• 30 out 2005 /  Atentado, Fique Ligado

    Como se não bastasse tudo que já aconteceu de grave a partir do atentado, o bando continua investindo na delinqüência. O desespero de Abelardo ultrapassa as raias admitidas por traço de loucura e esquizofrenia.

    rnNos últimos 20 dias novo articulador de Camarinha, aluno fiel da escola abelardiana, João Simão Neto comandou não apenas a defesa, mas uma série de ataques à minha pessoa depois de decorar as aulas de Abelardo.

    rnPouco ou nada me interessa o que o advogado pensa ou fala sobre minha pessoa, cada um responderá pelo que disser e escrever.

    rnMas o João Simão Neto na frente das câmeras, dos microfones, das luzes e dos jornalistas e repórteres é um, igualzinho ao Abelardo, falastrão, dissimulado e mentiroso.

    rnPor trás, quer se passar por amiguinho, que sabe de tudo, que eu deveria ouvi-lo, que ele seria a voz da razão e me ensinaria como tirar proveito da situação porque nada vai dar em nada. Que homem bom e generoso!

    rnMas o que quer João Simão me ensinar das aulas que tomou de Abelardo? Simples. Na visão dessa gente o dono da empresa Carlos Francisco Cardoso deveria vendê-la, eu combinar o valor de uma indenização e todos iriam viver felizes para sempre – repito, tudo na visão de Abelardo e João Simão.

    rnO próprio João Simão me parou no Fórum, com aquela característica própria de quem se acha, disse que tudo poderia ser resolvido em 48 horas.

    rnDeixou claro que o Abelardo iria cumprir, que o fiador de tudo, veja só, seria em carne e osso Carlos Umberto Garrossino, o ex-todo poderoso chefe de gabinete, controlador de caixa dois e esquemas e serviços escusos.

    rnPensei que seria apenas mais uma tentativa de me calar, afinal eles são useiros e vezeiros de achar que todo mundo é igual e que todo homem tem mesmo um preço.

    rnEsse Abelardo é mesmo cara de pau e pior é que João Simão está decorando todas as lições da escola abelardiana. Não poderia existir união mais perfeita entre espécies.

    rnO advogado mandou em duas semanas três interlocutores conversarem comigo e um deles comigo e Carlos Francisco Cardoso.

    rnCamarinha, que para tentar se safar da opinião pública criou factóide que seria dono da CMN, veja só, agora quer comprar as rádios e o jornal. Mas não é um negócio que ele quer, quer sim é livrar da voz e do texto que o incomodam, afinal o seu bando não conseguiu acabar com tudo no atentado do dia 8 de setembro e a situação piorou muito para seu lado.

    rnPrimeiro o dono das empresas deixou claro que nada está à venda;segundo, tudo está cheirando armação e pressão indevida para mais uma vez tentar ludibriar a opinião pública e fugir da execração e forjar versões para safar-se do rigor da legalidade.

    rnAo contrário do que essa turma pensa e acha, por mais céticos e incrédulos que sejamos em relação ao sistema, acreditamos na parte séria das instituições e não é a versão descarada dessa gente que vai vigorar, que tudo e todos têm seu preço e que ao final o que serve é uma grande pizza.

    rnA ilegalidade, a fraude, a corrupção, a pressão, o jogo sujo, o trambique, o sentimento ilimitado de impunidade e o que há de pior no banditismo são as armas do império abelardiano do mal.

    rnMas eles vão ser desmascarados. Estamos conscientes do tamanho do desgaste e prejuízos materiais e psicológicos que suportamos – eu, minha família, a família de Carlos Francisco Cardoso e todos funcionários da empresa.

    rnO dinheiro sujo, roubado desavergonhadamente dos cofres da Prefeitura de Marília e de outras tantas formas de achaques de empresários e empreendedores nos últimos anos pode servir para continuar mantendo corrupção e extorsão por aí fora, mas comigo isso nunca funcionou e nunca vai funcionar.

    rnSempre acreditei no homem e nas causas justas, éticas, dignas, solidárias, do bem para o bem.

    rnA desgraça, o ódio, a pressão, a covardia, a traição, a sujeira, os milhões e milhões de dólares que eles têm, que façam o proveito que quiserem. Quero distância.

    rnPosso esmolar mas não me vendo. Não me seduz essa versão abelardiana de fechar o cerco na base do seu dinheiro sujo.

  • 30 out 2005 /  Fique Ligado

    Vai ser desmascarado outro lado talvez mais sinistro de Abelardo Camarinha e seu bando que outrora fora um grupo político e que hoje transformou-se no melhor estilo de máfia de gangsteres. Veja só, a quadrilha agora decreta minha execução.

    rnPreste atenção no que estou denunciando aqui e que logo terá novas evidências e mais medidas oficiais: pela segunda vez está sendo tramada minha execução.

    rnDois expedientes foram engendrados: me comprar, o que já falhou, e tramar minha morte.

    rnAs cenas que comprovam o que estou escrevendo se repetiram nos últimos dias em reuniões e encontros clandestinos entre o bando armado liderado por Abelardo e agora pelo seu mais novo interlocutor, orientador e comandanteda defesa, o advogado João Simão Neto.

    rnÉ público e notório que todo banditismo que culminou com o atentado terrorista e incendiário contra prédio e instalações do jornal e das rádios foi premeditado e planejado em reuniões e encontros no próprio clube clandestino de carteado da rua 9 de Julho, no apartamento de Abelardo Camarinha em Marília e no quartel general da avenida Brigadeiro Eduardo Gomes.

    rnÉ a segunda vez porque a primeira foi adiada. Deveria acontecer antes do atentado. Foi programada há três meses, com a contratação de pistoleiro, compra de uma arma e planejamento do roteiro: o trecho entre a cidade e meu sítio.

    rnO pistoleiro veio à cidade, ficou por mais de 20 dias com Amauri Delábio Campoy discutindo a forma de execução.

    rnA pistola 765 usada no atentado para render o vigia na portaria dia oito de setembro foi realmente comprada por Bruno Gaudêncio Coércio. Seria a arma que me executaria possivelmente no caminho entre a cidade e meu sítio.

    rnAinda não está definido o momento da mudança dos planos, mas a influência maquiavélica foi do próprio Abelardo Camarinha, para deleite do próprio filho Rafael e gozo do malandro puxa saco Amarildo Barbosa.

    rnAs mudanças e opção pelos crimes que eles julgavam menores tiraram da jogada o pistoleiro, que não participou do atentado. Elequeria e se comprometeria com a execução do jornalista – essa sim sua especialidade.

    rnA montagem do esquema de incêndio das empresas foi ampliada. Absurdo, envolveu o próprio staff de dentro da casa da família Camarinha, de seus escritórios políticos, do gabinete do deputado estadual Vinícius Camarinha e dos amigos de balada de Rafael Camarinha.

    rnA mesma quadrilha que nas últimas campanhas eleitorais aterrorizou adversários, deu tiros na madrugada, queimou carros, espancou gente, estava a postos da nova empreitada. Sem parte dos bandidos presos, o grupo se reorganiza para tratar do crime outra vez.

    rnVárias manifestações nos muquifos e na calada das madrugadas mostram o bando seguidor da estrutura abelardiana reclamando da falha ao trocar minha execução ao atentado.

    rnMenores de idade simulando umassalto, um veículo cruzando a frente de meu carro num grande acidente, um atropelamento, o desaparecimento sem deixar vestígio, virei o único alvo da vingança abelardiana e estou assumindo publicamente a trama que só espero ter tempo de desmontar.

    rnQuero crer que as instituições possam me garantir o direito legítimo de enfrentar essa gente com minha saúde e vida intactas.

    rnNenhuma das armações, dos trambiques, dos álibis comprados e forjados, dos documentos encomendados e fraudados para tentar salvar a pele dos acusados vai impedir que seja feita justiça.

    rnOs milhões que estão gastando vão desaparecer no limbo da extorsão e corrupção que estão cometendo. Só um boletim de ocorrência fraudado e forjado em cidade do Paraná, para tentar criar álibi para Bruno Coércio, teria custado R$ 20 mil, ajeitado que foi por João Simão.

    rnEsses e outros tantos documentos que a defesa está comprando para tentar enganar o juízo serão desmascarados e desmembrados em outras denúncias para acabar com o crime organizado.

    rnEstão cometendo crimes em cima de crimes numa tentativa tresloucada de fugir das provas, rastros e impressões digitais que deixaram em tudo que fizeram até agora e que a legalidade das instituições mostrou na fase do inquérito policial e agora da ação penal.

    rnO desejo nosso é de justiça, já o desejo de Abelardo bem característico de sua personalidade doentia e de psicopata é de vingança, como se ele pudesse determinar e mandar executar tudo, que está acima da legalidade, do bem e do mau.

    rnAbelardo acredita mesmo ser dono da cidade, quem sabe do mundo,estar acima das instituições, poder determinar que tudo aconteça a seu prazer e objetivos maquiavélicos e diabólicos.

    rnA Abelardo desejo que viva muitos e muitos anos para que pague por todos os crimes que já cometeu e maldade que distribuiu e quem sabe um dia tenha cura e possa ser um cidadão, com pingo de dignidade e caráter.

    rnNo meu caso, as providências pessoais já foram tomadas, espero que polícias, Ministério Público Federal e Estaduale Poder Judiciário garantam que esse é um país cheio de problemas, mas não tão atrasado como Abelardo quer.

    rnMinha parte será feita e ela só está começando. Mas preciso de proteção dos homens e do estado de direito porque de Deus já a tenho.

  • 28 out 2005 /  Atentado

    A juíza Patrícia de Moraes Albuquerque, substituta na cidade de Marília e com atuação em processos na cidade e em cidades da região, deve presidir a primeira audiência do processo sobre o atentado contra o Diário e as rádios.



    Ela vai atuar no lugar do juiz José Roberto Nogueira Nascimento, da 1ª Vara Criminal de Marília, que estará em viagem no dia da audiência, a terça-feira da próxima semana. A audiência, às 9h, será feita para depoimento dos três acusados. É a primeira oportunidade de a defesa apresentar seus argumentos e as indicações de provas do que será alegado no processo.


    As principais provas da acusação já constam da denúncia apresentada pelo Ministério Público e dos dois volumes do inquérito policial anexados ao caso.


    O delegado seccional, Roberto Terraz, que comanda as investigações, disse ontem que o segundo inquérito do caso já tem mais provas e evidências a serem confirmadas nas próximas horas mas divulgar detalhes poderia prejudicar a coleta das informações.


    Hoje a Delegacia de Investigações Gerais e a Seccional estará fechadas por causa do ponto facultativo para servidores públicos, mas o delegado afirmou que equipes de investigação estarão escaladas para checar as informações.


    O feriado de hoje também mudou ontem a rotina na cadeia pública de Pompéia, onde estão recolhidos quatro acusados de envolvimento no caso. O dia de visitas foi antecipado e aconteceu ontem no período da tarde. A direção da cadeia não revelou detalhes sobre o dia dos presos.


    O advogado Jader Gaudêncio da Silva, defensor de Bruno Coércio, um dos acusados presos, afirmou que não participou da visita mas está mantendo acompanhamento permanente do acusado, que é seu sobrinho.


    Evitou detalhes sobre a reação de Bruno aos primeiros dias na cadeia – ele foi preso na tarde de terça-feira, junto com Amarildo Barbosa, outro acusado do crime. “Mas não dá para ficar tranqüilo em uma situação como essa”, disse o advogado.


    Com Bruno e Amarildo estão presos também Amauri Delábio Campoy e Anderson Ricardo Lopes, o Ricardinho, dois réus confessos no caso. Os quatro estão na cela 4 da cadeia pública, com mais três presos.

    A defesa dos acusados já adiantou que após o interrogatório dos réus vai encaminhar recurso para tentar revogar a prisão preventiva, mas não adiantou que tipo de recurso.

  • 27 out 2005 /  Atentado

    O juiz José Roberto Nogueira Nascimento, da 1ª Vara Criminal de Marília, transferiu para terça-feira, dia 1º de novembro, a audiência de interrogatório de Amauri Delábio Campoy, Bruno Coércio e Amarildo Barbosa, acusados de participar no atentado contra o jornal Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM.



    A audiência estava marcada para amanhã, dia 28, às 10h, mas houve equívoco de agendamento: por ser dia do servidor estadual o prédio do Fórum vai estar fechado, sem serviços públicos.


    Até ontem a diretoria do Fórum aguardava eventual comunicado do Tribunal de Justiça sobre mudança de datas, mas o juiz resolveu designar nova data para impedir transtornos.


    O juiz diretor do Fórum de Marília, Décio Divanir Mazeto, explicou que no início da cada ano o Tribunal estabelece as datas de fechamento e feriados.


    Qualquer mudança depende de nova ordem e sempre implica em problema no agendamento de audiências.


    O juiz afirmou que administrativamente essa decisão poderia ser adotada até a tarde de hoje e o Fórum teria de fechar, mas concordou que haveria transtornos.


    O interrogatório é a primeira audiência do processo e o primeiro ato da defesa na ação penal 1127/05 que investiga as circunstâncias do crime. Os três acusados vão responder sobre as acusações apresentadas na denúncia do Ministério Público e eventuais novas perguntas apresentadas pelo juiz.


    TESTEMUNHA


    A Polícia Civil de Marília localizou mais uma testemunha para confirmar as informações apresentadas com a prisão de Anderson Ricardo Lopes, o Ricardinho, que delatou Rafael de Almeida Camarinha, o filho mais novo do ex-prefeito Abelardo Camarinha, como envolvido no crime.


    O inquérito já tinha depoimentos indicando que Ricardinho passou na casa de uma tia logo após o crime, com dinheiro recebido pela participação no atentado, discutiu com ela e foi embora.


    A polícia localizou um mototaxista que diz ter recebido a chamada e foi buscar Ricardinho. Além da viagem, ele confirma ter visto o acusado discutir com a tia na saída.


    As informações já haviam sido prestadas pela própria tia de Ricardinho, mas a polícia recebeu informações de que ela teria gravado uma fita desmentindo seu depoimento. A versão do taxista confirma mais essas evidências.

    O delegado Terraz afirmou que é difícil garantir acompanhamento para que as testemunhas não sofram pressão e disse esperar que todos os ouvidos confirmem as informações apresentadas.

  • 23 out 2005 /  Atentado

    O governador Geraldo Alckmin (PSDB) garantiu ontem em Assis a “rigorosa investigação e toda infra-estrutura necessária” para a investigação do atentado cometido contra o jornal Diário e duas rádios. Ele recebeu um dossiê com as informações sobre o crime, os acusados e as investigações.


    Alckmin teve rápido encontro com o diretor de jornalismo e marketing das empresas, José Ursílio, no aeroporto de Assis, durante visita à região para entrega de casas.


    Ainda no aeroporto, folheou parte do dossiê, que tem mais de 300 páginas. Ursílio entregou pedido para que o governador disponibilize à polícia todo o apoio logístico em equipamentos e dinheiro. O diretor elogiou o trabalho das polícias Civil e Militar na cidade.


    O governador Alckmin entregou o dossiê para assessores, dizendo que depois analisaria com mais calma os detalhes do caso.


    Na próxima semana a direção do jornal e das rádios vai enviar cópia do dossiê para a Casa Civil e deputados na Assembléia. O documento, atualizado com informações do caso a cada remessa, já foi entregue à Delegacia Geral de Polícia e à Procuradoria de Justiça do Estado.


    O dossiê mostra fotos e descreve cenas do atentado, incluindo a agressão ao porteiro, apresenta a repercussão internacional do caso e a evolução das investigações.


    Alckmin chegou a Assis por volta das 10h30. Depois de receber o dossiê, em entrevista à imprensa, evitou falar sobre as denúncias de pedofilia na cidade, que ganharam o país após reportagem da rede Bandeirantes.


    Para o governador, é um caso que sai da esfera política e deve ser investigado pelas autoridades competentes, como polícia e Ministério Público.


    A TV Band apresentou o caso como mais um evento em uma “guerra brutal” pela disputa do poder em série de escândalos que têm o ex-prefeito Camarinha e o filho, o deputado Vinícius Camarinha, no centro das discussões.


    “Olha, esse é um assunto que é afeito ao Poder Judiciário, enfim, não tenho nenhum comentário a fazer”, disse.


    O deputado Vinícius Camarinha, que diz apoiar o governador na Assembléia, não acompanhou a visita. No primeiro semestre, o deputado foi determinante na derrota de Edson Aparecido, líder do governo, para presidência da casa.


    Antes de deixar o aeroporto, Alckmin declarou que no referendo de hoje vai votar pela proibição do comércio de armas no país, ou seja, sim, “embora não acredite que isso vá resolver quase nada.”

  • 23 out 2005 /  Fique Ligado

    O império do mal construído por Abelardo Camarinha como se fosse uma fortaleza intransponível para servir aos seus interesses escusos virou castelo de areia engolida por uma onda sem precedentes do mar de lama que ele mesmo idealizou, criou e operou nos últimos 20 anos.

    rnO folclore, o marketing, a lenda, formaram e fortaleceram imagem daquele que seria homem público brilhante, de êxito, de sorte e voltado para o bem, mas está rapidamente desmascarado porque ele mesmo desviou-se do mínimo de ética, dignidade e trilhou tudo que há de mais repugnante no ser humano.

    rnLudibriou a maioria da cidade até por tempo longo, mas foi flagrado desnuda a farsa, descalço da humildade mínima.

    rnOs escândalos envolvendo o desmanche do império do mal se multiplicam diariamente numa rapidez impressionante, assimcomo seu desespero e fraudes evidenciam o quanto ele deveria ter sido desmascarado há mais tempo.

    rnAbelardo Camarinha agora não é só o centro e o único suspeito de ser mentor e mandante do atentado terrorista e incendiário contra jornal e rádios e os valores de liberdades de expressão e pensamento ? do estado de direito e democrático.

    rnEle é quem comanda pessoalmente todas as mentiras, falcatruas, factóides, falsidades e, acima de tudo, de covardia e jogo sujo para atacar a vida pessoal dos outros numa tentativa tresloucada de livrar-se dos incontáveis crimes que cometeu e está cometendo.

    rnMas Camarinha se enroscou, se enrolou, ficou tão encurralado, que agora se uniu ao advogado João Simão Neto, que todo mundo na cidade conhece bem, assim como seus métodos.

    rnJoão Simão Neto tem escutado e decorado com atenção as aulas de Camarinha, o professor de Deus, que agora tem no advogado seu escudeiro, interlocutor e, claro, defensor.

    rnO mesmo João Simão Neto – genérico que confunde-se com o original – que no ano passado subiu no palanque de Joseph Zuza em dois comícios e chamou Camarinha de quadrilheiro e corrupto. E disse em alto e bom som do envolvimento de Vinícius Camarinha nas denúncias de abuso sexual com a menina menor de idade.

    rnJoão Simão disse que iria no ano passado trabalhar para colocar Camarinha na cadeia – e tenho a gravação do comício, assim como de entrevista à TV – mas por ironia do destino e força do dinheiro está o advogado agora com unhas e dentes tentando livrar Camarinha e seu bando das grades das cadeias e das sentenças condenatórias, até porque das acusações, denúncias da polícia e do Ministério Público não escapam mais.

    rnA semana revelou o esfacelamento das dissimulações e falsidades. Camarinha corre para esconder, fraudar, forjar, fingir, mas está até o pescoço envolvido não só na premeditação, mas como orientação e mando dos crimes daquele fatídico dia oito de setembro.


    Desespero grande e acusações medíocres

    rnrnCamarinha não se conforma, tanto assim que o desespero é tamanho que entre as esdrúxulas e ridículas insinuações quer sugerir que seria eu o responsável pelo incêndio, que seria eu interessado em receber seguro, que teria outros interesses financeiros e políticos.

    rnOra, mas esse sujeito às vezes dá impressão que não deveria ir para a cadeia, mas sim ter tratamento psiquiátrico, ter personalidade estudada – será que ele acredita mesmo nas coisas que cria na mente e depois fala?

    rnEntão é assim: o José Ursílio é um gênio louco. Contratou todo grupo de Camarinha, seu próprio filho Rafael, entrou de madrugada na empresa cheio de galões de gasolina, encapuzado, abriu todas as portas e ateou fogo, para queimar tudo e quem sabe deixar de escrever, falar do próprio Camarinha??

    rnMais: então o Camarinha quer dizer que o José Ursílio que não tem empresa, não decide nada mas se houver vantagem é ele que vai receber???

    rnÉ medíocre!!.

    rnO seguro vai pagar os estragos, depois de perícias e vai fazer medição dos serviços e equipamentos que serão comprados pela empresa. O seguro não paga ninguém, vai ressarcir o que foi danificado. Ou será que a companhia seguradora também foi corrompida por José Ursílio????

    rnMais ainda. Então seria eu quem usou o escritório político do próprio Abelardo e do filho Vinícius como quartel general da quadrilha, para armar e alojar o material do crime?????

    rnEu usei o mesmo prédio que está sob responsabilidade de Luiz Antônio Albertoni, o Tonhão, outro assessor de Camarinha em empregos públicos e seguidor de noitadas de carteado??????

    rnAliás, prédio que está no nome de César Almeida Neto, tio de Vinícius, que foi cunhado de Abelardo!!!

    rnOra, que bando de boçais e bestialidades produzem.

    rnFui eu quem fez o TCE rejeitar as contas de Camarinha???????? Ou fui eu quem fez a justiça condenar Camarinha em quatro ações judiciais?????????

    rnSerá que eu empreguei o filho e os amigos de Camarinha na Assembléia, ou dei aos bandidos amigos envolvidos no crime os empregos na prefeitura e na Assembléia???????

    rnEsse lenga-lenga não engana mais ninguém.

    rnO que está evidente mesmo é que dessa vez Camarinha foi desmascarado e está inconformado que alguém pudesse detonar a desmontagem do império criminoso e do mal que ele criou e que julgava ser intransponível, invencível.

    rnCamarinha está caindo e vai pagar por tudo que fez porque se achou muito poderoso, se achou acima da lei dos homens, dos bons costumes, da ética, das liberdades, do estado de direito e democrático.

    rnNão, Camarinha não vai escapar de pagar pelos erros políticos, pelos crimes administrativos e penais que cometeu não só no episódio do atentado, mas como em todos os demais que já figura como acusado e em outros tantos que ainda vai ser denunciado pelas instâncias de investigação constituídas e por aquelas de caráter popular.


    Chega de corrupção chega de roubalheira

    rnrnrnEscrevi na coluna anterior e repito aqui para deixar bem claro de nada adiantarão as aratacas, pressões, insinuações de ofertas financeiras patrocinadas por Abelardo Camarinha e seus asseclas, entre eles Carlos Umberto Garrossino, o chefão do caixa dois e dos serviços e esquemas escusos.

    rnMuito pelo contrário, quando o caso do atentado for resolvido vai começar a outra fase, de cada um responder por todos os demais crimes cometidos, doa a quem doer, custe o que custar.

    rnComo conheço bem a índole e o banditismo de que essa corja é capaz (basta admitir o tamanho do atentado que cometeram) também já tomei todos os cuidados e medidas necessárias para que estando ou não vivo e bem de saúde, daquilo que preciso contribuir, tudo vai chegar ao Ministério Público, à Procuradoria Federal e outras instâncias.

    rnNesse instante e em outras situações tudo que deve interessar à sociedade é definir quem cometeu que crime e que todos paguem por eles sem que a impunidade seja produzida seja pelos milhões de reais e dólares que Camarinha tenha, seja pela infiltração de influência do ódio e medo criada pelo império do mal.

    rnChega de corrupção, chega de roubalheira, chega dos mesmos métodos de falcatruas. A cidade precisa de novas lideranças, novos hábitos e comportamentos, que a igualdade de direitos e deveres envolva a todos e que nunca mais a cidade possa parecer que Camarinha seria seu dono.

    rnEle nunca foi nem nunca será dono como quis sempre se passar ao se perder na megalomania e voracidade pelo poder e dinheiro vindo dos cofres públicos.

    rn
    Trambiques da defesa não pegam

    rnNa cadeia mesmo continuam Amauri Campoy, preso três dias depois do atentado, que por orientação de João Simão Neto delatou Bruno Gaudêncio Coércio ? tanto assim que está lá nítida e clara a assinatura do acusado, como a de seu defensor.

    rnA defesa não vai conseguir safar os acusados das dezenas e dezenas de provas que formam a ação penal contra Amauri Campoy e seus comparsas Bruno Coércio e Amarildo Barbosa, assim como de Anderson Ricardo Lopes.

    rnA única diferença até agora é que Amauri é réu confesso e está na cadeia há 43 dias, enquanto na semana passada apareceram desfilando na cidade Amarildo Barbosa e Bruno Coércio, depois de 41 dias foragidos.

    rnSaíram por brecha legal depois de ficarem escondidos como covardes que são – e como é o patrão Camarinha – que mesmo flagrados pelas provas querem evitar responsabilidades pelos crimes hediondos que cometeram no 8 de setembro.

    rnDeveriam estar presos e poderão ser recolhidos já na terça-feira às 17h01, caso não fujam, já que João Simão promete apresentá-los só dia 27, com dois dias de fuga a mais.

    rnPior deles é o sujeito Amarildo Barbosa, um malandro que vivia dentro da empresa com aquela conversinha e trejeitos de enganador que tem a cara de pau de na quarta-feira à noite sentar num restaurante ao lado de Camarinha e comer pizza. Mas o deboche vai acabar e não será em pizza, mas sim atrás das grades.

    rnAliás já acabou perante a opinião pública. O julgamento de Deus ninguém muda e no ordenamento jurídico as decisões virão mais cedo ou tarde, seja em primeira ou segunda instância.

    rnCamarinha contratou João Simão Neto e alijou de vez outros defensores e está orquestrando trambiques que usou e abusou enquanto era todo poderoso, mas que há algum tempo, mas principalmente agora, não vão mais funcionar.

    rnAté agora nada tem dado certo. Vai piorar. Camarinha fez de tudo nos dois anos para calar jornal e rádios e especialmente esse jornalista.

    rnChegou às raias da loucura quando o bando criminoso do grupo político ultrapassou os limites da bestialidade e invadiu jornal e rádios para incendiá-los.

    rnAfetou a estrutura das empresas, deu prejuízo sem precedentes, mas a força da comunicação e da verdade está vencendo e superando o império do mal.

    rnO ex-prefeito tenta desqualificar-me, faz de tudo mas vai caindo em desgraça. Mas as investigações, as provas, as circunstâncias, as prisões, as testemunhas, que delinearam o caso na Polícia Civil e acabaram nesse primeira fase ganhando a formalização de denúncias do Ministério Público aceitas pelo Poder Judiciário colocam tudo em seus devidos lugares.

    José Ursílio

  • 21 out 2005 /  Atentado, Sem categoria

    Uma rede de intriga, disputa pelo poder, exploração e crimes que passam pelo escabroso caso de pedofilia e pelo violento atentado contra o jornal e rádios. No centro do escândalo a família Camarinha: o pai, o ex-prefeito Abelardo Camarinha, e o filho, o deputado estadual Vinícius Camarinha.



    É assim que a Rede Bandeirantes de Televisão apresentou na madrugada de hoje no Jornal da Noite, a partir de 0h30, a atuação do grupo político envolvido nos principais casos de des¬mandos e desmoralização na cidade.


    A reportagem foi apresentada em duas etapas. Hoje haverá mais informações, sempre a partir de meia-noite.


    O programa, apresentado por Roberto Cabrini, jornalista premiado e considerado um dos melhores repórteres investigativos do mundo, mostrou Marília como uma cidade marcada “por uma briga selvagem”. “Uma das principais cidades país”, diz a reportagem, vive uma “guerra brutal”.


    O escândalo da pedofilia começou com a prisão de duas prostitutas acusadas de agenciar os encontros. Elas são mostradas na reportagem, uma delas identificada pela principal adolescente envolvida no caso, N.


    Marcos Ribeiro, amigo pessoal de Camarinha, ex-assessor e ex-diretor da Codemar no mandato do ex-prefeito, é um dos principais acusados. Ele está foragido da justiça, com mandado de prisão decretada.


    Enquanto as denúncias eram apresentadas a cidade sofreu inesperada pane no sistema de energia, que deixou diversos bairros nas zonas norte e leste sem luz e, óbvio, sem sinal de TV. A CPFL mantinha apenas atendimento eletrônico e não explicou a pane.


    Segundo Cabrini a disputa envolve acusações de jogo de interesses, corrupção de menores e suborno de testemunhas “cercadas de muitos mistérios”.


    O jornalista José Ursílio, ouvido por Cabrini, disse na reportagem que o mais alarmante é a postura do ex-prefeito em continuar achando que é o dono da cidade.


    Ursílio defendeu envol¬vimento de uma força de investigação, que inclua Polícia Federal e Procuradoria na apuração de todos os casos.


    Hoje, após a exibição da reportagem, disse que o império do mal vai cair na cidade. “A reportagem deve ser sustentação para reabrir apuração, para reabrir denúncia de corrupção na polícia e judiciário”, disse o jornalista. Informou que a reportagem será reproduzida na cidade para divulgar as informações dos escândalos.


    “A partir de hoje o império do mal, a corrupção, a exploração vão cair”, destacou.


    Cabrini apresentou fitas, depoimentos, gravações sobre o escândalo da pedofilia, especialmente versão de uma das adolescentes exploradas no caso.


    São mostradas duas versões do depoimento: a primeira, gravada pelo grupo do suplente de Vinícius na assembléia, em que ela acusa o deputado e o pai por envolvimento na pedofilia. A outra, gravada pelo grupo de Cama¬rinha, desmente a versão.


    “Eles compram tudo. Compram delegado, compram juiz. Compram tudo”, diz a menina na primeira gravação. “No centro dos acontecimentos está a família Camarinha”, completa Cabrini.


    O Jornal da Noite também apresentou Marília como uma cidade “dominada por clãs familiares” em que “medo, ameaça e silencio aparecem como leis”.


    O jornalista esteve na casa da menina, ouviu envolvidos dos dois lados, inclusive a família Camarinha.


    A introdução das respostas de Abelardo e seu filho são reveladoras: “eles fazem o que podem para não falar sobre o assunto”.

    A Band considera as denúncias graves, “cheias de detalhes” e pergunta ao ex-prefeito: aonde vai dar isso. “Na lata do lixo”, diz Camarinha. Vinícius repete que “nunca viu a menina” e afirma que não contratou prostituta nenhuma: “tenho namorada, sou feliz.”

  • 19 out 2005 /  Atentado

    César de Almeida Neto, tio de Vinícius Camarinha, é o dono mas cedeu o uso – de forma gratuita – a Antonio Albertoni, o Tonhão, um dos amigos mais próximos do ex-prefeito Camarinha. É esse o quadro de propriedade, posse e controle do escritório político da família Camarinha na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes.



    O prédio foi usado como Quartel General para o atentado contra o Jornal Diário e as rádios Dirceu AM e Diário FM, dia 8 de setembro, segundo depoimento de Anderson Ricardo Lopes, o Ricardinho, réu confesso no caso.


    Além da denúncia, a polícia encontrou no prédio restos de tecido iguais ao usado no atentado e um caminhão em nome de Amarildo Barbosa, denunciado por participação no crime e foragido da Justiça desde o dia 8.


    O registro em nome de Almeida Neto, irmão da ex-mulher de Camarinha, Maria Paula de Moraes Almeida, aproxima ainda mais o caso da família.


    Neto, como é conhecido, já prestou depoimento à polícia e disse que apesar de ser o dono não vem usando o prédio. Disse que cedeu de forma gratuita a exploração do espaço a Tonhão Albertoni.


    Nomeado Vice-presidente da Emdurb, Tonhão é uma das companhias preferidas do ex-prefeito Camarinha na cidade. É também acusado em processo para investigar crime de ameaça cometido contra o empresário Marcelo Pelúcio durante a campanha eleitoral do ano passado.


    O delegado seccional de Polícia, Roberto Terraz, disse ontem que nos próximos dias Tonhão será chamado para prestar depoimento e informar em que condições explora o prédio e como ele foi cedido à família Camarinha. O objetivo é, caso confirmado o uso do imóvel como QG do atentado, estabelecer todos que possam ter participação na organização do crime.


    RICARDINHO


    Além de Almeida Neto, a polícia ouviu ontem depoimento da namorada de Ricardinho – não identificada. Ela disse aos policiais que na madrugada do atentado ele saiu de casa depois que dois homens em um carro preto foram buscá-lo em casa.


    A polícia não divulgou os nomes dos dois homens, mas o depoimento desmonta a farsa de que Ricardinho ficou a madrugada toda em casa.


    Ricardinho já havia confessado a amigos e familiares sua participação no crime. Chegou a escrever uma carta mostrando estar com medo de ser morto em “queima de arquivo” e fugiu. Foi preso em São Paulo e confirmou tudo à polícia.


    Depois, já em Marília e em contato com os advogados da família Camarinha, ele decidiu mudar seu depoimento. O testemunho da namorada desmonta essa tentativa.

  • 18 out 2005 /  Atentado

    A Câmara de Quintana aprovou por unanimidade requerimento do vereador Fernando Nery de Souza Campos com repúdio contra o atentado praticado contra o jornal e rádios. É a terceira Câmara na região a aprovar moção de apoio às empresas.



    No final de semana o jornal recebeu ainda visitas e o apoio do médico César Augusto Gelsi e o jornalista Nelson Gonçalves, ambos marilienses e hoje residentes em São José do Rio Preto.


    Os dois já haviam enviado manifestações de apoio, mas estiveram no prédio pela primeira vez. Ambos ficaram chocados com o que viram.


    “Fiquei deprimido ao saber do que o ser humano pode ser capaz. Esse monopólio tem que acabar”, afirmou César. “Fiquei estarrecido e emocionado. Trabalhei no prédio quando era Óticas Iguatemy e depois trabalhei no Diário Marília News e no Correio”, completou Nelson.


    Gelsi é vereador pelo PSDB em Rio Preto e Nelson atua como assessor de imprensa da Câmara na cidade, além de ser delegado do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.


    “Temos mantido as direções do sindicato e da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) informadas sobre o caso. A direção da Fenaj mandou um ofício ao secretário de segurança Saulo de Castro Abreu Filho e ao ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos para que acompanhem o caso e as investigações”, informou Nelson.

    O jornalista ressaltou que essas duas entidades estão pressionando para que o caso do incêndio criminoso contra a CMN seja esclarecido e que os responsáveis pelo ato e os mandantes sejam punidos.

  • 16 out 2005 /  Atentado

    O programa Opinião Livre, do Canal 9 da TVC Oeste Paulista, reprisa hoje às 12h, debate sobre o atentado contra o Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM, que foi ao ar sexta-feira, ao vivo, repercutindo o pedido de prisão de Rafael Camarinha.



    Participaram do debate o delegado Roberto Terraz, o criminalista José Claudio Bravos e o deputado estadual Joseph Zuza.


    O programa vai ao ar todos os dias, a partir das 12h, sempre abordando tema em evidência na cidade. Há cerca de um mês os debates giram em torno do atentado. Na sexta-feira, bateu recorde de audiência e participação ao vivo dos telespectadores.


    A maioria das perguntas foi relacionada à situação de Rafael Camarinha. Segundo o delegado Terraz e o advogado Bravos, as evidências contra Rafael agravam as suspeitas contra seu pai, o ex-prefeito Abelardo Camarinha.


    José Claudio disse que desde o surgimento das primeiras provas o ex-prefeito apareceu no caso como uma raposa flagrada com a boca cheia de penas mas que nega ter comido as galinhas.

    Para o criminalista, agora já é possível dizer que uma autópsia, agora, vai constatar as galinhas comidas no bucho da raposa.