O juiz José Roberto Nogueira Nascimento, da 1ª Vara Criminal de Marília, recebe hoje parecer do Ministério Público para manter presos Bruno Gaudêncio Coércio, Amarildo Barbosa e Amauri Delábio Campoy, três acusados de participarem do atentado contra a CMN (Central Marília Notícias). Os promotores anexaram manifesto do Núcleo de Direitos Humanos com mais de 1.500 nomes, o que atesta a comoção provocada pelo atentado. Também argumentam que os acusados já permaneceram foragidos por vários dias, além de citar o que consideram um “deboche” contra a Justiça: a apresentação de Bruno e Amarildo durante período eleitoral. Protegidos pela lei eleitoral, os dois desfilaram em Marília por sete dias. Amarildo foi inclusive passear à noite, depois das 23h, para comer pizza com o ex-prefeito Abelardo Camarinha (suspeito de ser mandante do crime) em restaurante do centro. O documento do MP tem seis páginas é assinado pelos promotores Celso Bellinetti Júnior e José Bento Campos Guimarães. “Os promotores de Justiça continuam a entender que os réus não são merecedores da liberdade”, segundo consta em trecho do documento. Os promotores fundamentaram o parecer em três pontos: gravidade dos delitos e periculosidade dos seus autores, necessidade de garantia para a aplicação da lei penal e necessidade da preservação da ordem pública. Segundo o documento, comprovados os indícios de autoria dos acusados no crime de roubo, considerado delito de extrema gravidade, a permanência deles em liberdade pode compromete a ordem pública. Bruno, Amarildo e Amauri completam hoje 35 dias presos. Eles estão detidos no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Bauru. Os advogados pediram a revogação da prisão dos três acusados argumentando que a prova de acusação já foi concluída. Também completaram o pedido afirmando que os clientes possuem residência e emprego com endereço fixo e que nenhum deles apresenta condenação anterior. Um dos advogados de defesa pediu ontem à tarde para examinar o processo após a manifestação do promotor, por isso ainda não começou a correr o prazo para decisão do juiz. Assim que tenha o processo em mãos, José Roberto Nascimento tem 48 horas para emitir sua decisão.
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30 nov 2005 / Atentado
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29 nov 2005 / Atentado
O Ministério Público recebeu sexta-feira cópia do manifesto do Núcleo de Direitos Humanos contra atentado do dia 8 de setembro contra o jornal Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM. O documento tem em torno de 1.500 nomes.
As assinaturas foram recolhidas em igrejas, entidades de classe e universidades durante mais de dois meses. O manifesto repudia e condena com veemência o atentado contra a liberdade de expressão.
O manifesto foi entregue aos promotores José Bento Campos Guimarães e Celso Bellinetti Júnior, que estudam anexá-lo ao processo que investiga os autores do atentado.
É assinado por autoridades, políticos e 12 dos 13 vereadores da cidade, além do bispo dom Osvaldo Giuntini e outros líderes religiosos e de bairro.
Segundo o núcleo, o manifesto surgiu da pretensão para discutir a importância pedagógica que a mídia exerce sobre a disseminação dos conhecimentos acerca dos direitos humanos, bem como instituições e mecanismos de proteção aos direitos de todos.
“Justamente no período de realização do evento, o ato de terrorismo e a tentativa de cerceamento da livre expressão aconteceu em Marília, num atentado contra a democracia do município”, escreve ofício entregue ao MP.
O documento foi apresentado em seminário de direitos humanos, discutido em eventos do Núcleo e encontros comunitários.
“Assim, encaminhamos aos senhores o resultado desse manifesto para que tomem conhecimento acerca do posicionamento da sociedade civil que almeja que a justiça seja cumprida”, completa o manifesto.
Segundo Luiz Eduardo Dias, membro do núcleo, ainda existe o projeto para se promover debates sobre o atentado, de forma que ele não caia no esquecimento.
O Núcleo de Direitos Humanos, que combate o desrespeito aos diretos individuais e coletivos dos cidadãos, existe há oito anos e vem defendendo vítimas de preconceito racial, sexual e de abusos de toda a natureza.
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27 nov 2005 / Atentado, Fique Ligado
Vale tudo para salvar a pele de Abelardo Camarinha. Ele está desesperado, faz qualquer coisa, inclusive entregar ao sacrifício os três protegidos já presos e denunciados por envolvimento no atentado. Quer safar-se e, se possível, safar o filho, Rafael Camarinha, no segundo processo que o caso deve criar. Mas está difícil.
rnO falastrão João Simão Neto foi contratado para tentar livrar Rafael Almeida Camarinha de responder pela participação no atentado contra jornal e rádios. Falhou e o almofadinha vai ser indiciado.
rnÉ sempre assim: na hora do crime os bandidos se unem, há premeditação, planejamento, execução e todos teoricamente são iguais na partilha.
rnMas quando a casa cai e o império desmorona, como agora, começa o salve-se quem puder. Chefão e protegidos querem mesmo é salvar a pele e os outros que paguem pelos crimes, que se ardam.
rnA covardia de Abelardo não tem tamanho. Está fazendo encenação de bastidores, está enganando as famílias da parte de seu bando que está presa, mas o que ele tenta mesmo é preservar o próprio rabo, que desde 8 de setembro está pegando fogo.
rnAbelardo é uma fraude política e juntou-se a uma fraude jurídica. João Simão prometeu um pouco de tudo, mas só pegou o dinheiro e não entregou nada até agora.
rnFica jactando-se, insinua que tem a polícia nas mãos, que influencia o judiciário, mas vende o que não pode entregar e criou uma lenda, falseia contra as instituições, caracteriza estelionato: oferece o que não pode dar e obtém vantagem patrimonial.
rnMas o esforço de enrolação não se limita mais às mentiras no processo ou na polícia. A semana que passou foi rica em movimentação para enrolar as famílias dos protegidos presos, mais que desanimadas com o resultado da barbaridade cometida.
rnO que move o sentimento dessa gente toda é o dinheiro sujo que Abelardo usa para ludibriar a ralé que levita ao seu lado. Sustenta a todos de migalhas, de empreguinhos, de almocinhos, de festinhas, risadinhas e piadinhas, umas asneiras notabilizadas na roda de Camarinha pelo bufão Carlos Coércio, o Guru.
rnComo pode um sujeito deixar o filho de 22 anos se envolver em tantos crimes, pancadarias como ocorreu na campanha eleitoral do ano passado?
rnComo pode um pai deixar o próprio filho se juntar a bandidos de alta periculosidade e outros imbecis de plantão para que pudessem cometer atentado criminoso e incendiário?
rnMas que pai é que deixa o filho ficar foragido das acusações por 41 dias? Que pai é esse que deixa o filho ficar na cadeia acobertando a parte rica de comparsas que fica perambulando pelas ruas – e não é só o chefão e o filho almofadinha, mas o próprio resto da ralé que ainda não foi pega?
rnQue pai é esse bufão que vende e entrega o próprio filho de 22 anos?
rnQuanto mais o cidadão de bem pensa, mais fica decepcionado com essa gente que levita em torno de Abelardo.
rnDigo do Bruno porque os outros dois são lixo do lixo.
rnEsse Amaury Delábio Campoy além de ser um bate pau de Abelardo, nunca produziu nada na vida. É um indigente mental.
rnFoi um jogadorzinho de baralho, dono de muquifo para lamber o saco do patrão que lhe deu carguinho sem concurso na Prefeitura onde recebia sem nunca ter trabalhado.
rnNão passa de um frustrado medíocre. Mesmo pego em flagrante, pois entrou na empresa sem capuz e foi filmado, o sujeito continua fazendo o que o patrão manda e disse em juízo que quem mandou colocar fogo na empresa fui eu. Retardado, como o próprio Abelardo o classifica.
rnJá o outro bate pau Amarildo Barbosa, não vale hoje nem mais por aquele lado folclórico de trejeitos de sambista. Atrás daquele que deveria ter mínimo de decência está um bandido que entrava e saía da empresa, se dizia amigo de vários funcionários e num único golpe quase acabou com o ganha pão de 230 famílias. Malandro e imbecil.
rnEntão, Amaury e Amarildo são dois comparsas com vida definida. Velhacos sempre viveram de adoração inconseqüente de Abelardo.
rnA maior lição e símbolo contra o sentimento de impunidade falsamente implantado pela escola abelardiana de maus costumes surgiu na terça-feira, dia 22, no Fórum e depois na repercussão junto às imagens de tevês e fotos de jornais.
rnBruno, Amarildo e Amauri com as cabeças raspadas, algemados e vestindo macacão laranja. É assim que vêem os dias passar. E ainda nem foram condenados. São penas que podem chegar a 11 anos.
rnSe esse é o formato da punição, que seja cumprido o ordenamento jurídico. Mas isso não é o suficiente, uns poucos estão pagando, falta o resto da quadrilha responder.
rnFalta Abelardo e Rafael serem pegos, até porque no fogo do dia 8 eles colocaram a mão, estão envolvidos até o pescoço no atentado.
Dinheiro sujo na lavanderiarnrnrnrnEstá na hora de acabar com a lavanderia abelardiana. Os crimes de lavagem e ocultação de bens, direitos e valores precisa ser investigada por uma ação coordenada de várias instituições estaduais e federais.
rnO chefão do caixa dois e esquemas escusos, Carlos Umberto Garrossino, controla há 8 anos a máquina de recebimento e achaque de comissões em cima de toda e qualquer compra e contratação de serviço e obras públicas em Marília.
rnAlém dos milhões de dólares escondidos Abelardo Camarinha vangloria-se de nada ter em sua declaração de renda que possa ser indisponível pela Justiça para eventual devolução e ressarcimento de danos contra o patrimônio e os cofres públicos.
rnA ocultação de valores de Abelardo só poderia ser identificada através de operações maiores e mais minuciosas, tanto assim que Paulo Salim Maluf conseguiu escapar durante quase 30 anos, mas finalmente o Ministério Público identificou seus milhões e milhões no Exterior em contas cifradas.
rnMas no caso de Carlos Umberto Garrossino, uma ação coordenada entre Polícia Federal, Receita Federal, Procuradoria Geral da República pode muito bem identificar parentes e incorporadoras de fachada que servem para lavar parte dos milhões desviados dos cofres da Prefeitura de Marília.
rnA demonstração e evidência de riqueza incompatíveis com a renda é surpreendente nos últimos dois anos e basta verificação mais minuciosa que dependeria dessa operação coordenada entre instituições de fiscalização.
rnDezenas de imóveis caros foram comprados por Garrossino e na tentativa de blindar patrimônio foram usados vários artifícios. Foram gastos mais de três milhões de reais na compra de imóveis em regiões central e nobres de Marília.
rnRuas São Luiz e Coronel José Braz, avenida Tiradentes, jardins Esmeralda e Tropical, são apenas alguns endereços de prédios residenciais e comerciais que serviram para Carlos Umberto Garrossino desovar dinheiro e promover renda com aquilo que angariou na sua performance de chefe de Gabinete e todo poderoso da administração Camarinha.
rnMas não é só. A lavanderia controlada por ele se expandiu para o setor agropecuário com fazendas em Oriente e Getulina e compra e venda de boiadas e festas nababescas para contar vantagens e contentar a plebe que o acompanha nas baladas noturnas e festas de peão na região.
rnFicou conhecido como ?bigode da mala? de dinheiro, acostumado que ficou a desfilar com pacotes e pacotes de notas de cinqüenta reais e companhias de gente suspeita e da pior espécie possível.
rnMas o dinheiro sujo que controla não serve só para seu deleite e do entorno de aspones e asseclas. É ele o pagador das contas escusas da política e de bancar os caprichos do patrão Abelardo e dos gastos do almofadinha Rafael.
rnTanto assim que apesar de estar secretário da Administração da Prefeitura na administração de Mário Bulgarelli, ele passa agora o tempo todo entre o apartamento de Camarinha no Royal Garden na avenida Santo Antonio, o escritório do falastrão João Simão Neto e o escritório no prédio Nações Unidas.
rnAs contas e mais contas da tentativa de proteger a quadrilha e o bando armado que cometeu o atentado contra o jornal e as rádios são todas cacifadas pelo chefão do caixa dois.
rnIsso porque o charlatão Garrossino e o professor de Deus Abelardo dizem que nada têm de participação e mando no crime. Têm razão, assim como também acreditam que o sol não existe.
rnNa semana passada por exemplo o charlatão fez um depósito de 15 mil reais numa determinada conta bancária que dentro dos próximos dias vai desmascarar mais uma extorsão sem precedentes.
rnMas toda essa estruturapodre poderá ser desmontada se as investigações avançarem através de ação coordenada das instituições. A sustentação e o ponto de partida de tudo já está em mais de 136 procedimentos entre ações e processos que tramitam no Judiciário, seja em primeira e segunda instâncias.
rnHá dezenas de testemunhas, provas e indicações de pessoas que podem mostrar onde e como foram feitas as operações de lavagem e ocultação de bens, direitos e valores e Camarinha e Garrossino como Maluf e Al Capone vão sim responder pelos crimes que já cometeram.
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23 nov 2005 / Sem categoria
Novas informações para desmontar álibi dos acusados, confirmação de provas produzidas, reconhecimento do carro, detalhes sobre os depoimentos e informações apresentadas pelo réu confesso Amauri Delábio Campoy.
Foi assim audiência que ouviu testemunhas ontem para o processo que investiga incêndio criminoso, roubo e formação de quadrilha no atentado contra o Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM.
Mais que complicar a vida dos acusados as informações confirmam o envolvimento do grupo político do ex-prefeito Abelardo Camarinha no crime. Camarinha é apontado como principal suspeito de contratar o atentado como forma de calar o jornal e as rádios, que passaram a divulgar mazelas e fraudes de sua administração.
Há alguns destaques nas informações, como depoimento de um investigador de polícia para confirmar que Amarildo Barbosa estava na cidade logo após o crime, o que desmonta a mentira da viagem ao Paraguai. O investigador Jair Rubira ouviu da empregada de Amarildo que ele estava na cidade.
O advogado de Amarildo, Carlos Credêndio, não soube explicar a informação. “Isso é problema da empregada”, disse. Ele considerou a audiência positiva.
O delegado José Carlos Costa também apresentou um depoimento detalhista que confirma as evidências e testemunhos de que Amarildo estava na cidade dia 8. Assim, não houve a viagem fraudulenta ao Paraguai e nem a passagem pela cidade de Califórnia, no Paraná.
Pior. O álibi de Amarildo é o mesmo de Bruno Gaudêncio Coércio, outro acusado pelo crime. E se não houve a viagem, ficam os dois sem alegação.
Os dois e o outro acusado preso, Amauri Delabio Campoy, chegaram ao fórum às 12h39 em uma viatura da DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
Todos usavam macacões amarelos – obrigatórios no centro de detenção provisória de Bauru-, cabelo raspado na máquina zero e algemas. Eles acompanharam todos os depoimentos.
Mais. Um vigia noturno, a primeira pessoa a ser ouvida, confirmou que o Celta branco visto no dia dos atentados parado de madrugada na São Luiz é o mesmo carro apreendido na vaga de estacionamento no apartamento de Amarildo.
A participação de Bruno Gaudêncio foi reforçada com o depoimento dos policiais militares que atuaram na prisão de Amauri Campoy.
Tanto o tenente José Thomaz Costa Júnior como o policial Júlio Eurinidio dizem que no momento de sua prisão Amauri confessou e delatou Bruno Coércio.
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22 nov 2005 / Atentado
Testemunhas de acusação vão depor hoje para confirmar todas as informações e provas já reunidas no processo que investiga incêndio criminoso, roubo e formação de quadrilha no atentado contra o prédio do Diário e das rádios Diário FM e Dirceu AM.
Serão ouvidos policiais envolvidos na apuração, representantes das empresas e pessoas que viram a movimentação em torno do Diário na madrugada do atentado. Os indiciados, Bruno Gaudêncio Coércio, Amarildo Barbosa e Amaury Campoy, estarão na audiência vindos do Centro de Detenção Provisória, de Bauru, segundo o Ministério Público.
As testemunhas chamadas ajudaram a confirmar provas. Reconheceram os carros de Amarildo e Amauri Campoy como os usados no crime e ainda identificaram Bruno como responsável por comprar gasolina e encher galões.
Por isso, os depoimentos não devem representar inovação no caso. As novidades estão surgindo através de depoimentos, provas e novos documentos da Polícia Civil reunidos a partir da investigação do segundo inquérito do caso.
A defesa deve fazer novo pedido de liberdade provisória. O primeiro, feito na audiência de interrogatório dos acusados, foi recusado. Ministério Público já adiantou que deve ser manifestar conta o pedido, especialmente porque Bruno e Amarildo passaram 41 dias fugindo.
Inicialmente os três ficaram detidos na cadeia de Pompéia e hoje estão presos no CDP (Centro de Detenção Provisória) em Bauru.
A audiência está marcada para 13h e deve ser feita no salão do Júri Popular. A audiência será presidida pelo juiz José Roberto Nogueira Nascimento.
Estão arroladas 15 testemunhas, mais duas vítimas, entre elas policiais que efetuaram a prisão em flagrante de Amauri Campoy, policiais civis que acompanharam o seu depoimento na delegacia, o porteiro agredido pelos bandidos no dia do atentado e os diretores da CMN (Central Marília Notícias), Carlos Francisco Cardoso e José Ursílio.
O promotor Celso Bellinetti Júnior afirmou que acusação espera reproduzir hoje as provas levantadas durante as investigações policiais.
As testemunhas serão ouvidas lado a lado com os três réus. Caso alguma delas sinta-se constrangida, pode pedir para que os réus deixem o salão enquanto durar o seu depoimento.
O juiz faz as perguntas que acha conveniente e depois passa a vez para a acusação formular suas questões. Em seguida é a vez da defesa. A projeção é de que a audiência termine por volta de 16h. -
20 nov 2005 / Fique Ligado
Esse é marco histórico e emblemático da cidade e nada como discutir com liberdades, igualdades e pluralismo as mazelas de seus mandantes e poderosos. Que bom que das cinzas do incêndio contra jornal e rádios tenha ressurgido o momento de tudo ser passado a limpo e que todos arquem com ônus e bônus, sem medos.
rnA linha editorial do jornal e rádios oscilaram sim em toda trajetória, tivemos retrocessos e avanços próprios dos reflexos do conjunto da sociedade. rnMas esse é um momento especial.
rnNunca a cidade teve tão expostos seus problemas ligados à administração e gestão pública municipal, nunca os líderes e mandantes foram tão investigados, nunca os acusados e denunciados foram tão vigiados, foram tão obrigados a prestar contas à coletividade, polícias, promotores e Justiça.
rnA superexposição é benéfica, o saldo será positivo. Vai sobrar quem conseguir mostrar a verdade, estiver na legalidade, ter e exercer mínimo de dignidade, assumir defeitos e não reproduzi-los.
rnInfelizmente não é assim que se comportam homens públicos como Abelardo Camarinha que passou boa parte da vida pública escolhido que foi como líder mas que está acabando e vai passar para a história como a maior fraude de todas as épocas. Isso se for avaliado só pelas mazelas que produziu até agora.
rnTinha sim poder de persuasão, carisma, vocação bem acabada de populista e por isso se fez em carreira.
rnMas achou que a tudo podia, que era invencível, que seu império do malsempre poderia aniquilar quem ousasse dele discordar.
rnOusar pensar que poderia ter tudo e todos a seus pés, que a truculência, o jogo sujo, a corrupção, os recadinhos, as ameaças, pudessem sempre manter a cidade como seu feudo. Errou como todo ditadorzinho barato erra quando acredita mesmo ser um iluminado, um professor de Deus.
rnAquele que poderia ter currículo promissor comprovou-se uma fraude, hoje com mais de 136 procedimentos entre ações e processos cíveis e criminais e mandante de um atentado sem precedentes, do qual nunca se livrará mesmo que seja apenas perante o julgamento popular e de Deus.
rnO caráter doentio de Abelardo juntou-se há 80 dias ao falastrão João Simão Neto, que está sempre onde existe um grande caso a ser investigado, especialista que diz ter virado em reconstruir versões e até remover montanhas para mudar o ordenamento jurídico e judicial.
rnA máquina da escola abelardiana se juntou a bem acabado crime organizado. Seria possível demonizar Jesus Cristo num tribunal e tornar o satanás um santo.
rnMas o marco emblemático da cidade é justamente a possibilidade de desfigurar esse mando, esse desrespeito a direitos e deveres, a igualdade e justiça.
rnAs instituições estão sim com defeitos, mas estão sim cheias de gente séria, com mínimo de vontade, com sensação que é preciso melhorar tudo senão para essa geração, pelo menos para a próxima.
rnMinhas experiências de vida, minha performance de jornalista, de diretor executivo de jornal e rádios e principalmente em conseqüência do atentado criminoso e incendiário, têm me estimulado a radicalizar na defesa das causas das liberdades e igualdades.
rnNão é apenas a atuação nas investigações do caso do atentado, mas o acompanhamento que faço do trabalho de agentes públicos e autoridades que vou defender instituições como as polícias civil e militar, o Ministério Público, o Judiciário, o próprio Executivo e Legislativo.
rnComo no meio dos jornalistas temos nossas falhas e deficiências, incorremos a erros, as demais instituições também enfrentam esses problemas. Mas precisamos vigiar, ter a coragem de avançar, de expor mazelas, extirpar bandidos, afastar e punir corruptos.
rnHá muitos intocáveis que até cometem deslizes, mas acima de tudo querem o bem comum mínimo. Esse é o momento, faça sua parte, por menor que ela possa parecer é fundamental.
Chega de corrupção, Camarinha!
rnrnAbelardo Camarinha é um homem de 50 milhões de dólares. Praticamente nada em patrimônio, mas em caixas de notas de verdinhas, daquelas que um dia guardadas nunca mais serão expostas à luz do dia.
rnSe passa quase por um miserável, ele mesmo faz questão de reclamar e dizer que nada tem. Tudo para zombar das ações e processos que responde, não tem um ratinho para dar veneno, se necessário fosse devolver algum dinheiro do muito que é acusado na roubalheira de 20 anos.
rnMas ninguém é mais sovina que Abelardo, nesses tempos que precisa gastar muito está desesperado, quase mendigando para todos que dele se aproximam e ou estão à sua volta.
rnPior é que as falcatruas que Carlos Umberto Garrossino está cometendo contra os cofres da Prefeitura de Marília nesse momento não serão respondidas por Abelardo ou o sujeito que comanda os esquemas escusos e caixa dois do grupo político e bando armado.
rnO prefeito Mário Bulgarelli e o vice Luiz Eduardo Nardi precisam acordar, são eles que vão responder por tudo desde o dia primeiro de janeiro desse ano.
rnBulgarelli está tendo a oportunidade de mostrar que não é marionete de Abelardo, que a roubalheira vai deixar de existir, mas por enquanto ele está sendo traído por parte de seu próprio secretariado.
rnBulgarelli pode até achar que tudo que está assinando está correto, que a administração é sua. Mas o prefeito infelizmente não tem condições de vigiar a maior parte da administração.
rnA estrutura da Prefeitura não está sendo usada apenas em relação aos empregadinhos fantasmas de Camarinha e Garrossino. Até porque Bulgarelli consertou essa parte nas últimas semanas e isso todos acompanhamos, a máquina administrativa de Marília, sabemos melhorou.
rnMas há um bando de vagabundos perambulando pela cidade na tentativa de puxar o saco dos chefetes Abelardo e Garrossino, todos eles com salários entre R$ 800,00 e R$ 1.800,00.
rnNão é só. A fábrica de notas frias instalada por Garrossino nos últimos oito anos para desviar dinheiro dos cofres da Prefeitura continua funcionando.
rnPrefeito Bulgarelli, os órgãos de fiscalização e investigação estão acompanhando, é preciso controlar e eliminar quem está minando a administração por conta da pressão indevida de Abelardo.
rnNão é possível admitir que a conta da defesa do bando seja paga pelos cofres da Prefeitura através de subterfúgios que bem conhecemos e que na hora certa vão ser denunciados.
rnNa semana passada Camarinha e o comparsa Garrossino fizeram escândalo, pressão sobre Bulgarelli e Nardi e todo bastidor da Prefeitura ficou sabendo. Foi um ti-ti-ti, só ironias até mesmo do bando de asseclas que deveria nesse momento ter mais lealdade para com o atual chefe do Executivo.
rnO que Abelardo e o tal Garrossino queriam? Dinheiro, geração de recursos. Espernearam e parece que conseguiram fazer alguns negocinhos andar.
rnQuem está no comando do esquema ainda é Garrossino.
rnTenho maior respeito pelo esforço de Bulgarelli, do homem íntegro que é chefe de gabinete Nelson Virgílio Grancieri e até pelo secretário da Fazenda Oswaldo Vilela, mas eles estão rendidos pela máquina controlada pela escola abelardiana de maus costumes.
rnPode ser provado o que estou anunciando e agora só uma pista para acabar aqui com duas concorrências engendradas pelo chefão Garrossino e enfiadas goela abaixo de Bulgarelli por Abelardo.
rnSó primeiro aviso e sinal amarelo de alerta sério à atual administração.
rnSão duas concorrências para contratar serviços gráficos na Prefeitura. Em que secretaria? Da Administração? Quem é o sujeito que por ela responde? Carlos Umberto Garrossino. Vão sair as notas, os pagamentos e muito pouco dos serviços vai aparecer.
rnO pulo do gato e da rataiada é muito maior, mas como o negócio é armar a ratoeira, a cidade, os cidadãos de bem e do bem só esperam que não aconteça agora o que aconteceu com os cofres da Prefeitura nos oito anos anteriores.
rnCamarinha tem e deve proteger sua família, seus afilhados, a malandragem toda que está a seu serviço. Os asseclas e bate-paus estão trabalhando e têm todo direito às migalhas.
rnMas tudo tem que ser tirado dos cofres, trocados os dólares e não contaminar a administração de Bulgarelli sob a pretensa justificativa que continua existindo umgrupo político, com Camarinha liderando.
rnAfinal Bulgarelli e pelo menos uma parte dos homens de bem, dos técnicos de confiança, de secretários, de coordenadores, devem rejeitar o bando armado de Abelardo.
rnEles devem mostrar repugnância pelos métodos escusos, truculência, ódio e mentiras e agirem dentro de mínimo de ética enquanto gestores públicos.
rnCamarinha não quer gastar seus milhões, que faça Carlos Umberto Garrossino desovar algumas das dezenas de imóveis que ele comprou nos últimos dois anos para lavar o dinheiro que arrecadou.
rnAfinal se ele pensa que vai fugir do fisco colocando seus imóveis em nomes de empresas terceirizadas e incorporadoras de mercado imobiliário e outros artifícios, pode ir tirando o cavalinho da chuva porque a falcatrua já está sendo investigada.
rnFoi uma festa nababesca, de marajá, (Quase R$ 3 milhões) o tanto de imóveis comprados nos últimos meses na São Luiz, Coronel José Braz, Esmeralda, Tropical e até parte do prédio da antiga Melhoramentos. Dá para desovar muita coisa para pagamento dos serviçais de plantão. Sem contar as centenas e centenas de bois nas fazendas em Oriente e Getulina.
rnO falastrão João Simão Neto metido a receber antes pelo serviço caro que sempre presta já deve estar com a burra cheia, afinal não é sempre que aparece um cliente de um milhão de reais.
rnAgora, o que não pode e ninguém mais admite é que além da estrutura de empregadinhos, correspondências, telefones e outros serviços, Bulgarelli não coíba a produção de concorrências, licitações e até notinhas fiscais de oito mil para acudir o jogo sujo de Abelardo e Garrossino.
José Ursíliorn
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13 nov 2005 / Fique Ligado
Há uma guerra de forças desiguais e é repugnante reconhecer que esse seja o quadro. Investigação, diligências e tramitação processual isentas estão divididas e infiltradas por escandaloso esquema de mentiras, corrupção, extorsão e até uso indevido de instituições.
rnÉ a briga de Davi contra Golias, do centavo contra milhão, do exército do mal contra o cidadão desarmado. O funcionamento bem acabado de governo paralelo misturado a crime organizado.
rnNão faltava mais nada para piorar o perfil de desmandos que atolou a cidade nos últimos anos num clima de terror e truculência para que uns poucos tentassem se perpetuar no poder e na roubalheira de parte das riquezas que deveriam ser da coletividade.
rnO próprio grupo político e bando armado de Abelardo Camarinha disseminou na última semana a comprovação de que há infiltração não apenas nas instituições políticas do Executivo e Legislativo, mas está em pleno funcionamento um governo paralelo que usa e abusa das estruturas públicas.
rnO ex-prefeito comanda um bando de gente, na maioria desqualificada, que vai participando deuma lista de crimes e tem a reveladora presença dos mesmos envolvidos a cada novo escândalo, a cada novo ataque para proteger e ampliar esse poder paralelo.
rnO bando produz crimes, monta fraudes, forja acusações, envolve inocentes. No meio disso, espalham-se crimes de coação de testemunhas, ameaça, agressões, sonegação, movimentação ilegal de fortunas, denunciação caluniosa.
rnTudo com forte esquema de segurança, abafamento de denúncias, intimidação a autoridades e produção de panfletos mentirosos. Cada assecla com uma função. Cada ato com série de crimes.
rnO atentado criminoso e incendiário contra a parte material do jornal Diário e das rádios Diário FM e Dirceu AM nem precisaria ter versão investigada com maior profundidade, tamanhos são os rastros, impressões digitais, materialidade e provas que o bando deixou para trás.
rnTodos os quadrilheiros saíram do quintal de Camarinha, de suas amizades pessoais, dos empregos públicos que ele distribuiu como se fossem seus.
rnTodos eles estão ou estiveram na folha de pagamentos da Prefeitura de Marília, do gabinete do deputado Vinícius, das baladas comandadas por Rafael.
rnAliás, o que você leitor não pode esquecer é que no primeiro processo estão apenas três acusados identificados e presos: Amauri Delábio Campoy, Amarildo Barbosa e Bruno Galdêncio Coércio.
rnNa segunda parte das investigações e que serão transformadas em ação penal nos próximos dias estarão indiciados Anderson Ricardo Lopes, o Ricardinho que foi o encapuzado que estava armado, Rafael Camarinha e pelo menosoutras três pessoas que a polícia mantém comidentificação em sigilo.
rnAlém disso, qualquer cidadão sério conhece os crimes e desmandos de anos e anos de disputas eleitorais. São as ameaças, agressões, violência, tiroteio, documentados em vários inquéritos policiais e já em ações criminais também.
rnMas veja só, a toda hora aparecem outras versões esdrúxulas. Fique atento.
rnJoão Simão, que recebeu os seus 30 dinheiros para ser protetor da família Camarinha, bateu em fotógrafo, ameaçou jornalistas e o caso parou na delegacia. Quem apareceu por lá?
rnFuncionários da prefeitura, advogados de Camarinha que têm cargos na prefeitura, asseclas pagos para montar panfletinhos na defesa do ex-prefeito, bate-paus do grupo político, todos fotografados circulando no plantão.
rnOra, qual interesse de qualquer um deles no caso?
rnProteger o bando.
rnA organização funciona assim: quando um dos envolvidos fica ameaçado pela legalidade, o grupo todo entra na intimidação às instituições. É a pressão no distrito, a movimentação para buscar e identificar testemunhas, a ameaça a quem está do outro lado ou a armação dos panfletos com acusações risíveis que não enganam ninguém, bem próprio de gente sem cérebro, vergonha e que não passa de lixo do lixo.
rnFique atento. João Simão forjou um flagrante em tramóia que contou até com falsa denúncia na Polícia Militar.
rnQuem estava acompanhando tudo?
rnCarlos Umberto Garrossino, que deveria estar trabalhando como secretário da Administração da Prefeitura de Marília.
rnOra, fosse mesmo só secretário, sem qualquer participação, qual seu interesse no caso? Proteger o bando, onde é o subchefe, o homem do Caixa 2, da coordenação dos serviços escusos que se antes só aconteciam na calada da noite e da madrugada, agora ocorrem em plena luz do dia.
rnContinua. Funcionários fantasmas de Vinícius Camarinha intimidando pessoas nas ruas ou escondendo-se para fotografar movimento na porta do jornal, como se isso fosse incomodar a alguém na empresa.
rnQual o interesse do gabinete do deputado? Intimidar. E para quê? Proteger o bando.
rnIncomoda ver essa legião de inúteis mamando nas tetas do poder público para dar suporte a uma quadrilha que intimida autoridades, ofende personalidades, destrata carreiras dignas.
rnTudo para garantir a estrutura ilícita de Abelardo Camarinha, que mantém essa chupinzada com as sobras do dinheiro sujo criado pelo governo paraleloàs custas de 30 anos de mentiras, desmandos e mazelas contra as instituições públicas.
Só faltava essa, agora eles querem me prender
rnrnÉ impressionante como a sucessão de fatos, versões, verdades e mentiras estão se misturando no atual momento de Marília e estamos no centro de tudo.
rnTentaram de todas as formas me comprar, sem resultado; tentaram de algumas formas planejar minha morte, não tiveram coragem e ou definição; agora querem de todas as formas me prender.
rnInfelizmente pelo modelo brasileiro e pelo poder do dinheiro e da corrupção, até podem conseguir.
rnO bando armado, de lacaios, asseclas, serviçais, empregadinhos de plantão, ficou pelo menos três dias dizendo em suas rodinhas que seria questão de tempo, de hora talvez, minha prisão.
rnNão sei até onde vai o poder dessa gente toda, me confesso às vezes estarrecido com tudo, mas não me renderei por absolutamente nada. Sabemos o custo de tudo, esperamos não dar mais prejuízos que já damos para meus amigos, familiares e essencialmente a todos que integram direta e indiretamente as empresas.
rnMas se os chefões Abelardo Camarinha e Carlos Umberto Garrossino e o falastrão João Simão Neto pensam que podem me calar com toda truculência que são capazes de usar, estão enganados.
rnEles armaram e não nego minha responsabilidade: quase caí numa trama que lamentavelmente terminou com a prisão de um inocente, Marcelo Alexandre Dias.
rnUsaram o Marcelo como isca numa tramóia que era destinada a me pegar.
rnUsaram Carlos Roberto Valdenebre,bate-pau, faz tudo, o braço bem acabado do banditismo que tem a marca pessoal de Carlos Umberto Garrossino.
rnÉ desses sujeitos que nada produziram na vida, a escória que todo grupo sustenta com migalhas.
rnMarcelo tem família, tem emprego, casa, relação de amigos, conversador, atencioso, acreditou naquele que se dizia amigo. Queria ajudá-lo. Queria me ajudar. Acabou traído por um bandido que nunca vai mudar de caráter.
rnMarcelo vai continuar contando com minha amizade, meu apoio e minha defesa sem qualquer medo.
rnO que aconteceu foi uma triste inversão completa de valores. O bandido de sempre vira vítima e o inocente está preso. Mas é assim que o sistema funciona quando o cidadão de bem e do bem ousa enfrentar governo paralelo e crime organizado.
rnHá injustiçados de momento e Marcelo é um deles, tipo apenas uma isca que virou bode expiatório, a quadrilha queria mesmo é tentar me pegar para me calar, no louco e desvairado desejo de vingança usando sujeira e fraudes, longe da isenção do ordenamento jurídico.
rnO episódio é apenas mais um dos muitos que virão e estão anunciados pela tropa do império do mal e que estariam armando para me destruir moralmente perante a opinião pública.
rnO clima de terror envolve as mais diversas e diferentes ameaças e intimidações, numa clara tentativa para desestruturar famílias, amigos e funcionários das empresas.
rnÉ obsceno o que é feito para tripudiar sobre a indignação da cidade.
rnNunca tive, não tenho e nunca terei a pretensão de virar mártir, muito menos bandido. Quero continuar e tenho fé em Deus hei de conseguir minha passagem como cidadão de bem e do bem.
rnNão tenho outro objetivo senão continuar exercendo a profissão de jornalista e executivo das empresas e deixar uma história de vida como pai de Matheus.
rnMais, quando tiver ido embora daqui, que eu seja lembrado como um sujeito no mínimo guerreiro em todas as causas que entrei e defendi – preferivelmente nas mais corretas, mas sem medo das devidas citações das deficiências e erros na avaliação futura.
rnÉ momento importante da história da cidade, que terá como marco emblemático agora não só o atentado contra jornal e rádios.
rnHá uma guerra que colocou em choque e xeque de um lado nossa postura firme, as empresas, valores de liberdades de expressão e pensamento e mínimo de ética e justiça.
rnDo outro lado, o poder, a manipulação e mando administrativo, político e truculento de 20 anos de liderança do ex-prefeito Abelardo Camarinha e seu grupo político e bando armado.
rnMas se Abelardo já é muito para qualquer estômago e disputa, imagine o que está sendo nosso dia a dia quando seu protetor e aliado para tudo a qualquer preço é nada menos que o advogado João Simão Neto, que há anos dispensa maiores apresentações pela sua atuação nos mundos que vive.
rnNunca abrimos mão da missão, seja ela qual fosse, exceto em situações quando descobrimos que estávamos aliados a causas perdidas e indignas.
rnAté hoje saímos de causas indevidas sem contaminação, saímos a tempo.
rnPor isso não aceitamos o assédio de interlocutores de Abelardo e Simão com ofertas de dinheiros, principalmente deles que representam dinheiro sujo.
rnO poder paralelo, o governo paralelo, o que Abelardo, Simão e o malfeitor Carlos Umberto Garrossino estão fazendo para a esdrúxula tentativa de negar premeditação, planejamento, execução e mando do atentado contra jornal e rádios é de arrepiar qualquer gangster, qualquer máfia teria inveja da metodologia.
rnÉ jogo de trama, armadilhas, fraudes, forja, mas que felizmente teve parte destruída pela legalidade das investigações das polícias civil e militar e diligências isentas e confiáveis do Ministério Público.
rnMas o poder dessa gente do estado paralelo não é brincadeira, eles acabam se infiltrando nas instituições como camaleões, que rastejam sem ser descobertos, tudo fruto da fragilidade da estrutura das próprias instituições.
José Ursílio
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10 nov 2005 / Atentado
Bruno Coércio, Amarildo Barbosa e Amauri Campoy vão arrastar e atrasar encerramento do processo 1127/05, que investiga atentado contra Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM. A defesa prévia e relação de testemunhas mostram série de pedidos para tornar mais lenta a tramitação do caso.
Entre as medidas, pedido para oitiva de testemunhas até no exterior, típica atividade judicial que deve provocar muito atraso na conclusão do processo. A estratégia conta com um benefício que eles ainda não têm: conseguir a revogação da prisão.
As informações estão nas petições com defesa prévia apresentadas pelos advogados dos três acusados e anexadas segunda-feira ao processo na primeira Vara Criminal de Marília.
O depoimento no exterior é medida de defesa para Bruno Coércio, que arrolou Carlos Barreto, presidente do partido Colorado em Ciudad Del Este, no Paraguai.
Barreto é político de destaque e renome na cidade, enfiado no álibi de Bruno e Amarildo, que vão insistir na tese de que estavam viajando na madrugada do crime.
Como não há qualquer prova anterior ou relação dos dois com o político, é mais provável que Barreto seja fruto de contatos do advogado João Simão Neto, que coordena a estratégia de defesa dos três e teria os contatos na cidade paraguaia, caracterizada como centro de contrabando e contratação e refugio de pistoleiros.
Também por indicação de João Simão, o ex-fazendeiro Arnaldo Mendes de Oliveira Neto vai entrar como testemunha da viagem. Arnaldo é testemunha comum em processos do advogado, de quem é cliente.
A defesa também vai usar depoimentos em Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná. Todas são feitas através das chamadas cartas precatórias, encaminhadas pela Justiça de Marília para que o judiciário promova os depoimentos em outras cidades.
Estão também relacionadas diversas testemunhas na cidade. Não há definição sobre quando elas serão ouvidas.
Essa data deverá ser anunciada dia 22 de novembro, depois que a Justiça ouvir os depoimentos das testemunhas de acusação. No mesmo dia a defesa deve apresentar novo pedido de revogação da prisão dos acusados. Aí, arrastar o processo seria um passeio, uma tranquilidade para todos.
A defesa prévia apresenta ainda alguns requerimentos dos acusados, como pedido de informações à polícia e à própria diretoria do jornal e rádios, vítimas no atentado.
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06 nov 2005 / Atentado, Fique Ligado
O chefão Abelardo Camarinha está tendo seu império do mal desmoronado e as farsas e blefes que cria já não enganam mais ninguém. Parte da quadrilha está e vai continuar atrás das grades.
rnMas o resto do bando que se prepare porque as provas que estão sendo juntadas no segundo inquérito quando for transformado em ação penal com certeza a Justiça vai determinar que todos fiquem na cadeia.
rnA audiência judicial para depoimentos do pau mandado Amauri Delábio Campoy, do babaca Bruno Gaudêncio Coércio e do malandro Amarildo Barbosa exibiu bem como esse bando aprendeu e decorou as lições diabólicas do chefão Abelardo.
rnAmauri Campoy é um caso à parte e perdido. O delinqüente ex-dono do muquifo de carteado é aquele sujeito que não vale nada. Bandido de aluguel e barato.
rnA vida do vagabundo mudou, vai ficar muito e muito tempo na cadeia. Entrou na empreitada criminosa para ganhar R$ 10 mil do chefão e fazer a maior lambança na frente da câmera.
rnA lambança virou show do milhão: para não entregar Camarinha ganhou defesa de João Simão Neto, que está embolsando R$ 1.000.000,00 e veja que coisa, deixou ?escapar? a delação de Bruno Coércio, mas tem protegido Camarinha com unhas e dentes.
rnPois bem. Amauri Campoy disse na maior cara de pau no depoimento que quem o teria contratado para atear fogo no jornal Diário e nas rádios Diário FM e Dirceu AM seria eu e o dono das empresas Carlos Francisco Cardoso.
rnO picareta nunca serviu para nada exceto para ficar adorando e lambendo o chefão Abelardo nas noitadas de baralho e outras infrações clandestinas na madrugada.
rnVeja aqui o que Camarinha disse do comparsa Amauri Campoy na quinta-feira à noite, pasme, numa roda de baralho: ?o retardado tinha que ter usado o capuz, todos tinham.?
rnÉ afronta e deboche a marca entre a parte do bando culpado pelo atentado e aquela corja de asseclas e puxa sacos do grupo político que rodeia o chefão Abelardo. A súcia fala aberta e descaradamente sobre o atentado, ninguém esconde mais que foi mesmo Camarinha mentor e mandante.
rnO controlador do dinheiro sujo de caixa dois e coordenador geral do servicinhos escusos e esquemas, Carlos Umberto Garrossino tem multiplicado as ações criminosas para proteger o patrão e já já vai acabar preso de novo pela polícia.
rnVou pessoalmente apresentar as provas que faltam, assim que terminar a apuração do atentado, tudo em seu devido tempo.
rnA versão abelardiana para tentar abrandar a culpa da quadrilha não enganou ninguém e a armação de Amauri Campoy foi quase que risível, não fosse ridícula, própria da dissimulação e covardia que virou a marca dessa máfia.
rnTão risível quanto a negação de Bruno Coércio e Amarildo Barbosa que mentiram, enrolaram, foram contraditórios.
rnMas o riso estampado na cara de Amauri, de Amarildo e de Bruno vai terminar logo, a cadeia vai desfazer esse deboche, esse escárnio contra a opinião pública, consertar pelo menos parte dessas personalidades distorcidas.
rnOs três foram removidos para o Centro de Detenção Provisória de Bauru, onde estão outros 1.047 detentos. O chefão que prometia riquezas e privilégios aqui fora, veja só, agora está escolhendo cadeia boa para seu bando. Sinal dos tempos.
rnO caráter distorcido e doentio do chefão vem produzindo barbaridades e ainda bem que desde oito de setembro tudo está servindo para desmontar a máfia.
rnO trabalho sério, legal e competente dos delegados Roberto Terraz e José Carlos Costa não poderia ter reflexo mais positivo na fase do inquérito que resultou na primeira ação penal.
rnO bando de Abelardo e seu manjado protetor João Simão Neto – que há até oito meses chamava o novo patrão de quadrilheiro, corrupto e pedófilo – esbravejou, fingiu, xingou, caluniou, mas nada influiu no trabalho da polícia.
rnA quadrilha não escapou. Tanto assim que o trabalho foi acompanhado desde o início pelo brilhante e competente promotor José Bento Campos Guimarães, nomeado que foi diretamente pelo procurador Geral de Justiça, Rodrigo César Rebello Pinho.
rnPor força da distribuição do processo ao trabalho de José Bento foi aduzido o promotor Celso Belinetti. Amauri, Bruno e Amarildo foram denunciados pelos crimes de roubo com causa de aumento de pena, formação de quadrilha e incêndio.
rnA denúncia calou a boca do bando e do próprio Camarinha num primeiro momento, mas como jogador de baralho acostumado ao blefe e insuflado por João Simão, ainda acreditava que poderiam escapar com as tais provas forjadas.
rnNão. Dessa vez não tem roubalheira, não tem corrupção, não tem impunidade. A cartada das mentiras, das fraudes, da covardia nos depoimentos foi desmantelada.
rnTanto assim que restou para coroar de êxito o trabalho dos policiais e dos promotores a atuação de uma mulher bonita, imponente, espirituosa e de postura intocável, isenta e coerente, a juíza Patrícia Soares de Albuquerque.
rnNesses tempos de incredulidade generalizada faz bem verificarmos e comprovarmos que em todas áreas há sim gente intocável, de conduta ética e digna, capazes de agirem na legalidade, dentro do ordenamento jurídico, na proteção da verdade.
rnChega dessa gente tipo Abelardo Camarinha e João Simão Neto baterem no peitoe vangloriarem-se de que a tudo podem porque influem, têm poder e dinheiro. Insinuam ter gente infiltrada nas polícias, na promotoria e principalmente no Judiciário. Arrogância pura de quem vende o que não pode entregar.
rnA corrupção e extorsão devem ser combatidas e vamos denunciar tudo sempre, em todas as instâncias e corregedorias. Não apenas por causa do atentado contra as liberdades de imprensa e jornal e rádios, mas em todos outros casos.
rnA cidade não é do chefão Abelardo.
rnA cidade não é do assecla Garrossino.
rnA cidade não é do falastrão João Simão.
rnA cidade não é do babaca Bruno.
rnA cidade não é do malandro Amarildo.
rnA cidade não é do bandido Amauri.
rnA cidade não é de ninguém.
rnA cidade é de todos nós, de todos cidadãos de bem.
rnA cidade é sim com orgulho do doutor Terraz.
rnA cidade é sim com determinação do doutor José Carlos.
rnA cidade é sim com seriedade do major Marco Antônio.
rnA cidade é sim com postura do doutor José Bento.
rnA cidade é sim com firmeza do doutor Belinetti.
rnA cidade é sim com isenção da doutora Patrícia.rnA cidade é sim, sua, nossa, de todos que de uma forma ou de outra vão fazer do atentado terrorista um marco emblemático do fim do império do mal e início de novos tempos.
rnSem prejuízo da necessária punição em todos os crimes cometidos e devolução de pelo menos parte do dinheiro roubado dos cofres da Prefeitura nos últimos anos que enriqueceram de dinheiro sujo os bolsos não só do chefão mas de muitos asseclas agregados seja no bando armado, seja no grupo político.
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05 nov 2005 / Atentado
Bruno Gaudêncio Coércio, Amarildo Barbosa e Amauri Campoy, presos e acusados pelo atentado contra o Diário e rádios, foram transferidos ontem para o Centro de Detenção Provisória, de Bauru, onde vão aguardar resultado de julgamento.
O quarto acusado pelo crime, Anderson Ricardo Lopes, o Ricardinho, também saiu de Pompéia. Foi levado para a Casa de Detenção de Álvaro de Carvalho. Condenado, ele estava em liberdade provisória quando cometeu o atentado.
A mudança dos outros três atende pedido da defesa e das famílias, que tentam dar mais conforto aos acusados depois que a Justiça recusou pedido de liberdade provisória.
Os três estavam presos em uma cela de 16 metros quadrados na Cadeia Pública de Pompéia, sem direito a TV, rádio, livros, roupas ou comidas diferenciadas. Passam a ter esses benefícios em Bauru.
Ontem pela manhã, no momento de transferência, Bruno já ganhou do pai, Carlos Coércio, alguns livros e roupas.
A desvantagem é o perfil e o número de acompanhantes. A Cadeia de Pompéia tem 30 presos. Em Bauru há exatos 1047, segundo levantamento feito ontem.
Além disso, em Bauru haverá acusados de todo tipo de crime, presos em toda a região. Ainda não há informação sobre número de presos por cela ou se o grupo de Marília foi mantido junto, mas o CDP está superlotado: tem capacidade para 768.
Aproximadamente 30% dos presos já estão condenados e aguardam vagas em Penitenciária para sua remoção.
A unidade conta com controle de triagem e visitas informatizado, com sistema de identificação de impressão digital para controle de saída e entrada de detentos e visitas.
Possui também sistema de CFTV e central de alarmes. Na área administrativa, aproximadamente 95% das aquisições são feitas via bolsa eletrônica (BEC), ocasionando grande economia para o Estado.
A viatura com policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) partiu em direção à Bauru às 12h01. Os três mais uma vez seguiram na parte de trás, algemados.
A defesa nega que tenha pedido a mudança mas o Diário apurou que o grupo de advogados pretendia levar os acusados a outro centro, com menos presos. Bauru teria sido escolha da Secretaria de Administração Penitenciária, responsável por gerenciar o setor.
O advogado Carlos Credendio, defensor de Amarildo Barbosa, disse por telefone que não sabia os motivos da transferência, mas considera a medida normal.
O advogado e tio de Bruno, Jader Gaudêncio, alegou que estava em viagem. Ficou de retornar a ligação, mas não o fez.
O Diário tentou falar com a direção do CDP em Bauru, mas uma funcionária informou que só a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária poderia passar informações sobre o caso. Ninguém atendeu na assessoria.