Milhares de clientes assaltados de uma só vez e em plena luz do dia. Isso mesmo. E não pensernque o bandido tinha capuz, estava reunido em quadrilha com revólveres e pistolas automáticas.rnNada disso. Apenas armados estavam de um sistema de informática infalível e, como colete àrnprova de bala, a legislação fajuta.
rnNão apenas as pessoas físicas, mas as jurídicas iguaizinhas. Você que ainda não foi eliminadornsumariamente pelo odioso sistema Serasa já verificou como está sendo assaltado todos os dias?rnPare agora.
rnRecolha qualquer extrato bancário e verifique quanto os bancos consomem mensalmente emrntarifas, taxas, juros e correções. Você vai ficar abismado.
rnNinguém é obrigado a trabalhar com banco. Até certo ponto. Mas ninguém pode admitir um paísrndominado pelo sistema financeiro aliado a essa figura horrenda e abstrata chamada mercado.
rnA Constituição brasileira fixa que os juros devem ser de 12% ao ano. Ah, mas se o próprio BancornCentral – o Tesouro Nacional – mantém taxas da Selic em 16%, imagine a selvageria bancária.
rnrnAgora, não é possível que os juros do cheque especial continuem em 7 a 10 por cento ao mês,rnmais de 145% até 185% ao ano. Não é possível verificar um extrato e ter tamanhas e tantasrntarifas a consumir o já deteriorado orçamento pessoal e das empresas.
rnMas alguém vê e ouve uma só autoridade gritar, falar, contra esse poderoso sistema bancário-rnfinanceiro, que a cada ano lucra bilhões. Vou repetir: lucra e ganha, depois de pagar todas asrncontas, todos os impostos, bilhões de reais em apenas um ano.
rnrnA indústria está ociosa, incapacitada de investir, o comércio está numa paradeira, os serviçosrnsobrevivendo aos trancos e barrancos, o aqgronegócios é o único que se salva, o empregadornestá arrochado e o desempregado desesperado. Bem, mas os bancos estão lá, crescendo comornnunca, ganhando com recordes históricos.
rnrnTudo isso às custas da sociedade, de cada cidadão, de cada medida adotada nos oito anos dernbicaria farsante da tucanada liderada pelo Fernando Henrique Cardoso e na continuidade darnPeTezada do Luís Ignácio Lula da Silva.
rnMas quem produz, trabalha, opera todo o conjunto da economia, esse está à mercê do sistemarnfinanceiro, ludibriado no dia a dia, sem aonde e a quem recorrer, numa dependência pior quernqualquer droga.
rnNenhum cidadão vive hoje sem banco, sem conta, cartão de crédito, empréstimo, capital de giro,rnconta garantida, financiamentos, enfim a parafernália disponível.
rnNinguém quer socializar o país, dizer que os bancos vão socorrer incompetentes ou acertarrnsituação de insolvência de empresas ou desequilíbrio de orçamentos pessoais.
rnMas alguma providência seria necessária. Ah, são os investimentos internos e externo, arncredibilidade e estabilidade exigidos pelo mercado? Seria um setor intocável? O raio que o parta.
rnO Zé Ninguém vai acabar anêmico, sem uma gota de sangue. Ninguém tem mais suor para darrnpelo país. Já está acabando o sangue do Zé Ninguém aqui embaixo.
rnNão me conformo com essa pasmacera. Essa de não ter a quem recorrer. Mesmo que sejarnúnica voz na multião, temos que continuar acreditando, gritando, falando, exigindo, mesmo quernseja no balcão de algum gerente, algum atendente.
rnMais. Vá ao Procon, ao Ministério Público, às polícias. Acompanhe seus extratos. Mesmo quernvocê seja devedor, não deixe de entender seus direitos. Os ricos, os grandes, os governos,rntambém devem e nem por isso perdem seus direitos.
rnrnO que o Zé Ninguém aqui embaixo não pode é ser literalmente assaltado à luz do dia sem quernhaja reação. Esse país não pode continuar atrelado a esse sistema bancário-financeiro, atérnporque não há conhecimento de nenhum outro similar no planeta, nem nas piores nem nasrnmelhores economias, tanto assim que os juros aqui são os maiores do mundo.
rnLobistas, charlatões e 171
rnPode acreditar. Aquela gente que está lá no Congresso Nacional, no Senado, na Câmara dosrnDeputados, nas Assembléias Legislativas, nas Câmaras Municipais, não consegue melhorar umarnúnica lei que seja em benefício da maioria.
rnrnEssa maioria de charlatões infelizmente escolhidos pelo eleitor é bem cara de pau. Basta umarnchance e lá está a serviço de algum lobby.
rnSó para refrescar sua memória, lobby na verdade é assim. Tem um grupo econômicorninteressado em mudar uma lei, aprovar um projeto. Escolhe um cartola, um colarinho branco, umrnengravatadinho, bem falante, é isso mesmo aquele popularmente conhecido de “cento e setentarne um”, ou “um sete um” (artigo do Código Penal que enquadra os estelionatários).
rnMas a desmoralização é tamanha, aliás, que se antes alguém até envergonhava-se de serrnchamado de “171″, hoje há no jargão da malandragem político-partidária gente que tenharnorgulho, veja nisso virtude, como espertalhão, aquele que deve até ser “respeitado”. Desgraça,rnnão?
rnMas, voltando ao lobista, esse cafajeste atuante em todos os segmentos do poder, é aquele cararnque conduz negociação, quem vai “convencer” senadores, deputados federais e estaduais ernvereadores, dependendo do assunto.
rnE além de charlatanear, tem aquilo que principalmente os políticos mais gostam. A mala preta,rnrecheada de onças (notas de 50 reais) ou George Washington (notas de dólar). Isso mesmo.
rnSem contar outros tantos expedientes de persuasão, como empreguinhos nas tetas da viúva,rnindicações de cargos de confiança e assim vão de mazelas em mazelas.
rnBasta ter uma votação importante e saem lá os lobistas representando grupos econômicos e ourné claro aqueles aceclas marionetados pelo poder Executivo. Tudo sempre de acordo com orninteresse deste ou daquele grupo.
rnPior de tudo é ter que ler nos jornais, ouvir nas rádios, assistir nas televisões, essa gente dandornaula, falando de interesse pelo país, pelo estado, pelo município, guardiões da boa qualidade dernvida, das boas obras, das boas leis, dos bons benefícios, ou sei lá que outras babozieras erndiabos despejando nos ouvidos e olhos do Zé Ninguém.
rnrnSabe você que está lendo, trabalha, produz, paga impostos, tributos, é cidadão de bem, cuida darnfamília, da empresa, do negócio, com todo aquela dificuldade, aqueles atropelos, sua vida é bemrndiferente daqueles que o governam.
rnNão se trata de generalizar, achar que 100% é igual, que está tudo perdido. Mas, verdade sejarndita, tá duro de reconhecer a existência de gente aproveitável. No máximo conseguimosrnidentificar dados e situações pontuais deste ou daquele.
rnMas é assim que ocorre gente, não é apenas comi$$ão sobre orçamentos da Viúvas, não. Nornlegislativo brasileiro estão os lobistas, asseclas, charlatões, como abutres sobre carniça.
rnEssa praga que corrompe, desvia, ludibria, engana, desmoraliza, está desmontando não só ornsistema político-partidário democrático, as instituições estabelecidas, está igualmenterndesanimando o Zé Ninguém, deixando-o impotente, descrente.
rnrnPara ser repetitivo. Não esmoreça. Grite, fale, escreva, proteste, procure seus direitos, mesmornno quarteirão de sua casa, no ambiente de trabalho, enfim, onde você puder, tenha algumarnatitude para um dia melhorar esse quadro tão lastimável.
rnrnEu levanto todo dia olho para Matheus ou penso nele e digo: não é esse o país, o sistema, quernquero para meu filho, para sua geração. Para tanto preciso melhorar muito, fazer minha parte,rnnão me omitir. Preciso ter pelo menos a sensação do dever cumprido. Assim vou jogando meurngrão de areia. Faça você algo assim, mas faça, não se omita.
rnUnanimidade contra indústria das multas
rnEi, você, dúvido que já não foi multado pelo menos uma vez esse ano. Há muito tempo umrnassunto não surtia tanto efeito com a publicação no Diário. Ninguém quer falar de outro assunto,rnexceto criticar a indústria de multas criada no trânsito de Marília.
rnQuando a maioria grita, repito, é sinal que a coisa está errada. O Diário tem recebido centenasrnde telefonemas, somos parados nas ruas, nos locais públicos, em quaisquer locais. E a gritaria érnúnica: não pare de escrever, essa indústria é uma vergonha, como diz o bordão do Bóris Casoy,rnno Jornal da Record.
rnrnBom, senão vejamos. Não digo que a Emdurb e a Polícia Militar vão negligenciar, deixar dernautuar infratores, mas que essa situação precisa ser revertida, não há dúvidas.
rnPessoal que manda lá na Emdurb fica incomodado, os manda-chuva no oficialato da PMrnresmungam, mas a voz das ruas é unânime: ninguém aguenta e antes que o saco estoure é bomrncorrer atrás do prejuízo.
rnPassou da hora dos tais critérios serem revistos de verdade, de ser transparente com o que hárnde multa, de arrecadação, de comissão, sei lá de que diabo. Ou será necessário que o povorntome outra medida além dessa de ficar ligando para o jornal, para este colunista.
rnGozado mesmo é que parece que estão pouco se lixando. Ou estão mesmo e vamos continuarrnmartelando na mesma tecla.
rnSe você tem alguma sugestão, mande e-mail para esse colunista, nornjoseursilio@diariodemarilia.com.br. ou cartas para Redação, à rua Coronel Galdino de Almeida,rn55, caixa postal 624. Vamos encaminhar para os responsáveis a gritaria do povo.
rnObrigado, senhores!
rnNem tudo está perdido. Temos sim notícias boas. O juiz federal Alexandre Sormani, da 1ª VararnFederal de Marília, mandou que oficial de Justiça faça vistoria no que ainda resta na rodovia BR-rn153 e indique os pontos críticos onde é preciso executar reformas, obras no acostamento ernmedidas de conservação.
rnrnMedida é resultado de sentença em que o juiz obriga o Dnit a elaborar e colocar em práticarnprojeto de conservação, sinalização e reformulação da Transbrasiliana nos trechos críticos darnrodovia entre Lins e Ourinhos. Ministério Público Federal alega que não está sendo cumprida arnliminar de 1999 que obriga o Dnit a fazer os reparos na BR-153, que está uma lástima, aliás nãorntem mais asfalto, é só buraco.
rnO procurador da República Jefferson Aparecido Dias foi quem protocolou ação civil pública emrn1999 pedindo reformas e melhoras na BR-153.
rnrnMais notícia boa ainda dá o diretor regional do Dnit, Paulo Roberto Nunes, que na semanarnpassada disse que já em processo licitação de empresa para fazer os reparos na região, quernpoderiam começar em dois de julho.
rnNão que tapar buracos vá resolver o problema até porque no final do ano passado o Exércitorntorrou quase três milhões em obras de reparos que nada adiantaram, aliás mesmo serviço que járnestá sendo feito lá pelas bandas de São José do Rio Preto.
rnOs caminhoneiros não param de xingar os buracos, como aqui, e os serviços, que nadarnamenizam exceto no imediato. Mas, enfim, dono nunca anda bem mesmo, o paliativo já anima.
rnRepito, pelo menos a Justiça Federal, o Ministério Público Federal, e claro, a regional do Dnit,rnestão fazendo sua parte.
rnUfa, gente, dá para acreditar que achei uma notícia boa.
rnJosé Ursílio rn