio tem direito até hoje. Mas a tarifa, essa é de padrão europeu, a mesma que se paga na Suíça, Inglaterra…

    rnO que mais deixa o cidadão, o usuário, o contribuinte, indignado é que esse é um serviço que a gente grita, protesta, vai atrás e nada resolve.

    rnrnTem lá no Procon uma enxurrada de reclamações, de todos os tipos e a solução inexiste.

    rnA tucanada entregou o sistema dentro da privataria nacional, criou as agências reguladoras e o que restou? O Zé Ninguém aqui embaixo sem ter a quem recorrer. Gente, um dia a casa cai…

    rnFuxicos e baixarias

    rnrnDesocupados e medíodres que perambulam pelos bastidores dos meios políticos estão de volta mais ostensivamente.

    rnA escória sustentada na maioria das vezes pelos próprios homens públicos de todas os matizes está na época da colheita.

    rnAquilo que costuma-se de chamar de lixo do lixo, isso mesmo, o dejeto mais fétido da natureza humana.

    rnA escória perambula pelos gabinetes da Prefeitura, da Câmara, de escritórios de partidos, de festinhas, nos corredores do Fórum, enfim, naquele meio distante das ruas, da realidade.

    rnrnAno de eleição municipal, ano de baixarias, de cartas anônimas, de jogo sujo, de coisas plantadas, fuxicos, enfim, aquela latrina da gandaia partidária.

    rnMas o que essa gentalha tem de entender é que o povo está desempregado, cheio de dívidas, espoliado, indignado, sem paciência, enfim ninguém está afim de enfrentar essa babozeira.

    rnOs políticos precisam ficar atentos, afastar a escória, se é que eles conseguem. Ah, e que ninguém se iluda. Tá difícil encontrar alguém ou algum lado que possa ser salvo desse lugar comum.

    rnrnA escória está espalhada em todos os matizes, não é essa de situação, oposição, esquerda, direita, centro, ou sei lá que outro lixo.

    rnO que se quer em síntese é o poder: quem está quer ficar e os demais querem é entrar.

    rnNão, não. Não se engane. O que atrai é a comi$$ão sobre o orçamento, o que pode existir de benefício próprio e ao grupo que o conquista. rnrnVamos vigiar esse mundinho imundo.

    rnrnZé Ninguém

    rnrnPensadores, escritores, músicos e outros já imortalizaram Zé Ninguém tantas vezes. A coluna vai emprestar esse pseudônimo, uma figura para eventualmente influir no texto, representante do brasileiro, paulista, mariliense, desgraçadamente esquecido pelos poderes constituídos. O Zé Ninguém revoltado, indignado, ludibriado, enganado, esculhambado e mal pago que representa a maioria aqui embaixo.

    rnBiritas e birutas

    rnrnA PeTezada tá perdida. O jornalista Larry Rother, do New York Times, de leviano até certo ponto, virou celebridade internacional. Que Lula toma umas biritas a mais e adora uma churrascada, todo brasileiro sabe. E todo brasileiro médio cultua o mesmo hábito. Larry talvez tenha exagerado na reportagem. Mas acabou herói.

    rnrnVem esse Lula parece depois de uma cachaçada e manda expulsar o jornalista do país, como se isso aqui fosse o quintal de sua casa. Lula que gosta de desfilar modelitos, poderia agora aparecer fardado. Os caras devem estar birutas.

    rnrnRetrocesso, esdrúxula medida, em 2004 a imprensa não pode ter suas liberdades ameaçadas. Infelizmente o problema não são só biritas, mas birutas demais. A história petista vai indo pro beleléu…

    rnrnGente importante

    rnJosé Carlos Guerra, jornalista, grande amigo, irmão. Estamos rezando, você vai recuperar-se, sair do hospital, voltar para casa com saúde e paz no coração. Estamos distantes mas com fé em Deus. Guerra, você é um ser especial, não nos deixe, resista, continue com a força de vontade de sempre.

    rnMilagreiros?

    rnFrase que Sérgio Aukar imortalizou na cidade, não sei bem se sua criação ou reprodução, mas que cabe bem na atual situação, isso é verdade: “Marília é um misto de Hollywood e Aparecida do Norte. Aqui tem muito artista e milagreiro”. rnrn rn

  • 09 mai 2004 /  Fique Ligado

    O convênio entre Prefeitura Municipal e Governo do Estado criado para pagar pró-labore para policiais militares que atuam na fiscalização do trânsito é no mínimo descabido.

    rnA parafernália legal não passa de mais um monstro estatal para avançar no bolso do espoliado contribuinte.

    rnrnSoldados e cabos ganham R$ 100, sargentos R$ 200, tenentes e capitães R$ 300. O tenente coronel José Guerra Júnior por seus motivos óbvios defendeu a remuneração justificando as funções dos policiais da área de trânsito.

    rnMuito bem. Mas logo para o pessoal de trânsito, que tem o dever e a caneta na mão para penalizar o motorista com pesadas multas?

    rnrnNão é sem motivo a ironia popular que criou a expressão indústria da multa.

    rnDiga-se, criou até um adesivo que virou moda nos pára-choques dos veículos. É aquele que diz “visite Marília e ganhe uma multa”.

    rnrnOra, então vejamos. Prefeitura e Estado poderiam criar outro convênio. Premiar os policiais que bravamente põem a vida em risco atrás de ladrões, bandidos.

    rnSeria o caso de estabelecer pró-labore para aquele policial que prende um ladrão de toca-fitas, um assaltante de banco, um bandido do colarinho branco.

    rnRecompensar com R$ 10,00 quem pegou um ladrãozinho de galinha, R$ 500,00 quem meteu na cadeia um assaltante de banco ou estuprador e R$ 10.000,00 para quem flagrar um desgraçado grandalhão do colarinho branco roubando os cofres públicos.

    rnOra, repete-se: os policiais, como tantos outros funcionários públicos federais, estaduais e municipais, estão com os salários arrasados, a situação é de penúria.

    rnrnNem por isso vamos defender medidas esdrúxulas, medíocres, eleitoreiras ou sei lá que diabo de classificação. Senão, que todos se locupletem das burras da viúva.

    rnrnA indústria da multa tem de desaparecer sim, com mais fiscalização, mais coerência.

    rnrnNinguém é contra multa. Na estrada, por exemplo, acho até que a multa é barata, deveria ser mais pesada. Já ficou provado que é mecanismo eficaz contra os infratores, alguns até criminosos.

    rnMas na cidade, dá sim para ter bom senso e multa não é para encher cofre da viúva ou dar comissão para PMs ou quem quer que seja.

    rnrnAh, e reconhece-se aqui que a diretoria da Acim (Associação Comercial e Industria de Marília); em março, não deixou por menos e exigiu providências contra a indústria das multas.

    rnrnTanto assim que a Emdurb e a PM minimizaram a carga, chamadas que foram pelo prefeito Abelardo Camarinha depois de ser pressionado pelos comerciantes.

    rnPlantão urgente: parece até brincadeira. Mas essa coluna já estava quase pronta na sexta-feira. E a gritaria na rua São Luiz era generalizada contra a impaciência da PM espalhando multas para todo mundo.

    rnrnSenhores, será que vai ser necessário criar um movimento na cidade para acabar com essa palhaçada, já que agora parece não tratar-se só de pedir bom senso?

    rnNo dia em que o comércio está tentando vender alguma migalha num país afundado em crise, vem essa vergonha?

    rnrnOra, dá para criar uma revolução contra tamanha insensibilidade. Registre-se e que haja uma paradeira.

    rnrnAcorda gente, é a voz das ruas…

    rnAlô autoridades, socorro!

    rnrnAlô doutores Jefferson Dias e Célio Vieira da Silva, procuradores federais…

    rnAlô Vinicius Camarinha e Joseph Zuza, deputados estaduais…

    rnAlô Paulo Roberto Nunes, diretor regional do DNIT…

    rnAlô Alonso Carvalho e todo pessoal petista que está governo…

    rnSocorro, alguém ou todos poderia ajudar os mortais aqui embaixo, esse Zé Ninguém que fala ao vento?

    rnrnOs procuradores poderiam entrar com ação ou sei lá que outro mecanismo jurídico, os deputados poderiam fazer valer a enxurrada de votos regionais que ganharam, o pessoal do DNIT tem que se virar e a PeTezada que está com as burras federais nas mãos que diga ao que veio.

    rnrnNão dá para transitar na BR-153 (Transbrasiliana). Quem usa a estrada diariamente xinga, pragueja contra tudo e todos. Não é prá menos.

    rnUso a estrada entre Marília e Guaimbê todos os dias. Não há mais asfalto em vários pontos, só erosões. Sem recuperar a pavimentação, seria melhor tirar logo o asfalto, deixar na terra, como antigamente.

    rnTem um pessoal perto de Guaimbê, sitiantes, moradores, coordenando movimento para interditar a estrada.

    rnrnQuem sabe assim as autoridades vão lembrar do povo que só tem carro, camioneta, kombi, ônibus, para transporte e a estrada é o único caminho.

    rnÉ fato que quase todas as estradas estão abandonadas e não é de hoje. Mas cada região que cuide do seu quintal, faça sua parte.

    rnSeria bom também que as autoridades fossem dar uma voltinha na estrada. Poderiam ficar ainda mais sensibilizadas com a situação caótica.

    rnGente importante

    rnrnBeto Pigozzi, coordenador pedagógico, relações públicas com especialidade na área de educação. Esse é gente importante, amigo de todas as horas, merece respeito, reconhecimento e gratidão. Um cidadão que desperta orgulho. Parabéns por ser assim. Nossa homenagem de hoje.

    rnCorra dessa gente

    rnrnO assunto caberia bem no Programa do Ratinho. Lamentável quem tem cargo público na área da educação e acaba em situação de baixaria no meio da rua: Célia Carmanhani Branco, o marido José Rodrigues Branco, e Ilza Gotuzo Seabra, essa que usou o marido-vereador Herval Rosa Seabra para encobrir suas mazelas na escola que dirigia – felizmente dirigia. Poupem pelo menos as crianças desse gente…

    rnSecreto ou safadeza?

    rnProjeto de emenda da Lei Orgânica do Município pretende pôr fim em resquício ditatorial e que dá muito mais margens para desconfiar da lisura e transparência de algumas votações na Câmara de Marília: a votação secreta.

    rnÉ fato que essa de voto secreto não passa de instrumento de safadeza, negociatas no processo legislativo brasileiro, tanto nas câmaras, como assembléias estaduais e congresso nacional.

    rnTodo mundo sabe mas só alguns são denunciados ou pegos com a boca na butija. Os assuntos que mais interessam aos próprios políticos são sempre votados em secreto, quando não na calada da noite, no fim de mandato, à época do carnaval, do natal ou sei lá que outras datas quando as atenções estão um tanto dispersas.

    rnrnAinda bem que há na pauta da Câmara algo um pouco mais salutar – e olha que ela está recheada de coisas vazias, até sem fundamento, abobrinhas pura mesmo.

    rnMas, enfim, vamos elogiar algo de bom que está na pauta. Pelo jeito deve ter sido proposta do vereador Sydney Gobetti de Souza, na maioria das vezes preocupado em consertar mazelas das leis.

    rnrnO fim da votação secreta é um bem para o parlamento, ajuda na busca de confiança do trabalho do vereador.

    rnrnAssinam a proposta além de Gobetti, Edith Salgado, Aldo Coneglian, Clóvis Mello, José Menezes, Pedro Pavão, César Lopes e Luís Jorge.

    rnLição do Matheus

    rnNão fosse ela uma frase de criança que vai fazer seis anos dia 26 de maio, tudo normal. Matheus conversava com Cássia terça-feira à noite. “O que você vai me dar de presente?” Matheus, distraído, nada falou. Cássia repete a pergunta. Olhar sério, responde: “Nada mãe. O importante é o que tenho no coração”. Espanto: “Verdade mãe”. É bom prestar mais atenção nas crianças, no que elas dizem, como estão cada vez mais sensíveis, inteligentes…

    rnSempre elogios

    rnEssa coluna não poderia ser editada num espaço melhor. Ao lado de quem realmente tem autoridade, seu Anselmo. Ele empresta o brilho de sua sabedoria, sua doçura, sua credibilidade inabalável com as edições do Vitral no domingo. Penaforte é sempre só elogios para todo ser humano.

    rnDomingo que vem

    Vou me dedicar à barbaridade que está o serviço de telefonia, essa ratoeira contra esse ludibriado Zé Ninguém. rnrnrn rn

  • 01 mai 2004 /  Fique Ligado

    Antes de apagar as luzes de qualquer mandato, os cofres da viúva são sempre ainda mais saqueados. Estão lá os 21 vereadores de Marília unidos como nunca.

    rnDobraram salários para o ano que vem: de dois mil e poucos reais para mais de R$ 4.200,00. Foi no escondinho de dezembro, como o Diário mostrou. Bem, agora estão pilotando um trenzinho da alegria para eventualmente acomodar alguns apadrinhados – embora pareça que tudo vem em forma de concurso público.

    rnrnO prédio da Câmara já é pequeno hoje para acomodar tantos vereadores e tanto aspone, fora é claro o pessoal técnico, qualificado.

    rnMas nesse concurso que seria público os vereadores querem contratar pessoal para televisão que será criada, em canal fechado.

    rnJornalista, repórter, operadores, eletricista, iluminador, editor. Tudo bem, mas é no mínimo esquisito o momento. Nos bastidores todo mundo sabe que vão querer acomodar situações.

    rnrnMas tem muita gente de olho nesse trem que para tristezas pode descarrilar. Publicado está. Registre-se.

    rnA Câmara quer contratar também recepcionista, copeiro, assessor jurídico e auxiliar de escrita. Mais gente ainda.

    rnE olha que quem conseguir mamar nessa gorda teta da Câmara, está com o burro na sombra. Ninguém na Câmara de Marília ganha menos de R$ 1.500,00 e tem salário que passa os R$ 10.000,00, repetindo, mais de dez mil reais.

    rnIsso no país do presidente Lula, do governo do PT, que acaba de anunciar o salário mínimo de R$ 260,00. Repetindo: duzentos e sessenta reais que o trabalhador talvez não saiba onde gastar essa miséria.

    rnMas sobre o salário na Câmara é assim. Tem o piso e porque os funcionários vão trabalhar toda segunda-feira à noite, tem lá benefícios de mais 100%. Isso fora outros tantos privilégios que eles escondem a sete chaves, ninguém fala, é uma caixa preta. Vamos abri-la na próxima semana.

    rnFarra legislativa

    rnrnA redução no número de vereadores determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para talvez conter em parte a farra com o dinheiro público está com as horas contadas.

    rnOs congressistas, da mesma estirpe dos vereadores, legislando em causa própria, apressadamente estão resgatando as 8.528 vagas ou, no máximo, vão cortar 10%.

    rnNo caso de Marília, para folia de quem quer manter ou buscar uma boquinha, as vagas podem ser 19 ou no mínimo 17, bem diferente daquelas 13 que seriam as fixadas pela decisão do TSE.

    rnNum país onde bilhões de reais são gastos com a mordomia político-partidária-administrativa, era muito esperar que o corte da judiciário fosse mantido pela voracidade legislativa.

    rnrnEm quatro anos, cortados os mais de 8.500 vereadores como determinou o TSE, o Brasil economizaria R$ 2,2 bilhões ou R$ 551 milhões anuais que agora podem ser reduzidos para R$ 5l milhões.

    rnPara resumir essa parafernália de números, são deputados e senadores, os políticos, defendendo os vereadores, políticos. Mas será que quando chegar ao Congresso a MP do salário mínimo eles vão igualmente legislar com essa vontade?

    rnrnPode apostar que não. O político é aquilo que todo mundo sabe.

    rnEstá mudando

    rnSensação ruim essa de governo petista.

    rnTer os presidentes-generais no poder foi aquele abuso, sem liberdades, violência e violação de tudo. O PT surgiu no auge da luta pelas diretas, das liberdades.

    rnVeio o José Sarney, presidente por conta da morte de Tancredo Neves, eleito indireto pelo Congresso Nacional. Uma lástima, fora o estelionato que foi o Plano Cruzado e outras tantas mazelas. O PT estava lá tornando-se a bandeira maior em defesa dos trabalhadores, das lutas sociais, de uma Constituição cidadã.

    rnO falso caçador de marajás, Fernando Collor de Mello, com a volúpia e sede de poder de um gangster, ficou dois anos no governo – ele e o falecido PC Farias. O PT estava lá, colocou os cara-pintadas nas ruas, fez manifestações, foi o principal artífice para enxotar Collor.

    rnAssume Itamar, criador do Plano Real, criador de Fernando Henrique Cardoso como ministro da Fazenda, um governo morno. O PT estava lá, firme e forte na oposição.

    rnrnVeio o sociólogo FHC com a tucanada, venderam quase tudo que o país tinha, como escreve Elio Gaspari, na maior privataria da história tupiniquim. Os caras viraram banqueiros, posam de lordes intocáveis e lá estava o PT, o Lula, fortes como nunca, brilhantes até em algumas situações.

    rnChegou outubro de 2002, Lula virou presidente. A esperança venceu o medo. Está no ar, na tevê, propaganda política do PT, dizendo que estão mudando o Brasil.

    rnEstão mesmo. Para pior. Não que eles sejam culpados sozinhos, pois justiça seja feita, o lixo, o desmando, a farinha, é tudo do mesmo saco, enumere-se aqui: o PMDB, o PSDB, O PP, o PTB, o PL, o PFL… Para resumir, todos os pês. E grife-se agora, o PT junto é claro com o PCdoB e outros similares coligados.

    rnO melhor ou menos ruim que poderia ocorrer por um tempo no Brasil talvez fosse tentar o anarquismo. Como isso é impraticável o jeito é trabalhar, esperar o tempo passar, até que venha a próxima eleição.

    rnMas é importante também mexer nesse caldeirão, não dá para ficar omisso, só reclamar. Pelo menos mostre seu inconformismo, grite, faça crítica, ao vizinho, na esquina, em qualquer lugar.

    rnIndústria da multa

    rnO pessoal da Emdurb não pode nem ouvir falar de indústria da multa, expressão que acabou sim populariza por causa de exageros eventuais. Agora parece que foi amenizada a situação.

    rnEngraçado, nos bastidores, os policiais estão reclamando. Você sabia que há comissão para a polícia militar aplicar multas. Isso mesmo. Soldados e cabos ganham R$ 100,00 por mês, sargentos R$ 200,00 e os chamados oficiais (tenente e capitão) recebem R$ 300,00 mensais.

    rnOra, pro-labore mensal para aplicar multas. E soldados e cabos que ficam nas ruas caçando motoristas infratores ganham só 100 reais enquanto o pessoal da burocracia, no bem-bom, recebem 300 reais.

    rnAh, o pagamento do melzinho na chupeta está atrasado porque realmente teria havido uma redução de multas.

    rnEm tempo: teve gente digna na PM que chegou até a negar-se a ir à rua aplicar multas e ganhar comissão. O que os policiais deveriam é ter um salário digno e não essas esmolar.

    rnrnAliás, cadê esse Geraldo Alckmin, que há mais de oito anos não reajusta os salários dos policiais. O que o Alckmin fez foi instituir a cobrança da previdência, até justo, mas sem um centavo de melhoria salarial. Esse é o governo almofadinha, engomadinho, do tucanato. Que desgraça.

    rnPrivilégio

    rnOs vereadores aprovaram projeto de lei reduzindo ISS de taxistas, essa coisa de beneficiar contribuinte em detrimeto dos outros. O projeto foi de Herval Rosa Seabra que se auto-entitula defensor da classe de motoristas.

    rnBem, mas e as lavadeiras, os pintores, os pedreiros, enfim, toda aquela galera que tem que pagar o ISS maior? Será que os vereadores ou a prefeitura vão amenizar a carga tributária municipal? Ou será que o tal Ministério Público que só faz ir atrás de holofotes poderia defender o contribuinte sem a politicagem de sempre?

    rnrnGente importante

    rnrnDoutor Paulo Borini, gastroenterologista, está escrevendo na Revista de Domingo, é pessoa conceituada, referência de profissional e cidadão. Natanael Ribeiro de Mello era nosso amigo em comum, sempre o elogiava. Nossa homenagem de hoje.

    rnrnCorra dessa gente

    rnCorre o risco de quem pensa não ter em quem votar nas eleições municipais desse ano em Marília. Vamos esperar quem serão os candidatos a prefeito. Nesse e no próximo mês vêm aí as convenções partidárias que escolhem os pretendentes a administrar os mais de R$ 160 milhões de orçamento anual da viúva.

    rnrnRecomendação

    rnEssa coluna, pretendo, escrever aos domingos. Ela estréia no sábado, aniversário de 76 anos do Diário. Espaço diferente, mais crítico. Talvez seja só uma fase, mas a realidade é que até estou tentando ser menos crítico, coisa que o Penaforte disse não acreditar muito possível. Verdade. Ninguém melhor que seu Anselmo para me conhecer bem. Sua frase semanal: “Vá em frente menino”. José Ursílio