• 29 mai 2005 /  Fique Ligado

    De boca fechada

    rnrnO prefeito Mário Bulgareli não fala uma letra, nem reclama de absolutamente nada. Não fala nada porque essa é sua personalidade, faz estilo conciliador, sem contar que não é nada destemido e quer evitar qualquer rompimento. Tem motivos de sobra e na realidade está prefeito porque Abelardo Camarinha o escolheu. Como já repeti à exaustão, Bulgareli tem predicados que o conduziram ao apoio e à eleição, mas sem Camarinha nem candidato seria.rn

    rnRastro de maldadesrn

    rnNo entanto, o professor Mário Bulgareli sabe bem o que está passando nesse início de mandato para honrar todos os compromissos que assumiu, está pressionado 24 horas por dia pela Escola Abelardiana de Maus Costumes. O ex-prefeito saiu, fez seu sucessor, mas não deixou por menos e além dos mais de R$ 18 milhões em dívidas, deixou aquilo que poderia ser chamado de diversas armadilhas. Se Bulgareli pisar em falso, cai no calabouço. Cheio de cobras, escorpiões e outros bichos da fauna abelardiana.rn

    rnMais números

    rnrnOs números do buraco na Viúva Municipal são um alarme, até porque este ano vão passar pelos cofres mais de R$ 270 milhões, mas grande parte comprometida com custeio e área de educação. E até agora Bulgareli tem sido equilibrado, decide com opinião coletiva, chama técnicos e especialistas como da área jurídica. Bem diferente daquele balcão de negócios do segundo andar onde reinava Carlos Umberto Garrossino, desde a compra de um prego até as concorrências milionárias.rn

    rnAs armadilhas

    rnrnBulgareli não fala nada, mas a cada dia aparece um incêndio para apagar. Tem conseguido avançar com postura digna, de respeito às pessoas e à coisa pública. Estaria melhor se se livrasse de uma parte dos integrantes mais expressivos da escola abelardiana. Mas pelo menos vem conseguindo imunizá-los e aos poucos mostrando que as decisões devem passar pela análise técnica, com todos os interessados e a última palavra é sua, do prefeito Mário Bulgarelirn

    rnTom conciliadorrn

    rnBulgareli tem agido em tom conciliador, não deixa nada sem resposta mesmo que ela possa demorar um pouco. Baniu más influências, afastou gente que leva e traz, ignora pretendentes a interesses escusos e jogos de influência e checa assuntos direto na fonte. Sem contar o equilíbrio e seriedade do chefe de gabinete Nelson Virgílio Grancieri. Não provoca discórdia, disputas, desagregação, outras marcas que ficaram latentes na administração anterior quando se tratava de bastidores.rn

    rnSem mentiras

    rnrnNão se trata de tudo agora ser santificado e o antecessor ser graciosamente demonizado. Todos têm defeitos e virtudes. A diferença é que Camarinha ficou oito anos no poder, presunçoso acabou virando um destemido sem precedentes como se nunca fosse responder pelo ônus. Bulgareli tem agido sem ganância e voracidade, o que não acontecia. O jogo de bastidor próprio da política e do poder ficou mais técnico, acabou a era da mentira sem precedentes.rn

    rnVai acertando

    rnrnAlém das dívidas deixadas até certo ponto naturais de um exercício para outra embora a lei de responsabilidade fiscal seja clara ao definir proibição, a atual administração tem descoberto várias medidas que seguramente prejudicaram o tesouro e os serviços municipais. Pelo menos estão consertando os estragos deixados para trás, claro tudo sempre da medida do possível. O certo era abrir sindicância para descobrir quem prevaricou, mas seria esperar o inimaginável e isso é lastimável.rn

    rnFolha engordou

    rnrnA folha de pagamentos da Prefeitura engordou muito do fim do ano passado até agora. Pior. Engordou sem que o benefício tivesse sido equânime. Criou-se armadilha com a conta debitada para a atual administração. Somente em referências concedidas para inúmeras categorias e amigos do rei, a conta foi acrescida em pouco mais de R$ 1,5 milhão. No apagar das luzes, mesmo sendo aliado, Camarinha não hesitou em assinar os benefícios, que sempre negou durante seu governo.rn

    rnFoi carrascorn

    rnO funcionalismo público, todo mundo sabe, detesta o comportamento administrativo de pessoal do ex-prefeito. Não é para menos. Foram oito anos de pessoas vivendo à mingua, com abonos salariais em substituição à reposição de perdas. Política em cima do funcionalismo nunca faltou. No entanto, no apagar das luzes, repito, numa canetada só, vários benefícios foram concedidos, à revelia e sem respeitar o direito da maioria dos mais de 4.000 servidores municipais.rn

    rnIlha da fantasia

    rnrnAgora, vem à tona, por obra e graça da administração aberlardiana, outra ilha da fantasia, desta vez na área da saúde. Não tem justicativa plausível e aí a fatura pode muito bem ser igualmente debitada ao ex-secretário Ênio Sevilha Duarte e à ex-coordenadora Marilda Siriani. Até porque se ficaram com a fama e os louros da boa administração da área, também devem dividir o ônus desse que é sim um escandaloso e desproporcional privilégio de meia dúzia de médicos e enfermeiros.rn

    rnSem justificativarn

    rnPrimeiro que a escola abelardiana atuava não só no Executivo, mas igualmente no Legislativo, onde a situação era vaquinha de presépio que votava cegamente enquanto a oposição esperneava sem efeito prático, também por incompetência. Tanto assim que nos salários diferenciados e horas e plantões que criaram os privilegiados, passou sem que ninguém soubesse o que estava ocorrendo. Uma lástima, emburrecimento de dar pena.rn

    rnApagar das luzesrn

    rnA lista dos privilegiados tem como base profissionais capacitados, alguns especializados, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel Urgente) é eficiente etc e tal. Mas é descabido enfermeiro ganhar seis mil reais e médico 12 mil reais, ou então os outros deveriam ter o mesmo salário e a cidade não poderia estar com a saúde em tamanha calamidade. Não tem justificativa e ainda bem que a atual administração descobriu o escândalo e já tomou medidas para com ele acabar.rn

    rnMais suspeitas

    rnrnPior de tudo é que ninguém sabe como provar.É tudo muito bem feito, os órgãos como polícia e Ministério Público vão do nada a lugar algum e é bem capaz de eu ter que dizer onde tirei a informação. Mas o fato gritante é que parte das contratações ocorreram no apagar das luzes e foi moeda de troca de apoio político e partidário. Pena que isso vai ficar, como sempre, esquecido, enquanto a maioria do funcionalismo está com salário de fome e sem benefícios.rn

    rnNo anonimato

    rnrnPior ainda, sem contar os 20 mil, 30 mil desempregados que não tiveram a sorte de ser amigos de Camarinha ou quem quer seja que esteja com a caneta nas mãos para conseguir uma vaguinha ou mesmo um empurrãozinho. E olha que não precisa nem de salário de amigos do rei como esse de cinco ou seis mil reais por mês, poderiam ser só míseros, dois, três, quatro salários mínimos. Assim que o mundo se move, mas aos poucos a verdade vai aparecendo.rn

    rnSem medicamentos

    rnrnNos últimos seis meses da administração Camarinha as unidades de saúde viveram dias de maior calamidade, falta medicamentos em tudo quanto é canto. Alegação de que não existiam recursos, orçamento, aquela ladainha própria para justificar desleixo. Mas para privilegiar grupinho de profissionais, foi-se dado jeitinho. Sem contar que as filas para atendimento começam de madrugada todo dia, leva-se meses, até ano para obter-se um exame e a maioria dos servidores na saúde têm salário de fome. rn

    rnSalários melhores

    rnrnNinguém quer defender que os médicos ganhem apenas R$ 1.400,00, mas a maioria não pode ganhar apenas isso enquanto se admita distorções como as que estavam ocorrendo no Samu. Claro, os médicos e enfermeiros poderiam até ter ganho maior pela especialização e riscos, mas nada tão gritante, abusivo, escandaloso. Soa benefício indevido e isso toda vez que descobrirmos vamos colocar em discussão, mostrar à sociedade, buscar o fim do privilégio.rn

    rnMais contrataçõesrn

    rnAlém de toda essa discussão e isso mostra que os administradores anteriores ? tanto o ex-prefeito, como Ênio Duarte e Marilda Siriani ? deveriam ter constatado o privilégio e adotado providências. Se há recursos, é área especializada e de maiores riscos, que se contrate mais profissionais, sem necessidade de tantos privilégios para poucos. Sem contar que as próprias contratações e convocações devem ser mais transparentes e sob vigilância de órgãos como conselhos, associações e sindicatos.rn

    rnMedidas discretas

    rnrnBulgareli tem tido sim coragem de enfrentar problemas pontuais sem se comprometer com compromissos e até agora contabiliza adesões importantes para que possa fortalecer sua posição. Construir base independente é fundamental para que possa firmar identidade própria e afastar o carimbo indesejável de ser marionete de Camarinha. Medidas discretas são fundamentais e ele tem conseguido imprimir esse ritmo.rn

    rnMais manobras

    rnrnAs últimas horas da administração abelardiana foram pródigas em projetos, contratos, conceder benefícios aos montes, alguns que ele fez questão de enrolar quando seria responsável por cumprir. Mas naquela de deixar as bombas para o sucessor e depois quem sabe sair com aquela ladainha de minha parte fiz, acabou gerando outras tantas manobras que Mário Bulgareli tem conseguido desarmar.rn

    rnNovos contratosrn

    rnSomente com a Universidade de Marília dois contratos grandes (de tratamento e destinação do lixo urbano e de implantação de avenida perimetral paralela à rodovia SP-294 após o campus universitário) foram assinados sem que a Prefeitura tivesse a mínima condição de cumprir. Pelo menos nesse momento. Por sorte Bulgareli conseguiu contornar a situação e se entendeu com o reitor Márcio Mesquita Serva. Até porque o prefeito não pode resolver problemas de 50 anos em cinco meses.rn

    rnGente infiltradarn

    rnO que a cidade não pode ficar é à mercê não se sabe bem de que interesses e de quantos envolvidos e outros infiltrados forçando daqui e dali projetos que são necessários maior análise e discussão com todos os segmentos envolvidos. No caso da destinação do lixo então, que em quatro anos iria custar R$ 32 milhões, o quadro é ainda mais delicado. Dá muito bem para ampliar o debate e concluir projeto e contrato transparentes.rn

    rnLixo tercerizadorn

    rnO mais polêmico projeto das administrações municipais nos últimos anos foi a tercerização do lixo (coleta, tratamento e destinação). Polêmico pois sempre envolve fortunas dos cofres públicos e jogo bruto entre as empreiteiras e concessionárias. No caso específico de Marília a proposta ficou pela metade, mas não deixava de ser uma tercerização parcial. Portanto, nada mais salutar que verificar com maiores cuidados o que a cidade tem de problema e suas múltiplas soluções.rn

    rnMais tranquilorn

    rnPor tudo isso e muito mais que deve e vai aparecer aos poucos é que está certo o prefeito Mário Bulgareli quando opta por soluções consensuais, com tranquilidade, tendo proteger os cofres da Viúva que já foram tão dilapidados e mal cuidados. Está correto o prefeito quando evita intermediários, afasta interesseiros de atuação duvidosa e mostra que quando vai usar a caneta e as chaves do cofre o que manda mesmo é sua responsabilidade e consciência

    rnrn

    rnJosé Ursíliorn

  • 22 mai 2005 /  Fique Ligado

    Vai desabar

    rnrnO tamanho da crise sócio-econômica está longe dos comensais e aproveitadores da corte brasileira, mas aqui embaixo o buraco é enorme. Está tudo indo para o beleléu, o agronegócio minguou, o parque industrial está abarrotado de estoque, comércio e serviços estão numa quebradeira generalizada. As demissões põem gente na rua a todo minuto, o cidadão está desesperado. E os malandros engravatados, os governantes de ontem e de hoje, ricos, rindo, dissimulados.

    rn
    Dá medo

    rnrnPara ficar só no caso de Marília e para não causar alarme e piorar ainda mais a situação, bem dentro daquele bairrismo (para não dizer provincianismo); a situação beira o caótico. Todo dia um comerciante vai dormir e amanhece com uma porta fechada em sua rua. Pare para observar mais atentamente e verifique somente no quarteirão de seu negócio quantos empreendedores tiveram que abandonar seu comércio.

    rn
    Só demissões

    rnrnTodo dia, no sindicato, na Delegacia do Ministério do Trabalho, tem fila de gente para agendar demissões. É um quadro de calamidade pública, tá todo mundo assustado. É assim. O comerciante primeiro deixa de recolher os impostos, depois reduz os estoques, depois corta o pessoal, isso tudo sem contar que está devendo as calças aos bancos. Então, não resta alternativa, senão baixar as portas e ficar frustrado, indignado.

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    Não suporta

    rnrnO comerciante está à beira do desespero. As grandes redes ganham em escala, ainda sobrevivem, têm mais força e capacidade de enfrentar a crise. Mas o pequeno e médio comerciantes estão falindo, quase acabados. Alguns verdadeiros artistas conseguem manter o negócio, meia dúzia de empregados. Repito, isso tudo ocorre aqui em Marília, mas toda cidade está igual, a variação para pior ou melhor depende do tamanho, quanto maior melhor, quanto menor, pior.

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    Não aguenta

    rnrnLojas com prédios maiores, aluguéis e outros custos pesados, estão indo primeiro. Tem alguns comerciantes que até tentam minimizar as perdas, fecham a loja grande e abrem uma ou duas portinhas. É o jeito para tentar pelo menos sobreviver enquanto a situação continua sem mínimo de perspectiva.

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    Quadro igual

    rnrnSe o comércio está uma lástima, os prestadores de serviços estão no mesmo caminho, senão pior. Basta verificar alguns amigos, vizinhos, gente que estava tentando ter seu negócio próprio. Acabou. Situação caótica. A crise só não é pior porque é um setor que não tem estoque, a base é a mão de obra. Prestadores de serviços e profissionais liberais vão cambaleando.

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    Máquinas paradas

    rnrnA indústria está agonizando, perdendo competitividade. Apenas alguns segmentos estão segurando a barra, como no setor de alimentos, que felizmente é a base do parque em Marília. Mas as demissões de operários atingem níveis preocupantes e este ano mais de 300 foram demitidos. O caos atinge a metalurgia, onde somente a Sasazaki, esse mês, está colocando mais de 180 na rua, medida que vinha segurando há quase dois anos e óbvio a adota como última opção que restou num mercado tão retraído.

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    Efeito negativo

    rnrnNo caso específico de Marília, onda de preocupação fica ainda mais grave quando os chamados grandes setores, como alimentos e metalurgia, são afetados. As demissões da Sasazaki tiveram um efeito psicológico negativo e danoso. A empresa está fazendo ajustes como tantas outras, mas cada cidade tem suas referências, mar de excelência, como se elas não pudessem ser afetadas pelas crises e quando o são seria o prenuncio do caos total. Ou seja, milhares são demitidos, mas os 180 dispensados pela Sasazaki parecem mais grave.

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    Sem futuro

    rnrnNo segmento agropecuário, a situação também é de lastimar. A região de Maríliaperdeu a tempos sua vocação rural e não mais a encontrou. As fazendas viraram pastos imensos e agora secos, com pouca produtividade e consequentemente ohomem do campo veio para as periferias. Logo, é um setor importante, esquecido e abandonado pelo custo caro e falta de investimentos principalmente nessa região.

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    Mais impostos

    rnrnA carga tributária durante oito anos do sociólogo FHC e quase três do metalúrgico Luiz Lula pulou de 27% para quase estratosféricos 40%. O país do faz de conta dessa gente é o outro, assim como o país que a Rede Globo mostra no Jornal Nacional ou Fantástico. Tudo de mentirinha para nós aqui embaixo. O que vale mesmo é que não dá mais para tapar o sol com a peneira. O país está à beira do caos, sem perspectivas para todos os negócios.

    rn
    País dos bancos

    rnrnEnquanto isso, hoje como no passado, os bancos continuam com os maiores juros do mundo, os maiores lucros do mundo. 10, 12 banqueiros bilionários, enquanto o empreendedor, o industrial, o comerciante, o profissional liberal, o prestador de serviços, o agropecuarista, o trabalhador, o cidadão comum, fica tentando sobreviver, pulando daqui e dali. Não é possível encontrar mais energia para superar tamanha crise que de tempos em tempos se avoluma.

    rn
    Só trabalhando

    rnrnEngana-se você que se vê dono de algum negócio sem sócios. Qualquer espelunca comercial, grande indústria, avançado prestador de serviços, cidadão comum, estão mesmo é trabalhando para dois sócios vorazes: o governo com seus impostos e os bancos com seus juros. Não temos como nos livrar desses indecentes e algozes da nossa economia, dos nossos negócios, de nossa sobrevivência e dignidade.

    rn
    Sociedade civil

    rnrnTenho defendido aqui a necessidade da sociedade civil se reorganizar, tomar a dianteira nos rumos da nação, exigir mais, manifestar-se mais, radicalizar mais, deixar essa postura de acomodação, pois caso contrário a maioria vai perecer, fechar suas portas, falir, ficar desempregado, sem ter condições de sustentar as famílias, sem poder sair nas ruas por causa da criminalidade e violência. Mas o que então vamos fazer com nossos filhos, a futura geração.

    rn
    Preciso depurar

    rnrnDo jeito que as coisas continuam indo, parece que só mesmo voltando aos tempos distantes e antigos, onde as situações quando pareciam insustentáveis e os governos incompetentes e corruptos, surgiam as movimentações das massas, as guerras civis. Aqui tudo até hoje foi meio indolente, quem sabe se não está faltando um pouco mais de ação. O brasileiro precisa reagir e agir mais, não adianta ficar esperando godot.

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    A desobediência

    rnrnNão admito ninguém pegar em armas, mas uma revolução civil. contra governantes, movimento pacífico de impedir tantos impostos, taxas, juros, roubalheira… Desobediência fiscal por um período, quem sabe? O certo é que há necessidade de uma ação coordenada e forte de quem paga sempre a conta, nós todos. Nada surge sem planejamento e estratégia, mas as massas podem surpreender e quem sabe essa possibilidade já seja um alento. Ou então que seja adotado logo o regime anarquista, dispensando-se as instituições, principalmente as políticas.

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    Vai explodir

    rnrnHá sentimento de preocupação maior de abril para cá. A economia era para dar sinais de avanços, recuperação, pois é tradicional a ressaca dos três primeiros meses de todos os anos. No entanto, o quadro só fez piorar, há um sentimento de alarme. Algumas medidas serão tomadas ou então vamos todos perecer. Pior, o governo Lula deve vir daqui a pouco com alguma medida e engana-se quem pensar que ela trará benefícios, mas sim só mais uma forma de maquiar a realidade, teatralizar as cenas da politicalha.

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    Os encurralados

    rnrnNa realidade o que fica é aquele cidadão aguerrido, o cidadão de bem, tentando tocar sua indústria, seu comércio, seu agronegócio, sua empresa de serviços, seu dia a dia, abandonado à própria sorte, massacrado pelo sistema, sem ter para onde recorrer. E ainda encurralado pela fiscalização tributária, pela legislação que protege apenas a máquina de arrecadar, sem que existam serviços dignos de saúde, educação, subsídios, proteção aos negócios e à qualidade de vida numa sociedade civilizada.

    rn
    Sem alternativa

    rnrnPior ainda é que eu, você, nós, olhamos ao redor, tentamos encontrar uma única opção, para quem sabe existir algum alento e o quadro é dramático. Estamos desprotegidos, largados à própria sorte, sem líderes, sem homens patriotas e nacionalistas que pudessem transformar minimamente a trajetória de tragédia e caos. Somos obrigados a contar apenas com nossas próprias forças, mesmo que estejamos como nunca cumprindo com nossas obrigações e deveres, enquanto ignoram direitos fundamentais.

    rn
    Páginas policiais

    rnrnA leitura dos jornais brasileiros é sem dúvida exercício de desgaste. Não se trata do conteúdo dos jornais e suas reportagens, mas sim especificamente os personagens (políticos) e os fatos (roubalheira). De norte a sul, em todas as instâncias, a pouca vergonha generaliza-se enquanto nós aqui em baixo ficamos assistindo. A cobertura do assunto política há muito trocou de página, virou assunto de polícia. São os bandidos do colarinho branco.

    rn
    Mais corrupção

    rnrnNão creio que tenha aumentado o nível de corrupção e extorsão contra os cofres das Viúvas da União, dos Estados, dos Municípios. Verdade é que talvez hoje elas estejam sendo mais escrachadas pela mídia, especialmente pelos jornais. Claro, há mais voracidade de alguns sacanas que estão ou passaram pelos cargos públicos. Mas de tempos em tempos parece que a roubalheira fica mais latente e inconsequente.

    rn
    Clima de desolação

    rnrnÉ por isso que o brasileiro anda que meio desolado com tudo, todos e as instituições tão desacreditadas. Afinal com tanta e tamanha dificuldade de sobrevivência das pessoas físicas e jurídicas, enquanto isso no reino dos políticos, dos ditos homens públicos com cabeças de privadas (latrina) e mão de gatos (roubalheira); o que se tem produzido muito é assalto aos cofres nas mais gananciosas e generalizadas situações.

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    José Ursíliorn

  • 15 mai 2005 /  Fique Ligado

    Cada um por si

    rnrnUma definição eficiente me chamou atenção essa semana e ela veio na página dois do Diário, na coluna Colírios e Cotonetes, assinada por Rogério Martinez. Dura e crua realidade, há um onda crescente de cada um por si. Na esteira, três segmentos ganham dinheiro: o governo, os bancos e a criminalidade. Completa: o cidadão comum financia os três, é refém de todos e não tem como escapar.

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    Todos bandidos

    rnrnÉ leitor, o quadro é ainda mais dramático que esse captado e definido por Rogério. Na realidade há três bandidos ficando com o dinheiro do trabalho, da produção, do patrimônio, do bem-estar, da qualidade de vida: os bandidos do governo, os bandidos dos bancos e os bandidos da criminalidade. São esses bandidos que mandam, donos do poder, estamos cada dia mais encurralados. Ou alguém está satisfeito?

    rn
    Pobre cidadão

    rnrnQuem trabalha, produz, presta serviços, comercializa, industrializa, esse cidadão comum, o povo, não aguenta mais financiar o poder público dirigido pelos falsários e dissimulados políticos que patrocinam carga tributária das maiores do mundo. Não aguentamos mais a sanha dos bancos com seus lucros igualmente maiores do mundo. Não aguentamos mais a violência. Pior, os bandidos de colarinho branco, a maioria dos políticos, de novo, os culpados.

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    Maior dos maiores

    rnrnO problema todo é que o poder público passa de mãos em mãos, até trocamos de vez em quando parte da cambada, mas o pior do Brasil ainda é o brasileiro, bem ao contrário da propaganda ufanista para inglês ver. A cambada que dirige esse país deveria controlar o sistema financeiro, mas com ele se locupleta, deveria combater a criminalidade, mas ou foi e é incompetente, além de conivente. Logo, os maiores bandidos são exatamente aqueles instalados nos governos.

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    Só roubalheira

    rnrnHá uma falência generalizada dos negócios, ninguém mais sabe para onde correr, enquanto os políticos de todos os pês nunca estiveram tão ricos, com a burra cheia, a roubalheira assalta os cofres das Viúvas das cidades, dos estados, da União. O povo paga, a carga tributária já chegou a 40% de tudo que você, nós, produzimos. Nada de retorno, nada de investimentos, nada de saúde, nada de educação, nada de cultura, nada de preservação do meio ambiente… Nada de nada…

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    Formar caráter

    rnrnAinda dentro da linha de defesa da coluna de Rogério, ele como ainda é mais novo e muito, mas muito mais otimista em relação ao homem – eu embora desiludido -, também acredito que salvação seria investir nas idéias, formação de caráter, cidadania. Seria necessário acabar com a lei das selvas, do salva-se quem puder, aniquilar com tanto banditismo. Mas fico pensando, como começar tudo isso com tamanha falência das instituições?

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    Cidadão agir

    rnrnTenho lapsos de otimista raras vezes. Emboraaté chegue a acreditar que os espertalhões tomaram da assalto os espaços, os governos, as entidades, os poderes, esses bandidos são minoria, a massa é de gente honesta, com ou sem formação cultural. Por ser assim ocorreram todas as revoluções populares, embora todas elas tenham até hoje desaguado em quase nada. No caso do Brasil, alguma revolução poderia acontecer, ou o melhor mesmo seria adotar o anarquismo assumido.

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    Não é comigo

    rnrnAlém da onda do cada um por si, há outras duas situações consequência do salve-se quem puder: isso não é comigo e o faz de conta. O fingimento institucionalizado. A maioria parece fingir ou fugir da realidade. É comum ouvir que o jeito énão ligar, apelar para o ?Deus sabe o que faz ?. Não, não, gente. Cada um tem de fazer no mínimo sua parte, por mais insignificante que possa parecer. Esse deveria ser o primeiro plano de médio e longo prazos.

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    Tudo natural

    rnrnA partir do momento que enxergarmos nossa importância íntima e individual poderíamos melhorar a sociedade enquanto coletivo. Poderíamos chegar à valorização das idéias, do caráter, do exercício pleno da cidadania, bons costumes. Depois promovermos aos poucos a mobilização de verdadeiros líderes e iniciarmos a varredura dessa porcaria de gente que infestam os poderes públicos, esses bandidos do colarinho branco. Assim consertaríamos o restante das instituições. Da causa às consequências.

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    Colocando ordem

    rnrnMudando um pouco, para alívio do domingo, como já defendi aqui por inúmeras vezes, é necessário acabar com a bandalheira na utilização de propaganda ao ar livre irregular e ilegal.O setor de Controle de Publicidade da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano está fazendo trabalho sério. Conversou, deu prazo, agora está multando e retirando tudo que é parafernália esparramada como a cidade fosse a casa de João Nenhum, Zé Ninguém

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    Sem padrinhos

    rnrnOutdoors, placas, faixas, panfletos, são alguns instrumentos utilizados na clandestinidade, sem obedecer a legislação, prejudicando não apenas a cidade, mas como as empresas sérias de publicidade, que pagam seus impostos, recolhem taxas, geram renda e emprego. Os picaretas e piratas fazem o que bem entendem. Mas agora finalmente parece que o secretário Roberto Monteiro está determinado. Resta esperar que não fique no meio do caminho, afinal, todos devem se adequar, sem apadrinhamentos.

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    Mudar a lei

    rnrnTudo aliás está indo muito bem e a própria administração tem garantido que está elaborando projeto para mandar à Câmara revendo e alterando legislação que regulamenta a publicidade ao ar livre e similares. Não há previsão alguma de propaganda de políticos, partidos e institucionais. Logo, nesse segmento o abuso sem que haja providência tomou conta da cidade. É preciso mudar a lei e definir espaços pré-determinados e com recolhimento das taxas como qualquer outro contribuinte.

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    Viva eu, viva tudo

    rnrnVou acreditar somente depois que a lei for aprovada e assim mesmo ainda é necessário esperar como será o conteúdo elaborado. Afinal, a Escola Abelardiana de Maus Costumes criou na cidade a situação do viva eu, viva tudo; do eu sou a luz, o caminho, as estrelas; imortalizou o valeu por isso e aquilo, até para instalar poste, pois afinal quem acrescenta um poste, em terra de cego, até benfeitor quer ser.Então, com nova lei a mediocridade poderia ser combatida, além de melhorarvisual e boas técnicas de comunicação.

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    Estão separados?

    rnrnJuro que tento evitar mas estou cada dia mais desolado. Infelizmente com tudo. Gostaria de ser ignorante. Sofreria menos, viveria mais. Não, não é só com a corrupção deslavada, a falência das instituições, a porcaria que está esse país. Dois figurões, milionários às custas dos plebeus daqui e de outras partes (até civilizadas); o jogador Ronaldo e a modelo Daniella Cicarelli se separaram, três meses depois. Dá na mídia de todo canto. Ao inferno eles e a mídia com banalização tamanha.

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    Não aguento

    rnAh, a notícia vende, o mundo desde há muito vive de bisbilhotar a vida de personalidades, desde a antiguidade. Certo. Mas o homem evoluiu tanto tecnologicamente, e a postura, os costumes, continuam os mesmos, banais, boçais? Que desgraça é essa de gente que precisa ficar tão atenta à vida alheia de gente endinheirada, que nada têm a acrescentar? Que desgraça de mídia daqui e de todo mundo que gasta tanta espaço com mediocridade e gente medíocre.

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    Me desculpe

    rnrnMe esforço para ignorar muito do que leio, assisto, ouço, mas às vezes não consigo ficar calado. Mais. O que você lê aqui ou em outro jornal, assiste na tevê ou escuta no rádio, está longe da realidade, é quase um faz de conta, enganação. Confesso, se pudéssemos falar tudo estaríamos em hospício ou cadeia. Por isso e muito mais me irrita o tamanho da banalização. O mundo se acabando em problemas e as pessoas interessadas no casamento ou separação de um olimpo de faz de conta. Me desculpe, mas não aguento.

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    José Ursíliorn

  • 08 mai 2005 /  Fique Ligado

    Faça sua denúncia

    rnrnVocê tem todas, absolutamente todas as garantias e deve usar esse direito e dever. Se você tem conhecimento, informações, documentos, de mazelas praticadas junto a quaisquer repartições públicas e ou entidades, faça sua denúncia, exercita sua cidadania. Nós vamos garantir preservação de sua identidade, proteção e sigilo da fonte. Você não corre quaisquer riscos e vai colaborar com o jornalismo investigativo. Faça sua parte.

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    rnrnVamos avançar nos relacionamentos com nossas fontes sigilosas, trazer mais conteúdo e responsabilidade para nossas reportagens investigativas e o cidadão pode colaborar. Temos como resguardar nossas fontes, a Constituição e a Lei de Imprensa protegem esse procedimento da imprensa e dão garantias para nosso desempenho funcional. O cidadão tem de aproveitar esse espaço, essa possibilidade.

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    Na Constituição

    rnrnA lei maior do país, a Constituição, diz logo no seu artigo 5º, o mais inovador, que trata de direitos individuais e coletivos, que todos são iguais perante a lei, sem distinção e são invioláveis o direito à vida, à liberdade, à segurança e à propriedade. Muito mais, no inciso XXXIV, garante: é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional.

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    Sem restrições

    rnrnPortanto, você leitor, assinante, cidadão de bem, pai de família, que quer ver uma sociedade cada vez melhor, mas cidadã, mais ética, melhor para nossos filhos, não deixe de exercer suas liberdades. Muito mais, use do direito de preservar sua identidade e imagem sem omitir-se, sem co-autoria ou ignorância de falcatruas, corrupção, mazelas, ilegalidades. Nós garantimos sigilo com base na lei, precisamos só de sua vontade de contribuir em defesa do bem comum e coletivo.

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    Sem censura

    rnrnO Diário está aberto, esse jornalista está a serviço da verdade. Temos capacidade de desenvolver jornalismo investigativo e dar sustentação para quaisquer denúncias verídicas, assim como sabemos dos procedimentos para encaminhar aos órgãos competentes, aos agentes institucionais e discricionários como polícias, ministérios público, Judiciário, ou instâncias correlatas e a serviço da legalidade. Você não precisa ser identificado, será mantido em sigilo, em off.

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    Mais direitos

    rnrnMais uma vez a Constituição Federal, agora no artigo 220, assegura manifestação do pensamento, criação, expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição. Em parágrafos, são garantidos que nenhuma lei conterá embaraço à plena liberdade de informação jornalística, é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística e a publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade. Claro tudo resguarda deveres e direitos dos outros e terceiros.

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    Apesar da época

    rnrnApesar de ter sido produzida pela ditadura, pelos milicos que dominaram esse país e mandaram matar e prender milhares de cidadãos, inclusive jornalistas que enfrentaram o sistema, a lei de imprensa, número 5.250, de 9 de fevereiro de 1967, continua em vigor e igualmente, dá mínimo de garantias ao jornalista e aos jornais. Repito, embora seja um entulho, a lei surpreendentemente garante liberdades de pensamento e expressão e respeito ao sigilo dos informantes assim como origem da informação. Irônica, mas pelo menos no papel até os ditadores davam garantias a jornalistas e fontes.

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    Rompeu barreiras

    rnrnO Diário está com 77 anos e assume uma marca histórica no interior paulista. O jornal tem o privilégio de ser um ano mais antigo que o município, detentor legítimo e inquestionável da fusão com o Correio de Marília em 1992. O legado histórico é muito mais importante porque está mais vivo do que nunca e escrevendo ao lado dessa coluna, simplesmente o homem responsável por tudo isso, Anselmo Scarano, o Penaforte.

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    O intocável

    rnrnSeu Anselmo está naquele seleto grupo de intocáveis da cidade, que com 76 anos ainda pode orgulhar-se de ter em seu meio social figuras que aqui chegaram e Marília nem era Marília, era a vila Alto Cafezal. História que às vezes passa ignorada pelas gerações e dia a dia. O certo é que poucas cidades brasileiras tem esse privilégio. O Diário-Correio tem orgulho e sempre resgatará e preservará esse patrimônio cultural.

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    Muito mudou

    rnrnO Diário é administrado por nós, mas seu Anselmo nunca deixou de integrar o informal conselho editorial, é sempre referencial, respeitado. É claro que entre os dias atuais e o passado de 50 anos quando ele estava na gestão da empresa, muito mudou para dificuldade na manutenção do jornalismo, embora tivesse havido avanço sem precedentes em termos de produção da indústria gráfica.

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    Mesmo minuto

    rnrnInformação da periferia de Marília, no gabinete do prefeito, na vizinha Garça, na Casabranca norteamericana, nos arrebaldes do Iraque chegam à redação do Diário com a mesma rapidez, em minuto. O fenômeno da comunicação virtual trouxe facilidades para coberturas do factual. Mas aquele jornalismo de profundidade, mais literário, mais ideológico, aqui e em todo canto foi perdendo espaço, abandonado.

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    Está pluralista

    rnrnComo todo veículo de comunicação, o jornal reflete o comportamento e costumes de fases, retrocede, avança. Enfim, o Diário com 77 anos de fundação e circulação registrou enorme diversidade de fases e seu Anselmo é a autoridade viva e lúcida para saber de cada detalhe. No meu caso, tenho conhecimento de quase toda história, mas vivência de mais de 28 anos na trajetória de jornaleiro a diretor de jornalismo.

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    Mais avanços

    rnrnO Diário tem contabilizado avanços marcantes. No processo de evolução gráfica foi pioneiro no oeste paulista na adoção do sistema de impressão a cores. Na circulação é um fenômeno. Enfrentou dezenas de concorrentes, adversários e centenas de picaretas e aventureiros, sem nunca ter perdido liderança absoluta. Todas as pesquisas em 77 anos deram ao Diário a preferência dos leitores, dos assinantes e anunciantes.

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    Nada defensável

    rnrnNa linha editorial como todo veículo brasileiro oscila, afinal o jornal reflete o pensamento da maioria. Aliás, história que é assim. Na década de 40, a imprensa apoiava Hitler e ajudou o holocausto, no Brasil apoiou o golpe militar e Fernando Collor e deu no que deu. Hoje a imprensa está mais liberta, mas mesmo assim sofre suas influências, afinal está agora apoiando George W. Bush em sua insanidade para destruir países como Afeganistão e Iraque.

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    Mesmas influências

    rnrnNo âmbito regional os mesmos problemas do passado e do presente afetam e fazem a linha editorial e comercial do jornal oscilarem. Seu Anselmo e nós sempre tivemos que nos adequar sem nos alienarmos contra a realidade. Tivemos e temos influências dos mais diferentes segmentos da sociedade, sejam elas vindas em formas mais discretas, sejam elas produtos de pressões. Mesmo assim o jornal tem sua história rica e promissora.

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    Foi combativo

    rnrnO jornal tem que ser combativo, investigativo, mas tem suas alianças e parceiras, interage com a sociedade cuja maioria nem sempre é a mais sensata. Como os demais veículos brasileiros, extremamente distantes das influências do poder público, o Diário está numa fase de maior liberdade, pluralismo e sua marca nessa década é de conquista da independência. A crediblidade cresceu sem precedentes, assim como as pressões.

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    História de lutas

    rnrnSeu Anselmo como nós sabemos que a história de lutas deve ser uma marca registrada de jornal e rádio, os mais tradicionais veículos de comunicação da sociedade. O Diário tem orgulho de sua história, ainda que tenha tido avanços e retrocessos. Nossa experiência de profissionais nos credita a registrar sem medos que não somos e nunca seremos um oásis de vanguarda, sem nossas mazelas e erros. Mas nada que fosse comprometedor que arranha-se nossa legitimidade e isenção.

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    Interesse público

    rnrnO Diário mostra posição firme em todas questões de interesse público. Ainda que esteja cada dia mais pressionado pelos interesses de grupos e enfrentando dificuldades de toda ordem ao cumprir sua função com maior liberdade. A força do jornal está na credibilidade e repercussão mostra que a circulação é sem precedentes. Estamos naquela fase de estreita ligação com o pensamento, costumes e bem comum e coletivo. Desagradamos quem pré- julga-se poderoso e acima de tudo e todos.

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    Sem conchavos

    rnrnMinha posição e portanto do Diárioevidenciam a defesa dojornalismo pluralista e sem conchavos, mas estamos perseguindo a independência e preservando nossa isenção e coragem de deixar uma marca de qualidade e credibilidade. Não temos cedido a pressões indevidas, mas também nunca vamos ter postura insensata de fazermos do nosso próprio umbigo o centro de todas decisões. Volto ao seu Anselmo, fazer e dirigir jornal nunca pode ser para o próprio estômago.

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    São parceiros

    rnrnJá escrevi mas é sempre bom deixar tácito. Há uma confusão às vezes proposital nas relações entre mídia e poder e homem públicos. Reportagens que descontentam o interesse do político são questionadas. A mídia tem inúmeros parceiros comerciais e um deles é o poder público. No caso específico de Marília, Prefeitura, Daem,Codemar, Emdurb, entre outros são parceiros, anunciantes, do jornal, da rádio, da tevê. O que não podeé estarem atrelados nem aos órgãos, nem aos gestores, esses então passageiros e de natureza efêmera e perecível.

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    Pé de alface

    rnrnCostumo dizer que a edição diária de um jornal hoje é mais perecível que um pé de alface tamanha agilidade como a renovação de uma informação pode chegar hoje ao cidadão comum. Rádio, tevê e internet invadem os ouvidos e os olhos do homem em instantes 24 horas por dia. O jornal não, deve procurar aprofundar na informação de forma rápida, para chegar às mãos do leitor logo na primeira hora da manhã. Essa sensação de acordar e ler o jornal é o principal trunfo e magia que atraem o veículo.

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    Bom e ruim

    rnrnNesses 77 anos de Diário, a história da cidade registrou desempenho dos mais diversos segmentos. Noticiamos ascensão e queda de empresas comerciais e industriais, prestadores de serviços, homens públicos, bandidos ou mocinhos. É assim a vida de um jornal na história de uma cidade. É essa a vantagem do jornal sobre o restante, pois mais dia menos dia o jornal vai estar lá para registrar a história – seja o bônus, seja o ônus, seja a ascensão, seja a queda. E tudo vai ficar devidamente escrito, para todo tempo, todas as gerações. Tudo de bom e tudo de ruim.

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    Todos passageiros

    rnrnOutro aspecto importante – e a história é pródiga em casos iguais – e o jornal em registrar: todos nós somos passageiros, ficamos em algum tempo com nossa vida interrompida pela morte e, às vezes, performance por mudanças amenas ou radicais de rumos pessoal ou coletivo. O homem público, então, que tem mandatos fixos, temporários, pode sobreviver, vangloriar-se daqui e dali, mas se até o império romano um dia ruiu, quem dirá dos frágeis atuais mandatários.

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    Trata melhor

    rnrnTambém já escrevi mas faço questão de repetir para deixar bem claro. Ninguém é idiota para negar há sim tratamento melhor para quem é parceiro e aliado e que as notícias são dosadas de acordo com liberdades e pluralismo, transparência e respeito. As verbas do poder público já serviram de manipulação e sustentação para a mídia, continuam importantes, mas elas não compram linha editorial e silêncio e aliciamento. Pelo contrário, o poder público não sobrevive sem os serviços de mídia.

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    Medo de assumir

    rnrnToda mídia tem posição que pode sem aderir ou não a contextos e causas, inclusive com envolvimento da linha editorial.Claro, liberdades e compromissos são valores aliados à maioria do consumidor ? leitor, ouvinte e telespectador -, mas a imprensa às vezes tem medo de assumir que está a favor ou contra isso ou aquilo, como se não pudesse e não quisesse aliar-se a nada. Isso é discurso ideológico descabido, todos sabem, principalmente nós que conhecemos em detalhes como tudo funciona inclusive internamente.

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    Maior consumo

    rnrnA única forma do Diário ou qualquer outro veículo brasileiro assumir posturas cada vezes mais independentes seria com o consumo do meio jornal. A Folha de São Paulo, maior jornal brasileiro em circulação, tem média de 325 mil edições diárias. Nos EUA, Europa, Japão, essa circulação é de interior, os jornais nacionais tem 10 milhões, 12 milhões, 18 milhões, de leitores-dia. Aqui somos analfabetos funcionais, nada lemos. Veja bem, fique abismado, apenas um por cento dos brasileiros lêem jornais.

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    Vamos bancar

    rnrnQuem deve bancar o jornal é o leitor, através da assinatura e o veículo deve ter outras receitas para sobreviver com base na venda de espaço e garanta seu custo. Garantindo pluralismo e assegurar linha editorial de credibilidade junto à comunidade, só é possível se leitor fizer sua parte, como mais aliado e defensor.Acima das virtudes e vontades pessoais e ordenado pelo bem comum, moral, respeito e cidadania.Portanto, exerça sua cidadania, faça sua denúncia, você terá identidade preservada. É direito, é legal.

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    José Ursíliorn

  • 01 mai 2005 /  Fique Ligado

    Pobres, podres, poderes. Da inoperância à má fé, um pouco de tudo.

    Resultado: onde as instituições oficiais falem, o paralelo toma conta. Você vai ler aqui porque Marília está lamentável e indevidamente sendo transformada na capital nacional do banditismo do colarinho branco.

    rnUma guerra sem precedentes históricos está consumindo Polícia Civil, Ministério Público, Poder Judiciário em investigações e processos sobre pedofilia ? exploração sexual de crianças.

    rnPresos mesmo, só duas putas e dois pobres. Um rico, homem público, está com mandado de prisão decretado. Está foragido.

    rnClaro, entrou em cena o poder paralelo. A investigação se transformou num negócio escuso. O caso escambou para corrupção, extorsão, ameaças, falsificação de documentos, manipulação de testemunhas e testemunhos.

    rnTudo num jogo de poder e de dinheiro que vai das autoridades envolvidas a advogados espertalhões, achacadores baratos. A elite e a ralé do banditismo fazem a festa. As vítimas da pedofilia começam a sumir no caso.

    rnA soma de toda corrupção, segundo avaliações do próprio mundo do crime, é que tudo já custa mais de R$ 1,5 milhão, em cruzeiro, dólar e imóveis.

    rnE piorou. Começou a circular na cidade a cópia de um depoimento de menina de 15 anos em 10 de dezembro do ano passado, na Delegacia da Mulher, para expor envolvimento em pedofilia de pessoas influentes, entre eles políticos. Estava detonada a guerra dos bastidores. A exploração sexual de crianças virou eixo da disputa político-partidária. A guerra ganhou contornos sem precedentes nas últimas duas semanas.

    rnDois grupos distintos e opostos distribuíram milhares de envelopes com remetentes falsos. Os mandantes e os executores não vão aparecer. Óbvio.

    rnCópias de documentos oficiais foram deturpadas com nomes de investigados e vítimas. Foram forjadas usando timbre da polícia, assinatura de autoridades, falsificando os testemunhos.

    rnDurante a semana o Diário apurou que a Polícia Civil e o Ministério Público abriram procedimentos para apurar o derrame de documentos de acesso restrito da polícia e judiciário assim como falsificação e adulteração de documento oficiais.

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    Camarinha é acusado; avança o jogo sujo

    rnrnDe um lado o ex-prefeito Abelardo Camarinha e seu filho, o deputado Vinícius Camarinha. Contra eles ocorreu realmente acusação de pedofilia feita por uma menina de 14 anos, mas o procedimento foi investigado, a menina acabou mudando a versão e desmentindo tudo.

    rnA Procuradoria Geral do Estado inclusive mandou arquivar o inquérito por inexistência de indícios, concluindo que teria ocorrido extorsão e excesso de contradições nos depoimentos da suposta vítima.

    rnMas a cópia do documento oficial da Polícia Civil com primeiro termo de declaração da menina que estava em companhia da mãe começou a ser distribuído em larga escala.

    rnUma cópia me chegou no endereço do jornal, postada que foi em agência do Jardim Continental em Marília, dia 9 de abril. Milhares foram esparramadas.

    rnO remetente é um nome falso, mas eventualmente homônimo, de Luiz Carlos da Silva, com endereço falso de avenida Sampaio Vidal, 826.

    rnO ex-prefeito Camarinha, ironicamente, na semana passada, sabedor que era do derrame de documentos contra ele e seu filho, se apressou em me remeter uma cópia do pedido de arquivamento feito pela Procuradoria Geral de Justiça.

    rnDe qualquer forma a apuração oficial indicou que pai e filho foram vítimas de acusações infundadas, manipuladas.

    rnForam vítimas também de distribuição de documentos restritos, que afetam direta e falsamente suas imagens de homens públicos. Justiça seja feita, nesse caso não poderiam então ser atacados como o foram.

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    Zuza é nova vítima na baixaria anônima

    rnrnCoincidentemente e definindo o grau do banditismo que reina nos bastidores com a complacência e inoperância habituais dos poderes constituídos, a vingança veio com o mesmo formato, mas com grau de criminalidade ainda maior e pior.

    rnNo outro lado, o deputado estadual Joseph Zuza e o ex-vereador Sérgio Antônio Nechar, são as vítimas.

    rnAgora as acusações ganham contornos ainda piores. Cópias de documentos oficiais foram forjados, falsificados, com formando depoimento mentiroso e inexistente.

    rnMilhares foram esparramados na cidade, com o mesmo remetente (Luiz Carlos da Silva) e endereço (avenida Sampaio Vidal, 826); mas postados em agência do Jardim Paulista, na Capital.

    rnNão, gente, não existem provas de mandantes e executores. De um ou de outro lados. Mas pessoas ligados a ambos foram os responsáveis e conhecedor que sou de como os esquemas funcionam, sem dúvida há envolvimento de todos em tudo.

    rnAs disputas partidárias, pelo poder, pelos espaços, deveriam caminhar pela legalidade, valores democráticos, interesse público e coletivo, com exemplo de direito, ética e bons costumes.

    rnBarbaridade, diferente de outros cantos, Marília está superando e a criminalização das ações e reações ganhando contornos que superam o mínimo de dignidade e bom senso.

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    Cidade ainda espera punições exemplares

    rnrnBasta ter dinheiro e tráfico de influência e você livra-se de quase tudo no Brasil. Em Marília, qualquer cidadão sabe, é ainda pior. Os grandes casos de crimes aqui são sempre envoltos no resultado do sem fim.

    rnO mordomo das histórias dos crimes, aliás, acaba sendo o jornalista, esse desgraçado que divulga as mazelas e expõe a sujeira que está por trás dos esquemas paralelos.Ou seja, quando não interessa a verdade, cale-se o jornalista.

    rnEm outros lugares também há disputas, às vezes guerra, como nos últimos cinco anos em Bauru. Mas lá o prefeito Antônio Izzo Filho foi cassado, desmascarado pela corrupção e banditismo que cometeu.

    rnLá em Bauru o nível foi baixo, até agressões, fogo ateado em carros de vereadores e outros crimes foram registrados, mas as polícias e os promotores conseguiram colocar no papel e obter provas que desmontaram e desmascararam o poder paralelo.

    rnCito Bauru porque aqui todos gostamos de comparações como se fôssemos maiores e melhores em muitos predicados e avanços. Seria bom conseguir avançar na legalidade também.

    rnMais, a mala direta é outra indicação que o dinheiro público em vários níveis também estaria sendo desviado diretamente.

    rnBandidos políticos, bandidos doutores, bandidos ricos, bandidos bandidos,também estão provocando é a esculhambação da imagem dos poderes constituídos.

    rnCoincidência, o mesmo conteúdo com lista de entidades, personalidades, agentes públicos que recebem correspondências da Prefeitura tem a etiqueta com os dados que se encontra nos arquivos da Prefeitura Municipal de Marília.

    rnHá muito tempo há acesso desse arquivo, claro teoricamente sempre para fins lícitos e a serviço do bem coletivo. Mas alguém desviou uma cópia para o mundo do crime.

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    Proteção às meninas foi para a cucuia

    rnrnOutra questão que revolta mais ainda é que acabou toda proteção que a lei e as instituições buscam para as crianças.

    rnAfinal, nas milhares de cópias distribuídas na cidade, está devidamente identificada a menina de 15 anos.

    rnPior, a manipulação dos depoimentos, a corrupção e extorsão cresceram e evidenciam que o Estado precisa ser acionado para proteger a criança de alguma forma, essa sim a maior e única vítima de todos ? da sociedade à família.

    rnO trabalho deveria começar com o resgate psicológico da menina, para só depois ela própria ter isenção para contar toda verdade, sem manipulação.

    rnEla deveria com certeza ser retirada da guarda do pais, pois a suspeição de uso indevido dos depoimentos está caracterizada e infelizmente por mais dolorido que possa ser pai e mãe mostraram-se incapazes de afastar a filha do jogo sujo.

    rnHá ainda os políticos. A família Camarinha deve adotar medidas judiciaiscontra pais e outros que tenham feito a denúncia, que se infundada foi no mínimo denunciação caluniosa ou outro recurso jurídico cabível.

    rnQuanto ao deputado Joseph Zuza resta cobrar que as instituições descubram os executores e mandantes da falsificação de documentos com calúnias e outros desdobramentos.

    rnTalvez estivesse na hora ? como já defendi aqui ? da organizações não governamentais, sociedade civil, cidadão comum, mobilizarem-se.

    rnTalvez já esteja na hora de chamarmos entidades de fora para fiscalizar e acompanhar as investigações, dar retaguarda para os poucos eixos de legalidade dos poderes constituídos.

    rnEnquanto isso, é preciso que a parte isenta do que sobra dos poderes constituídos ajam com ação efetiva para combater o banditismo do colarinho branco e proteger aqueles que são suas vítimas.rn

    José Ursílio