• 26 mar 2006 /  Fique Ligado

    Abelardo Camarinha transformou uma tragédia familiar em palanque. Uma dor que é dele, mas também de sua família, vem sendo usada de forma política na busca de uma sobrevida eleitoral.

    rnÉ um palanque no qual seria impensável que ele pudesse subir. E é obrigatório, pelo bem da decência e do respeito, que ele desça deste palanque.

    rnPor dez dias venho sendo atacado, ofendido, espezinhado na mais repugnante tentativa de intimidação de Camarinha. Mas é um discurso tão mal feito, tão inapropriado, tão agressivo que a própria coletividade já rejeitou.

    rnPor respeito a essa coletividade e por respeito ao equilíbrio indispensável que as relações coletivas devem ter, resisto em dar a Camarinha as respostas que ele deveria ouvir. Mas elas virão no momento certo.

    rnO discurso político que Camarinha vem fazendo sobre a tragédia é carregado de grandes e pequenas mentiras. E nenhuma delas tem objetivo de ajudar na apuração, de trazer luz ou moralidade ao caso.

    rnAs grandes mentiras tentam me atingir, atingir a Carlos Francisco Cardoso e ao delegado Roberto Terraz, um homem acima de qualquer suspeita, como responsáveis (sic) de uma execução que ninguém sabe se houve. Grandes mentiras para produzir um grande engodo: salvar um político carreirista desmoralizado e que vai ser perpetuado na história como a maior fraude já desmascarada.

    rnAs pequenas mentiras tentam confundir a opinião pública. Abelardo tenta reconquistar o espaço político que perdeu após o atentado de oito de setembro contra o jornal e as rádios e após os repetidos escândalos judiciais e políticos e tantos e tantos desmandos e mazelas que produziu.

    rnO falecimento prematuro, impensável e injustificável de Rafael Camarinha é uma tragédia. Mas não serve e nem pode ser palanque para redenção do pai.

    rnOs escândalos investigados, o mal que Camarinha fez, as infrações, ilícitos e truculência e intimidação que sempre espalhou não acabam e nem deixam de produzir seus efeitos nefastos com a morte violenta e inadmissível de seu filho.

    rnE é por isso que o palanque de Camarinha agride à coletividade.

    rnA cidade que ficou chocada com a morte também não aceita que Abelardo faça do caso o discurso político que jogou fora com tantas mazelas e tantas mentiras.rnO luto da família foi respeitado. Menos pelo próprio Abelardo.

    rnA memória de Rafael deve ser respeitada e a será sempre. A dor e o sofrimento eterno da mãe Maria Paula Almeida será sempre comovente. Paula não merecia que seu filho fosse embora, logo ela que sempre foi uma mulher discreta, dedicada e a tudo superou com eqüidistância da política.

    rnA dor da família e o choque coletivo foram respeitados. Menos pelo próprio Abelardo.

    rnMas é uma questão de coerência, de justiça e de respeito à coletividade que o palanque seja desmontado.

    rnÉ uma questão de coerência, confiança nas instituições e fé na legalidade que se deixe as Polícias, o Ministério Público, a Justiça, o trabalho isento e ético na elucidação do bárbaro crime.

    rnÉ uma questão essencial afastar a truculência, a intimidação, as ameaças e a arrogância de Abelardo como se pudesse subjugar as autoridades para que atendam suas pretensões repugnantes e traiçoeiras.

    rnVamos voltar à realidade. Vamos retomar a atenção sobre os mais de 140 procedimentos processuais que existem para investigar desmandos de Camarinha, todos eles envolvendo desvios e ilegalidades contra o patrimônio e interesses coletivos.

    rnVamos voltar à realidade para o trabalho policial que investiga o atentado e tem milhares de horas de gravações envolvendo o grupo de Camarinha em um crime que ameaçou três empresas, seus 230 funcionários, seus vizinhos e foi uma intolerância sem precedentes contra uma garantia constitucional.

    rnVamos voltar à realidade dos graves problemas que a cidade enfrenta porque Camarinha deixou cofres quebrados, dívidas impagáveis, o maior cabide de emprego da história, o IPTU mais caro do Estado e um pacote de problemas sociais graves.

    rnDentro da legalidade, em defesa da cidadania, em respeito aos homens e mulheres de bem, vamos voltar a cuidar da cidade, organizar o crescimento de Marília e libertar seus moradores desse jogo político sujo e imoral.

    rnUm jogo ao qual Camarinha dedica 24 horas do dia. Ao qual ele dedicou seus últimos 30 anos e no meio do qual, infelizmente, Rafael Almeida Camarinha foi morto tão covarde e tragicamente.

    rnCamarinha não pode voltar no tempo para desfazer o mal que produziu com esse jogo. Mas não resta dúvida. É hora de parar.

    rnÉ hora de sair desse palanque.


    Menos propaganda, mais fiscalização

    rnEscadas sem corrimão. Extintores de incêndio em locais inadequados, falta de sinalização para eventuais emergências.

    rnEssas são algumas das irregularidades que um laudo de segurança dos Bombeiros aponta no prédio de uma escola estadual com 20 anos de atuação e quase 600 alunos que passam o dia todo dentro do prédio.

    rnAs conclusões deste caso provavelmente seriam parecidas em quase todas as 30 escolas da rede estadual e até em alguns dos prédios particulares.

    rnMas o caso da escola Oracina está revelado e investigado por uma situação diferente: pais de alunos que se mobilizaram e pediram a fiscalização. O ideal é que todas as escolas fossem atingidas.

    rnMais que isso.

    rnA educação movimenta uma das maiores fortunas em recursos públicos no país hoje.

    rnAs licitações para transporte, merenda, uniformes, material, construções de prédios resultam sempre em contratos e serviços suspeitos, sobre os quais se sabe muito pouco e em volta dos quais surgem muitas fortunas.

    rnExigir que os prédios atendam mínimo de segurança, higiene e condições técnicas é básico no meio desse mar de gastos. Não é investigar direção da escola, mas os órgãos públicos e políticos.

    rnJá disse aqui. O que se gasta com a merenda em Marília seria suficiente para dar congestão nos alunos. Basta levantar a quantidade de carnes e embutidos que foi comprada em dez anos e o valor das compras comparado com o consumo per capta de alunos vai ser uma aberração não encontrada na história.

    rnNo caso da Oracina houve uma salutar parceria: a preocupação da coletividade e a atuação do Ministério Público. Houvesse mais envolvimento e as associações de pais e mestres em todas as escolas estariam pedindo investigação semelhante.

    rnÉ direito básico dos pais saber quais as irregularidades, quais os riscos e as garantias a que os filhos estão submetidos. Especialmente se vão ficar o dia todo dentro da escola.

    rnParceria semelhante rendeu representação e investigações sobre o transporte escolar promovido por empresas privadas e no transporte escolar promovido pela prefeitura.

    rnA atuação do Ministério Público já provocou fiscalização, multas e no caso da prefeitura um mutirão que entrou na madrugada para reparar ônibus e peruas do transporte escolar horas antes de uma investigação.

    rnBom que tenha sido assim.

    rnTodas as manhãs centenas de pais ficam nas portas de suas casas só esperando o filho sair para a escola para poder trabalhar. Sem o mutirão, os pais estariam ali, em pé, até agora.


    Mar de dinheiro na eleição

    rnNão é à toa que tantos setores da economia vêem na eleição a chance de movimentação, vendas e negócios que não existiram em 2005. Vai correr um rio de dinheiro este ano e, tenha certeza, quase todo ele no Caixa 2.rnÉ, o mesmo Caixa 2 que o país ?descobriu? no escândalo do mensalão sem qualquer punição. Há uma festa de impunidade e pizza no Congresso, que só repete o que já vem acontecendo há anos e anos.

    rnEntão para entender como funciona o Caixa 2 você já pode ficar de olho. A cada atividade eleitoral, a cada encontro político a cidade vai estar cheia de paus mandados, carros circulando, faixas, muitos panfletos, muitas camisetas, o transporte de todos esses cabos, os custos das viagens, os brindes todos são pagos com dinheiro do Caixa 2. O que os candidatos declaram de gastos é uma vergonha.

    rnMas o que ninguém está explicando ou comentando é: de onde sai essa dinheirama toda. E é até fácil descobrir.

    rnO poder público é uma máquina de produzir esse dinheiro.

    rnPagamentos até R$ 9.000 nem precisam de concorrência pública. Imagine quantos órgãos – todos os ministérios, a Petrobrás, Dnit e todas as empresas públicas que você conseguir imaginar – fazem registros de gastos assim todos os dias.

    rnOs comprovantes são notas fiscais e fornecedores repetidos, conhecidos nos órgãos públicos. Para quem não acompanha, fácil lembrar o recente escândalo de notas de compra de material escolar na cidade: há pelo menos três anos são os mesmos fornecedores recebendo pequenas notas repetidas vezes. O material? Vai saber…

    rnE as empresas são máquinas de produzir esse dinheiro.

    rnHá as licitações. A fraude na licitação começa no edital. Cada vez maior, mais detalhista, mais complicado. Assim, o edital deixa cada vez menos empresas capacitadas a participar.

    rnQuais as empresas? Sempre as mesmas, as que já atuavam no tempo da ditadura, do Sarney, Collor, Itamar e por aí a fora.

    rnMas só em Brasília?

    rnClaro que não. Veja as empresas que vivem em torno das obras públicas no Estado, na cidade.

    rnHá ainda os pagamentos, as contribuições de campanha, as doações na defesa dos interesses de cada grupo. Há a estrutura dos sindicatos – que não podem dar um tostão a candidato nenhum -, as associações, os fundos de pensão.

    rnTodos movimentam um exército de gente, uma megaestrutura, uma fortuna.

    rnO interesse? O bem-estar. Bem-estar dos banqueiros, das contas no exterior, da família em mansões…

    José Ursílio

  • 19 mar 2006 /  Fique Ligado

    A morte prematura de Rafael Almeida Camarinha deixa pelo lado da comoção coletiva uma preocupação que interessa a todo cidadão de bem: é preciso reagir ao crescente banditismo e violência. Não tenho falado de outra coisa nos últimos seis meses.

    rnÉ preciso que o poder público manifeste-se para conter o clima de intimidação, de ameaças, de agressão que permeia a guerra de bastidores em torno da disputa de poder e manutençãona cidade. Há seis meses denuncio esse clima.

    rnNão é por menos que em diversos pontos da cidade multiplicam-se conselhos para que eu cuide de minha proteção, proteja minha família, especialmente meu filho.

    rnÉ para proteger não só a eles – mas a outros parentes, amigos próximos e toda pessoa de bem – que considero essencial para o momento o engajamento na defesa da legalidade.

    rnA cidade viu a partir do atentado contra o Diário cenas de barbárie, ameaças, bate-bocas e intimidação até mesmo dentro do Fórum. Inimaginável como esse estado de pressão é ainda maior vindo do submundo, dos subterrâneos da coletividade.

    rnA violência e banditismo que assustam a todos nós, homens e mulheres de bem, estão nessas condutas criminosas de quem se esperava mais respeito à lei e aos direitos essenciais.

    rnMas a violência não é só física. A maior violência é a social eestá nos bairros pobres, na juventude sem opções de trabalho, de lazer, de atendimento decente nos serviços de educação e saúde, uma omissão que como profissional e como editor do jornal venho denunciando todas as semanas, há anos, através desse Diário e de outros veículos em que trabalhei em atividades extra-profissionais mas de engajamento social.

    rnRepito aqui minha manifestação de respeito à dor da família de Rafael Almeida Camarinha. Uma manifestação de respeito à mãe, ao pai, ao irmão, às avós, tios, primos, amigos e outros familiares.

    rnMinha fé inabalável nos desígnios e ensinamentos de Deus me levam a pedir conforto e paz para a família de Rafael Almeida Camarinha nesse momento tão trágico e triste. Peço que Deus mantenha a todos sob a sua proteção.

    rnIgualmente, repito aqui que entendo e respeito a dor do pai Abelardo Camarinha, que perde um filho de forma violenta. É sim preciso chorar, desesperar-se, refletir e rogar a proteção divina.

    rnPelo amor ao próximo, como cristão, e pela fé e confiança na lei dos homens deixo para julgamento pelos órgãos competentes as acusações levianas e de baixo nível que sofri de Abelardo.

    rnDeixo para a Justiça Divina o julgamento dos atos de Abelardo como pessoa e como pai de família. Deixo a Deus o julgamento pelas atitudes que ele tomou no episódio.

    rnNada substitui tamanha perda, nada ameniza a dor, mas absolutamente nada também pode justificar o uso da tragédia como instrumento de vingança aos críticos e muito menos esse é instante de fazer campanha política, discursos, falsas pregações, usar de artifícios e retóricas apelativas em momento tão delicado.

    rnEstamos enlutados, nunca nos comportaremos ou reagiremos de outra forma senão dentro da legalidade para rechaçar e nos proteger de acusações tão infames. Todas as medidas jurídicas estão sendo adotadas.

    rnQue Deus conforte a todos e dê a Rafael a paz que ele não conseguiu encontrar na Terra por mais que 23 anos.


    Trabalho exemplar na investigação

    rnrnrnDesde o atentado de oito de setembro de 2005 tornei público meu entendimento de que a cidade deveria contar com uma força tarefa de suporte para os serviços de investigação do banditismo e violência.

    rnTenho como certo que a cidade teria a ganhar não só pelo suporte dos órgãos especializados mas pelo resgate da confiabilidade em todos os serviços públicos de proteção a direitos.

    rnFoi nesse sentido que em setembro trabalhei para que as instituições tivessem apoio e aparato das estruturas estaduais e federais.

    rnEntreguei pessoalmente ao procurador Geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo César Rebello Pinho, pedido nesse sentido e ele atendeu prontamente nomeando o competente e exemplar promotor de justiça, José Bento Campos Guimarães.

    rnFoi assim que agi e consegui resultados ao pedir apoio ao secretário da Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, e do delegado Geral da Polícia Civil, Marco Antonio Desgualdo, que prontamente disponibilizaram apoio técnico e estrutural ao dedicado, competente e ético delegado seccional de Marília, Roberto Terraz.

    rnNão deixei uma única providência até agora sem ser adotada em busca da legalidade, da ética, da verdade real e oficial e ainda nesses meses me encontrei com o governador Geraldo Alckmin, a quem entreguei relatório sobre nossos problemas.

    rnMesma providência adotei na busca e conquista de adesão e apoio de entidades estaduais e nacional de vulto como a OAB, ANJ, ABI, Fenaj, Repórter Sem Fronteiras, Transparência Brasil,Núcleo de Direitos Humanos de Marília, entre outras tantas ONGs.

    rnTivemos êxito e continuamos amparados na luta que travamos para restabelecer em Marília o respeito ao ordenamento jurídico e o fim da descabida e absurda impunidade.

    rnAcredito que nesse novo e diferente instante de tragédia na cidade, a atuação do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) em Marília produziu esse mesmo efeito.

    rnMas é preciso deixar claro que o trabalho da Polícia de Marília foi exemplar no caso do atentado, no episódio de falsas acusações contra mim e agora no caso da morte violenta de Rafael Camarinha.

    rnA Delegacia Seccional, a DIG e a Polícia Militar em Marília trabalharam de forma rápida, técnica e isenta no caso de Rafael. Tanto que permitiram ao DHPP fazer buscas em diversos pontos da cidade, com uma rede de informantes e de suporte que facilitou muito a elucidação do caso que já tem autoria definida e motivação quase definida.

    rnMais que isso.

    rnA DIG de Marília e a Polícia Militar chegaram aos três acusados presos, com um trabalho policial que é modelo para o que se espera de todo serviço público.

    rnTem sido assim também o trabalho de elucidação de outros crimes, como roubos na cidade, como o seqüestro esclarecido da filha de um comerciante de Garça (que foi localizada em Marília) e como todos os homicídios registrados no ano passado, que tiveram inquéritos concluídos, suspeitos e motivos identificados.

    rnReservo o direito inclusive aqui de citar nominalmente delegados que são exemplos, como o próprio Roberto Terraz, Antônio Almeida, José Carlos Costa e Flávio Rino Guimarães.

    rnPor todo esse trabalho exemplar, é também direito das polícias que uma força esteja na cidade para eliminar os focos de intimidação, de pressão, de desmoralização.

    rnOs gabinetes dos delegados e dos serviços judiciários não podem mais ser tidos e divulgados na guerra suja de bastidores como extensão dos escritórios do banditismo organizado.

    rnA polícia da cidade, que dá outra prova de competência e isenção – como tantas mais no passado recente – precisa ter mais tranqüilidade para trabalhar, longe desse jogo indecente de pressões e arrogantes de falsos e ultrapassados caciques.

    rnVou continuar defendendo que a cidade busque adesões a única guerra essencial: em defesa dos direitos, legalidade, igualdade e Justiça.

    rnSomente assim todas as instituições terão isenção e vão resgatar a credibilidade junto a opinião pública.

    rnNão vamos ceder nessa luta mesmo que a truculência e intimidações de Abelardo Camarinha e de João Simão Neto tentem de todas as formas me acusar, me detratar, me aniquilar com medidas escusas e uso de tráfico de influências, poder e dinheiro, como tentaram fazer no caso do incêndio e agora repetem nesse triste episódio.

    rnNão vou retroceder.

    rnMinha luta não é contra Abelardo, João Simão ou outros.

    rnMinha luta é pela melhoria da qualidade de vida em Marília.

    rnMinha luta é pelas liberdades constitucionais.

    rnMinha luta é pelo povo e pela cidade em que nasci, vivi, casei e hoje crio meu filho.

    rnTudo o que quero é um lugar melhor para viver, sem banditismo, truculência, corrupção, intimidação e medo. Por isso eu luto. Por isso eu escrevo e denuncio. Por isso invoco a necessidade das instituições públicas, civis e a sociedade se unirem.

    rnOs tempos são outros e basta que esse movimento continue, pois o marco histórico de intolerância foi oito de setembro, mas essa data vai igualmente entrar como marco de combate à impunidade, à truculência, à roubalheira e à corrupção.

    José Ursílio

  • 12 mar 2006 /  Fique Ligado

    Acabar com tudo o mais rápido possível. Seria o plano B. Como? Usar todos os meios e forçar falência. A destruição de oito de setembro fracassou em parte, mas agora os mecanismos e métodos indicam reproduzir novas desgraças e truculência.

    rnA diferença: tudo é usado através da força do poder, do dinheiro, da extorsão, do estado paralelo infiltrado e escondido por trás de parte de todas as instituições, assim como, é claro, outras ignomíniasexecutadas nos calabouços e confins de esconderijos.

    rnDestruir 77 anos de circulação do jornal Diário, 55 anos da Rádio Diário FM e 50 anos da Dirceu AM. Colocar na rua 178 funcionários registrados em carteira, inviabilizar outros 46 prestadores de serviços diretos. Tirar de circulação o Diário de 12.000 exemplares-dia, mais de 40 mil leitores do jornal impreso.

    rnImpedir que a Rádio Diário FM continue chegando num raio de 100 quilômetros com som nítido e programação líder de audiência com seus 60.000 watts de potência e considerada a primeira de freqüência modulada no país.

    rnLiquidar uma das rádios mais tradicionais e diferentes do interior, a Dirceu AM, cessando sua retransmissão, desligando seus microfones.

    rnDesplugar milhares e milhares de internautas que em Marília, no Estado, no Brasil e mundo afora nos lêem e nos ouvem diariamente através dos sites das rádios e do jornal.

    rnEsse é o plano B e o projeto de Abelardo Camarinha? Os cuidados agora são maiores. Afinal, no processo em primeira instância e pelas decisões do Tribunal de Justiça (segunda instância) os bandidos que incendiaram as empresas e roubaram o vigia estão e vão continuar na cadeia.

    rnMas realidade é que Amauri Delábio Campoy, Amarildo Barbosa e Bruno Gaudêncio Coércio são apenas três dos outros muitos que ainda serão indiciados e vão responder pelos crimes contra jornal, rádios e, muito pior, contra as liberdades e o conjunto da comunidade.

    rnProcedimentos têm ritmo, rito e prazos adequados ao ordenamento jurídico, mas igualmente ineficientes quando se trata de punir os criminosos do colarinho branco, os poderosos, os endinheirados, aqueles que aliam tráfico de influência múltiplo a mecanismos mais mendazes de extorsão.

    rnParalelamente, jornal e rádios têm respaldo da maioria da sociedade, adesão da opinião pública, e vigilância dos mais diversos e significativos segmentos e entidades de várias partes do país interessados em combater esse inconseqüente e inominável sentimento de impunidade que reina em Marília.

    rnNo outro lado está um grupo poderoso, falso e de fraude populista enraizado e arraigado nos poderes Executivo e Legislativo e áreas do Judiciário (Estadual) e alguns tentáculos nos setores públicos de fiscalização e investigação.

    rnO maior problema é que enquanto estamos engajados na busca de legalidade, de direitos, de liberdades, de respeito e ética, o outro lado todo mundo conhece e sabe o tamanho da desgraça, da imoralidade, da truculência.

    rnQuem acreditava no limite quando ocorreu o fatídico atentado de oito de setembro se enganou. Tudo parecia ser o ápice até que o espectro político abelardiano iniciou a fase de defesa do bando armado e incendiário.

    rnNa atual fase os riscos e perigos dos métodos são mais ameaçadores, embora estejamos agora mais vigilantes e mais mobilizados para enfrentar tanta maldade, tanta ilegalidade, tanta truculência.

    rnMesmo assim continua diariamente impensável e inaceitável o que se reproduz não apenas entre a cadelada feroz que rosna nas ruas tentando ser ameaçadores a nós, nossos filhos, nossos aliados, enfim, aqueles que são companheiros principalmente ligados diretamente às empresas.

    rnA disputa seria natural se houvesse legalidade. Não apenas uso dos mecanismos do estado de direito democrático e ordenamento jurídico, mas que houvesse isenção das instituições, o que qualquer criança ou adolescente hoje sabe não existir.

    rnMas pelo menos a disputa ainda preserva mínimo de legalidade e quaisquer desvios são passíveis de reparos em instâncias superiores.

    rnO revoltado e repugnante é justamente o que está por trás dos mecanismos desse grupo político que além de colocar Abelardo Camarinha no front contra nossas empresas está aliado ao falastrão João Simão Neto que dispensa apresentações e comentários.

    rnJuntou a fome com a vontade de comer, o dinheiro fácil atrai as espécies. Useiros e vezeiros em criar factóides, eles adotam a metodologia clássica e manjada de me acusarem de tudo um pouco.

    rnNo submundo da obscuridade tentam cortar a garganta, decepar as mãos como se assim fosse possível reconstruir o império do espectro dominante da cidadenos últimos quase 30 anos.

    rnMas ninguém vai manter essa supremacia fora da lei e institucionalizar a impunidade em Marília. Não vai perduraro medo, o terrorismo invisível que tenta devorar qualquer gota de sangue e suordaqueles destemidos que saem à frentee dos aliados que se multiplicam em defesa das liberdades e justiça.

    rnO combate à ação descabida dos fora-da-lei não vai ser uma luta rápida e fácil e sem baixas, mas ela não pode retroagir nem ter fraquezas.

    rnEles querem a todo custo me transformar, me satanizar.

    rnQuerem provar que não tenho nada de mocinho, só sou bandido.

    rnNunca fui jornalista, pelo contrário nem sei escrever.

    rnNunca fui apenas processado, mas sou ex-presidiário.

    rnNão sou um bom pai de família, mas um desajustado.

    rnNão tenho apenas uma boa casa e vivo de salário, mas minha declaração de renda mente, sou rico.

    rnNão tenho nada de santo, como todo ser humano, mas estou bem longe de ser minimamente parecido com essa gente suja.

    rnOra, o sol não existe, a lua é quadrada.

    rnAbelardo nunca cometeu uma improbidade, nunca desviou recursos, nunca foi processado, nunca assinou uma obra superfaturada, nunca cometeu deslize algum, nunca mentiu, nunca destratou ninguém, nunca desrespeitou ninguém, nunca respondeu processo…

    rnAbelardo é quase um salvador dapátria, um visionário, um líder que ninguém pode botar defeito.

    rnIsso mesmo, também não tem em Carlos Umberto Garrossino um chefão de serviços escusos. Este nunca cometeu ilícito algum, nunca mandou fazer e executou uns servicinhos.

    rnGarrossinoé um exemplo de ser humano, nunca usou ninguém, nunca esteve até o último fio de cabelo comprometido com os mais diversos crimes.

    rnMas, melhor ser humano ainda é João Simão Neto, novo ventríloquo de Abelardo. João Simão é desses quase semi-Deus, que não tem pecado, tem carreira sólida em cima de justiça, nunca respondeu a processo de contrabando, nunca esteve preso, nunca foi indiciado pela CPI do Narcotráfico do Congresso Nacional.

    rnEssa cidade não pode e não vai continuar oferecendo guarida para essa gente continuar achando que manda e desmanda em tudo e todos.

    rnO Fórum então parece uma sala anexa ao escritório de João Simão e uma extensão estruturada do megaescritório político e outras cositas mais de Abelardo.

    rnComo se não bastasse jactarem-se dia e noite de resultados antecipados de investigações, condução de ações cíveis e criminais e sugestão de foco dessa e daquela sentença, igualmente querem dar ritmo à distribuição de processos.

    rnNo caso específico do jornal e das rádios e das pessoas físicas desse jornalista e dos demais diretores das empresas é quase um descalabro a ladainha do trio Abelardo-Garrossino-Simão.

    rnA depender do que eles estão espalhando pelos bastidores de Prefeitura, Câmara, Fórum, delegacias, escritórios e cantos por aí, já já o nosso mundo vai acabar e só eles vão sobrar do dilúvio. Vão ficar no bem bom.

    rnNa semana que passou comemoravam a bancarrota de jornal e rádios, que já estaríamos com os dias contados, que os funcionários não iriam receber os salários, os compromissos não seriam honrados.

    rnMas será que é melhor experimentar regime monárquico, fechar esse negócio de Prefeitura, Câmara, Fórum e dar todo poder para essa gente?

    rnSerá que seria o caso de fechar logo a cidade por muros e dar a essa gente poderes de xerifes?

    rnOu o que Marília precisa mesmo é limpar todas suas instituições e restabelecer direitos e deveres longe de tanto desmando e corrupção?

    rnEssa gente há pelo menos quatro anos faz previsões, futurologia, fixa prazos, faz de tudo para destruir nossas liberdades. Até agora nada acontece, pelo contrário cada dia mais estão enrolados para responder pelo banditismo.

    rnNão há dúvida que eles estão dando prejuízos para todos nós, mas daí até eles acabarem com as empresas ou terem possibilidade mínima de fechá-la vai uma grande diferença.

    rnEstão enganados. Todos os compromissos foram e vão continuar sendo cumpridos. Nada vai abalar nossa fé na verdade e na legalidade.

    rnEm que pese a indicação de que Abelardo possa estar querendo dizer que aliado a João Simão compra e vende todos e um pouco de tudo, a realidade é que não é assim essa bandalheira.

    rnCaso concreto foi a própria sentença contra os bandidos do atentado que eles apostavam e jactavam-se como tudo estivesse certo, mas que no final a condenação foi de 12 anos de cadeia para os malandrosrnAs coisas são esquisitas? Sim.

    rnHá essa e aquela verdade por trás das relações entre poderosos e autoridades? Sim.

    rnEm muitos casos tudo vai além da suspeição? Sim.

    rnTudo cedo ou tarde terá que ser investigado e desmascarado? Sim.

    rnNinguém pode acreditar mais em tanta impunidade, tanta imoralidade, tanta ilegalidade. E ninguém vai acabar com esse jornalista, com o jornal e com as rádios como estivéssemos em 1500 quando aqui ainda vigoravaapenas a lei da selva.

    rnNão sem motivo há movimento crescente em vários segmentos para criar blindagem contra essa desordemem Marília e a busca de novas relações, baseadas e sustentadas em mínimo de ética, igualdade e justiça.

    José Usrílio

  • 05 mar 2006 /  Atentado, Fique Ligado

    O submundo da política em Marília está no fundo do poço. Da fossa. Os métodos truculentos aviltam a inteligência e dignidade de cada cidadão e o ápice agora é com o novo formato de atentado: de panfletos apócrifos, anônimos e produzindo ataques imorais, produzindo fraude.

    rnJá estávamos perplexos e revoltados na semana passada com o baixo nível do ataque covarde engendrado por Abelardo e executado pelo seu fiel assecla, o pau-mandado Adilson de Lucca e escudado pelo chefão de serviços escusos Carlos Umberto Garrossino.

    rnO trio está botando para quebrar e arrebentar no desespero e no formato das ações delinqüenciais. O panfleto da semana passada foi uma barbaridade sem precedentes para atingir e machucar minha família.

    rnQuando ainda estávamos tentando adotar medidas cabíveis para desmascarar a farsa, com a Polícia Civil trabalhando para apurar a denúncia que fizemos e os primeiros indícios que dispúnhamos, na quinta-feira, explodiu outra bomba, outro crime indescritível produzido pela escola abelardiana de maus costumes e a partir de crimes imperfeitos, fraudes ridículas e delinqüência diabólica.

    rnQuem deve sempre responder pelos crimes e ilegalidades são Abelardo e Carlos Garrossino, ainda que o serviçal Adilson de Lucca há muito tenha suas digitais e rastros no jogo sujo e na reprodução de ataques para receber suas 30 moedas mensais.

    rnMas o que o trio Abelardo-Garrossino-Lucca tramou e fez em duas semanas mostra claramente que o submundo dos bastidores está um nojo e as autoridades e sociedade civil vão continuar surpreendidas enquanto não houver uma ação coordenada do bempara resgatar a moralidade em Marília.

    rnA mesma indignação e postura firme que assumi para fazer minha parte para desmascarar Abelardo vou continuar adotando para denunciar todo o entorno burlesco que tenta protegê-lo em serviços escusos, tráfico de influência e esquemas suspeitos.

    rnNão dá para acreditar na trama diabólica produzida pela mente doentia dessa gente. Dois dias após a morte do cartorário Josué Camarinha lá estava seu nome e memória em um panfleto forjado pelo próprio assessor e assecla de Abelardo.

    rnTenho certeza que como qualquer família, a família de Josué deve estar ressentida com a partida do ente querido. Esses momentos são de pesar, de dor, de abalo emocional e seu Josué fez história, deixou história.

    rnMas não acredito que possa existir tamanha indecência e maquiavelismo o suficiente para que o bando de serviçais chegasse aonde chegou.

    rnA Polícia Civil de Marília apreendeu e está investigando as provas de um ataque de baixo nível produzido pelo bando de serviçais da folha de pagamento e comandados por Abelardo.

    rnO panfleto que o pau-mandado carregava com original (matriz e dez cópias coloridas, mais a nota fiscal para ressarcimento) seria para distribuir como se fosse uma iniciativa deste jornalista, em mais uma tentativa desastrada e criminosa de perseguição contra a linha crítica do jornal e das rádios Diário FM e Dirceu AM.

    rnNão pega, não cola, não engana ninguém dizer que o panfleto saiu só da mente espúria de eminência parda Adilson de Lucca. O máximo que ele pode atingir é ser elemento desqualificado, conhecido dos meios políticos por golpinhos de cem, duzentos, trezentos reais como cala-boca.

    rnUsa garranchos, montagens e textos indecentes com métodos venais. Está do lado certo, juntou-se a Abelardo. São personalidades que de várias formas se completam e se merecem.

    rnA marca registrada da covardia patrocinada por Abelardo não poderia encontrar melhor serviçal e nisso Adilson de Lucca está se encaixando como luva, anel encomendado, sapato bem moldado para servir de digitais e pegadas na tentativa sempre fracassada de despistar os serviços que Abelardo manda executar.


    Abelardo deve ser interditado

    rnrnEm que pese o fato de Abelardo Camarinha ficar impossibilitado de responder pelos crimes, improbidade e irregularidades, seus atos e comportamentos há muito indicam necessidade talvez até de sua interdição – proibição judicial de alguém reger a sua pessoa e seus bens e, óbvio, impedir que cause danos ao próximo e à sociedade.

    rnMais que diabólica, ultrapassa as raias da loucura a conduta de Abelardo e o que ele trama, faz às escondidas e usa a mão de seu bando de serviçais para executar. Pior. A tramóia teve como objetivo tentar imitar padrão dos pronunciamentos e textos desse jornalista para me incriminar. Ou seja, para me atingir, danem-se a família, a moral e os amigos.

    rnMas se eles estão em pacto diabólico, felizmente é a briga de tostão contra o milhão, de Davi contra Golias, mas do bem contra o mal e, acima de tudo, em nossos corações, mentes e comportamentos continuamos tementes e devotos a Deus.

    rnA proteção, os ensinamentos, a devoção nos tem guiado para enfrentar tanta truculência e maldade. Temos tido igual apoio e compreensão de nossa família, nossos parceiros e funcionários das empresas e solidariedade dos mais diversos segmentos da sociedade. Por que estamos do lado do bem e da verdade.

    rnNão há como deixar de agradecer em todas as colunas tanta proteção de Deus para mantermos nossa persistência e coragem de enfrentar adversidade.

    rnImperdoável o desrespeito à minha família, assim como não é impensável o repugnante panfleto em total falta de respeito com os integrantes da família do senhor Josué.

    rnQuem sabe não fosse mais rápido, com certeza seria mais salutar para a sociedade, conseguir a interdição judicial de Abelardo.


    Fraudes em série, todas fracassadas

    rnAssim como a armação do atentado de 8 de setembro do ano passado fracassou, tudo virou marco histórico contra intolerância e impunidade, formou um eixo central do combate à corrupção e roubalheira contra os cofres municipais. E a reação tem sido uma série de mentiras e fraudes, que vão fracassando como o crime principal.

    rnFracassou a armação para tentar me comprar com dois milhões de reais logo em seguida. Denunciei na polícia, rechacei. Não me vendo.

    rnDesmascarei a armação para me prender em acusação fraudada pelo chefão Garrossino e o falastrão João Simão Neto usando o bate-pau Carlão da Bala.rnMesmo destino teve a armação da semana que passou.

    rnFracassou a diatribe porque a produção do panfleto estava sendo vigiada. A Polícia Civil foi notificada, os policiais mobilizados. Por sorte e força da verdade o caso foi denunciado pelo 197. A polícia deteve Adilson de Lucca, o pau-mandado de Camarinha, com dez panfletos coloridos.

    rnO serviçal Adilson de Lucca é o responsável pela produção de panfletos e publicações mentirosas e ofensivas, o elemento que Abelardo usa como escudo. Lucca é a marionete e João Simão o ventríloquo.

    rnÉ aquele barato que sai caro, mas quem paga maldade só colhe delinqüência e a fraude política de 20 anos só poderia deixar Abelardo sem alternativa.

    rnMas o currículo, ou melhor, a folha corrida de Abelardo hoje já ultrapassa mais de 150 procedimentos entre processos e ações civis e criminais por acusações que o enquadram em todo tipo de legislação. É, no fim, ele não poderia mesmo estar acompanhado de gente diferente de Garrossino e Lucca.


    José Ursílio