• 27 jun 2004 /  Fique Ligado

    Colossal hiprocrisia, até bando mais retrógrado brasileiro quis elogiar Leonel de Moura Brizola. Malditos aventureiros e oportunistas, gente desqualificada, realidade mesmo apenas estavam aproveitando os holofotes da cobertura da mídia.

    rnMorte de Brizola vira página da história política brasileira. Ninguém mais que perambula por aí tem tanta importância como tinha Brizola na defesa do nacionalismo, do desenvolvimentismo, da presença do Estado na economia e atenção à educação.

    rnContundente, mordaz, crítico ferrenho da ditadura, Brizola teve quase 60 anos de militância política, teria sido ainda melhor não fossem os malditos militares o terem exilado 15 anos.

    rnBrizola na última década foi perdendo espaço, frustradas as campanhas que disputou. Mas morreu defendendo suas idéias, nunca as mudou.

    rnOportunistas, aventureiros, gente desqualificada tomou conta de seu PDT, em Marília nem se fala, mas igual no resto do país. Mas mesmo assim morreu fazendo política, articulando, apesar de seus interloculores serem bem diferentes dele.

    rnBrizola fez política com romantismo, idealismo. Era sim populista, mas bem diferente desses malandros que estão por aí, apenas enganando e mentindo. rnA direita e a elite ridícula do país fizeram de tudo para acabar com Brizola. Ele resistiu. Foi implacável ao enfrentar adversários, não acomodou-se nem nas horas de maior isolamento e riscos.

    rnA posse de João Goulart em 61 foi garatinda por Brizola, na sua cruzada legalista a partir do Rio Grande do Sul.

    rnÀ época queria as reformas, mesmo fossem na marra. João Goulart foi deposto pelo golpe do militares que até hoje desgraçadamente não pagaram por nada do que fizeram.

    rnBrizola foi embora talvez com uma única frustração de 64, não ter resistido com armas ao golpe, ter ouvido Getúlio que o desautorizara.

    rnA importância de Brizola cresce ainda muito mais pela ineficiência dos políticos brasileiros. De sua geração estão aí ainda pelo lado de razoável bem Miguel Arraes e Waldir Pires, que merecem lá respeito pelo passado e presente.

    rnMas acabaram aliados, às vezes até servindo, a governos que renderam-se ao estrangeirismo, ao capital norte-americano.

    rnO resto, gente, sai de baixo. É lixo. Ou vejamos. A direita continua em pé e atende pelo nome de Antônio Carlos Magalhães, José Sarney, Jorge Bornhausen, entre outros mais novos como Paulo Maluf.

    rnTem aquelas eminências que fizeram acordos com todos os regimes, deles se locupletaram, posam como se tivessem tido participação maior no processo de redemocratização.

    rnNa verdade gente como Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Orestes Quércia, os Collor, enfim toda essa corja que esta aí só fez e faz é jogar o jogo dos interesses internacionais.

    rnAté mesmo essa PeTezada, com o Lula,Aldo Rebelo e seu PCdoB, vejam só, cortejam o FMI, não mudaram uma vírgula na economia, fazem o mesmo jogo de barganha no Congresso, cresce o fisiologismo, o discursinho barato, tudo que o Leonel Brizola estava denunciando, rechançando, heróica e isolamente.rnBrizola ia contra o atual quadro contemporâneo mediocrisado pelo atrelamento ao sistema financeiro e econômico internacional.

    rnEnquanto os outros governos e países ficam mais nacionalistas, mais defensores de seus interesses, aqui até a pseudo-esquerda conseguiu chegar ao poder para continuar o entreguismo e Brizola foi embora com certeza extremamente desolado.

    rnEstava sim também isolado, enfadonho para com nossos tempos, completamente oposto ao que se defende hoje de globalização, privatização, economia de mercado, desestatização e outros fórmulas que apenas escondem o entreguismo.rnA cobertura da imprensa, rádio e televisão é uma graça. Nós igualmente estamos medíocres, reproduzindo o que os governos e governantes acham, pensam, falam, e, verdade seja dita, um vazio de propósitos.

    rnBrizola não, poderia até ter sim melhorado alguns pontos de sua ideologia, mas foi de uma fidelidade a seus ideais sem precedentes históricos, aliás foram quase 60 anos na mesma postura, você se lembra de outro que assim o tenha agido?

    rnAh, sem contar aquilo, não fugia do debate, morreu com poucas posses, não rendeu-se às burras da Viúva, não fez das gordas tetas da gandaia nacional uma forma de enriquecer-se, de roubalheira.

    rnMas os outros, aqueles que passaram os últimos dias dando entrevistas para falar da história de Brizola? Um bando de ladrões, de corruptos, corruptores, larápios que levaram, levam e vão sempre levar vantagens em negociatas, aqui, nos estados, na federação.

    rnNão dá só para falar de Brizola sem traçar o paralelo com os gangsters que foram ou são mandantes nessa pátria gigante, mas de homens tão mixurucas.rnPor essas e outras coisinhas mais a política brasileira, o debate nacional, a partir de agora estará ainda mais empobrecido, com a morte do brilhante homem público Leonel Brizola.

    rnCaudilho, populista, controverso, teve sim lá outros tantos talvez desvios, mas nada, nada, vai prejudicar a história de Brizola, sua importância, só não maior pela opressão militar que o mandou embora 15 anos e pela elite que aniquilou espaços que poderiam ter ocupado para viabilizar mais efetivamente seus ideais trabalhistas e nacionalistas,

    rnrnGente importante

    rnrnAparecido José da Silva faz hoje 57 anos. Quem? Seu Cido, o borracheiro aqui da rua Coronel Galdino. Abriu a Borracharia São Paulo em 10 de agosto de 1971, está lá até hoje. Casado com dona Nadir, criou quatro filhos: Cristina, Aparecida, Cristovon e Luciano. Esse homem simples, quase anônimo na cidade tem história bonita de trabalho. A todos que passam pela rua, saúda com carinho, “bom dia, irmão”, “boa tarde, amigo”. Seu Cido é gente importante, homem de bem, cidadão que é orgulho da cidade. Parabéns pelo aniversário, pela sua trajetória de vida humildade, pelo espírito fraterno e trato respeito que dispensa aos amigos e ou mesmo apenas conhecidos.

    rnrnPau pra toda obra

    rnrnBasta ouvir projeções de alguns lunáticos e concluir. A Câmara de Marília vai mais que dobrar número de vereadores, pode chegar a 54, igual na Capital. É sim, tanta gente que já diz estar eleita. Tudo fácil, afinal é só combinar com pouco mais de 138.000 leitores, todos eles satisfeitos com essa gente.

    Hora ?H? da realidade vem aí…

    rnrnParece que o sistema de espionagem ilegal praticada por alguns quadrilheiros de plantão já está na mira das polícias. Afinal essa patifaria de bisbilhotar a vida e conversas alheias não combina com liberdades e direitos democráticos. Pior ainda, serve de instrumento perverso a parasitas agregados aos poderes políticos. Hora de desmascarar…

    rnrnTão maléfico quanto espionagem, o sistema de inferno por conteúdos de documentos apócrifos e anônimos distribuídos é outro que precisa ser combatido. Tá cheio de pateta abusando até de instituição como Ministério Público com anônimas e acusações, quase sempre a serviço de interesses escusos. Hora de investigar…

    rnrnOmissão ou rejeição, o certo é que as eleições municipais em Marília vão continuar repetindo o mesmo quadro de disputa, assim como os mesmos protagonistas e coadjuvantes, conversinhas e promessinhas. Nada de novo, nem de gente, muito menos de projetos. O leitor-eleitor sabe quem? O vazio, o nada, o incipiente, o tagarela. Hora de mudar, gente…

    rnrnSemana que passou foi outra de inconformismo de motoristas contra indústria da multa patrocinada pela PM e Emdurb. Parece que é de fase. Para fechar cota, pessoa sai dando canetada sem medir consequência. Mas gente orientando, nas esquinas, em engarrafamentos nos picos, isso nada. Tema bom esse para descer o cassete agora na campanha eleitoral…

    rnrnEssa vergonha nacional em torno das denúncias de corrupção e verdadeiro banditismo dentro de segmentos da Polícia Federal mostra bem como estão as instituições públicas. Delegados presos, outros suspeitos, a Superintendência de SP fora de investigações, com Brasília escondendo as ações para não vazarem? Ora, é o fim do mundo, um risco à sociedade.

    rnrnAliás, a gatunagem está rolando solta. A máfia dos vampiros do sangue no Ministério da Saúde levou mais de dois bilhões em concorrências viciadas e outras mazelas. E tem alguém preso? Soltaram a maioria. Essas leis brasileiras só colocam na cadeia gente simples, é aquela velha máxima: cadeia foi mesmo feita para puta, preto e pobre. Que desgraça…

    rnrnQue maravilha se o Senado não conseguir votar legislação que fixa novos números de vereadores nas câmaras. Em Marília vai ficar apenas 13 cadeiras como o TRE já decidiu. Economia de mais de 2,3 milhões em quatro anos. A velha e boa Viúva agradece. É muita dinherama para desperdiçar com gente cuja maioria não serve para nada exce4to mamar, fora outras coisitas no pararelo.

    rnrnBem gente, eles vêm aí. Isso mesmo, os promessinhas, aqueles que dizem uma coisa agora e depois somem, vão viver a boa vida proporcionada pelos cofres públicos. Ah, sim, até que vão fazer aqui e acolá algumas boas ações, ajudar a coletividade, mas você já sabe o que eles querem. Portanto, não podemos nos omitir. Vamos acompanhar, ouvir, cobrar mínimo de compromisso.

    rnrnVirou, mexeu, vai daqui e dali, o certo é que de saída, o eleitor já pode ir se preparando para votar em três de outubro. Para prefeito, vão disputar Alonso Bezerra (PT); Joseph Zuza (PRP); Mário Bulgarelli (PSDB) e Marcos Rezende (PFL). Agora essa gente precisa dizer ao que veio e o que pretende. Sem discursinho barato, sem enganação, com realismo e boas intenções…

  • 20 jun 2004 /  Fique Ligado

    Vou repetir à exaustão, pretensão mas acho que ajuda a formar opiniões. Tem um mundo perdido e influenciado de forma maléfica que infelizmente faz parte de corredores dos poderes, especificamente Executivo e Legislativo e às vezes Judiciário.

    rnO que se produz de nhenhenhém não está em nenhum almanaque. Despreparo, falta do que fazer, guerrinha de fofocas, diz-que-disse, malfeitores e seus asseclas produzem, ou melhor, vomitam, asneiras de todos os matizes, todos dias, todas horas.

    rnPululam panfletagens anônimas, outras identificadas mas com o mesmo viés de mau gosto e obscuras. Sobram ratos de esgoto disfarçados de sujeitos de calça e camisa peramulando pelos gabinetes, salas e andares da parte podre dos poderes.

    rnÉ impressionante como em algumas situações os tais homens públicos acabam cercados de escrotos, achacadores e aproveitadores das migalhas que sobre quando existe partilha de negociata.

    rnÉ impressionante como políticos ficam cercados de bestas, o lixo do lixo. Se você cidadão comum tivesse acesso ao que acontece no dia-a-dia mais escondido dos poderes, estaria muito mais irritado, muito mais decepcionado.

    rnNão quero ser injusto, generalizar, dizer que não existe gente boa, bons agentes públicos, pessoas éticas. Esses merecem respeito, sempre os apontei e assim o farei quando necessário, faça aqui esse parêntese.

    rnMas, sem medo de errar, garanto a você leitor, o que tem de verme contaminando os corredores e gabinetes, as esquinas do centro da cidade, você não tem idéia.

    rnMas se a porcaria existe, é porque tem gente que estimula, abre espaço, tem rabo preso, sinal que o cambalacho rolou e ficou o medo do cambalacho ser desmascarado.

    rnGente hipócrita, medíocre, transita de um lado ao outro, venais que são, sugerindo negociatas, tentando fazer jogadinhas de informações, sugerindo que pode fazer esse ou aquele “acerto”.

    rnPior de tudo é que no meio dessa gentalha virou moda bisbilhotar a vida alheia, tem espalhadas por aí uma rede de arapongas, aspones, escutas clandestinas, e outras parafernálias próprias dos despreparados e usurpadores.

    rnQuem tiver informações precisas, alguma pista de aparelhos clandestinos, informações sobre ameaças aos direitos individuais, devem denunciar às polícias, ao Ministério Público, ou quem quiser, pode me informar, que sei como fazer valer medidas para desmantelar qualquer quadrilha de usurpadores.

    rnDe vez em quando o Diário é surpreendido no meio desse nhenhenhém barato, dessa latrina de asseclas e serviçais de plantão. Mas aqui ninguém tem restrição alguma, medo de denunciar, não estamos nem ficaremos rendidos, nada devemos a ninguém, nem mesmo satisfação, nosso compromisso é com o leitor do Diário, com o ouvinte das rádios Diário FM e Dirceu AM.

    rnNós rechaçamos recados, insinuações, nada e ninguém vai nos tirar dessa linha independente, pluralista, ética, com nossas limitações, como todos as tem, mas dentro da legalidade e as boas regras comerciais e empresariais.

    rnO que vamos continuar fazendo é rechaçando os vagabundos que descaradamente tentam ludibriar com aratacas e jogadinhas. É a única e melhor resposta.

    rnAliás, o que todo homem de bem, político digno, cidadão público, deveria fazer é uma análise profunda de suas relações, daqueles que se intitulam seus porta-vozes.

    rnO lixo do lixo tem seu devido lugar. Basta querer depositá-lo. Caso contrário não haverá forma de fugir da contaminação…rn


    Vamos melhorar nossa cidade

    rnrnNão deixa de ser um momento apropriado. Hora de pensarmos numa cidade melhor. Talvez não para nós. Mas vamos acreditar que para nossos filhos. Mas pensar sem demagogia barata, populismo medíocre, hipocrisia e discursinhos ou promessinhas político-partidárias.

    rnNão que essa gente que esta aí só tenha defeitos ou que ser desse ou do outro grupo seja uma vergonha sem solução. Tomar partido faz parte das políticas públicas, privadas e das disputas por espaços tantos nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário como em quaisquer outros segmentos sociais.

    rnMas o mundo político-partidário manipula nosso dinheiro, as tais burras cheias da Viúva ou gordas tetas da mamata nacional. Logo, tem cacife e a obrigação de, queira ou não, fazer melhorar nosso dia a dia. Aliás, só existe por isso. E esse é um dos momentos para definir: que tipo de mundo político-partidário vamos querer?

    rnRuim é que nós somos limitadíssimos em atuação e podemos mesmo fazer alguma coisa somente agora, que está chegando o direito de exercer livre e democraticamente o voto.

    rnÀ parte a possibilidade de que o eleitor com um mínimo de postura e princípios não vislumbra em Marília até agora nenhum grupo que possa efetivamente revolucionar o conjunto da cidade, precisamos e podemos pensar nessa hipótese e expressar isso.

    rnPrecisamos ser mais cidadãos, influir mais, gritar mais, exercer mais nossos direitos, brigar muito mais por posições e situações em defesa dos interesses coletivos.

    rnPor vezes criticamos o poder político-partidário, mas invariavelmente somos omissos, preferimos fugir às nossas responsabilidades e possibilidades.

    rnAquela velha máxima que todo poder emana do povo está perdida há muito tempo. Temos que ser mais capazes de agir e reagir, mostrar que nada pode ser imposto, que temos nossas vontades, opiniões, certezas, que não podemos ser a todo tempo manipulados, muito pelo contrário.

    rnClaro, sem também aquele sectarismo de quem é contra esse ou aquele ou esperar que exista alguma pessoa capaqz de encarnar sozinha todo o mal ou todo o bem. Não existe essa pessoa. É por isso que, no caso de Marília então, politicamente alguma coisa precisa mudar, é necessário sair dessa mesmice de que é preciso ser a favor ou contra Abelardo Camarinha.

    rnA cidade tem a ele, assim tem a outros e tem a nós, os cidadãos. Nem contra, nem a favor de uma pessoa, é hora de desmistificar a figura, criar discussão mais nobre, mais democrática, mais afinada aos reais valores de interesses coletivos.

    rnNada melhor que o período eleitoral e não me venham com aquela banalidade barata de que todo mundo deve escolher e estar como aliado ou adversário. Podemos definir posições, aliados a homens e suas campanhas, mas somente depois de passarmos por análises, discussões das causas, dos interesses gerais, das medidas e projetos que sejam coletivos.

    rnÉ hora de abrir as ações, as opiniões, os espaços. Assim poderemos ter uma cidade realmente melhor, com mais qualidade de vida, maior desenvolvimento sócio-econômico-cultural, maior envolvimento de quem é o dono da cidade por direito: o cidadão.

    rnPrecisamos reconquistar metas e objetivos, traçar estratégias, definir ações e reações, discutir os problemas de forma mais aberta, repito, sem radicalismos e ou sectarismos, sem a partidarização de interesses individuais e apenas restritos a grupos ou figuras isoladas.

    rnAliás, se esse pessoal que vai sair às ruas em campanha político-partidária pudesse entender um pouco de vontade popular e contribuir o mínimo que fosse com a melhoria das discussões, iria romper – pelo menos com parte – com esse discursinho barato e fácil apenas para ludibriar o eleitor-leitor agora.

    rnNão condiz mais com a realidade essa postura que antigamente era passar a perna, hoje é “dar o jaguané”, “cercar o Lourenço” ou “aplicar o 171″.

    rnPodemos ir além dessa jocosidade mulambenta e descabida. Podemos todos melhorar nossa imagem, nossa postura, nossa consciência, reciclar o jeito de cada um, contribuir para que no amanhã possamos nos orgulhar de nossa história, nossa cidade, nossa família…


    Pau prá toda obra

    rnA visita do governador Geraldo Alckmin a Marília acirrou a disputa de espaço entre os deputados Joseph Zuza e Vinicius Camarinha. Ninguém sabe quem mais fez pedidos, o certo é que tudo que o Estado executa em Marília é defendido por ambos como obra e graça. Na política é assim, um filho com dois pais.

    rnSargento engraçadinho passou em frente ao Diário, na rua Coronel Galdino de Almeida, às 13h30, na quinta-feira, ironizou, querendo multar viatura do jornal. Citou esse colunista pelas críticas à indústria de multas, ameaçou multar por falta de cartela da zona azul em local reservado para nosso embarque e desembarque. Ora, tá precisando cobrir a cota do dia, senhor?

    rnAh, sexta-feira, às 14h, estavam no mesmo local, parados, vários carros particulares. Cadê mesmo aquele sargento engraçadinho do dia anterior? Ah, mas nesse dia estava em frente ao Diário a comitiva do governador. Pode vir com ironia, a realidade é que vamos bater enquanto houver indústria de multas.

    rnrnVelhas raposas como Domingos Alcalde, Pedro Pavão, Theobaldo Lyrio e outros tantos fizeram de tudo durante a semana para uma frente ampla. Mas a novidade agora é que estão fazendo de tudo para tirar o deputado Zuza da disputa, só querem seu apoio. Ah bom, cara-pálida, então o deputado só serve para empurrar o ônibus, dirigir não? Tá todo mundo mesmo é atrás de seus interesses…

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    Nanicos viram trampolim

    rnrnSemana agitada entre os partidos políticos na correria para alianças e coligações. Partidos maiores tentando usar nanicos como trampolim na soma de votos para garantir cadeiras no Legislativo. Mas os pequenos estão espertos e querem mesmo deixar de serem usados. Tem muita gente que acha ter muito voto, mas na soma com dificuldade para garantir vaga no próximo mandato. Tem mais espertalhões na jogada, gente.

    rnrn


    Nossa homenagem

    rnrnPessoa bondosa, cidadão humilde, profissional intocável. Otacílio Augusto Novo, nosso homenageado de hoje. Avesso à publicidade, mas a qualquer hora disponível para causas nobres, em defesa dos interesses dos menos favorecidos. Homem de família zeloso, motivo de orgulho de qualquer pessoa que o conhece. Otacílio é exemplo de dignidade e que serve de referência. Parabéns Otacílio, cidadão que a cidade deve reverenciar por tantos benefícios que já fêz e continua fazendo…


    José Ursílio

  • 13 jun 2004 /  Fique Ligado

    Façam suas apostas. Prepare seu dinheiro. Vai para o beleléu. A farra com os bingos, videopoker e caça-níqueis continua sacaneando o apostador e todos aqueles que mantêm negócios sérios, regulamentados, tributados e fiscalizados pela máquina estatal massacrante.

    rnO Senado derrubou a MP contra a jogatina dia 5 de maio, o governo Lula prometeu remeter novo projeto um mês depois e até agora nada.

    rnFoi tudo fogo de palha. Os barões dos bingos, videopoker e caça-níqueis não ficaram mais que 60 dias sem o esqueminha de seus negócios e hoje já estão de novo à solta.

    rnPrimeiro vamos ao governo. Bem, sem ser injusto, verdade é que essa jogatina leviana está esculhambando os bolsos desavisados de apostadores não é de hoje.

    rnPassaram os governos de José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso e tudo que aconteceu foi acontecer nada de medida legal, enquanto os barões dos jogos foram ampliando seus tentáculos.

    rnPor conta do crescimento da lavagem de dinheiro sujo nos bingos, da bandidagem que entrou nos negócios e do escândalo Waldomiro Diniz, o governo Lula decretou o fim da jogatina em Medida Provisória que acabou vergonhosamente derrubada em votação no Senado.

    rnSim, senhor, os Senadores da República Federativa do Brasil derrubaram a MP depois do lobby dos barões, é sim, claro depois daquele tráfico de influências…

    rnOs bingos estão aí funcionando, assim como os videopoker e na periferia aqueles caça-níqueis. Ah, mas ninguém é obrigado a jogar, aposta quem quer. Ora, não estamos na Europa, mas sim numa republiqueta onde o povo infelizmente não tem cultura e educação para discernir o que é ou não melhor para sua saúde financeira.

    rnAlém de tudo, o que mais dói para o cidadão é a falta de regulamentação do setor. Essa treta de jogatina sacaneia não só o apostador.

    rnNinguém recolhe impostos, é uma fábrica de enganar o Fisco, as Polícias, o Judiciário. É uma fonte inesgotável de corrupção, dinheiro de caixa dois que pagar desde policiais de baixo escalão até aqueles fiscais mais bem posicionados, essencialmente nas capitais.

    rnÉ cambalacho para ninguém botar defeito, roubalheira desenfreada. Não defende que acabem com o jogo, mas que ele seja institucionalizado e fiscalizado com todos os rigores dos outros negócios, como os mesmos moldes das loterias, em que o governo tem o controle de tudo – e olha que não é nenhuma maravilha seu funcionamento.

    rnO que não pode é continuar essa bagunça generalizada. Inclusive prejudicando até eventuais pessoas sérias, empresários, que eventualmente possam estar querendo investir num setor como em outro qualquer. Ninguém quer generalizar, admitir que só tem bandido agindo por trás dos bingos e caça-níqueis.

    rnMas essas máquinas de caça-níqueis são uma verdadeira armadilha, ninguém sabe nem onde é o endereço dos donos, não tem ninguém ficalizando, ao contrário dos bingos que, bem ou mal, ainda têm lá contabilidade e alguma coisa de oficial.

    rnBons tempos aqueles dos bicheiros. À parte os exageros de alguns bicheiros das capitais paulista e carioca, havia mais respeito na jogatina, na infração, até mesmo na forma do dono da bagaça atuar na sociedade.

    rnFinanciavam o carnaval, ajudavam entidades, claro também davam dinheiro para policiais na sempre e velha conhecida fórmula de comprar cobertura.

    rn Mas nada comparado aos dias atuais, onde o banditismo impera, onde os donos do cambalacho são conhecidos pelo cidadão comum como quase gangsters, que não ajudam um pedindo com esmola, quem dirá uma entidade assistencial.

    rnMais ainda. Os miseráveis – repito, há exceções, poucas, existem – enriquecem às custas dos desaviados e desesperados, dos viciados…Ou alguém acha que pode ganhar de uma máquina programada para roubar, enganar, ludibriar?

    rnÉ por tudo isso e outras coisinhas mais que o governo Lula deve preparar logo esse novo projeto de lei para um dia ter fim pelo menos parte desse filão de roubalheira e banditismo manobrado pelos barões da jogatina.

    rnE que o STF (Supremo Tribunal Federal) julgue logo essa ação de inconstitucionalidade contra os bingos. E que aquela legião de senadores e deputados federais que foram o Congresso Nacional tenham um mínimo de dignidade e regulamentem esse setor que é uma vergonha nacional.

    rnAfinal, que os bons sejam preservados, que os malacos sejam escurraçados e que o jogo seja oficializado e possa ser instrumento de benefícios sociais, apesar de sempre trazer muitos prejuízos à grande número de cidadãos normalmente sem condições de gastar o que gasta em apostas.

    rn
    Eleitor, sobrou isso!

    rnrnEntão é assim. Foi e voltou, mexeu e remexeu, ameaçou e recuou, usou e lambuzou, para no frigir dos ovos sobrar um quadro desalentador. Sabe aquele corte no número de vereadores nas Câmaras? Pois é, vai ficar quase tudo na mesma.

    rnVirou pizza o corte na mamata, embora pintou uma confusão na correria da politicalha. Os senadores aprovaram em primeira e segunda discussões redução mínima, bem diferente daquela determinada pela Justiça.

    rnA redução no número de vereadores determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iria conter a farra com o dinheiro público.

    rnOs congressistas, da mesma estirpe dos vereadores, legislando em causa própria, apressadamente resgataram as 8.528 vagas ou, no máximo, vão 10%.

    rnNo caso de Marília, para folia de quem quer manter ou buscar uma boquinha, as vagas vão ser 19, bem diferente daquelas 13 que seriam as fixadas pela decisão do TSE.

    rnNum país onde bilhões de reais são gastos com a mordomia político-partidária-administrativa, era muito esperar que o corte da judiciário fosse mantido pela voracidade legislativa.

    rnEm quatro anos, cortados os mais de 8.500 vereadores como determinou o TSE, o Brasil economizaria R$ 2,2 bilhões ou R$ 551 milhões anuais que agora podem ser reduzidos para R$ 5l milhões.

    rnMas a rataiada lá em Brasília, pressionada pela rataiada aqui em baixo formada por centenas de milhares de vereadores, pressionou tanto que está quase tudo jogado por água abaixo.

    rnVão atropelar a legislação, os prazos, as regras, para manter esse bando de gente desocupada mamando nas Câmaras. Fossem sérios, poderíamos até defender a presença do atual número de vereadores. Mas, verdade seja dita, para que eles servem mesmo, salvo raras exceções?

    rnNão servem para quase nada, assim como os senadores, os deputados federais e estaduais. Precisaríamos reduzir o número de gente no parlamento, moralizá-lo, torná-lo transparente, fiscalizador, coerente, enfim, tudo de bom que um país espera de seus quadros político-partidários.

    rnMas o que vemos é bem diferente. Uma maioria caolha, corrupta, fisiológica, primatas travestidos de falsos defensores do interesse público.

    rnOu você se lembra de pelo menos três boas iniciativas, projetos, medidas que os legisladores federais, estaduais ou municipais fizeram somente este ano?

    rnCoisa boa é difícil, mas de coisas ruins aí vai uma lista: falcatrua, enganação, defesa de interesses espúrios, cambalachos, jogo de cena, pressão para que surja a mala preta e outras barbaridades mais…

    rnRepito quantas vezes necessário for. O Zé Ninguém, essa maioria de brasileiros dignos, não tem mais paciência.

    rnEntão, você eleitor e leitor, prepare-se para uma reflexão este ano, na hora de votar para escolher o vereador, o prefeito, não se deixe enganar, se bem que está difícil achar um que preste, que seja razoável.

    rnMas temos que exercer nosso direito e vamos procurar fazê-lo da melhor forma possível.

    rnSe bem que vai ser difícil até escolher o menos pior…

    rn
    Falta combinar com os eleitores

    rnrn Agora está fácil. Basta sair às ruas e combinar com mais de 138.650 eleitores. Mais 20 dias e aquela doçura de gente partidarizada atrás dos pés vêm aí.

    rn Os quase 200 milhões de reais anuais entre administração direta e indireta que o prefeito Abelardo Camarinha manipulou por oito anos vão mudar de mãos. Isso mesmo.

    rn De olho nessas burras havia muitagente, mas já é praticamente irrecorrível o que vai sobrar para a escolha: Alonso Bezerra, Joseph Zuza e Mário Bulgarelli.

    rn O eleitor-leitor, que tá de saco tão cheio de tudo e de todos, é o próximo alvo ou a próxima vítima, num prazo de 90 dias, entre julho e três de outubro.

    rn Eleição municipal que deveria estar discutindo realidades e deficiências da cidade, programas de governo, propostas e soluções, por enquanto está restrita naquela de quem é contra, a favor ou moderado em relação a Camarinha.

    rn É pouco gente. Claro, em qualquer democracia, quem está no poder quer se reeleger ou fazer sucessor, como é o caso de Marília, ou a oposição derrotar o adversário e mudar as coisas.

    rn O que se tem até agora e parece que vai ser isso mesmo, é que Camarinha enfiou goela abaixo do PSDB o nome de Mário Bulgarelli, vice-prefeito, sucessor que o prefeito idealizou para seus projetos pessoais.

    rn À parte aquela tradição de que a criatura esquece o criador, vai ser difícil Camarinha combinar com a maioria que o bom mesmo é a continuidade, com a eleição de Bulgarelli.

    rn Lá pela oposição vem o PT com professor Alonso Bezerra, coligado com o PCdoB de Sidney Gobetti, na ala mais radical à esquerda, e, no extremo, à direita com o PFL de Marcos Rezende. Vai agregar outros nanicos como PTC e PTdoB.

    rn Isso mesmo. A candidatura de Alonso vem como um zoológico nunca visto. Sem contar que o PT é aquela graça. Tirando a professora Edith Salgado que tem história à esquerda, na Câmara tem Aldo Coneglian que já foi de tudo, inclusive defensor ardoroso de Collor, e Carlos Bassan que nunca teve um fio de cabelo de petista e embarcou nessa canoa.

    rn Alonso não tem carisma e tirando sua participação nas últimas três eleições, ficou restrito a insipiente e inexpressiva vida partidária-petista da cidade.

    rn Aliás, parenteses aqui para histórico. Bulgarelli foi líder ardorso de Salomão Aukar, era do PFL, que depois da eleição de 2000, o deputado federal Luiz Carlos Santos, irritado com Camarinha, deu para um opositor, no caso Rezende.

    rn Mais parenteses. O PSDB era oposição ao prefeito, elegeu Clóvis Mello e José Menezes, que abandonaram o partido e deixaram a porta aberta para a manobra.

    rn Fim dos parenteses.

    rn E continuando, eleitor, aquilo que você vai ter pela frente: O deputado estadual Joseph Zuza parece mesmo determinado a abandonar seu mandato e tentar eleger-se prefeito.

    rn Zuza já atraiu toda espécie de grupos, uma salada que vai reunir PP de Pedro Pavão, Theobaldo e Cia, o PTB de Mário Coraíni, o PV de Clóvis Mello, entre outros nanicos como PDT, PTN, PSL e PMN.

    rn Mas isso não é só. Vai atrair bastante gente ainda pois é o político de um homem só, só ele mesmo, não tem grupo, logo fica à mercê de tudo e todos, quase sempre de gente despreparada e de interesses escusos e duvidosos.

    rn Vai atrair também o ex-prefeito Domingos Alcalde, que fez graça, ensaiou candidatura, mas, com seu currículo, não teria coragem de enfrentar a disputa.

    rn Afinal, Alcalde, o sucessor de Camarinha em 88, patrocinou a maior crise política da história da cidade, respondeu incontáveis processos, terminou condenado por extorquir áreas nos casos Cascata e Scarpelli.

    rn Alcalde e Herval Rosa Seabra, à época vice-prefeito, notabilizaram a “indústria da desapropriação”, desmascarada por um colegiado de quatro promotores públicos com participação direta da reportagem do Diário. A máscara começou a cair no dia 21 de maio de 1.990, com um caderno especial e exclusivo assinado por José Luiz Zana e José Ursílio.

    rn Bem, mas esse é carta fora do baralho. Daqui a 20 dias tudo vai estar definido, quer dizer, você vai saber com quem os três candidatos vão contar e como será o nível da campanha.

    rn Uma tonalidade é certa. Camarinha vai tentar eleger Bulgarelli defendendo seu governo e seu grupo, enquanto os outros vão detonar sua administração na tentativa de tirar o poder do prefeito.

    rn Agora, além de defender e atacar o prefeito, o que os candidatos precisam entender é a necessidade de um projeto mais amplo para cidade, sem aquelas promessinhas ridículas e eleitoreiras; sem essa de ficar falando da obrigação que é do poder Executivo, já pré-determinado pelos orçamentos e fixados até na Constituição Federal.

    rn Camarinha tem lá seus méritos, assim como suas mazelas. Verdade seja dita, não apareceu opção de político, a chamada terceira via, a possibilidade de alternância salutar de poder, o que é lamentável para a

    rncidade.

    rn Vamos ver o que vai sobrar de tudo isso. E acompanhar com atenção…

    rn
    Gente importante
    rnAngelin Doreto Campanari, pai de família, excelente amigo, cidadão mariliense. Um homem que durante toda vida ajudou os mais necessitados, amparou quem o procurasse. Sempre encontrou tempo para participar de entidades assistenciais, entre elas mais diretamente a escolinha Janelinha do Amanhã, da Juventude Católica. Angelin é homem sério, honesto, mesmo quando passou dificuldades em seus negócios, andou de cabeça erguida, honrou seus compromissos. Angelin é gente que dá orgulho à cidade. Nossarnhomenagem de hoje é para o cidadão Angelin Doreto.

    José Ursílio
    rn

  • 06 jun 2004 /  Fique Ligado

    Ei, você, gente como a gente, que trabalha, produz, emprega, paga impostos, é cidadão de bem, prepare-se. Os candidatos vêm aí. Para o bem e para o mal, eles vêm aí, os promessinhas de plantão, aquela ladainha toda, discursinhos pré-fabricadas, mentiras e aquela de se acomodar em alguma boquinha, seja eleito pelo voto popular, ou depois ser nomeado por um cara lambida e virar fantasma ou aspone em um carguinho de bom e fácil salário.

    rnNão, não desanime. É legítimo, constitucional, o cidadão exercer seus direitos, tanto de candidatar-se, como de votar. Mas, se avaliar-se bem tudo isso que está aí, dá para irritar qualquer cidadão com mínimo de cérebro, de informação, de ética e bons costumes.

    rnFico incomodado e pensando em você. Isso mesmo.

    rnVocê desempregado, com nome no Serasa, no SPC, sem crédito. Com carnê das Casas Bahia atrasado. Com a conta de água vencida há três meses e vigiando no portão para não deixar desligar. Com a conta de luz paga no último minuto. Com a geladeira guardando apenas garrafa PET cheia de água, no máximo quatro tomates, três ovos e o feijãozinho para requentar.

    rnÉ meu querido, minha amiga, você que tá um pouquinho melhor, está empregado, mas tem filho que já distribuiu currículo à beça e nada. Que está com cheque especial estourado, com cartão de crédito só pagando o mínimo, que a cada dois e ou três meses paga uma mensalidade escolar do filho.

    rnÉ, você profissional liberal, que não vence pagar impostos, esperar para seu cliente pagar o que lhe deve, mesmo que seja parcelado. Que há dois, três, cinco anos não consegue trocar de carro, que está com seu orçamento minguando.

    rnEmpresário, comerciante, você mesmo que torce para não ter prejuízo, que não consegue quitar em dia essa malfadada carga tributária, que atrasa pagamento de fornecedores, que renegocia débitos, que desconta duplicatas, que usa conta garantida para no dia cinco fazer a folha de pagamentos.

    rnVocê, esse Zé Ninguém, seja dona de casa, pai de família, desempregado, profissional liberal, empresário, comerciante, enfim, nós aqui embaixo do povo, sabemos o quão duro está sobreviver.

    rnCom tudo isso, eles vêm aí. Tudo de novo. Aqueles discursinhos. Uns vão continuar o bem, outros vão combater o mal – não se sabe quem está em que lado, pois eles mudam conforme o vai da valsa de seus interesse, quase sempre espúrios. Tudo conversinha fiada, você sabe, eu sei, nós temos certeza.

    rnAquele ti-ti-ti, aquele nhenhenhém, aquela fajutice toda, promessinhas, enquanto nada muda, repito, no máximo uns e outros fazem lá coisas pontuais, bem distantes daquilo que poderíamos esperar.

    rnPior de tudo é que parece uma parte do eleitorado é o mais bem acabado retrato do político. Pior ou castigo mesmo.

    rnSerá que os candidatos vão sair às ruas, conversar com o povo, seja ele de que classe sócio-econômica-cultural for? Até vão, mas a chiadeira vai ser geral, a gritaria vai assustar.

    rnUns mais esclarecidos, talvez mais omissos e ou mais silenciosos, vão ficar à parte. Mas a galera que sofre mais privações vai pedir, pedir, pedir. E que peçam mesmo, pois a maioria, eleita ou não, some, esquece do Zé Ninguém aqui embaixo.

    rnNão tem uma única família que não tenha um desempregado. Tem uma legião que vai querer emprego. E não adianta explicar que a culpa é de FHC, de Lula, sei lá de quem lá em Brasília. Eles lá são sim culpados, mas aqui o sujeito precisa ter resposta melhor.

    rnUns vão ser novamente enganados, ludibriados, esperançosos vão ficar por mais algum tempo, mas logo logo vão cair na realidade.

    rnMas tem também aquela outra legião que vai quer bloco, cimento ou cal para ajudar a terminar um muro, a casa ou a edícula para colocar a sogra ou filha recém-casada.

    rnVai ter aquele que no buteco pede a cervejada, no futebol o jogo de camisa, na religião a pintura da igreja ou templo, assim como ajudinhas mil para pagar a conta de luz, o botijão de gás, o carnê atrasado do IPTU, enfim aquela lenga-lenga em cima dos promessinhas.

    rnEles ficam irritados, desviam, empurram os pidonchos para os assessores. Mas vão ter que encarar. Bem feito. É pouco para essa maioria que na realidade, repito, quer mesmo é meter a mão nas burras da Viúva, de olha que estão na comi$$ão sobre o orçamento, naquelas negociatas que antecedem as licitações e concorrências,rn

    rnNegócio da China. Bom para chinês

    rnrnPor conta da viagem do presidente Lula à China que levou à tiracolo uma patota de mais de 500 pessoas baixou um ufanismo nas relações bilaterais sino-brasileiras.

    rnA essência dos negócios e das relações, nem mesmo a mídia mostra, exceção nas reportagens de Carta Capital, revista semanal que é um dos veículos brasileiros mais isentos na atualidade.

    rnBem, vamos dar um pouco de luz nessa escuridão apregoada pelo neoliberalismo hipócrita e a serviço sempre do capital especulativo.

    rnVocê, como eu, sabe que é quase impossível escapar de compra que não tenha algum componente chinês.

    rnO Brasil está infestado de quinquilharias tipo relógios, isqueiros, óculos, brinquedos, utensílios de plástico e outras bugigangas que enganam os pobres com produtos de última categoria.

    rnO Brasil está infestado de produtos eletroeletrônicos fabricados pelos orientais do outro lado do mundo, sempre com aquela qualidade que bom negócio mesmo só para os chineses.

    rnO Brasil, sabia, está dominado pelos componentes de produtos eletroeletrônicos em quase todos os aparelhos dessa natureza, como cd-players, rádios, televisores e outros.

    rnTudo bem, até onde consegue a Receita Federal medir a entrada e saída de produtos nesse comércio, nessa exportação e importação.

    rnMas, gente, não se engane. Aqui no país dos governos bananas, do jeitinho brasileiro e da subserviência e corrupção deslavada e vergonhosa, o que conta mesmo é o contrabando, a banalização das relações.

    rnA China, por outro lado, um governo comunista, forte, que mata e faz a família pagar até a bala entre outras coisinhas mais, é um país bem mais sério. E lá ninguém entra ou sai de qualquer jeito, com um níquel sequer, bem diferente daqui, dessa terra de ninguém.

    rnTamanha é a severidade que os chineses já mandaram de volta ao Brasilquatro cargas de soja com suspeitas de adiçãode sementes contaminadas, portanto impróprias ao consumo humano. Aqui? Aqui entra qualquer cacareco e ninguém está nem aí.

    rnNada contra o chinês fazer aqui o que os outros povos fazem – aliás perto dos norte-americanos eles seriam como os esquecidos trombadinhas de antigamente perto de gangsters de Chicago.

    rnMas os chineses invadem os paises subdesenvolvidos tipo Brasil, Bolívia, Paraguai, Uruguai, só para citar alguns aqui vizinhos e através dos quais usam e abusam das fronteiras para aqui desembarcar as quinquilharias e bugigangas enquanto Exército, Receita e Polícia Federal fingem que nada estão vendo. Fingir é sinônimo de omissão ou corrupção ou às vezes as duas coisas ao mesmo tempo.

    rnO pior de tudo é que o centro que controla grande parte do esquema está no coração de São Paulo, na rua 25 de Março, a partir da Galeria Pagé.

    rnO chefe do esquema, Law Kin Chong, tido como o maior contrabandista do país na era moderna, um magnata da corrupção. Foi pego com a boca na botija, ele e seu advogado Pedro Lindolfo, quando tentavam subornar com US$ 2 milhões o presidente da CPI da Pirataria, deputado Luiz Antonio de Medeiros, autor da denúncia toda gravada pela Polícia Federal de Brasília.

    rnEsse sujeito Law-Law meteu a mão na cumbuca, cheio de bravatas como mostrou a imprensa na semana, se julgava intocável. Sabe porque? Pela corrupção. Mas o desgraçado dançou, se bem que tenho certeza por pouco tempo, já já seus advogados vão soltá-lo, estamos no Brasil.

    rnMas enquanto esse malandro passa alguns dias na cadeia, voltemos à realidade aqui embaixo.

    rnNa verdade o brasileiro está mesmo é sendo explorado pelo contrabando que chega em forma de quinquilharias e bugigangas que ele pode comprar e pagar, baratinho, baratinho.

    rnLá na China, terra de 1,3 bilhão de pessoas, a mão de obra é quase escrava, nada de direitos trabalhistas ou humanos, tudo é permitido, inclusive com a degradação da água, ar e terra.

    rnA China economicamente não é mais tão comunista assim, tanto que na relação dos bilionários do mundo já começam aparecer alguns chineses. Mas o regime é duríssimo. Sem contar que nas colônias distantes, ainda há extermínio de bebês do sexo feminino, jogados que são nos rios, denúncias constantes de ONGs européias e que o mundo faz questão de ignorar.

    rnAqui é essa bagunça, esse servilismo ao capital interno e externo, embora reconheçamos as liberdades estão plenas, até certo ponto, mas estão. É imprescindível a livre manifestação do pensamento, das idéias…

    rnMas lá do outro lado do mundo, pobre maioria chinesa não têm direito a nada, exceto alguns é claro, pois “todos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros”, como um dia escreveu George Orwell no livro “A Revolução dos Bichos”.

    rnPor tudo isso e outras coisinhas mais é que soa hiprocrisia esse ufanismo em torno das relações Brasil-China, até mesmo essa questão geopolítica apregoada para criação de um possível fortalecimento do tal eixo Sul-Sul.

    rnParece história em quadrinho, ficção, ou trata-se mesmo de ilusionismo. Afinal, antes de se colocar para o mundo, o Brasil tinha que ter mais seriedade interna, projetos sociais e econômicos, instituições funcionando, fim dessa bandalheira e de tanta corrupção.

    rnVamos ter que esperar muito, quem sabe só a próxima geração, mas vamos lá, repito, fazer nossa parte, mesmo que seja ela apenas criticando e colocando um pouco de idéias diferentes para você pensar.

    rnrnRuptura radicalrnrnO professor François Chenais concedeu entrevista e a Folha publicou segunda-feira, 31, defendendo manifestação revolucionária. O professor francês diz que o Brasil precisa de ruptura radical do atual sistema político-social-econômico.

    rnOs leitores da Folha reagiram contrários à entrevista, até porque essa pseudo classe média e a elite criticam os governos, reclamam, mas na hora ?H?, não querem arriscar nenhum centavo.

    rnNa realidade não há clima nem possibilidade à vista para romper com o sistema, mas que essa PeTezada liderada pelo Lula diz que ia mudar alguma merda isso prometeu, mas parece que só há mesmo moscas novas sobrevoando.

    rnFrançois Chenais tem idéias interessantes, me alinho com várias tendências de seu pensamento, principalmente sobre a necessidade de chegarmos a um sistema mais liberto de tudo que é de fora, até porque esse país rico desse jeito em recursos naturais e com seu potencial de tecnologia já pode muito bem melhorar a qualidade de vida de seu povo sem depender desse servilismo ao capital especulativo.

    rnRomper significa deixar de submeter-se a esse fantasma chamado mercado, mas que na realidade esconde os banqueiros internos e externos e megainvestidores que especulam em dólares contra os títulos da dívida pública.

    rnMas se você pensa que isso pode ocorrer tão facilmente, esqueça. Não há nem gente capaz para tanto, quem dirá com força para chegar ao poder para tamanha transformação.

    rnEntão, gente, o jeito é ir aguentando esses medíocres que perambulam por aí, mamando e roubando nas gordas tetas das Viúvas e surrupiando as burras dos municípios, Estados e União.

    rnrnGente importante

    rnrnRoberto Terraz, delegado de polícia, Seccional de Marília. Está em São Paulo fazendo curso para chegar à classe especial. É policial que orgulha a corporação, ético, justo, implacável no combate a quaisquer desvios internos. É obrigatório Marília reconhecer em Terraz o homem que resgatou aqui a credibilidade da Polícia Civil, fez uma limpeza, botou a casa em ordem. Profissional de resultados internos e externos, além de excelente amigo e dedicado pai de família. Nossa homenagem de hoje ao doutor Terraz. Parabéns.

    José Ursíliornrn