• 31 dez 2005 /  Atentado

    JUSTIÇA – Testemunhas vão depor para desmontar fraude da defesa; sentença pode sair em janeiro



    A 1ª Vara Criminal de Marília faz na terça-feira a última audiência pública do processo 1127/2005, o primeiro aberto para investigar o atentado contra Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM. Serão também as duas últimas testemunhas do primeiro processo. Depois, haverá manifestações por escrito e a sentença, que pode sair até o dia 20 de janeiro.


    A audiência leva para a Justiça duas testemunhas que já prestaram depoimento na polícia e vão confirmar que Amarildo Barbosa, um dos acusados do atentado, mandou lavar seu carro, o Celta Branco usado nos crimes, em um posto da cidade, poucas horas depois do atentado.


    O depoimento desmantela a principal tese da defesa de Amarildo, que disse estar no Paraná, a caminho do Paraguai, na noite do atentado. Pior, como Bruno Gaudêncio Coércio usou a mesma desculpa, cai também sua defesa.


    As duas testemunhas trabalham no posto, conhecem Amarildo e prestaram depoimento acompanhadas por dois delegados e um promotor de Justiça quando revelaram o encontro com o Amarildo.


    Os depoimentos foram descobertos em audiência no dia 22 de novembro, quando o delegado José Carlos Costa – responsável pelas investigações – prestou depoimento à Justiça.


    Além dos depoimentos, o caso deve receber novas provas contra Amarildo: depoimento feito por ele mesmo para dizer que estava na região de Marília na noite do crime. Não poderia estar no Paraná.


    Esse tipo de informação já consta do processo, inclusive com entrevista de Carlos Coércio, o Guru, pai de Bruno.


    Atual secretário de esportes, amigo pessoal e ex-sócio do ex-prefeito Abelardo Camarinha, Guru disse que o filho dormia em sua casa na madrugada do crime e depois viajou para São Paulo.


    As informações dos depoimentos só enterram mais Bruno e Amarildo no caso. Há outras provas. Os telefones celulares dos dois foram rastreados e fizeram várias chamadas na madrugada e no horário do crime, todas na região central da cidade, onde fica o prédio incendiado do jornal e rádios.


    Além disso, as gravações e perícias da fita do sistema de segurança da empresa aponta os dois citados e envolvidos nas conversas com os outros acusados – Amauri Delábio Campoy e Anderson Ricardo Lopes, o Ricardinho, ambos réus confessos.


    Os quatro estão presos. Bruno, Amarildo e Amauri estão no Centro de Ressocialização de Lins e Ricardinho está na Penitenciária de Álvaro de Carvalho.


    Denunciados por incêndio criminoso, roubo e formação de quadrilha, podem ser condenados a pelo menos 11 anos e quatro meses de prisão pelos três crimes.

    O porteiro da empresa, Sérgio Araújo, foi assaltado por Ricardinho sem qualquer reação ou surpresa dos outros envolvidos. Além disso, a gravação mostra a preocupação insistente de todo o grupo em localizar o cofre da empresa, além de alguns deles carregarem equipamentos e outros materiais das empresas.

  • 31 dez 2005 /  Fique Ligado

    Dois mil e cinco chega ao fim com muitas dificuldades e alguns avanços.rnÉ hora de renovarmos esperanças, manda a tradição. Vamos superar tudo de ruim e problemas deste ano.

    rnNão basta mudar o calendário e esperar que ocorram mudanças milagrosas até porque as datas se transformaram muito mais em marcas de consumismo e materialistas que de reflexão.

    rnNada é tão importante quanto ser e fazer. É preciso que sejamos melhores, que façamos melhor. É essencial sermos bons e fazer o bem.

    rnDas tristezas e cinzas de 2005 vamos reconstruir valores de bem em 2006.rnVamos fazer de 2006 o ano de combate à corrupção, combate à roubalheira, combate à impunidade.

    rnNada melhor que o ano eleitoral para que o Brasil, os Estados, as cidades possam discutir conquistas de liberdades, de ética, de fraternidade, de distribuição de renda, de crescimento e acima de tudo de justiça.

    rnNo caso de Marília as rádios Dirceu AM e Diário FM e o jornal Diário vão estar alinhados numa frente de homens de bem que possam melhorar nossa comunidade.

    rnÉ preciso que os homens de bem se unam em defesa da cidadania. Uni-vos donas de casas,trabalhadores, comerciários, bancários, motoristas, comerciantes, empresários, médicos, advogados, arquitetos, enfim, você, que vive em Marília com sua família.

    rnÉ hora de acabarmos com a truculência e o ódio que reina na política partidária, é hora de cobrarmos mais transparência dos agentes públicos municipais. É hora de renovaras lideranças em vários setores.

    rnMarília é uma cidade bonita, mas precisa melhorar seus serviços públicos, precisa revitalizar seu comércio, reurbanizar seus bairros, assistir mais suas famílias carentes e atrair empreendedores e investidores de bem, empregos e rendas.

    rnVamos unir forças e nos integrarnessa luta em 2006. Vamos lutar por uma cidade bem melhor, sem falsos líderes, sem fraudes, sem corrupção, sem roubalheira, mas com ética, liberdades e justiça social.

    rnQue em 2006 possamos estar juntos todos os dias nessa luta. As rádios e o jornal vão continuar nessa luta, do tostão contra o milhão, de Davi contra Golias, do bem contra o mal.

    rnPaz, amor e prosperidade em 2006, mas acima de tudo fé em Deus para suportarmos a adversidade e vencermos nossas lutas.

    rnQue em 2006 estejamos cada um integrado em duas frentes distintas e bem definidas com as seguintes metas:

    rnrnEm 2006, chega de roubalheira

    rnEm 2006, chega de corrupção

    rnEm 2006, chega de impunidade

    rnEm 2006, chega de truculência

    rnEm 2006, chega de ódio

    rnEm 2006, chega de ameaças

    rnEm 2006, chega de violência

    rnEm 2006, chegade fraudes

    rnEm 2006, chega de mentiras

    rnEm 2006, chega de pressão

    rnEm 2006, chega de opressão

    rnEm 2006, chega de falsidades

    rnEm 2006, chega de dissimulação

    rnEm 2006, chega de arrogância

    rnEm 2006, chega de privilégios

    rnEm 2006, chega de empreguismo

    rnEm 2006, chega de improbidade

    rnEm 2006, chega de atentados

    rnEm 2006, chega de terrorismo

    rnEm 2006, chega de prepotência

    rnEm 2006, chega de cinismo

    rnEm 2006, chega de cambalacho

    rnEm 2006, chega de maldade

    rnEm 2006, chega de omissão

    rnEm 2006,chega de abusos

    rnEm 2006, mais ética

    rnEm 2006, mais transparência

    rnEm 2006, mais justiça

    rnEm 2006, mais liberdade

    rnEm 2006, mais amor

    rnEm 2006, mais compreensão

    rnEm 2006, mais legalidade

    rnEm 2006, mais lisura

    rnEm 2006, mais credibilidade

    rnEm 2006, mais humildade

    rnEm 2006, mais fraternidade

    rnEm 2006, mais igualdade

    rnEm 2006, mais simplicidade

    rnEm 2006, mais equilíbrio

    rnEm 2006, mais transparência

    rnEm 2006, mais realização

    rnEm 2006, mais integridade

    rnEm 2006, mais equilíbrio

    rnEm 2006, mais decência

    rnEm 2006, mais imparcialidade

    rnEm 2006, mais verdade

    rnEm 2006, mais seriedade

    rnEm 2006, mais sinceridade

    rnEm 2006, mais pluralismo

    rnEm 2006, mais moderação

    José Ursílio

  • 29 dez 2005 /  Atentado

    O juiz da 1ª Vara Criminal, José Roberto Nogueira Nascimento, marcou para o dia 3 de janeiro, 10h, audiência para ouvir mais duas testemunhas arroladas pela acusação no processo que apura o atentado contra o Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM.



    O pedido foi protocolado pelo assistente de acusação, José Claudio Bravos, que representa o porteiro Sérgio Araújo no caso. A Justiça também determinou a transcrição de um DVD com entrevistas sobre o crime.


    O promotor público que atua no caso, Celso Bellinetti Júnior, disse ontem que devem ser ouvidos dois frentistas de um posto de gasolina na zona leste. Eles teriam dito à polícia que viram Amarildo Barbosa no posto, no mesmo dia do atentado. Amarildo disse à Justiça que viajou na madrugada do crime.


    Os depoimentos desmontam o álibi de Amarildo e junto com o dele cai o de outro acusado, Bruno Gaudêncio Coércio. Além dos dois, Amauri Delábio Campoy está preso e denunciado pelo crime.


    Segundo o promotor, concluída a fase de requerimentos, o processo prossegue com a etapa de alegações finais apresentadas pela acusação e defesa. O passo seguinte é a sentença. Projeção é de que a decisão seja emitida ainda no mês de janeiro.

    Os três estão presos desde o dia 14 de dezembro no Centro de Ressocialização de Lins. A polícia também prendeu Anderson Ricardo Lopes, o “Ricardinho”, outro acusado de participar dos atentados e que está sendo investigado em outro inquérito policial.

  • 24 dez 2005 /  Atentado

    O ano entra para a história na vida política da cidade com situações sem precedentes que derrubam o grupo político com maior tempo de domínio na cidade.



    O líder do grupo, o ex-prefeito Abelardo Camarinha, terminou em 2004 seu terceiro mandato com um projeto de perpetuação no poder. E terminou 2005 condenado por fraudes na administração, com sentenças para cassação de direitos políticos, desmascarado em intrigas.


    Camarinha é ainda apontado como acusado pelo atentado contra o Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM, o crime de maior repercussão que a cidade já viu.


    No Brasil e em pelo menos quatro países do mundo agências de notícias distribuíram informações e detalhes sobre o atentado.


    A descoberta do grupo do ex-prefeito como acusados no envolvimento levou a polícia a indicar Camarinha como investigado sob suspeita de contratar o crime. Seu filho mais novo, Rafael Camarinha, deve ser indiciado em inquérito.


    Mas o atentado só ajudou a revelar desgaste que Camarinha já demonstrava após tantos anos de poder. A partir de agosto decisões judiciais passaram a revelar as irregularidades na administração e danos aos cofres públicos e à moralidade administrativa.

    E o mau desempenho do pai afetou o mandato e posturas públicas do filho, o deputado estadual Vinícius Camarinha. Vinícius traiu o governador Alckmin, teve assessores no atentado e na tentativa de encobrir o caso e terminou o ano vaiado em festa pública.

  • 24 dez 2005 /  Atentado

    Na madrugada de 8 de setembro quadrilha invadiu o prédio do Diário com galões de gasolina para atear fogo em dois andares do prédio do Diário e das rádios Diário FM e Dirceu AM, no mais escandaloso crime da história de Marília.



    O fogo se alastrou rapidamente e atingiu com maior força o segundo piso da empresa, que abriga as rádios Diário FM e Rádio Dirceu. Ambos os estúdios ficaram totalmente destruídos.


    As chamas se alastraram até o corredor que mantém a parte comercial da empresa, atendimento a assinantes sala de agenciadores e banheiros.


    A redação do jornal Diário, setor de produção e diagramação, que ficavam no primeiro andar, também foram atingidos pelo grupo. Cobertos com gasolina, houve perda de equipamentos, impressoras, documentos e arquivos.


    O Corpo de Bombeiros foi avisado por volta de 3h. Foram usados extintores e os dois hidrantes da própria empresa. Foram formadas três linhas de ação.


    O fogo foi controlado por volta de 3h20. Muitos equipamentos e documentos foram perdidos depois pela fuligem, água ou por gasolina jogada pelo grupo na tentativa de ampliar o ataque.


    9 de setembro – 30 horas depois do crime, Amauri Delábio Campoy, 47, foi preso como o primeiro quadrilheiro identificado. Assessor de Camarinha, delatou Bruno Gaudêncio Coércio, filho do secretário de Esportes, Carlos Coércio, e ex-assessor do deputado Vinícius Camarinha. Os dois são amigos pessoais do ex-prefeito.


    11 de setembro – O jornal aponta Camarinha como suspeito de contratar o crime. 12 de setembro – Amarildo Barbosa, outro amigo pessoal de Camarinha, é indicado como suspeito de envolvimento. Seu carro foi usado na execução e fuga.


    07 de outubro – Os promotores José Bento Campos Guimarães e Celso Belinetti denunciam Amauri Campoy, Bruno Coércio e Amarildo Barbosa por incêndio, roubo e formação de quadrilha.


    10 de outubro – Começa a ação penal contra os três acusados e o juiz José Roberto Nogueira Nascimento decreta prisão preventiva de todos. Eles estão hoje no Centro de Ressocialização de Lins.


    18 de outubro – Revelados detalhes das gravações do vídeo de segurança. Conversas incriminam Bruno e Amarildo e ainda mostram excesso de violência no crime.

    26 de outubro – Amarildo Barbosa, 41, e Bruno Gaudêncio Coércio, 23, que passaram 41 dias foragidos, são presos.

  • 24 dez 2005 /  Fique Ligado

    São tantas as manchetes de notícias boas que os veículos de comunicação poderiam fazer edições especiais todas as semanas. Mas a realidade é que as manchetes não dependem de jornais, rádios e televisão, mas sim da efetiva melhoria de cada comunidade e seus cidadãos, serviços, agentes públicos e líderes.

    rnDe qualquer forma, como o Natal, data importante do cristianismo e momento de refletirmos sobre nossas relações com o próximo e o mundo, vou elencar aqui o que gostaria de poder anunciar em 2006.

    rnPara renovarmos esperanças e crenças de mundo bem melhor, vou trabalhar para que pelo menos parte das manchetes abaixo possam se tornar realidade. Que você possa também fazer sua parte, talvez mais importante, que é ser a fonte geradora da notícia boa. Eis as manchetes:

    rnServiços públicos ampliam eficiência

    rnBairros estão mais urbanizados

    rnForça tarefa combate impunidade

    rnMutirão da Justiça desencalha processos

    rnReitor cobra mais ação dos governos

    rnDelegado Vico quer limpar a cidade

    rnUnimar tem reconhecimento nacional

    rnBarion defende maior ação social

    rnProjetos da Unesp vão às ruas

    rnDesfavelamento ganha novos recursos

    rnEmpresas crescem e faturam mais

    rnMeio ambiente tem adesão das crianças

    rnCombate à pobreza é modelo no país

    rnRemédios básicos garantidos nos PAS

    rnEnsino fundamental atinge 100%

    rnAcabam filas para cirurgias emergenciais

    rnBairros ganham rondas e violência é menor

    rnPolícia esclarece crimes em 72 horas

    rnMais um golpe no crime organizado

    rnCorrupção dá cadeia para poderosos

    rnProjeto da Marilan ganha prêmio

    rnSasazaki cresce e gera mais empregos

    rnAcim muda discurso e comércio avança

    rnCidade forma novos líderes comunitários

    rnEntidades assistenciais ampliam serviços

    rnBulgareli administra sem Camarinha

    rnMP avança contra crime organizado

    rnONGs melhoram a vida da comunidade

    rnEleições trazem debates mais éticos

    rnEleitor vai escolher políticos honestos

    rnJustiça condena quadrilha do atentado

    rnPrefeito resgata imagem da administração

    rnMajor Marcos faz PM de Marília melhorar

    rnEntidades lançam cartilha anti-corrupção

    rnRevitalização do centro sai do papel

    rnEleitor rejeita maus políticos

    rnObras mais baratas sem roubalheira

    rnFaculdades atendem mais carentesrn

    Seccional de Marília vira modelo

    rnDIG bate recorde de esclarecimentos

    rnReceita identifica blindagem de bens

    rnDevassa pega Caixa 2 de Camarinha

    rnCidade é exemplo em direitos humanos

    rnSTF cassa direitos políticos de Abelardo

    rnGM lidera venda de automóveis

    rnCâmara resgata dinheiro desviado

    rnJustiça põe bandidos ricos na cadeia

    rnGarrossino devolverá bens do povo

    rnAtendimento da Circular é destaque

    rnEspíritas ajudam mais entidades

    rnMais imóveis ocupados no centro

    rnUnivem tem pós entre melhores

    rnEvangélicos atendem mais carentes

    rnDobram recursos à Santa Casa

    rnLei veta empreguismo na Câmara

    rnCatólicos unem fé e ação social

    rnMercado publicitário é aquecido

    rnCresce leitura de jornais e livros

    José Ursílio

  • 18 dez 2005 /  Atentado

    Exatamente cem dias depois do ataque criminoso, o atentado contra o Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM já resultou em mais de 2.000 páginas de documentos, dezenas de horas de gravação e laudos de perícia e estudos, mas ainda espera formalização de denúncia contra o mandante.



    O crime de maior repercussão na história da cidade já configurou no primeiro processo o envolvimento e motivação política. O grupo do ex-prefeito Abelardo Camarinha tramou, executou e saiu para comemorar o atentado. Camarinha é suspeito número um de ser mentor e mandante do crime.


    O processo 1127/05, primeiro aberto para apurar responsabilidades, caminha para a condenação de Bruno Gaudêncio Coércio, Amarildo Barbosa e Amauri Campoy.


    Os três estão denunciados por incêndio criminoso, roubo e formação de quadrilha. O roiubo está configurado na agressão e retirada de R$ 35 e uns cheques do porteiro Sérgio Araújo.


    Além disso, as gravações do sistema de segurança mostram que durante todo o tempo houve muita preocupação em localizar chave do cofre da empresa.


    Embora a pena para roubo seja a maior, é o crime de incêndio que mais chocou a cidade. Além do atentado contra a liberdade de imprensa, colocou em risco patrimônio e vidas em quase todo o quarteirão.


    Comerciantes, prestadores de serviços e moradores das casas em torno do prédio passaram momentos de aflição, problemas de saúde e riscos junto com funcionários e diretores do jornal e rádios.


    Cem dias depois, o prédio segue interditado, as rádios e jornal usam prédio improvisado. Deixaram sede de 32 salas para casa com oito salas. Houve perda de equipamentos, arquivos, material histórico e de consumo.

    “Perdemos muito em patrimônio e condições de trabalho. Mas ganhamos reconhecimento da coletividade, que virou compromisso de luta contra o banditismo e o abuso do poder político e econômico. O atentado feito para calar as empresas só deu mais força ao jornal e rádios. E com certeza muda a história da cidade”, disse o diretor de jornalismo e marketing do Diário, José Ursílio.

  • 18 dez 2005 /  Atentado, Fique Ligado

    É legítimo o direito de espernear, é desumano negar aos desesperados o direito de desesperar-se e todos devem gozar da ampla defesa. O lastimável é quando o sujeito não tem mínimo de decência e gasta seu dinheiro sujo para fabricar mentiras, truculência e falácias.

    rnÉ isso que está ocorrendo neste momento em Marília por obra e soldo de Abelardo Camarinha e a milionária defesa que contratou e é comandada pelo falastrão João Simão Neto.

    rnComo se não bastasse a tragédia que foi o atentado contra jornal e rádios que destruíram a maior parte de instalações e equipamentos num terrorismo contra liberdades e democracia, o que Abelardo e seu grupelho produzem sai da fábrica de maldade, truculência e mentiras que ele domina.

    rnJusto Abelardo tentar de todas as formas defender-se para fugir dos indícios e suspeição de ele ser único mentor e mandante do atentado e de tentar livrar seus protegidos das acusações.

    rnA barbaridade é a falta de noção e respeito, bem próprio da covardia e montagem de factóides em que ele especializou-se durante sua carreira política.

    rnNa primeira semana após o fatídico 8 de setembro Abelardo tentou elencar lista de políticos e pessoas que foram motivo de disputa judicial conseqüência de reportagens investigativas e polêmicas.

    rnNão colou.

    rnLogo que as polícias identificaram a ação e os integrantes da quadrilha, todos integrantes do grupo político e serviçais dos Camarinha, Abelardo criou outra falácia, a do incêndio provocado por este jornalista interessado que estaria em queimar papéis e receber o seguro.

    rnNão colou.

    rnVeja só. Ficou essa a tese colocada no processo por João Simão Neto, arquitetada por Abelardo, e o bandido Amauri Delábio Campoy foi depor a mando do patrão e mentir que eu seria o contratante.

    rnNão colou.

    rnIsso mesmo. Eu que escrevo sobre o desvio da conduta, carreira e caráter de Abelardo, colocar fogo no jornal e rádios e contratar exatamente todos seus asseclas?

    rnNão colou.

    rnO bando armado e incendiário está enrolado até o pescoço e as polícias e diligências da promotoria pública denunciaram Amauri Campoy, Amarildo Barbosa e Bruno Gaudêncio Coércio e não há um único vestígio de nossa participação. Obviamente.

    rnMas o que Abelardo e João Simão Neto fazem dia e noite é me acusar, xingar, espernear, ameaçar, tentar corromper, sugerir que dentro de pouco tempo vou desaparecer – isso mesmo, a execução, a morte, agora foi trocada por eventual desaparecimento.

    rnEnfim, adotaram uma atuação para me desestabilizar e à empresa.

    rnPagam panfletos, lançam manifestos, colocam nas ruas despreparados, bandidos,para me seguir, para me ameaçar. Estão fazendo de tudo para me silenciar, esse é o propósito de hoje e de ontem de Abelardo.

    rnA tentativa que falhou era destruir jornal e rádios para me calar, afinal Abelardo nunca admitiu críticas, cobranças, discussão sobre falhas e deficiências não do cidadão comum, mas de gestor público e político. O sujeito que deveria ter futuro brilhante virou o que virou fruto da ganância.

    rnAgora que seu império do mal está quase que todo esfacelado, o muito que ele ganhou na vida política e em cargos públicos está gastando para se proteger e a seu bando, o que lhe é de direito.

    rnMas ele não quer que nada fique esclarecido. Pelo contrário. Quer salvar sua pele e principalmente do filho almofadinha Rafael que como mostram as investigações policiais participou diretamente do atentado.

    rnO que obando armado quis fazer na madrugada de oito de setembro deixou prejuízo sem precedentes para as empresas e agora Abelardo tenta dar seqüência e usa outros métodos através da fábrica de maldade, truculência e mentiras e seus operários do terror.

    rnNão me curvo, não me rendo, não me vendo, embora como todo cidadão tenho minhas preocupações. Peço a Deus forças para continuar na luta e poder um dia ter paz ao lado de minha família e meus companheiros de empresa.

    rnMas a cada dia temo mais pela minha vida e por isso estou tomando todos cuidados possíveis e medidas necessárias para que minha missão seja conquistada com ou sem minha presença.

    rnOs ataques dos mais de 90 dias só me fortaleceram e deram mais ânimo para todos os integrantes do jornal e das rádios que mesmo sem condições ideais detrabalho fazem de tudo para que cada dia seja vivido com dignidade e amor no coração.

    rnAmigos e a solidariedade dos mais diferentes segmentos da sociedade me dão maior coragem ainda, me fazem orgulhoso de poder estar reparando falhas que cometi e participando de marco emblemático e histórico da minha comunidade.

    rnOs panfletos e as publicações que Abelardo paga para me atacar são naturais de seu caráter doentio, mas fazem parte da disputa. O leitor, o ouvinte, o telespectador, cada cidadão de bem da cidade e do Brasil que acompanha o caso está consciente do que aconteceu e quem são os verdadeiros culpados.

    rnE não é o José Ursílio, mas Abelardo e seu bando armado e incendiário.

    rnAs vaias e gritos, a decepção, a indignação, a rejeição das ruas, das conversas, das posturas públicas assim como as posições individuais e mais discretas já julgaram Abelardo e seu grupelho.A sabedoria popular é implacável.

    rnMas a realidade mesmo é que Abelardo é bem pior que outros agentes públicos e homens de dinheiro e poder. Ele persegue e usa truculência como pouquíssimos e isso ficou caracterizado por diversas reportagens especiais não só do Diário e outros jornais e rádios, mas em veículos de força e repercussão como o Jornal da Noite de Roberto Cabrini na TV Band e o Linha Direta da Rede Globo.

    rnNão consegue lidar com bons costumes e métodos legais. Tenho absoluta certeza que vai continuar com o mesmo lenga-lenga e falácias de sempre, mas não vencerá a luta do bem contra o mal, do tostão contra o milhão, de Davi contra Golias.

    rnA dinheirama que Abelardo está gastando para tentar me desestabilizar e calar não vai produzir efeito porque estamos do lado da verdade.

    rnOs métodos que ele sempre usou para barbarizar não surtem mais efeito e as instituições cada vez mais estão limpas e longe do alcance de suas pressões e desfazendo as influências e extorsões.

    rnA escola abelardiana de maus costumes e os métodos do falastrão João Simão Neto criaram na cidade falso mito que os ricos poderiam safar-se de investigações, de diligências, de condenações por conta de extorsão de alguns agentes públicos. Aos poucos vai sendo desmascarada outra farsa.

    rnA versão de que o dinheiro sujo é suficiente em qualquer situação aos poucos vai trombando com novos tempos e em agentes públicos intocáveis. Sem contar que na realidade muito do que andaram jactando-se não passou de dissimulações e estelionato.

    rnAutoridades policiais, promotores e juízes estão há muito tempo de olho na fábrica de falsidades do meio jurídico e político. Não apenas no caso do atentado mas em outros tantos de repercussão e de interesses múltiplos há sempre a sugestão de extorsão e corrupção.

    rnNão que tudo esteja aqui mil maravilhas, que não haja problemas, mas há sim muita lenda e leviandades dos próprios interessados em manter esquemas de compra e venda de perícias, documentos e processos.

    rnSe corrupção não tem recibo e corruptor nunca vai checar se o intermediário estava mesmo praticando a extorsão o que ocorre então é que no jogo do crime organizado e colarinho branco o que se produz mesmo é muita dissimulação.rnMais do que nunca, é hora de justiça.

    Culpados vão pagar por danos

    rnrnrnrnDireta e indiretamente Abelardo Camarinha ainda vai gastar muito, muito dinheiro. Não é só com sua defesa e de seus protegidos que terá que ficar anos gastando para que fiquem presos o menos possívele continuem de bico calado em defesa do patrão. Várias ações cíveis serão impetradas para garantir perdas e danos provocados pelo atentado.

    rnIsso mesmo gente. Parte do bando que cometeu o atentado está presa e é fato que será condenada pelos crimes.

    rnAmauri Campoy, Amarildo Barbosa e Bruno Coércio viviam das regalias de cargos públicos e das benesses dos Camarinha, mas em termos de estrutura financeira jamais poderia contratar tantos e tantos advogados chefiados por João Simão Neto.

    rnA dinheirama da defesa e toda estrutura para que ninguém dê nesse instante com a língua nos dentes sai do esconderijo de dólares de Abelardo e todo mundo sabe.

    rnMas se a defesa criminal já anda custando muito, ainda vai sobrar muita conta para os Camarinha pagarem. Afinal, ninguém vai ficar calado por causa da conversinha do patrão. Já já o pessoal vai querer outras e outras benesses como recompensa.

    rnMas o que Abelardo e seu grupelho terão que responder é muito maior. A seguradora que terá de reconstruir prédio, instalações e equipamentos do jornal e das rádios, com certeza vai acionar os culpados.

    rnNo primeiro levantamento e orçamentos que jornal Diário e rádios DiárioFM e Dirceu AM fizeram dos estragos, o valor médio deve chegar a R$ 850.000,00. As empresas mantinham seguros de R$ 1.000.000,00 para o jornal e R$ 400.000,00 para cada rádio, apólices que vinham sendo renovadas há nove anos.

    rnAssim que ocorrer o ressarcimento dos prejuízos através da recuperação dos estragos e medições dos serviços, que deverá ocorrer somente em 2006, a companhia seguradora vai acionar os culpados pelo incêndio.

    rnQuem estiver condenado pela Justiça vai responder por ação cível da seguradora e por enquanto já podem ter essa certeza Bruno, Amarildo, Amauri e Anderson Ricardo Lopes, que está preso e é indiciado no segundo inquérito que igualmente terá outros acusados, entre eles Rafael Almeida Camarinha.

    rnMas não é só a seguradora que vai acionar essa gente toda. O jornal e rádios vão igualmente à Justiça por indenizações de perdas e danos materiais e morais.

    rnEsse jornalista também vai impetrar ações contra Amauri Campoy, o falastrão João Simão Neto e Abelardo Camarinha.

    rnNão estou nem um pouco preocupado com as mentiras que eles falam e mandam publicar por aí, mas que eles vão responder pelos danos, isso é evidente e irrecorrível.

    rnSe a seguradora gastar mesmo os R$ 850.000,00 que estão orçados para recuperar as empresas, esse é o valor mínimo que vai querer ter ressarcido. Abelardo paga a defesapara safar-se e aos demaisacusados, igualmente terá que pagar a seguradora, assim como as indenizações que empresas e este jornalista vão impetrar e que não podem ficar por menos de R$ 3.000.000,00.

    rnO maior problema que sinto é que em caso de ganho de causa o dinheiro que deve sair do esconderijo de Abelardo é maldito, produto de ilícito com certeza. Difícil aceitar dinheiro dessa natureza, mas não dá para deixá-lo sem pagar e responsabilizá-lo pela fábrica de maldade, truculência e mentiras.

    José Ursíliornrnrn

  • 16 dez 2005 /  Atentado

    Bruno Gaudêncio Coércio, Amarildo Barbosa e Amauri Delábio Campoy, os três acusados de participar no incêndio criminoso, roubo e formação de quadrilha para atentado contra o Diário foram transferidos anteontem para o Centro de Ressocialização, em Lins.



    Os três finalmente encontraram a “cadeia boa” que a defesa tenta conseguir desde o começo de novembro, quando usou até a pressão do deputado estadual Vinícius Camarinha para tirar os acusados da Cadeia Pública de Pompéia.


    Com a mudança, promovida pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, eles trocam o Centro de Detenção Provisória de Bauru – mais de mil presos, macacões laranjas e cabelos raspados – por um centro com atividades esportivas e de lazer, calça bege e camisa branca, liberdade para ter cabelos mais compridos e até telefonemas para a família.


    A transferência dos acusados teria ocorrido dentro de um “processo de movimentação normal”, segundo a direção do centro.


    O novo endereço acumula benefícios. Tem 220 vagas e 197 presos, ou inclusos como são chamados, em caso raro de vagas abertas. Dá direito a aparelho de TV no “alojamento”, lanche da tarde e oportunidade de almoçar com a família aos domingos.


    Além disso, nos próximos oito dias eles terão acompanhamento médico e odontológico, entrevista com psicólogos e isolamento temporário como medida de proteção, o que impede visitas.


    O Centro de Ressocialização tem 16 alojamentos, cada um com 12 camas de alvenaria. Começou a funcionar há quatro anos e é administrado por uma ONG (Organização Não Governamental).


    Abriga autores de diversos tipos de delitos, entre eles homicidas, traficantes, viciados, estelionatários, ladrões e assaltantes. Os presos são divididos em dois regimes: semi-aberto, onde os inclusos podem trabalhar fora, e o fechado, onde não são autorizados a deixar a instituição.


    Têm direito a quatro refeições diárias: café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. A notícia ruim é horário de acordar. A rotina começa às 5h, com a contagem dos inclusos.

    Durante o dia eles podem jogar futebol e assistir TV, mas há salas de aula, de atividades como montagem de antenas e até serviços de manutenção na própria unidade.

  • 11 dez 2005 /  Fique Ligado

    Ninguém foge do coração e da razão do povo. Abelardo Camarinha está pré-julgado pela sabedoria popular e a primeira mas expressiva resposta veio de uma pesquisa inquestionável junto ao público que outrora o aprovou mas que agora o rechaça.

    rnO alvo não foi diretamente Abelardo, ele aliás nem estava presente. A marca da covardia o tirou da cidade, aliás, agora ele informa que até seu endereço de residência mudou para São Paulo, artifício que usa para fugir de intimações da Justiça.

    rnA voz do povo soou por quase 30 segundos dia três,sábado à noite, no estádio Abreuzão. Eram os gritos e vaias de mais de 20.000 pessoas contra o deputado estadual Vinícius Camarinha.

    rnUma arrasadora manifestação popular com maturidade mas de evidente indignação. Vinícius está reprovado, é uma vergonha sem precedentes para a curta carreira política que seu pai Abelardo lhe deu de presente ao investir sabe-se lá quantos milhões de reais na tentativa de perpetuarem-se no poder como se fosse possível construir dinastia num estado democrático.

    rnA falta de capacidade e experiência naturais num jovem rico que chegou a deputado estadual por capricho e sede de poder do pai colocam Vinícius evidentemente como um marionete.

    rnMas se ele colheu nesse tempo todo o bônus do dinheiro e da projeção política do pai, agora ele também vai dividir o ônus e isso vem ocorrendo há quase três meses depois do criminoso atentado contra jornal e rádios comprovadamente planejado e executado pelo grupo político e bando armado de Abelardo.

    rnAs poucas aparições públicas têm sido do deputado estadual. Ele já havia sido vaiado por mais de mil pessoas num bingo beneficente e foi ignorado ao discursar em entrega de uniformes. Dois constrangimentos menores, mas já indicativos.

    rnFoi no sábado que os Camarinha ficaram sabendo que o povo não agüenta mais a forma de fazerem política, assim como os desmandos e mazelas no rastro dos crimes e irregularidades que Abe?lardo patrocinou ao longo dos últimos 20 anos.

    rnMas Vinícius é infelizmente seguidor dos mesmos métodos do pai. Tanto assim que o bando armado que cometeu o bárbaro atentado contra jornal e rádios tinha o malandro Amarildo Barbosa como funcionário de seu gabinete até uma semana depois do crime e acabou sendo demitido. Ele ganhava mais de R$ 5.000 mensais.

    rnTambém era empregado de sua folha de pagamentos no escritório político do prédio Nações Unidas da rua Bahia o deslumbrado Bruno Gaudêncio Coércio, que até maio também estava no cabide da Assembléia.

    rnOs dois agora curtem uniforme laranja ao lado do safado Amauri Delábio Campoy, em penitenciária de Bauru, enquanto esperam sentença judicial. Bem longe das vaias e gritos, mas igualmente pré-julgados pelo povo.

    rnMas não é só essa gente criminosa que estava ao lado e contando com as benesses de cargos públicos para os quais deveriam estar indicadas pessoas técnicas e capacitadas.

    rnNa folha da Assembléia por indicação de Vinícius constam gente de toda laia, alguns fantasmas oportunistas como parentes e agregados do charlatão Carlos Umberto Garrossino ou o bate pau e palmas Eduardo Cardoso de Matos, o Barata.

    rnTambém recebendo sem trabalhar no gabinete está o almofadinha Rafael que reúne como predicado ser irmão, mas o que ele faz mesmo é perambular pelas madrugadas fazendo ameaças e outras infrações. E no dia 8 também ajudou a cometer o atentado e vai estar indiciado no segundo inquérito que apura o caso e que as polícias já reuniram diversas provas de seu envolvimento.

    rnAs vaias e gritos do povo rejeitam essa gente como ficou patente. Mas rejeitam também outros comportamentos do próprio deputado, como o escandaloso e mal explicado caso de exploração sexual de menina em noitada de orgia como a imprensa denunciou, especialmente reportagem da TV Band, do jornalista Roberto Cabrini.

    rnMas sem dúvida a curta carreira de Vinícius começou mesmo mostrar perfil idêntico a do pai quando no início do ano deixou marca de traidor exatamente contra o governador Geraldo Alckmin, de quem se dizia aliado e amigo!

    rnPara quem está deputado estadual e pretende disputar a reeleição em 2006, Vinícius já recebeu recado que é uma bomba. Nem pode reclamar, pois se na glória sempre sorriu, na desgraça tem que buscar respostas e como ainda é jovem, quem sabe um dia possa livrar-se da parte ruim de ensinamentos da escola abelardiana de maus costumes.

    rnAté lá a partir de agora vai continuar colhendo o ônus e o povo será implacável, no mesmo formato e intensidade que foi há uma semana, na expressão dos gritos e vaias de um estádio municipal lotado.

    rnrnAbelardo é maior culpado

    rnrnJosé Abelardo Guimarães Camarinha é hoje cidadão comum, sem cargos, mas riquíssimo. Vive jactando-se que foi isso e aquilo, que construiu tal coisa e coisa e tal. Sempre quis passar-se por herói, professor de Deus e vítima.

    rnMas o império que construiu estava ruindo em partes, devagar, desde o começo do ano. Desmoronou dia 8 de setembro quando seu grupo político e bando armado executou o atentado terrorista contra jornal e rádios.

    rnAgora o que restou do seu grupo político vai virar espólio de outros eventuaislíderes e isso vai ocorrer de forma acelerada a partir das eleições do ano que vem.

    rnA parte isso, o que aconteceu com Vinícius no estádio Abreuzão foi sim um aviso evidente ao filho, mas o verdadeiro e grande culpado é o pai Abelardo. rnEsse sim é o alvo dos gritos e vaias, é o que está explicitado no coração e na razão do povo.

    rnMas como todo covarde, Abelardo não estava lá, não anda estando em lugar algum que seja público, só anda agora às escondidas, cercado de capangas, asseclas e puxa sacos comandados pelo charlatão Carlos Umberto Garrossino.

    rnTanto assim que como referência em qualquer informação e documento judicial, usa seu endereço na Capital, no luxuoso e suntuoso flat em Moema.

    rnAs vaias e gritos que eclodiram de forma espontânea e repentina por mais de 20.000 pessoas têm sim como reflexo primeiro e principal o atentado contra as liberdades de pensamento e imprensa evidenciado no incêndio criminoso contra o Diário e as rádios na tentativa de calar o jornalismo investigativoe pluralista.

    rnO atentado foi o maior e mais emblemático marco de banditismo desse grupo político que em várias eleições e enfrentamentos de adversários políticos usou e abusou de métodos escusos e de truculência e ódio.

    rnGente espancada, escorraçada, ameaçada, carros incendiados, barbáries de intimidação à luz do dia e nas madrugadas foram sempre executadas por bate paus comandados por Garrossino. O auge da criminalidade exacerbou dia oito de setembro com o atentado.

    rnMas as vaias e gritos não significam apenas pré-julgamento popular no caso do atentado, porque Abelardo e boa parte de seu bando e grupo político vinham sofrendo desgastes e tendo seus desmandos denunciados e investigados de forma acelerada nos últimos quatro anos.

    rnO poder e fortaleza de Abelardo vêm sendo desmascarados há mais de três anos, quando sua verdadeira face começou a surgir em dezenas e dezenas de procedimentos judiciais resultantes de investigações das polícias e de promotores públicos.

    rnOs veículos de comunicação como Diário e rádios passaram a dar espaço para debates sobre o destino e necessidades da cidade e as falácias e mentiras de Abelardo.

    rnFoi assim que o professor de Deus começou a ficar irritado com a imprensa e sonhou em calar uma parte. Sonhou mas agora vive e vai viver o maior pesadelo da vida de um político.

    rnAs vaias e gritos de uma semana atrás devem se repetir em futuras aparições públicas principalmente de Abelardo e Vinícius, mas também contra aqueles que continuarem insistindo em ignorar a necessidade de novos métodos para tratar a opinião pública, a gestão pública e principalmente o respeito às liberdades e estado de direito.

    rnAliás, o prefeito Mário Bulgareli vai ter que se desvincular e criar identidade própriaem 2006 e o sintoma evidente que a população está madura e não carimbou sua administração com as mesmas mazelas de Abelardo é que há uma semana foi aplaudido no estádio lotado. Nada com superfetação, mas houve demonstração de respeito, o que já está ótimo para o momento tão sensível.

    rnEnquanto isso, Abelardo era para ter construído uma carreira política e administrativa razoável não fosse acreditar estar acima de tudo e todos, não fosse acreditar realmente ser quase o dono do mundo ou dessa cidade.

    rnEle não teve adversários políticos na cidade, está sendo derrotado pelos seus próprios métodos de truculência e ódio.

    rnEstá sendo derrotado porque ninguém constrói império apenas sob intimidação, pressão, ameaças, além é claro de mazelas e desmandos contra os cofres públicos e rendendo em escorchantes pedidos de comissões e propinas contra empreiteiros, empresários e prestadores de serviços que participam de concorrências e licitaçõespúblicas.

    rnAs vaias e gritos que começam a vir do povo e das ruas evidenciam o fim do reinado de Abelardo que não pode e deve ser só banido de cargos a bem da vida e do poder públicos.

    rnDeve responder por tudo de mau que produziu e continua produzindo na saga de vingança que sempre patrocinou contra adversários e que agora me fez como seu principal alvo.

    rnMas ele está enganado se acha que pode desviar nosso caminho com seus velhos e velhacos métodos. Repetimos: cada ação terá reação a altura, mas dentro da legalidade e estado de direito, custe o que custar.

    rnAbelardo Camarinha, o que resta de seu grupo político e do bando armado e de asseclas que rastejam ao seu lado podem ter certeza que vão pagar pelo muito de maldade e criminalidade que fizeram seja contra as instituições públicas, seja contra qualquer cidadão e assim como contra jornal e rádios.

    rnNem mais, nem menos, é necessário garantir a verdade real e o direito de todos a ampla defesa e a sentenças e penas justas.

    rnNão vamos nunca nos igualar em sentimentos de ódio e vingança. Afinal, cremos em Deus e acreditamos na qualidade de vida e nos valores de igualdade, fraternidade, solidariedade, ética e justiça entre os homens.

    José Ursílio