• 29 jan 2006 /  Fique Ligado

    Eles podem sim ficar ricos, com bolsos cheios, patrimônio em imóveis escondidos em nome de parentes, tudo produto de dinheiro maldito, mas vão carregar o castigo e carimbo de gente do mal e não vão resgatar imagem de homens dignos. Estão no rol dos culpados, vão ficar nas histórias e memórias policiais e judiciais para sempre.

    rnBruno Gaudêncio Coércio, Amarildo Barbosa e Amauri Delábio Campoy estão e vão continuar na cadeia, condenados a 12 anos de prisão por planejar e executar com excesso de violência o atentado contra o Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM e roubo ao porteiro Sérgio Araújo no dia 8 de setembro de 2005.

    rnA sentença do magistrado José Roberto Nogueira Nascimento desmonta todas mentiras da defesa, confirma que a diretoria das empresas não teve qualquer envolvimento no caso e aponta a gravidade do atentado contra a liberdade de imprensa na cidade.

    rnMas a sentença do Juiz vai muito mais além da sua conduta imparcial e consistência técnica e embasamento jurisprudencial. Sepulta uma guerra produzida e colocada fraudulentamente nos bastidores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

    rnVou explicar como funciona a indústria de fraudes e informações forjadas e comprometedoras que envolvem grandes casos como o grave atentado contra o jornal e as rádios.

    rnSem dúvida a defesa contratada às vezes pode até produzir previsões otimistas para amenizar a ansiedade de clientes e familiares, mas quando o caso envolve tamanha repercussão e por trás está a truculência de violento grupo político, a realidade é bem outra.

    rnO sentimento de impunidade que sempre imperou e contaminou comportamentos e ações do grupo que cerca Abelardo Camarinha expõe e esbanja deboche.

    rnTanto assim que quatro dias antes de ser preso depois de aproveitar a brecha na legislação eleitoral do ano passado, Amarildo Barbosa ao invés de estar envergonhado e mostrando talvez arrependimento, foi festejar, comer pizza com o patrão Abelardo.

    rnA petulância extrapola o aceitável porque da ralé ao comandante da patota é um desfilar do tudo pode ser feito.

    rnDurante as investigações policiais e diligências e audiências no processo foi um festival de falcatruas na tentativa de impor suspeições contra o trabalho das autoridades, enquanto os protetores desfilavam e tripudiavam todo tempo.

    rnIdêntico ao clima da pizza, toda tramitação processual quase encerrada, a ação penal nas mãos do doutor José Roberto para que ele pudesse decidir com seu direito inerente e legal de magistrado e lá estava de novo a patota reunida.

    rnTrocaram o prato e alguns comensais. Ao invés da pizza, churrascada. Todos alegres, indiferentes à repercussão e aos prejuízos, todos jactando-se.

    rnIsso mesmo. Os donos do mundo estavam ali, até fazendo apostinhas, dizendo que os bandidos Bruno, Amarildo e Amauri seriam soltos ainda na semana que passou.

    rnQue bom, iriam até ficar na cidade durante o carnaval, aquelas caras de pau de sempre, risonhos, uma folia literal e generalizada.

    rnVárias cenas na churrascada, que sempre acontece e que se repete semanalmente, num estacionamento de veículo de integrante da troupe.

    rnO comerciante e advogado Marcelo Lobato está entre dezenas e dezenas de comensais e seguidores do grupo abelardiano. Mais. Apresentou-se como amigo do doutor José Roberto e insinuou que poderia dar tendências da posição do Magistrado.

    rnPronto. Foi ele quem na churrascada sacramentou o que o grupo de João Simão Neto e Abelardo Camarinha apostava para anunciar com antecedência a eventual sentença do magistrado.

    rnUma situação é exercitar avaliação sobre decisão, outra é criar e multiplicar insinuação de tráfico de influência e até suspeição sobre a conduta do juiz e isso foi feito.

    rnMarcelo Lobato disse que teria conversado comdoutor José Roberto e tinha certeza, os acusados seriam condenados em incêndio simples, seriam soltos, cumpririam alguma pena alternativa.

    rnA festança continuava. Felicidade generalizada. No guardanapo, João Simão escreve codificado ?3 a I.S. 16/01/06? (seria a descrição de três anos por incêndio simples e data da sentença) e rabisca como se estivesse assinado e para alguém conferir.

    rnTudo certo, todos bem informados, todos felizes, centenas de pessoas espalhadas pelos corredores de Fórum, Prefeitura, Câmara, butecos, esparramando que o atentado não viraria nada que o grupo de Camarinha é mesmo poderoso e que onde João Simão atua não há causa perdida.

    rnMas combinaram com quem mesmo? Como é que funciona o esquema? Como é esse descalabro?

    rnDa parte teoricamente fraca que é a verdade real e as vítimas do atentado, resta a humildade, ansiedade e a alternativa: espera da decisão final, a sentença do juiz em primeira instância.

    rnDoutor José Roberto e todo cidadão que está lendo minha coluna, sou obrigado a confessar que não é fácil agüentar o que suportamos de pressão vinda daqueles que se acham e se comportam como se fossem e estivessem acima de tudo e todos.

    rnOs dias passando, as horas, até que na terça-feira, independente dos advogados, das pizzas, dos churrascos, das versões, dos jornalistas, o único magistrado da causa em primeira instância devolvia o processo em cartório. Com sua decisão, cabível de recurso só no Tribunal, doa a quem doer, contente quem contentar, desagrade quem desagradar.

    rn12 anos de cadeia. 38 laudas. ?Transitada esta em julgado, tenham os réus seus nomes lançados no rol dos culpados? e segue-se a assinatura do Juiz José Roberto Nogueira Nascimento.

    rnChega de armação. Chega de impunidade. Chega de fraudes. Chega de insinuação. Chega de truculência. Chega de mentiras. Chega de boataria.

    rnA condenação encerra um período histórico de 138 dias de pressão e intimidação após o crime e sepulta a onda de boatos promovidos pelo grupo de Abelardo Camarinha.

    rnA decisão judicial acompanhou a acusação produzida pelo eficiente trabalho da Polícia Civil e instrução e diligências do Ministério Público e teses reunidas pelos advogados Telêmaco Luiz Fernandes Júnior e José Cláudio Bravos na avaliação sobre o motivo para o crime: os bandidos queriam calar o jornal e as rádios e impedir reportagens que a linha editorial crítica vinha produzindo.

    rnOs bandidos Bruno, Amauri e Amarildo e outros comparsas, contratante e mandante que ainda serão indiciados e denunciados no segundo inquérito queriam mesmo acabar as empresas.

    rnTanto assim que doutor José Roberto Nogueira Nascimento sentenciou: ?O propósito dos acusados, era inegavelmente, atear fogo no prédio da empresa CMN com o intuito de inutilizar as duas rádios que ali funcionavam e também o jornal, impresso naquele mesmo local?.

    rnO Magistrado foi muito mais além ao repugnar a gravidade do atentado: ?Justifica-se o acréscimo dada a motivação do crime, qual seja, destruir o Jornal Diário e as dependências de duas rádios da comarca de Marília, situação essa que poderia gerar prejuízo não só material a seus proprietários, como alijar de três órgãos de imprensa a população de toda a comarca, que se utiliza das empresas jornalísticas para obter informações no seu dia a dia e veicular anúncios e matérias de interesse regional.?

    rnRealmente é sem dimensão o prejuízo moral, emocional e emblemático do crime. Mas maior problema continua. Tão grave e grande quanto o crime de incêndio, agoraé a avalanche de medidas de pressão,truculência e ameaças que tentam calar jornal e rádios.

    rnNão há o que comemorar, nunca há que se tripudiar em cima da desgraça dos bandidos agora devidamente culpados, mas em que pese a pena judicial ter sido de 12 anos de cadeia, caberá aos advogados assistentes de acusação e provavelmente ao Ministério Público recorrerem ao Tribunal de Justiça para que Bruno, Amauri e Amarildo sejam também condenados pelo crime de formação de quadrilha. A pena seria reformada, acrescida talvez mais seis anos, cumpririam 18 anos na teoria.

    rnComo viveram sempre às custas do patrão e benesses do poder público, como nunca precisaram trabalhar como cidadão comum, Bruno Amarildo e Amauri devem se dedicar muito na cadeia, produzindo coisas boas com as próprias mãos, refletindo sobre o que fizeram e quem sabe um dia poderão voltar a viver em comunidade, com gente que aprendeu a lição que o crime não compensa e ninguém pode acreditar infinitamente na impunidade.

    rnMas acima de tudo esse tempo deverá ser aproveitado para que evoluam como seres humanos, é preciso acreditar que eles possam mostrar um pingo de arrependimento, seria importante que considerassem o tamanho do prejuízo que proporcionaram em primeiro lugar para as 230 famílias que dessa empresa tiram seu sustento, assim como a importância de veículos de comunicação livres, pluralistas. Seria importante que como cidadãos também confessassem pecados e tratem de encontrar o acerto de contas e perdão de Deus.

    rnPelo julgamento popular e na lei dos homens e ordenamento jurídico já estão devidamente condenados.

    rn
    Sentença enterra mentiras da defesa

    rnA defesa dos bandidos coordenada por João Simão Neto foi desmoronada na sentença do Juiz José Roberto Nogueira Nascimento. Foi um rombo em tudo que foi forjado, plantado, fraudado e sobrou a realidade, traduzida na condenação de Bruno, Amarildo e Amauri.

    rnÉ isso, a defesa foi medíocre. Afinal, até agora o que está mesmo evidente é que tudo foi jogo de cena para proteger Abelardo Camarinha e que os três que estão e vão continuar na cadeia devem ficar de bico calado porque a promessa é de serem recompensados.

    rnJoão Simão não faz fiado, não cobra pouco e está certo, embora sua defesa tenha deixado claro que seus métodos podem funcionar quando a parte contrária baixa a cabeça e se amedronta. Não foi isso o que aconteceu nesse caso.

    rnOs demais advogados não passam de serviçais de João Simão Neto e como eminências pardas não precisam nem de reparos em suas condutas.

    rnA defesa de dois milhões de reais não produziu efeito porque reuniu mentiras e fraudes e a sentença do doutor José Roberto foi implacável em diversas situações.

    rnAntes de explicar algumas das mentiras vou revelar aqui uma ironia que tive oportunidade de dizer ao próprio João Simão Neto, no Fórum, sexta-feira. JS talvez tenha ganho muito para fazer a defesa que está fazendo, mas deve receber dobrado para ter que agüentar o Abelardo.

    rnA sentença desmascara por completo e sustenta a denúncia que fizemos formalmente junto à Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná, contra o boletim de ocorrência falso na delegacia de polícia civil de Califórnia. Uma aberração o documento e aqueles que assinaram o papelucho vão ter que responder pelo ato.

    rnNa sentença, o Magistrado mandou processar a testemunha de aluguel Arnaldo Mendes de Oliveira Neto por cometer crime de falso testemunho, ao falsear a verdade para beneficiar os bandidos Bruno e Amarildo.

    rnO sujeito que responde pela alcunha de Arnaldinho é presta-nome em outros diversos processos inclusive contra jornal e rádios, mas foi desmascarado. Dentro da futura ação penal seguramente vai pagar pela falta de escrúpulo.

    rnA sentença põe ponto final na fantasiosa e ordinária mentira que o vagabundo Amauri Delábio Campoy fez contra este jornalista.

    rnRevoltante, inaceitável, não tem perdão, num momento de tamanha emoção, tamanha desgraça e dificuldade em recuperarmos as empresas das quais não só tiramos nosso sustento, mas como a tratamos como extensão de nossas vidas.

    rnA versão plantada no processo em fase judicial seguiu a orientação de João Simão Neto e a serviço de Abelardo Camarinha, parceiro de mesa de baralho de Amauri no muquifo onde mantinha clube de carteado clandestino.

    rnO próprio Abelardo em seus arroubos de vingança fez distribuir panfletos e assinou publicações pagas me acusando de ser suspeito no incêndio ao dizer da tese de seu apadrinhado, protegido e ex-empregado Amauri Campoy.

    rnMas a sentença do doutor José Roberto confirma o que a Polícia Civil e o Ministério Público sustentaram que José Ursílio nunca e em nenhum momento foi suspeito ou foi encontrado um único indício de que pudesse ter sido o contratante dos bandidos que planejaram e executaram o atentado.

    rnO bandido Amauri fez denunciação caluniosa e sendo flagrado pelo sistema interno de áudio e vídeo no dia do incêndio foi obrigado a confessar o crime e o que poderia ser benefício pela confissão do crime que poderia lhe dar em redução da pena, acabou gerando mais prejuízo.

    rnTanto assim que na sentença, o Magistrado registra: ?Não é razoável premiar quem comete em sua defesa crime de denunciação caluniosa, como o fez relativamente ao jornalista José Ursílio, afirmando, falsamente, que teria sido este o mandante do incêndio?.

    rnChega de armação. Chega de impunidade. Chega de fraudes. Chega de insinuações.


    José Ursílio

  • 24 jan 2006 /  Atentado





    O juiz José Roberto Nogueira Nascimento, da 1ª Vara Criminal de Marília, condenou ontem a 12 anos de prisão Amauri Delábio Campoy, Bruno Gaudêncio Coércio e Amarildo Barbosa por envolvimento no atentado contra o prédio do jornal Diário e das rádios Diário FM e Dirceu AM, em Marília (450 km de São Paulo). Os três foram condenados por incêndio criminoso e roubo qualificado.

  • 22 jan 2006 /  Atentado, Fique Ligado

    O juiz da Primeira Vara Criminal de Marília, José Roberto Nogueira Nascimento, deve decidir em poucos dias ou horas a sentença do processo que apura o incêndio, roubo e formação de quadrilha no atentado contra jornal e rádios.

    Mas sua decisão vai muito além de determinar o quanto os três primeiros acusados vão pegar de cadeia.

    rnIsso mesmo. Como todo crime encomendado por poderosos, o caso do atentado envolve esquema de proteção aos bandidos para que mantenham o bico calado e não entreguem não só o mandante, mas também os demais participantes.

    rnMas isso não é só. Há dez dias os advogados de defesa garantiram por telefone a Camarinha que em 13 dias os acusados estariam na rua. Mas já tinham combinado com quem? Aqui é assim mesmo, dá-se aquele jeitinho e pronto?

    rnComo se não bastasse, nessa semana que passou às vésperas de sair sentença, Abelardo e os advogados contratados já estavam jactando-se, comendo churrasco na sexta-feira e falando em alto e bom som:

    rn?Não tem mais problema. Eles vão ser condenados a três anos, três anos e pouco, mas vão para casa e está tudo acabado. Vai ser só no incêndio simples, não tem essa de formação de quadrilha de roubo do dinheiro e cheque do vigia e da tentativa de arrombar ou levar o cofre da empresa?.

    rnPior que isso. Um deles registrou em um guardanapo o que deve ser a sentença do juiz e mandou um dos bate-paus guardar o registro para provar depois que ele sabia de forma antecipada qual a decisão.

    rnA ralé e os cupinchas que estavam reunidos podem acreditar que tudo pode ser fácil assim como eles querem fazer crer, mas isso aqui não é terra de ninguém.

    rnEles podem ter muito poder, dinheiro, mas estão enganados se acreditam que vão continuar nessa impunidade. Ou então a mobilização necessária precisa abranger uma força tarefa com apoio e medidas muito maiores e mais radicais daquelas que estão em andamento.

    rnBruno Gaudêncio Coércio, Amarildo Barbosa e Amauri Delábio Campoy, até agora estão protegidos por Abelardo Camarinha que tem gasto e prometido pagar não apenas a contratação milionária de toda uma troupe de advogados, mas outros servicinhos e coisas esquisitas na até agora frustrada tentativa de livrar o bando das acusações.

    rnPara segurar a onda de quem está preso e evitar que os demais envolvidos sejam indiciados, o grupo tem gasto muito dinheiro. Mas os três que estão presos e devidamente incriminados hoje não significam um problema tão grande.

    rnPor incrível que pareça nem mesmo a cadeia serviu para que os acusados tivessem algum arrependimento e o sentimento de impunidade dá bem o quanto essa gente é perigosa.

    rnEles premeditaram, planejaram e executaram o crime, e iriam ganhar R$ 150 mil, divididos em seis quadrilheiros, mas agora quando forem soltos estarão milionários.

    rnAs benesses que estão prometidas somam R$ 1.000.000,00 para cada um, promessas que têm deixado as famílias tranqüilas (que absurdo) e fazendo Bruno, Amarildo e Amauri agüentar a cadeia de agora e a possível pena mais demorada.

    rnAbelardo quer evitar de todas as formas que alguém confesse que tudo foi planejado com sua participação.

    rn O segundo inquérito está em fase adiantada e vai indiciar Anderson Ricardo Lopes, o Ricardinho, que está preso, e outros que a polícia mantém nomes em sigilo.

    rnA voracidade e ganância desse pessoal parece ser a mesma do patrão. Tanto assim que nesses dias familiares de Bruno já teriam até recebido imóvel como garantia de sua parte. Eles vendem os parentes e entregam.

    rnAgora, resta saber se na hora da partilha dos bens e valores todos vão cumprir sua parte. Os milhões de dólares em patrimônio e dinheiro até agora circularam apenas nas mãos da dupla Abelardo-Garrossino segundo as denúncias, investigações e processos.

    rnMas como fazer os quadrilheiros suportarem a prisão sem falar nada? rnComo livrar da pressão os quadrilheiros encapuzados, mais violentos e perigosos, bandidos que não dão trégua?

    rnComo explicar a esses bandidos que a divisão dos pagamentos agora é tão desigual, embora todos estejam atolados até o pescoço em todos os enquadramentos e envolvimentos penais?

    rnEssas são algumas questões que os demais envolvidos vão fazer aos mandantes e contratantes da quadrilha e o tempo vai acabar mostrando que na vida real as quadrilhas acabam do mesmo jeito que nos filmes de ficção.


    Abelardo paga para multiplicar mentiras

    rnrnO desequilíbrio e desespero de Abelardo Camarinha está provando que ele realmente é capaz de qualquer ato pessoal e encomendado para se manter no poder e enriquecer às custas do dinheiro público.

    rnAcredita ser capaz de aniquilar aqueles que julga serem inimigos, adversários e opositores ou simplesmente quem usa o direito inalienável de livre pensamento, expressão e as liberdades, além do direito e dever sagrado de fiscalizar quaisquer agentes públicos.

    rnComo se não bastasse desperdiçar dinheiro que ganhou fácil em panfletos de asseclas, medíocres e malandros que vivem de migalhas, além de esparramar a cachorrada que ele emprega nas tetas da Prefeitura, essa semana ele mandou espalhar milhares de panfletos com a mesma ladainha e mentiras que vem repetindo nos últimos meses.

    rnA vítima? José Ursílio. Esse mesmo que parece ter sido escolhido por Abelardo para tentar desviar o foco dos escândalos em que se envolve nos últimos anos e que piorou por completo a partir de oito de setembro quando seu bando armado e incendiário entrou de madrugada no prédio do jornal e das rádios para destruir as empresas.

    rnMas se antes tudo que Abelardo tocava virava ouro, se antes tratava-se de um homem com sorte, comandante de exército eficaz para manter seu poder, agora felizmente tudo que ele se põe à frente acaba caindo na real. Onde ele toca vira lama, fede, é o lixo do lixo e não tem outra definição mais apropriada para exemplificar o limbo onde ele e seus asseclas estão chafurdando.

    rnO desespero de Abelardo é tamanho que ele perdeu a noção do ridículo, que pensa ainda ter poder para continuar com sua indústria de mentiras, que pode esconder e distorcer fatos e versões a bel prazer para ludibriar a opinião pública.

    rnA guerra é de forças desiguais. O grupo político e bando armado de Camarinha continua com pelo menos 50 milhões de dólares em dinheiro e patrimônio, muito poder e espalhando medo e truculência para se livrar das investigações. Fazem panfletos com esquema de mentiras, corrupção, extorsão e fraudes para me atacar.

    rnTenho coragem, estou enfrentando e suportando tudo com força de vontade, amor no coração, sua solidariedade e muita fé em Deus. É a briga de Davi contra Golias, do centavo contra o milhão, do exército do mal contra o povo.

    rnEles usam a lei do mais forte, do mais rico, do mais poderoso, do crime organizado, do tráfico de influência, das ameaças e intimidações.

    rnMas temos a verdade real, as mãos limpas e consciência tranqüila.

    rnNo mais cremos no julgamento popular, no ordenamento jurídico e desígnios de Deus.


    Bulgareli tenta resistir às pressões

    rnO prefeito Mário Bulgareli passou ileso de desgaste maior no primeiro ano de sua administração e a prova é que mantém aprovação popular. A cidade continua esperando que ele deslanche seus projetos e diga ao que veio.

    rnMas o desastre que Bulgareli enfrenta e resiste é o carimbo da escola abelardiana de maus costumes, até porque a cupinchada toda de Camarinha continua pendurada nas tetas gordas da viúva e sem preocupação alguma com o atual governo.

    rnPior mesmo é que Camarinha não dá um minuto de sossego para Bulgareli trabalhar e o prefeito não consegue se mexer muito, até porque ninguém sabe direito até onde vão os compromissos de ambos.

    rnO que Bulgareli vai ter que entender nesse segundo ano de mandato é que a cobrança da população vai começar e não dá para ficar protegendo Camarinha e os desmandos e irregularidades que ele deixou para trás.

    rnQuem tem a caneta na mão é Bulgareli e é ele quem vai responder por tudo de bom e de ruim. Portanto já passou da hora do prefeito abrir o olho e definir uma posição mais firme em sua própria defesa.

    rnCamarinha é aquele que julga-se todo poderoso e que pode subjugar a tudo e todos durante todo tempo.

    rnContinua tratando Bulgareli como se fosse marionete e nas últimas semanas passou a bombardear e pressionar o prefeito para obter mais poder.

    rnBulgareli precisa definir sua posição e mais do que nunca a cidade está cansada e saturada da roubalheira, da corrupção, do abandono das prioridades e desenvolvimento e, mais ainda, das mentiras e fraudes cometidas pelo grupo abelardiano.

    rnEste será um ano de muitas definições e a opinião pública está cada dia mais cansada de ver as mesmas caras, os mesmos comportamentos, as mesmas falcatruas.

    rnA sociedade civil está cansada de ser enganada por falsidades e dissimulações e a campanha eleitoral deste ano será bem diferente em todo país, conseqüência da decepção generalizada com a classe política.

    rnNo caso de Marília a situação ainda é pior, porque a cidade está passando por um momento de depuração que começou e vai ter continuidade. Será necessário renovar o discurso, a postura e o respeito à opinião pública e eleitor.

    rnNenhum político pode passar o tempo todo defendendo o antecessor como se sua administração não existisse, fosse o continuismo da anterior ou simplesmente estivesse cumprindo um mandato tampão como Camarinhasempre tentou fazer crer.

    rnO atual prefeito não tem se comprometido na busca de identidade própria, mas também não tem avançado e a partir desse segundo ano a tendência é para ser mais cobrado e obrigatoriamente terá que responder com resultados políticos e administrativos.


    José Ursílio

  • 15 jan 2006 /  Atentado, Sem categoria

    “Bruno Gaudêncio Coércio, Amarildo Barbosa, Amauri Delábio Campoy e outros que estão sob investigação nos autos do procedimento nº 1152/05, em trâmite por esta mesma vara judiciária, no interesse exclusivo do patrão, desejaram como que calar a linha editorial da imprensa.”



    É assim, com a vinculação do atentado aos interesses do ex-prefeito Abelardo Camarinha, que os advogados assistentes de acusação definem o crime perpetrado atentado contra o Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM. As informações estão nas alegações finais protocoladas na semana passada.


    A vinculação de Abelardo Camarinha como líder dos acusados complementa as acusações do Ministério Público, que aponta a atuação de um grupo criminoso por trás do incêndio e roubo cometidos no caso. O envolvimento do ex-prefeito é apontado na motivação para os crimes.


    “A instituição jornalística, no exercício do direito de livre informação vinha mantendo linha editorial crítica contra o grupo liderado pelo assaz conhecido político José Abelardo Guimarães Camarinha (vulgarmente conhecido por Camarinha, Abelardo ou Abelardo Camarinha), revelando algumas das mazelas cometidas pela sua administração na gerência do Poder Executivo municipal”, diz a manifestação.


    O documento é assinado pelos advogados Telêmaco Luiz Fernandes Júnior, assistente de acusação nomeado pela CMN, e José Claudio Bravos, nomeado pelo porteiro Sérgio Silva Araújo.


    As alegações dão à acusação maior descrição dos fatos e dos envolvimentos de cada acusado, que passam a incorporar a detalhada e técnica descrição legal que o Ministério Público havia apresentado.


    “A autoria é insuscetível de qualquer questionamento. Foram eles. A estratégia de negativa da participação da dupla Bruno-Amarildo revelou-se nitidamente falsa, mendaz, atrevida, inconseqüente. Uma ousada aventura jurídica que os mais comezinhos princípios da Defesa Criminal lógica, razoável ou ética desaconselhariam, ao bem dos próprios defendidos.”


    O documento critica a linha de defesa adotada, especialmente pela história da viagem ao Paraguai.Também destaca a forma como Amauri Campoy delatou Bruno Coércio.


    “A tentativa de explicação de que o Bruno que participou dos delitos não é o Bruno “carne-e-unha” Coércio, “e sim uma outra pessoa parda e forte” (fl. 679) é risível”, dizem os advogados.

    Mais. O texto documenta contradições da defesa. “Enquanto Bruno afirma que “seu pai sabia que ele iria viajar para Foz do Iguaçu” (fls. 686), o pai, parceiro político histórico do líder e mentor do bando afirmava em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, que na noite do incêndio criminoso ao prédio da empresa de comunicação Bruno se encontrava em casa. ‘Meu filho dormia sob meus olhos em minha casa’, afirmou o pai, secretário de esportes.” (Doc. n. 1).

  • 15 jan 2006 /  Fique Ligado

    Não fosse gangster, Abelardo Camarinha estaria agonizando em estágio de dar pena. Mas não se trata mais de esperar que apenas pague por seus crimes dentro do ordenamento jurídico brasileiro, mas sim de agregar metodologia psiquiátrica para estudar personalidade tão psicopata.

    rnA realidade é que Abelardo e seu bando terão que responder pelos crimes que cometeram e que estão cometendo. De novo vou elencar aqui mais uma série de ameaças à ordem pública cometidas por Abelardo.

    rnNão dá para responder ataques canalhas, masa realidade será exposta enquanto eu puder. Abelardo também usa meios ilegais e escusos para ataques desequilibrados, o julgamento popular já os condena.

    rnFora o banditismo que ele esparrama e que pensa que ninguém vê. Suas digitais estão por toda parte. Quer acabar comigo, com a empresa, como sempre fez com seus adversários. Faz terrorismo mas vai continuar desmascarado.

    rnNão Abelardo, embora me sinta tentado a responder suas mentiras deslavadas, ataques baixos, falta de decência,não posso jogar fora meus quase 30 anos de vida profissional, pois desde 1977 quando entrei no Correio de Marília como jornaleiro até hoje, 29 anos depois, tenho direitos e deveres como diretor de Jornalismo e Marketing do jornal Diário e das rádios Diário FM e Dirceu AM.

    rnTenho maior orgulho da cidade conhecer minha história de vida, minha atuação de jornalista corajoso, pluralista, valente em defesa das causas que defendi e defendo.

    rnNão é o caso de Abelardo.

    rnSua maior marca é a dissimulação e a covardia, personalidade bem própria de quem passou a vida inteira usando sem escrúpulo como cartilha distorcida aplicação do maquiavelismo.

    rnNão tenho e nunca terei medo de enfrentar e reconhecer meus erros e deficiências enquanto profissional e homem, pois eles me fizeram e fazem dia a dia um cidadão melhor, do bem e de bem.

    rnNão é o caso de Abelardo.

    rnEle se julga professor de Deus, dono do mundo, age sempre como se estivesse acima do bem e do mal e pudesse ter a tudo e a todos a seus pés durante todo tempo tal qual impiedoso facínora.

    rnNão tenho dinheiro, não tenho patrimônio, mas acima de tudo não tenho um único centavo, uma única moeda que tenha sido roubada de ninguém, principalmente dos cofres públicos.

    rnNão é o caso de Abelardo.

    rnÉ um ricaço, milionário com quase 50 milhões de dólares em dinheiro e algumas poucas propriedades em seu nome mas muito, muito mesmo escondido com herdeiros e terceiros, quase tudo roubado dos cofres públicos ou em propinas e comissões.

    rnTenho transparência, pois em todas empresas nas quaistivecargo em 29 anos de registro, sempre contei com respeito de todos os chefes e todos os patrões que tive, nunca houve umreparo em minha folha de serviços, em minha postura ética.

    rnNão é o caso de Abelardo.

    rnHá 30 anos não trabalha, nada produz, não gera um emprego, não dá nada para ninguém, sua folha de serviços é formada apenas de beneficiar-se dos cargos públicos que ocupou.

    rnTenho orgulho de minha família, de gente simples e humilde, sem bens materiais, mas de caráter e firmeza, e tenho dez anos de casado com a professora Cássia e zelamos pela educação de nosso único e maior orgulho, Matheus, de sete anos e meio.

    rnNão é o caso de Abelardo.

    rnEle largou a família, abandonou princípios, ao invés de dar educação e ensinar os verdadeiros valores de ética, justiça, humildade e fraternidade, enfiou os filhos numa viagem suicida para a maldade, a truculência, o ódio, as falcatruas.

    rnTenho obrigações de paipresente, levo Matheus ao médico, vou à reunião de pais na escola, procuro os pais até quando nossos filhinhos tiveram uma briguinha de criança.

    rnNão é o caso de Abelardo.

    rnEle abandonou o filho almofadinha Rafael exatamente no dia em que teve prisão temporária pedida e teve que ir ao Fórum e à delegacia de polícia se apresentar, acusado que é de estar envolvido e ter participado do odioso atentado contra jornal e rádios.

    rnTenho endereço fixo, sou encontrado dia e noite em minha casa, no meu trabalho, no supermercado, pagando meus impostos no banco, levando meu filho para passear e à escola, jantando com minha família em locais públicos, trabalhando pelo menos 12 horas por dia, assumindo e cumprindo compromissos.

    rnNão é o caso de Abelardo.

    rnEle tem endereços em regiões milionárias e nobres de Marília e São Paulo, mas nunca é encontrado, nunca é visto em locais de gente de bem, só na calada da noite, nunca sai para passear, só para crimes e ilícitos, nunca foi um homem de família, só é visto com asseclas e bandidos, seja em muquifos jogando baralho ouclubes chiques em São Paulo também na jogatina.

    rnTenho maior orgulho dos amigos, dos companheiros de trabalho, da solidariedade sincera que recebo e apoio fraterno dos mais diferentes segmentos da sociedade.

    rnNão é o caso de Abelardo.

    rnFica rodeado de cupinchas, puxa sacos, gente paga para bajulação. Existiu apenas ao criar uma lenda e forçar propaganda enganosa para massagear seu ego megalomaníaco.

    rnTenho maior orgulho de ser respeitado pela sociedade, entrar e sair de cabeça erguida em qualquer lugar, responder a qualquer intimação da justiça, tenho prazer em comparecer para fazer qualquer depoimento em quaisquer processos.

    rnNão é o caso de Abelardo.

    rnEle foi obrigado a desaparecer da cidade agora que está desmascarado, que ficou provado que era uma farsa, nunca é encontrado para responder a intimações, comparecer em audiências.

    rnTenho maior orgulho pois sempre respondi e respondo a processos e ações, tudo absolutamente dentro da lei de imprensa, do estado de direito e constitucional de liberdades de expressão e pensamento, afinal nunca me acovardei, não me omiti, não me neguei a escrever contra quem quer que seja, ricos, poderosos, do crime organizado ou simplesmente do cidadão que possa ter cometido erro ou infração e que deva ser motivo de reportagem ou opinião mais crítica.

    rnNão é o caso de Abelardo.

    rnEle responde a dezenas e dezenas de processos acusado de roubo, corrupção, enriquecimento ilícito, improbidade administrativa, falcatruas, sonegação, desobediência fiscal, enfim, tudo que é crime de um sujeito que passou 30 anos usando, abusando e lambuzando a máquina administrativa em benefício próprio, de seus cupinchas ou para perseguir, ameaçar e extorquir desde o cidadão comum até o comerciante que tivesse um projeto ou empresário ou empreendedor que fosse depender de alguma medida da Prefeitura.

    rnTenho maior orgulho por ter sido absolvido de dezenas de processos dentro da lei de imprensa e não acho nenhum desmerecimento, até o contrário, por ter sido condenado duas vezes por causa de processos restritos à minha atuação de jornalista profissional consciente de meus deveres independente do custo e ônus.

    rnNão é o caso de Abelardo.

    rnEle responde a vários processos criminais dentro de toda legislação que cuida do bem e patrimônio público, dentro do Código Penal e outras tantas leis, já foi condenado diversas vezes, sempre por desvio de dinheiro dos cofres públicos ou administração temerária contra o Executivo.

    rnTenho maior satisfação, estou do lado do bem.

    rnNão é o caso de Abelardo.

    rnSempre esteve e está do lado do mal.

    rnTenho muita tranqüilidade estou do lado do tostão.

    rnNão é o caso de Abelardo.

    rnSempre esteve atrás e só busca o milhão.

    rnTenho respeito pelas instituições, pelos homens intocáveis que estão como nunca dispostos a fazer de Marília uma cidade melhor, limpa, sem falcatruas, sem corrupção, sem mentiras, sem impunidade, com justiça e igualdade.

    rnNão é o caso do Abelardo.

    rnEle distorce, forja, frauda, corrompe, tenta aniquilar lideranças, destrata a tudo e a todos com falsos carimbos e mitos fajutos.

    rnConfio e coopero com as polícias Civil, Militar e Federal, com o Ministério Público Estadual e Federal, com o Poder Judiciário Estadual e Federal, com os órgãos de fiscalização e atuação estaduais e federais e exerço com determinação meus direitos como cumpro com exatidão meus deveres.

    rnNão é o caso de Abelardo.

    rnDurante todo tempo pressiona, ameaça, insinua tráfico de influência, criou e estimulou a sensação que por trás de tudo sempre teve boa parte dos agentes no bolso e que poderia aniquilar a carreira e ou a vida pessoal de quem ousar entrar em seu caminho.

    rnTenho tranqüilidade e convicção que vou continuar vivo, livre e empregado.rnNão é o caso de Abelardo.

    rnVai continuar vivo para poder pagar por tudo que fez e faz, pode demorar bastante mas dificilmente vai escapar da cadeia e infelizmente nunca vai saber o que é trabalhar pois terá milhões e milhões escondidos em dinheiro e patrimônio.

    rnConfio na lei dos homens, no julgamento popular e, acima de tudo, em Deus.rnO Abelardo? Sua vida responde por ele.

    rnrn
    Lavanderia ligada

    rnrnA ocultação de bens e valores na maior lavanderia do país voltou a funcionar como nunca nos últimos 15 dias. O ex-poderoso chefão Carlos Umberto Garrossino está desesperado com a caça ao seu patrimônio depois da medida judicial que indisponibilizou parte de seus bens.

    rnAtenção Receita Federal, Procuradoria Federal, Polícia Federal. Os imóveis voltaram a ser desovados para troca com dólar, num caminho inverso ao que ocorreu no último ano e meio como essa coluna demonstrou.

    rnO chefão de caixa dois e serviços escusos já vendeu a parte do prédio da Melhoramentos que comprou por 700 mil reais e estava em nome de herdeiro. Já vendeu imóvel da avenida das Esmeraldas de mais de 800 mil que estava em nome de incorporadora de fachada.

    rnNão é possível que a bandalheira passe no nariz de todo mundo enquanto nós, reles mortais vamos continuar apenas assistindo a essa esculhambação do bando da escola abelardiana de maus costumes.

    rnAlém disso, já que Abelardo está fazendo Bulgareli e Nardi passarem o pão que o diabo amassou de tanta pressão para manter cupinchas pendurados nas tetas da Viúva e demitir aqueles que não se sujeitam a seus caprichos, o prefeito poderia muito bem começar por aquele que é o representante maior da roubalheira dos cofres nos últimos oito anos e que levou comissão da compra de um prego às concorrências milionárias, daí tanto dinheiro para essa festança imobiliária.

    rnChega de roubalheira, chega de lavagem de dinheiro, chega de ocultação de bens, chega de forjar valores de compra e venda de bens.


    José Ursílio

  • 08 jan 2006 /  Atentado

    O Ministério Público do Estado entregou na sexta-feira as chamadas alegações finais de acusação com pedido de condenação total em punição aos integrantes de “grupo criminoso”, com “interesses escusos, em especial de seu comandante, ainda alvo de investigações”, por envolvimento no atentado contra o Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM.



    Em 13 laudas, o Ministério Público explica como seria o grupo criminoso e qual sua atuação. Diz que as provas do processo confirmam culpa de Bruno Coércio, Amarildo Barbosa e Amauri Campoy.


    Vai além e cita ligações políticas, dos cargos públicos ocupados e da gravidade dos crimes para atender interesses contra a divulgação dos fatos.


    Faltou dizer que o comandante alvo das investigações é o ex-prefeito Abelardo Camarinha, líder do grupo político em que os acusados se escondem. Mas confirma que os três acusados cometeram todos os crimes denunciados, inclusive contra a segunda vítima, o vigia Sérgio da Silva Araújo.


    As alegações finais são os últimos documentos de acusação e defesa no processo. Ainda precisam ser apresentadas alegações dos assistentes de acusação e dos defensores dos acusados.


    Bruno, Amarildo e Amauri foram acusados de incêndio criminoso, roubo qualificado e formação de quadrilha. Para a promotora, as provas confirmam toda a denúncia, desde a organização dos crimes


    Acusou os “interesses escusos” do grupo, “em especial do seu comandante, ainda alvo de investigações, tanto assim que houve a invasão da empresa jornalística por vários agentes, alguns armados, os quais agiam orquestrados e com divisão de tarefas.”


    O documento é recheado de argumentos e jurisprudência, especialmente do Supremo Tribunal Federal.


    É também usado para evidenciar as provas levantadas, como a confissão de Amauri Campoy, que também delatou Bruno Coércio, que até ano passado foi assessor do deputado estadual Vinícius Camarinha.


    “Essa confissão foi prestada sob a assistência do Dr. João Simão Neto, advogado militante nesta comarca que rubricou e assinou o termo de interrogatório. Aliás, esse mesmo advogado continua a patrocinar a defesa de Amauri e a coordenar a dos demais.”


    Além disso, o Ministério Público confirma que a defesa usou informações fantasiosas, como documento “ideologicamente falso” e até “testemunha profissional”.

    “Esse conjunto probatório também serve para demonstrar que Arnaldo Mendes de Oliveira Neto cometeu crime de falso testemunho, sendo esta pessoa utilizada costumeiramente como testemunha profissional, tal como se verifica nestes autos e em vários outros”, diz a promotoria.

  • 08 jan 2006 /  Fique Ligado

    Você vai saber aqui como Abelardo Camarinha manipula números e frauda informações para tentar iludir a opinião pública. Construiu mentiras e forjou indicadores mas a realidade é que a cidade nunca arrecadou tanto em impostos e recebeu tantos repasses estaduais e federais como nos últimos nove anos.

    rnO que aconteceu mesmo foi desperdício dos recursos e uma comprovação: o quefalta de dinheiro nos cofres da Prefeitura foi parar no ralo da roubalheira e é justificada pelas dezenas de processos de desvios, corrupção e enriquecimento ilícito de Camarinha, o ex-chefão Carlos Umberto Garrossino e boa parte dos integrantes do seu grupo político e bando armado e incendiário.

    rnPor conta do crescimento de repasses de recursosestaduais e federais e da explosão nos valores de tributos municipais como IPTU, ISS e dezenas de taxas e alíquotas, o orçamento da cidade pulou de R$ 45 milhões em 96 para mais de R$ 200 milhões no último ano de Camarinha.

    rnMas o ex-prefeito deixou Marília atolada em dívidas, com dezenas de serviços de saúde, educação e infra-estrutura capengas, dezenas de fornecedores sem receber, inúmeros serviços abandonados.

    rnO pior de tudo é que os cofres que poderiam estar equilibrados acabaram sem dinheiro e, muito pior, atolados numa dívida de mais de R$ 35.000.000,00, sendo mais de R$ 13.000.000,00 criadas pelo próprio Camarinha.

    rnMas a maior mentira bem própria da farsa política que serviu de base para o populistaAbelardo está refletida em números simples. Por exemplo, em 1996, último ano da administração José Salomão Aukar, a arrecadação com IPTU foi de pouco mais de R$ 4.100.000,00, enquanto em 2004, no apagar das luzes de Abelardo o tributo rendeu mais de R$ 9.200.000,00.

    rnOs números não param por aí e essa semana serviram para desmascarar as mentiras que Camarinha pagou e mandou escrever e divulgar pela cidade. Pior é que o ex-prefeito deturpa números e informações.

    rnMas ele estava acostumado a criar factóides bem no passado quando se julgava professor de Deus e pensava viver num império do mal onde ninguém mais pudesse obter e dar informações corretas.

    rnComo a escola abelardiana de maus costumes já não engana mais ninguém, durante 2006, como durante todo tempo, para cada farsa serão publicadas no Diário e nas emissoras de rádio Diário FM e Dirceu AM as verdades contra as mazelas e falcatruas.

    rnPor exemplo, em 2004, no apagar das luzes de Abelardo, somente de ICMS a Prefeitura embolsou R$ 31.249.

    rn900,56. No total de repasses de tributos estaduais, juntando mais de R$ 9.000.000,00 de IPVA e outros repasses menores, foram parar nos cofres municipais R$ 40.671.104,40.

    rnEm relação a 2003, foi um aumento superior a 12%, pois naquele ano o ICMS rendeu a Marília R$ 28.270.088,90, enquanto o acumulado com IPVA e outros tributos menores rendeu R$ 36.575.971,50.

    rnMas isso não é só. Outra mentira descarada de Abelardo dizendo que os repasses federais caíram em 2003 e 2004 pode ser facilmente comprovada e vou mostrar aqui novos números que ele pensa que vai mas não pode manipular.rnEm 2003, o FPM (principal repasse federal aos municípios) foi de R$ 14.202.

    rn643,27, que acumulado com outros repasses e mais o Fundef superior a R$ 10 milhões, rendeu aos cofres de Marília R$ 25.420.373,16.

    rnEm 2004, último ano de Abelardo, o repasse do FPM pulou para R$ 15.824.rn523,23, que acumulado com mais de R$ 12 milhões do Fundef e outros tributos pulou para R$ 29.006.600,32. Foi um crescimento de quase 14% de 2003 em relação a 2004.

    rnMas o problema todo estava nas mentiras e desperdícios patrocinados em final de governo e com a voracidade de contratos suspeitos e obras superfaturadas.

    rnCasos gritantes como a compra de software por mais de R$ 4,5 milhões, implantação de nova iluminação que custou mais de R$ 1,7 milhão em postes e lâmpadas que ninguém sabe onde foram parar e outros tantos contratos de horas máquina, pavimentação asfáltica, remédios, produtos de alimentação, uma festa de notas quase frias porque os produtos e serviços ninguém viu.

    rnTodos contratos em investigação pelo Ministério Público Estadual e Federal, mas que na realidade precisa de uma força tarefa para desvendar tamanha roubalheira. Alias os promotores têm outros contratos leoninos que devem entrar na devassa: administração da merenda escolar por empresa privada e consultoria jurídica para receber dinheiro do INSS devido ao Iprem.

    rnMas o maior problema mesmo é que a herança maldita que Camarinha deixou para Mário Bulgareli foi minimizada porque o atual prefeito ficou no silêncio não apenas por ter sido o vice de Abelardo. Na política tem-se o hábito lamentável de fechar-se os olhos quando não se quer ver a verdade.

    rnNo entanto, com a publicação dos balanços e peças orçamentárias de 2004 e as investigações sobre as contas e contratos as mazelas estão aparecendo e as mentiras sendo desmascaradas.

    rnOs recursos de repasses estaduais e federais cresceram, os impostos municipais foram pagos pela população, a inadimplência foi pequena, mas o dinheiro foi mal aplicado, mal gasto, investido onde está evidente existiria vantagem de comissões e propinas.

    rnOutro problema que Abelardo deixou para Bulgareli foram os precatórios, uma bomba que começou a estourar em 2005 e serviu para enfraquecer ainda mais as finanças da Prefeitura.

    rnPior é que Camarinha promoveu uma farra de contratações de cupinchas e fantasmas com salários de marajás, entre R$ 1.500,00 e R$ 4.000,00, enquanto deixou o funcionalismo de carreira à mingua, sem reajuste algum, apenas com abonos de R$ 50,00. Uma vergonha.

    rnSão mais de 530 contratações, que consomem mais de R$ 1.300.000,00 por mês. Muita gente técnica, que trabalha de forma eficiente, mas no meio há pelo menos 150 picaretas e puxa-sacos. Tem aberrações como famílias inteiras de protegidos, com pai, mulher, filhos e até o periquito e o cachorrinho recebem seus holerites no fim do mês.

    rnA máquina administrativa encareceu por causa da festança com os protegidos e as mamatas para tirar vantagens indevidas e ilícitas contra as gordas tetas da Viúva Municipal.

    rnMas os repasses e arrecadação de impostos municipais continuaram muito bem, obrigado, durante a gestão da escola abelardiana de maus costumes.

    rnAo longo de 2006 o Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM vão apresentar reportagens especiais sobre cada investigação e cada processo que está tramitando nas mais diversas instâncias, do Ministério Público e Poder Judiciário para que você possa avaliar os estragos que a administração Camarinha promoveu nas contas do município e os prejuízos gerados por contratações suspeitas de obras e serviços.

    rnMas isso não é só. Dezenas de documentos de denúncias de contratos e desvios que têm chegado a este jornalista estão sendo encaminhados para as instâncias devidas, todas assinadas, protocoladas para novas investigações.

    rnNinguém pode omitir-se diante de tantas mazelas e mentiras, vamos ter sempre a coragem de enfrentar a truculência em defesa de transparência, ética e justiça.


    Bloqueio de bens é ninharia para Garrossino

    rnrnrnA Justiça de Marília determinou o bloqueio dos bensque estão apenas no nome do ex-todo poderoso chefão Carlos Umberto Garrossino, acusado de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e outros tantos e tantos crimes quando mandava e desmandava na Prefeitura.

    rnMas o que está indisponível é uma ninharia comparado ao que ele tem de patrimônio escondido em nome de herdeiros e pessoas de confiança, além de incorporadoras e empresas de fachada e valores em reais e dólares.

    rnGarrossino foi o prefeito de fato no segundo mandado de Abelardo e as indicações e sinais de riqueza mostram que construiu patrimônio idêntico ao do patrão, privilegiado que foi com o controle de 100% de tudo que era comprado e contratado na Prefeitura.

    rnFoi o homem que montou o maior esquema de controle das contas e gastos públicos. Nenhum secretário tinha autorização para comprar um único prego sem sua autorização.

    rnSão dezenas e dezenas de prédios comerciais e residenciais comprados e pagos em movimentação milionária de dinheiro de caixa dois fora da declaração de renda e sonegando impostos.

    rnSomente em 2005 foram gastos mais de R$ 3,5 milhões em imóveis em locais nobres e valorizados, como ruas São Luiz, Coronel José Braz, Jardins Esmeralda, Tangará e Tropical e até parte do prédio da antiga Melhoramentos adquirida por R$ 700 mil e em nome de herdeiros.

    rnTeve poder esvaziado no atual mandato mas está na secretaria da Administração e tem uma rede de informantes consegue manipular todas informações internas e é o pittbul de Abelardo para vigiar cada passo de Mário Bulgareli.

    rnA indisponibilidade de bens é gota d?água no mar de riqueza de Garrossino, tanto assim que entre os bens bloqueados está a Fazenda Uberlandia em Oriente, avaliada em R$ 6 milhões (240 carros Gol ou Corsa); mas que Garrossino declarou em cartório valer R$ 50 mil, valor de dois carros populares.

    rnNos últimos 10 anos Abelardo e Garrossino armaram um esquemão para que pudessem fugir da devolução de bens aos cofres públicos e tivessem bens indisponíveis. Mas é tanto para esconder que não deu tempo.

    rnCercar essa gente vai um pouco mais de tempo e dependerá de devassas não apenas em seus nomes, mas de herdeiros e principalmente agregados que se escondem como empregados e empresas de fechada, muitas delas fora de Marília e até do estado.

    rnDiversas frentes de investigações civis, criminais e fiscais estão em andamento e somente o dossiê de promotores estaduais indicam movimentação pessoal surpreendente, que chega até R$ 2,5 milhões em uma das contas investigadas, o equivalente a aproximadamente a 100 carros como o Gol ou o Corsa populares.

    rnO dossiê integra a ação cautelar movida pelo Ministério Público para bloquear todos os bens de Carlos Garrossino.

    rnO bloqueio garante pagamento de ação para cobrança e investigação de enriquecimento ilícito do chefão que controlou os negócios municipais e pessoais de Camarinha, além de serviços escusos.


    Coisas da escola abelardiana

    rnOs integrantes da escola abelardiana de maus costumes não se especializaram apenas em falcatruas contra os cofres públicos e outros tantos crimes bárbaros como formação de quadrilha, roubo e incêndio.

    rnAlém de espalhar truculência e ameaças numa tentativa tresloucada de tentar gerar pânico e de fraudar a verdade tentam esculhambar o processo que incrimina os bandidos de carteirinha do bando de Abelardo.

    rnNinguém está arrependido de nada, ninguém respeita as autoridades, o falastrão João Simão Neto – interlocutor de Abelardo – tal qual o professor de Deus deve se achar dono do mundo.

    rnTerminada a audiência da semana que passou, o tal JS saiu rosnando as besteiras de sempre que nem mesmo seus puxa-sacos mais acreditam.

    rnAbelardo está engolindo porque vai desembolsar R$ 2 milhões para tentar salvar seus bandidos protegidos.

    rnMas é simplesmente lastimável o que essa gente fala. Tanto assim que João Simão ligou para Abelardo e garantiu que continua tudo muito bem e em 13 dias os quadrilheiros presos vão voltar para casa. Ah, bom, vão assistir e até participar da folia do carnaval?

    rnMas combinou com quem? Ele é o juiz? Está anunciando sentença?

    rnPára gente, chega de galhofa, de fraude. Esse país não é lá muito sério, mas os tempos são outros, as instituições e seus agentes têm compromissos e não é mais com o crime organizado, poder paralelo e dinheiro produto da roubalheira.

    rnÉ preciso que cada um responde por tudo que faz de bem e de mau.

    rnEm 2005 o malandro Amarildo Barbosa viajou aos Estados Unidos com Abelardo, fez festa, teve emprego de R$ 5 mil mensais, comeu pizza dois dias antes de ser preso com o patrão. Mas a hora é de pagar pelos seus crimes.

    rnAbelardo passou a virada do ano curtindo em Buzios, continua sem preocupação, a ralé (Amarildo, Bruno Galdêncio Coércio e Amauri Delábio Campoy) presa continua de bico calado. Rafael vai desfilando de Audi novo em baladas na noite, mas eles também vão ter que responder por tudo nesse 2006.

    rnIsso sem contar que além do caso específico da apuração do atentado, esse ano a sociedade civil terá o papel fundamental de ajudar numa operação para limpar a cidade dos bandidos de colarinho branco e crime organizado.

    rnNão dá mais para ver tanto ladrão e golpista desfilando com malas de dinheiro, carros novos, comprando imóveis, como se aqui fosse a maior lavanderia do país.

    rnÉ preciso investigar e construir devassa e dossiês dessa gente e seus agregados para que o cidadão do bem e de bem possa viver em paz.


    José Ursíliornrn

  • 06 jan 2006 /  Atentado

    Dois funcionários de um posto de combustíveis da cidade prestam depoimento hoje, a partir de 10h no Fórum de Marília, para confirmar informações já apresentadas na Polícia sobre o atentado contra a CMN.



    Os dois devem dizer que Amarildo Barbosa, que era assessor do deputado Vinícius Camarinha na madrugada do crime, esteve na cidade dia 8, lavou seu carro, riu e conversou poucas horas depois do incêndio.


    Preso por envolvimento no caso, Amarildo disse à Justiça que nem estava em Marília, mas viajando ao Paraguai. As testemunhas não são as únicas provas da mentira, mas foram chamadas para confirmar informação apresentada pelo delegado José Carlos Costa, da DIG, que mencionou seus depoimentos.


    Além dos dois depoimentos, Amarildo é incriminado pelo uso de seu celular na madrugada do atentado e pelas conversas gravadas no sistema de segurança. Com ele, fica incriminado também Bruno Gaudêncio Coércio, outro ex-assessor de Vinícius. Bruno disse que viajava com Amarildo.


    Além dos dois está como réu confesso no processo, Amauri Campoy, ex-assessor de confiança do ex-prefeito Abelardo Camarinha, pai de Vinícius. A audiência será a última no primeiro processo aberto para investigar o caso.

    Deve haver pelo menos mais um processo, que já tem um réu preso – Anderson Ricardo Lopes – e um acusado solto, Rafael Camarinha, irmão de Vinícius e filho do ex-prefeito.