São estúpidos
rnrnNão deu tempo de repelir com antecedência a estupidez e falta de conhecimento histórico e de memória desse pessoal da Câmara e do próprio prefeito Mário Bulgareli – que foi na onda de Abelardo Camarinha – e conseguiram mudar as cores da bandeira de Marília. Pouca gente se manifesta por absoluta falta de cultura, mas não é possível medida tão importante ser aprovada e sancionada com tanta falta de bom senso.
rnNão tem lógica
rnA escola abelardiana tentou mudar as cores no ano passado, mas bem ou mal os vereadores rejeitaram. A mudança tinha argumentação ridícula e medíocre, como as tais cores do time de futebol, o MAC. Ora como bem uma leitora escreveu, porque então não colocar no brasão, em lugar dos ramos de café e algodão, bolachas, biscoitos, confeitos, já que muita gente acha que Marília é a capital nacional do alimento?
rnAnalfabetismo
rnNão me lembrava mais, mas o vermelho da bandeira que agora virou azul, era referência à cultura do café enquanto o branco, o algodão, culturas que fizeram a história de desenvolvimento da cidade na sua origem. Ou será que é melhor ouvir a patota de Marília e mudar logo outras bandeiras, como a paulista e a nacional. Ora, pára com isso gente, vá procurar o que fazer.
rnOutras cores
rnrnImagine só esses intelectuais de Marília discutindo a mudança da bandeira do Brasil. Poderia apagar o verde porque essa história de mata não existe mais, assim como o amarelo, pois o país não tem tanto ouro. Poderia colocar cinza no lugar do verde. Porque! Ah, representaria a fumaça das chaminés das indústrias. Ah, quem sabe no lugar do amarelo, colocar o marrom, essa representaria o custo Brasil, a tal corrupção.
rnIndignação
rnrnA notícia da troca de cores da bandeira deixou muita gente indignada durante a semana. Nem tantas manifestações as mais coerentes, pois a ampla maioria não defendeu memória ou história, mas foram para aquele lado da eventual sensação de falta onde mexer, com tantos e tantos problemas que a cidade tem.É manifestação do saco cheio do povo e sua consequente apatia e omissão. Lamentável.
rnManifestação
rnAs duas manifestações muito coerentes e, que alívio, ainda bem que ainda existam pessoas capazes de marcar posição intelectual e coerente, foram feitas por Simone Doreto Campanari, de Marília, e Renata Araújo, de São Paulo, que aliás tiveram suas opiniões publicadas quarta-feira na página dois do Diário. No mais, as laterais da bandeira de Marília agora têm azul, medida que envergonha pela falta de conhecimento e cultura.
rnSem assessoria
rnA mudança de cor da bandeira e outros tantos projetos do Executivo e Legislativo sem nenhuma base e até aberrações evidencia não é de hoje a falta de preparo de gestores públicos em algumas áreas e a ineficiência de assessores incapazes de orientações e influência para evitar os despropósitos. Uma pobreza de técnicos e intelectuais, sem contar o bom senso. Vamos voltar a esse assunto com mais profundidade.
rnFui enganado
rnrnNo fim do ano passado quando foram retomadas as obras de recapeamento parcial da BR-153 no trecho entre Marília e Getulina até acreditei que os serviços seriam desenvolvidos dentro das boas técnicas, que o Exército estaria talvez capacitado para o trabalho. Ledo engano. Pode apostar, muito pouco vai adiantar o dinheiro enterrado na obra.
rnTapou buraco
rnrnO trecho que uso quase todos os dias posso descrever com propriedade e conhecimento. Antes estava intransitável, ao ponto de ser interditado pela Justiça Federal a partir de denúncia e ação da Procuradoria da República. De tanto cobrarmos autoridades e a partir da ação do MPF o Ministério dos Transportes liberou recursos para a recuperação.
rnLenga-lenga
rnMas o que fez o Dnit liberar recursos e autorizar o Exército a fazer operação tapa-buracos foi a pressão da sociedade representada pelos veículos de comunicação e motoristas. Pena que de novo o poder público seja aquele lixo de sempre, que mais desperdiça dinheiro que propriamente resolve os problemas. Infelizmente este é outro caso dessa natureza.
Sem capacidade
rnrnOs serviços que estão sendo feitos pelo Exército nada vai adiantar e nem bem tapou parte dos buracos, outros tantos estão abertos. Sem contar que a forma de trabalho não poderia ser mais grotesca. Não há ritmo, não há técnica, tapa-se um buraco no quilômetro 218 mais 300 metros e no mesmo quilômetro a 800 metros deixa-se uma cratera aberta, ou uma pista única central, com laterais cortadas pelas obras. Absurdo.
rnNo abandono
rnrnPior de tudo é que esse negócio de interdição virou balela. Está todo movimento de caminhões pela estrada, o Exército trabalhando nas proximidades do trevo de Guaimbê e os riscos agora são ainda maiores. Os caminhões pesados desenvolvem velocidade e no cruzamento com veículos, na tentativa de desvio de crateras, é aquele salve-se quem puder. Acidentes graves serão registrados, é questão de dias.
rnSem responsáveis
rnSerá que a diretoria regional do Dnit e ou outros responsáveis estão acompanhando as obras? Se estão, tem alguma coisa muito errada e garanto que não se trata de eventual analfabetismo de leigo para verificar que o quadro é dramático. Os motoristas e usuários de uma forma geral estão revoltados com os perigos da rodovia e quem acompanha a forma como os serviços foram realizados, fica ainda mais revoltado.
rnOlho do MPF
rnrnSeria bom que o Ministério Público Federal nomeasse o perito para acompanhar o que foi feito e quais as condições principalmente do trecho entre Marília e Guaimbê, mesmo que o Dnit e o Exército aleguem que as obras ainda estão incompletas. Até porque mesmo no trecho onde buracos foram tapados, outros apareceram e o movimento foi liberado, até porque aquela região parece esquecida e sem fiscalização da Polícia Rodoviária.
rnJogado fora
rnSe ao término – se é que isso vai ocorrer – das obras de recuperação o quadro não melhorar significativamente, será a hora do MPF e nós entrarmos com ação direta da responsabilidade de quem liberou o dinheiro, fiscalizou e executou os serviços. Até porque se estará caracterizado que o Exército é incompetente para executar os serviços e mais uma vez o dinheiro público terá sido jogado fora.
rnConformismo não
rnSem essa também de achar que antes a situação era ainda pior. Continua uma lástima, apenas alguns trechos receberam camada de novo asfalto, mas o resto é deplorável, sem contar com a forma de trabalho do Exército, sem técnica, responsabilidade pois o motorista que não conhece a estrada está arriscado a capotar seu veículo. Sem contar a perda de rodas e pneus que é desgraçadamente quase normal.
rnAção rápida
rnPor falar em buraco e a pavimentação asfáltica, a cidade nessa época também está cheia deles, pelo menos nesse primeiro instante da administração do professor Mário Bulgareli o cidadão está tendo resposta imediata. Além dos serviços de recuperação, equipe acompanha e dá solução quase imediata para várias reclamações em bairros. Isso é seriedade.
rnValeu a ironia
rnSemana que passou moradores da rua Ézio Banzato se cansaram de buraco que atravessava a via há quase três anos e não deixaram de ironizar o ex-prefeito. Mandaram instalar uma faixa de ?Valeu Camarinha? pelo aniversário do buraco. Em menos de 24 horas a Codemar foi tapar o buraco. Parabéns aos moradores que foram atendidos e não deixaram de protestar, afinal é preciso mostrar aos políticos que existe ônus e bônus.
rnCaminho certo
rnrnEm que pese ainda a lentidão natural de início de governo para algumas decisões, o certo é que pelo menos há seriedade e boa vontade na tentativa de responder pelas reivindicações básicas da sociedade. Bulgareli com aquele jeitão de quem quer ouvir todo mundo antes de tomar decisões, pode até parecer meio truncado no desempenho, mas pelo menos são menos os erros e as intenções são boas.
rnVai responder
rnO que o prefeito não pode esquecer é que vai ter que correr riscos, ser firme e ter identidade própria em seu governo para afastar o carimbo de marionete de Camarinha, até porque é Bulgareli quem vai responder pelo ônus e bônus e não outro qualquer, seja o ex-prefeito, o vice Luiz Eduardo Nardi. No máximo algum secretário responde por eventuais denúncias de ação popular e do Ministério Público.
rnEquilíbrio é bom
rnÓbvio que por enquanto ainda nada está sendo questionado, até porque as concorrências ainda não foram abertas, ainda não há nada sendo investigado do atual governo. Óbvio também que mais cedo ou tarde haverá questionamentos e quanto mais transparente e cuidadoso Bulgareli e sua equipe forem, mais terão tranquilidade para defesa e justificativas. Sem contar o cuidado necessário com os falsos amigos que vão minando o terreno.
rnIneficientes
rnrnÓbvio igualmente em relação às expectativas da população, essa extremamente cansada e de saco cheio de promessinhas e discursinhos enquanto sua qualidade de vida não melhora por conta da ineficiência e deficiência dos agentes e gestores públicos. Isso é notado nos serviços e equipamentos de saúde, educação, bem-estar e infra-estrutura, sempre sem atender as necessidades e ou capengas.
rnDar resultados
rnMarília tem alguns pontos positivos como a rede de educação construída nos últimos 20 anos por conta de um orçamento municipal milionário e inflado por repasses federais e estaduais. Aliás é tanto dinheiro que até sobra no fim de ano e é preciso sair correndo para gastá-lo e cumprir a lei de destinação de 25% do orçamento. Mas tem áreas ainda capengas, como atendimento a recém-nascidos com falta de vagas e transporte escolar desestruturado em várias regiões.
rnMais atendimento
rnrnOutra área que a população vive gritando e com razão é em relação ao atendimento de saúde, com exames, consultas e outros serviços marcados para depois de meses de espera. Há ainda a falta de medicamentos em casos pontuais, mas que precisa ser melhorada e cabe a Bulgareli mostrar que sua administração vai melhor planejar a compra dos remédios para não ocorrer tanta deficiência como lastimavelmente ocorreu em 2004 no governo anterior.
rnSem roubalheira
rnTirando pelo menos boa parte da roubalheira aos cofres públicos tão conhecida nesse Brasil, dá sim para fazer muito pela população e cada vez mais a tendência da sociedade é ampliar mecanismos de cobrança e fiscalização. No caso de Marília vamos fazer nossa parte como estamos fazendo, sem claro dar o devido tempo por exemplo para que o prefeito Bulgareli coloque a casa em ordem e dê novo alento às reivindicações justas da população.rn
José Ursíliorn