• 28 nov 2004 /  Fique Ligado

    Algo de salutar

    rnSe há algo de salutar em meio a tanta baboseiras que rondam o processo eleitoral dessa cidade é a denúncia de compra de votos materializadaem investigaçãopela Polícia Federal acompanha pelo Ministério Público e Judiciário. Qualquer cidadão de bem sabe que foi deslavada a compra de votos nessas eleições.


    Pena máxima

    rnSó Polícia Federal, Ministério Público e Poder Judiciário podem salvar minimamente a aura de suspeição que tomou conta da cidade em relação à eleição. Até agora há uma nuvem preta até desproporcional em relação a erros pontuais em procedimentos, que não acredito de forma alguma sejam propositais ou fraudulentos como quer fazer crer quem perdeu (a oposição); um direito legitimo de questionar.

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    Compraram muitos

    rnO que houve nessa eleição foi uma compra e venda de votos nojenta, o poder econômico falou alto, definiu a eleição sim aos olhos de todos. Agora se há um crime de difícil comprovação é esse, mas pelo menos que haja exemplos. Desde já afirmo que sou cético quanto ao resultado. O importante é que a investigação e processo provoquem o debate e afastem esse sentimento de que é uma terra de ninguém e lei só para uns poucos pobres, pretos e prostitutas.


    Casos gritantes

    rnA denúncia investigada pela Polícia Federala pedido do MP e da Justiça Eleitoral tinge dois daqueles que as ruas têm como maiores suspeitos – Hely Bíscaro e Luiz Coneglian, o Luizão. Foi uma aberração a estrutura e forma de campanha de ambos e são a expressão acabada de que o atual sistema eleitoral precisa ser modificado, sem muita chance de melhorar até porque são os políticos que deveriam mudar esse lixo de legislação.


    Passado condena

    rnNão por acaso, todo mundo conhece a ficha corrida de Hely Bíscaro. Luizão esteve durante todo tempo ligado à administração Camarinha e construiu uma rede de açougues na cidade, coincidentemente tendo se transformado no maior fornecedor de carnes para a terceirizada cozinha piloto da Prefeitura.

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    Terceiro mandato

    rnFalta quase nada para definir por completo o secretariado da futura administração. Cores, nomes, vontades e perfil essencialmente da escola abelardiana. No início da administração Mário Bulgareli, Abelardo Camarinha não será um fantasma a rondar o gabinete do segundo andar. Estará com mãos e olhos em todos os cantos em que pese a legaldade parcialmente que os assessores terão que ter para com Bulgareli.

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    Tudo definido

    rnArticulações de bastidores, mínimo reconhecimento e influência de terceiro, peso prepoderante de Camarinha e a participação de Bulgareli e Luiz Nardi praticamente definiram todos os secretários que devem ser anunciados dentro de 10 dias no máximo. Estão todos com a chuteira na mão embora ninguém queira falar sobre o assunto.

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    O triunvirato

    rnQue ninguém duvide e quem apostar ganha. 2005 será de administração diferente em Marília e não se trata de quaisquer mudanças radicais. O que muda é que apesar de todo poder e influência abelardiana em tudo. a caneta e o cofre da Viúva estarão nas mãos de Mário Bulgareli. Mesmo assim, será um governo a seis mãos e olhos, do triunvirato Camarinha-Bulgareli-Nardi.


    Sem destaques

    rnO prefeito eleito Mário Bulgareli reelegeu-se vereador em 1996, depois de ter passado quatro anos como aliado de primeira hora do ex-prefeito José Salomão Aukar. Conquistou espaço, confiança e fez do grupo de Camarinha seu ninho. Tanto assim que exceto o chefe de gabinete que ninguém sabe quem será, principais assessores são todos da atual administração.


    Olhos e mãos

    rnDe duas maneiras que se interagem Camarinha acaba ficando com quase tudo nas mãos. Além de ter todos seus homens de confiança em postos estratégicos, já tratou de fazer algumas modificações táticas para descentralizar o poder administrativo e de decisões. Até agora o segundo andar dava o tom da administração, numpoder sem precedentes nas mãos de Camarinha e do chefe de gabinete Carlos Garrossino.


    Dois gabinetes

    rnO desenho da primeira fase da futura administração pode durar de um a um ano e meio no máximo, mas o certo é que nos primeiros meses tudo vai ser decidido bem devagar, bem ao estilo do professor Mário Bulgareli, com a participação e influência direta do vice Luiz Nardi. Mas criador e criatura dividem o bônus até que a criatura começa a sentir que o ônus fica com quem realmente tem a caneta e a chave do cofre.


    Rumo incerto

    rnQuem ficou oito anos no poder e acabou fazendo o sucessor acaba se acostumando com comportamento arrogante e presunçoso. Logo, Camarinha vai ter dificuldade para arrumar ocupação e pelo seu perfil deve ter dois objetivos inconfessáveis até para o espelho: dominar um gabinete sombra ou espécie de governo paralelo. Hoje já se preocupa em vigiar todos os passos do prefeito eleito.


    2 de janeiro

    rnA escola abelardiana de maus costumes criou tantos aspones e medíocres que mamam nas tetas da Viúva sem nada produzir, que a cada evento tem-sefalácias descabidas. O que vai acontecer mesmo é que a partir de dois de janeiro 2005a escola não terá mais nada a oferecer, até porque quando tinha só distribuiu desrespeito e ingratidaopara quem tinha lealdade e não media em adesão a causa justa e volta ao bem coletivo.


    3 de janeiro

    rnO 2 de janeiro de 2005 é domingo, a vida nova começa mesmo no dia seguinte, segunda-feira. Maravilha. Realmente tudo muda para melhor. Vamos nos livrarde boa parte do bando que vegeta nas tetas da Viúva. Agora, azar daqueles incompetentes que não têm para onde ir. Bom da iniciativa privada é que ninguém tem mandato eletivo, com prazos e datas.


    Sem atalho

    rnA essência do governo municipal passa pela chefia de gabinete e Secretaria da Administração. Hummm. Quem Camarinha escolheu e qual cargo especificou. Carlos Umberto Garrossino para a Administração. Por lá vão passar todas as nomeções, concursos e funcionamento da máquina, além da burocracia de todas as concorrências e licitações públicas.


    Perto de você

    rnO vice-prefeito eleito Luiz Eduardo Nardi vai ser o secretário de Governo e Desevolvimento e deve ser na futura administração o homem forte de Mário Bulgareli, com poder e influência que Garrossino tem hoje em relação a Camarinha. Logo, no cargo a pretensão é que todas as decisões sejam adotadas em conjunto, tudo muito bem combinado durante a campanha e início do governo. O tempo vai redesenhar as relações.


    Mais amigos

    rnNa Secretaria da Fazenda quem vai ficar é o bancário aposentado Oswaldo Vilella. No Planejamento Econômico assume Rodrigo Paganini, técnico e funcionário concursado e de carreira. Vilela já tinha ocupado o cargo, e assim como Paganini que hoje ocupa a Fazenda, são integrantes do grupo abelardiano.


    Sem novidade

    rnOutras duas áreas onde nada vai acontecer de novo e mantém-se fielmente o perfil e vontade de Camarinha são: Rosani Púia continua na Educação, Anadir Hila no Bem-Estar Social e Ênio Servilha Duarte na Saúde, esse dois últimos há oito anos no cargo e entrando no terceiro mandato. Bulgareli já disse que quer influir muito na pasta da Educação.


    Mesma escola

    rnOutro que não sai da administração é Waldomiro Paes, que continuará em Serviços Ubanos. Antônio Carlos Nasrauí parece que reestabeleceu de vez seus laços com Camarinha ao voltar ao grupo e ficar na Emdurb. Vai ganhar na loteria a partir de 2005 e virar Secretário de Obras Públicas. O engenheiro Luiz Antônio Rosa Lima continua na incipiente e esvaziada Codemar.


    Bobo da corte

    rnFolclórico e notório bufão das festinhas e encontros da corte abelardiana, Carlos Coércio, o Guru, é outro que Camarinha armou para fazer Bulgareli nomeá-lo secretário. Vai ganhar o Esportes e Lazer. Ah, bom, o negócio é que tem essa do lazer, bem apropriado para manutenção do divertimento dos frequentadores da corte.


    Poucos novos

    rnPara secretaria da Indústria e Comércio será nomeado o empresário José Reis, com larga experiência no ramo. Na Agricultura e Abastecimento, vai ser nomeado o pecuarista Wanderley Nascimento. Dois nomes de respeito na cidade em suas áreas. A Procuradoria Jurídica, terá Luiz Carlos Pfeifer para reformular a área e melhorar a desgastada imagem dos agentes públicos junto ao Ministério Público e Judiciário.


    Só adequações

    rnMário César Vieira Marques está na cota é a cor tucana da administração e vai ser o secretáro do Verde e Meio Ambiente. Outro tucano a ser nomeado será o delegado Wilson Damasceno, para a Emdurb. Roberto Monteiro fez de tudo para ser indicado para Obras, não deu, mas ganhou de consolação a pasta de Planejamento Urbano, que seria do arquiteto Laerte Rosseto que só não será nomeado por problemas particulares. Denis Emanoel Araujo vai dirigir o Daem, homem forte de Luiz Nardi.


    Cercar Lourenço

    rnMário Bulgareli pode manter pelo menos agora esse perfil abelardiana na assessoria, mas o que o prefeito eleito preciso todo cidadão de bem da cidade espera é que ele mude radicalmente a forma de relacionamento com quem tem projetos, parcerias e ou procura a adminstração ou o agente público municipal. Chega dessa onda de “cercar o Lourenço”, essa de fingir que vai mas não vai, talvez sim, talvez não.


    Pagando fatura

    rnrnO certo é que Mário Bulgareli não poderia ter sido mais elegante e leal com Camarinha, em que pese ter sido ao longo dos anos ter sido espizinhado em algumas situações que poderiam ter restado mágoas. Camarinha foi um responsável importante na eleição de Bulgareli, mas este até agora tem pago a fatura com todas as correções até indevidas. Agora, resta saber se terá tranquilidade e seu mínimo espaço.


    Venham a mim

    rnO que Bulgareli também terá que deixar claro é que mesmo sendo quase todos os secretários ligados diretamente a Camarinha, é ao futuro prefeito que a assessoria deverá dirigir-se em todas situações. Caso contrário inexistirá governabilidade e o clima tende a deteriorar as relações administrativas, políticos e de negócios. Não há como servir a dois senhores ao mesmo tempo.


    Posição difícil

    rnO prefeito eleito tem consciência que suceder Camarinha não é tarefa fácil. Não que o prefeito seja um gênio, longe disso, está naquela máxima de terra de cego, caolho vira rei. Bulgareli terá que escolher prioridades, buscar marcas próprias. Repito. Se houver seriedade e cumprir compromissos assumidos, tem tudo para desmestificar sua atual posição, criar identidade própria.


    Só onipotência

    rnNão é por acaso Camarinha transformou-se no maior líder político da cidade em 30 anos, aniquilou a pouca e burra oposição que surgiu, e está longe de sair da vida pública. Mas não pode esquecer que está desgastado por oito anos de governo, sequelas de mazelas administrativas, dezenas de processos e ações civis e penais e onipotência exacerbada. Terá que lidar e achar mínimo respeito para com todos…


    José Ursíliorn

  • 21 nov 2004 /  Fique Ligado

    Ganhe multa

    rnAqueles adesivos que algum gênio mandou imprimir, distribuiu na cidade e que ainda desfilam em pára-choques de alguns veículos não poderiam ter sido tão oportunos como no domingo passado. O adesivo? ?Visite Marília e ganhe uma multa?. A parte da Polícia Militar que cuida do trânsito precisa passar por reciclagem de postura urgente.

    rnCorreria normal

    rnMilhares de veículos de tudo quanto é lugar, de pais e filhos, vindo trazer estudantes para o concorrido vestibular da Unimar. Claro, óbvio, dificuldades de todos, a maioria não conhece a cidade, às vezes com medo de atrasar, filas, confusão, enfim, tudo natural aqui e em qualquer outra cidade que seja centro universitário.

    rnCaneta na mão

    rnMuito bem. Tudo normal. Só que a Polícia Militar estava lá, na porta da universidade. Sabe fazendo o quê? Não, não, nada de bom senso, orientação, prestar serviço. Estava lá aplicando multas a torto e a direito. Ooô gente, será que nessa cidade a mediocridade tem que ser maior, ninguém faz nada que seja de bom senso?

    rnCidade atenta

    rnO vestibular da Unimar como das outras instituições é espécie de cartão de visitas da cidade, grife que todos gostam de exibir, como centro universitário, excelência na prestação de serviços, modelo de educação e saúde. Parabéns. Ótimo. Mas esqueceram de avisar a indústria da multa, de sugerir à laboriosa PM que é preciso mínimo de bom senso, que não se pode resolver tudo na canetada.

    rnTodos interessados

    rnrnEsse ano a Unimar colocou em todas as torres metálicas faixas mostrando a importância do vestibular na movimentação do comércio, com apoio da Acim. Uma iniciativa bacana, usando palavra que o próprio presidente, Sérgio Lopes Sobrinho, gosta de usar. Parabéns. Ótimo. Mas e o pessoal da PM está fora do mundo, ninguém avisou do interesse comum?

    rnTratamento vip

    rnO reitor Márcio Mesquita Serva investe todos os anos para atrair estudantes de fora e esse ano foi uma surpresa, o vestibular foi realizado em data promissora, a Unimar saiu na frente. Até sala vip para pais a Unimar montou, foi um tratamento de primeiro mundo para agradar, mostrar como a cidade é anfitriã de bom gosto.

    rnMuita irritação

    rnMárcio Mesquita Serva e a diretoria da Unimar têm todos os motivos para irritação. Todo cuidado com o vestibular, para receber os visitantes e logo no portão de entrada, aquela cena patética, policiais como cães de guarda, ao passo que deveriam estar contribuindo, com sorriso, orientando, fazendo o trânsito fluir. Fazendo o que estavam, policiais poderiam ficar no quartel ou em casa, não fariam falta.

    rnEmdurb orientou

    rnNenhuma viatura do GAT da Emdurb ou agentes foram vistos aplicando multas e o órgão garante que não houve essa penalização. Ótimo. Não era dia. As burras da Emdurb nesse apagar de luzes já arrecadaram bastante. Aliás, deve superar os 2,8 milhões de reais em 2004. Agora, e a PM, não poderia ter agido da mesma forma? Balela essa conversinha de que o Código de Trânsito manda, é preciso bom senso com a cidade.

    rnCoibir abusos

    rnParabéns para a fiscalização do trânsito realizada pela Polícia Militar quando multou estudante que fez da caçamba de sua picape uma piscina. Aliás o carro deveria ter sido guinchado. Abusos devem ser coibidos. Esses sim, mas o resto é abuso da PM num dia especial para a cidade.

    Cadê quem manda?

    rnPrefeito Abelardo Camarinha, diretor da Emdurb, Antônio Carlos Nasraui, comandante do 9º BPM-I, tenente coronel José Guerra Júnior, deveriam avaliar melhor o que aconteceu na entrada da Unimar. Não é à toa que criou-se o bordão da indústria da multa em Marília e a responsabilidade é de quem manda, quem deveria estar defendendo equilíbrio e não só penalização imoral.

    rnUma vergonha

    rnMotoristas, moradores, sitiantes, enfim, quem precisa e usa da rodovia BR-153 no trecho entre Marília e Getulina tem todo motivo de estar irritado e a revolta já está ganhando manifestações agressivas, embora justíssimas. Alguém pichou há 10 dias todas as placas de sinalização que indicavam a interdição e desvio por causa das obras.

    rnChama atenção

    rnAs pichações nas placas chamam atenção para a vergonha nacional que é o desleixo do governo federal que larga há anos a rodovia abandonada. Chama atenção ainda para a desobediência à ordem da Justiça Federal que mandou recuperar a estrada em caráter de urgência e por fim chega a lembrar do procurador Jefferson Aparecido Dias, citado nominalmente.

    rnSó enrolação

    rnÉ fato que a burocracia e legislação emperram a máquina administrativa pública – embora nem por isso impeçam a roubalheira em todas as instâncias. Mas existem mecanismos legais para agilizar liberações em caráter emergencial. Portanto, as justificativas do Dnit sobre liberações de recursos não convencem. E que a obra parou qualquer retardado que utiliza o trecho Marília-Getulina sabe e até cego vê.

    rnMuita polêmica

    rnEm que pese a atenção e presteza do engenheiro Paulo Roberto Nunes, do Dnit, que sempre faz declarações para esclarecer o andamento dos procedimentos legais e técnicos, ele está enganado quando diz estar havendo muita polêmica, maior que a realidade. A polêmica é uma só: essa comunidade regional é atenta, quer a rodovia recuperada e esse jornal e essa coluna vão sempre vigiar, cobrar, exigir.

    rnApoio federal

    rnO procurador federal Jefferson Aparecido Dias é outro que faz seu papel, cumpre fielmente com suas obrigações, ganha destaque porque igualmente está atento aos direitos da comunidade, do cidadão. É esse o procurador que a sociedade quer, sem críticas aos demais de outras regiões, deveria ser exemplo a ser seguido. Assim todos ganham.

    rnEsse é dos bons

    rnO promotor Jurandir Afonso Ferreira, curador da Infância e Juventude, está mexendo num ponto crítico e merece todo apoio da comunidade. Está acompanhando o trabalho de menores através da contratação pela Legião Mirim. A entidade tem até papel relevante no encaminhamento profissional dos jovens, mas há muito está sim praticando irregularidades e exploração e todo mundo sabe, mas tinha restrição para mexer nesse negócio.

    rnMais direitos

    rnOs menores precisam de mais direitos e mais atenção em suas condições de trabalho e isso é função da Legião Mirim providenciar, senão a entidade não teria razão de existir e poderia deixar que os próprios empregadores contratassem meninas e meninos. Então, nada mais justo que as deficiências sejam sanadas e que a promotoria fique em cima como está.

    rnCadê a diretoria?

    rnA diretoria da Legião Mirim, formada por gente decente e de papel fundamental, deve rever sim o funcionamento da Legião Mirim, reduzir custos operacio­nais e dar mais atenção aos jovens. Deve sim ser entidade mais voltada aos jovens e com menos festas. E tem sim que receber os jovens e seus pais, que devem fiscalizar, exigir atendimento adequado.

    rnPostura inadequada

    rnA postura do diretor executivo da Legião Mirim, Francisco Samuel de Almeida, de dizer em reunião que os jovens descontentes podem ir embora é no mínimo descabida. Ora, então o que a promotoria deve é realmente ser drástica, solicitar um interventor judicial. Nada de ditadura, aquilo é da comunidade, de todos nós, ninguém é dono de entidade alguma.

    rnTodos trabalham

    rnA entidade é mantida com o dinheiro do suor dos jovens que trabalham, recebem pouco e deixam uma parte do que ganham na entidade. Então, a diretoria é apenas gerente, quem gera recursos é a força de trabalho dos menores e a ajuda do poder público. Ninguém tira um centavo do bolso, exceto em promoções de festas e jantares e assim mesmo todo mundo come e bebe à vontade.

    rnSem hipocrisia

    rnSei que pode parecer muito crítico, que a entidade foi criada por cidadãos preocupados com os menores, que ninguém quer explorar ninguém propositalmente, mas o que não podemos também é ser hipócritas, achar que está tudo certo, que estamos fazendo na Legião Mirim um trabalho para nos vangloriar. Aliás, é preciso sempre que exista fiscalização não só nessa como em todas entidades.

    rnEsse funciona

    rnHá muito não se tem iniciativas vindas da comunidade, mas o Conselho Municipal de Turismo parece-me até aqui está cumprindo bem com suas funções. Iniciativas sem recursos têm sido marcos importantes, como o Posto de Informações Turísticas implantado na praça Saturnino de Brito. Pelo menos está lá, funciona mesmo que não tenha material suficiente.

    rnIdéia excelente

    rnrnO Contur tem uma proposta que pode ser considerada uma idéia excelente. O coreto da praça Maria Izabel deveria virar um Centro de Atendimento ao Turista (CAT); com infra-estrutura adequada. Aquela praça é bonita, histórica, local apropriado para a proposta. Aliás, Marília tem muita pracinha, mas um local decente mesmo não existe, só propaganda enganosa.

    rnJardim destruído

    rnrnLembro-me como se fosse hoje que a administração Camarinha de 83 a 88 sob alegação de vizinhos que reclamavam contra mendigos e andarilhos, arrancou todas as árvores, destruiu parte daquele patrimônio. Se fosse hoje, graças a Deus, o Ministério Público acabaria com a festa. Então, não tem nada que abrir rua na praça porque a igreja quer. Tem é que melhorar a praça, investir.

    rnSem postura

    rnEssa politicagem de administrador público é uma lástima. Basta meia dúzia bater o pé que medidas coletivas são mudadas sem nenhuma responsabilidade. Precisamos ficar mais atentos. Lembro-me também há dois anos que três taxistas fizeram um escândalo porque não queriam sair da rua Dom Pedro esquina com Sampaio Vidal. Ora, veja como o trânsito flui naquele local hoje em dia.

    rnProblema é outro

    rnMuito interessante a reclamação da Igreja Católica quanto ao abandono da praça Maria Izabel, do coreto e banheiros que atraem andarilhos. Bom, mas cadê a assistência social da Secretaria do Bem-Estar? Cadê a Fumares? Cadê a fiscalização? Cadê a guarda municipal na praça? Tudo promessinha? Vamos esperar que o próximo prefeito conserte essas coisas. Estaremos de olho.

    rnTerceiro mandato

    rnNos bastidores dos egos e superegos da rica Viúva a semana foi engraçada. Aposta é que Camarinha vai cumprir seu terceiro mandato agora pelas mãos de Mário Bulgareli. Até o fiel escudeiro Herval Rosa Seabra estaria assustado com o tamanho da influência e fatia do bolo. Nas suas próprias contas Camarinha está influenciado até 90% na formação do secretariado e demais cargos em comissão.

    rnPedra no sapato

    rnAquela versão de cota de um e de outro realmente caiu por terra e tudo vai sendo delineado pela vontade abelardiana. Não que Bulgareli vá assim apenas carimbar o que o atual prefeito quer, mas a fatura está sendo maior até que a espera por aliados bem próximos. Agora, resta esperar para ver se depois os desacertos e problemas igualmente serão sustentados por Camarinha com a mesma volúpia.

    rnTudo combinado

    rnDe terno pronto, além de Bulgareli e Nardi, para primeiro de janeiro, já estão certos: Carlos Umberto Garrossino (Administração); Rosani Puia (Educação); Roberto Monteiro (Planejamento Urbano); Anadir Hila (Bem-Estar); Osvaldo Vilela (Fazenda); Mário César (Meio Ambiente); Ênio Servilha Duarte (Saúde); Dênis Emanoel Araújo (Daem); Luiz Rossi (Emdurb); José Antônio (Esportes); Ivan Evangelista (Cultura); Rosa Lima (Obras); Antônio Carlos Nasraui (Codemar); Rodrigo Paganini (Planejamento Econômico); Luiz Carlos Pfeifer (Procurador Jurídico); Waldomiro Paes (Serviços Urbanos).

    rnSó um pouquinho

    rnDa cota que cabe a esse ou aquele ninguém sabe ao certo, mas a cabeça da cobra todo mundo sabe que continua sendo comandada por Camarinha. Outra novidade que ninguém vê, no silêncio, é que a estrutura de funcionamento do gabinete está quase desmontada, com a descentralização de poder que até então era concentrada nas mãos de Camarinha e Gar­rossino.


    rnThe end

    rnrnAcabou a notoriedade do bundão… Rarará…


    José Ursílio

  • 14 nov 2004 /  Fique Ligado

    Nos idos velhos tempos de 1988, o prefeito Abelardo Camarinha vangloriava-se como se tivesse o poder de eleger como sucessor até um poste. Elegeu seu fiel escudeiro Domingos Alcalde de quem virou inimigo logo nos primeiro trimestre do sucessor. Em 90 Camarinha virou deputado estadual, Alcalde ganhava fama de quadrilheiro na indústria da desapropriação.

    rnrnBateu na trave

    rnrnDomingos Alcalde assumiu a Prefeitura e a eleição foi colocada em dúvida à época, pois a diferença entre ele e o adversário Pedro Pavão foi de apenas 43 votos. À época Pavão chegou a comemorar vitória por quase uma hora, mas faltava uma urna para ser apurada e o jogo virou. Alcalde defendia a Justiça Eleitoral com unhas e dentes, Pavão dizia ter sido roubado.

    rnNão teve jeito

    rnPavão esperneou, fez insinuações contra o juiz José Roberto Nogueira Nascimento, mas nada ficou provado, mesmo com todas tentativas de reverter o quadro. Naquela época a votação era em cédula de papel e Pavão não conseguiu nem recontagem. Alcalde governou quatro anos, numa das mais escandalosas administrações da cidade em termos de denúncias de corrupção.

    rnLevou a pior

    rnCamarinha elegeu Alcalde, ironizava depois dizendo que tivesse elegido um poste, seria melhor, teria luz e energia. O desastre de Alcalde fez Camarinha perder em 92 a eleição para José Salomão Aukar, outro prefeito que como Alcalde escapou de ser cassado graças a incontáveis denúncias de obras superfaturadas, entre outras tantas mazelas investigadas até hoje no Ministério Público.

    rnBraços dados

    rnO desastre administrativo de Salomão deu a Camarinha em 1996 vitória arrasadora. Bom governo, aprovação popular, parcerias e convergência de boas idéias, projetos e amizades. Lá vem Camarinha de novo em 2000, reeleito contra o petista Alonso Carvalho. A cidade parecia se dividir em dois, quem era contra Camarinha de um lado, quem era a favor do outro.Mas a rejeição crescia.

    rnSó politicagem

    rnrnO problema é que a cidade cresceu, enquanto houve um empobrecimento da política partidária, métodos e costumes das lideranças, que de uma forma ou outra ficam nas mãos de Camarinha e ou do seu joguinho. Tanto assim que nada muda muito há mais de 30 anos, como muito bem mostramos recentemente e que no fim do ano, em edição especial, vamos esmiuçar tudo ainda melhor.

    rnrnGrau de pobreza

    rnComo em terra de cego caolho sai bem, Camarinha lida como maestro nessa província, a oposição só não é mais burra por falta de espaço e os líderes de classes e populares têm receio e ou nojo de entrar nessa arena, infelizmente. O certo é que Camarinha elegeu de novo seu sucessor, Mário Bulgareli. O atual prefeito vai continuar dando as cartas mais do que todo mundo pensa.

    rnPor enquanto

    rnNão que Mário Bulgareli vá ser marionete o tempo todo, mas sabe que principalmente no começo estará amarrado pela força política e vontades de Camarinha, que joga como ninguém nos bastidores e a começar do secretariado, vai mexer exatamente onde e como quer para manter tudo sob controle. No começo tudo vai ser assim e mudança só mesmo depois de algum tempo.

    rnBem comportado

    rnrnNão foi por menos que Camarinha escolheu Bulgareli para sucessor num jogo que começou lá atrás, em 2000, quando o escolheu para vice, deixando de lado muitos, bons e velhos amigos. Tanto assim que muitas críticas foram feitas e, verdade seja dita, foi o próprio Bulgareli que mostrou ao grupo que tinha fidelidade e solidariedade com aqueles que o cercavam, tanto que ganhou a eleição.

    rnrnSob suspeita

    rnrnMuito bem. Eleição deixa vitoriosos e perdedores. De novo a eleição desse ano produziu esse quadro e apesar de Mário Bulgareli ter vencido por uma diferença de mais de 20.000 votos, chegou a 43.698, desde a apuração há um clima esquisito, de dúvida e suspeição do processo eleitoral e seu resultado.

    rnMaioria contra

    rnrnInteressante. Bulgareli teve 43.698 votos enquanto a cambada de oposição (Zuza, Alcalde, Rezende e Cecílio) somou 61.970 votos. Contra todos de situação e oposição, entre brancos e nulos e abstenções, são mais 35.497 incrédulos. Logo, 215.000 habitantes, de 141 mil eleitores, 97.467 não queriam Bulgareli prefeito, mas a maioria simples o escolheu o que é legítimo e legal.

    rnMuito salutar

    rnNão acredito em roubalheira da forma como a oposição insinua, mas todos têm o direito e o dever de pedir investigações como estão fazendo. Tenho certeza que há procedimentos questionáveis da Justiça Eleitoral, mas entendo que podem não passar de problemas pontuais e que de forma alguma poderiam produzir modificação no resultado. Mas, que tudo seja investigado é salutar.

    rnCom má vontade

    rnrnVerdade é que os juízes eleitorais de Marília, José Roberto Nogueira Nascimento e Olavo de Oliveira Neto, estão pagando pelos excessos que cometeram e isso ninguém ignora. Alguns procedimentos deixaram fiscais e outros interessados legais na apuração alijados do processo. Logo, o que poderia ser apenas chiadeira de perdedores, ganhou contornos de suspeição.

    rnVirou meleca

    rnrnMais do que a chiadeira da oposição, agora a coisa virou ainda mais meleca nesse clima de suspeição que desde o dia da eleição tomava conta da cidade. Afinal, entrou na jogada um sujeito acima de qualquer suspeita e interesse: o procurador regional eleitoral Mário Luiz Bonsaglia que protocolou no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) pedido de abertura de inquérito para apurar indícios de crimes.

    rnO que ele quer

    rnA investigação corre sob segredo de Justiça porque atinge eventual fraude no Judiciário. O sigilo impediu a divulgação de detalhes sobre o pedido do procurador ou eventuais suspeitos. Ninguém então sabe ao certo o que o procurador pretende com a investigação, que aliás pode ou não vingar, dependendo de decisão de desembargadores do TRE. Mas é mais lenha nessa fogueira para fervilhar o caldeirão dos interesses.

    rnNa mira federal

    rnO Ministério Público Federal faz levantamentos há quase um mês, colheurndepoimentos de pessoas envolvidas no processo eleitoral, testemunhas, incluindo funcionários da justiça eleitoral e os dois chefes de cartórios eleitorais. Lamentável, em alguns casos houve resistência em comparecer e os depoimentos só foram colhidos depois que a Polícia Federal foi chamada para conduzir as testemunhas.

    rnrnCoisas estranhas

    rnrnA investigação tem fatos e versões no mínimo estranhos e entre os ouvidos estão um funcionário público que teria visto caminhão na garagem da prefeitura com material da justiça eleitoral e um técnico em informática, que teve a identidade preservada,e afirmou que após ter lacrado as urnas chegou ordem para trocar alguns flash cards, cartões que contêm dados da eleição.

    rnrnQuerem anular

    rnNinguém sabe o que vai virar a investigação federal sobre as eventuais irregularidades e ou crimes nas eleições municipais de Marília, até porque ainda muitos procedimentos deverão ser adotados. Mas, que a oposição ganhou alguma sobrevida, isso ganhou. Sonham até com uma anulação da eleição. Ah, mas aí o resultado seria diferente? E quem vai pagar essa conta? Marília vai virar jurisprudência nacional? Difícil.

    rnrnCambada débil

    rnrnPessoal da situação a serviço do prefeito Abelardo Camarinha vibrou quando o juiz Olavo de Oliveira Neto aplicou descabida e inoportuna censura contra o Diário e esse colunista. Alegação era que eu estava a serviço da oposição, entre outras balelas medíocres. O TRE cassou a liminar, a censura foi derrubada, mas jornal e eu tivemos prejuízo, o leitor ficou 13 dias sem informações livres e pluralistas.

    rnVamos cobrar

    rnO processo ainda está tramitando no TRE à espera de decisão final quando então pretendo adotar medidas que resgate pelo menos parte do prejuízo que tivemos com a medida de censura, sem contar a barbaridade cometida pela cambada de situação. Pior de tudo é que mentiram descaradamente e aos poucos a máscara caiu e tudo vai cada dia mais ficar evidente. Estamos a serviço do leitor e podem apostar.

    rnSó ti-ti-ti

    rnAdorável como o medíocre e desprezível meio político, seja situação ou oposição, se preocupa em justificar o injustificável. Adorável ainda esse sentimento, clima e realidade de pluralismo de idéias e posições, quando todos têm direitos e são ouvidos, mas ao mesmo tempo têm deveres e continuarão sendo alvo de reportagens investigativas, doa a quem doer, custe o que custar, até o último minuto. Quem ganha é a cidade, o leitor, a lisura e os bons costumes.

    rnSem lenga-lenga

    rnrnEssa coluna tem recebido incontáveis elogios, cartas, telefonemas, e-mails, agradeço a todos, assim como até algumas críticas, observações e orientações. Todas identificadas, corajosas, honrosas, de cidadãos dignos e de bem, algumas publicadas no jornal, outras só deixadas no ícone Opinião do Leitor no site www.diariodemarilia.com.br. Agradeço e continuo à disposição dos leitores, assinantes e anunciantes.

    rnCara de bundão

    rnrnMuito bem. Mas tem um cara lambida, bundão mesmo, que se auto-denomina “Sander”. Remeteu a este colunista três e-mails críticos, com insinuações. O debilóide vai ganhar aqui um pouco de notoriedade, coisa que não costumo fazer com gente ignorante, covarde, que não tem um pingo de dignidade, nem para assumir suas opiniões. Tá registrado, apareça, faça como aqui, assine, responda, aqui é pau e pode recorrer onde for, estarei à disposição.


    José Ursílio

  • 07 nov 2004 /  Fique Ligado

    A decisão da Justiça Federal de interditar a rodovia BR-153 e acatar até prisão de diretores do Dnit provocou correria só na hora, para enrolar, o que é bem próprio da administração pública brasileira, no caso a União.

    rnNão foram liberados recursos financeiros e a rodovia está lá cheia de buracos, com quase 50% de trânsito, as equipes do Exército sumiram. Uma desgraça.

    rnNão que o serviço do Exército fosse resolver, até porque basta andar nos quatro quilômetros que tiveram buracos tapados para verificar a enganação, tanto assim que tem trecho que é de quase pista única para os dois sentidos, estreitos que ficaram os reparos no asfalto.

    rnSitiantes, escolares, moradores, além dos caminhões de escoamento de produção agrícola estão se acabando na BR-153.

    rnO procurador Jefferson Aparecido Dias que tem feito um trabalho elogiável na defesa das obras, pode ir preparando outras medidas, pois o que está havendo é uma enganação, sem contar que a ordem da Justiça Federal está sendo descumprida.

    rnO Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transporte alega pausa nas obras decorrência da burocracia e dá uma notícia desalentadora e provocante contra os usuários ao informar quesão esperados R$ 2.000.000,00 para uso até o primeiro semestre de 2005.

    rnAh bom cara-pálida, então isso vai ficar nesse lenga-lenga, a estrada interditada? Não dá para esperar mais, ninguém aguenta.

    rnNão só o Dnit, mas os próprios integrantes do Ministério dos Transportes teriam que ser acionados pela Procuradoria Federal. Afinal, nem ordem judicial o governo respeita.

    rnE além de tudo, cadê os políticos desse fim de mundo chamado região de Marília? Cadê os deputados, cadê aquela gente toda que aparece em época de eleição com aquela mentirada toda e depois desaparece?

    rnDepois os políticos lêem a coluna e ficam reclamando, que esse colunista é muito crítico, muito isso e aquilo, mas a realidade é que do jeito que a coisa anda não dá para ter mínimo de otimismo.

    rnPelo menos ainda acredito no trabalho da Procuradoria e da Justiça, que fique bem claro, no âmbito Federal…

    rn
    Pau prá toda obra

    rnMortos vivos

    rnrnNem morto tem mais sossego. Que dirá dos parentes e amigos que tentam homenageá-los no Dia de Finados, visitando o cemitério de Marília. Logo no portão principal em boa parte do dia 2 último, lá estava um bando de políticos, assessores, eminências pardas, abanando e estendendo as mãos para todos. Isso mesmo. A cambada toda estava lá com aquelas caras lambidas de quem finge.

    rnVivos mortos

    rnEssa politicagem maldita parece que disseminou e mesmo a campanha eleitoral tendo ficado para trás os sujeitos não deram descanso para quem já está descansando e para aqueles que de corações entristecidos estavam no cemitério com saudades de entes queridos. Tá na hora de respeitar pelo menos a dor das pessoas, ninguém suporta tanta hipocrisia.

    rnMaus costumes

    rnrnHábitos, costumes e atos precisam ser combatidos pelos homens de bem e do bem. Mínimo de sentimento para com cidadão não faz mal a ninguém. Já tinha no cemitério a tradicional faixa do “valeu” não se sabe o quê e porque, do “viva eu, viva tudo, viva o Chico barrigudo”. Sucupira perde longe, até porque aquela era literatura, aqui é medíocre realidade.

    rnAlmas generosas

    rnrnPior de tudo é que Camarinha precisa recomendar que sua assessoria seja pouco menos displicente. Faixas colocadas na véspera e dia de finados em frente do cemitério viraram motivos de ironia. Lá estava: “Valeu Camarinha pelas melhorias no cemitério. Associação de moradores”. Ora, quais moradores, do próprio cemitério? Do além? Lamentável. Como diz o ditado, ?de boas intenções, o inferno tá cheio”.

    rnEmpurra-empurra

    rnVeio à tona pelo Diário o caso dos precatórios de ex-vereadores da gestão 89-92. Os 17 vereadores ganharam ação em todas instâncias e querem receber diferença salarial da época. Ninguém pagou – Câmara e Prefeitura. Agora, ninguém assume de quem é a responsabilidade, o certo é que o imbróglio parece que vai naquele ritmo do salve-se quem puder.

    rnNa mão grande

    rnPrimeiro os ex-vereadores não merecem um único centavo, até porque a maioria foi aquela que acobertou toda malandragem da indústria da desapropriação e outras tantas mazelas patrocinadas pelo ex-prefeito Domingos Alcalde. Os espertalhões acharam um buraco na legislação e acabaram ganhando ação que hoje daria mais de 150 mil reais para cada um dos sujeitos.

    rnNão é comigo

    rnNum manobra burocrática a Prefeitura conseguiu empurrar para a Câmara a responsabilidade pelo não pagamento da dívida. Mas o caso está meio esquisito, tanto assim que o Ministério Público abriu investigação civil para saber onde está o dinheiro que a Prefeitura diz ter destinado, a Câmara diz não ter recebido. Então, quem desobedeceu a sentença judicial?

    rnTocar piano

    rnA abertura de inquérito criminal pedida pela Procuradoria Geral de Justiça e patrocinada em Marília pelo promotor José Bento Guimarães está na Polícia Civil desde abril e os ex-vereadores já foram ouvidos. Vão depor agora Valter Cavina, Herval Seabra e Mário Bulgareli. É lenha na fogueira, afinal ninguém quer levar a culpa. Mas alguém terá que pagar.

    rnO povo paga

    rnNo foco estão Abelardo Camarinha que está prefeito e Valter Cavina, Herval Rosa Seabra e Mário Bulgareli que presidiram a Câmara nos últimos anos. No fundo mesmo, o imbróglio vai rolar mais algum tempo, o dinheiro público vai ser gasto, até que um acordo faça o cofre da rica Viúva arcar com a meleca. Resta o MP agir e que a Justiça seja feita.

    rnDito e feito

    rnNão deu outra. Como essa coluna tinha antecipado domingo passado, a cidade ficou mesmo sem coleta de lixo durante quase uma semana e a gritaria não poderia ser maior. Não por menos. Lixo, muito lixo, lixão amontoado em várias regiões da cidade. A administração municipal esgotou recursos em 10 meses e o fim de ano e mandato está mais que esquisito.

    rnNem aspirina

    rnOutra gritaria da população de bairros mais humildes está na distribuição de medicamentos. A situação esse ano oscilou muito entre bom e ruim. Melhorou pouco entre junho e setembro, coincidentemente durante a campanha eleitoral. Mas agora está difícil encontrar até remédios mais simples. Falta de recursos, de orçamento, de concorrência ou de planejamento?

    rnPulo do gato

    rnAbelardo Camarinha, Mário Bulgareli e Luiz Eduardo Nardi são os manda-chuvas na definição do secretariado e enquanto isso está a maior briga de foice entre alguns pretendentes. Bulgareli é o mais quietinho e bem comportado até agora, bem diferente de Camarinha. Mas o atual prefeito não perde a chance de fazer sempre valer sua vontade, até 31 de dezembro…

    rnPelas beiradas

    rnTem o bode no quarto, o elefante na sala, o macaco na cristaleira… E assim vão cercando todos para que na hora H fique tudo mais difícil. Trata-se de garantir que no futuro as coisas andem mais ou menos como o projetado, até porque parece que ninguém quer ficar mesmo sem dominar cargo e influir na destinação de projetos, verbas e outros interesses…

    rnNão me toque

    rnDos oito anos de administração Camarinha, pelo menos cinco o prefeito passou na maior lua-de-mel com a sociedade e a mídia. Fruto das parcerias, das boas intenções, da convergência de idéias e apelo retórico e popular de seu desempenho. Nada é para sempre, o quadro gerou distanciamentos naturais. Como todo político, não sabe ouvir críticas, só quer elogios.

    rnNão me rele

    rnParece que a escola abelardiana fez discípulos e alunos querem impor parte de sua metodologia. Primeiro, Camarinha pode e tem incontáveis defeitos, mas tem liderança, sorte e muita esperteza. Se ele com tudo isso vai deixando um rastro de descontentes e de problemas, imagine os outros que integram essa terra de cegos. Só caolhos vão sobreviver e são pouquíssimos…


    José Ursílio rn rn