• 26 jun 2005 /  Fique Ligado

    Só teatralização

    rnrnO circo brasileiro de instituições político-partidárias no Executivo e Legislativo está de novo pegando fogo. Pena que depois todos acabam salvos, apenas alguns com algumas queimaduras pouco sérias. É sempre assim na teatralização montada pelos políticos e donos dos poderes da vez. Foi assim desde sempre e não se engane vai continuar dessa forma. O luxo do lixo do lixo que é o Estado brasileiro e seus protagonistas e antagonistas.

    rnDesde sempre

    rnrnA fogueira está grande e não é aquela do folclore cultural brasileiro pelas festas de Santo Antônio, São João e São Pedro. O caldeirão pôs para ferver os baluartes éticos (sic) comandado pela máquina petista e o governo Lula. Na outra panela em óleo quente fritam-se os tesoureiros e czares petistas. Ironia mesmo é que toda mistura vem do despreparo de um sujeito desqualificado como Roberto Jefferson, ungido como aliado pelos próprios petistas.

    rnNada é maior

    rnrnO Brasil desgasta seus cidadãos de forma absurda. Quem tem mínimo de consciência e formação não vê e sente gravidade apenas do momento de tantas e tantas denúncias e acusações mútuas e sempre com o mesmo mesquinho e medíocre fundamento de guerra político-partidária. A corrupção não ficou maior nem menor, é a mesma há décadas. Mas para não voltarmos muito no tempo, fiquemos só no período entre a ditadura dos milicos e o petismo-lulismo.

    rnTudo encoberto

    rnOs generais e seus asseclas da máquina repressora que comandaram o país entre 64-85 fizeram e desfizeram. Torturaram, prenderam, desapareceram, assassinaram, enfim aniquilaram as liberdades por anos. Gastaram bilhões de dólares em obras faraônicas como a Transamazônica e saíram ilesos. Ninguém respondeu até hoje a uma única acusação, único desaparecimento, único tapa num desses sujeitos que aliás estão mandando no país com o governo petista.

    rnDe pijama

    rnrnOs principais generais foram embora dessa vida, poucos estão por aí de pijama como Nilton Cruz. Nada, nenhum respondeu e nem vai responder pelas atrocidades. Todo lugar do mundo tem acerto de contas, seja na Europa, Ásia, até em Chile, Argentina, aqui os vizinhos. Mas o Brasil, não. Tudo fica e cai no esquecimento. Aqui tem futebol, praia, churrasquinho, carnaval, celular, o jeitinho, as mulatas, o Silvio Santos… Que povo feliz, não precisa acertar contas?

    rnrnPaga a conta

    rnNenhum milico inútil teve que responder por torturas, assassinatos, perseguições, roubalheira, corrupção. Aliás, ninguém nem ousava falar e escrever sobre a corrupção dos homens do Exército que por mais de 20 anos desgraçadamente tomaram o país de assalto. Mas as famílias dos desaparecidos e mortos do sistema e milhares de torturados e perseguidos sobreviventes botaram a mão em indenizações e pensões, algumas absurda e abusivamente milionárias.

    rnSe locupletando

    rnBem ao velho estilo do jeitinho e da vantagem, para acomodar as situações, ninguém responde pelos erros e na outra ponta quem foi prejudicado de alguma forma fica com seu quinhão. Por conta da patuléia desinteressada e desinformada. Todos de alguma forma se locupletam. O país comeu o pão que o Diabo amassou nas mãos dos militares. Hoje gasta milhões para vítimas do sistema. Alguns valores como R$ 2 milhões de atrasados e salários entre R$ 10 mil e R$ 20 mil mensais. Descarado.

    rnVira a página

    rnOs militares foram mandados de volta aos quartéis, não apitam mais nada. Que bom, aliás deveriam estar vigiando as fronteiras, mas essa é outra discussão e todos sabemos que aqui é a casa da mãe Joana. Mas as elites brasileiras se livraram dos militares e tomaram para si todo poder. Devolveram os militares aos quartéis ? às fronteiras, que aliás continuam a mercê de tudo e de todos, mas essa é outra discussão.

    rnHora de mudar?

    rnrnO Congresso teatralizava em 85 a eleição indireta para sufocar a voz que vinha das ruas pela volta das liberdades. Elegeram Tancredo Neves, que caiu doente, não assumiu, morreu e deixou presidente José Sarney e toda elite que passou mais de 20 anos dando estrutura, acobertando e sustentando o regime dos militares. Isso mesmo, a única mudança foi esconder nos quartéis os generais, para amainar a patota aqui embaixo.

    rnTudo de novo

    rnMas é Sarney, do Centrão, da direita conservadora e retrógrada, logo no primeiro momento já estava envolvido na manutenção do poder e seus esquemas. Os mesmos personagens, protagonistas e antagonistas da época da ditadura militares estavam lá contra ou a favor de Sarney, assim como os mesmos permanecem só mudando de posição um pouco agora junto do governo petista de Lula. Os mesmos métodos, as mesmas práticas, atos e costumes.

    rnTinha mensalão

    rnO mensalão do governo Sarney foi para garantir mais dois anos de governo. As mesmas denúncias, só talvez em formatos diferentes. Os mesmos históricos de autuação corrupta, a compra de votos, as caixinhas, o dinheiro sujo do caixa dois de empresas privadas com interesses em explorar os serviços públicos em concorrências e licitações viciadas. O estelionato do Plano Cruzado, a teatralização para como sempre enganar o povão.

    rnSalvador da pátria

    rnDe novo a turma do Sarney (que era a turma dos militares e que repete-se à exaustão, é a turma que sempre esteve e está nos poderes) tinha que ser varrida, queria o povo. Mas, as elites já tinham preparado outra alternativa, tinha construído um salvador da pátria, um caçador de marajás das Alagoas. Estava lá engomadinho, passadinho, Fernando Collor de Mello. Um arraso, parecia que finalmente o Brasil iria para frente. Que bom, que teatro.

    rnSalvador da pátria?

    rnO homem eleito presidente pelo voto direto depois de 30 anos de desmandos e mais desmandos defendia mudanças e mostrou ao que veio. No primeiro dia decretou o Plano Collor e sequestrou todo dinheiro da sociedade, igualou todo mundo com R$ 50 cruzeiros. Mostrou ao que veio como se realmente existisse e fosse um salvador da pátria, quase que com poderes divinos. Mas os mesmos da elite política e financeira que estavam com militares e Zé Sarney, lá estavam com Collor, hoje estão com Lula.

    rnMaior marajá

    rnNão tardou para que tudo fosse sendo desmascarado, o irmão Pedro Collor mostrou a podridão. Tropa de choque, compra de deputados e apoios, uso do caixa dois produzido por PC Farias. Meses de acusações, mas de nada adiantou e o Congresso foi obrigado a ouvir a voz das ruas e cassar Fernando Collor. Vem o inodoro vice Itamar Franco, com os mesmos aliados, mas acrescenta Fernando Henrique Cardoso, o sociólogo de coisa alguma. Collor vive hoje gastando o produto que tirou dos cofres federais.

    rnNovo estelionato

    rnAs elites políticas e econômicas usam o Plano Real de Itamar como se fosse do sociólogo Fernando Henrique Cardoso. Que maravilha. FHC vira presidente. Mas o poder seduz, as elites e a corja (Sarney, ACM, Barbalho, Jefferson, Quércia) comanda o Congresso. FHC quer ficar mais tempo no poder e não é que vem necessidade de reeleição. Quanto vai custar o voto? R$ 200 mil, fora a farra com cargos e dinheiro das estatais.

    rnSistema financeiro

    rnrnFHC patrocina então além do uso indiscriminado de cargos e concorrências, a privatização de tudo que é possível. Energia, telefonia, Vale do Rio do Doce. Para deleito do sistema financeiro, com o dinheiro do próprio Tesouro (BNDES) a privatização das estatais viram o negócio de ouro. Anônimos sem expressão viram magnatas da noite para o dia e deixam o tucanato de FHC sorrindo. Da desgraça do povo. Como em todos os tempos, até hoje.

    rnFalsos moralistas

    rnO domínio da mídia, a força do poder econômico supera os demais interesses e instituições brasileiras. O tucanato implanta o limite do sistema capitalista, seu lado mais selvagem. O primeiro poder é o econômico, num abuso sem precedentes, depois ? mas só bem depois ? vêm os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e nessa ordem de importância. Foi assim na era FHC e o petismo-lulista o manteve, intocável. O tucano, falsos moralistas sem precedentes históricos.

    rnVirou presidente

    rnA plebe descrente, enganada, ludibriada, assaltada, desanimada, mas resistente, trabalha, trabalha, produz, cria, sonha, mantém esperança. A plebe que forma o povaréu, que forma os profissionais liberais, os trabalhadores, os comerciantes, os agropecuaristas, enfim a multidão, a massa de cidadãos de bem e do bem, passa por tudo e por todos. Militares, Sarney, Collor-Itamar, FHC. Vai tentar Lula, o PT.

    rnEstá dando isso

    rnNão é que FHC mandou que o país esquecesse o que ele escreveu e ele não fez nada de brilhante ? nem enquanto sociólogo, quem dirá como presidente. Tanto assim que o povo insistiu, votou em Lula. Mas não é que Lula nada escreveu, mas mandou todo mundo esquecer o que ele disse durante 20 anos, o que o PT pregou. Aliás, a bem da verdade, já no segundo turno as alianças mostravam que o Lula presidente e o PT governo seria outro, não aquele da oposição, até com trejeitos radicais.

    rnAzedou tudo

    rnrnLula com a caneta, deslumbrado, viajando. Antônio Palocci o queridinho do sistema financeiro, sem acrescentar uma mudança na cartilha neoliberal dos tucanos. Que beleza. Zé Dirceu o homem da máquina partidária petista comandando a sustentação político-partidária-congressual. Que maravilha. Esqueceram de combinar com parte das elites. Esqueceram que os métodos deveriam mudar e foram engolidos por tudo e todos.

    rnEstá tudo escrito

    rnrnPara desgraça de todos nós, descrença, como no tempo dos militares, de Sarney, de Collor, de FHC, agora com o Lula e seu PT, o quadro é idêntico, trágico. Nada dos costumes mudaram. O dinheiro público, dos impostos mais caros do mundo, é transformado em corrupção, extorsão. O caixa dois, as concorrências, a roubalheira é a de sempre, os escândalos não são novos, os protagonistas de hoje eram os antagonistas de ontem e vise e versa.

    rnNão tem jeito

    rnDiante desse quadro ainda temos que resistir, buscar alternativa. Mas vai demorar muito, o sistema brasileiro está podre, as instituições devoradas pela lama. O aparelho estatal está envolto num quadro dramático por mais otimista que possamos ser. Tanto assim que os mesmos mandam no país há décadas, tudo piorou muito nos últimos 40 anos. A voracidade insana por poder e dinheiro fáceis consome todos dirigentes.

    rnSem proposta

    rnO brasileiro viu e testou todo tipo de governo em 40 anos. Um pior que o outro? Não, todos iguais, com algumas vantagens e propósitos bons pontuais. Os negócios, os cargos, as empresas estatais e as concorrências são direcionadas para a roubalheira, para manter o espectro político e suas mazelas. Pior é que os cidadãos do bem e de bem cada vez mais se distanciam, omitem-se, evitam entrar para esse quadro mudar. O país está sem projetos e sem ninguém querendo fazê-los.

    rnPouca esperança

    rnVocê não conhece, não sabe e nem pode citar um único corrupto que esteja na cadeia, que tenha devolvido o dinheiro aos cofres públicos. Afinal, tanto as CPIs como outras instituições como Ministério Público, Polícias e similares não tem estrutura para enfrentar o poder econômico dos políticos, dos mandatários. No máximo conseguem fazer escândalos cinematográficos e suspeitos como no caso da Schincariol. Nada mais, seja em Marília, em São Paulo, nas Alagoas, em Brasília.

    rnrnNo esquecimento

    rnrnAs inúmeras CPIs, as ações civis públicas, os inquéritos, os processos, tudo fica de um lado para o outro, durante, 5, 10, 15 anos, sem que nenhum político seja incomodado. Eles vão e voltam, pulam de um cargo para outro, roubam tudo que é canto. E o que acontece. Nada. Só de vez em quando essa teatralização, essa repercussão na mídia, essa guerra que beneficiam uns hoje, outros amanhã. Mas eles todos continuam usando e abusando dos poderes, do poder econômico. Lastimável país.rn

    José Ursíliornrn

  • 19 jun 2005 /  Fique Ligado

    Notícia ruim

    rnrnAlgum tempo atrás jornal muito sensacionalista na divulgação de noticiário policial, dizia-se, espremendo sai sangue. Tudo mudou. Para melhor e para pior. Jornal, sem espremer muito, hoje sai lama. Mesmo pode ocorrer para quem ouve noticiário do rádio e assiste tevê muito grudado na tela. Saímos respingados. O noticiário está expondo a fragilidade do brasileiro, suas instituições e hábitos e costumes antiéticos, injustos e acima de tudo hipócritas.

    rnNada a mais

    rnrnNão gente, leitor atento. Nada a mais. Não se trata de mais corrupção, mais injustiça, mais gente canalha e mais mediocridade e hipocrisia que há cinco, 10, 15 anos ou mais. Trata-se de saturação. Trata-se de exposição maior na mídia que apesar de refletir e não ser muito diferente do restante da sociedade, está hoje expondo tudo com mais agilidade e transparência. É resultado de algum avanço do estado de direito democrático.

    rnNada a menos

    rnMas em todos os segmentos e essencialmente nos podres poderes constituídos nada tem a mais e muito menos a menos. Pelo contrário, como no passado, a corrupção, a roubalheira, a injustiça, as vantagens, tudo absolutamente tudo está na mesma hipocrisia e mediocridade. O pior do Brasil é sim o brasileiro e o que fica latente no dia a dia é prevalência de costume que vale muito mais o mau exemplo. O resto é propaganda enganosa.

    rnCharlatanismo

    rnrnVamos ao conjunto do noticiário. A começar bem de cima. O chantagista charlatão Roberto Jefferson está procedendo de certo modo uma tempestade contra o PT e o governo Lula. Foi direto no coração petista ao falar que fez a mesma coisa que a tucanada, peemedebistas, peefelistas e outros tantos ratos que governam e governaram fizeram: sempre deram mensalão, mesadão e outros tantos pagamentos ilícitos.

    rnNegócios públicos

    rnrnPolítico é quase 90% igual. Quem está fora do Executivo, quer chegar, quem está lá não quer largar. Mas por trás da teatralização, do discurso barato, da dissimulação, daqueles ares, olhares e similares de defesa do interesse público, o que há na maior parte das situações é o benefício próprio, as vantagens. Todo governo é loteado para dar sustentação. Cada um leva o quinhão e os negócios públicos só saem quando os mandantes recebem suas comissões.

    rnFazendo caixa

    rnQuem dirige estatais, cargos executivos que manipulam verbas, recursos, concorrências e licitações, ficam com uma parte daquilo que é comprado e contratado. Uma outra parte vai para caixinha para pagar segundo e terceiro escalões. Fazer mesadas dos correligionários, daqueles que precisam manter estrutura de apadrinhados. Tudo às custas do dinheiro públicos, da Viúvas ricas e exploradas como prostitutas nas mãos dos gigolôs.

    rnNão tem provas

    rnA corrupção no Brasil existe desde quando Pedro Alvares Cabral e espanhóis, holandeses, começam a invadir as terras indígenas. Desde então a roubalheira foi iniciada. O cara-pálida da vez é o tal Roberto Jefferson que disse o que todo mundo sabe, só que bem mais teatralizado e para escapar das acusações contra si. É o personagem da vez, mais um. Mas provas de corrupção inexistem exceto quando há flagrante montado com câmeras e escutas sigilosas ou clandestinas.

    rnNo caixa dois

    rnrnO Brasil é a 13* economia do mundo no mercado oficial. Mas tem uma economia dividida em três partes no paralelo: da pirataria/informalidade, tráfico/contrabando e corrupção política. O caixa dois da roubalheira política que funciona dos municípios, estados até União tem valores sem precedentes. A lavagem de dinheiro, os esquemas de dinheiro vivo (real e dólar) envolve milhões, bilhões. A mala preta, as caixas de dinheiro saem do caixa dois para os esconderijos dos políticos.

    rnMenos imobilizado

    rnO avanço dos sistemas de fiscalização em cima do patrimônio, a agilidade para detectar esquemas oficiais fez os políticos mais corruptos se apegarem às moedas. O dinheiro fica vivo, escondido, não se constroem mais impérios que possam ser rastreados. Aliás alguns vangloriam-se de nada terem no nome, pois assim escapam dos processos e ações. Fogem da indisponibilidade dos bens e ou adjudicação (perda). É o limite da voracidade, venalidade…

    rnSão insaciáveis

    rnrnO sujeito parece até bem intencionado em algumas situações logo que chaga ao poder seja Legislativo ou Executivo. Mas logo parece ficar contaminado e inebriado pelo poder, se transforma em insaciável e deslumbrado. Perde os poucos valores que possa ter. Foi assim no passado distante e recente, com FHC e agora com Lula. Foi e é assim em todo lugar. Não sem motivo 90% desacreditam, ignoram e repudiam os políticos e os têm como corruptos.

    rnUma barbaridade

    rnMas passemos a outra situação para exemplificar as distorções. O caso da sonegação fiscal da fabricantes de cerveja Schincariol. Tudo ótimo, é preciso combater e limitar tamanha sonegação. Rico também deve ser preso se a lei o manda. Mas um absurdo deslavado e inaceitável usar um ou outro como bode expiatório no meio do mar de lama. E os políticos corruptos, alguém vai prender e filmar na madrugada?

    rnMuito exagero

    rnrnA Polícia Federal, a Receita Federal, cumpriam mandados judiciais, a serviço de investigações do Ministério Público Federal, fizeram 14 meses de investigações. Parabéns. Mas, voltemos aos políticos, os maiores ladrões, sonegadores, quadrilheiros do Brasil, que têm uma mar de dinheiro sujo. Cadê as prisões, os mandados, a ação com metralhadoras e algemas. Pobres instituições, pobre sociedade, que desgraça o serviço público só pegar aquele que bem ou mau está produzindo, tem endereço fixo.

    rnOs quadrilheiros

    rnHá inúmeras formas de fazer devasssa em empresas, acabar com sonegação, entrar em empresas com mandatos, mas o esquema que foi armado com a Schincariol realmente não tem precedentes históricos. Repito, não creio que a família e diretores da empresa sejam santinhos, que não exageraram no caixa dois, mas é um escândalo a forma como foram tratados. Mas é só a Schincariol que tem falhas no meio dessa carga tributária brutal? E as empresas fantasmas de políticos, não dão cadeia?

    rnOutras medidas

    rnIndisponibilizar contas, buscar e apreender documentos, computadores, intervir por tempo limitado na empresa para checar dados, tudo é legal e deve ser executado. Dá para descobrir, executar e cobrar tudo que é devido, sonegado. Assim sim. Mas a teatralização para os holofotes da mídia na madrugada, não. O esquema foi acompanhado como se Polícia e Receita Federal fossem prender foragidos, bandidos de alta periculosidade. Mas e os políticos-bandidos?

    rnCom metralhadoras

    rnFico imaginando meu filho Matheus, sete anos, se fossemos acordados na madrugada com policiais, metralhadoras, invasão e busca como seu fosse bandido, talvez porque sonegado alguma renda na minha declaração. Ora, gente. Os verdadeiros bandidos estão fora do sistema, da fiscalização, das cadeias, dos processos e das sentenças judiciais. É preciso ter equilíbrio e bom senso, mesmo dentro da lei. É preciso rejeitar ações exageradas, chega de abusos.

    rnHora de cobrar

    rnrnA sociedade civil, os homens do bem e de bem precisam reagir seja contra a roubalheira dos políticos, contra os excessos da máquina de arrecadação do Estado, contra a hipocrisia. É preciso que passamos a exigir mais nossos direitos, cumprir mais nossos deveres. É preciso evitar a omissão pois já já estaremos encurralados, rendidos. Não podemos admitir exageros seja de quem for, vindo de onde vier. Nem dos políticos, nem da máquina estatal fiscalizadora.

    rnRalo da corrupção

    rnrnSonegação existe sim, aliás, a realidade é que da quitanda na esquina à Votorantin, ninguém aguenta pagar tanto imposto sem nenhum retorno. Pior, boa parte do dinheiro que está nos cofres das Viúvas é para o caixa dois da corrupção política sem que ninguém e nenhuma instituições adote providências tão enérgicas e cinematográficas quanto no caso da família e empresas Schincariol. O pior do Brasil são os políticos, eles são o mau exemplo.

    rnMundo hipócrita

    rnAgora vamos tratar do escândalo sexualenvolvendo o padre José Eduardo Balikian, que era da igreja Santo Antônio de Marília. O caso expõe bem alguns graves problemas da igreja católica e a hipocrisia no trato de seus problemas. O padre é um ser humano comum, com virtudes e defeitos. Têm sentimentos, carências, tesão. Se fez voto de castidade, tem compromisso com a igreja, não quer dizer que não vá mais cair nas tais tentações da mente, corpo e comportamento humanos.

    rnExplorou menor

    rnNão aqui mas em todo lugar e em todas as religiões há problemas comportamental e sexual. O problema ganha repercussão e notoriedade porque se o político, o empresário, o comerciante, o jornalista, não podem sair transando com menores, o mesmo ocorre com o padre. Eduardo Balikian tinha que ter respeitado as duas irmãs e não me venha querer transformá-las em culpadas por serem isso ou aquilo, se insinuarem, como alguns medíocres saíram dizendo nos bastidores.

    rnFoi cara de pau

    rnMas para amenizar, vamos supor que o ser humano que está padre tivesse tido uma recaída e se apaixonou por uma menina e foi correspondido. Parabéns. Que bom dois seres humanos viverem felizes, com amor. Mas não foi o caso, tanto assim que o padre conseguiu sair com as duas irmãs. Queria mesmo é aventura quando deveria sim estar ajudando a comunidade com bom exemplo, orientação. Traiu a comunidade, os pais, a igreja.

    rnSaiu de fininho

    rnO padre foi capturado em Londrina, vamos dizer assim que não estava foragido, mas saiu da cidade de fininho. Sabia que a casa estava caindo. Aliás seus superiores desconfiavam e a comunidade já comentava há meses que a situação do padre na comunidade Santo Antônio estava complicada de tantos comentários sobre seus relacionamentos não só com as meninas como também com outras mulheres. O problema é a menor, as demais sabem bem o que devem ou não fazer, assim como o padre.

    rnGente hipócrita

    rnO outro grande problema é que como as demais instituições, a igreja católica também quer e faz de tudo para esconder suas mazelas, suas deficiências, seus atrasos, assim como quer encobrir os erros e defeitos humanos dos padres e outros religiosos. Não gente, é tudo ser humano. Têm direitos e deveres, defeitos e virtudes. Que bom se deixássemos a hipocrisia de lado e discutíssemos de forma transparente, sem medos, omissões. Assim estaríamos evoluindo, melhorando como seres humanos.

    rnOutros exemplos

    rnrnA revelação do escândalo sexual envolvendo Eduardo Balikian é bem revelador e de suma importância para questionarmos os limites e a participação de religiosos de todos os credos na comunidade. Devemos sim estarmos atentos e vigilantes, os religiosos de qualquer credo não estão acima do bem e do mau, dos defeitos e das virtudes. Outros casos no passado já mostram isso e pode ter a certeza outros serão registrados. Devemos debater como evitá-los e melhor tratá-los, com bem menos hipocrisia.

    rnPassado recente

    rnHá 12 anos, em 1993, fiz reportagem investigativa sobre envolvendo sexual de padre da igreja Nossa Senhora da Glória. O padre se envolveu com um menor interno de casa de recuperação de drogados que tomava conta. Acabei processado e condenado. Tinha prova testemunhal, mas como permite a Constituição, mantive em off por ter feito acordo. Prestei serviço sete meses à comunidade. Católicos ficaram revoltados com a reportagem, acham que caluniara o padre…

    rnMáscara caiu

    rnO tempo passou, o padre continuou na comunidade da Nossa Senhora da Glória. Seis anos depois, a máscara caiu para desespero dos religiosos e parte dos fiéis. Numa chácara, durante uma festa, com menores e adolescentes filhos de classe média, lá foi o mesmo padre tentar abusos sexuais. Os católicos correram para abafar, mas aí não teve jeito, a própria comunidade da Glória exigiu que o padre fosse mandado embora. Saiu de fininho. Nada de alarde, de discussão….Hipocrisia. Lamentável…

    rnBoca fechada

    rnNenhum dirigente da igreja católica quis se pronunciar e do mesmo jeito que queriam resolver o problema agora mandando o padre embora para outra comunidade, ocorreu com o pároco da Nossa Senhora da Glória. Até hoje fiéis mais conscientes e justos lembram do episódio do passado, mas como nas outras instituições, a igreja católica continua despreparada para avançar no relacionamento com a sociedade, prefere omissão. Pena, não por menos o cidadão está distante e descrente cada vez mais com tudo e todos…


    José Ursíliorn

  • 12 jun 2005 /  Fique Ligado

    rnTudo é igual

    rnrnDemocracia pressupõe alternância de partidos no poder, mas em 90% do mundo a elite conservadora nunca desgruda do centro de decisões. É assim no Brasil do PT e Lula. Eles sendo engolidos pelo sistema, incapaz que foram de produzir algo de diferente e consequente. Limitaram-se ao continuísmo de tudo que foi idealizado e implantado pelos almofadinhas tucanos e seus fundamentos neoliberais.

    rnLouco à solta

    rnrnAté que parte da elite carcomida acabou bancando em parte a chegada do PT ao poder no tempo e espaços escolhidos. Entregaram o governo federal a Lula com tudo delimitado, mesma coisa que soltar um louco pela ruas mas sem medicamento e com camisa de força. Vai apenas ser notado como um louco, nada vai fazer.Agora os loucos do PT não poderiam ser tão perfeitos no desempenho do papelzinho a eles delimitado.

    rnMesmos costumes

    rnMas o PT vai significar uma frustração ainda maior. Afinal ficaram 20 anos prometendo o que não poderiam nem podem entregar e enunciando bases inexistentes como se fossem revolucionar hábitos e costumes. Deu no que deu, está dando e ainda vai dar. Em nada. Apenas ficará latente que seja PT, PSDB, PL, ou qualquer outro pê, realidade é que as instituições estão contaminadas pelo ranço da corrupção deslavada há 500 anos.

    rnEntregaram tudo

    rnrnA tucanada implantou sistema neoliberal com requintes de primeiro mundo, instalou uma máquina de arrecadação e tributação da sociedade sem precedentes históricos no planeta, vendeu todo patrimônio nacional (sobrou só Petrobrás e Banco do Brasil) e posam com aquela empáfia própria de profissionais que fazem imagem de intocáveis. Curiosamente a privatização produziu uma nova elite de bilionários no país, todos tucanos e ou seus representantes.

    rnAi vem Lula

    rnrnOs tucanos e príncipe de idéias neoliberais FHC até tentaram ficar mais no poder mas perceberam que a enganação não subsistiria a Lula aliado à nova plástica e marketing. E dois anos e meio ai está Lula, presidente, deslumbrado pelos holofotes e suas viagens internacionais, enquanto o PT tem exposto desempenho com idênticos hábitos e costumes. Enquanto isso, a sociedade vai se desmantelando.

    rnO Frankenstein

    rnrnO Brasil produziu tanta legislação morta, que não serve para nada exceto para corromper ainda mais as instituições e poderes. Produziu um país com poderes Executivo e Legislativo tão acessíveis à falcatrua que os limites extrapolam o admissível. Nada e em lugar algum se produz sem que inexiste comissão, participação, mensalão… Enfim nenhuma concorrência, licitação, apoio, negócio é feito sem corrupção e vantagens ilícitas.

    rnSem diferença

    rnrnDesde que o homem inventou o dinheiro omundo perdeu o encanto. Raras situações e sociedades conseguem fazer da moeda um meio e não um fim para tudo. Agora num país de tamanha riqueza natural não é possível uma sociedade tão anarquizada com hábitos e costumes. Pior é que não há diferenças entre quase todos aqueles homens e agentes públicos como já repeti aqui à exaustão. Estamos carentes ao extremo de homens de bem dirigindo a coisa pública.

    rnSó loteamentos

    rnrnOs poderes Executivo e Legislativo dos municípios, dos Estados e da União hoje funcionam com tamanho grau de indecência que dá frustração até no mais analfabeto funcional. Tudo só funciona quando bens, serviços, empresas, recursos, concorrências e cargos são loteados entre os que estão no poder e aqueles que seriam os aliados. Ninguém tem projeto exceto o de delimitar sua parte no feudo. É lamentável.

    rnPT e aliados

    rnMas o PT chegou à presidência com Lula e sem ter um programa de governo, pior anda acabou consumido pelos mesmos costumes ao compor uma coalizão básica para sua sustentação. Juntou-se para eleger-se a tudo aquilo que passou anos combatendo. Para governar perdeu todo escrúpulo. Não poderia dar em outra coisa senão estar sendo contaminado pelo mar de lama produzido pelas denúncias e verdades de corrupção.

    rnPTB, PP, PMDB…

    rnrnMas quem não sabe que os picaretas de plantão da política partidária nacional vivem não só dos cargos para os quais foram eleitos e seus salários já bem polpudos? Todo mundo sabe que além disso, as canetas e os cofres da Viúva também servem para distribuir as benesses aos amigos, aliados, parceiros. Tudo funciona com apadrinhamentos para cargos e direção de estatais e outros postos que lidam com o dinheiro público.

    rnComissão em tudo

    rnUm prego, uma estrada, posto de saúde, uma escola, uma hidrelétrica, a merenda escola, o uniforme das crianças, quase tudo que se compra em bens e serviços é superfaturado e quem ganha a licitação e ou a concorrência já sabe que dependendo do governante vai ser fixada a comissão. 5, 10, 15, 20 por cento é o dinheiro que vai para os bolsos dos políticos, lavado, sem recibos, sem documentos…

    rnSó roubalheira

    rnPior de tudo, há situações em que o que se produz mesmo são documentos frios, daqueles que os gênios de mentirinha do Ministério Público se debruçam em cima, verificam, investigam, estudam e nada descobrem, tamanha perfeição. A roubalheira é hoje o melhor negócio do Brasil, ganha até do tráfico de drogas, do contrabando, da pirataria. Nenhum negócio é tão bom quanto estar em cargo público com caneta e cofres nas mãos.

    rnPaga à ralé

    rnrnMas o mundo dos políticos funciona com hierarquia, nem todos ganham na roubalheira o mesmo tanto. Tem aquele mandatário mor, como governadores, prefeitos, diretores de estatais, o segundo escalão, assim como aqueles que agem no gabinete sombra, que estão por trás dos bastidores. Na outra ponta vem a ralé, grande parte formada por deputados federais e estaduais e vereadores, mas que ficam com um quinhão no mar de dinheiro sujo.

    rnNada de novo

    rnO que o deputado chantagista Roberto Jefferson denunciou essa semana como forma de jogar merda no ventilador do governo e do Congresso todo político, jornalista e outros profissionais ligados ao mundo político sabem que existe. Pagamento da ralé não é só com empreguinho para protegidos e parentes, mas com grana do caixa dois. Vereador recebe entre R$ 3.000 e R$ 5.000 por mês por fora, deputado estadual entre R$ 10.000 e R$ 20.000 e deputado federal entre R$ 20.000 e R$ 30.000.

    rnTem esquemas

    rnMas não é de apenas uma fonte, o mesmo pagador sempre, são geralmente uma parte dos políticos, aqueles mais espertos, mais vorazes, mais engajados no poder. E o pagamento não tem recibo, é feito na surdina, em dias diferentes, com fontes diferentes. A alegria da corja é quanto entram em cena votação de grandes projetos, aí a falcatrua cresce. Com CPI então, é uma festa de corrupção, ganha-se aos borbotões.

    rnÉ lastimável

    rnTambém já escrevi aqui várias vezes e não canso de repetir para melhor informar e dar algo de diferente ao leitor. Pode esquecer que exista gente muito diferente, que não participe desse emaranhado. Quem está no poder não quer largar e quem quer lá chagar fica como o PT ficou e como outros ficarão. Contaminados. É cultural, está na formação do caráter do homem subdesenvolvido e num país tão desigual social e legalmente.

    rnQuerem abafar

    rnA tucanada passou boa parte do governo abafando investigações e outros mecanismos que poderiam evidenciar a corrupção generalizada. Muito, mas muito pior que o PT está fazendo, até porque o governo Lula nada produziu até agora exceto produzir o continuismo da economia que está aniquilando a sociedade brasileira e deixando o sistema financeiro mundial cada vez mais bilionário. Inexistem provas, a corrupção é quase perfeita, nem é preciso abafar as investigações.

    rnSó holofotes

    rnO que o mundo político não gosta mesmo é da luz no fim do túnel produzida pelos holofotes da televisão e dos flashs das máquinas fotográficas, assim como dos microfones e gravadores de repórteres e jornalistas. Os políticos gostam de aparecer no oba oba, na mentirada, na simulação e teatralização daquilo que seriam suas obras e serviços em defesa do povo.Essa coisa da sujeira da corrupção é um tormento, dá insonia, corre-corre.

    rnEsconde-esconde

    rnrnrnNessa época de roupa suja exposta dia e noite o que o político gosta mesmo é de esconde-esconde. Um quer empurrar a batata quente para o outro. No governo não tem esquerda nem direita, só tem aqueles que querem lá se manter, enquanto na outra ponta estão os que querem voltar ou arrumar um jeito de entrar. Tanto assim que muito mais que investigação o que se quer mesmo é palanque eleitoral para ludibriar o tão enganado leitor-eleitor.

    rnSem esperança

    rnNesse emaranhado está você que é cidadão de bem e do bem, que produz, que emprega, que trabalha, que presta serviço, que é mãe e pai, estudante, enfim, nós aqui embaixo, desprotegidos, oprimidos, excluídos, como marionetes do mal, sem condições de reação. Foi ontem, é hoje, será amanhã, estamos quase sem esperança que esse quadro possa ser minimamente mudado, as instituições estão aparelhadas com o que há de pior de agentes e homens públicos.

    rnEstá arraigado

    rnNão defendo que continuemos excluídos e permaneçamos omissos. Pelo contrário. É preciso nos organizamos já escrevi inúmeras vezes. É preciso que cada um de nós façamos reflexões diárias, é preciso que estejamos dispostos a continuar lutando senão por um mundo melhor hoje pelo menos para nossos filhos, futuras gerações. Sem esses PMDB, PP, PFL, PSDB, PT, mas quem sabe com outros partidos e homens públicos minimamente éticos, dignos, limpos…


    José Ursíliornrn

  • 05 jun 2005 /  Fique Ligado

    Parece incrível, mas a politicalha partidária em Marília tem lances sequenciais e sempre com os mesmos métodos. Felizmente nos últimos dois anos aos poucos a mediocridade e hipocrisia vem sendo desmascarada e a opinião pública vai aos poucos assistindo e assimilando os protagonistas e seus desempenhos.

    rnMaus costumes

    rnrnA arte de perseguir, destratar, difamar, desqualificar pessoas de oposição, adversários e até amigos, aliados e gente técnica e independente sempre foi uma marca latente e patente daquilo que batizei de Escola Abelardiana de Maus Costumes. Uma ironia que serve para carimbar quem sempre quis carimbar os outros.

    rnUso indevido

    rnrnOs fatos e as versões mal contadas e maldosas vão se multiplicando a cada semana. Todo jogo sempre é para criar clima que proteja única e exclusivamente aos interesses pessoas do professor de Deus, como se todos estivessem a seu serviço e Executivo e Legislativo fossem a extensão de seus negócios e objetivos, sempre suspeitos.

    rnNos bastidores

    rnDo feirado da semana passada até essa sexta-feira o clima todo rolou envolvendo na essência a visita do governador Geraldo Alckmin a Marília. Os tucanos estaduais não querem nem ouvir falar de Vinícius Camarinha, que votou contra o candidato do governador, foi taxado como traidor e, como diz o ditado, agora nem pintado de ouro.

    rnSó dissimulação

    rnClaro, se Vinícius era carta fora do baralho, sobrou para Joseph Zuza, que votou com o governador, colher benefícios no oba-oba de obras e inaugurações. Nos dias anteriores à visita, a preocupação da escola abelardiana já era enorme, com recadinhos para todo canto, como se não fossem ter o troco da assessoria do governador e dos tucanos em geral.

    rnAté o prefeito

    rnrnMário Bulgareli está ficando toda hora com as armadilhas e o ônus. Tanto assim que pediu ao cerimonial de Alckmin que nenhum deputado usasse a palavra na visita à Santa Casa. O cerimonial desconversou, claro, essa coluna já tinha informação privilegiada que os tucanos iriam sim ignorar Vinícius e abrir espaço a Zuza.

    rnrnChamou imprensa

    rnrnNa sexta-feira, mesmo ponto facultativo, o prefeito chamou a imprensa para entrevista sobre a visita do governador. Participei, como diretor de jornalismo garanti nossa defesa das reivindicações de Marília, mas avisei que o material jornalístico sobre a guerra partidária e disputas seria literalmente independente, como o foi e assim continuará.

    rnPassou vergonha

    rnNenhum inocente poderia acreditar que a assessoria do governador fosse deixar de dar o troco a Vinícius e seu pai Abelardo. Foi o que aconteceu. Um clima de humilhação, tão patente, que a cara de Vinícius e seus assessores era de desolação. Mas o que eles queriam? Se escolheram lado, que assumam sem hipocrisia e covardia.

    rnViola no saco

    rnrnTivesse mínimo de postura, a escola abelardiana teria sim é evitado que Vinícius passasse pelo constrangimento que passou, mas fica sempre difícil esperar comportamento que não seja a dissimulação. Até Alckmin no discurso saudou Zuza e prometeu liberar seus pedidos e, óbvio, nem lembrou da existência do deputado Camarinha.

    rnPostura firme

    rnMas o quadro piorou ainda mais para os planos abelardianos de tentar menosprezar o espaço dos outros e se infiltrar indevidamente onde não pode e não deveria. Júlio César Brandão, o provedor da Santa Casa, fez um pronunciamento crítico, cobrou mais investimento da Prefeitura no hospital que como os demais vive em crise financeira e de atendimento da demanda.

    rnHomem sério

    rnJúlio Brandão é aquele profissional cujo nome é quase uma grife, técnico consagrado, respeitado. Advogado, ex-presidente da OAB em Marilia e ex-conselheiro da OAB no Estado, especialista, figura até em lista para nomeação no Tribunal de Justiça. Enfim, é líder na comunidade, prestador de serviços apartidário.

    rnBode expiatório

    rnrnMas não é que a escola abelardiana queria que o doutor Júlio Brandão saísse batendo palma para os loucos dançarem? Puxa-sacos, gente desqualificada, aqueles que sempre estão prontos para badalar o professor de Deus e repetirem a mesma ladainha de sempre foram desqualificar Brandão, que estava no seu papel de provedor, defendendo a Santa Casa.

    rnCredibilidade

    rnJúlio Brandão dá credibilidade a qualquer instituição, é especialista, foi chamado para ser assessor jurídico na Prefeitura, tanto assim que em novembro do ano passado o vice-prefeito Luiz Eduardo Nardi, se vangloriava do staff jurídico que a administração municipal reuniu. Estava nomeado Brandão. Até há dois dias.

    rnMandar embora

    rnComo de mau hábito e mau costume, já no domingo, depois da visita do governador, com o Diário trazendo reportagens e a repercussão do ti-ti-ti dos puxa-sacos e interlocutores, a escola aberlardiana já articulava pressão para demitir Júlio Brandão. Só por ele ter sido honesto, defender a Santa Casa e dizer que até agora o que houve mesmo foi sempre é muito oba-oba.

    rnBem feitor?

    rnViva eu, viva tudo, viva o Chico barrigudo? Não, o provedor da Santa Casa sabe das dificuldades do hospital, não deixou de ser crítico em relação à Prefeitura, aos oito longos anos de Camarinha que passou se vangloriando, mas no fundo poderia sim ter feito muito mais. Ora, mas todo mundo tem que bater palmas, até para as dissimulações e mentiras? Não.

    rnNa Assembléia

    rnrnEnquanto a tropa do mais baixo nível da escola abelardiana fazia acusações baratas na cidade, Vinícius Camarinha foi à Tribuna da Assembléia Legislativa na quarta-feira fazer discursos em sua defesa e de seu pai, listou benefícios que teriam sido viabilizados pela atuação de ambos. Em oito anos, só faltava nada terem feito, mas Júlio Brandão cobrou maior participação, mais empenho e está corretíssimo até porque na hora da politicalha querem aplausos.

    rnSó promessas

    rnrnTanto assim que a Santa Casa tem balancetes e números que mostram repasses e concessões do poder Executivo, assim como várias promessas que nunca saem do papel. O problema é que antes estavam todos calados, omissos, abafados, e cada dia que passa esse quadro vai mudando. É preciso mostrar avanços, sem encobrir os problemas.

    rnÉ retrocesso

    rnPara abafar a pressão e os métodos escusos de perseguir e pressionar as pessoas, a escola abelardiana cria situações. Infelizmente, o episódio vai caracterizando outro retrocesso envolvendo a administração Mário Bulgareli-Luiz Eduardo Nardi. Júlio Brandão resolveu deixar clara sua postura e acabou resolvendo tudo: pediu demissão do cargo de assessor jurídico na Prefeitura.

    rnIncompatível

    rnPara justificar o injustificável, agora o negócio foi encontrar uma explicação. Seria incompatível Júlio Brandão assessor jurídico e provedor da Santa Casa. O próprio vice Luiz Eduardo Nardi disse que via uma relação complicada. Ah, bom. Até antes não era? Quando era citado como notável para assinar pareceres nos últimos cinco meses, sem incompatibilidades? Risível.

    rnTem dívidas

    rnO que a gente ouve nas discussões partidárias e no jogo de perseguição e patrulhamento ideológico justifica bem porque os ditos homens públicos estão cada vez mais rejeitados pela sociedade e sem credibilidade. É o caso da balhofa sobre as dívidas da Santa Casa com o Município, em taxas, tarifas e impostos.

    rnrnSem condições

    rnNuma tentativa tresloucada de descaracterizar a verdade dita por Júlio Brandão, na semana foram levantados os números que a Santa Casa deve à Prefeitura e ao Daem. Claro. Com déficit, corta-se pagamentos, no caso aqueles que a comunidade pode arcar, nada de ser uma benesse do político que está de plantão. Outros hospitais e entidades estão na mesma condição.

    rnSem providências

    rnSe é que Executivo e Legislativo estão mesmo tão preocupados com as dívidas, que se faça projeto concedendo subsídios ou coisa do gênero, desses mesmos que são concedidos aos montes a igrejas, clubes e outras instituições cujos serviços não seriam tão essenciais e primordiais quanto ao atendimento à saúde da população.

    rnFoi correto

    rnrnJúlio Brandão deixou claro – torno a defender porque por enquanto está encurralado pela escola abelardiana de maus costumes (embora esteja chegando a hora de criar identidade própria) – o prefeito Mário Bulgareli continua agindo com correção. Em relação à Santa Casa, nada pode ser cobrado, ainda é cedo como em tudo mais. Agora, pena que esteja perdendo um técnico da credibilidade de Brandão.

    rnVelhos métodos

    rnNa outra ponta, Vinícius peca pela imaturidade e exemplo desvirtuado pela forma do pai de fazer política. Como é novo poderia muito bem abandonar velhos métodos, encontrar identidade própria se é que terá vocação política e seguirá carreira sem estar apenas correndo na sombra do populismo de Abelardo nessa terra de cegos e olhos fechados que aos poucos muitos estão abrindo.

    rnEstá de volta

    rnrnOutra notícia boa e de salutar derrota da escola abelardiana. O delegado Flávio Rino Guimarães, injusta e indevidamente afastado das funções de titular da Dise, está de volta. Havia saído por pressão de Vinícius Camarinha a pedido e articulação do pai. Agora, a decência venceu a prepotência e a injustiça cometida pela Diretoria Geral da Polícia Civil.

    rnJosé Ursílio