• 30 jan 2005 /  Fique Ligado

    Roubalheira

    rnVocê, eu, todos nós sabemos e no mínimo o mais desligado suspeita. Se o país tem incontáveis problemas sérios, nada é comparado à bárbara roubalheira contra os cofres das Viúvas ? federal, estaduais e municipais. A cambada que sabemos eleitos democraticamente passa a mão, assaca, assalta, raspa o fundo do tacho. Alguns menos, sim, mas a maioria mais e mais.

    rnCadê o dinheiro!

    rnA maior parte do dinheiro dos abusivos impostos, taxas, compulsórios e outras picaretagens estão no bolso, nas contas, nos cofres em fazendas e flats dos políticos. É sim. Dinheiro da educação, saúde, infra-estrutura, assistência, enfim, o que falta em obras, serviços, atendimento social, está na ratoeira dos usurpadores dos cofres públicos. Quem sai, quem entra, a voracidade é idêntica.

    rnMáquina podre

    rnMas além desse câncer social que é a roubalheira desenfreada, descarada e destemida, a máquina administrativa está corrompida em toda essência e métodos. E olha que houve algum avanço, se bem que esse melhor desempenho está intimamente na fiscalização e cobrança do contribuinte, enquanto o retorno em benefícios é a lástima de sempre. Nada funciona com pingo de eficiência.

    rnServiços ineficientes

    rnOs serviços são ineficientes, as obras desqualificadas, o atendimento ultrajante. Ah, mais isso é muito radical. Radical é pobre zé ninguém, o povão, não ter hospital, médico, remédio, infra-estrutura básica, onde morar, educação acessível e assim por diante. Radical é saber que num país de nona economia mundial, o desenvolvimento humano é pior que na Colômbia. Radical é a desigualdade social.

    rnQuadro negro

    rnMuito bem. O tema desse domingo é a bandalheira na área do atendimento ao menor infrator no Estado de São Paulo, o tal maior da federação e onde a tucanada está mamando faz 10 anos. Sim, sim, antes a situação era idêntica, e coisa e tal, e tal e coisa, mas quando um bando fica no poder por mais de dois mandatos dá muito bem para arrumar um projeto viável e executá-lo de forma coerente.

    rnModelo falido

    rnNa verdade até que demorou muito a primeira rebelião na unidade da Febem de Marília. A situação vem explodindo há anos, mais radicalmente nas unidades maiores e mais antigas da Capital, com prejuízos sem precedentes e perdas de dezenas de vidas. Aqui, o quiprocó estourou na noite de quinta-feira e foi até a madrugada de sexta. Na unidade que o governo e a direção dizem que é modelo. Modelo de crime.

    rnQuer livrar-se

    rnO que o Estado quer mesmo é livrar-se do problema, não tem gente com competência tratando da conse­quência que é a delinquência de adolescentes e rapazes das camadas excluídas. Os manos e as minas estão cada vez mais prematuros na agressividade, violência, drogas, furtos, roubos, entre outros crimes e infrações e isso é consequên­cia de uma velha e velhaca causa que é desigualdadesócio-econômica da maioria.

    rnA investigar

    rnA destruição parcial da unidade da Febem de Marília pelos internos mostra que o modelo de instituição não está apenas em prédios bonitos e melhor estruturados. Passa por um projeto de requa­lificação de métodos no trato dos menores, de treinamento de pessoal. Afinal, os pais na porta da Febem disseram a verdade quando falaram da existência de violência de alguns monitores.

    rnGente melhor

    rnrnQue haja gente concur­sada, preparada, bem intencionada na Febem de Marília e em qualquer outra, é fato. Mas o contrário é idêntico. Bando de despreparado, mal educados, aliados a estrutura administrativa medíocre, atrasada e nazista. Tratam o menor como bandido, a sociedade como burra. Não dão satisfação do que fazem por obra e graça dos tecnocratas engomadinhos. Os menores são melhores que essa gente.

    rnParte bonita

    rnO bando de medíocres e charlatões que administram essas Febems chamam a imprensa em dias específicos para mostrar teatrinho, refeitórios limpinhos, sempre quando tem esses figurões em visita, alguma autoridade posando com aquele sorriso amarelo para os holofotes. Mas o que realmente acaba aparecendo é o que se vê em todas unidades e inaugurou Marília ontem: violência e quebra-quebra.

    rnBom interditar

    rnNão é só a Febem que precisa ser interditada, mas as políticas de Estado na área de reeducação e recuperação do menor infrator e ou delin­quente. É preciso que os engomadinhos programados como robôs para enganar e dizer asneiras respondam pelos desmandos, pela violência, pela falta de solução. Chega dessa cara de pau deslavada.

    rnSistema sujo

    rnNão tem nenhum san­tinho, não se justifica a quebradeira, nenhum adolescente pode render os funcionários, mas se eles tivessem capacidade de agir e pensar com coerência não estariam confinados numa entidade desse tipo. A gentalha que faz essas políticas e os des­preparados que lá trabalham são os responsáveis pela ação e reação. E essa gente toda é paga por mim, por você, por todo contribuinte.

    rnSó aqui é assim

    rnBasta ser um pouco informado para saber que seja na Colômbia ou Bolívia, em rnAngola ou Moçambique, Holanda ou Noruega, não se tem esse volume de incompetência para tratar do menor infrator e ou delinquente. Aqui é diferente porque talvez os políticos sejam um pouco piores. Repito, não é possível que essa sociedade esteja fadada a exterminar o futuro, com pedofilia, exploração infantil, violência contra menores….

    rnCabe intervenção

    rnNos outros municípios, na Capital, essa lástima de Febem é essa criminalidade que nós sabemos. Mas aqui em Marília seria o caso de fazer nossa parte. Desde o primeiro e grave incidente, é bom que as entidades, os cidadãos de bem, as autoridades, façam sua parte. É hora de mostrar a quem quer que seja que na cidade tem gente preocupada e que não aceita mais um feudo desqualificado, um campo de concentração da era moderna.

    rnMinistério Público

    rnOs promotores de Marília em algumas áreas têm merecido elogios pela atuação firme e coerente. No caso da curadoria de Defesa da Infância e da Juventude, Jurandir Affonso Ferreira, tem tido a felicidade de atuar em causas mais que importantes para a comunidade. Logo, é preciso mostrar à direção daquela espelunca que quer ser modelo, que em Marília ninguém vai admitir campo de concentração.

    rnrnPoder Judiciário

    rnNa sexta-feira Jurandir Afonso Ferreira e o juiz da Vara da Infância e Juventude, Guilherme Fazzio, estiveram na Febem. Pior é que os incompetentes da unidade não tiveram a capacidade nem de avisar na hora o Ministério Público e o Judiciário. Pior. Não deram qualquer informação depois. Tanto que na sexta-feira mesmo ambas autoridades já se mostravam indignadas e determinaram medidas para investigar o que realmente aconteceu, sem maquiar a verdade, esconder ou camuflar, como é público e acontece na instituição em todo lugar.

    rnQuem é pior

    rnRepito, o Estado, e até parte da sociedade menos avisada, parece querer livrar-se dos menores infratores e delin­quentes. Mas francamente com toda truculência e violência de alguns mar­manjos com idade entre 15 e 17 anos, ainda defendo que o problema é meu, seu, desses governos cheios de despreparados e desqualifi­cados e que só pensam mesmo nos interesses individuais e das castas que representam e para as quais direciona a máquina e os cofres com nosso dinheiro.

    rnPais sofrendo

    rnNão importa o que eles possam ter feito de errado, o certo é que outros sofredores na maioria dos casos são os pais, angustiados por uma situação humilhante que é ter filho-problema e interno de uma merda como a Febem. E alguns denunciaram o que já se suspeitava, a existência de maus tratos contra os menores, camuflados numa mentira chamada disciplina rígida.Devem ser ouvidos pelas autoridades, assim como os menores.

    rnAlém da capacidade

    rnA tal unidade modelo de Marília finalmente está desmascarada, a casa caiu e não é por menos. A cara lambida de dirigentes, gestores e idealizadores daquela porcaria não poderia ficar mais desqualificada que agora com a primeira e vergonhosa rebelião de internos. Tanto assim que 66 participaram dos 78 internados e cuja capacidade é de 72 adolescentes. Ora, aquele lenga-lenga das autoridades não dizia que a unidade não teria excessos?

    rnBatem mesmo

    rnSSC, mãe de um menor interno e que correu para a porta da unidade ao ficar sabendo da rebelião, ainda na noite de quinta-feira,fez denúncia gravíssima: ?Eles batem mesmo. Meu filho apanhou na noite de Natal. Nos próximos dias ele vai ser operado, nem sei por quê?. Mas os menores é que são os marginais, ou marginais são aqueles que recebem do Estado e estão agindo como ou pior que os adolescentes?

    rnrnTeria revide

    rnA denúncia da mãe foi ainda mais profunda e revela o despreparo lamentável daquele castelo de areia que é a Febem, daquela propaganda enganosa. A mãe disse que os pais estavam preocupados porque durante a semana os menores avisaram que ?teria revide? caso houvesse novos espancamentos. Então, mas cadê a direção, cadê os psicólogos, cadê os monitores, cadê a prevenção… É melhor soltar os internos e prender essa gente que não tomou providência preventiva.

    rnMais denúncias

    rnOs dois pais que o Diário ouviu confirmaram as denúncias e isso é revoltante. V.L., pai de interno, também confirmou que o filho sofria agressões de monitores. ?Ele errou, tem de pagar, mas não é por aí?, disse. Nada é diferente, está provado. A picaretagem e o despreparo são os mesmos das outras unidades. Mas nosso dinheiro não é capim para ser desperdiçado assim. Parte é roubalheira, o restante desperdício. Fim triste dos nossos impostos.

    rnOutra rebelião

    rnA rebelião que deve ocorrer é sua, minha, nossa. Já passou da hora de nos organizar melhor. Não tem essa de esperar eleição, de processo lento e democrático, até porque maioria eleita é causa do uso do dinheiro sujo e fácil. Temos que estar atentos aos desmandos em nossa comunidade, cobrar entidades representativas, dar voz a nossa indignação. Nossos filhos podem ser vítimas, nós podemos estar a mercê dos infratores e desses incompetentes. Acorda gente…

    rnJosé Ursílio

  • 23 jan 2005 /  Fique Ligado

    Esculhambado

    rnrnOs bem intencionados foram todos para o inferno. Tinha prometido não voltar mais ao assunto da pedofilia porque não gosto de escrever coisas pela metade sem citar nomes, embora seja até um mecanismo para que miseráveis fiquem de orelha em pé, pois sabem sobre o que estou versando e nada podem falar. Mas o leitor que desconhece a sujeira dos bastidores também acaba pouco entendendo, exceto que passo muita revolta em relação a algumas sacanagens, nos sentidos figurado e literal.

    rnEles chafurdam

    rnVocê leitor anônimo, cidadão de bem, que produz, sustenta família, é regilioso, está longe dos meandros dos poderes constituídos, não tem idéia vaga de como a esculhambação toma conta dos mais diversos segmentos. Chafurdam na lama da corrupção, extorsão, da podridão que move interesses escusos. O que está mandando é o paralelo, o governo paralelo, a polícia paralela, a justiça paralela. As organizações criminosas minam aquilo que deveria ser público e de defesa da sociedade.

    rnSó hipócritas

    rnA hipocrisia generalizada no dia a dia faz tapar os olhos da sociedade para aberrações. Só para ficar na exploração sexual das menininhas por marmanjos endinheirados e ou desequilibrados é de indignar o que os esquemas paralelos estão fazendo. Os principais envolvidos são advogados porta de cadeia, pais despreparados que estão vendendo o sexo infantil de filhas,poderososricos e políticos que posam de bom mocinho, todos interessados em abafar tudo.

    rnPoucas provas

    rnrnToda essa parafernália está rolando entre Polícia Civil, Ministério Público e Judiciário há mais de sete meses. Escutas telefônicas, agendas com nomes, prostitutas presas, depoimentos de meninas envolvidas confessando abusos grotescos e indiciamento de suspeitos formaram vários inquéritos. Tudo ia mais ou menos, mas nos últimos 90 dias, tudo virou uma barbaridade, amontoado de lixo usado indevidamente, sem poder de reação de quem deveria investigar. Polícia Civil e MP precisam agir mais agressivamente.

    rnTudo forjado

    rnO poder paralelo é mais organizado, mais competente, tem muito dinheiro, pratica extorsão, distorce versões, forja depoimentos, produz tudo para acabar com o pouco que foi levantado. Tanto que essa semana outra vez pai e menininha que foi vendida para transar com marmanjos foram ao Fórume disseram que não era nada disso, que nem conheciam o acusado, que nunca viram as prostitutas intermediaros bacanais.Mudaram versão anterior.

    rnCara lambida

    rnPior mesmo é que os inquéritos viram processos, que por sua vez viram amontoados de depoimentos e versões falsas, mentirosas, fruto da corrupção, da bandalheira que o crime organizado transformou o sistema instituído. Vai tudo acabar no lixo. Só uma sentença caberia: prendam todos, pais, advogados,políticos,acusados e internem as meninas num convento. Ou será que tudo vai acabar assim: a incompetência evidente, os poderes podres, os ricos mais ricos e as menininhas estupradas ou já acostumadas a programas de30, 50 ou 100 reais!

    rnUma aberração

    rnA prostituição faz parte da existência da humanidade. Não é de agora que é quase necessidade do homem conviver com desempenho sexual que extrapole em muito o sentimento de amor. Só que a vida moderna parece estar estimulando aquilo que pode-se classificar como aberrações. Que meninas e meninas de 16 a 18 anos estão transando entre si é evidente. Mas tem criança entre 10 e 14 anos sendo estuprada.E em Marília, o abuso além de aberração virou mecanismo de corrupção.

    rnSai quem quer

    rnNada precisava ser desse jeito. Transa quem quer com quem quiser desde que ambas as partes sejam maiores responsáveis por seus atos. Tá cheio de rapazes e moças profissionais do sexo, sejam em casas noturnas ou endereços fixos e conhecidos para qualquer um que procure. Não é necessário estuprar menininhas, crianças, de forma insana. Isso é desvio mental, ou, melhor, postura de quem deve apodrecer na cadeia e talvez castrado.

    rnMenina reclama

    rnrnSó para você leitor ficar chocado com algumas situações descabidas. Entre as barbaridadesque formam um dos processo de pedofilia, há depoimento de menina de 10 ou 11 anos, que saiu com um desequilibrado que a estuprou. Ela disse ter reclamado que não conseguia consumar a relação, que estava com dor., sangrando. E o lazarento insistia. É por ler uma barbaridade dessa que fico tão indignado. É por isso que não aguento o que bandidos de colarinho branco estão fazendo nessa terra de cego e de ninguém.

    rnQuero dar nomes

    rnTenho tomado todos os cuidados para divulgar o assunto, fico deprimido de haver tanta informação sobre todos os malandros e nada poder fazer. Pior é que essa esculhambação não será agora nem depois desmascarada, tudo será acobertado. Muita gente sabe de muitos detalhes, provavelmente mais que a polícia, o MP, porque jornalista também investiga. Mas sinto-me imprestável, porque se pudesse daria nomes, execraria o banditismo, a corrupção, os envolvidos. Mas no paralelo não existem provas, só podridão entre os envolvidos. Lixo, do lixo, do lixo… Talvez menos dia, mais dia, seja preciso dizer o que tanta gente sabe, com todas as letras e nomes…

    rnVida íntima

    rnrnDetesto mentira, fofoca, recados, defendo que a vida íntima das pessoas seja preservada a qualquer custo, não aceito que alguém possa intrometer-se na vida pessoal de quem quer que seja. Ninguém pode interferir nas preferências sexuais de ninguém. Mas no caso da exploração sexual de crianças, é preciso que a sociedade encontre formas de combate efetivo, que existam culpados punidos, não esse descaramento.

    rnOutros casos

    rnrnNos primeiros casos que envolvem na exploração sexual e que chegaram à Justiça,aindaestão apenas alguns gatos pingados desafortunados e assim mesmo o crime organizado, o esquema paralelo age ferozmente. Imagine quando começarem a ser concluídos inquéritos para virar processos contra aqueles grandalhões do dinheiro fácil e ou fruto de roubalheira. Imagine você que é capaz de as meninhas virarem criminosas e os marmanjos perseguidos.

    rnrnGente inocente

    rnOutro lado dessa bandalheira e que ninguém tem a quem ou onde recorrer é a indústria jurídico-criminosainstituída para aproveitar o quiprocó e tirar proveito até de gente que se não chega a ser santinha ou inocente, também não comeu nenhuma criancinha. Tem gente sendo extorquida, ameaçada, pressionada, até por ter simplesmente seu nome e telefone numa agenda de prostituta ou essas massagistas de fachada. É a criminalização generalizada.

    rnNada de ter medo

    rnSó existe uma forma de banir pelo menos parte dessa vergonha e descaramento. É romper com mínimo da barreira do medo, denunciar, não permitir que haja tanta ameaça.Por causa da profissão e polêmica que provoco, aprendi que nunca pode-se abaixar a cabeça, admitir medo, render-se a quem quer que seja. Portanto, é preciso reagir, mas dentro da legalidade, contra toda essa bandidagem, custe o que custar…

    rnDonos do pedaço

    rnMudo de assunto. Está decidido.Essa semana vamos reunir a polícia florestal e ambiental, ONGs de proteção da fauna e flora e Greenpeace. Eles vão defender cobras e lagartos, ratos e insetos, esses sim os verdadeiros, legítimos e bem intencionados donos daquela área horrenda do Jardim Cavalari nos últimos 15 anos. Eles ocuparam mansa e pacificamente o local deixado pelos homens de fé e objetivos quase sempre questionáveis.

    rnCheirando mau

    rnSe ninguém colocou direito os pingos nos is nessa discussão, sobrou para essa coluna. Esse imbróglio criado em torno do ex-poliesportivo do MAC está uma vergonha. É a lei do Gerson, aquela de levar vantagem em tudo. Ninguém deu a mínima para o abandono e agora no melhor estilo maracutaia surgiram documentos e disputa de posse e uso das terras.

    rnNo abandono

    rnrnOs moradores da região reclamaram durante algum tempo do abandono do terreno e escombros do antigo poliesportivo. Ninguém fez nada. Quando todo mundo pensava que aquela área era do MAC que lá enfiou dinheiro, surgiu a tal Associação Atlética São Bento dizendo que providenciou toda documentação de posse. E que doou à Casa de Recuperação Siloé, ligada à igrejaevangélica Assembléia de Deus. Tudo muito estranho e feito às escondidas.

    rnÉ esquisito

    rnFosse coisa de boas intenções, a recuperação do uso e posse do imóvel não teria sido feita da forma como foi. Primeiro essa entidade de um São Bento parece quase fantasma, de 21 sócios, inativa. Essa gente sabia que a área foi explorada pelo MAC. Tudo bem que acabou abandonada por conta do desleixo e despreparo de administrações anteriores do MAC. Mas a atual diretoria vem recuperando todo patrimônio do clube e tem sim prioridade sobre a área.

    rnTudo na surdina

    rnA tal associação São Bento vem fazendo a parafernália jurídica desde o ano passado e até registrou a doação em cartório dos três alqueires de terras, que na década de 70 foram doadas pelo empresário Virgílio Cavalari. O São Bento não usou a área e a cedeu ao MAC em 1975. Durante quase 20 anos lá funcionou clube com dinheiro do MAC e até ajuda do poder público. Logo, é absurda a forma como houve a doação e a rapidez que a tal entidade evangélica quis assumir a posse.rn

    rnMão na cumbuca

    rnComo sempre ainda sobrou para a administração pública, tanto que houve na semana encontro dos representantes de MAC, São Bento e entidade evangélica com o prefeito Mário Bulgareli. No fim, a melhor proposta é de briga na Justiça, que deve levar lá seus mais de 10 anos. Seria o caso de declarar área de utilidade pública e o município retomá-la para uso comum da comunidade daquela região.Acabaria com a maracutaia e o jogo de interesses de uns poucos.

    rnJosé Ursíliorn

  • 16 jan 2005 /  Fique Ligado

    Fim do abuso

    rnrnTudo indica que quem for multado daqui por diante não será necessariamente pela existência da malfadada indústria da multa criada na administração abelardiana. Mário Bulgareli e Luiz Eduardo Nardi não querem ouvir falar de abuso e a Emdurb vai voltar a cumprir suas funções que tem como base desenvolvimento econômico e habitacional. A Emdurb vai gerenciar o trânsito com base em projeto de modernização e não como aplicação indiscriminada e forçada de multas.


    rnJá mudou

    rnTanto assim que também não haverá mais gambiarra para repassar recursos à empresa, pois para saldar a folha de pagamentos até então era necessário a Prefeitura bancar desviando finalidade de verbas destinadas. Bulgareli decidiu que a direção administrativa e técnica da Emdurb terá pessoal remanejado pela Prefeitura. A medida foi aprovada pela Câmara essa semana dentro do projeto de reestruturação. Ótimo, tem que fazer o que é necessário, mesmo que num primeiro momento a medida possa ser pouco popular.


    rnSem convênio

    rnA indústria da multa vai acabar também porque a Emdurb não renovou aquele famigerado convênio com a Polícia Militar que inclusive fixava pró-labore não só para os policiais da fiscalização de rua, mas igualmente para o oficialato distribuído pelos gabinetes. Um absurdo que acaba. Repito. Que a PMtem salário de fome, uma vergonha, ninguém ignora, mas é preciso ir em cima do Governo do Estado, da administração Alckmin. Sem essa de comi$$ão.


    rnMeteu a mão

    rnrnO maldito convênio possibilitava que a administração anterior reforçasse orçamento da Emdurb com aplicação maior de multa. Na maior cara lavada ninguém admitia, mas essa era a meta, aplicar sempre um número médio de multas para garantir as comissões e os recursos à empresa. Logo, estava criada a indústria da multa para irritação dos motoristas. Tanto assim que hoje a situação jáé outra. Claro, quem abusar, desrespeitar a legislação deve ser multado, mas igualmente orientado, com o trânsito disciplinado, sem exageros de ambos os lados.


    rnrnSaiu das ruas

    rnA verdade também é que a Polícia Militar precisa estar nas ruas não aplicando multas a torto e direito. Mas para garantir segurança pública, tão sob riscos em quaisquer lugares. Com a chegada de novo comandante,. aliás, será bom se o prefeito Mário Bulgareli ter reunião de trabalho para melhorar a quantidade de policiamento nas ruas. Até porque o comando anterior ficou bastante distante e alheio à comunidade, o que foi um desastre. Ocorreu muita acomodação de oficialato e com pouco resultado para a população.


    rnBBB Marília 1

    rnNão é que o 2005 para alguma pessoas começou com estilo global. Isso mesmo. É o BBB de Marília. Baita Bando de Bicão. Estão instalados no terceiro andar da Prefeitura. O banzé tá armado. Saiu dia 30 de dezembro do segundo andar e subiu as escadas. O bam-bam-bam da turma atende por Carlos Umberto Garrossino. A sala e ante-sala do homem parece o terminal rodoviário urbano em horário de pico. A sala de imprensa segue no mesmo ritmo e logo ao lado o vice Luiz Eduardo Nardi, que já tá de cabeça quente e orelha em pé.


    rnBBB Marília 2

    rnO terceiro andar deve ter mais de oito pessoas por metro quadrado. Nem em local de multidão junta tanta gente. Desocupada. Tá cheio de personagem frequentando e querendo espionar o Baita Bando de Bicão. O babado foi tão agitado que o ex-prefeito Abelardo Camarinha não deixou por menos e foi juntar-se à turma. Isso mesmo. Deve ser o único ex do Brasil que não quer desgrudar da Viúva. O ex quer ficar bisbilhotando e participar do BBB Marília 25 horas por dia.


    rnBBB Marília 3

    rnNem casa de sogra ou BBB da Globo fizeram tanto sucesso essasemana comparando com o BBB Marília.Além daqueles tradicionais serviçais, comadresde recados e aspones que estavam instalados no segundo andar até dezembro,o BBB do terceiro andar juntou também o pessoal daboquinha fácil que puxa e lambe o saco dos ex-manda-chuvas.Sugestão de prêmio da semana para o pessoal empoleirado no terceirão: 10 vassouras, 10 esfregões, 100 litros de desinfetante, 100 litros de óleo de peroba… Para comer e beber: pão e água.Não vai sobrar um.


    rnBBB Marília 4

    rnO Baita Bando de Bicão saiu de fininho do segundo andar e não é por menos. O chefe de gabinete Nelson Grancieri tá botando ordem na casa. Nada daquela bagunça generalizada, entra e sai de qualquer jeito. Todo mundo obedece ordem de chegada, espera com tranquilidade, sem enrolação. Sim é sim, não é não. Tudo tem resposta, transparência. Já no BBBquem quer e precisa trabalhar parece que táatrapalhando os exibicionistas de plantão.


    rnNa expectativa

    rnA semana teve o maior clima de melancolia decorrência da ansiedade e expectativa de quem estava e está à espera de nomeação para cargo em comissão (confiança do prefeito). A maioria continua e Mário Bulgareli apesar de ter se comprometido com boa parte das nomeações, embora tudo tenha sido feito meio a passo de tartaruga. Agora, os aspones e serviçais se indicados por apadrinhamento vão ter que produzir. Chega daquela festa de aparecer de vez enquando ou servir apenas de leva-e-traz ou empregadinho de madame.


    rnGente de peso

    rnNinguém vai generalizar, taxar os competentes como se fossem da mesma laia dos cambalacheiros de plantão. Afinal, boa parte do êxito em setores pontuais do governo anterior foi decorrência de técnicos e pessoal interessado na boa gestão pública. Só aparecia o viva eu, viva tudo, mas verdade é que teve gente boa que garantiu o êxito e acabou por inúmeras vezes achincalhado, ignorado ou ironizado. Repetição de clichês e carimbos que produziram mágoas que permanecem guardadas. É bom mesmo mudar esse péssimo costume.


    rnSinal de vida

    rnAgora o ex-prefeito está desfilando por repartições públicas. Veja só. Semana que passou além de fazer intromissão no BBB Marília no prédio da rua Bahia, também foi à Garagem Municipal, na avenida República. Foi o bastante para provocar irritação de muita gente. E não foi de figurão ou escalão de confiança. Baixo clero, funcionário de carreira. Camarinha ficou mais de três anos sem aparecer na garagem enquanto era prefeito. É considerado pelo funcionalismo um dos piores prefeitos de todos os tempos. Ironia do destino, Domingos Alcalde é tido como o melhor.


    rnNão é comigo

    rnrnNão é à toa que Camarinha apareceu desfilando. Além do apego pelo poder, agora pode dizer que apóia, que é a favor, que isso e aquilo e depois apenas dizer que esse ou aquele devem procurar o prefeito Mário Bulgareli. Agora, pimenta nos olhos alheios é refresco ou então é aquele de vá falar com o outro, se fosse comigo iria resolver. Lamentável. Segunda semana foi indicador que os bem intencionados vão ter muitos problemas e estão longe da tranquilidade e sossego para trabalhar….


    rnAção nas ruas

    rnPassadas duas primeiras semanas e acomodadas as necessidades de assessoriaintegradas aos compromissos político-partidários, o prefeito Mário Bulgareli pode ir preparando uma ação nas ruas. Trocando em miúdos, é bom colocar as secretarias e autarquias em campo, pois é período de chuvas, dengue, mato, ruas esburacadas, sem contar o abandono dos últimos seis meses, que deixou a cidade um lixo em conservação. É preciso mostrar a população que há novo governo e mais disposição e interesse. Primeira imagem é a que fica.


    rnMais iniciativa

    rnComo acabou aquela centralização descabida de poder, é bom que primeiro e segundo escalões mostrem ao que vieram e ou que deixem claro porque mereceram continuar empregados. É bom para a administração e mais ainda para a opinião pública e o contribuinte que esse pessoal tenha plano de metas emergenciais, sem aquela de justificar que está tudo parado porque é começo ou alegar falta de recursos financeiros. Com dinheiro qualquer bobo produz, vamos ver é a criatividade e entusiasmo como gestores públicos.


    rnMenos festinhas

    rnOutra modificação que deve ocorrer nessa administração e que esse colunista e o Diário vão fiscalizar é em relação às festinhas do viva eu, viva tudo, que ocorreram aos baldes na administração anterior. É preciso menos ladainha, nhem-nhem-nhem, encontrinhos de madames e musiquinhas e muito mais seriedade e bons resultados para que depois possa haver medição correta do desempenho de cada setor. Algumas situações foram banalizadas pois as festas eram preparadase mais custosas que os feitos.


    rnMenos títulos

    rnAliás não foi só o Executivo que se esbaldou em comemorações e eventos pífios que, repito, é preciso de mínimo comedimento. Ninguém é contra parabenizar o prefeito, fazer menções, mas aquela parafernália com crianças daqui e dali, cansativas, horas e horas, é coisa de província e culto esdrúxula da própria personalidade. Há superego. Que os costumes sejam mudados das pequenas às grandes coisas. Chega de tanta coisinha programada, enfeitada, tanto puxa-saquismo.


    rnCom trombeta

    rnrnCom tanta mídia disponível, volume de informações com feitos pode chegar a qualquer canto de uma cidade como Marília. Político, homem público, vive em parte de notoriedade e de imagem de realizador ou íntegro e portanto como galinha adora cacarejar aquilo que seria mérito. Mas é preciso limites nessa trombetagem. Aquela versão de faixas em todo e qualquer canto anunciando que valeu isso, valeu aquilo, precisa ser enterrada com a administração e métodos anteriores.


    rnSob encomenda

    rnrnFosse reação popular, de entidades ou coisa do gênero, até que faria história. Mas virou folclore e motivo de ironia pois até instalação de poste em rotatória tinha faixa. Pagas com o dinheiro da Viúva, mas naquele velho esquema de notas com outras destinações para desviar atenção de quaisquer denúncias. Tanto que o o popular não perdoa e semana passada quando buraco fez aniversário na rua José Camarinha (que coincidência) ganhou placa comemorativa. Metade da placa já foi arrancada.


    rnMais atenção

    rnAliás a atual administração aos poucos deve ir criando identidade própria e fazendo por merecer a confiança popular. Nas coisas pequenas e a primeira imagem fundamenta-se a reação popular. É preciso dar mais atenção ao contribuinte que protesta por melhorias simples como poda de árvore, recuperação de asfalto, conservação de praça. É preciso dar resposta ao munícipe. Nos últimos dois anos principalmente, as repartições municipais se transformaram em balcão de negócios esquisitos e interesses de poucos, o povo mesmo ficou relegado ao desconhecido.rn


    17 de janeiro

    rnrnNo submundo da política, na sombra dos gabinetes, ficou notabilizada ironia que mostra bem o nível de parte de interesses que movem aqueles vivem no entorno das Viúvas brasileiras, sejam elas municipais, estaduais e federal. A data de 17 de janeiro seria especial. 17-01, ou 171, numa alusão ao artigo do Código Penal que indica o crime de estelionato. Isso mesmo, é uma data que na ironia muita gente faz aniversário, tamanho seria sua voracidade e ou desempenho e trânsito nas funções públicas. Pobre e indefeso contribuinte…


    José Ursíliorn

  • 09 jan 2005 /  Fique Ligado

    Ciúme mata

    rnNão é o contar dos dias mas o contar das horas que vai mostrar que o ex-prefeito Camarinha vai espernear de ciúmes em relação ao desempenho de Mário Bulgareli. Ninguém gosta de deixar o poder e suas benesses, mas alguns têm maiores dificuldades, como é o caso do ex. Pior. Com o passar do tempo, rei morto, rei posto (ou vice-versa); mesmo em terra de cego. Seria bom que acabassem as pressões e todos fossem ocupar os espaços que lhe são de fato e direito, sem avançar no que é dos outros. Nada mais.

    rnrnDar crédito

    rnrnDefendo a legitimidade democrática e legal de quem assume o poder e que todos têm o direito a ter tempo para que possam mostrar ao que vieram e até onde podem cumprir compromissos e transparência. Não será diferente com Mário Bulgareli, em que pese o leitor estar acostumado com uma coluna sempre extremamente crítica. As críticas vão existir, mas vamos dar tempo para que o novo prefeito possa mostrar o que vai produzir e com que grau de confiabilidade.

    rnVigiar é preciso

    rnrnMais ainda, não só esse colunista ou jornal, repito, a sociedade civil, o cidadão de bem, as organizações não governamentais e de classes, devem desde já estabelecer um cronograma de participação, acompanhamento, fiscalização, do conjunto da administração pública. Temos que nos envolver com as coisas e fatos de nossa comunidade e esse conceito deve estar no dia a dia para que depois possamos cobrar. Sem participação seremos omissos e perderemos representatividade e razão para sustentar nossas causas.

    rnrnLogo cedo

    rnO prefeito Mário Bulgareli está mais que disposto como em todo início de mandato. Todos os dias da semana chegou cedo, às 8h, e foi embora, depois das 20h.Não deixou nenhum secretário sem ser atendido e cobrou levantamentos e fixação de metas para o primeiro semestre. O estilo do professor nessa primeira semana já garantiu mudança nos atos e costumes notabilizados principalmente no segundo mandato abelardiano, extremamente desgastado. Sensível diferença e para melhor.

    rnDescentralização

    rnrnO ritmo da primeira semana mostrou que Bulgareli está interessado na valorização de toda administração e sem centralização de poderes. O prefeito tem no vice Luiz Eduardo Nardi uma base importante de sustentação política e dividirá com o chefe de gabinete Nelson Grancieli a direção administrativa-funcional. Bulgareli tem que imprimir seu estilo e ritmo desde o primeiro momento, criar uma identidade própria e esse é o caminho para o sucesso.

    rnrnFato e direito

    rnrnO segundo mandato de Camarinha teve dois prefeitos. O de direito que era o próprio e o de fato, que foi o ex-chefe de gabinete Carlos Umberto Garrossino. Ninguém decidia nada se não pedisse a benção para Garrossino, nenhum secretário comprava um prego se ele não botasse sua assinatura. Centralização de poderes sem precedentes e que acabou engessando as decisões. Sem contar aquele clima de vou ver amanhã, drible da vaca, cercar o Lourenço e outras tantas enrolações quando o assunto não interessava pessoalmente. Escrevo porque vi, participei e fui vítima.

    rnPoder dividido

    rnCom responsabilidade, dizer sim e não com naturalidade, transparência e sem enrolar o contribuinte, o cidadão, o munícipe. Esse deve ser o perfil de administração isenta, com crédito e insuspeita e isso é o que a cidade espera de Bulgareli e Nardi. O segundo homem da administração é Nardi, de perfil bem diferente, técnico, capaz, profissional. Não é nenhum intocável, mas não vai tratar a coisa pública como se fosse dono do mundo, o que ocorreu nos últimos oito anos.

    rnOutro rumo

    rnNas contas do ex-prefeito a nova administração acabou montada a seu gosto e vontade. Mas Bulgareli e Nardi sabiam dos compromissos e não iriam nesse primeiro momento ser ingratos. Mas já na primeira semana ficou evidente e a assessoria já entendeu que a centralização de poder e decisões mudou de endereço. Mesmo com a vigilância quase doentia de Camarinha e a permanência de Carlos Garrossino como secretário da Administração, a hierarquia manda seguir, pela ordem: Bulgareli, Nardi, Nelson Grancieli. E secretário agora tem autonomia desde que, é claro, o prefeito seja bem informado sobre os rumos dos projetos e iniciativas.

    rnEnxugar contas

    rnNinguém sabe e ou divulga o tamanho do buraco financeiro deixado pelo ex-prefeito Abelardo Camarinha, embora estimativas indiquem valores aproximados de R$ 8 milhões, sem contar que para amenizar a situação muitas obras tiveram empenhos cancelados de forma ´´amigável´´. Bulgareli não fala sobre dívidas, só garante que vai pagá-las dentro da ordem cronológica obrigatória e prevista na lei de responsabilidade fiscal. O buraco deve ficar evidente quando a Prefeitura publicar o balanço do primeiro trimestre de 2005, que é obrigatório.

    rnConter gastos

    rnA Prefeitura de Marília realmente não tem grandes e pesados financiamentosacumulados ao longo dos últimos quatro governos para quitar e por isso o déficit que o prefeito está herdando não é nada absurdo. Embora é claro a lei de responsabilidade fiscal obrigasse os administradores a fechar o mandato sem um centavo de restos a pagar ao sucessor.Bulgareli ainda não sabe quanto vai ter de enxugar nas contas públicas e repete algumas fórmulas padrão: economizar com energia, telefone, horas extras, carros oficiais, diárias…

    rnOlho na receita

    rnMário Bulgareli está certo pois deixou claro que precisa enxugar os gastos e conter despesas que podem ser adiadas enquanto define o desempenho da receita orçamentária. Os dois primeiros meses geralmente têm queda de arrecadação e somente a partir de março o desempenho é melhor. Bulgareli e sua assessoria terão que administrar o déficit e contar com a parceria de fornecedores, o que não é nada difícil de conseguir nesse primeiro instante. Pelo contrário.

    rnSem traumas

    rnQuem ganha eleição decide e faz nomeações de pessoas de confiança e técnicos. Como Bulgareli é sucessor de situação ficou evidente que acabou aproveitando maior parte dos indicados do governo anterior. Vai fazer alguns remanejamentos, adequar quadros da Emdurb e da Prefeitura. No primeiro ano é o prazo para verificar futuras adequações e ou troca de quem não enquadrar-se nos novos costumes. Nada mais natural.

    rnCuidar da cidade

    rnA primeira semana Bulgareli gastou adequando o quadro de assessores e a partir de agora principalmente seus secretários, Daem,Emdurb e Codemar devem alinhar-se numa megaoperação para recuperar limpeza, capinação e tapa-buracos em diversas regiões da cidade. No fim do mandato de Camarinha por cansaço, dificuldade financeira e relaxo houve abandono da cidade e agora é hora de recuperar o tempo perdido. Uma época de muito trabalho e o período das chuvas deve atrapalhar um pouco. Mas a comunidade quer ver já administração nas ruas.

    rnLimpar escolas

    rnOutra meta para este mês é limpar os prédios de quase 100 escolas municipais e estaduais da cidade e zona rural. Uma medida acertada para aproveita as férias dos alunos e garantir que no retorno todos encontrem escolas em boas condições. Aliás, se tem uma área que Bulgareli deve tratar com extremo carinho é a educação. Ele e sua mulher, Fátima, são professores de formação profissional.Nessa área poderia criar alguma diferenciação. Exemplo: iniciar criação de modelo diferenciado, talvez com duas unidades maiores e jornada dupla aliando várias atividades. É uma idéia.

    rnTrês marcas

    rnSe três projetos de Mário Bulgareli vingarem aliados à necessária transparência política e financeira da administração, ele terá mostrado que imprimiu sua marca, identidade própria. São eles: tratamento dos efluentes de esgoto, destinação e reciclagem do lixo urbano e construção do ginásio municipal de esportes. O prefeito não se contém de entusiasmo quando fala dessas obras e deixa claro que com ele ninguém combina uma mesma coisa duas vezes, porque combinou, todos devemos cumprir. Salutar e promissor.

    rnMeta encaminhada

    rnPor conta, obra, trabalho e desempenho do engenheiro Luiz Eduardo Nardi, uma das metas mais bem encaminhadas da administração Bulgareli é em relação ao tratamento dos efluentes de esgoto de Marília. Nenhuma administração conseguiu até agora nem mesmo minimizar esse que é um dos principais problemas de saneamento básico do Brasil e Marília pode estar na lista de vanguarda do setor.

    rnDinheiro aprovado

    rnPouco mais de R$ 46 milhões de recursos aprovados pelo BNDES já estão disponíveis nos orçamentos de 2005 e 2006 para que haja contratação das obras. O edital abrindo a concorrência chegou a ser publicado no final do ano passado, mas a licitação acabou suspensa por determinação do Tribunal de Contas do Estado depois de representações de empreiteiras interessadas na disputa. Essa semana todas as pendências foram jurídico-legais foram resolvidas e os prazos foram reabertos.

    rnGrande obra

    rnA disputa na licitação deve ser grande pelo volume de recursos e interesse de grandes empreiteiras. Se não houver recursos judiciais, até o fim de fevereiro o processo licitatório poderá ser concluído e em março a obra terá início. Caberá a Bulgareli e Nardi zelar dia e noite pelo contrato que assim que terá duas vertentes: notabiliza a dupla pela importância do feito ou bate carimbo de suspeição. Eles não têm o perfil de quem quer a segundo opção. Pelo contrário.

    rnApoio de Alckmin

    rnO PSDB sempre teve um desempenho ridículo em Marília e região. O quadro muda agora. Mesmo que filiado apenas há um ano e dois meses, Bulgareli é prefeito de Marília pelo partido e sabe muito bem que o governador Geraldo Alckmin tem pretensões de disputar a presidência da República e que terá toda chance de obter apoio em alguma conquista mais significativa. Bulgareli já escolheu o que pretende: recursos para construir o ginásio municipal de esportes.

    rnObra é tabu

    rnEm 1981, há 23 anos, o então prefeito Theobaldo de Oliveira Lyrioenterrou milhares de reais num esqueleto de ginásio de esportes na avenida Santo Antonio e de lá para cá Abelardo Camarinha, Domingos Alcalde e Salomão Aukar, até ensaiaram, prometeram, mas seus governos não puseram um centavo, um tijolo uma saca de cal para concluir a obra. Agora é a vez de Bulgareli e parece que diferente dos outros, a determinação nesse primeiro instante é bem maior.

    rnJá em estudo

    rnO governador Geraldo Alckmin esteve ontem em Marília com Mário Bulgareli e no percurso que fizeram até Pompéia, passaram pela avenida Santo Antonio. Tudo pensado por Bulgareli que foi mostrar ao governador o que dele pretende em recursos em 2005 e 2006.É quase certo que boa parte dos recursos devem sair dos cofres do Estado. Bulgareli é do partido e tem credibilidade junto aos tucanos. O perfil do prefeito é bem diferente do antecessor nesse aspecto. Tem posição firme, cumpre compromissos e arca com as consequências.

    rnSaúde 24 horas

    rnBulgareli não poderia estar mais entusiasmado nessa primeira semana. Claro, tem o prazer de dirigir uma cidade média, de excelente orçamento, e em termos pessoais é o auge da meta público-administrativa, sem contar outras tantas vantagens próprias de quem exerce o poder. Mas o prefeito tem demonstrado tranquilidade e quer imprimir ritmo nas decisões. Tanto que o atendimento de saúde 24 horas por dia no mini-hospital do Jardim Santa Antonieta já tem data para começar: julho. É prazo curto, mas avisou que licitação e obras devem seguir em prazos acelerados, prioritários.

    rnJosé Ursílio

    rn

  • 09 jan 2005 /  Fique Ligado

    Ciúme mata

    rnNão é o contar dos dias mas o contar das horas que vai mostrar que o ex-prefeito Camarinha vai espernear de ciúmes em relação ao desempenho de Mário Bulgareli. Ninguém gosta de deixar o poder e suas benesses, mas alguns têm maiores dificuldades, como é o caso do ex. Pior. Com o passar do tempo, rei morto, rei posto (ou vice-versa); mesmo em terra de cego. Seria bom que acabassem as pressões e todos fossem ocupar os espaços que lhe são de fato e direito, sem avançar no que é dos outros. Nada mais.

    rnrnDar crédito

    rnrnDefendo a legitimidade democrática e legal de quem assume o poder e que todos têm o direito a ter tempo para que possam mostrar ao que vieram e até onde podem cumprir compromissos e transparência. Não será diferente com Mário Bulgareli, em que pese o leitor estar acostumado com uma coluna sempre extremamente crítica. As críticas vão existir, mas vamos dar tempo para que o novo prefeito possa mostrar o que vai produzir e com que grau de confiabilidade.

    rnVigiar é preciso

    rnrnMais ainda, não só esse colunista ou jornal, repito, a sociedade civil, o cidadão de bem, as organizações não governamentais e de classes, devem desde já estabelecer um cronograma de participação, acompanhamento, fiscalização, do conjunto da administração pública. Temos que nos envolver com as coisas e fatos de nossa comunidade e esse conceito deve estar no dia a dia para que depois possamos cobrar. Sem participação seremos omissos e perderemos representatividade e razão para sustentar nossas causas.

    rnrnLogo cedo

    rnO prefeito Mário Bulgareli está mais que disposto como em todo início de mandato. Todos os dias da semana chegou cedo, às 8h, e foi embora, depois das 20h.Não deixou nenhum secretário sem ser atendido e cobrou levantamentos e fixação de metas para o primeiro semestre. O estilo do professor nessa primeira semana já garantiu mudança nos atos e costumes notabilizados principalmente no segundo mandato abelardiano, extremamente desgastado. Sensível diferença e para melhor.

    rnDescentralização

    rnrnO ritmo da primeira semana mostrou que Bulgareli está interessado na valorização de toda administração e sem centralização de poderes. O prefeito tem no vice Luiz Eduardo Nardi uma base importante de sustentação política e dividirá com o chefe de gabinete Nelson Grancieli a direção administrativa-funcional. Bulgareli tem que imprimir seu estilo e ritmo desde o primeiro momento, criar uma identidade própria e esse é o caminho para o sucesso.

    rnrnFato e direito

    rnrnO segundo mandato de Camarinha teve dois prefeitos. O de direito que era o próprio e o de fato, que foi o ex-chefe de gabinete Carlos Umberto Garrossino. Ninguém decidia nada se não pedisse a benção para Garrossino, nenhum secretário comprava um prego se ele não botasse sua assinatura. Centralização de poderes sem precedentes e que acabou engessando as decisões. Sem contar aquele clima de vou ver amanhã, drible da vaca, cercar o Lourenço e outras tantas enrolações quando o assunto não interessava pessoalmente. Escrevo porque vi, participei e fui vítima.

    rnPoder dividido

    rnCom responsabilidade, dizer sim e não com naturalidade, transparência e sem enrolar o contribuinte, o cidadão, o munícipe. Esse deve ser o perfil de administração isenta, com crédito e insuspeita e isso é o que a cidade espera de Bulgareli e Nardi. O segundo homem da administração é Nardi, de perfil bem diferente, técnico, capaz, profissional. Não é nenhum intocável, mas não vai tratar a coisa pública como se fosse dono do mundo, o que ocorreu nos últimos oito anos.

    rnOutro rumo

    rnNas contas do ex-prefeito a nova administração acabou montada a seu gosto e vontade. Mas Bulgareli e Nardi sabiam dos compromissos e não iriam nesse primeiro momento ser ingratos. Mas já na primeira semana ficou evidente e a assessoria já entendeu que a centralização de poder e decisões mudou de endereço. Mesmo com a vigilância quase doentia de Camarinha e a permanência de Carlos Garrossino como secretário da Administração, a hierarquia manda seguir, pela ordem: Bulgareli, Nardi, Nelson Grancieli. E secretário agora tem autonomia desde que, é claro, o prefeito seja bem informado sobre os rumos dos projetos e iniciativas.

    rnEnxugar contas

    rnNinguém sabe e ou divulga o tamanho do buraco financeiro deixado pelo ex-prefeito Abelardo Camarinha, embora estimativas indiquem valores aproximados de R$ 8 milhões, sem contar que para amenizar a situação muitas obras tiveram empenhos cancelados de forma ´´amigável´´. Bulgareli não fala sobre dívidas, só garante que vai pagá-las dentro da ordem cronológica obrigatória e prevista na lei de responsabilidade fiscal. O buraco deve ficar evidente quando a Prefeitura publicar o balanço do primeiro trimestre de 2005, que é obrigatório.

    rnConter gastos

    rnA Prefeitura de Marília realmente não tem grandes e pesados financiamentosacumulados ao longo dos últimos quatro governos para quitar e por isso o déficit que o prefeito está herdando não é nada absurdo. Embora é claro a lei de responsabilidade fiscal obrigasse os administradores a fechar o mandato sem um centavo de restos a pagar ao sucessor.Bulgareli ainda não sabe quanto vai ter de enxugar nas contas públicas e repete algumas fórmulas padrão: economizar com energia, telefone, horas extras, carros oficiais, diárias…

    rnOlho na receita

    rnMário Bulgareli está certo pois deixou claro que precisa enxugar os gastos e conter despesas que podem ser adiadas enquanto define o desempenho da receita orçamentária. Os dois primeiros meses geralmente têm queda de arrecadação e somente a partir de março o desempenho é melhor. Bulgareli e sua assessoria terão que administrar o déficit e contar com a parceria de fornecedores, o que não é nada difícil de conseguir nesse primeiro instante. Pelo contrário.

    rnSem traumas

    rnQuem ganha eleição decide e faz nomeações de pessoas de confiança e técnicos. Como Bulgareli é sucessor de situação ficou evidente que acabou aproveitando maior parte dos indicados do governo anterior. Vai fazer alguns remanejamentos, adequar quadros da Emdurb e da Prefeitura. No primeiro ano é o prazo para verificar futuras adequações e ou troca de quem não enquadrar-se nos novos costumes. Nada mais natural.

    rnCuidar da cidade

    rnA primeira semana Bulgareli gastou adequando o quadro de assessores e a partir de agora principalmente seus secretários, Daem,Emdurb e Codemar devem alinhar-se numa megaoperação para recuperar limpeza, capinação e tapa-buracos em diversas regiões da cidade. No fim do mandato de Camarinha por cansaço, dificuldade financeira e relaxo houve abandono da cidade e agora é hora de recuperar o tempo perdido. Uma época de muito trabalho e o período das chuvas deve atrapalhar um pouco. Mas a comunidade quer ver já administração nas ruas.

    rnLimpar escolas

    rnOutra meta para este mês é limpar os prédios de quase 100 escolas municipais e estaduais da cidade e zona rural. Uma medida acertada para aproveita as férias dos alunos e garantir que no retorno todos encontrem escolas em boas condições. Aliás, se tem uma área que Bulgareli deve tratar com extremo carinho é a educação. Ele e sua mulher, Fátima, são professores de formação profissional.Nessa área poderia criar alguma diferenciação. Exemplo: iniciar criação de modelo diferenciado, talvez com duas unidades maiores e jornada dupla aliando várias atividades. É uma idéia.

    rnTrês marcas

    rnSe três projetos de Mário Bulgareli vingarem aliados à necessária transparência política e financeira da administração, ele terá mostrado que imprimiu sua marca, identidade própria. São eles: tratamento dos efluentes de esgoto, destinação e reciclagem do lixo urbano e construção do ginásio municipal de esportes. O prefeito não se contém de entusiasmo quando fala dessas obras e deixa claro que com ele ninguém combina uma mesma coisa duas vezes, porque combinou, todos devemos cumprir. Salutar e promissor.

    rnMeta encaminhada

    rnPor conta, obra, trabalho e desempenho do engenheiro Luiz Eduardo Nardi, uma das metas mais bem encaminhadas da administração Bulgareli é em relação ao tratamento dos efluentes de esgoto de Marília. Nenhuma administração conseguiu até agora nem mesmo minimizar esse que é um dos principais problemas de saneamento básico do Brasil e Marília pode estar na lista de vanguarda do setor.

    rnDinheiro aprovado

    rnPouco mais de R$ 46 milhões de recursos aprovados pelo BNDES já estão disponíveis nos orçamentos de 2005 e 2006 para que haja contratação das obras. O edital abrindo a concorrência chegou a ser publicado no final do ano passado, mas a licitação acabou suspensa por determinação do Tribunal de Contas do Estado depois de representações de empreiteiras interessadas na disputa. Essa semana todas as pendências foram jurídico-legais foram resolvidas e os prazos foram reabertos.

    rnGrande obra

    rnA disputa na licitação deve ser grande pelo volume de recursos e interesse de grandes empreiteiras. Se não houver recursos judiciais, até o fim de fevereiro o processo licitatório poderá ser concluído e em março a obra terá início. Caberá a Bulgareli e Nardi zelar dia e noite pelo contrato que assim que terá duas vertentes: notabiliza a dupla pela importância do feito ou bate carimbo de suspeição. Eles não têm o perfil de quem quer a segundo opção. Pelo contrário.

    rnApoio de Alckmin

    rnO PSDB sempre teve um desempenho ridículo em Marília e região. O quadro muda agora. Mesmo que filiado apenas há um ano e dois meses, Bulgareli é prefeito de Marília pelo partido e sabe muito bem que o governador Geraldo Alckmin tem pretensões de disputar a presidência da República e que terá toda chance de obter apoio em alguma conquista mais significativa. Bulgareli já escolheu o que pretende: recursos para construir o ginásio municipal de esportes.

    rnObra é tabu

    rnEm 1981, há 23 anos, o então prefeito Theobaldo de Oliveira Lyrioenterrou milhares de reais num esqueleto de ginásio de esportes na avenida Santo Antonio e de lá para cá Abelardo Camarinha, Domingos Alcalde e Salomão Aukar, até ensaiaram, prometeram, mas seus governos não puseram um centavo, um tijolo uma saca de cal para concluir a obra. Agora é a vez de Bulgareli e parece que diferente dos outros, a determinação nesse primeiro instante é bem maior.

    rnJá em estudo

    rnO governador Geraldo Alckmin esteve ontem em Marília com Mário Bulgareli e no percurso que fizeram até Pompéia, passaram pela avenida Santo Antonio. Tudo pensado por Bulgareli que foi mostrar ao governador o que dele pretende em recursos em 2005 e 2006.É quase certo que boa parte dos recursos devem sair dos cofres do Estado. Bulgareli é do partido e tem credibilidade junto aos tucanos. O perfil do prefeito é bem diferente do antecessor nesse aspecto. Tem posição firme, cumpre compromissos e arca com as consequências.

    rnSaúde 24 horas

    rnBulgareli não poderia estar mais entusiasmado nessa primeira semana. Claro, tem o prazer de dirigir uma cidade média, de excelente orçamento, e em termos pessoais é o auge da meta público-administrativa, sem contar outras tantas vantagens próprias de quem exerce o poder. Mas o prefeito tem demonstrado tranquilidade e quer imprimir ritmo nas decisões. Tanto que o atendimento de saúde 24 horas por dia no mini-hospital do Jardim Santa Antonieta já tem data para começar: julho. É prazo curto, mas avisou que licitação e obras devem seguir em prazos acelerados, prioritários.

    rnJosé Ursílio

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