Posição firme
rnrnO Diário parou a cidade na quarta-feira com a manchete sobre o pedido em parecer da Procuradoria Eleitoral Federal para cassar Mário Bulgareli e Luiz Nardi. O Diário nada mais fez que jornalismo pluralista. O Diário vem mostrando posição firme em todas questões de interesse público. Ainda que esteja cada dia mais pressionado pelos interesses de grupos e enfrentando dificuldades de toda ordem ao cumprir sua função com maior liberdade.rn
rnInteresse público
rnrnA manchete do Diário caiu sim como uma bomba na cabeça de Bulgareli e Nardi. Desde o começo do mês a cidade estava envolvida por nova onda de boataria sobre os processos eleitorais que ainda questionam o resultado do ano passado. Tudo natural. Mas o parecer radical da Procuradoria Eleitoral não teria repercussão sem a machete do Diário.A repercussão comprova a obrigação do jornal em destacar tema de grande interesse público.rn
rnDefesa antecipadarn
rnAinda que Bulgareli e Nardi tenham ficado inconformados com a manchete do Diário porque, lógico, desestabiliza a administração junto à opinião pública, elesnão poderiam – como não o fizeram literalmente – acusar o jornal.O Diário apenas noticiou parecer contundente e deixou claro que em torno dele havia um clima local de boataria. A força do jornal está na credibilidade e tamanho da repercussão mostra que a circulação é sem precedentes.rn
rnNas entrelinhas
rnrnComo qualquer político em cargo eletivo, Bulgareli e Nardi passaram a quarta-feira explicando que o parecer é apenas mais um round na disputa judicial. Nas entrelinhas se mostravam inconformados mesmo com a oposição que patrocina o questionamento e com a manchete do jornal. Eles desde a manhã mostraram o descontentamento inclusive numa conversa informal e de respeito que tivemos na Prefeitura. Tanto eu quanto eles defendemos nossas posições.rn
rnAssunto do dia
rnrnA dimensão da notícia ficou ainda maior que a manchete do jornal porque não há como negar Bulgareli venceu a eleição com vantagem de mais de 20 mil votos, mas a oposição cercou o resultado de questionamentos desde a confirmação. O jornal todo tempo fez e faz defesa da legitimidade da eleição, mas a oposição está exercendo seu direito. Cabe aos eleitos administrar a cidade e as crises jurídico-institucionais, até porque outras tantas sempre existirão sobre outros temas.rn
rnSão diferentesrn
rnA diferença é a transparência e a ética com que Bulgareli e Nardi conversam mesmo num momento que senti estavam mesmo desolados, inclusive com nossa postura. Mas fiz questão de no dia seguinte conversar, na edição de quinta-feira demos o mesmo destaque para a defesa. Mais. Não escondo que minha posição pessoal defende o jornalismo pluralista e sem conchavos, mas estamos dando tempo para que eles mostrem que vão enterrar os métodos escusos do antecessor, mas padrinho político de ambos.rn
rnSão parceiros
rnrnHá uma confusão às vezes proposital nas relações entre mídia e poder e homem públicos. Basta existir reportagens que possam descontentar o interesse do político e vêm os questionamentos. A mídia tem inúmeros parceiros comerciais e um deles é o poder público. No caso específico de Marília, Prefeitura, Daem, Codemar, Emdurb, entre outros são parceiros, anunciantes, do jornal, da rádio, da tevê. O que não pode é estarem atrelados. Os dois lados devem ser isentos e livres para suas opções.rn
rnTrata melhor
rnrnNinguém é idiota para negar (e com 27 anos de profissão entre carreira de jornaleiro a diretor de jornalismo) posso explicar que há sim relacionamento melhor com quem é parceiro. Da mesma forma como há parcerias que nascem de afinidades pessoais e há parcerias comerciais.Há ainda parcerias impossíveis e relacionamentos impossíveis. Mas já foi o tempo que as verbas do poder público serviam de manipulação e sustentação para os veículos. Hoje o quadro é contrário, o poder público não sobrevive sem os serviços de mídia.rn
rnSem consumo
rnrnToda mídia tem posição, linha editorial. As liberdades e compromissos são valores aliados à maioria do consumidor ? leitor, ouvinte e telespectador -, em um país em que o departamento comercial dita parte da conduta. Dita porque o brasileiro não consome informação, não a compra para garantir maior pluralismo dos veículos de comunicação. Por isso tantos jornais, rádios, tevês sejam ainda tão atrelados a grupos e políticos sem contar os picaretas de plantão.rn
rnNão pode cobrarrn
rnAs manchetes e as colunas de opinião do Diário têm hoje credibilidade e força e isso custa. E custa pressão, custa perdas, custa financeira e materialmente. Custa enfrentar situações desagradáveis e colocar o jornal como vítima da boataria, da intriga comercial e do jogo de especulação. O leitor está em posição muito cômoda, apenas cobra. Às vezes não se digna nem ao menos a fazer assinatura do jornal que quer sem vínculo e independente. rn
rnNinguém bancarn
rnNinguém banca o jornal, ele tem que vender assinatura, vender espaço para que garanta seu custo. Estamos garantindo pluralismo e assegurando linha editorial de credibilidade junto à comunidade, mas cada leitor deve fazer sua parte, estar mais aliado, interativo e participativo. Ninguém vai fazer campanha pública de arrecadação, até porque jornal é empresa de comunicação privada, mas é igualmente defensor dos interesses públicos e por isso detentor de necessidades de aliados coletivos.rn
rnNem testemunha
rnrnCada dia que recebo uma informação em off, denúncia, acusação, pedido de investigação jornalística, não nego minha obrigação básica de pelo menos ouvir e muitas vezes apurar. Mas não deixo de ficar desolado porque sempre ouço aquele pedido de anonimato, de omissão do interlocutor. Aliás, nos temas mais polêmicos, que acabam no Judiciário, em processos contra o jornal e o jornalista, é difícil encontrar até testemunhas de referência, que dirá patrocinadores de honorários e custas jurídicos.rn
rnSeguir em frentern
rnNecessário se faz deixar claras algumas situações e posições quando o jornal é o foco e está quase que acima da notícia como vem ocorrendo em alguns casos factuais e pontuais. O Diário tem histórico de lutas herdado inclusive na fusão com o Correio e por isso contabiliza quase 77 anos de existência. Como toda empresa oscilou, oscila e oscilará em fases mais ou menos polêmicas, mas preserva hoje legitimidade,credibilidade e direção editorial isenta e transparente.rn
rnSem sustentação
rnO certo é que não dá para continuarmos fazendo o que estamos fazendo e ao mesmo tempo não vai dar para sustentar o que querem os outros, principalmente quem sempre esteve debaixo das gordas tetas da Viúva mamando ou à distância apenas apontando o dedo sem nenhuma postura pragmática, arrojada e interativa. O jogo deveria estar acima das virtudes e vontades pessoais e ordenado pelo bem comum, moral, respeito e cidadania. É tudo o contrário. Infelizmente
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rnOs inexpressivos
rnA cobertura do Diário ao desempenho da Câmara tem sido na dimensão de sua importância. Ou seja, quase nula. O que de mais importante a Câmara de Marília fez nessa legislatura? Votar cega e ignorantemente no projeto de lei que trocou a cor da bandeira da cidade e que ainda bem o Judiciário deu liminar em ação contra essa mediocridade. Sorte do povo, agora são só 13 vereadores, embora estejam gastando quase que a mesma coisa que os 21 anteriores.rn
rnMemória curta
rnrnÉ bem verdade que esse país é pródigo em esquecer um pouco de tudo. Mas a memória já não tem tanto espaço para registrar tanta mazela, desperdício, falcatrua, corrupção, desonestidade, imoralidade, enfim toda essa pouca vergonha que assola as instâncias político-partidárias norte a sul, município a união. Fico apostando apesar de incrédulo que mais dia menos dia alguma atitude mais impositiva será adotada pelo cidadão comum, homem de bem.rn
rnOutra imoralidade
rnrnVereadores e prefeito enfrentaram uma saraivada por causa da tentativa esdrúxula de trocar a cor da bandeira. Mexeram onde o formador de opinião pública influencia, faz pressão e desqualifica a postura. Vão sofrer o mesmo desgaste e radicalização por causa da crise que vai envolver a Secretaria Municipal da Saúde a partir da saída da coordenadora Marilda Siriani de Oliveira e que deve ser seguida por outros tantos técnicos e pelo próprio secretário José Ênio Servilha Duarte.rn
rnQuerem benefícios
rnrnA crise na saúde foi motivada pelos dez vereadores da situação, atrelados das tetas da Viúva direta e indiretamente. Metade apenas é marionete do jogo de interesse de bastidores verdade seja dita, até porque quem domina mesmo são Herval Rosa Seabra, Valter Luiz Cavina, Eduardo Nascimento, José Carlos Albuquerque e Hely Bíscaro. Os outros nem sabem o que está acontecendo, assinam o que não sabem ler ou que leram e não entendem.rn
rnAtrás dos montes
rnrnAgora, pior de tudo é que a crise na saúde primeiro não tem nada de interesse público, de atendimento de pacientes, agilização de consultas, exames e cirurgias que em todas as áreas demora de quatro meses a um ano. A disputa é por empreguismo, benefícios pessoais, interesses imorais. Pior ainda. O jogo de novo tem a mão do gato, de toda escola abelardiana de maus costumes. Bulgareli caiu direitinho, infelizmente. Está sem articulação política, sem ações preventivas.rn
rnApagar incêndiorn
rnVolto a repetir, acredito nas boas intenções de Bulgareli que vêm fazendo de tudo para desmistificar e desvincular-se da escola abelardiana sem fissuras e rompimentos radicais. Mas precisa montar uma rede de proteção para não ser engolido pelos bastidores e pelo jogo menor que quer vê-lo impotente para governar e sem criar identidade. Pior, armações e esquemas são postos a todo instante. Vai bem no relacionamento popular, no campo político e administrativo interno está minado.rn
rnRombo na imagem
rnrnNão que Marilda Siriani, outros técnicos e o próprio Ênio Duarte sejam insubstituíveis. Mas a equipe da saúde é nicho de excelência em postura e gestão pública. Aliás, por isso os políticos os querem fora e não assumem. Vão embora e deixam Bulgareli falando sozinho. A gestão da secretaria vai ficar acéfala e quem quer que entre vai ter dificuldades e ficar rendido ao sujo e porco jogo político. Num momento em que o atendimento público está precisando de trabalho e não de crise, tamanha a demanda e ansiedade da população.rn
rnDe mãos atadasrn
rnO prefeito pode sim e deve fazer as substituições necessárias, mas a crise e a repercussão de novo serão catastróficas. Pior, nos bastidores vai ter muita gente rindo à toa enquanto Bulgareli vai arcar com o ônus. Estão rifando o prefeito – injustamente porque tem cumprido todos compromissos. Está faltando postura mais firme e aliados de verdade, não amigos de mentirinha e falsidades que evidenciam apenas torcida e ações contra.rn
rnDando sem receber
rnrnO problema de Mário Bulgareli é que ele assumiu e engoliu tudo, absolutamente tudo que a escola abelardiana impôs. Ficou sem um centavo de moeda de troca. Está à mercê, acessível a toda volúpia de pressões e ficando encurralado para formar grupo de defesa de identidade própria da administração. Se não bater na mesa e disser que é ele quem manda e decide, vai ficar apenas com o ônus o bônus será dos outros como está acontecendo.rn
rnBBB de Maríliarn
rnO Big Brother Brasil da Globo saiu do ar, mas o BBB de Marília continua mais forte que nunca e agora estão sendo formados outros tantos grupos que aos poucos vão exibir participantes ao público. Isso mesmo, vamos ter vários BB (Baita Bando); senão vejamos os principais: Baita Bando de Bicão, Bobão, Bundão, Babão, Bufão, Bregão, Boateiro, Bisbilhoteiro, Banana, Bagulho, Bajuladores… Vamos montar uma enquete pública. Você vota, você decide..
José Ursíliorn