• 27 mar 2005 /  Fique Ligado

    São estúpidos

    rnrnNão deu tempo de repelir com antecedência a estupidez e falta de conhecimento histórico e de memória desse pessoal da Câmara e do próprio prefeito Mário Bulgareli – que foi na onda de Abelardo Camarinha – e conseguiram mudar as cores da bandeira de Marília. Pouca gente se manifesta por absoluta falta de cultura, mas não é possível medida tão importante ser aprovada e sancionada com tanta falta de bom senso.

    rnNão tem lógica

    rnA escola abelardiana tentou mudar as cores no ano passado, mas bem ou mal os vereadores rejeitaram. A mudança tinha argumentação ridícula e medíocre, como as tais cores do time de futebol, o MAC. Ora como bem uma leitora escreveu, porque então não colocar no brasão, em lugar dos ramos de café e algodão, bolachas, biscoitos, confeitos, já que muita gente acha que Marília é a capital nacional do alimento?

    rnAnalfabetismo

    rnNão me lembrava mais, mas o vermelho da bandeira que agora virou azul, era referência à cultura do café enquanto o branco, o algodão, culturas que fizeram a história de desenvolvimento da cidade na sua origem. Ou será que é melhor ouvir a patota de Marília e mudar logo outras bandeiras, como a paulista e a nacional. Ora, pára com isso gente, vá procurar o que fazer.

    rnOutras cores

    rnrnImagine só esses intelectuais de Marília discutindo a mudança da bandeira do Brasil. Poderia apagar o verde porque essa história de mata não existe mais, assim como o amarelo, pois o país não tem tanto ouro. Poderia colocar cinza no lugar do verde. Porque! Ah, representaria a fumaça das chaminés das indústrias. Ah, quem sabe no lugar do amarelo, colocar o marrom, essa representaria o custo Brasil, a tal corrupção.

    rnIndignação

    rnrnA notícia da troca de cores da bandeira deixou muita gente indignada durante a semana. Nem tantas manifestações as mais coerentes, pois a ampla maioria não defendeu memória ou história, mas foram para aquele lado da eventual sensação de falta onde mexer, com tantos e tantos problemas que a cidade tem.É manifestação do saco cheio do povo e sua consequente apatia e omissão. Lamentável.

    rnManifestação

    rnAs duas manifestações muito coerentes e, que alívio, ainda bem que ainda existam pessoas capazes de marcar posição intelectual e coerente, foram feitas por Simone Doreto Campanari, de Marília, e Renata Araújo, de São Paulo, que aliás tiveram suas opiniões publicadas quarta-feira na página dois do Diário. No mais, as laterais da bandeira de Marília agora têm azul, medida que envergonha pela falta de conhecimento e cultura.

    rnSem assessoria

    rnA mudança de cor da bandeira e outros tantos projetos do Executivo e Legislativo sem nenhuma base e até aberrações evidencia não é de hoje a falta de preparo de gestores públicos em algumas áreas e a ineficiência de assessores incapazes de orientações e influência para evitar os despropósitos. Uma pobreza de técnicos e intelectuais, sem contar o bom senso. Vamos voltar a esse assunto com mais profundidade.

    rnFui enganado

    rnrnNo fim do ano passado quando foram retomadas as obras de recapeamento parcial da BR-153 no trecho entre Marília e Getulina até acreditei que os serviços seriam desenvolvidos dentro das boas técnicas, que o Exército estaria talvez capacitado para o trabalho. Ledo engano. Pode apostar, muito pouco vai adiantar o dinheiro enterrado na obra.

    rnTapou buraco

    rnrnO trecho que uso quase todos os dias posso descrever com propriedade e conhecimento. Antes estava intransitável, ao ponto de ser interditado pela Justiça Federal a partir de denúncia e ação da Procuradoria da República. De tanto cobrarmos autoridades e a partir da ação do MPF o Ministério dos Transportes liberou recursos para a recuperação.

    rnLenga-lenga

    rnMas o que fez o Dnit liberar recursos e autorizar o Exército a fazer operação tapa-buracos foi a pressão da sociedade representada pelos veículos de comunicação e motoristas. Pena que de novo o poder público seja aquele lixo de sempre, que mais desperdiça dinheiro que propriamente resolve os problemas. Infelizmente este é outro caso dessa natureza.

    Sem capacidade

    rnrnOs serviços que estão sendo feitos pelo Exército nada vai adiantar e nem bem tapou parte dos buracos, outros tantos estão abertos. Sem contar que a forma de trabalho não poderia ser mais grotesca. Não há ritmo, não há técnica, tapa-se um buraco no quilômetro 218 mais 300 metros e no mesmo quilômetro a 800 metros deixa-se uma cratera aberta, ou uma pista única central, com laterais cortadas pelas obras. Absurdo.

    rnNo abandono

    rnrnPior de tudo é que esse negócio de interdição virou balela. Está todo movimento de caminhões pela estrada, o Exército trabalhando nas proximidades do trevo de Guaimbê e os riscos agora são ainda maiores. Os caminhões pesados desenvolvem velocidade e no cruzamento com veículos, na tentativa de desvio de crateras, é aquele salve-se quem puder. Acidentes graves serão registrados, é questão de dias.

    rnSem responsáveis

    rnSerá que a diretoria regional do Dnit e ou outros responsáveis estão acompanhando as obras? Se estão, tem alguma coisa muito errada e garanto que não se trata de eventual analfabetismo de leigo para verificar que o quadro é dramático. Os motoristas e usuários de uma forma geral estão revoltados com os perigos da rodovia e quem acompanha a forma como os serviços foram realizados, fica ainda mais revoltado.

    rnOlho do MPF

    rnrnSeria bom que o Ministério Público Federal nomeasse o perito para acompanhar o que foi feito e quais as condições principalmente do trecho entre Marília e Guaimbê, mesmo que o Dnit e o Exército aleguem que as obras ainda estão incompletas. Até porque mesmo no trecho onde buracos foram tapados, outros apareceram e o movimento foi liberado, até porque aquela região parece esquecida e sem fiscalização da Polícia Rodoviária.

    rnJogado fora

    rnSe ao término – se é que isso vai ocorrer – das obras de recuperação o quadro não melhorar significativamente, será a hora do MPF e nós entrarmos com ação direta da responsabilidade de quem liberou o dinheiro, fiscalizou e executou os serviços. Até porque se estará caracterizado que o Exército é incompetente para executar os serviços e mais uma vez o dinheiro público terá sido jogado fora.

    rnConformismo não

    rnSem essa também de achar que antes a situação era ainda pior. Continua uma lástima, apenas alguns trechos receberam camada de novo asfalto, mas o resto é deplorável, sem contar com a forma de trabalho do Exército, sem técnica, responsabilidade pois o motorista que não conhece a estrada está arriscado a capotar seu veículo. Sem contar a perda de rodas e pneus que é desgraçadamente quase normal.

    rnAção rápida

    rnPor falar em buraco e a pavimentação asfáltica, a cidade nessa época também está cheia deles, pelo menos nesse primeiro instante da administração do professor Mário Bulgareli o cidadão está tendo resposta imediata. Além dos serviços de recuperação, equipe acompanha e dá solução quase imediata para várias reclamações em bairros. Isso é seriedade.

    rnValeu a ironia

    rnSemana que passou moradores da rua Ézio Banzato se cansaram de buraco que atravessava a via há quase três anos e não deixaram de ironizar o ex-prefeito. Mandaram instalar uma faixa de ?Valeu Camarinha? pelo aniversário do buraco. Em menos de 24 horas a Codemar foi tapar o buraco. Parabéns aos moradores que foram atendidos e não deixaram de protestar, afinal é preciso mostrar aos políticos que existe ônus e bônus.

    rnCaminho certo

    rnrnEm que pese ainda a lentidão natural de início de governo para algumas decisões, o certo é que pelo menos há seriedade e boa vontade na tentativa de responder pelas reivindicações básicas da sociedade. Bulgareli com aquele jeitão de quem quer ouvir todo mundo antes de tomar decisões, pode até parecer meio truncado no desempenho, mas pelo menos são menos os erros e as intenções são boas.

    rnVai responder

    rnO que o prefeito não pode esquecer é que vai ter que correr riscos, ser firme e ter identidade própria em seu governo para afastar o carimbo de marionete de Camarinha, até porque é Bulgareli quem vai responder pelo ônus e bônus e não outro qualquer, seja o ex-prefeito, o vice Luiz Eduardo Nardi. No máximo algum secretário responde por eventuais denúncias de ação popular e do Ministério Público.

    rnEquilíbrio é bom

    rnÓbvio que por enquanto ainda nada está sendo questionado, até porque as concorrências ainda não foram abertas, ainda não há nada sendo investigado do atual governo. Óbvio também que mais cedo ou tarde haverá questionamentos e quanto mais transparente e cuidadoso Bulgareli e sua equipe forem, mais terão tranquilidade para defesa e justificativas. Sem contar o cuidado necessário com os falsos amigos que vão minando o terreno.

    rnIneficientes

    rnrnÓbvio igualmente em relação às expectativas da população, essa extremamente cansada e de saco cheio de promessinhas e discursinhos enquanto sua qualidade de vida não melhora por conta da ineficiência e deficiência dos agentes e gestores públicos. Isso é notado nos serviços e equipamentos de saúde, educação, bem-estar e infra-estrutura, sempre sem atender as necessidades e ou capengas.

    rnDar resultados

    rnMarília tem alguns pontos positivos como a rede de educação construída nos últimos 20 anos por conta de um orçamento municipal milionário e inflado por repasses federais e estaduais. Aliás é tanto dinheiro que até sobra no fim de ano e é preciso sair correndo para gastá-lo e cumprir a lei de destinação de 25% do orçamento. Mas tem áreas ainda capengas, como atendimento a recém-nascidos com falta de vagas e transporte escolar desestruturado em várias regiões.

    rnMais atendimento

    rnrnOutra área que a população vive gritando e com razão é em relação ao atendimento de saúde, com exames, consultas e outros serviços marcados para depois de meses de espera. Há ainda a falta de medicamentos em casos pontuais, mas que precisa ser melhorada e cabe a Bulgareli mostrar que sua administração vai melhor planejar a compra dos remédios para não ocorrer tanta deficiência como lastimavelmente ocorreu em 2004 no governo anterior.

    rnSem roubalheira

    rnTirando pelo menos boa parte da roubalheira aos cofres públicos tão conhecida nesse Brasil, dá sim para fazer muito pela população e cada vez mais a tendência da sociedade é ampliar mecanismos de cobrança e fiscalização. No caso de Marília vamos fazer nossa parte como estamos fazendo, sem claro dar o devido tempo por exemplo para que o prefeito Bulgareli coloque a casa em ordem e dê novo alento às reivindicações justas da população.rn

    José Ursíliorn

  • 20 mar 2005 /  Fique Ligado

    Novo quadro

    rnrnA disputa pela presidência da Assembléia Legislativa de São Paulo quase poderia passar sem qualquer valor. Mesmo o candidato do governador Geraldo Alckmin, o deputado Edson Aparecido, sendo derrotado por Rodrigo Garcia. A disputa é jogo do pode, que serve bem aos interesses político-partidários. Não deveria ser assim, mas infelizmente esse é o quadro.

    rnFatia do bolo

    rnrnComo Severino Cavalcanti (Câmara Federal) e Roberto Trípoli (Câmara de São Paulo); eleitos presidentes enfrentando candidatos do Executivo, Rodrigo Garcia na Assembléia foi outro marco não de interesse da sociedade, mas da divisão do bolo representado por orçamentos e cargos cobiçados pelos diferentes grupos políticos. Defesa de seus próprios interesses.

    rnVícios e defeitos

    rnNo caso específico de Marília para exemplificar como funciona a política e a politicalha basta ver o comportamento do deputado estadual Vinícius Camarinha, que na realidade, moço, novo, não sabe muito o que está fazendo por absoluta falta de experiência e cultura política, mas funciona com a cabeça e comportamento do pai, Abelardo, com virtudes e, lamentável, voraz, cheio dedefeitos.

    rnMuda de lado

    rnVinícius Camarinha tem direito de ficar do lado de quem quer que seja na disputa político-partidária – assim é o que acontece nos bastidores do poder. Mas é repugnante como político muda de lado e com que rapidez. Vinícius não se cansou de fazer média com Alckmin, viajou pela região, tirou foto no palácio, mas na hora do voto, pé na bunda do governador, votou contra.

    rnFama de traidor

    rnO ex-prefeito gosta de bater carimbo de traidor neste ou naquele desafeto ou adversário, mas um retrospecto de sua atuação mostra que em todas situações de decisão, sempre quis tirar o máximo proveito possível e acabou pulando de lado, deixando companheiros e aliados na mão. Seu desempenho sempre teve a marca da desconfiança, de quem não cumpre com a palavra e ou compromissos.

    rn Fora da rota

    rnO voto de Vinícius contra Edson Aparecido, que perdeu a eleição por 48 a 46 para Rodrigo Garcia, deve desde já carimbar a carreira do filho de Camarinha, sem contar essa de ficar cacarejando abobrinhas de reuniões daqui e dali e aproveitando-se da imagem do governo e do governador só quando há interesse em aparecer na mídia ou está atrás de algum benefício.É falta de mínima personalidade.

    rnComo fica agora

    rnrnHá algumas semanas atuação de pai e filho junto ao governo do Estado, mais especificamente junto à Secretaria da Segurança Pública, acabou colocando na geladeira o delegado de polícia Flávio Rino Guimarães, como essa coluna mostrou. Ah, bom, cara pálida, mas agora então o governador deve mandar o deputado plantar batata, procurar sua turma e deixar o delegado em paz, trabalhando.

    rnDevolve cargos

    rnrnBem, além de acabar com essa que repito é uma pouca vergonha e sujeira do mundo político que é perseguir funcionário público, o deputado e o pai também vão devolver os carguinhos de parentes e amigos na máquina estadual?Ou vão querer aumentar o valor da fatura para as futuras negociações, como é de praxe? Olha, essa coisa de partidos e poder está cada vez mais suja e podre.

    rnLista negra

    rnrnÉ óbvio que publicamente fica tudo naquela de aparências, de fingimento próprio do mundo político. Mas tanto o governador como o PSDB vão continuar colocando Camarinha na lista negra. Agora, o filho-deputado também. Cada um que escolha seu lado. Cada um que arque com as consequências. Voracidade cega.

    rnChamou reunião

    rnrnO governador fez pronunciamento em metáforas no dia seguinte, mas deixou claro que os traíras vão passar a pão e água e ao se reunir com os 46 deputados que votaram com ele, que disse: ?suportaram a coroa de espinhos? vão receber a ?coroa de louros?. Natural que Vinícius está fora, Zuza será o beneficiado se tiver mínima articulação.

    rnSe esquivou

    rnrnVinícius saiu no dia seguinte pela tangente, dizendo que o PFL é governo, que não votou contra Alckmin. Ora, que discursinho fajuto, tem que assumir posição, sem essa ladainha, que fica ainda pior.Portanto, sem essa de dizer que nada vai mudar no relacionamento. É pintar um quadro sem combinar com as cores e os tucanos vão sim dar o troco.

    rnVão pressionar

    rnrnAlém de tudo, no jogo político, na disputa do poder e na distribuição da fatia das benesses, tudo funciona na base da avaliação de desempenho a favor e contra quem está no poder. Quem vota a favor do governo pressiona por mais e mais e quem na hora agá cai fora, vota contra, fica chupando o dedo. É próprio do jogo e é assim quando se trata do tucanato. Pode apostar.

    rnQuadro confuso

    rnNo jogo político da cidade, o quadro ficará ainda mais confuso. O prefeito Mário Bulgareli é outro que está em péssimos lençóis, afinal, é do PSDB, está começando o governo e estava a toda hora de braço dado com Vinícius, fazendo reuniões com secretários estaduais, o próprio Alckmin, querendo claro amarrar destinação de recursos e obras.

    rnMais prejuízo

    rnMário Bulgareli até agora leu e obedeceu todas as lições e pregações de Camarinha, não fez uma única vírgula no texto sem consentimento do ex-prefeito, que há 10 dias chegou até a fazer reunião do tipo puxãozinho de orelha e Bulgareli baixou a cabeça para não criar mal-estar.Camarinha continua com gabinete sombra junto à Prefeitura, tanto assim que toda semana está lá, na sala de Carlos Umberto Garrossino, no terceiro andar.

    rnCabeça quente

    rnBulgareli tem motivos de sobra para ficar de cabeça quente, não só pelo cerco que Camarinha faz, mas agora também por ter sido um balde de água gelada na relação com Alckmin a partir da postura de Vinícius. Bulgareli vai ter que falar com o governador, mais do que nunca, de braço dado com os dirigentes do PSDB se quiser ter pedidos atendidos.

    rnTucanos bravos

    rnO tucanato de Marília ficou na mira da Executiva estadual, que cobrou reação enérgica contra o que eles classificam de traição de Vinícius. O coordenador regional, Mauro Roberto Borges, definiu bem a indignação e disse que aliado não pode sacanear. O documento de repúdio está pronto e só foi abortado porque Bulgareli implorou silêncio.Ora, mas vai ficar também queimado junto a Alckmin!

    rnZuza rindo à toa

    rnO deputado Joseph Zuza estava rindo à toa. É óbvio que, como votou com o governador, em Edson Aparecido, saiu fortalecido, continua com o desempenho de quem é companheiro e deve ganhar visibilidade regional por obra e graça do tucanato. Mas Zuza é oposição em âmbito municipal e daqui em diante vão ser um balaio de gato as relações entre os poderes

    rnPela região

    rnNão só Marília, mas a região fica aberta para Zuza e principalmente para o PSdB dizer ao que veio junto aos novos prefeitos e vereadores, pois esses municípios precisam de aliados do governo para suas reivindicações e não serão Vinícius ou Abelardo os indicados para essa atuação a partir de agora. Espaço para quem for mais organizado e esperto. É o jogo partidário.

    rnAzar do prefeito

    rnDe novo, quem perde muito é Mário Bulgareli, atrelado que está à família Camarinha, além de ter ficado sem muita reação em relação a Alckmin. Pior, o PSDB não pode e não vai ficar quieto. Em 2006 vai ter que ter candidatos regionais a partir de Marília, tanto a federal, quanto a estadual, no mínimo pela obrigação de atrapalhar Camarinha pai e filho.

    rnMenos vínculo

    rnQuem sabe de como deve ou não proceder, qual compromisso, até onde tem interesse em ter identidade própria é o prefeito Mário Bulgareli. Agora, é evidente que em política e ou em disputa por poder, pode-se ter e ser aliado, mas cada um deve ter sua própria personalidade. Esse momento exemplifica bem que Bulgareli não poder ser apenas portador das vontades de Camarinha.

    rnLado de quem

    rnPara a cidade, Bulgareli tem obrigação e dever de buscar o melhor relacionamento possível nesse instante com o governador, não porque foi eleito e é do PSDB (até porque esse negócio de partido não passa de trampolim e o prefeito não é nenhum tucano de carteirinha). Deve mostrar que Alckmin tem seu apoio e que discorda da postura de Vinícius e seu pai.

    rnValeu Vinícius

    rnO bordão oportunista e aproveitador de situações alheias notabilizado por Abelardo em sua administração foi herdado por Vinícius. Ridículo, mandaram pintar muros em todo canto da cidade como se a eventual e futura instalação de cursos da Fatec fosse conquista do deputado estadual. Pura ladainha. A Fatec é reivindicada há anos e – como antes – até agora não saiu do papel, não tem aí nada dos Camarinha, exceto a marca do carimbo indevido.

    rnSó exploração

    rnComo muito bem disse o tucano Mauro Borges na semana, é fácil pai e fi9lho ficarem cacarejando conquistas disso e daquilo que nada tem a ver, exceto com cronograma de investimentos que é obrigação do Estado para com a cidade e a região. Além de tudo, sem essa cara de pau de explorar e faturar só o que interesse.Sem essa de pé em duas canoAs, ou é situação, ou então está na oposição.

    rnJosé Ursíliorn

  • 13 mar 2005 /  Fique Ligado

    rnCircula difícil

    rnO serviço público e essencial de transporte coletivo que funciona em Marília há mais de 50 anos sob forma de concessão à Empresa Circular precisa e deve passar por reformulação ampla. Precisa de mais qualidade que viria com transparência e fiscalização do poder público.

    rnrnBom negócio

    rnrnrnNa maioria das cidades brasileiras não tem negócio melhor no mundo que explorar serviço de transporte coletivo. Nada se compara a essa maravilha de ganhar dinheiro numa época de crise. Imagine então quando se tem concessão por tanto tempo sem nenhuma concorrência e a bel prazer de interesses.

    rnrnSem demonizar

    rnrnrnNinguém quer demonizar de repente a Circular que bem ou mal carrega a população, gera empregos, paga impostos e dá lucro para seus donos, que claro investiram patrimônio, aquilo lá também não pode ser nenhuma entidade beneficente. Mas como serviço público deve seguir regras mais rígidas.

    rnrnCaixa preta

    rnrnrnA Circular é uma caixa preta inviolável até aos olhos de quem deveria por direito e obrigação de fiscalizar e comprovar legal e fiscalmente o destino dos recursos arrecadados por tarifas hoje de R$ 1,70 que seguem o mesmo padrão de cidades com trechos percorridos muito maiores que Marília.

    rnrnNinguém sabe

    rnrnNa Prefeitura de Marília não existe um único documento eficiente que defina com segurança a quantidade de passageiros transportados. Tanto assim que enquanto a Circular declara a bel prazer transportar em média 30.000 passageiros dia, há indicações claras de até o dobro desse número.

    rnrnSem auditoria

    rnrnO único serviço que você paga antes de usar, a passagem de ônibus é um custo alto para o bolso do assalariado, da dona-de-casa, do aposentado e do estudante, principais usuários. Não tem recibo, o controle da documentação fica exclusiva e sob as boas intenção da empresa, sem nunca ter havido auditoria.

    rnrnCusto sem base

    rnrnrnA Circular ? repito, como a maioria das empresas do setor em outras cidades ? apresenta sua planilha de custo com reivindicação de aumento valor da passagem. Mas qual a garantia que os números representam a realidade. Quase nenhuma. No negócio, na lei, nas boas técnicas, não está escrito que ficam abolidas fiscalização e auditoria.

    rnrnBolso vazio

    rnrnrnO bolso do usuário é obrigado a suportar o preço da tarifa sem questionar, até porque como nos demais setores, entidades que fiscalizam e lutam por direitos estão abaixo do mínimo, sem representatividade alguma. A mesma coisa acontece com o Ministério Público que até agora não deu bola para o negócio.

    rnrnTem suspeição

    rnrnrnMas o pior de tudo nesse contexto vai além do relaxo do poder público e cumprir com sua obrigação de auditar o transporte coletivo da cidade. É renovação da concessão de forma altamente suspeita, sem discussão, sem concorrência, usando artifícios à distância que infelizmente acabam no esquecimento.

    rnrnDuas renovações

    rnrnrnNa administração anterior de Abelardo Camarinha tudo foi muito bem abafado quando o assunto vinha ao público. Primeiro justificou-se e arranjou-se para que a concessão ficasse sub judice. Depois conseguiu-se no ano passado uma renovação rápida e no apagar das luzes nesse que é um negócio da china para envolvidos.

    rnrnPano pra manga

    rnrnEsse negócio de transporte coletivo já deu muito o que falar. Acaba sendo sempre envolvido em suspeição justamente pela falta de transparência e de vontade das partes em adotarem parâmetros técnicos e legais para a fixação de valores, reajustes e o próprio funcionamento das linhas e serviços agregados.

    rnrnFim de papo

    rnrnrnHavia até sete anos atrás, mesmo que com indicações do chefe do Executivo, um grupo de representantes de diversos setores reunidos num tal sistema que pelo menos dava opiniões sobre reivindicações da Circular em relação a reajuste da tarifa. Até isso foi abolido. Fica a mercê da vontade do prefeito. É muito pouco.

    rnrnLei municipal

    rnrnEssa é a hora de a Câmara de Marília, aliada ao prefeito Mário Bulgareli que está mexendo em coisas pontuais mas de suma importância para romper velhos e velhacos métodos, rediscutir a questão do transporte coletivo, seu funcionamento, fiscalização, auditoria e melhoria para o bem geral de todos, principalmente dos usuários.

    rnrnNão tem fiado

    rnrnVocê imagina nessa crise desgraçada, quando é difícil vender, pior ainda receber, uma empresa que não vende fiado, que não tem inadimplente, que não tem controle, que não recebe um único cheque sem fundo, que trabalha com o dinheiro limpinhornpode ter o caixa dois que for que a Receita Federal nem vai dar bola. Essa é uma empresa de transporte.

    rnrnCresceu muito

    rnrnrnA cidade tem hoje no mínimo 215.000 habitantes fora a população flutuante que deve chegar a mais 20.000. Há crescimento demográfico significativo em 20 anos, mas a marca de crescimento de usuários que a Circular carrega segundo declarações oficiais divergem de todos números do IBGE e similares. Logo, é essencial auditar o setor e em caráter de urgência.

    rnrnSem qualidade

    rnrnrnAgora, outra parte que o município está omitindo-se e deixa a coisa rolar solta é em relação aos serviços que a Circular presta, independente de custo e outras necessidades. Há variação significativa na qualidade e eficiência e de tempos em tempos o usuário está gritando contra com todo mundo fazendo ouvidos moucos.

    rnrnDeve reclamar

    rnrnrnO usuário deve reclamar, o poder público dar retaguarda e a Circular buscar eficiência, não só no sistema de cobrança da tarifa, com garantias as mais diversas, enquanto na outra ponta não ocorre o mesmo em relação ao transporte das pessoas. A Circular cancela linhas, muda roteiros, reduz horários, deixa ônibus lotados em horários de picos e ninguém faz nada.rn

    rnJosé Ursíliorn

  • 06 mar 2005 /  Fique Ligado

    Velhos métodos

    rnNão é só corrupta e ineficiente a administração pública brasileira e os métodos dos velhacos que fazem do poder instrumento para desejos de vingança contra adversários. A sujeira ultrapassa quaisquer limites. No máximo grupo vencedor de eleição deve trocar e mexer naqueles que são cargos de confiança. Na mais, o resto é jogo sujo.

    rnMoeda de troca

    rnEm algumas repartições e órgãos públicos ainda funciona a pressão e as ameaças daqueles que deveriam dar exemplo de comportamento democrático. Assim é que funcionários públicos ficam à mercê dos arroubos de políticos que nutrem ódio e desejo de vingança contra eventuais adversários. Basta ter tido opinião diferente para ser injustamente penalizado.

    rnEstado medíocre

    rnSe determinado funcionário público do Estado, onde é mais frequente essa vergonha, se posiciona numa eleição, acaba correndo riscos de ser incomodado em sua atuação e desempenho profissional, mesmo sendo concursado e com carreira intocável. Lamentável que ainda hoje o coronelismo vigore e um jeito de desmascarar é denúncia pública.

    rnMandar embora

    rnPrincipalmente na área da Segurança Pública, antigamente policiais civis e militares eram transferidos até por pressão de vereadores e prefeitos. O delegado prendeu um amigo, lá vinha a ameaça de ser mandado embora para São Miguel Paulista, na Capital. O cabo, sargento ou tenente fez uma revista no filho de figurão, mande-o para Mauá ou Guarulhos. Ora, coisa vergonhosa e que deveria estar enterrada.

    rnPai e filho

    rnrnO governo tucano de Geraldo Alckmin acaba de fazer média com o deputado estadual Vinicius Camarinha e seu pai, o ex-prefeito Abelardo Camarinha. Pai e filho têm uma moeda de troca, que é o voto de Vinicius na Assembléia Legislativa. Fizeram de tudo para prejudicar um delegado da Polícia Civil de Marília, não por acaso adversário na eleição do ano passado.rn

    Na geladeira

    rnrnO delegado Flávio Rino Guimarães estava até essa semana respondendo pela Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes). Estava. Vai para a geladeira, ficar atrás de alguma mesa lá na sede da Seccional ou outro canto, esperando as horas passarem ou no máximo produzindo alguma coisa que nada tem de urgente e que qualquer outro poderia fazer.

    rnTirou de área

    rnrnMas o que é isso. Simples. Flavio Rino, o Vico, de família tradicional na cidade, já foi duas vezes candidato a vereador e no ano passado por circunstâncias partidárias e ideológicas, acabou candidato a vice na chapa encabeçada por Domingos Alcalde, portanto de oposição a Mário Bulgareli, o candidato de Camarinha que ganhou a eleição.

    rnBrigas normais

    rnrnOs ânimos em reta final de campanha estiveram acirrados, Flávio Rino e Camarinha, o pai, chegaram a trocar xingamentos em encontro na Sampaio Vidal dias antes da eleição, teve até boletim de ocorrência. Exageros de ambos os lados ? e em eleição há sempre exageros, até toleráveis quando não há vias de fato. Mas, passou a eleição, cada um deve voltar a seu espaço, a sua profissão, enfim, civilizadamente.

    rnInimigo certo

    rnrnMas parece que a sede de poder e o uso indevido não valem para algumas situações. Camarinha elegeu seu sucessor com méritos, Bulgareli está prefeito e com fidelidade mais que surpreendente, tanto assim que fez todas as nomeações que o ex-prefeito quis, não reclamou de uma vírgula, inclusive dos mais de R$ 15 milhões de dívidas e outras coisinhas… Mas Camarinha parece ainda não satisfeito e quer mais, pior que com os velhos métodos que só produz mesmo mais inimigos.

    rnCaneta do filho

    rnCamarinha é daqueles que nunca assume o que faz e os exemplos poderiam ser citados aos montes e com datas e nomes, que não é o caso pelo menos neste instante. Mas usando a caneta do filho que está deputado estadual, fez tanta pressão na Secretaria da Segurança Pública, que acaba de conseguir sua vingança contra o delegado Flávio Rino que vai ser removido para outro setor.

    rnNa surdina

    rnO delegado vai ser literalmente encostado, mas ninguém duvide, as explicações dos chefes da Polícia Civil nunca vão dizer que trata-se de influência política, partidária e ou de quem quer que seja, mas sim apenas necessidade de reestruturação. Aquela balela de sempre. O que está ocorrendo é uso indevido do poder para prejudicar um profissional concursado e de carreira.

    rnMãos do poder

    rnNo passado os políticos foram muito mais coronéis, mas a Constituição de 1988 amenizou um pouco o descalabro. Mesmo assim servidores públicos sempre estão ameaçados pelos maus costumes e truculência de quem não respeita valores democráticos e liberdades de expressão. Ou será que quem é servidor tem sempre que comer nas mãos de quem está no poder.

    rnDar o troco

    rnrnCamarinha pai e filho talvez pensem que estão dando mostras de poder e força, estejam provocando desarticulação de quem se posiciona divergente e diferente daquilo que defendem. Engano. O mundo muda rápido, até de um dia para o outro. O que você produz de bem e mal volta com a mesma intensidade. Os métodos velhacos devem mudar.

    rnTratar igual

    rnrnPai e filho têm poder transitório, tudo na vida é assim. Hoje desfilam como autoridades, amanhã vão entrar numa delegacia como cidadãos comuns. Mesmo em cargo público, é preciso ter humildade, até porque os currículos dos dois, como de todo mundo não é nenhuma perfeição e quem age com desejos de vingança e ódio, acaba despertando os mesmos sentimentos na exploração de suas mazelas.

    rnInjustiçado

    rnrnNão tenho relacionamento mais próximo com o delegado, conheço parcial sua carreira e sua família. Mas tenho certeza que ele tem muitos méritos profissionais e está sendo vítima de perseguição por ser capaz de manifestar-se como cidadão, disputando eleições com idéias divergentes de quem está no poder há quase 30 anos. Pode ter tido exageros, mas somente na eleição, não como delegado. Então, é um absurdo essa perseguição.

    rnSem efeito

    rnrnMuito bem. Mas qual o efeito prático, exceto o de um capricho deslavado? Está se tirando um delegado eficiente de uma repartição não porque prevaricou, cometeu erro. Um prejuízo para o serviço público policial, para a cidade, uma estatística a favor da criminalidade e da impunidade. Pior ainda, quando a Polícia Civil está precisando é de reforço, de mais profissionais, de contratações.

    rnOutro caso

    rnrnAgora, que é uma vergonha ninguém dúvida. Enquanto um delegado está sendo colocado na geladeira sem motivo, o delegado Wilson Damaceno, que também foi candidato a vereador, mas pelo grupo de Camarinha e inclusive integra o PSDB de Mário Bulgareli e Alckmin, até agora não conseguiu liberação para ser indicado na diretoria da Emdurb. Tanto um quanto outro são bons profissionais.

    rnCoisa esquisita

    rnNão é por menos que estou cada dia mais de saco cheio e desiludido com os homens ditos públicos, políticos e gestores desse país. No fundo, vira, vira, roda, roda, e os métodos são os mesmos, a roubalheira não pára, tudo é favorecimento indevido, o jogo é sujo e podre e só se articulam os malandros. Quando a coisa é minimamente séria, não anda, não tem empenho.

    rnMuito melhor

    rnrnQuando olho para Matheus fico imaginando um ser humano educado, ético, equilibrado, justo, independente, enfim com tantos e tantos predicados que infelizmente tento persegui-los, mas sei o quão difícil é libertar-se das tentações do mundo moderno. Mas luto para que meu filho seja infinitamente melhor que eu, que esteja num mundo muito mais justo que o atual. É assim que todo pai sonha todo dia.

    rnOutra escola

    rnrnDigo isso porque gostaria de ver o deputado estadual Vinícius talvez trilhando caminho bem diferente do pai Abelardo. Cada geração deve mudar para melhor. Nem tudo que defendo, espero que Matheus também o faça, muito pelo contrário, quero mostrar sempre o que fiz de errado, ruim, antiético, para que meu filho talvez não cometa as mesmas injustiças. Essa coisa de vingar-se de adversários é nojenta. O debate é em outro campo.

    rnÔnus e bônus

    rnPara ficar apenas num exemplo claro de como as coisas devem ser medidas com causas e consequências, o filho Vinícius colhe louros e bônus da carreira política do pai, tanto que foi eleito mais novo deputado estadual de São Paulo em 2002. Mas não deixa sempre de ser envolvido também como herdeiro e integrante das mazelas praticadas pelo pai enquanto administrador público entre outros problemas.

    rnOs enviados

    rnTodo esse quadro negro e vergonhoso ainda tem outra versão. Na semana que passou os enviados do professor de deus circularam pelos corredores do lixão municipal entre Prefeitura e Câmara e com aquelas ironias, tripudiando como aquela presunção de malfeitores depois de execução de servicinho. Retrocesso mental e comportamental. Ops, mas essa gente foi evoluída!

    rnCorporativismo

    rnNão só outros delegados, mas servidores em todas as instâncias devem lançar um manifesto público, mobilizar em abaixo-assinado às entidades de classe, para evitarem influências externas e indevidas de políticos em repartições que deveriam ser isentas. É bom que os exemplos de hoje sirvam de lição amanhã e que haja reação no mesmo nível.

    rnO absorvente

    rnMeu amigo Antônio Marangão fez uma comparação há nove anos que vivo repetindo até hoje e que exemplifica muito bem como as relações às vezes são delinquentes. Meu amigo disse assim: tem gente que pensa que o homem é absorvente: depois de usado, sujo, é jogado fora. Ou seja, até absorvente deve ter destinação correta, imagina um ser humano, por pior que seja.

    rnLíngua 44

    rnOuvi outra frase essa semana e me reservo o direito de não revelar autoria, que não tinha ouvido e que também achei interessante. Tem gente que tem boca 38 e língua 44. Ora, me considero um desses, não só na língua, mas no atrevimento, mas penso que ninguém pode ser usado, lambuzado e descartado no lixo, independente da situação, imagine se os compromissos forem morais, éticos e financeiros.

    rnFora da lagoa

    rnAinda citando coisas ditas em conversas e ou aos cantos dias atrás, os tradicionais serviçais e meninos de recados que perambulam pelos gabinetes e salas entre Prefeitura e Câmara, aqueles da escola de abelardiana de maus costumes, continuam gastando tempo com coisas medíocres. Bem verdade, ainda bem que peixe fora da lagoa, seca, e bem rápido…

    rnFarra do celular

    rnO prefeito Mário Bulgareli precisa dar uma ordem direta e rápida para apurar se contínua um desperdício e abuso que ninguém tomou providência na administração passada e que o Ministério Público deveria investigar.É a farra do telefone celular e suas contas caríssimas por conta da rica e explorada Viúva municipal.

    rnTem abusos

    rnrnA administração pública – como se não bastasse bancar carro e combustível muitas vezes para ir ao supermercado, passear, fazer atividades particulares – sofre outra aberração por conta do bolso explorado do contribuinte. É a farra do celular. E há pior há suspeita de gente que já saiu da Prefeitura e não entregou a linha celular e continua com a conta paga indevidamente?

    rnUma semana

    rnrnÉ bom que o professor Bulgareli mande apurar quantas e onde estão as linhas celulares da Prefeitura, assim como estabeleça um teto e limite de gasto. O dinheiro do povo não pode servir para almofadinhas e madames que nem mais têm vínculo com a Viúva. Vamos esperar e acompanhar…

    José Ursíliornrnrnrn