• 24 abr 2005 /  Fique Ligado

    Posição firme

    rnrnO Diário parou a cidade na quarta-feira com a manchete sobre o pedido em parecer da Procuradoria Eleitoral Federal para cassar Mário Bulgareli e Luiz Nardi. O Diário nada mais fez que jornalismo pluralista. O Diário vem mostrando posição firme em todas questões de interesse público. Ainda que esteja cada dia mais pressionado pelos interesses de grupos e enfrentando dificuldades de toda ordem ao cumprir sua função com maior liberdade.rn

    rnInteresse público

    rnrnA manchete do Diário caiu sim como uma bomba na cabeça de Bulgareli e Nardi. Desde o começo do mês a cidade estava envolvida por nova onda de boataria sobre os processos eleitorais que ainda questionam o resultado do ano passado. Tudo natural. Mas o parecer radical da Procuradoria Eleitoral não teria repercussão sem a machete do Diário.A repercussão comprova a obrigação do jornal em destacar tema de grande interesse público.rn

    rnDefesa antecipadarn

    rnAinda que Bulgareli e Nardi tenham ficado inconformados com a manchete do Diário porque, lógico, desestabiliza a administração junto à opinião pública, elesnão poderiam – como não o fizeram literalmente – acusar o jornal.O Diário apenas noticiou parecer contundente e deixou claro que em torno dele havia um clima local de boataria. A força do jornal está na credibilidade e tamanho da repercussão mostra que a circulação é sem precedentes.rn

    rnNas entrelinhas

    rnrnComo qualquer político em cargo eletivo, Bulgareli e Nardi passaram a quarta-feira explicando que o parecer é apenas mais um round na disputa judicial. Nas entrelinhas se mostravam inconformados mesmo com a oposição que patrocina o questionamento e com a manchete do jornal. Eles desde a manhã mostraram o descontentamento inclusive numa conversa informal e de respeito que tivemos na Prefeitura. Tanto eu quanto eles defendemos nossas posições.rn

    rnAssunto do dia

    rnrnA dimensão da notícia ficou ainda maior que a manchete do jornal porque não há como negar Bulgareli venceu a eleição com vantagem de mais de 20 mil votos, mas a oposição cercou o resultado de questionamentos desde a confirmação. O jornal todo tempo fez e faz defesa da legitimidade da eleição, mas a oposição está exercendo seu direito. Cabe aos eleitos administrar a cidade e as crises jurídico-institucionais, até porque outras tantas sempre existirão sobre outros temas.rn

    rnSão diferentesrn

    rnA diferença é a transparência e a ética com que Bulgareli e Nardi conversam mesmo num momento que senti estavam mesmo desolados, inclusive com nossa postura. Mas fiz questão de no dia seguinte conversar, na edição de quinta-feira demos o mesmo destaque para a defesa. Mais. Não escondo que minha posição pessoal defende o jornalismo pluralista e sem conchavos, mas estamos dando tempo para que eles mostrem que vão enterrar os métodos escusos do antecessor, mas padrinho político de ambos.rn

    rnSão parceiros

    rnrnHá uma confusão às vezes proposital nas relações entre mídia e poder e homem públicos. Basta existir reportagens que possam descontentar o interesse do político e vêm os questionamentos. A mídia tem inúmeros parceiros comerciais e um deles é o poder público. No caso específico de Marília, Prefeitura, Daem, Codemar, Emdurb, entre outros são parceiros, anunciantes, do jornal, da rádio, da tevê. O que não pode é estarem atrelados. Os dois lados devem ser isentos e livres para suas opções.rn

    rnTrata melhor

    rnrnNinguém é idiota para negar (e com 27 anos de profissão entre carreira de jornaleiro a diretor de jornalismo) posso explicar que há sim relacionamento melhor com quem é parceiro. Da mesma forma como há parcerias que nascem de afinidades pessoais e há parcerias comerciais.Há ainda parcerias impossíveis e relacionamentos impossíveis. Mas já foi o tempo que as verbas do poder público serviam de manipulação e sustentação para os veículos. Hoje o quadro é contrário, o poder público não sobrevive sem os serviços de mídia.rn

    rnSem consumo

    rnrnToda mídia tem posição, linha editorial. As liberdades e compromissos são valores aliados à maioria do consumidor ? leitor, ouvinte e telespectador -, em um país em que o departamento comercial dita parte da conduta. Dita porque o brasileiro não consome informação, não a compra para garantir maior pluralismo dos veículos de comunicação. Por isso tantos jornais, rádios, tevês sejam ainda tão atrelados a grupos e políticos sem contar os picaretas de plantão.rn

    rnNão pode cobrarrn

    rnAs manchetes e as colunas de opinião do Diário têm hoje credibilidade e força e isso custa. E custa pressão, custa perdas, custa financeira e materialmente. Custa enfrentar situações desagradáveis e colocar o jornal como vítima da boataria, da intriga comercial e do jogo de especulação. O leitor está em posição muito cômoda, apenas cobra. Às vezes não se digna nem ao menos a fazer assinatura do jornal que quer sem vínculo e independente. rn

    rnNinguém bancarn

    rnNinguém banca o jornal, ele tem que vender assinatura, vender espaço para que garanta seu custo. Estamos garantindo pluralismo e assegurando linha editorial de credibilidade junto à comunidade, mas cada leitor deve fazer sua parte, estar mais aliado, interativo e participativo. Ninguém vai fazer campanha pública de arrecadação, até porque jornal é empresa de comunicação privada, mas é igualmente defensor dos interesses públicos e por isso detentor de necessidades de aliados coletivos.rn

    rnNem testemunha

    rnrnCada dia que recebo uma informação em off, denúncia, acusação, pedido de investigação jornalística, não nego minha obrigação básica de pelo menos ouvir e muitas vezes apurar. Mas não deixo de ficar desolado porque sempre ouço aquele pedido de anonimato, de omissão do interlocutor. Aliás, nos temas mais polêmicos, que acabam no Judiciário, em processos contra o jornal e o jornalista, é difícil encontrar até testemunhas de referência, que dirá patrocinadores de honorários e custas jurídicos.rn

    rnSeguir em frentern

    rnNecessário se faz deixar claras algumas situações e posições quando o jornal é o foco e está quase que acima da notícia como vem ocorrendo em alguns casos factuais e pontuais. O Diário tem histórico de lutas herdado inclusive na fusão com o Correio e por isso contabiliza quase 77 anos de existência. Como toda empresa oscilou, oscila e oscilará em fases mais ou menos polêmicas, mas preserva hoje legitimidade,credibilidade e direção editorial isenta e transparente.rn

    rnSem sustentação

    rnO certo é que não dá para continuarmos fazendo o que estamos fazendo e ao mesmo tempo não vai dar para sustentar o que querem os outros, principalmente quem sempre esteve debaixo das gordas tetas da Viúva mamando ou à distância apenas apontando o dedo sem nenhuma postura pragmática, arrojada e interativa. O jogo deveria estar acima das virtudes e vontades pessoais e ordenado pelo bem comum, moral, respeito e cidadania. É tudo o contrário. Infelizmente

    rn

    rnOs inexpressivos

    rnA cobertura do Diário ao desempenho da Câmara tem sido na dimensão de sua importância. Ou seja, quase nula. O que de mais importante a Câmara de Marília fez nessa legislatura? Votar cega e ignorantemente no projeto de lei que trocou a cor da bandeira da cidade e que ainda bem o Judiciário deu liminar em ação contra essa mediocridade. Sorte do povo, agora são só 13 vereadores, embora estejam gastando quase que a mesma coisa que os 21 anteriores.rn

    rnMemória curta

    rnrnÉ bem verdade que esse país é pródigo em esquecer um pouco de tudo. Mas a memória já não tem tanto espaço para registrar tanta mazela, desperdício, falcatrua, corrupção, desonestidade, imoralidade, enfim toda essa pouca vergonha que assola as instâncias político-partidárias norte a sul, município a união. Fico apostando apesar de incrédulo que mais dia menos dia alguma atitude mais impositiva será adotada pelo cidadão comum, homem de bem.rn

    rnOutra imoralidade

    rnrnVereadores e prefeito enfrentaram uma saraivada por causa da tentativa esdrúxula de trocar a cor da bandeira. Mexeram onde o formador de opinião pública influencia, faz pressão e desqualifica a postura. Vão sofrer o mesmo desgaste e radicalização por causa da crise que vai envolver a Secretaria Municipal da Saúde a partir da saída da coordenadora Marilda Siriani de Oliveira e que deve ser seguida por outros tantos técnicos e pelo próprio secretário José Ênio Servilha Duarte.rn

    rnQuerem benefícios

    rnrnA crise na saúde foi motivada pelos dez vereadores da situação, atrelados das tetas da Viúva direta e indiretamente. Metade apenas é marionete do jogo de interesse de bastidores verdade seja dita, até porque quem domina mesmo são Herval Rosa Seabra, Valter Luiz Cavina, Eduardo Nascimento, José Carlos Albuquerque e Hely Bíscaro. Os outros nem sabem o que está acontecendo, assinam o que não sabem ler ou que leram e não entendem.rn

    rnAtrás dos montes

    rnrnAgora, pior de tudo é que a crise na saúde primeiro não tem nada de interesse público, de atendimento de pacientes, agilização de consultas, exames e cirurgias que em todas as áreas demora de quatro meses a um ano. A disputa é por empreguismo, benefícios pessoais, interesses imorais. Pior ainda. O jogo de novo tem a mão do gato, de toda escola abelardiana de maus costumes. Bulgareli caiu direitinho, infelizmente. Está sem articulação política, sem ações preventivas.rn

    rnApagar incêndiorn

    rnVolto a repetir, acredito nas boas intenções de Bulgareli que vêm fazendo de tudo para desmistificar e desvincular-se da escola abelardiana sem fissuras e rompimentos radicais. Mas precisa montar uma rede de proteção para não ser engolido pelos bastidores e pelo jogo menor que quer vê-lo impotente para governar e sem criar identidade. Pior, armações e esquemas são postos a todo instante. Vai bem no relacionamento popular, no campo político e administrativo interno está minado.rn

    rnRombo na imagem

    rnrnNão que Marilda Siriani, outros técnicos e o próprio Ênio Duarte sejam insubstituíveis. Mas a equipe da saúde é nicho de excelência em postura e gestão pública. Aliás, por isso os políticos os querem fora e não assumem. Vão embora e deixam Bulgareli falando sozinho. A gestão da secretaria vai ficar acéfala e quem quer que entre vai ter dificuldades e ficar rendido ao sujo e porco jogo político. Num momento em que o atendimento público está precisando de trabalho e não de crise, tamanha a demanda e ansiedade da população.rn

    rnDe mãos atadasrn

    rnO prefeito pode sim e deve fazer as substituições necessárias, mas a crise e a repercussão de novo serão catastróficas. Pior, nos bastidores vai ter muita gente rindo à toa enquanto Bulgareli vai arcar com o ônus. Estão rifando o prefeito – injustamente porque tem cumprido todos compromissos. Está faltando postura mais firme e aliados de verdade, não amigos de mentirinha e falsidades que evidenciam apenas torcida e ações contra.rn

    rnDando sem receber

    rnrnO problema de Mário Bulgareli é que ele assumiu e engoliu tudo, absolutamente tudo que a escola abelardiana impôs. Ficou sem um centavo de moeda de troca. Está à mercê, acessível a toda volúpia de pressões e ficando encurralado para formar grupo de defesa de identidade própria da administração. Se não bater na mesa e disser que é ele quem manda e decide, vai ficar apenas com o ônus o bônus será dos outros como está acontecendo.rn

    rnBBB de Maríliarn

    rnO Big Brother Brasil da Globo saiu do ar, mas o BBB de Marília continua mais forte que nunca e agora estão sendo formados outros tantos grupos que aos poucos vão exibir participantes ao público. Isso mesmo, vamos ter vários BB (Baita Bando); senão vejamos os principais: Baita Bando de Bicão, Bobão, Bundão, Babão, Bufão, Bregão, Boateiro, Bisbilhoteiro, Banana, Bagulho, Bajuladores… Vamos montar uma enquete pública. Você vota, você decide..

    José Ursíliorn

  • 17 abr 2005 /  Fique Ligado

    BBB retomada

    rnrnO BBB Marília, isso mesmo, o Baita Bando de Bicão instalado no terceiro andar da Prefeitura, teve uma semana de dar inveja no programa da Rede Globo. Terça e quinta feiras foram dias ainda mais agitados com aparição da troupe do professor de Deus Abelardo Camarinha. A panelinha ficou com tanta pressão que nestes dois dias não dava para andar entre a sala do secretário da Administração, Carlos Umberto Garrossino e do vice, Luiz Eduardo Nardi.

    rnSem ambiente

    rnrnAinda há nos bastidores uma guerra fria em torno da disputa de poder na Prefeitura. Apesar do prefeito Mário Bulgareli e seu chefe de Gabinete Nelson Virgílio Grancieri tomarem conta de tudo pelo menos 12 horas por dia, a escola abelardiana se debate para tentar manter um governo paralelo, centralizado exatamente no terceiro andar principalmente na sala do ex-todopoderoso Carlos Garrossino. Logo, é uma festança aquele estilo de todo dia as mesmas caras e os mesmos objetivos, quase sempre não recomendáveis.

    rnFechando cerco

    rnrnNo novo estilo, agora do professor Bulgareli, o negócio é ir botando todo mundo na geladeira, esvaziando qualquer poder de decisão e vigiando qualquer ato. Até porque vai sobrar mesmo é para quem tem o direito, a caneta e as chaves do cofre da Viúva na mão. O BBB Marília não tem chance de prosperar, mas verdade seja dita, não é brincadeira o que tem de chupim precisando ir trabalhar e desocupar o ambiente.

    rnOlho em tudo

    rnrnQue o professor Bulgareli não pode desviar a atenção um único minuto, está cada da mais evidente. Tem conseguido, apesar da escola abelardiana ainda estar esquematizada para criar vigilância sobre tudo. Os esquemas aos poucos devem ir aparecendo, até porque é fácil descobrir as aratacas antes ou mesmo depois que elas são cometidas. Sobra gente hoje com controle de informações e que quer ver a máquina desinfetada.

    rnPorta errada

    rnBulgareli evita falar sobre o assunto abertamente mas vem sinalizando commedidas internas e mostrando que só há um prefeito de fato e de direito e que seus compromissos de coalizão e grupo já foram todos muito bem cumpridos. Quem estiver achando que o governo paralelo vai influir, estará batendo em porta errada. Portanto, o segundo andar é o endereço de quem decide, no terceiro, é aquele velho estilo do drible da vaca, do jaguané.

    rnMudar de endereço

    rnQuem está pagando pecados é o vice, Luiz Eduardo Nardi, que por enquanto está instado numa saleta no terceiro andar, bem ao lado de Carlos Garrossino. Logo, um campo minado e quem chega até se assusta com tanta gente. Ops, na maioria das vezes com tantos desocupados, muitos deles recebendo salários da Viúva. Nardi deve ter espaço no primeiro andar, com estrutura adequada e longe do inferninho do terceiro andar.

    rnCom muita calma

    rnrnEm princípio fica sim a impressão que o governo paralelo estaria funcionando e influindo em tudo, até porque quase 80% da assessoria de Camarinha ficou mantida em seus cargos. Mas, é Bulgareli quem manda e a quem esse pessoal deve satisfação e resultado. Quase nada adianta articular se depois o prefeito não estiver convencido da lisura e transparência da medida ou serviço. Pelo menos por enquanto não há quaisquer medidas que desabonem as boas intenções de Bulgareli.

    rnNa geladeira

    rnrnLevar em banho-maria e ir aos poucos deixando os antigos hábitos e costumes na geladeira deve ser a meta de Bulgareli como forma de criar identidade própria livre dos carimbos maléficos de um grupo que aos poucos foi se descaracterizando, consequência dos erros, ganância e voracidade do ex-prefeito na administração, nos negócios e vida pública. Logo, quem quer novos tempos tem que livrar-se dos antigos, faz parte da memória triste.

    rnVigiar concorrências

    rnrnO que o pessoal da confiança extrema de Bulgareli deve fazer para não ter problemas e pagar contas indevidas é vigiar todos os processos e procedimentos de licitações, principalmente nas coisas prontas e embrulhadas nos sentidos figurado e literal. Na dúvida, nada pode ser assinado. Mesmo que esteja incomodando, gerando protestos dos apressadinhos. Afinal, não se pode confundir cozinhar o galo com análise mais crítica e eficaz.

    rnBatendo pé

    rnrnO pessoal da escola abelardiana não tem do que reclamar porque está todo mundo empregado. O que deve entender é que o ex-chefe ficou oito anos dando as cartas e independente do apoio que emprestou para eleger Bulgareli, o prefeito fez por merecer e já retribuiu. Agora é preciso que cada ocupe seu espaço e não avance no do outro. Até porque sem respeito não há convivência e o rompimento acaba sendo antecipado.

    rnMelhor esvaziar

    rnrnO melhor caminho político e administrativo é a acomodação com o passar do tempo e é nesse caminho que Bulgareli trilha. Não quer nenhum rompimento, mas também não quer e não pode passar atestado de marionete. Além de tudo, todo mundo tem mínimo de luz própria, se trata apenas de time e forma de manifestar.Vai mandar quem pode e obedecer que tiver juízo…

    rnCoisa absurda

    rnNão se sabe qual a motivação ou propósito, mas a mídia insiste em dizer dos primeiros 100 dias das administrações. Bem, poderiam ser 120, 150, porque não 90 dias? A única coisa certa é que é cedo para definir perfil de qualquer dos governos municipais. E não é que Camarinha desperdiçou tempo para falar de 100 dias de Bulgareli? Ridículo. Ainda bem que ninguém nem prestou atenção. Mesmo nhem-nhem-nhem…

    rnNome nas placas

    rnOutro escândalo armado essa semana pela escola abelardiana de maus costumes foi em relação a algumas placas de marco de obras públicas. Mandou recadinhos e acabou fazendo com que a atual administração comete-se uma ilegalidade. Três placas citam que a obra foi iniciada no governo do prefeito Camarinha. Ora, só pode ? se fosse o caso ? ser citada administração do período 2000-2004.

    rnSem limites

    rnAs placas são marcos de entrega de obras, tradicionais, tudo bem. Agora, no caso de Marília, virou brincadeira de mau gosto. O nome de Camarinha foi colocado até em rotatória, postes, sem contar que obras antigas com alguma remodelação, tiveram placas destruídas ou removidas, como é o nome do prédio da Prefeitura Municipal que batizado como Capitão Adorcínio de Oliveira Lyrio, pai do ex-prefeito Theobaldo de Oliveira Lyrio.

    rnSó mediocridade

    rnAs propagandas indevidas com o dinheiro público se tornaram visíveis e gritantes e parece que ninguém está a fim de tomar posição. Ninguém fiscaliza nada, é um abuso. Já está na hora de ser adotada posição mais séria pela própria administração. Pior, o nome do prédio que geralmente presta homenagem a cidadão de notoriedade e ou beneméritos, são grafadas discretamente, sem preocupação de registrar mínimo de referência.rn

    Não tem perdão

    rnO PSDB de Marília e o prefeito Mário Bulgareli estão fazendo de tudo para desvincularem-se do voto de Vinícius Camarinha no candidato de oposição ao governo Geraldo Alckmin na disputa da presidência da Assembléia Legislativa. O governo tucano não quer nem ouvir falar do deputado ou do pai Abelardo, que na semana retrasada passou o tempo todo em São Paulo.Parêntese: que bom, deu sossego para a administração municipal.

    rnPersona non grata

    rnVinícius até agora não assumiu que o governador e a tucanada paulista não querem nem ouvir falar de seu nome e ou qualquer acordo. Mas o certo é que nessa semana o jogo vai ser ainda mais bruto e até o prefeito Mário Bulgareli será cobrado diretamente pelo governador. Ninguém admite publicamente, mas líderes estaduais do PSDB estão fazendo uma pressão sem precedentes e querem deixar claro que Vinícius é persona non grata e deve assumir seu papel e deixar de explorar relacionamento com Alckmin que não existe mais.

    rnSituação difícil

    rnrnQuem mais perdeu foi Bulgareli, que está numa saia justa e não vai mais ter como correr de uma definição. Não que precise romper com Vinícius ou Abelardo. Mas se depender do desempenho de Vinícius, nem um prego será liberado. O agente portador de pedidos na região hoje atende por Joseph Zuza, que não também não tem relacionamento com Bulgareli por causa da disputa pela Prefeitura no ano passado.

    rnrnConfusão na área

    rnEm resumo, a tacada de Vinícius estimulada e orquestrada pelo pai pode não ter trazido prejuízos para a carreira política de ambos nesse momento, mas vai definindo um carimbo segundo o qual Abelardo não cumpre compromissos e só age em defesa de seus próprios interesses. O certo é que a tucanada paulista não vai deixar por menos e prepara troco usando a máquina de fiscalização e investigação, acionada sempre no ?silêncio da floresta?…rn

    José Ursíliorn

  • 10 abr 2005 /  Fique Ligado

    Tempo do onça

    rnAntigamente quando alguma coisa estava ultrapassada, caía em desuso, dizia-se que pertencia ao tempo do onça. Parte da publicidade ao ar livre espalhada, não só por Marília mas por quase todas as cidades brasileiras, é um caso desses, coisa de um retrocesso e mal gosto sem precedentes. Essa forma de comunicação é burra e tacanha na forma como é desenvolvida e permitida.

    rnMais moderno

    rnrnA tecnologia avançou no segmento de propaganda visual, os recursos são os mais variados e de todos os custos. Não é mais cabível usar tantas faixas, cartazes em cartolina, lousas, pendurar ou pregar papel em postes e árvores, pintar muros, enfim fazer essa meleca pela cidade, cujo resultado de propaganda é inexpressivo e até contraproducente.

    rnEstá ilegal

    rnrnAlém de tacanha e da total inutilidade, a propaganda ao ar livre está deteriorando o visual urbano da cidade e ignorando legislação que define regras para esse tipo de publicidade. Luz no fundo do túnel, Prefeitura e Acim (Associação Comercial e Industrial de Marília) estão incrementando parceria para fiscalizar e minimizar essa sujeira e poluição.

    rnNo cadastro

    rnrnNinguém pode ficar emporcalhando a cidade a torto e direito como muito ignorante ou mal intencionado faz sem dar satisfação, sem respeitar a composição arquitetônica. Qualquer propaganda deve obrigatoriamente ser pensada e executada dentro do código de posturas e ser cadastrada na Prefeitura. É assim que deve ocorrer e pouca gente respeita.

    rnÉ bandalheira

    rnrnPrefeitura e Acim querem acabar com a bandalheira. Nada mais justo. Pior ainda é que empresas, políticos, entidades, chegam até a usar o patrimônio público, como praças, prédios, para pendurar faixas, cartazes e outras bugigangas e quinquilharias. Sem contar algumas mensagens que mais parecem coisa de analfabeto, com erros grotescos.

    rnSem efeito

    rnrnQuando você estiver andando pelas ruas de carro ou a pé, dê uma olhada atenta em todos os cantos e perceba quanto a propaganda visual ao ar livre está prejudicando a cidade e o quanto é sem propósito. Afinal, não tem nenhum idiota que sai de casa e dirige suas compras ou outras vontades e intenções só porque trombou com uma faixa, um panfleto jogado no chão, um muro pintado ou coisa tacanha dessa natureza.

    rnSó desperdício

    rnQuem utiliza desse meio também está desperdiçando o próprio dinheiro, porque não há efeito prático. Se bem que, para quem gasta mal, bem feito. Não tem justificativa, por exemplo, dizer que uma propaganda ao ar livre custa menos, pois além do barato sair caro, hoje as mídias estão acessíveis e estruturadas para atender com eficiência.

    rnSinal de fumaça

    rnOs índios usavam fumaça para comunicação, mais recente, cidades pequenas tinham alto falantes na praça pública para informes. Ora, mas hoje em dia com o advento da tecnologia da informática, internet e outras, o mundo está bem mais evoluído. Então, nada mais interessante que termos preocupação e avançarmos na forma de comunicação de negócios e outras necessidades do dia a dia.

    rnAplicar multas

    rnComo prevê a legislação, primeiro é preciso intimar e dar prazo para os porcalhões e mal informados retirarem a propaganda ao ar livre que possa ser indevida e ilegal. Depois, o melhor remédio é aquele que mexe no bolso do infrator, até porque a lei é e deve ser cumprida por todos. Quem estiver sujando e denegrindo a imagem da cidade deve ser multado.

    rnMau gosto

    rnA cidade está precisando de um banho de cultura publicitária. Tem empresas que estão evoluídas, com fachadas modernas e atrativas, propaganda ao ar livre modesta ou agressiva, mas de bom gosto e com resultados. Mas tem outras – algumas até de porte médio – que mais parecem aquelas espeluncas de vender calça rancheira e conga em banquinha na calçada. Descabido e atrasado.

    rnNa mosca

    rnMas parece que a gente escolhe assuntos e temas que caem invariavelmente nos políticos. Eles são os piores e mais mal intencionados que a maioria, e a cada dia que nasce o sol e vem a lua à noite, isso fica mais provado. Parece que político brasileiro quer ser um ente acima do bem e do mal, tem imunidade para tudo que quer e possa fazer. É verdade que a impunidade graça, mas a situação não é bem assim.rn

    Valeu, viva eu

    rnO ex-prefeito Abelardo Camarinha sempre foi useiro e vezeiro em cacarejar tudo que julga ter feito como homem público. Tanto que notabilizou na cidade a expressão do ?valeu?. Mandava pendurar faixas, pintar muros, colocar placas até para dizer que teria implantado um poste no determinado bairro, como se aquilo fosse obra de generosidade e não produto do meu, do seu, do nosso dinheiro, do contribuinte espoliado.

    rnTal pai, tal filho

    rnCamarinha é o marqueteiro do filho Vinícius que está deputado estadual. E não é que, como se pai e filho fossem os responsáveis pelas obras e benefícios implantados ou a serem implantados pelo governo do Estado, esse ano passaram a pintar muros com agressividade sem precedentes? Agora é o ?valeu Vinícius? pela Fatec e unidade cardiológica da Santa Casa.

    rnHá 20 anos

    rnDesde quando eu ainda era jornaleiro, há 27 anos, ouço pessoal dizer que a cidade reivindicava a Fatec, as promessas de trazer cursos da instituição sempre rolaram. Ah, então agora, o deputado estadual é o grande conquistador do benefício! Tem lá algum mérito, claro. Mas, gente, mandar pintar dezenas de muros e faixas de forma irregular, ilegal e medíocre é demais. Péssimo exemplo. Dá margem para ampliar a rejeição e não é por menos.

    rnVai apagar

    rnA mesma atuação da parceria entre Prefeitura e Acim seguramente vai ignorar a ilegalidade dos políticos, como é o caso gritante de Vinícius. Então, como já escrevi aqui e vou repetir, sobra para o Ministério Público botar ordem nesse galinheiro. Até porque além de propaganda irresponsável e indevida contra o visual da cidade, há outra ilegalidade ainda maior, que é desobediência contra a legislação eleitoral que proíbe campanha de cunho pessoal fora do período pré-determinado.

    rnVirou bagunça

    rnrnDo mesmo jeito que as empresas têm múltiplas mídias para mostrar seus produtos, seus serviços e negócios, os políticos também o têm e com muito maior facilidade porque dinheiro todo mundo sabe que não lhes falta, muito pelo contrário, ganham fácil. Já pensou se todo mundo sair pintando muros e a bagunça virar regra. Vamos mandar pintar também mensagens que garanto os políticos não vão gostar nem um pouco.

    rnÉ pichação

    rnrnAliás, o que os políticos em muitos casos fazem mais parece uma pichação. Que é outra margem para inspiração de adversários e foi o caso do próprio deputado estadual, que há algum tempo teve que mandar apagar frases de acusação em alguns de seus muros de viva eu, viva, viva o Chico barrigudo. É o risco que se corre quando se quer ser mais esperto que os outros.

    rnBem feito

    rnrnClaro, a mídia faz parte da necessidade de qualquer negócio, serviço e principalmente para aqueles que são partidários e dependem do julgamento da opinião pública para galgarem cargos eletivos. Mas dá para ser eficiente, de bom gosto e sensato na divulgação de seu desempenho. Aliás o primeiro modo de conquistar espaço e de graça na mídia é reunir predicados de dignidade, o que infelizmente parece ter passado a ser virtude de poucos.

    rnPirataria

    rnrnO que os países em desenvolvimento estão perdendo com a pirataria generalizada não está escrita nem em gibi. No Brasil então a pirataria toma conta de todos segmentos. Parte por causa da deficiência de setores produtivos (indústria, comércio, serviços e agronegócios); mas muito mais por causa da descabida carga tributária, uma das maiores e piores do mundo.

    rnTodos pecam

    rnMas a realidade é que os governantes que estão aí e principalmente os que já passaram pela Viúva Federal, não adotam sequer uma única medida cabível para combater as causas e não as consequências. A abertura de mercado então está afundando ainda mais os negócios e o emprego. O que era quinquilharia e bugiganga da China, agora infestou de porcarias e similares em todos os setores.

    rnCaro e barato

    rnrnO barato sai caro pois a qualidade dos produtos sempre é duvidosa, para não dizer que em alguns casos é um lixo. Mas outro grande problema é que a China, de sistema comunista com opção para o capitalismo não arrecada um terço dos impostos que o Brasil. Aliás comunista mesmo é o Brasil, pois qualquer cidadão ou empresa trabalha no mínimo um terço do ano para o governo. Nem na China é assim.

    rnrnSem proteção

    rnO governo comunista da China, no entanto, não dá a mínima para os milhões de chineses. Lá não tem previdência, assistência à saúde, educação, no formato de outros países. Até porque o país mais populoso do mundo não tem nem mesmo como alimentar seus cidadãos, que comem tudo que tenha vida, de cachorro a cobras e lagartos. Logo, a mão de obra é quase escrava.

    rnProliferando

    rnrnMas como temos muitos assuntos brasileiros e os chineses estão distantes, trata-se apenas de uma referência como debate nessa questão de pirataria. Não é só a picaretagem de produtos importados e sem qualidade de outros que infestam o mercado, mas as próprias empresas fantasmas e de fachada estão prejudicando sem precedentes aqueles que estão baseados no mercado oficial.

    rnÁrea difícil

    rnrnNessa de mídia então, nem se fala. O que há de picaretas tentando fazer panfletos com nome de jornal, televisões de fundo de quintal com gênios babacas dando aula do nada e outros tantos meios descabidos, não é brincadeira. A única sorte é que qualquer pesquisa séria mostra que eles dão traço no ibope. Mais gritante ainda é que agora está sobrando papagaios que discutem porcaria alguma com aquele ar professoral. Lixo.

    rnMais cultura

    rnA exploração da vaidade e do egocentrismo do ser humano é parte integrante da história do homem nesse planeta. Mas parece que a multiplicação de espaços midiáticos aflorou e abundou o número de asnos a desfilar para nada acrescentar. Fico imaginando que às vezes deveria existir uma campanha a favor do espelho. Daquela de antes de sair de casa, por favor, olhe-se no espelho para não dar tanto vexame.

    rnTodos cantos

    rnVeja bem, não se trata de privilégio dessa pequena comunidade chamada Marília e dos falsários que aqui estão vendendo conversa mole. Basta abrir revistas e ver canais de televisão nacional para ver que a situação é lastimável em todos os cantos. Aliás, dá nojo ver o grau de analfabetismo generalizado. Por isso quem tem mínimo de cultura, corre dessa gente.

    rnEmpobrecimento

    rnA própria revista Carta Capital, seguramente a melhor mídia impressa do segmento, há duas semanas estava tratando da vulgarização e breguice da própria mídia em mostrar os casamentos de gente como Ronaldo, do beijo de Chico Buarque na namorada, entre outras baboseiras. É fato que a vida alheia de artistas e personalidades sempre provocou interesse, mas a esculhambação tá ridícula.

    rnrnEsculhambado

    rnrnNão quero saber quem está transando com quem. O que deveríamos estar discutindo é geração de emprego, sistema de saúde e ensino público, infra-estrutura e meio ambiente. Mais, como minimizar a roubalheira descarada dos cofres das Viúvas. Ninguém precisa radicalizar e abandonar informações sobre personalidades, mas que se dê espaço para outros assuntos e que o cidadão faça esforço para entender melhor o mundo real e esquecer o lado novelesco.

    José Ursíliorn

  • 03 abr 2005 /  Fique Ligado

    Vida de gatunos

    rnrnO tamanho da merda que está esse país dá asco até em latrina. A bandalheira está generalizada. Espelha bem o nível da roubalheira e gatunagem que todos sabemos tomou de assalto tudo quanto é repartição pública e sem dúvida consome entidades, cooperativas, sindicatos, clubes, enfim, onde há recursos arrecadados junto a grupos ou todo cidadão com ou sem renda.

    rnVida amargurada

    rnMas tem-se que colocar detalhes para exemplificar bem o que está ocorrendo. Vamos lembrar o cidadão que seria o mais importante do país, até com histórico de lutas, mas que virou presidente da República. Luiz Inácio Lula da Silva está presidente e tudo que quer é ser reeleito. A caneta mais poderosa do país e os cofres bilionários estão a seu serviço.

    rnVida petista

    rnA sede e fome de poder e dinheiro fazem de Lula refém daquilo que dizia combater quando estava do outro lado da mesa, do balcão. Ministérios e milhares de cargos formam moeda de troca para atrair e manter aliados, cooptar ovelhas desgarradas e pavimentar reeleição às custas de interesses que são apenas mesquinhos e suspeitos como todo mundo sabe.

    rnVida passada

    rnrnPara abrir um parêntese e não espezinhar apenas Lula, os antecessores foram ainda muito, mas muito, piores. FHC aquela enganação, Fernando Collor de Mello foi tirado por uma enxurrada de acusações, Itamar Franco um legítimo zero à esquerda, José Sarney aquela desgraça de sempre e que continua mandando como legítimo coronel. Todos eles sucessores dos picaretas milicos de farda, que mataram, torturaram, roubaram e ficaram impunes.

    rnVida severina

    rnrnBem, mas tem lá no Congresso, recém-eleito presidente, o Severino Cavalcante, figura que não poderia ser mais grotesca e vergonhosa, o terceiro homem da republiqueta. Nepotismo e arroubos de charlatão são da vida severina a principal marca. A sociedade assiste impassível ao espetáculo sem reagir. Lastimável, degradante, por essa gente estamos representados e eles fazem nossas leis.

    rnVida desvirtuada

    rnrnInventaram no Congresso o baixo clero que seria integrado por aqueles deputados que não servem para nada exceto para receber salários, empregar famílias e custar ao povo média de R$ 90.000,00 por mês. Eles, de vez em quando, vão a Brasília votar. Os olimpianos, líderes, mais gatunos, têm ainda mais vantagens. Lula disse uma vez, quando era oposição e sindicalista, que o Congresso tinha 300 picaretas. Errado, são quase 513 picaretas, safam-se poucos.

    rnVida lastimável

    rnrnBaixo clero é o cidadão comum, seja ele dona-de-casa, trabalhador, profissional liberal, empresário, comerciante ou pessoa jurídica devida e honestamente constituída. Essa gente explorada, roubada, espoliada, que nada faz exceto produzir e cumprir com seus deveres e obrigações. Vida de gente que aos poucos vai ficando incrédula. Com razão e um dia essa panela de pressão há de explodir.

    rnVida de nababo

    rnrnVocê conhece algum político, homem público, seja na cidade, no Estado, na União, que tenha ficado como agente ou gestor público e não se locupletado de alguma forma das gordas tetas da Viúva! Não. São em sua maioria nababos, se não ficam ricos, acabam tirando um naco desse bolo. Quase na maioria das vezes de forma voraz e gananciosa.

    rnVida de mentiras

    rnrnPior, tem alguns dissimulados, que não têm mínimo de sensatez, verdadeiros bufões, nada produzem exceto em benefício próprio, se locupletam até da desgraça dos outros, principalmente da omissão e letargia dos menos avisados e despolitizados. Olha-se com mais seriedade o conjunto da classe partidária e pouco sobra senão a possibilidade de optarmos pelo anarquismo.

    rnVida igual

    rnrnMas verdade seja dita, a forma de atuação dos chamados homens públicos, que no passado até poderiam ser indicados como beneméritos, provedores, hoje emperdeu o rumo. Muito pior, o que acontece nas instituições do Executivo e Legislativo, igualmente se repete em outras instituições da sociedade e em diversos e diferentes segmentos das representações.

    rnVida hipócrita

    rnTemos o hábito até de apontar o dedo para indicar as falcatruas e roubalheiras contra os cofres das Viúvas, o fisiologismo e o nepotismo. Mas basta ver o sindicato de sua categoria, a cooperativa a que você pertença, a entidade de classe, a fundação. O grupo, presidente, diretor, todos estão lá há muito tempo, não querem largar a bagaça. Fazem de tudo pela continuidade e o continuísmo.

    rnVida suspeita

    rnO clube, o sindicato, a cooperativa, a associação quase todos pagam salários absurdos e abusivos para os tais ?beneméritos? que os dirigem como se fossem empresas privadas. São raros os casos de gente realmente dedicada e apenas interessada no bem-estar da coletividade. A maracutaia dos gestores partidários invadiu e proliferou, multiplicou-se e ramificou-se por todo canto e não me venham negar e que a afirmação trata-se de muita generalização.

    rnVida medíocre

    rnTem sim, repito, uns poucos e raros abnegados, cidadãos dedicados a entidades mais assistenciais, de boas causas, mas a quase maioria dessas arapucas de fundações, cooperativas, clubes, sindicatos, basta você fazer uma análise e lá estão as mesmas caras há cinco, 10, 15 anos. Tem gente aqui em Marília ? e em todo lugar ? que há mais de 20 anos não desgruda o traseiro das entidades e as mãos de seus cofres.

    rnVida de culpados

    rnSomos todos, além de hipócritas, culpados por quadro tão grotesco. Geralmente ignoramos situações, nos omitimos, temos asco. Não, não podemos continuar assistindo a tanto desmando e fingir que está tudo bem. Não podemos ficar batendo palma para falsários, devemos cada um em sua área participar, questionar, exigir prestação de contas, verificar onde está indo o meu, o seu, o nosso dinheiro, o nosso patrimônio.

    rnVida de aproveitador

    rnPor exemplo, esses tais beneméritos que povoam várias entidades chegam a ter salários médios entre R$ 4.000 e R$ 8.000 e R$ 12.000 e R$ 15.000. Isso mesmo, como é o caso de cooperativas e fundações. Multiplique por 13 salários 12 mil por exemplo que somam R$ 156.000,00. Mais 65% de custos tributários, chegasse ao valor de R$ 257.400,00 em um ano. Não gente, isso é aproveitar da boa fé alheia. Nada justifica tamanha aberração.

    rnVida de benefícios

    rnMas não é só. Emprego para os amigos, os parentes, restaurantes, hotéis, passagens aéreas, entre outros tantos benefícios fazem do dia a dia desses tais beneméritos uma maravilha. Tudo sob a justificativa de estar nobremente viajando em busca de bem-estar de sócios, cooperados, assistidos ou sei lá que outros bichos possam representar. Claro que os caras não querem largar tamanha mamata.

    rnVida de prejuízos

    rnrnMas, para piorar ainda mais essa exploração indevida da ignorância e omissão alheia, há situações ainda mais desesperadoras. É o que está acontecendo em Garça, mais precisamente com a Garcafé, a antiga poderosa de cafeicultores que foi praticamente a bancarrota. O prejuízo vai ser socializado. Você sabe que os estatutos de todas essas arapucas responsabilizam os sócios por tudo. Na hora da gastança, ninguém é chamado, as assembléias são às escondidas. Mas os prejuízos são distribuídos.

    rnVida de enganação

    rnHá no caso de Garça sitiantes com propriedades de valores entre R$ 150.000,00, R$ 200.000,00, que receberam faturas de R$ 25.000,00, R$ 40.000,00. Ah, depois vem a diretoria dizer que os cooperados tinham conhecimento de tudo. Sabe qual o salário do presidente, Manoel Vicente Fernandes Bertone? Quase R$ 9.000 por mês. Que maravilha. Fora os demais gastos e salários do restante da patota que tá lá desde que o mundo é mundo, como dizia a senhora minha mãe.

    rnVida de falcatrua

    rnComo em Garça, Marília, entre outros tantas cooperativas ? e repito, fora as fundações, clubes, associações, sindicatos ? tem também os desvios, os estelionatários que não pagaram suas dívidas e acabaram deixando as entidades nessa situação. Claro, uma parte é porque a política econômica, os tributos, as perdas disso e daquilo justificam a situação difícil. Mas que se tome providências antes de explodir, com transparência, pois se um indivíduo fica 10, 15, 20 anos no mesmo lugar é para resolver o problema.

    rnVida socializada

    rnA diretoria da Garcafé diz que a dívida supera os R$ 42 milhões. Vão socializar R$ 20 milhões. Ora, como ao parte dos cooperados está defendendo, é mais barato fechar a arapuca, entregar o resto do patrimônio, sem contar a necessidade de intervenção. Ah, que os cooperados entrem com ação, busque o Ministério Público, para responsabilizar a diretoria e ou quem de direito e dever.

    rnVida de safados

    rnrnIsso mesmo, os espertalhões que deram golpes, compraram milhares de reais em insumos ou outros bens e serviços sem pagar, esses estão belos e folgados, acabam transferindo propriedade para o nome de um parente, filho ou laranja e no máximo respondem alguma ação civil e está com nome negativado. Ora, é muito pouco, esses sim são os safados e que deveriam ser chamados há muito tempo.

    rnVida de impunes

    rnMas a Justiça brasileira é aquela lástima. Na cadeia de Marília, de Garça, de Brasília, só estão os pretos, os pobres e raríssimas putas. Mais ninguém. Pode ser que pelo que escrevo, vou acabar em alguma cela, mas mesmo assim minha parte faço. A Justiça abarrotada de milhões de processos, os figurões com a burra cheia e pagando escritórios de advogados de renome para a empulhação e enrolação numa rede de proteção e multiplicação da impunidade.

    rnVida dura

    rnEscrevo, vou revisar e fico poucas vezes com sensação que exagero na acidez das críticas, mas quem trabalha com informações, tanto aquelas que aparecem na mídia, mas principalmente com aquilo que acontece nos bastidores, vai ficando amargo. Pena que não possamos denunciar tudo, porque corrupção, roubalheira, falcatrua de colarinho branco deixa sempre quase nada de pista e então muito fica sem virar domínio público.

    rnVida real

    rnAinda bem que o Brasil real, aqui embaixo, prevalece sobre esse país oficial e oficioso. O nosso Brasil, diferente desse que os gestores públicos tomam conta e que a mídia chapa branca diz que está no rumo certo,vai cambaleando, mas vai. Então, o Brasil iria melhor se saíssemos da acomodação, omissão, passássemos a limpar os entulhos fétidos de todo canto.

    rnJosé Ursíliorn rn