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1972 - rnO empresário Pedro Sola, ex-dirigente do MAC, lançado candidato rna prefeito poucos dias antes da eleição, faz uma campanha rnrelâmpago e vira prefeito de Marília.
Em campanha de 40 dias rne derrotou o engenheiro Armando Biava, que estava com a eleição rnaté então praticamente ganha. 1976 - rnCom apoio de Pedro Sola, Theobaldo Lyrio é eleito prefeito de Marília. 1977 – rnComeçam os mandatos. No poder, Theobaldo esquece Pedro Sola, afasta rno ex-prefeito do núcleo de decisões e esvazia sua influência rnpolítica. É tachado como traidor, encontra forte oposição rnna Câmara. 1978 – Afastado do governo e doente, Pedro Sola comete rnsuicídio na garagem do edifício em que morava. 1982 - rnCamarinha identificado com homem humilde em posses materiais, faz campanha rnde mobilete e vira líder da oposição e na onda de rndemocratização do país é eleito prefeito com rnmais votos que todos os outros candidatos.
A traição rna Pedro Sola deixa Theobaldo Lyrio sem força política, o rnque atinge seu candidato a sucessor, Pedro Pavão: ele perde a primeira rneleição para prefeito. 1986 – rnCamarinha, do PMDB, ganha destaque estadual ao apoiar a candidatura a rngovernador de Antonio Ermírio de Moraes, do PTB. Quércia, rndo PMDB, ganha e isola Camarinha. A cidade fica dois anos sem visitas rne sem programa de grandes obras do Estado, que faz apenas repasses essenciais.
Ex-aliados, os vereadores rnAldo Conelian, Avamor Berlanga Barbosa e Armando Raineri, eleitos juntos rncom Camarinha, tornam-se os principais líderes de oposição, rnconhecidos como "Trio Ternura". 1988 – Graças ao apoio de Camarinha, Domingos rnAlcalde é eleito prefeito. Slogan da campanha: "o que é rnbom vai continuar". Herval é eleito vice-prefeito e assume rna Emdurb. 1990 – rnCamarinha livra-se dos carimbos de irregularidades e improbilidade administrativa rnimpostos por Alcalde, ressurge e é eleito deputado estadual.
1991 – rnEstoura o escândalo da Indústria das Desapropriações. rnAlcalde e Herval são denunciados por golpes e ameaças para rnobter de forma ilegal grandes lotes de terras, em casos notabilizados rncomo Cascata e Scarpelli. 1992 – rnSalomão Aukar, que apesar de ser ex-secretário de Domingos rnAlcalde é candidato com discurso de oposição, faz rncampanha com apoio de Pedro Pavão e derrota Camarinha, numa eleição rnem que a cidade vota pela moralização de atos e costumes, rnembalada pela cassação do presidente Fernando Collor.
1994 – rnCamarinha é reeleito deputado estadual, Pavão perde reeleição rnpara o Congresso, depois de mandato tumultuado e notabilizado por gafes rne denúncia de ter vendido votação em CPI da Vasp, rnque investigava corrupção contra Orestes Quércia.
2000 – rnNa primeira campanha com possibilidade de reeleição, Camarinha rnvence disputa praticamente sem opositores na cidade. O único candidato rncontrário é Alonso Bezerra de Carvalho, do PT que faz 30% rndos votos válidos. 2002 – rnCamarinha lança o filho mais velho, Vinícius, ainda estudante rnde direito, como candidato a deputado estadual, afastando Zuza do grupo rnde apoio.
2004 – rnZuza é candidato a prefeito na maior frente de oposição rna Camarinha, que une também o apoio de Pedro Pavão, Theobaldo rnLyrio, Salomão Aukar, entre outros. |
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25 jul 2004 / Fique Ligado
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25 jul 2004 / Fique Ligado
Tanto o homem criado por Deus quanto o desenhado pela ciência tem em comum virtudes e defeitos, ambos antagonismos inerentes à personalidade, independente da sua época.
rnAcredito que o homem pré-histórico só diferencia-se do homem contemporâneo pelo desenvolvimento tecnológico. Mais absolutamente nada quando a análise se faz de sua personalidade.
rnO homem que um dia viveu em cavernas e hoje está no espaço comporta-se com as mesmas virtudes.
rnEle mantém sentimentos puros, busca felicidade, tem amor, é fraterno, convive com seus semelhantes, é solidário, respeita liberdades e direitos, enfim, tudo de bom e do bem.
rnMas igualmente tanto aquele das cavernas como o cosmopolita de São Paulo, Paris, Londres ou Nova Iorque, mata, rouba, mente, exerce desejo de vingança, faz de tudo para alcançar seus objetivos, é desprovido de mínimo de dignidade e ética.
rnDesde a pré-história até hoje os homens pouco evoluíram no comportamento. Infelizmente. Por sorte e satisfação da humanidade, os homens de bem são sim maioria, embora a vida moderna tenha afetado o comportamento de parte significativa de cidadãos.
rnIsso mesmo. A maldade sempre existiu, boa parte dos seres humanos sempre teve desvios e defeitos na formação da personalidade, mas parece que ficamos mais acessíveis ao mal que o bem.
rnA competitividade, o consumismo, a deformação de caráter parecem estar acentuando-se nesses tempos sem que haja perspectiva diferenciada.
rnDá-nos a impressão de que um dia o próprio homem vai acabar destruindo a si e ao seu meio.
rnO homem da pedra, os romanos, os saxônicos, saíam para conquistar terras, pilhavam riquezas. Hitler fez o holocausto na década de 40. Hoje Osama Bin Laden vinga-se matando inocentes e George Bush invade territórios como Afeganistão e, principalmente, Iraque, para saquear, subjulgar território e dominar ricas reservas de petróleo.
rnEsses são alguns homens extremamente perigosos para a humanidade. Mas embora a maioria dos seres são do bem, a situação pode ser crítica, pois basta um único sujeito do mal para risco de extermínio. Imagine.
rnDê poder a um homem e você realmente vai conhecê-lo. Geralmente até homens mais acessíveis ao bem acabam deformados no poder.
rnPoder de governantes então é uma lástima. Talvez a degradação mais acelerada da humanidade seja provocada pelo exemplo que os governantes vão deixando, em qualquer época, mais maléfica que benéfica.
rnPoucas sociedades têm conseguido reverter essa tendência. O mundo precisa procurar outras formas de sobrevivência, menos materialista, armamentista, capitalista, individualista…
rnHá que recuperar outros valores do bem, da solidariedade, igualdade, coletividade, ética, justiça, qualidade de vida, convivência pacífica e leal, o amor ao próximo…
rnrnrnLastimável sociedade de aparências
rnrnCapitalismo selvagem, consumismo exacerbado, comportamentos de aparências, crescimento insustentável, negócios voláteis, caixa da empresa a serviço da pessoa física, expectativas megalomaníacas…
rnEsses podem ser alguns dos principais problemas que levam à falência negócios e patrimônios pequenos e médios quando seus administradores extrapolam as boas técnicas.
rnA falência da empresa Ferrari, de material de construção, acaba de colocar em discussão não só a fragilidade de um negócio segmentado, ramo que aliás parece fadado ao desastre de tempos em tempos.
rnTanto é assim que na rota do descrédito a Ferrari já foi precedida por Rumonovo, Melhoramentos e Silva Tintas entre outras tantas. Isso sem contar construtoras que deixaram rastro de pessoas falando sozinhas.
rnLastimável é que essa gente vai à falência e leva ao desespero clientes que em alguns casos depositaram grande parte de suas economias às vezes apenas para comprar material para reforma ou construção de sua moradia.
rnBancos, fornecedores, fábricas, de uma forma ou de outra acabam se livrando de uma parte dos prejuízos, ou seus próprios custos já embutem situações de alto risco.
rnTem os canalhas, agiotas, vigaristas e farizeus, que fazem do dinheiro meio de vida para explorar com juros absurdos, esses sim que maravilha perderem…
rnMas e o sujeito desprotegido quase não tem a quem ou aonde recorrer, vai ficar a ver návios, até porque essa de entrar com ação civil na Justiça, é aquela morosidade desanimadora, enlouquecedora, sem contar que em muitos casos não dá para confiar nas sentenças.
rnTem casos de dificuldades consequência da economia, concorrência desleal, inadimplência, enfim riscos naturais de quaisquer negócios.
rnTudo bem. Mas, verdade seja dita, e aí entra o fato de Marília ser uma cidade média, as pessoas conhecem a história de crescimento dos negócios e patrimônios, pelo menos em parte.
rnAlguns negócios mostram às vezes despreparo do administrador. Exteriorizam e simulam aparências de grandezas sem as terem realmente.
rnPior ainda, essa exteriorização vai além da empresa, de onde começa a sair dinheiro do reinvestimento para a pessoa física.
rnComerciante, prestador de serviço, profissional liberal, pequeno empresário, em algumas situações, vêem o negócio prosperar e pronto.
rnComeçam a construir uma mansão, compram e reformam uma chácara, trocam o carro popular por importado, tiram férias em temporada para locais da moda, consomem um pouco de tudo que é modismo e dá status de novo rico.
rnEnquanto isso os negócios vão indo bem, muito obrigado. Ao custo da empresa são agregados os custos pessoais, da família, das excentricidades descabidas.
rnDe repente, numa crise externa ou do próprio setor, o administrador se vê descapitalizado, tem até recurso imobilizado, mas nada que possa lançar mão em caráter de urgência.
rnParêntese: tem mal intencionado que precipita o golpe, transfere patrimônio a parentes ou laranjas, esconde dinheiro e fica com a maior cara de pau ou foge para outra cidade.
rnPode começar aí início do fim. Faltou bom senso. Mostrou-se que aquilo que poderia ser bom negócio, vai virar pesadelo.
rnRepito: reflexo dessa sociedade de consumo, de aparências, geralmente podemos querer mais e mais sem medir limites.
rnPoderíamos até elencar quantas empresas em Marília foram e estão indo à bancarrota por despreparo circunstancial de donos e ou administradores. Afinal, quando o caixa da empresa confunde-se com o bolso do dono, nem banco sobreviveria, imagine empresas médias e pequenas.
rnNo dia a dia precisamos refletir sobre nossos negócios, nossa profissão, nossas necessidades reais de consumo, para depois não lamentarmos perdas irreparáveis para nós e, pior, reflexos para nossos semelhantes e terceiros.
rnConsumismo exagerado, status material e aparências, são comportamentos fugazes, que devem ser evitados e nada melhor analisar o que acontece com os outros, aprendermos o que é tudo de bom e evitarmos erros e fraquezas…
rnPau prá toda obra
rnO prefeito Camarinha tem usado panfleto semanário com publicidade paga pela Viúva para mandar recados para a CMN. O Diário obteve a confirmação e provas das insinuações do prefeito através de notinhas encomendadas. Camarinha deveria dedicar-se a administrar a cidade e moralizar não só seu comportamento, mas a coisa pública e seus negócios.
rnrnBeiram a debilidade os bajuladores de plantão no segundo andar da Prefeitura. Idiotas fizeram insinuações contra opiniões aqui sobre orçamento municipal, números que Camarinha, aliás, detesta que se divulgue, mas que não cabe a ele decidir o que vou ou não noticiar. É pior que absorvente e papel higiênico usados o que sai da boca e cabeça dos serviçais.
rnrnRealmente isso não vai acabar bem. Ninguém é dono de nada, ninguém é dono de ninguém. Ano eleitoral, fim de governo, desespero e despreparo, uso indevido de lacaios, a escória, a corja, está à solta. Só que essa gente está acostumada com omissão, medo, o que não é nosso caso. No fim, nem conviver dá mais. Para cada provocação, resposta à altura…
rnrnA campanha eleitoral em Marília está pobre nos sentidos figurado e literal. Nada de debates importantes, projetos que animem o cidadão comum. Nada de candidatos a prefeito estruturados, envolvidos com lideranças, com programas e causas defendidas por segmentos civis. Nos bastidores, apenas os grupetos à espera se sabe de quem e o quê…
rnrnOs candidatos a prefeito estão empacados justamente por falta de entusiasmado de grande parte dos próprios correligionários. Desconfiança e suspeição reinam em torno das candidaturas, todas parecendo extremamente voláteis e sem apelo popular. Reflexo de nomes forçados por interesses suspeitos, inexistindo entusiasmo por uma terceira via.
rnHá um fingimento generalizado. Os candidatos a prefeito esfriaram investimentos na campanha, abandonaram os candidatos a vereador à própria sorte, evitam enfiar a mão no bolso, querem baratear a campanha, deixar tudo para última hora. Já os candidatos a vereador vão procurando seu caminho, sem defender as opacas coligações para prefeito.
rnrnEnquanto isso, aqui embaixo, onde o cidadão comum vive seu difícil dia a dia, a rejeição contra os políticos é cada vez maior. Mesmo que a campanha deslanche quando setembro chegar, o voto de protesto deve vir em avalanche. Quanto mais figurinha repetida nas tetas gordas da Viúva, mais rejeição haverá. As figurinhas repetidas vão pro brejo.
rnrnBajuladores e oportunistas que levitam em torno das candidaturas a prefeito está batendo palmas enquanto os loucos dançam, alguns em cima de teto de zinco quente, como ironizam atrás das portas de gabinetes principalmente do segundo andar da Prefeitura. Não é para menos. Há clima de desconfiança, faltam compromissos e as panelinhas são sempre às mesmas…
rnrnO maior problema dos candidatos a prefeito seja de situação ou oposição é justamente as panelinhas que ficam com a fatia do bolo e nem migalhas estão mais sobrando. Desconfiados, candidatos a vereador pedem votos e deixam o eleitor à vontade em relação à escolha do prefeito. Isso agora que a campanha nem bem saiu às ruas. O que virá pode ser pior.
rnrnEm 2000, quando o quadro era outro e Camarinha estava no auge, concorrendo apenas com o petista Alonso, a Câmara tinha 21 vagas, apenas oito vereadores foram reeleitos: dois da oposição (Clóvis Mello e José Menezes); três da situação (Herval Seabra, Amadeu de Brito e Sidney Gobetti) e dois desvinculados (Walter Cavina e Carlos Bassan).
rnMais ou menos de acordo com o jogo de interesses, a maioria Câmara passou o mandato nas mãos do prefeito: 12 são de situação, 9 da oposição. O que vai sair das urnas eletrônicas de outubro de 2004 pode renovar ainda mais a Câmara, cortar a mamata de muita gente. Só com a redução de 21 para 13 vagas, um alívio para nossos ouvidos e bolsos…rn
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18 jul 2004 / Fique Ligado
Mais que criticar o administrador público, podemos e devemos vigiar onde estão gastando ou enterrando nosso dinheiro. Isso mesmo, nosso dinheiro, que invariavelmente não é bem aplicado, acaba sumindo no ralo da corrupção deslavada.
rnAgora que o Brasil vai trocar de prefeitos, trata-se de outro bom momento para cada cidadão fazer sua parte, hora de entidades e sociedades organizadas influenciarem o destino dos milhões, bilhões de reais que fazem parte da Viúva representada pelos cofres das Prefeituras.
rnA melhor saída para vigiar a aplicação dos recursos públicos seria através de conselhos municipais, democráticos, livres, escolhidos e saídos das comunidades, das associações as mais diversas e representativas.rnInfelizmente os conselhos hoje são de mentira, indicados, apadrinhados pelos próprios políticos, esses sempre suspeitos.
rnEstive em Cuba no ano passado, a ilha de Fidel Castro pode ter muitos problemas na forma de governo revolucionário e às vezes reacionário, mas verdade seja dita, lá os conselhos funcionam, influenciam, são mecanismos populares de decidir o que é melhor para o povo.
rnEssa PeTezada que está aí até tinha bom projeto de participação popular, orçamento participativo e outras iniciativas interessantes, mas a vaca foi pro brejo. Está claro que as mudanças fizeram parte muito da teoria, a prática tá igualzinha à dos antecessores.
rnBem, mas vamos nos restringir ao nosso quintal. Marília com pouco mais de 200.000 habitantes pode e deve discutir mais seus problemas e soluções e influir nos destinos do município.
rnO prefeito Abelardo Camarinha governou como um czar, fez em oito anos de administração tudo aquilo que estava na sua cabeça, fora pouquíssimas as decisões que saíram da própria comunidade, num debate mais amplo.rnO leite derramado, dona Odelina – minha mãe-, diz que não adianta chorar. Agora não podemos nos omitir e não adianta esperar primeiro ser eleito o próximo prefeito, para depois ficarmos no gabinete esperando sermos atendidos.
rnAliás, Deus me livre de porta de gabinete, hoje geralmente lotado de desocupados, gente de interesses escusos, as mesmas caras, os mesmos objetivos, poucos são aqueles de comunidades, de pedidos coletivos, de boas intenções.
rnCada segmento, as associações de bairros, as entidades de classes como comerciantes, empresários, prestadores de serviços, profissionais liberais, os rotarys, as ONGs, enfim aqueles que têm representatividade devem forçar elaboração de propostas por escrito, às vezes até registradas em cartório.rnHá tempo de sobra para que possamos fazer os candidatos a prefeito assumirem compromissos caso sejam eleitos. E também devemos escolher vereadores que possam realmente cumprir seu papel.
rnAliás, esses vereadores que forem eleitos, agora apenas 13, devem ser cobrados por uma postura diferente, representativa, não esses mentirinhas, usurpadores, até medíocres, que só apresentam requerimentos e indicações ridículas, de bico de luz, capinação de terreno, sei lá que outra balhofa, coisa de tantã ou outra classificação do gênero.
rnRepito, a cidade parece continuar parada, incrédula, dividida política e partidariamente entre ser contra ou favor de Camarinha, o que é lamentável sob todos os aspectos.
rnDos sete candidatos que se predispõem a disputar o segundo andar da Prefeitura e administrar o município por quatro anos, na realidade, apenas cinco têm eventuais condições de vencer: Alonso Bezerra (PT); Domingos Alcalde (PRTB); Joseph Zuza (PRP); Mário Bulgarelli (PSDB) e Marcos Rezende (PFL).rnSão esses senhores que devem assumir compromissos com a comunidade, afinal, gostemos ou não um deles vai colocar as mãos nas chaves e canetas que abrem os milionários cofres da Viúva da Prefeitura.
rnAh, nada contra qualquer um deles, mas que a cidade merecia um quadro melhor, isso você concorda, não? Mas, também somos culpados pelo desastre.
rnDe qualquer forma, essa gente até agora não disse ao que veio, está dormindo em berço explendido, atraindo grupos e interesses quepouco significam para a cidade.
rnAté agora todos os candidatos apenas mostraram vontade simples de ser prefeito, movidos por seus interesses pessoais e turbinados por seus seguidores. Nada d e bom vi até este instante, como você leitor-eleitor.rnEntão, vamos nos mexer, cobrar posições, fazer com que eles assumam compromissos, mesmo que saibamos os promessinhas vão tentar escapar, ludibriar, dar o drible da vaca e na hora “H” vão apenas se locupletar com as gordas e fogosas tetas da mamata nacional.
rnrnPrefeito de R$ 750 milhões
rnrnVocê imaginou um único homem botando a mão na caneta para administrar mais de R$ 750 milhões? Pois é, o próximo prefeito, seja ele Alonso, Alcalde, Bulgarelli, Rezende ou Zuza, vai ter essa responsabilidade, esse direito, esse benefício, essa facilidade.
rnPode acreditar, não tem nenhum problema em administrar uma cidade, não é negócio ruim para ninguém, exceto na maioria das vezes e em muitos casos para o próprio contribuinte, munícipe, cidadão comum e de bem.
rnQualquer sujeito, por mais desinformado que seja, sabe que é bom ser prefeito, aliás ser político eleito ou indicado para os cargos de confiança que sobram na estrutura administrativa, vai muito além dos salários que se recebe mensalmente.
rnNão há mais que 5% de políticos, os tais homens públicos, que possam ser considerados de classe pobre. 95 por cento são ricos, alguns claro por conta de seus negócios, empresas, sei lá o quê. Mas o bom mesmo é ser eleito prefeito, por exemplo.
rnClaro, tem os benefícios diretos e os indiretos, esses sim às vezes vergonhosos, tamanha é a voracidade. É para tentar resguardar os cofres da Viúva que devemos nos mobilizar.
rnTemos que influir mais no destino do nosso dinheiro, onde é aplicado, se essa ou aquela obra ou serviço são prioritários. É montanha de dinheiro incalculável para ser destinada apenas a bel prazer dos políticos de plantão.rnClaro, as leis, os entraves criados ao longo dos últimos 10 anos e principalmente com a Constituição Federal de 1988 melhoraram a baderna nacional que era lidar com dinheiro público.
rnO Ministério Público está mais vigilante – parêntese, aqueles promotores isentos. Mas os vícios já existem e arraigaram-se, é preciso o cidadão comum ficar mais vigilante, deixar de ser usado como massa de manobra só na campanha eleitoral.
rnA lei de responsabilidade fiscal é talvez a melhor de todas as legislações, obriga o sujeito a gastar aquilo que arrecada e se terminar o mandato e não deixar em caixa tudo que foi empenhado, responde legalmente e ainda corre o risco de ficar inelegível.
rnIsso tudo sempre nunca esquecendo do agravos e embargos e outras tantas maracutaias jurídicas que podem retardar os processos.rnPrecisamos moralizar, dar perfil mais ético, não só agora, mas em todos os momentos, na continuidade do dia-a-dia da cidade e por isso que esse é um instante importante de reflexão.
rnCamarinha está encerrando seus oito anos de governo em dezembro deste ano depois de administrar a bagatela de quase R$ 1.000.000.000,00, isso mesmo quase um bilhão de reais.
rnPara ser mais metódico e exato, tive o capricho de levantar os números, só do orçamento da Prefeitura, sem contar o Daem, Emdurb e Codemar, que fazem parte do orçamento municipal da estrutura indireta.
rnBem, caso mantenha até 31 de dezembro o orçamento projetado de R$ 152.200.000,00, em oito anos, o valor chegou a exatos R$ 942.539.257,49.rnMais impressionante ainda é que quando Camarinha assumiu, o orçamento de 1997 foi de R$ 54.819.608,71. Para 2004, fechando em R$ 152 milhões, os cofres da Viúva terão registrado um salto de 177%, isso mesmo cento e setenta e sete por cento de aumento.
rnPulo impressionante deu o orçamento de 97 a 98 e 98 a 99, de 36% cada exercício.
rnEntre pessoal e encargos, que aliás de 1997 para 2004 a Prefeitura passou de 3.040 para 4.450 funcionários, a cidade gasta média de 42%, que não é nenhuma aberração e está muito aquém dos limites permitidos.rnClaro, fora a cesta básica que o funcionalismo recebe, que em 2004 vai consumir quase R$ 4.000.000,00.
rnAgora um capítulo à parte é a Unimed, o plano de saúde sem concorrência pública – esquisito -, que acaba beneficiando de forma justa o funcionalismo, mas que carrega dos cofres (melhor, do seu bolso, meu amigo leitor-eleitor); a quantia de mais de R$ 1.385.000,00 anualmente. Isso mesmo, quase um milhão e quatrocentos mil reais.
rnAgora, Camarinha ainda terá para gastar uma parte dos R$ 47 milhões financiados pelo BNDES para tratar do esgoto. O próximo prefeito gasta o restante, não se sabe quanto.
rnNem ganhar na loteria todo ano talvez seja tão bom negócio quanto ser prefeito. É por isso que Alonso, Alcalde, Bulgarelli e Rezende, talvez estejam tão interessados? Não, não, eles querem é trabalhar por Marília, pelo bem coletivo?rnBom, vá refletindo e qualquer que seja sua dúvida, fique sempre com os dois pés atrás e procure se informar, participe.
rnAfinal, um deles vai gerir os destinos da cidade por quatro anos e a bolada que estará em jogo começa com no mínimo 165 milhões em 2005 e vai terminar com pelo menos 230 milhões em 2008.
rnrnPau prá toda obra
rnrnSe o orçamento municipal terminar o exercício de 2004 em R$ 152.000.000,00, a mamata dos 21 vereadores de Marília vai ter custado ao nosso bolso pelo menos R$ 10 milhões. Ainda bem que quase 40% dessa gente vai voltar pra casa, ao trabalho. É muito dinheiro desperdiçado com gente inútil e despreparada.
rnrnTem vereadores que estão incomodados com o que escrevo nessa coluna, mas claro não podem e não vão fazer nada. Sugestão: porque não aproveitam o tempo para produzir algo de verdadeiramente útil à coletividade. Cada um que vista a carapuça que quiser, o certo é que chega de hipocrisia, senhores…
rnrnCriou-se nos bastidores da política um quadro tão medíocre de dizer que a situação econômica está difícil, que esse ou aquele não tem dinheiro nem para pagar escola dos filhos, enquanto as burras nunca estiveram tão cheias. Ora, a vergonha do dinheiro é tão grande que só está confirmando-se as suspeitas da origem.
rnrnCharlatões e estelionatários pendurados nos corredores da Prefeitura e da Câmara continuam atrás de cambalachos e de roubalheira. Estão bisbilhotando minha vida, fazendo insinuações, como se isso fosse mudar uma única letra do que escrevo ou vou escrever. Nada devo aos cafajestes que não assumem e vivem atrás de portas e anonimato. Lixos…
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11 jul 2004 / Fique Ligado
Mesmo parecendo chulo, nunca é demais repetir que cadeia no Brasil sempre foi só para preto, pobre e puta – essas nem existem mais, hoje ganharam status de garotas de programas, profissionais do sexo, algumas mais ajeitadinhas notabilizam-se como modelo.
rnNão é possível julgar o todo pela parte. Óbvio. Mas essa tal impunidade tão dita e redita só existe na prática para bandidos endinheirados, essencialmente do colarinho branco, gravatinha, carros importados e dinheiro escuso à granel.rnTá uma discussão ferrada, mídia abrindo debate, revistas Veja e Época trouxeram semana passada reportagens especiais sobre impunidade e corrupção.
rnAs revistas debatem essencialmente a roubalheira desmascarada em rumorosos casos nacionais. Dinheiro da Viúva indo pelo ralo com pouquíssimos palermas ficando mais que 10, 15 dias na cadeia.
rnEmbargos e agravos, os benefícios da lei aos corruptos, o rigor contra a Viúva, essa que parece ter sido roubada por deixar os cofres abertos, à mercê dos larápios de plantão.
rnEsse é um dos lados. A gentalha nunca é pega, mesmo que a boca estivesse na botija. Basta contratar juristas de renome, arranjar um bom contrato que já inclua gás para o propinoduto em todos os poderes.
rnMilhares, depois milhões, hoje já tem caso de desvio de bilhões como são dos vampiros da saúde e da inacreditável lavanderia do Banestado.
rnGangsters de todos tipos e matizes. Os próprios políticos investidos de cargos públicos, asseclas, coadjuvantes a serviço do cambalacho.
rnMuitobem. Fora essa gente, mas e os bandidos que armam e participam dos esquemas, os vencedores de parte de licitações e concorrências viciadas e marcadas pelo superfaturamento? Esses nunca aparecem, quase que não existem, ninguém cita, ninguém sabe, ninguém investiga, ninguém teve condenação mínima, quem dirá alguém ir um dia prá cadeia.
rnMas e o Judiciário, essas instituições estaduais, federais, em primeira, segunda e últimas instâncias, abarrotadas de processos, ações, intermináveis disputas judiciais que a pouquíssimo resultado chegam?
rnDaí nós entendermos como o cidadão comum chegou a tamanho descrédito, incrédulo contra todo e qualquer poder e similares.
rnNão consigo vislumbrar um quadro melhor, mesmo que ainda se leve em consideração conquistas depois da Constituição de 1988, das lutas e avanços pelas liberdades e direitos, etc e tal.
rnTudo coisinhas pontuais aqui e acolá. Os salafrários desfilam escudados pela dinheirama que roubaram, desviaram e ou cataram em vantagens e nós aqui embaixo não temos como espernear, nem mesmo esse direito milenar.
rnAcho até interessante a mídia nacional, até mesmo esse ilustre desconhecido aqui, ficar batendo na mesma tecla, mas verdade, reconheço, trata-se de um grão de areia que cai no mar da corrupção, extorsão e outros bichos mais.rnAfinal, dá para acreditar em algum desses picaretas que fazem nossas leis? Não.
rnrnFechem as postas do bordel
rnrnTá uma correria no Legislativo brasileiro – deputados, senadores, ex e atuais governantes – para votar a reforma do Judiciário, primeiro passo dado quarta-feira e que, tudo indica, vai terminar quando agosto vier.
rnPor trás da malfadada e malfeita reforma do Judiciário pode a situação piorar ainda mais. Por ocorrência, graça e falência generalizada do mínimo de caráter de cidadãos que ocupam cargos políticos, agentes públicos e mesmo do próprio Judiciário, dos Ministérios Públicos e Polícias.
rnPrimeiro, o que vem aí é mais um salve-se quem puder, cada segmento se resguardando, pouco defendendo os interesses nacionais, coletivos, dos cidadãos, da sociedade civil.
rnIsso é fato. O lenga-lenga dos discursinhos, pode apostar, não passa de palhaçada – repito – sempre salvo raríssimas exceções.
rnAs medidas que vão surgir em lei, emendas constitucionais, até mesmo em julgamentos do STF (Supremo Tribunal Federal); só vão reafirmar ainda mais a esfacelada estrutura de investigação e procedimentos processuais do país.rnA reforma do Judiciário vem com pérolas, escreveu Rogério Martinez na quinta-feira, como a súmula vinculante – uma decisão do STF deve ser obrigatoriamente seguida por todos os juízes do país.
rnO glorioso STF, de novo como diz Martinez (agora meio defensor do Direito por estar fazendo a faculdade); cheio dos sábios saídos das catacumbas da política partidária e ou nomeados por mandatários de plantão.
rnBem, outras medidas vêm aí, como a lei da mordaça, o foro privilegiado para ex-autoridades, o fim da lei da improbidade para políticos e a defesa prévia para ações de improbidade ou lei da morosidade, ironicamente pré-batizada.
rnObra e desgraça dos políticos legislando em causa própria? Sim. Mas incompetência das estruturas carcomidas do próprio Judiciário, da atuação do Ministério Público e das polícias.
rnPrimeiro tá essa discussão sobre investigação e limites para atuação do MP. O MP é culpado, porque vacilou, omitiu-se, fingiu que nada acontecia ao longo dos últimos anos em relação à atuação das polícias.
rnPolícia no Brasil é sinônimo de desconfiança, suspeita, corrupção, extorsão, abusos, exercícios discricionários. Tudo porque os promotores igualmente não fizeram seu trabalho, que deveria também manter fiscalização, medidas saneadores dessa instituição.
rnAgora ao invés de termos boas polícias, temos só suspeitas e o MP tem que investigar, sair da posição de promover a Justiça, vigiar o cumprimento da legalidade das coisas de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro. rnMas esse mesmo MP está na mira dos políticos e das próprias polícias e advogados renomados e juristas. Sabe por quê? Problemas de vazamentos de informações sigilosas, atuações partidárias e deslizes históricos.
rnExemplo ocorreu em 2001, quando o procurador da República Luiz Francisco de Souza foi acusado de agir com má-fé ao incluir o CPF de um adversário no pedido de quebra de sigilo fiscal e bancário de um caso que investigava. Luiz Francisco pediu desculpas e alegou erro material.
rnNo caso de Marília há uma guerra declarada de quase oito anos entre o prefeito Abelardo Camarinha e o promotor Washington Lincoln de Assis, com processos e ações de ambos os lados.
rnO promotor fez da sua atuação, que deveria ser isenta, investigativa, uma questão pessoal deliberada, tanto assim que sentença judicial já o colocou sob suspeição.
rnNão é por menos. O promotor tem investigações abertas até com base em charlatões, estelionatários, imbecís que vivem de esqueminhas escusos e cartas anônimas. Logo, elefante em areia movediça, firme como geléia. rnNão que Camarinha possa ser santificado ou coisa do gênero, muito pelo contrário, mas quando quem investiga vira suspeito, dá-se a impressão que o acusado ganha quase um salvo conduto.
rnMas esse é s um parêntese, não é esse o assunto de agora.rnDefendo como qualquer cidadão de bem que o Ministério Público que tem atuações memoráveis e deve continuar contando com legitimidade, inviolabilidade e inamovibilidade de seus membros.
rnMas é preciso colocar sim limites, evitar tantos deslizes, tanta partidarização e, muito mais importante, tanta adjetivação e agora vou defender minha vivência nesse mundinho jurídico.
rnPolítico faz o que bem entende, rouba, ameaça, xinga, mente, mas o jornalista que atrever-se a criticá-lo, vai pagar caro. Criaram uma indústria de indenizações e ações penais para inibir a crítica.
rnÉ direito do sujeito defender-se quando sentir-se caluniado ou coisa do gênero, mas o tal Ministério Público tratar o jornalista como quadrilheiro, bandido, malfeitor é inadmissível. Abuso absurdo.
rnSituações gritantes no nosso caso, só para mostrar o quanto essa gente exagera e às vezes até persegue não se sabe a serviço de quem e sob quais interesses, num caso meu, uma procuradora chegou a fazer minha defesa oral no Tribunal de Alçada Criminal.
rnVou repetir. Em Marília fui condenado pelo juiz, o promotor disse gatos e sapatos e ao recorrer, tudo que foi feito aqui foi para o lixo, foi consertado para garantir as liberdades mínimas de expressão, pensamento…
rnOra, como formador de opinião acabo evitando deixar minha reação contaminada contra injustiça de onde deveria sair promoção da justiça, mas que é situação absurda, você também deve concordar.
rnNão sou nenhum outro santo, óbvio, erro, cometo exageros, mas daí admitir adjetivação desproporcional, isso não. Tanto assim que no meu caso, com mais de 60 processos em 25 anos de profissão, todas as vezes que fui condenado em primeira instância, a sentença acabou reformada.
rnDois únicos casos em que já cumpri decisão, com sentença transitada em julgado, repito única e exclusivamente por fazer críticas, denúncias de desmandos e disso não abro mão, mesmo que um dia eu me junte aos pretos e pobres de alguma penitenciária.
rnAh, uma vantagem se isso ocorrer, se tem uma atividade que dá para exercer de dentro da cadeia – e vou fazê-lo – é de jornalista, garanto que terei até mais liberdades e leitores…
rnPor todas essas circunstâncias é que às vezes ninguém consegue acreditar nas instituições e não apenas naquelas partidarizadas e olha que a imprensa felizmente está entre as que mais têm credibilidade.
rnDá-se a impressão que o negócio seria fechar o bordel temporariamente para balanço, dar jeito de começar tudo de novo.
rnSou defensor do poder popular, de conselhos comunitários, de conselho de notáveis, sei lá que formato esses mecanismos poderiam ser criados e formados, mas pelo menos estariam isentos e mais eficientes.
rnNão podem só os malditos políticos continuarem fazendo leis, assim como promotores de justiça e policiais não podem agir a bel prazer e sem limites e o Judiciário tem sim que ter controle externo.
rnEm resumo e vamos voltar ao longo tema, sou mais desanimado que a maioria. Cético, acredito tudo que se convenciona sai da cabeça vazia do homem e cada dia acredito menos nele.
rnOu filosofia à parte, como alerta de novo Rogério, fico com os filósofos gregos Pirro e Sexto Empírico, que negavam a possibilidade de uma verdade absoluta, certa e imutável. Ou seja, tudo parece ser, nada é certo e, logo, o que existe é o que parece ser, não vá acreditando no que ouve por aí.
rnrnMatheus agradece
rnrnMatheus passou sete dias internado, com pneumonia. Está se recuperando, em casa, para felicidade minha e de Cássia. Susto sem precedentes. Mas tanta gente pediu a Deus seu restabelecimento, fez pensamento positivo, que, graças, tudo está superado. Graças ainda ao Dr. George Luiz Thomé, pediatra de todas as horas, competente, amigo, gente como a gente. Pessoal, especialmente enfermeiros da Santa Casa, Matheus agradece tratamento.
Atendimento dos drs. José de Freitas Guimarães Neto, cirurgião pediatra, e Eduardo Akouri, radiologista, obrigado pela dedicação e carinho, que vão além do profissionalismo. Agradecemos conforto e solidariedade de tantos amigos.
rnrnGente importante
rnrnMulher brilhante, benquista e dedicada às causas sociais. Maria Lygia de Oliveira Belluci, 72, está em Marília há 50 anos, viúva do dr. Thimo Bruno Belluci, com quem teve quatro filhos – Sérgio, Tânia, Sandra e Cláudio. Tem dez netos, Dante, Paulo, André, Alexandre, Renata, Tiago, Ana Lígia, Caetano, Fábio e Luiza. Professora aposentada de música, Lygia Belluci, passa quase todo tempo na Maternidade Gota de Leite onde é vice-presidente. Dedicadíssima, ela é orgulho de Marília, gente importante, que deve ser lembrada todo dia, que merece homenagens. Parabéns pelo trabalho na Maternidade e por essa devoção às causas nobres da cidade. Dona Lygia é nossa homenageada de hoje.
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05 jul 2004 / Fique Ligado
ERRAMOS
rnrnDiferente do publicado pela coluna José Ursílio no Diário ontem, a pesquisa do Instituto Realidade aponta candidato Marcos Rezende (PFL); com 4,9% das intenções e Alonso Bezerra (PT); com 5,9%. O candidato Domingos Alcalde (PRTB) que ficou em terceiro lugar, com média entre 12% e às vezes, mais de 20%.
rnrnrnAntes de mais nada, gostaria que você pensasse em uma geladeira com motor queimado, num fogão velho sem botijão de gás, numa cadeira com perna quebrada, num colchão com molas quebradas, num televisor com tubo queimado, numa xícara sem asa, numa torneira sem água, num seguro de vida sem prestações pagas…
rnIsso mesmo, pensou. Tudo isso serve para alguma coisa? Não. Apenas sucata, atrapalha e ocupa espaços, incomoda, dá prejuízos. Até pode sim ter tido alguma utilidade, claro, em algum momento, mas coisa inútil a gente tem que se livrar.
rnMuito bem. Mas você não tem nada disso te atrapalhando. Ah, mas você tem motivos de sobra para comemorar a semana que passou.rnLeitor-eleitor, cidadão comum, gente do bem. Há tempos não via tanta gente feliz como terça-feira passada.
rnToda essa coisa imprestável que acabei de citar é como um vereador, seja em Marília, numa megalópole ou nos cafundós do judas.
rnQue beleza. Só em Marília vamos mandar às favas oito usurpadores das gordas tetas da Viúva Legislativa.
rnPare. Antes de continuarmos. Você se lembra pelo menos de quem é mesmo vereador em Marília? Alguns? Ah, bom.
rnAgora, um pouco mais difícil| você se lembra de alguma ação, projeto, requerimento que tenha feito, com efeito comunitário, coletivo, para bem de seu bairro ou sei lá o quê? Não, certo?
rnLembra algum projeto, serviço ou idéia do vereador em que votou? Recebeu dele quantas visitas, contatos, apertos de mão ou coisa assim depois que ele foi eleito e empossado?
rnPois é. Dos 21 vereadores que passaram os últimos quase quatro anos belos e folgados em Marília, 8 deles vão voltar para roça, como diz a ironia popular. Que maravilha.
rnMenos mamata, menos dinheiro desperdiçado com patifaria.
rnUns são omissos, outros despreparados, alguns oportunistas, hipócritas, e assim por diante. Tem sim lá um outro que até se salva, claro, mas deixo para você ficar neste seu domingo fazendo uma análise dessa gente.
rnBla-bla-blá, nhe-nhe-nhém, falso moralismo, gente que nada produziu exceto ficar atrás de algumas migalhas, mixarias ou no extremo bando sem propósito e de forma destemperada e sem nenhum resultado prático.
rnQue maravilha. A Câmara de Marília vai economizar mais de 2,5 milhões de reais nos próximos quatro anos.
rnNão vão sair do seu bolso oito salários de quase R$ 4,5 mil, dois assessores (aspones); despesas com correspondências, material de escritório, telefones. Enfim, aquele desperdício todo enquanto você leitor-eleitor nada recebe de benefício.
rnEssa pilantropia institucionalizada e disfarçada de Legislativo precisa ser banida. Não quero aqui defender o anarquismo, achar que deveríamos mesmo é acabar com esse parlamento inoperante.
rnMas, que 13 vereadores tá bom demais pelo que o modelo de democracia e o tamanho da comunidade necessita, pode ter certeza que é mais que suficiente. O risco, claro, é o leitor-eleitor concluir que depois da votação de três de outubro, os 13 eleitos serão na maioria, da mesma laia e perfil que na atualidade usurpa dos cofres da Viúva.
rnSe bem que os eleitos vão tentar deitar e rolar se não forem efetivamente fiscalizados, o que vejo como utopia, porque a maioria não quer nem saber dessa gente política.
rnAh, lembrei de outras barbaridades. Quem tem um pouquinho de cérebro, lê o que se aprova na Câmara, fica abismado com o despreparo, omissão ou fingimento que está tudo certo.
rnÉ um analfabetismo funcional de dar vergonha. Uns podem até saber o que está acontecendo, mas melzinho na boca e ficam quietinhos. A maioria, medíocre, tão espertos que se acham, nem souberam ler o que estava escrito naquilo que aprovaram sem uma única palavra, questionamento.
rnBarbaridade. E pior tem uns ainda que se auto-intitulam oposição, conhecedores de esquemas. Parte deles não passa de lenda, folclore, existem só no próprio imaginário.
rnO pateta, o parasita, o patife, o tagarela, o gatuno, o larápio, o inocente, o omisso, o oportunista, o enganador, o medíocre… Você seria capaz de fazer uma lista de personagens e identificá-los de acordo com o desempenho de cada vereador que você pode conhecer?
rnNão? Sim? Não tem importância, deixa isso prá lá. Vamos só comemorar. Quase por acidente, porque o Senado Federal bobeou, o certo é que vai valer o que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou: corte radical no número de vereadores no país.
rnrnCadê a polícia?
rnrnAlgumas cidades como São José do Rio Preto até estão conseguindo senão controlar pelo menos minimizar a gatunagem com as malditas caça níqueis espalhadas pelos bares dos bairros mais pobres da cidades.
rnMuito bem. Mas vamos defender nosso quintal como diz o Zé Ninguém. Será que as polícias Civil e Federal, o Ministério Púiblico Estadual e Federal, não têm lá um tempinho para dedicarem-se a essa negócio escuso, essa roubalheira das moedinhas dos pobres?
rnGente, é a maior vigarisse essas máquinas, a ludibriar os menos avisados, os mais desesperados.
rnPai, mãe, filho, jovem, adolescente e até crianças deixam de comprar litro de leite, quilo de linguiça, 10 pãezinhos, pacotinho de bolacha, para enfiar nas máquinas da ilusão suas moedinhas.
rnEnquanto isso, dois ou três barões da exploração da boa fé ou inocência alheia enriquecem, ficam no melhor dos mundos às custas de uma falcatrua sorrateira e perniciosa.
rnOs donos dessas parafernálias de ludibriar o povo nada produzem, nada pagam de impostos, a ninguém ajudam exceto a si próprios.
rnIsso tudo sem contar o caminho da extorsão, da compra de proteção de um negócio que é escuso.
rnEntão, para que cesse a desconfiança, que se dê transparência e reação contra mais essa gatunagem.
rnrnMaleta de US$ 30.000
rnrnA espionagem clandestina a bisbilhotar vida alheia parece que está mesmo na mira das polícias. A parafernália ilegal que serviria para escutar até cem linhas telefônicas custaria média de US$ 30.000.
rnVagabundos de plantão, covardes por natureza, esse lixo de gente tenta esparramar terrorismo para obter vantagens escusas, extorsão, blefes políticos e, mais repugnante, atingir família, geralmente mulher e filhos.rnQue santo ninguém é, sabemos, não me venham com hipocrisias baratas. Mas esses miseráveis que perambulam na penumbra da maldade, escondidos atrás de servicinhos de patife devem ser caçados a qualquer custo.
rnGostaria de ter única pista sobre essas escutas, esses serviços, faria sem qualquer medo denúncia às devidas instâncias.
rnQue a espionagem sempre existiu e existe, até em disputa de mercado, a gente até sabe. Mas do jeito que esses desqualificados, esses bandidos e quadrilheiros estão fazendo, é preciso que um dia sejam devidamente identificados.
rnGente canalha, a corja pode meter medo ou ameaçar apenas alguns menos avisados, mas se você que é do bem, se souber de alguma informação, faça sua parte, denuncie.
rnrnPau pra toda obra
rnrnEstá registrada na Justiça Eleitoral de Marília desde 21 de junho primeira pesquisa sobre disputa da Prefeitura em três de outubro. À disposição de quem quiser, o levantamento é do Instituto Realidade, de Presidente Prudente, mas foi feito antes das convenções, com muitas simulações furadas e longe do quadro que acabou definido.
rnrnDe qualquer forma, os números das pesquisas fazem algumas revelações de reações parciais do eleitor. Pelos números, a disputa parece que vai ser mesmo embolada entre os candidatos Joseph Zuza (PRP) e Mário Bulgarelli (PSDB). Zuza estaria na frente com 34% das intenções, contra 32% de Bulgarelli, numa simulação com apenas quatro candidatos.
rnrnSegundo o Instituto Realidade, nessa simulação os dois primeiros estariam concorrendo apenas com Marcos Rezende (PFL); que teria ficado com 4,9% das intenções e Alonso Bezerra (PT); com 5,9%. Brancos e indecisos somariam 23%. Mas, repito, um quadro bem diferente acabou saindo das convenções, o que fatalmente prejudica os números do instituto.
rnrnNuma simulação com diversos candidatos, Zuza e Bulgarelli mantêm posição idêntica com variação entre 26% a 30%, depende de região, sexo, renda e idade, revezando-se em primeiro e segundo lugares. A surpresa fica por conta do desempenho do ex-prefefeito Domingos Alcalde (PRTB) que ficou em terceiro lugar, com média entre 12% e às vezes, mais de 20%.
rnrnA continuar o quadro delineado pela pesquisa e pelas próprias avaliações dos meios políticos, a surpresa negativa vai ser o PT, único que disputou em 2000 a eleição com o prefeito Abelardo Camarinha, mas que nada agregou, nada compôs e fica na lanterninha. Aliás, só agregou o PCdoB de Sidney Gobetti, ex-aliado de 20 anos do próprio Camarinha.
rnrnPedro Pavão (PP) decidiu abandonar disputa até mesmo a vereador depois de até ter sonhado em concorrer à Prefeitura. Tem razão em deixar a disputa. Em todas simulações da pesquisa do Instituto Realidade, além de ter desempenho medíocre, é o político mais rejeitado da cidade, um recordista quando eleitor responde em quem nunca votaria.
rnrnA figurinha mais repetida da política nos últimos 25 anos, o prefeito Abelardo Camarinha, pode continuar desfilando a bel prazer. Segundo a pesquisa do Realidade, Camarinha vai terminando seu governo com avaliação arrasadora. Entre ótimo, bom e regular em todas as simulações tem mais de 70% de aprovação. Em nenhuma teve mais de 20% de ruim e péssimo.
rnrnE Camarinha vai tentar mais que rir à toa. Lógico, mais aliás do que ser apenas o maior e mais influente cabo eleitoral de Mário Bulgarelli, deve centrar sua atuação no ataque e o principal concorrente, Joseph Zuza, que se prepare, óbvio. Agora, também vai ter fogo cruzado, palanque das oposições e parece que o pau vai ser grande. Cobras e lagartos vêm aí.






