• 26 fev 2006 /  Fique Ligado

    Eu, Cardoso, Renata, Cássia, Lizete, estamos chocados e revoltados mas podemos e sabemos como nos defender. Não é o caso de nossos filhos Gustavo, Rafael e Matheus. É por isso que assumo legítimo direito e dever de defendê-los contra a covardia comandada pelo gangster Abelardo Camarinha.

    rnO pior das condutas, o submundo humano que existe nas cadeias não é tão baixo. Mesmo atrás das grades existe código que na prática funciona como limite de atos e comportamentos. É quase sempre implacável sua aplicação.

    rnNo caso da escola abelardiana de maus costumes e banditismo não existe limite e as provas se multiplicam há anos, mas o ápice neste momento é assustador.

    rnConfesso ter dificuldade mas tenho equilíbrio emocional para defender Gustavo que conheci criança, vi sua adolescência, sua educação e ternura de jovem e infelizmente o vi vítima de infarto fulminante aos 25 anos.

    rnNão me perdoaria se me calasse, ainda que saiba quão duro mesmo é Cardoso e Lizete verem a memória do filho violentada por conta de um panfleto que mandaram distribuir contra nossas famílias.

    rnIncomoda o fato de o banditismo conseguir seu objetivo: machucar o emocional já abalado de nossas famílias. Agridem como se o abalo psicológico de nossas famílias, nossos filhos, fosse desviar nossos caminhos ou fosse arrefecer nossas posturas.

    rnNão dá para crer no panfleto que foi produzido com mentiras tão sujas, ataques tão imorais. O cúmulo de abuso e desrespeito à memória e dignidade do jovem Gustavo. Ultraje ao sentimento de dor em momento tão intocável e sagrado de pais, familiares e amigos.

    rnÉ inimaginável violar a memória de falecidos. É inimaginável expor pessoas de bem em panfletos imorais. É repugnante expor foto de criança de 12 anos.

    rnPor essas e outras tantas razões José Abelardo Guimarães Camarinha não é apenas um covarde. A mente diabólica, o banditismo adotado não têm limites.

    rnÉ preciso repetir à exaustão: a sociedade e as autoridades não têm dimensão do que está ocorrendo e o que está por trás da adoção de outros métodos de truculência, ameaças, perseguições, jogo sujo e corrupção sem limites para ataques covardes.

    rnO mundo real, o submundo real, distantes do oficial, do ordenamento jurídico e da legalidade, tomaram conta de boa parte da cidade, de estruturas públicas e é preciso que as autoridades ajam para conter esse desmando desenfreado que afeta não apenas nossas vidas, masultraja o estado de direito e a lisura das instituições.

    rnA distribuição de correspondência anônima, contendo panfleto apócrifo com tamanhos ataques e mentiras é de uma sujeira que nunca, ninguém, vai dimensionar até onde a falta de escrúpulo pode chegar.

    rnNão tenho medo, não vou retroagir, muito pelo contrário me sinto a cada dia mais forte e recompensado e agradecido a Deus por essa perseverança.

    rnA corrupção e o poder de Camarinha têm sido usados de todas as formas para nos destruir. O atentado de 8 de setembro foi apenas um ato de repercussão e mostrou como a parte criminosa do grupo de Camarinha pode agir.

    rnCamarinha tem usado seu dinheiro sujo, seu poder, a máquina administrativa da Prefeitura, o dinheiro, empregos e estrutura em torno do cargo de deputado estadual de Vinícius Camarinha para nos atacar covardemente, com as mais diferentes e repugnantes armações.


    Imoralidade é ameaça a todos nós

    rnrnA indecência dos ataques deve servir como um alerta para a coletividade. A nova tentativa de intimidação é brutal contra pessoas e empresas que ousam, há meses, enfrentar o que existe de mais poderoso, organizado e truculento.

    rnPor isso, as ofensas e imoralidades de agora não são apenas uma agressão aos envolvidos. São um grito de ameaça. É a forma que os bandidos encontraram para dizer ?ninguém mexe conosco?.

    rnCalar agora, submeter agora e render-se agora é dizer que os bandidos são intocáveis, que a cidade e a vida de todas as pessoas dependem da vontade e dos interesses deles. E isso é inadmissível.

    rnPrecisamos de proteção das instituições, da parte que ainda resta de agentes públicos corretos, honestos, incorruptíveis, para que possam assegurar garantias de vida, de liberdades e honra.

    rnA covardia desse grupo poderoso que toma de assalto a cidade há vários anos não poderá prevalecer. Essa cidade não pode continuar como se a lei fosse da corrupção, da truculência, da covardia e da impunidade.

    rnMas já não adianta mais esperar apenas combate à corrupção e criminalidade do governo paralelo, pois há infiltração e ramificação em todos os poderes e instituições.

    rnNão é sem motivo que desde o fatídico 8 de setembro estamos articulando uma frente de entidades e outros segmentos para trazer ajuda de fora, de instâncias superiores, única forma de realmente reestabelecermos a igualdade de direitos e deveres.

    rnÉ uma luta desigual, só estamos sobrevivendo porque estamos do lado do bem, da verdade. Temos apoio da opinião pública e de parte das instituições onde existem homens de bem, honestos, intocáveis, que estão desde há muito tempo tentando desmascarar e acabar com o império do crime e do mal que domina a cidade.

    rnAbelardo Camarinha e o chefão de serviços escusosCarlos Umberto Garrossino estão orquestrando diariamente uma campanha de banditismo de bastidores, longe dos olhos da polícia, do Ministério Público, do Poder Judiciário.

    rnSão atos e pressões até perseguição pelas ruas que nos faz refém e encurralados entre nossas casas e empresa.

    rnNão podemos sair mais na rua, estamos sendo seguidos, estamos ameaçados e rendidos. Não podemos mais tirar o olho de nossas famílias, de nossos filhos porque o clima é de terror.

    rnNão vamos nos desviar da legalidade, mas não vamos nunca mudar de postura. Nossas mãos nunca serão sujas.

    rnCamarinha e Garrossino estão execrados publicamente, embora continuem acreditando na força do dinheiro e poder que têm e que podem se livrar de tudo mais cedo ou tarde. Estão enganados.

    rnA cidade assistirá a eles devolverem tudo que não lhes pertence e que vão continuar respondendo cada dia mais nas áreas civil e criminal.

    rnNo julgamento popular já foram condenados, na Justiça dos homens aos poucos vão sendo encurralados, mas quando deixam de respeitar até crianças e a memória de um jovem falecido, com certeza o acerto de contas com Deus virá na proporção correta.

    rnPeço a Deus que continue protegendo minha família e a de Cardoso e que nada abale nossa corageme nossa postura ética e de honra.


    É hora de reagir contra os desmandos

    rnReafirmo a postura de anúncio sem precedentes históricos. No dia 21 de março, às 13h, vou entregar para uma força tarefa que desde já conclamo requisitando a presença de policiais, promotores, entidades de direitos humanos para entregar tudo que venho recebendo de documentos contra o império do mal e do crime.

    rnCentenas de documentos que venho recebendo nos últimos meses vão virar o maior marco de combate à corrupção e à impunidade que a cidade já assistiu. Será uma ação coordenada e que impossível não estabelecer novos rumos para a sociedade.

    rnHomens de bem, os cidadãos que lutam pela dignidade, do mais simples ao mais abastado mas consciente,está na hora de desmascarar para sempre tanto desmando.

    rnPeço a cada cidadão, a cada entidade, que nos próximos 15 dias possa continuar remetendo documentos e outras denúncias, pois vou constituir um dossiê para acabar de vez com tanto banditismo.

    rnVamos denunciar os escândalos, como a movimentação milionária mantida por Camarinha na conta de Marineide, em uma agência do Banespa em Bauru, enquanto era prefeito.

    rnMuito dinheiro de origem escusa, que Camarinha fez questão de esconder, como escondeu seu empreguinho fantasma no metrô e tantas outras mazelas e crimes. Mas chega de banditismo. Os crimes vão começar a aparecer e Camarinha que responda por eles.

    José Ursílio

  • 24 fev 2006 /  Fique Ligado

    José Abelardo Guimarães Camarinha é um covarde. Mas não só isso. O banditismo adotado para tentar me aniquilar, ao Carlos Francisco Cardoso e ao jornal Diário e rádios Dirceu AM e Diário FM não tem precedentes na história.

    rnO nível moral de Camarinha despenca na exata proporção de sua credibilidade, de sua popularidade. O banditismo político caminha para o mais simples banditismo comum e fuleiro.

    rnAgora o alvo é atingir, machucar, agredir e ferir familiares meus e de Carlos Francisco Cardoso. Tudo para intimidar quem enfrenta Camarinha, sua gangue e seus métodos criminosos.

    rnNão adianta. Não vai haver medo, Camarinha.

    rnO atentado de 8 de setembro falhou, apesar de praticamente destruir quase 80% das instalações e equipamentos das empresas. E ainda assim o crime maior deu errado: era uma tentativa de calar esse jornalista, o jornal e as rádios.

    rnMas a sociedade e as autoridades não têm dimensão do que ocorre no jogo sujo da intimidação, das ameaças, da pressão, dos ataques baixos.

    rnLonge do mundo oficial da legalidade correm métodos truculentos, perseguições, jogo sujo e corrupção sem limites.

    rnA cidade começou a receber ontem correspondência anônima, com ataques pessoais, mentiras e uma sujeira que, nunca, ninguém vai dimensionar até onde a falta de escrúpulo pode chegar.

    rnA exemplo do atentado e de outras bandalheiras e mazelas, os panfletos covardes não conseguem fugir à marca, ao estilo, aos interesses de Abelardo Camarinha, figura pública transformada na maior fraude política da cidade.

    rnSomente a partir de hoje eu e minha família, assim como Cardoso e sua família, poderemos ter possibilidade de adotar medidas para pedir que as polícias e Justiça possam nos dar garantias de vida, liberdade e honra.

    rnEssas ofensas de baixo nível não vão funcionar. Camarinha gaste o que gastar do dinheiro sujo, da fortuna ilícita, nas mentiras que forem, nas campanhas que forem e nem assim vai parar a defesa da legalidade, da moralidade.

    rnNão tenho medo, não vou retroagir, muito pelo contrário me sinto a cada dia mais forte e recompensado e agradecido a Deus por essa perseverança.

    rnPeço confiança, tranquilidade e fé, primeiro a minha família e à família de Cardoso. Ninguém vai nos causar tantos males sem que responda dentro da legalidade.

    rnSim, é uma luta desigual.

    rnSó estamos sobrevivendo porque estamos do lado do bem, da verdade. Temos apoio da opinião pública e de parte das instituições em que existem homens de bem, honestos, dedicados a causas decentes.

    rnAbelardo Camarinha e o chefão de serviços escusos, Carlos Umberto Garrossino, estão orquestrando diariamente uma campanha de banditismo de bastidores.

    rnNão podemos sair mais na rua, estamos sendo seguidos, estamos ameaçados e rendidos. Não podemos mais tirar o olho de nossas famílias, de nossos filhos porque o clima é de terror.

    rnMas ninguém vai desviar nossos caminhos, Camarinha e sua gangue não vão romper a proteção que Deus nos empresta nesse momento.

    rnVamos investir até a última gota de sangue e suor, dentro da legalidade, sem nunca mudar de postura. Nossas mãos nunca serão sujas.

    rnÉ por isso que vou assumir um compromisso. No dia 21 de março, às 13h, vou entregar aos serviços policiais e de Justiça pacotes de documentos que venho recebendo nos últimos meses com indícios e informações sobre corrupção, banditismo, quadrilheiros e mentirosos.

    rnDesde já conclamo uma força tarefa requisitando a presença de policiais, promotores, entidades de direitos humanos e outros. Vamos criar o maior marco de combate à corrupção e à impunidade que uma cidade já assistiu.

    rnPeço a cada cidadão, a cada entidade, a cada pessoa, que nos próximos 15 dias possa continuar remetendo documentos e outras denúncias para constituir um dossiê para acabar de vez com tanto banditismo.

    rnCamarinha e Garrossino não podem mais só serem desmascarados publicamente, ainda que com o dinheiro e poder que têm e usam acreditam que podem se livrar de tudo mais cedo ou tarde.

    rnNão há limite para a indecência nessa guerra para se apegar ao dinheiro público? Não há limite para a indecência na tentativa de acobertar crimes, mamatas, roubalheira?

    rnEstão enganados.

    rnA cidade assistirá a eles devolverem tudo que não lhes pertence, sem que fiquem livres da cadeia.

    rnOs limites existem. A coletividade cobra e exige esses limites. Chega de banditismo.

    rnPeço a Deus que continue protegendo minha família e a do Cardoso e que nada abale nossa coragem e nossa postura ética e de honra.

    José Ursílio

  • 19 fev 2006 /  Atentado

    O Tribunal de Justiça de São Paulo negou pedido de decisão antecipada em habeas corpus apresentado pelo escritório Marzagão – um dos mais renomados e caros do país – e determinou que os três condenados pelo roubo e incêndio criminoso no atentado ao Diário, continuem onde estão: na cadeia.



    A decisão desmonta a primeira tentativa do grupo político do ex-prefeito Abelardo Camarinha para minimizar as punições pelo atentado.


    O próprio Camarinha segue como suspeito no segundo inquérito, em que já está acusado também seu filho, Rafael Camarinha, investigado por envolvimento direto no crime. Ele foi delatado por Anderson Ricardo Lopes, o Ricardinho, réu confesso no caso, que espera julgamento em liberdade.


    O pedido pretendia beneficiar Bruno Gaudêncio Coércio, Amarildo Barbosa, amigo pessoal de Camarinha, ex-assessor do deputado Vinícius Camarinha, e Amauri Campoy, ex-assessor de Abelardo Camarinha e dono de clube clandestino de carteado que era freqüentado pelo ex-prefeito.


    A decisão do Tribunal saiu dia 9 de fevereiro. O desembargador Luiz Carlos Ribeiro dos Santos, presidente da Seção Criminal do Tribunal de Justiça, rejeitou o pedido.


    “Indefiro a liminar pleiteada, uma vez que as circunstâncias de fato e de direito trazidas à colação não evidenciam o atendimento dos pressupostos cumulados típicos das cautelares”, decidiu o desembargador.


    Segue tramitando no tribunal pedido de libertação e recurso contra a decisão da Justiça de Marília, mas haverá manifestação contrária do Ministério Público e dos assistentes de acusação, com argumentos para manter os condenados na cadeia.


    “A antecipação do mérito do habeas corpus exige que a ilegalidade do ato impugnado seja flagrante, de molde a justificara imediata suspensão dos seus efeitos, o que não sucede na hipótese dos autos”, diz a decisão.


    Ou seja: a defesa tentou transmitir imagem de que a sentença que condenou Bruno é flagrantemente errada. E mais uma vez, a defesa do grupo de Camarinha não colou.


    A contratação o renomado advogado Ronaldo Augusto Bretas Marzagão para defender o grupo foi tomada logo após a condenação. Até então a defesa era feita pelo advogado João Simão Neto, defensor da família Camarinha no caso.


    Simão foi o advogado que acompanhou o depoimento em que Amauri Campoy delatou Bruno Coércio por envolvimento no atentado.


    Depois dessa delação, a tentativa de proteger Bruno, filho do atual secretário de Esportes, Carlos Coércio, o Guru, provocou diversos deslizes da defesa no processo, como uma falsa viagem ao Paraguai.


    A mentira resultou até na abertura de processo para investigar falso testemunho de Arnaldo Mendes de Oliveira Neto.


    O advogado Telêmaco Luiz Fernandes Júnior, assistente de acusação nomeado pelo jornal e rádios, disse que a decisão é reflexo da gravidade do crime e confirmou que a iniciativa da acusação é aumentar a pena. “Já foi feito recurso, inclusive.”

  • 19 fev 2006 /  Fique Ligado

    Artigo de Cláudio Weber Abramo publicado sexta-feira, na página 3 da Folha, é aquele texto de leitura obrigatório a todo cidadão. É de lucidez e exatidão de postura que nos dá estímulo para continuarmos na luta contracorrupção, roubalheira e impunidade cada dia com mais e maior determinação e quiçá conseguirmos ampliar esse comportamento por todos os segmentos, cidades, estados e municípios.

    rnVou emprestar o artigo ?Acham que somos idiotas?? de Cláudio Abramo, diretor-executivo da Transparência Brasil, organização dedicada ao combate à corrupção no país, mas me permito modificar o título para o caso de aplicação em Marília.

    rnAo mesmo tempo em que passo a reproduzi-lo vou interagir com tudo que venho escrevendo nesse espaço nos últimos dois anos e mais radicalmente desde oito de setembro do ano passado quando a intolerância contra as liberdades e a crença desgraçada na impunidade gerou o atentado que queimou e destruiu quase 80% desse jornal e das duas rádios.

    rnO texto de Abramo diz:?A entrevista que o ex-deputado Roberto Jefferson concedeu à revista ?Carta Capital? há alguns dias traz um trecho que merece atenção mais detida. A horas tantas, disse o sr. Roberto Jefferson o seguinte:

    rn?Eu quero deixar claro que o recurso (o caixa clandestino de Furnas) não sai do caixa da empresa. Isso é da relação com as empresas que fornecem serviços à empresa. É assim em todas as estatais. Por isso os partidos se digladiam pelas nomeações. Sempre foi assim?.

    rnO expediente de dizer que o dinheiro escuso ?não saiu dos cofres públicos?, mas do cofre-dois de empresas, tem sido muito utilizado pelos ?mensaleiros?. Isso é, na verdade, trivial. É evidente, ou deveria ser, que propinas nunca saem diretamente do caixa do Estado, em cheque nominal para o bolso do sujeito que capta a grana.

    rnNão há nos lançamentos contábeis de Furnas, dos Correios e do resto das estatais, ministérios, secretarias e autarquias, sejam federais, estaduais ou municipais, administradas por qualquer partido que seja, entradas identificadas como ?Pagamento de propina ao deputado Fulano?.

    rnO que está escrito é ?Pagamento à empresa fornecedora Sicrana?, devido pela execução do contrato X, conquistado na licitação número Y. Ocorre que a licitação de número Y foi direcionada para a empresa Sicrana, a qual praticou preço superfaturado – no mínimo, no montante correspondente ao suborno cobrado como contrapartida do direcionamento. É esse suborno que, seja diretamente, seja na forma de contribuição a um ?fundo? (como se alega no caso de Furnas); é pago ao receptor final.?

    rnLeitor, sem por ou tirar, é assim que infelizmente ocorre em cada repartição pública onde estejam instalados políticos sem mínimo de compromisso com a gerência da coisa pública e isso ocorre em Marília há quase 30 anos.

    rnNão é sem motivo que o ex-prefeito e funcionário público fantasma do Metrô de São Paulo Abelardo Camarinha responde a mais de 150 procedimentos entre processos e ações criminais e cíveis e está acusado – e em alguns casos condenado – por superfaturamento de obras, improbidade administrativa, entre outras tantas mazelas.

    rnE o dinheiro escuso produzido para reforçar o caixa dois dos políticos como Camarinha acabam desviados para o cúmulo da falta de limite para impunidade, como no caso de Marília ao patrocinar o atentado contra jornal e rádios.

    rnMas continuando a reproduzir e explorar o texto de Cláudio Abramo, volto ao seu artigo:

    rn?O dinheiro do suborno sai, sim, dos cofres da estatal, na forma do superfaturamento, refletindo-se, no caso de Furnas, no custo da energia elétrica (e em menor capacidade de investimento e menor distribuição de dividendos aos acionistas, pois Furnas é uma sociedade anônima); o qual aparece direitinho na conta de luz que pagamos no final de todos os meses.

    rnAo tecer essa história para boi dormir de que dinheiros ilícitos não saem dos cofres públicos, Roberto Jefferson e o resto dos ?mensaleiros? demonstram acreditar que sejamos todos idiotas. Querem fazer crer que corrupção é alguma coisa que acontece por meio da criação miraculosa de dinheiro, sem prejuízo para os cofres públicos e sem que arquemos todos com ela.

    rnAlém do ex-deputado Roberto Jefferson, têm se esmerado no tecido dessa conversinha fiada os senhores Marcos Valério e Delúbio Soares, entre outros mais e menos notórios.

    rnA crer no que afirmam, dinheiro de suborno criar-se-ia como na fábula da multiplicação dos pães ou, então, apareceria pela benemerência de empresas privadas desinteressadas em seu benefício próprio e dedicadas à distribuição anônima de benesses a políticos.

    rnO que as investigações em torno do escândalo dos Correios/?mensalão? e suas possíveis extensões para o passado estão deixando de fazer é mostrar com a ênfase necessária que, se dinheiro escuso apareceu no bolso dos mensaleiros, então foi gerado, na extremidade de origem, por algum mecanismo de favorecimento. Foram empresas específicas que alimentaram não só o valerioduto como outros dutos presumidos ou suspeitados.

    rnEssas empresas venceram licitações fraudadas, receberam benefícios fiscais de algum tipo, tiveram pleitos de natureza estratégica atendidos pelas quadrilhas partidárias instaladas no aparelho de Estado.

    rnUm dos principais motivos pelos quais esses esquemas industrializados de captação de propinas florescem historicamente no Brasil – nas três esferas e operados por todos os partidos – é o fato de se permitir que os governantes, no agregado geral, nomeiem dezenas de milhares de pessoas para ocupar os chamados cargos de confiança.

    rnComo podem nomear, presidentes da República, governadores e prefeitos negociam tais cargos com partidos em troca de apoios parlamentares. Quem ocupa os cargos monta as quadrilhas. Conforme aponta o sr. Roberto Jefferson: ?Por isso os partidos se digladiam pelas nomeações. Sempre foi assim?.

    rnÉ possível fazer com que deixe de ser assim, mas para isso não basta cassar parlamentares e indiciar suspeitos -embora, é claro, isso tenha de ser feito. Para romper esse círculo infernal de picaretagem institucionalizada, é imprescindível promulgar legislação que coíba drasticamente a capacidade de nomear, nas três esferas e nos três Poderes. Se da CPMI dos Correios resultar essa única recomendação, ela terá cumprido seu papel. Se não o fizer, os meses de crise terão sido em vão.?

    rnO leitor deve recortar esse artigo de Cláudio Weber Abramo, reproduzi-lo e distribuí-lo, assim como discutir em sua comunidade, clube de serviço, roda de amigos, para que possamos sair da omissão e cuidar um pouco mais de nosso dinheiro, vigiando os políticos e suas ações frente aos municípios, estados e União.

    rnNão deixe de acompanhar a organização Transparência BrasilINSERT INTO `tbl_noticia` (`noticia`, `noticia_antiga`, `tipo_noticia`, `titulo`, `chamada`, `texto`, `data_cadastro`, `data_liberacao`, `foto`, `foto_credito`, `foto_legenda`, `ultimas_noticias`, `newsletter`, `pessoa`, `ativo`, `base`) VALUES (www.transparencia.org.br. e crwa.zip.net) e outras tantas entidades ligadas ao combate à corrupção.

    rnO momento emblemático de Marília induz a essa reflexão e postura voltada a buscarmos ética na política e fiscalização firme de medidas e atos administrativos de Legislativo e Executivo.

    rnNo caso específico do Executivo, apesar de o prefeito Mário Bulgareli ter mostrado algumas posturas diferentes do antecessor, o Especialista III do Metrô de SP Abelardo Camarinha, é preciso que haja desvinculação da falta de transparência e da impunidade infiltradas no seu governo.

    rnParte da administração municipal continua controlada dia e noite pelo que há de pior da cambadado grupo político de Camarinha e alguns vícios na condução das concorrências, licitações e comprasnão foram abandonados, tanto assim que o próprio Ministério Público e a Polícia Civil estão investigando e já denunciaram procedimentos na compra de material escolar.

    rnÉ apenas a pontinha do iceberg herdado da metodologia do governo de Abelardo e criado e conduzido pelo ex-todo poderoso Carlos Umberto Garrossino, como chefe de gabinete que controlava tudo, da compra de um prego a concorrências milionárias e os métodos todos sabem não eram nada recomendáveis.

    rnAliás, o atual fazendeiro, comprador de imóveis chiques e caros e secretário municipal da Administração Carlos Garrossino está com bens indisponíveis pela Justiça justamente como garantia de eventual ressarcimento e ou devolução de dinheiro aos cofres públicos por conta de condenação em ação civil de enriquecimento ilícito. (O Tribunal de Justiça de SP já confirmou a decisão de primeira instância).

    rnMário Bulgareli continua com alguma chance de mostrar à sociedade que vai conduzir a administração longe das mesmas mazelas do antecessor.

    rnMas precisa agir com maior independência se é que vai mesmo criar identidade própria ou então pretende ser apenas continuismo da escola abelardiana de maus costumes.

    rnPassou o primeiro ano rendido, sem poder se mexer até porque ninguém esperava mudança tão radical no quadro político por conta da influência do atentado incendiário de setembro do ano passado.

    rnMas 2006 também será ano difícil e de decisões, pois a cidade vai buscar renovação de suas lideranças, será necessário cada lado político e partidário mostrar sua tendência.

    rnMuito mais, a reação e combate à impunidade, corrupção e roubalheira além de outras tantas mazelas vão ser ampliadas para que cada um responda por seus atos.

    rnLisura e transparência serão reconhecidas, mas serão execradas exemplarmente corrupção e impunidade.

  • 15 fev 2006 /  Atentado





    O desembargador José Orestes de Souza Nery, relator da condenação dos culpados pelo atentado, já havia rejeitado um habeas corpus apresentado pelo hoje secretário Ronaldo Marzagão na defesa de Bruno Coércio, em 12 de abril.


    Naquela decisão, o desembargador já havia indicado que “demonstrada a periculosidade e a perniciosidade social do agente” estava justificada a prisão.


    “Mais que isso, recomenda-se seja ele mantido fora do convívio das pessoas decentes”, afirma o voto do desembargador para rejeitar o pedido.


    Souza Nery lembrou na época que Bruno Coércio respondeu preso a todo o processo e desde janeiro daquele ano estava recolhido já por força da condenação.


    “Nem tem cabimento haver mantido o paciente preso durante todo o tramitar do processo e agora, depois de condená-lo pela prática de crimes de extrema gravidade, que inclusive puseram vidas em risco, permitir que permaneça solto.”


    A decisão naquele dia teve voto unânime dos desembargadores René Nunes e Roberto Midolla contra a libertação de Bruno Coércio, o filho do secretário com o advogado do ex-prefeito.


    “Instrumento de garantia do direito de ir e vir, reservado aos cidadãos ordeiros, que fazem bom uso de sua liberdade, o hábeas corpus não pode ser degradado à função de ‘chave de cadeia’ para quem assalta quando está indo, e torna a assaltar quando está vindo…” diz a decisão.


  • 15 fev 2006 /  Sem categoria

    O desembargador José Orestes de Souza Nery, relator da condenação dos culpados pelo atentado, já havia rejeitado um habeas corpus apresentado pelo hoje secretário Ronaldo Marzagão na defesa de Bruno Coércio, em 12 de abril.



    Naquela decisão, o desembargador já havia indicado que “demonstrada a periculosidade e a perniciosidade social do agente” estava justificada a prisão.


    “Mais que isso, recomenda-se seja ele mantido fora do convívio das pessoas decentes”, afirma o voto do desembargador para rejeitar o pedido.


    Souza Nery lembrou na época que Bruno Coércio respondeu preso a todo o processo e desde janeiro daquele ano estava recolhido já por força da condenação.


    “Nem tem cabimento haver mantido o paciente preso durante todo o tramitar do processo e agora, depois de condená-lo pela prática de crimes de extrema gravidade, que inclusive puseram vidas em risco, permitir que permaneça solto.”


    A decisão naquele dia teve voto unânime dos desembargadores René Nunes e Roberto Midolla contra a libertação de Bruno Coércio, o filho do secretário com o advogado do ex-prefeito.

    “Instrumento de garantia do direito de ir e vir, reservado aos cidadãos ordeiros, que fazem bom uso de sua liberdade, o hábeas corpus não pode ser degradado à função de ‘chave de cadeia’ para quem assalta quando está indo, e torna a assaltar quando está vindo…” diz a decisão.

  • 12 fev 2006 /  Atentado

    A Justiça de Marília expediu anteontem o alvará de soltura de Anderson Ricardo Lopes, o Ricardinho, acusado de participação no atentado contra o Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM.



    Lopes foi preso em outubro passado por uma equipe da Polícia Civil e estava na Penitenciária de Álvaro de Carvalho cumprindo condenação por roubo em outro crime.


    Ricardinho é acusado de invadir o prédio armado e render o porteiro Sérgio Araújo Silva, para possibilitar a entrada dos demais criminosos. Ele é réu confesso no segundo inquérito aberto pela polícia para investigar a autoria do incêndio e roubo.


    Este segundo inquérito ainda está em andamento na DIG (Delegacia de Investigações Gerais), presidido pelo delegado José Carlos Costa.


    Ricardinho, que tem passagens por furto e roubo, estava em liberdade condicional quando a polícia apontou seu envolvimento no caso. O benefício foi revogado e por conta disso Lopes foi conduzido à cadeia de Pompéia e mais tarde transferido à Penitenciária de Álvaro de Carvalho.


    Durante o tempo em que ficou em Pompéia, Lopes dividiu a mesma cela com os acusados Bruno Coércio, Amauri Delábio Campoy e Amarildo Barbosa, condenados a 12 anos de prisão pelo crime.

    A juíza Renata Biagioni, da Vara das Execuções Criminais, restabeleceu a condicional de Ricardinho fundamentando a decisão no fato de que não foi oferecida denúncia contra o acusado e nem foi pedida a prisão preventiva. O Ministério Público se manifestou favorável à soltura.

  • 12 fev 2006 /  Fique Ligado

    É muito importante enterrar a indecência nos comportamentos, ações, reações e gestões daqueles que se enraizaram como enganadores da opinião pública. Emblemático e significativo será avançar na ocupação de espaços para dar a Marília perfil de gente ética e que cultua os valores puros da cidadania.

    rnO bloco que precisa ir às ruas não carece de barulho ou forja de ações. Cada cidadão no seu convívio, dia a dia, pode iniciar movimento silencioso mas de resultados positivos.

    rnNão cabe apenas ficar esperando acontecer a melhoria na qualidade daqueles que nos representam, é preciso vontade, participação e reação.

    rnNão cabem críticas sistemáticas a atuação dos malfeitores e ou incompetentes sem a devida disposição para romper o silêncio e a omissão.

    rnO empobrecimento e a indigência em vários setores de representação de Marília são resultantes da mesmice não só entre aqueles que se engalfinham na luta pela conquista dos cargos e benesses dos poderes Legislativo e Executivo.

    rnA sustentação do partidarismo tomou conta e se infiltrou também em diversos outros segmentos que acabaram contaminados por tendências pouco recomendáveis nos últimos 20 anos.

    rnNinguém precisa defender que está absolutamente tudo errado que agora só existe corrupção e roubalheira nas ações dos poderes públicos, ou que as entidades falseiam a verdade e servem de instrumento para enganar os diversos segmentos sociais.

    rnMas a realidade é que Marília por ser uma cidade relativamente nova e sem uma história bem acabada de cultura e educação padece de ser melhor representada em diversos setores.

    rnNa política a situação é extremamente crítica e repete atos, fatos e comportamentos tão ultrapassados que somente um choque radical pode iniciar processo de depuração que pode levar entre cinco e dez anos.

    rnÉ preciso dar continuidade a essa depuração já iniciada e que mesmo discretamente já se discute em diversas rodas, principal e essencialmente entre os formadores de opinião.

    rnPor coincidência 2006 é ano de eleição e caberá avançar não apenas na mesquinharia e vaidade de nomes e figuras, mas na avaliação de mudanças, de renovação, de projetos e caminhos que sejam essenciais para essa comunidade.

    rnA pobreza dos debates que interessa aos políticos deve ser rejeitada. Aquela versão medíocre, os discursinhos hipócritas para enganar o eleitor devem ser banidos.

    rnNão dá para ficar ouvindo candidatos dizerem mentiras como promessas de empregos, geração de rendas, mais saúde e educação, combate ao déficit habitacional ou conquistas de mais verbas para essa ou aquela entidade.

    rnPior ainda aquela versão de homens públicos que mais parece maçaneta ou porteiros pois se auto-proclamam símbolos de abrir portas.

    rnA representatividade que a cidade quer deve agregar valores de ética e cidadania e essa tônica essencial passa pela cobrança, principalmente dos formadores de opinião.

    rnPrecisamos criar campanhas paralelas ao partidarismo, envolver os mais diversos segmentos para vigiar e estabelecer metas de renovação pois os velhos e velhacos políticos seduzem fácil os mais humildes com a falsidade dos discursos, as fraudes nas promessas e as forjas nas concessões de quinquilharias e bugigangas.

    rnAs associações, sindicatos, clubes de serviços, maçonaria, igrejas, entidades de classe, representações estudantis, têm obrigação para com a sociedade.

    rnDevem avançar na participação, no envolvimento em defesa das causas de interesses públicos e coletivos.

    rnNão adianta a crítica pela crítica. Cada cidadão deve também vigiar sua representação não apenas política e partidária, pois somente assim poderemos reduzir a quantidade de clarlatões e corruptos que infestam os poderes públicos há anos.

    rnNinguém pode acreditar que todos são absolutamente iguais, que entre os atuais políticos e gestores públicosnão existam razoáveis homens de bem.

    rnMas a realidade é que Marília está estagnada há muito tempo e daqui em diante é essencial iniciar movimento discreto mas contínuo que envolva uma parte mais abrangente da sociedade.

    rnFundamental lembrar que o lixo do lixo se enraizou em algumas partes do partidarismo, do poder público, também por culpa e omissão da própria sociedade e todos nós temos uma parcela de culpa.

    rnMas é preciso romper com medos, enfrentar as falsidades e reagir para recuperar o espaço e tempo perdidos.

    rnChega de omissão, chega de acomodação. É hora de mais participação e vontade.

    rnDoutor Luiz Carlos, cidadão do bem

    rnA cidade precisa agregar campanhas de motivação de seus cidadãos em vários segmentos e criar o clima favorável à melhoria na qualidade de seus agentes e representantes.

    rnParalelo ao combate à corrupção, desmando e truculência devemos estabelecer o resgate e o destaque essencial às lideranças éticas.

    rnO destaque de hoje é Luiz Carlos de Macedo Soares, reitor do Univem (Centro Universitário Eurípides de Marília); cidadão de bem e do bem.

    rnDoutor Luiz Carlos é liderança, tem história de vida dedicada às causas sociais, educacionais e assistenciais.

    rnDeve continuar sua luta nas causas que já integra, teve papel fundamental no crescimento e desenvolvimento da expansão física e acadêmica da Fundação Eurípides.

    rnMas pode e deve ampliar sua performance nessa nova fase de Marília, quando se busca melhorar a qualidade dos homens que ocupam os espaços públicos.

    rnAcima de vaidade, doutor Luiz Carlos é liderança que pode despontar ainda mais no cenário da gestão da coisa pública, pode agregar e envolver outras lideranças.

    rnConheço e tenho relação com doutor Luiz Carlos há mais de 20 anos, foi sempre batalhador pela ética, aderiu enquanto profissional e cidadão a causas da cidade.

    rnAliou dedicação voluntária na filantropia e educação, a atuação como promotor de Justiçadestemido e firme no combate à corrupção e fiscalização e cumprimento dos direitos e deveres dos cidadãos e da coisa pública.

    rnNão pelo título político que conquistou pelo Legislativo de Marília que avacalhou a honraria nos últimos anos, mas doutor Luiz Carlos é autêntico Cidadão Mariliense, reconhecimento que pode lhe ser de legítimo direito pelo julgamento popular de sua vida enquanto homem de família, comunidade e profissional.

    rnNessa caminhada pelo bem, Luiz Carlos tem ao lado a batalhadora Neusa Martins Macedo Soares, uma mulher que faz, mas que uma das marcas é a discrição, avessa à badalação, vocacionada para contribuir com o próximo.

    rnO perfil de Macedinho (forma carinhosa que alguns amigos têm a liberdade de chamá-lo) pode ser destacado por algumas posições e que destaco aqui, tiradas de pronunciamento que faz há quatro anos, durante solenidade na Câmara:

    rn?É fácil imaginarmos e pensarmos com lucidez quando o sucesso bate à nossa porta, mas é difícil conservarmos a serenidade quando as perdas e as dores da existência nos invadem. Quantos de nós revelam irritabilidade, intolerância e medo nessas situações…

    rn?Na verdade, se quisermos observar a maturidade e a inteligência de outrem, não devemos nos apoiar nas primaveras de sua vida, mas sim, no momento em que atravessa os invernos de sua existência.

    rn?Quantas pessoas, incluindo intelectuais, comportam-se com elegância e altivez quando são aplaudidos pelos homens, mas ficam perturbados e reagem impulsivamente quando os fracassos e os sofrimentos cruzam as ruas e as avenidas de suas vidas. Na realidade não conseguem superar suas dificuldades nem mesmo aproveitar a oportunidade e extrair lições de tais procelas.

    rn?Apenas um homem não se abalava quando contrariado: Jesus, pois ele não se perturbava quando seus seguidores não correspondiam às suas expectativas.

    rn?Diferente pois de muitos pais e educadores, ele usava cada erro e dificuldade dos seus íntimos não para acusá-los e diminuí-los, mas para que revisassem suas próprias histórias. O mestre da escola da vida estava menos preocupado em corrigir os comportamentos exteriores e mais preocupado em estimulá-los a pensar e a expandir a compreensão dos horizontes da vida?.

    rnComo Luiz Carlos leu e guardou certa vez um texto de Og-Mandino, dedico aqui a ele introdução de ?O Pergaminho Número II? (do livro o Maior Vendedor do Mundo):

    rn?Saudarei este dia com amor no coração. Pois este é o maior segredo do êxito em todas as aventuras. Os músculos podem partir um escudo e até destruir a vida, mas apenas os poderes invisíveis do amor podem abrir os corações dos homens, e até dominar esta arte não serei mais que um mascate na feira. Farei do amor minha maior arma e ninguém que a enfrente poderá defender-se de sua força.

    rn?Podem opor-se ao meu raciocínio, desconfiar de minhas apregoações; podem desaprovar meus trajes; podem rejeitar meu rosto; e podem até suspeitar de meus negócios; contudo, meu amor enternecerá todos os corações, comparável ao Sol cujos raios suavizam o mais frio barro. Saudarei este dia com amor no coração.?


    José Ursílio

  • 05 fev 2006 /  Fique Ligado

    A vida e obra de José Abelardo Guimarães Camarinha parecem mesmo estar em franca desgraça como é peculiar a todo sujeito que é escolhido líder e depois acaba traindo a confiança da opinião pública.

    rnComo se não bastassem todas as mazelas, as denúncias de corrupção, enriquecimento ilícito, malversação do dinheiro público e outros tantos e tantos de ações e processos penais e cíveis a que responde em diversas instâncias, vai aparecendo a face mais oculta de Abelardo.

    rnParece que nunca vai acabar a descoberta de mazelas de Abelardo nas investigações policiais e do Ministério Público Estadual e Federal.

    rnAbelardo desde 1976 só ocupa cargo público, há 30 anos vive das benesses das gordas tetas dos poderes Executivo e Legislativo. Não tem profissão definida, não tem empresa, não gera renda ou emprego, sua única ocupação sempre foi político profissional. Mas essa profissão não existe, assim como não existe a ocupação de jogador de baralho.

    rnMas Abelardo não perde a capacidade de surpreender. Pelo lado ruim. Como é peculiar. Camarinha, como é bem de seu caráter e comportamento, tenta de todas as formas fugir das intimações para responder a inquéritos policiais, investigações, diligências do Ministério Público, audiências do Judiciário ou qualquer outra instituição.

    rnMas agora foi além e não só está desaparecido da cidade, como já havíamos anunciado.

    rnAbelardo diz que está morando em São Paulo, Capital, no luxuoso bairro de Moema, na rua Jacutinga, 505. É lá nessa região nobre perto do Shopping Ibirapuera que Abelardo estaria curtindo a vida.

    rnNão é brincadeira não, é o próprio Abelardo quem dá essa informação e a assina em comunicado que fez à Primeira Vara Criminal de Marília.

    rnMas isso não é só. Abelardo faz outra revelação surpreendente e reveladora do quanto gosta das tetas gordas do poder público e seus salários.

    rnAbelardo é funcionário da Companhia Metropolitana de São Paulo, o Metrô. É, tem o cargo de Especialista III. Poderia ser gozação, mas não é.

    rnMas isso não é só. Há anos ele é funcionário fantasma do Metrô, aquele que ganha sem trabalhar, sem nada produzir, sem nem comparecer a lugar algum. Só tem a garantia de ter o salário regiamente depositado em sua conta bancária.

    rnMas isso está muito pior. O fantasma Camarinha não assombra o Metrô de São Paulo. A maracutaia cresce, pois em 19 de maio do ano passado o Abelardo foi removido para prestar serviço no gabinete do deputado estadual Jonas Donizete, líder do (PSB); partido ao qual Abelardo está filiado, agremiação de seu filho Vinícius que também está deputado.

    rnNão é possível tanta maracutaia. Um homem rico como Abelardo, funcionário fantasma do Metrô e encostado em gabinete de deputado estadual, liberado que foi pelo governador Geraldo Alckmin, a pedido do presidente da Assembléia, Rodrigo Garcia.

    rnMas a festança nas gordas tetas beira as raias da loucura e descalabro. Até dia 15 de setembro do ano passado, também por obra e indicação de Abelardo e Vinícius, quem estava pendurado também como assessor da liderança do PSB – com salário de mais de cinco mil reais por mês – era o bandido Amarildo Barbosa, que hoje está curtindo cadeia condenado pelo incêndio e roubo contra jornal e rádios em oito de setembro do ano passado.

    rnCamarinha não é o único fantasma da família. Na mesma Assembléia está empregado sem qualquer atividade séria Rafael Almeida Camarinha, filho de Abelardo, acusado de participar no atentado contra jornal e rádios, pendurado no gabinete do irmão.

    rnChega de maracutaia, chega de mamar nas tetas do poder público, chega de fantasmas.


    Espionagem espalha terror

    rnAs comunicações telefônicas que em qualquer situação viraram um sistema de alto risco de violação em Marília ganha contornos ainda mais graves. A espionagem está sendo usada descarada e maldosamente para espalhar terror.

    rnAs polícias Civil e Federal há tempos vêm recebendo informações sobre equipamentos de captação e interceptação de sinais telefônicos mas a realidade é que a bandidagem do colarinho branco está exagerando e é necessário adoção de medidas efetivas para acabar com a ilegalidade.

    rnO grampeamento das linhas telefônicas ultrapassa os limites do aceitável. A comunicação rápida e eficiente que deveria trazer benefícios a usuários acabou virando instrumento de preocupação.

    rnO que não pode continuar ocorrendo é essa impunidade descabida da bandidagem que afeta o dia a dia de quem paga serviço caro mas não tem segurança.

    rnAntes que se crie mecanismos mais seguros de comunicação telefônica que seria através da melhoria dos aparelhos e seus respectivos bloqueadores, é preciso que haja denúncia contra aqueles que burlam a legislação e fazem grampo.

    rnA espionagem no caso específico de Marília tem atingido principalmente vários setores da Prefeitura Municipal de Marília com vigilância dos passos de algumas das áreas da administração de Mário Bulgareli.

    rnO prefeito deve adotar medidas enérgicas e efetivas solicitando varredura das linhas telefônicas da administração pública.

    rnNão dá para admitir essa descarada espionagem ao ponto de ser recomendada redução do uso das comunicações telefônicas para evitar constrangimentos e ou rastros de informações privilegiadas para uso indevido.

    rnNão se trata de proteção de coisas ou atos eventualmente escusos que possam estar sendo rastreados, mas sim de rechaçar a violação de um direito constitucional.

    rnPior de tudo é que a prática de espionagem e ou sua insinuação para mostrar a vigilância espalhou clima de intimidaçãonas últimas semanas em vários setores da administração.

    rnUm abuso absurdo e demonstração clara que Mário Bulgareli precisa definir algum eixo de sua administração e criar identidade própria.

    rnOu Bulgareli rompe com as amarras que o mantém atrelado ao desastre chamado José Abelardo Guimarães Camarinha que viu seu império de desmandos e mazelas desmoronar ou estará fadado não a ficar refém das pressões, mas da própria falta de capacidade de reagir.

    rnQualquer cidadão da cidade sabe que Bulgareli está na cadeira de prefeito e com a caneta nas mãos porque teve apoio e estava integrado ao grupo político de Camarinha.

    rnO que ninguém esperava é que dentro desse grupo político crescesse tanto o lado da organização criminosa que fosse contaminar e desmantelar o que eventualmente existisse de partidarismo daquele que se apresentava como a luz de tudo e de todos.

    rnA espionagem das comunicações telefônicas é como recibo de corrupção, difícil mas não impossível de ser encontrada e não apenas a investigação das polícias mas a própria boa vontade da administração deve entrar em ação.

    rnNão é possível que Bulgareli continue a permitir que perdure esse clima de pressão sob quaisquer condutas que queira adotar.

    rnO prefeito deve ampliar sua assessoria de confiança longe das garras da escola abelardiana de maus costumes, única forma de mostrar que entrou no grupo de Camarinha, foi eleito com seu apoio, mas de forma alguma tem comportamentos e atos que o aproximem do antecessor.

    rnO que Bulgareli fez até agora foi cumprir com seus compromissos muito além daquilo que qualquer outro político já o fez com seu antecessor, mas pelas pressões, vigilância e espionagem que está sendo submetido, já passou da hora de resposta mínima.

    rnO prefeito está ficando indefeso e encurralado a cada semana, obviamente começando a ser contaminado pelo mar de denúncias, investigações, ações e processos penais e civis que vai cercando a vida e a obra de Abelardo.

    rnComo se não bastasse Bulgareli ter engolido praticamente todos comissionados, aqueles cargos de confiança da troupe abelardiana que a tudo vê e bisbilhota, agora tem essa espionagem das ligações telefônicas. Uma barbaridade, é preciso reagir.

    rnAgora, quem souber de alguma denúncia sobre qualquerespionagem de comunicação telefônica pode ligar e denunciar. Se preferir falar com a Polícia Civil, ligue 0800-771-6600, mas você pode ligar também para a Polícia Federal, fone 3413-4336. Nos dois casos sua identidade será preservada e estará contribuindo para melhorar sua comunidade e cassar a bandidagem.

    rnAgora se você tiver alguma restrição em falar com as polícias, pode falar comigo, diretamente, sem medo, no telefone 9784-1305, que vou pessoalmente adotar as providências legais e cabíveis e me responsabilizar por procurar as autoridades policiais.

    rnMarília está numa fase de ser exemplo de combate à corrupção, à extorsão, aos abusos e ilegalidades e cada cidadão pode e deve participar desse momento histórico e emblemático.

    rnNão há dúvida que daqui para frente avançará a desmistificação dos poderosos e grupos de truculência infiltrados em todos os segmentos, principalmente políticos e jurídicos.

    rnO cidadão não deve espionar, mas sim exercer direitos e deveres e somente assim o jornalista, o jornal, as rádios, as polícias, o Ministério Público, o Judiciário, terão condições de combater crimes, ilegalidades e infrações, sejam elas em quaisquer níveis.

    rnChega de pizza, chega de impunidade, chega de espionagem.


    José Ursílio