• 31 dez 2006 /  Fique Ligado

    Confesso-me, estou extenuado, físico e psicológico. Mas renovo forças a cada dia, decorrência das responsabilidades e princípios que sempre nortearam minha vida e encontro maior razão e disposição todos os dias ao beijar meu filho Matheus de oito anos e meio.

    rnO que me move hoje ultrapassa o limite da profissão de jornalista e compromissos com as empresas onde estou empregado, trabalho e produzo o sustento de minha família.

    rnO direito constitucional e exercício de liberdades de expressão, pensamento e informação norteiam minha vida, assim como inalienável é obrigação de cumprir esses preceitos por quão e quanto importante é dar à sociedade o direito de ser informada, com ética, verdade, transparência e respeito.

    rnDeixei de ser apenas o jornalista pluralista nesse espaço e na minha participação diária na Rádio Dirceu AM, às 11h30.

    rnO jornalismo pluralista e isento exerço nos espaços de reportagens e outros serviços que são institucionais e fixos dos parceiros, clientes, assinantes, leitores e ouvintes.

    rnNo mais, diferencio minha conduta entre exercer direitos de jornalista, obrigações de cargo de direção e também como formador de opinião e neste contexto sou intransigente nas causas e valores que resgatam a cidadania e dignidade e combatem qualquer mecanismo de corrupção, truculência e ilegalidade.

    rnÉ nesse sentido que chegamos ao fim de mais um ano com o sentimento de dever cumprido em todas as frentes de atuação.

    rnPrimeiro porque enquanto empregado do jornal e das rádios e detentor de cargo de gerenciamento, me sinto satisfeito porque apesar das agressões, ameaças e perseguições estamos fechando 2006 com todos os compromissos cumpridos com os funcionários, fornecedores e principalmente clientes, ouvintes e leitores.

    rnSomos brasileiros comuns. Jornal e rádios são empresas comuns, que administram dívidas, trabalham no vermelho e mesmo assim como empregado mantenho a dignidade enquanto as empresas funcionam.

    rnTudo está a mil maravilhas? Não. Como em quaisquer empresas, dezembro de muitos compromissos financeiros foi difícil e o déficit é alto e há atrasos e rolagem de dívidas fiscais e bancárias entre outras.

    rnDurante todo o tempo de 2006 à base de liberdade exerci minhas atividades e direitos e não abro mão dessa prerrogativa nem mesmo sob a ameaça de perder um lugar ao sol.

    rnJá demonstrei e provei essa postura ao longo de 30 anos de registro em carteira desde quando entrei no Correio de Marília, exatamente no dia três de janeiro de 1977 para no dia seguinte entregar a edição do dia quatro, como a primeira atividade de jornaleiro.

    rnFormador de opinião por conta de profissão e postura firme de cidadão, não desistirei mesmo perseguido e encurralado pelos poderosos e bandidos do colarinho branco, boa parte deles infiltrados nas instituições políticas e partidárias de Marília.

    rnAsseguro: nunca vou me render, nunca vou me vender e nunca vou me dar por vencido enquanto continuar na certeza da conduta ética, transparente e sob a aprovação da legalidade, da opinião pública e acima e muito mais importante que tudo isso que não é pouco, junto com a proteção de Deus.

    rnFaço essa reflexão pública como testemunho de gratidão por tudo que posso fazer de bem e de bom exemplo de vida para meu filho Matheus, família, aliados e amigos.

    rnAgradeço a todos aqueles que torcem, evoluem, oram e rezam, solidarizam-se e juntam-se às causas coletivas que defendo, mesmo que elas sejam às vezes tão difíceis, mas que acabam vitoriosas como foi essa semana o impedimento de aumentar os impostos municipais.

    rnVamos vencer a incompreensão, truculência e arrogância de gente despreparada que infelizmente administra parte dessa cidade e no tempo devido serão responsabilizados, rejeitados e execrados.

    rnPeço perdão e desculpas e tento sempre superar e compensar com boas ações, defeitos, falhas, exageros e erros. Ensino Matheus humildade, rever posturas, pedir perdão e desculpas e nunca caminhar pelas trevas da prepotência e arrogância.

    rnRefiro-me a Matheus sempre porque nada mais simbólico para a certeza de propósitos quando se tem como compromisso a vida que lhe é mais sagrada, a do próprio filho.

    rnNesse sentido só tenho a agradecer por tudo que conquisto e pelas perspectivas promissoras que nos são colocadas e com certeza a exaustão dessa fase de vida vai ser no futuro o sentido e a retribuição de nossas vidas com paz, amor, liberdade, ética, respeito, igualdade e fraternidade.

    rnQue todos nós possamos estar juntos de nossas famílias, amigos, convivendo em harmonia com coisas materiais e bons sentimentos, mas acima de tudo com Deus no pensamento e no coração.

    rnNada a reclamar, só a agradecer pelo ano de 2006 e acredito e confio que 2007 será outro ano maravilhoso, de amor, liberdade, ética, bons costumes e acima de tudo paz para que possamos enfrentar tudo, das alegrias aos problemas.

    rnQue o mundo seja sempre bem melhor nos próximos 2006 anos.

  • 30 dez 2006 /  Fique Ligado

    A insensatez e insensibilidade da politicalha em Marília foram derrotadas pela decência e em 2007 os 89.510 contribuintes vão pagar IPTU que cabe no bolso do cidadão, com equilíbrio e justiça fiscal e sem roubalheira oficial.

    rnA campanha pública assumida pelo jornal Diário e rádios Dirceu AM e Diário FM conscientizou a sociedade sobre os riscos da administração de Mário Bulgareli impor projetos que resultariam em aumentos de até 220% no imposto municipal.

    rnForam jornal e rádios com desempenho que está notabilizado pela defesa intransigente dos interesses coletivos que despertaram e envolveram as mais diversas lideranças sobre a proposta descabida para onerar o contribuinte já esfolado por tantos abusivos impostos e taxas.

    rnO maior problema não foi apenas a ineficiência e falta de parâmetros técnicos que pudessem nortear a adoção de proposta de implantar nova planta genérica no município para aumentar o valor venal dos imóveis.

    rnA administração quis atropelar a comunidade e suas lideranças sem discutir e dar direito a influência e participação na proposta priorizando respeito e transparência no trato da coisa pública.

    rnPior ainda foi a desfaçatez de defender o aumento brutal do valor venal e conseqüentemente do IPTU com dissimulação de discurso e como se ninguém estivesse entendendo que os valores estavam sendo maquiados. Ninguém é idiota.

    rnOs artífices do malfadado projeto fizeram na realidade uma armação para compensar o fim das taxas abusivas e ilegais cassadas em sentença do Tribunal de Justiça esse ano.

    rnO aumento no valor venal e do IPTU iria forjar e embutir as taxas em valores iguais e até muito maiores no custo final ao contribuinte.

    rnA gritaria não foi apenas pela falta de clareza e de razoabilidade nos valores, mas igual foi a desconfiança e insatisfação geral quando prefeito e assessoria quiseram impor vontade e proposta à base de argumentação insustentável e sob suspeição.

    rnA Prefeitura de Marília é administrada nos últimos dez anos pelo grupo político de Abelardo Camarinha e Mário Bulgareli quis repetir a dose cavalar de aumento de impostos em 2006 com a mesma jogada orquestrada pelo antecessor, exatamente na calada da noite de 27 de dezembro de 1997.

    rnA desconfiança sobre a lisura da proposta começa com a tentativa de afastar a sociedade do debate e decisões e termina com o comportamento de escamotear até a data da apreciação e votação pela Câmara.

    rnÉ aquela velha e velhaca forma de politicalha de aproveitar momentos de teórica preocupação com final de ano, como se a comunidade fosse ficar omissa. Lamentável ignorância dos políticos de desprezar a consciência popular.

    rnA sucessão de erros para ludibriar a sociedade foi usada para ludibriar a maioria dos vereadores, mas o tiro saiu pela culatra por que a reação da opinião pública foi baseada na força do jornal e das rádios em papel isento e de liberdades e mostrou que a postura da Câmara deveria ser diferente, de defesa da expectativa do contribuinte.

    rnBulgareli e o grupo abelardiano que infesta e contamina a administração de forma nada defensável usou e abusou de prerrogativas vencidas e engendradas sem respeitar até mesmo a bancada de vereadores de situação.

    rnTanto assim que nenhuma pressão e opressão além de uso descabido da força e recursos foram suficientes para subjugar vereadores e coopta-los com métodos vis.

    rnSaíram fortalecidos como figuras isentas os integrantes da oposição (Sidney Gobetti de Souza, Carlos Bassan e Mário Coraíni); a independente de primeira hora Sônia Tonin e vereadores alinhados à situação e que acabaram sensíveis aos anseios da população e se postaram contra o abuso: Júnior da Farmácia, Marcos Camarinha, Luiz Coneglian e Valter Cavina, esses dois últimos justiça seja feita nesse momento, até usados indevidamente pelo rolo compressor da prefeitura e que figuraram injustamente como suspeitos no quadro apresentado ontem pelo Diário.

    rnQuem sai derrotado e com carimbo de oportunismo e sem compromisso popular continua sendo Herval Rosa Seabra, o tal César Lopes, Eduardo Nascimento, José Carlos Albuquerque e José Expedito Capacete que quis esquivar-se na última hora, mas todo grupo governista tinha certo seu voto.

    rnO que deve ficar claro da mesma forma é que a posição firme, clara, determinada e corajosa das rádios e do jornal em sua linha editorial e esse jornalista não pode ser misturadas com a posição das entidades, que por dever e natureza de funções, podem e devem diferir em formas de expressão, conteúdo e manifestação.

    rnCada defensor da causa pública deve usar a melhor forma e formato possível dos instrumentos que dispõe e há sempre que considerar que a mobilização só ocorre mesmo com o tom e o clima mexe e desperta para o problema e foi isso que fizemos e estamos fazendo durante todo tempo.

    rnO alinhamento de propósitos é a busca e coragem para defender o interesse público e coletivo, com o pluralismo e as liberdades para cada postura e postulante na luta contra quaisquer que sejam imoralidades e desrespeito contra a cidade.

    rnRepito, o jornal e as rádios vão continuar firmes nos propósitos de jornalismo investigativo, defesa intransigente das liberdades e expressão de pensamentos e idéias como mecanismos democráticos para formar e informar a opinião pública.

    rnO jornalista e os veículos de comunicação não transigem, mesmo que para nós pressão, truculência e ilegalidades continuam tentando nos calar, nos ferir moral e materialmente.

    rnJá deixei claro que nunca vou me arrepender de nada que faço de legal, nem dar mínimo passo atrás em acordos ou propostas indecentes, embora possamos sempre estar abertos ao debates, a parcerias e aliar-se a causas de interesse éticos e transparentes.

    rnMas nem em troca de um lugar ao sol perderemos um único ponto de dignidade. É inegociável.

    rnParabéns e obrigado Marília, minha luta pessoal e minha alegria é a satisfação que tenho quando beijo meu filho Matheus e posso estar tranqüilo porque ele pode confiar no pai.

  • 29 dez 2006 /  Fique Ligado

    Vereadores desligaram telefones, fugiram de qualquer aparição pública, mantiveram encontros em clima de mistério, portas fechadas e lugares não identificados.

    rnA suspeição de novo tomou lugar da transparência e o fisiologismo que cerca as relações entre Executivo e Legislativo descambou para a desconfiança da tradicional circulação de mala preta.

    rnQuem deveria estar discutindo, avaliando, representando as expectativas da sociedade silenciou-se durante a semana e ontem desapareceu de vez.

    rnA sessão extraordinária de hoje a partir das 9h para votação dos projetos de leis que vão patrocinar o maior golpe de todos os tempos contra os contribuintes de Marília gerou pressão sem precedentes contra vereadores que integram o grupo governista.

    rnO assédio desesperado do prefeito Mário Bulgareli e assessoria motivaram esquema de cooptação de vereadores por que as avaliações indicavam até ontem que votos da oposição e de independentes podem gerar a rejeição dos projetos que trazem de volta a roubalheira nos carnês do IPTU a partir da planta genérica que vai impor aumento de até 220% no valor venal dos imóveis, consequentemente mesmo índice que sobe em imposto.

    rnO jogo para tirar milhões dos bolsos dos contribuintes em forma de impostos abusivos foi brutal e envolveu esquemas, aratacas e armações de todas as espécies.

    rnOs votos certos contra o aumento extorsivo dos impostos desde o início eram da oposição: Sidney Gobetti de Souza, Carlos Cavalieri Bassan e Mário Coraíni, assim como da independente Sônia Tonin.

    rnA ala independente ganhou a adesão clara de Marcos Camarinha e em seguida de Luiz Coneglian. Formaram seis votos.

    rnNa sessão da semana passada a reação de Valter Cavina com manifestantes fez ele também se comprometer com o voto contra. Júnior da Farmácia acabou votando contra adiamento da discussão e esboçou que sua postura também é contra a proposta.

    rnComo o presidente Herval Rosa Seabra que defende o descabido aumento e só vota em caso de empate, a ala governista teria ficado esvaziada com teóricos quatro votos: Eduardo Nascimento, José Carlos Albuquerque, César Lopes (ML) e José Expedito Capacete.

    rnOntem Capacete me ligou e disse mesmo com toda repercussão ainda é neutro ou indeciso e não tinha voto definido embora pertença a ala governista e estivesse sendo pressionado pelos dois lados.

    rnNo jogo dos bastidores além do fisiologismo que envolve votações dessa natureza, com troca de favores, cargos e outras benesses a custas dos cofres públicos para servirem de moeda de cooptação surgem pressão e negociatas.

    rnO objetivo da administração era atropelar a possível maioria para aprovar o aumento de impostos a qualquer custo, independente da postura firme da cidade contra os projetos, colocadas publicamente em manifestos das mais diversas lideranças de todos os setores sociais.

    rnQuando entra em jogo o interesse de grupo e a satisfação da vontade particular a lógica deixa de existir e a suspeição é a única referência que sobra para aumentar ainda mais o descrédito do político junto à população.

    rnA sessão de hoje será marco para definir o perfil dos vereadores de situação, a ala de independentes, as influências do fisiologismo e até onde foram negociações e ou armações principalmente do dia de ontem.

    rnEntre as medidas engendradas contra a cidade e a favor do aumento abusivo do IPTU foi orquestrada até a ausência de vereadores para convocação de suplentes para revertervotação teoricamente favorável pela rejeição dos projetos.

    rnForam os casos de propostas para Luiz Coneglian e Júnior da Farmácia que teoricamente seriam substituídos respectivamente por Yoshio Takaoka e Julinho Paes que apoiariam os governistas, empatariam a votação e Herval Seabra daria a vitória da proposta da dupla Mário Bulgareli-Luiz Eduardo Nardi contra a vontade esmagadora da cidade.

    rnOutra versão escusa e suja seria a cooptação de Luiz Congelian que na hora iria votar a favor, assim como Valter Cavina. Pior que a defesa clara estaria a confirmação na mudança de postura em forma suspeita, se ela ocorrer..

    rnO escandaloso e repugnante jogo de bastidores tirou da cobrança de respeito e transparência através de lideranças quaisquer reação por que ninguém de dignidade transita por esse ambiente contaminado.

    rnDe qualquer forma, a histórica sessão de hoje vai expor de vez os envolvimentos de Executivo e Legislativo e confirmarque a cidade precisa muito mais que renovar seus representantes políticos.

    rnA sociedade durante todo tempo terá que ser informada e orientada de quem é quem, como se comportam, e principalmente como o fisiologismo fugiu ao aceitável e agora envolve escândalos de toda natureza na administração pública de Marília.

  • 28 dez 2006 /  Fique Ligado

    Essa coluna destina-se essencialmente a explicações aos bêbados, marcianos e idiotas. Não se destina a qualquer contribuinte que pague imposto e taxas em Marília, esses entendem e já pagam tributos os maiores do país. É para aqueles que habitam o reino abelardiano de Mário Bulgareli.

    rnAssim, vou dar três endereços como referência: onde habita o prefeito, no edifício Mediterranée, na Sampaio Vidal; o Royal Garden, na Santo Antonio que é o endereço de Camarinha; e uma casa no Village do Bosque onde eu moro.

    rnEndereços chiques para o padrão de Marília, mas no reino não passam de pontos modestos, principalmente quando há nas mãos as chaves dos cofres públicos do Palácio Municipal do Desmando.

    rnFaz de conta que no Mediterranée o luxuoso apartamento tem piso em mármore italiano, reluzentes cortinas, armários fartos, mas o valor venal hoje é de apenas R$ 225 mil, enquanto o de mercado começa em R$ 300.000,00.

    rnO apartamento é de lorde comum e sensato e o acabamento não é nada diferenciado. O valor venal de R$ 225.000 obriga o sujeito a recolher 1,4% de IPTU em R$ 3.150. Como o reinado precisa melhorar receita dos cofres do Palácio do Desmando, o valor venal vai pular para pelo menos R$ 292.500 (olha só, ainda abaixo do que é o custo de mercado). Logo, 1,4% aplicados vão resultar em IPTU de R$ 4.095.

    rnOs bobos da corte inventaram artifício para ludibriar os vassalos e acabaram atingindo os senhores feudais. Lordes, eminências e príncipes mantêm o privilégio, afinal ricos que são não vão arranhar suas burras sempre cheias.

    rnO mesmo ocorre com propriedades ainda mais bacanérrimas como o apartamento no Royal Garden onde está a sua eminência o professor de Deus.

    rnO valor venal de R$ 135.000,00 vai pular para R$ 200.000,00, uma ninharia se comparado com os R$ 600.000,00 de mercado.

    rnNão há problema para o burguês que habita o palacete vez que suas burras nunca são atingidas, tamanhos ganhos que obtém da parte que lhe cabe em repasses e comissões da coroa.

    rnO imóvel do corneteiro que mora no Vilage do Bosque tem valor venal de R$ 45.000,00, paga R$ 630,00 e veja só a casa que vale R$ 210.000,00 vai ter o venal de apenas R$ 90.000,00 e pagar a bagatela de R$ 1.260,00 de IPTU.

    rnDe toda cambada desse reino que não é o da Dinamarca mas há muito tempo está contaminado, fétido e apodrecendo, só não reclama mesmo aquela parte dos escolhidos do compadrismo fisiológico que provém dos cambalachos enrustidos nos calabouços palacianos.

    rnOs vassalos e servos estão fora do reino abelardiano, formam aquele conjunto de cidadãos de bem dessa Marília, que trabalha, produz, comercializa, industrializa, honra compromissos a custas de ética e determinação, suor, lágrimas e sangue.

    rnEsses não podem nem discutir ou questionar parâmetros e índices que fixaram o novo castigo tributário. Afinal o reino não tolera qualquer regra exceto aquela onde eles mandam e ao resto cabe abaixar a cabeça e obedecer.

    rnSe bêbados, marcianos e idiotas não estão minimamente preocupados com o castigo tributária porque as burras vão continuar cheias e cheias em todo reino abelardiano gerenciado pelo plantonista Bulgareli, isso não ocorre na vida real dos 89.510 contribuintes de Marília.

    rnEsse cidadão do bem e de bem não agüenta mais roubalheira como a que foi submetido nos últimos 10 anos, quando em 1997, na calada da noite, enfiaram goela abaixo aquelas taxas abusivas e inconstitucionais.

    rnSó agora em 2006 o Tribunal de Justiça mandou acabar com a obra do malfeitor Camarinha e não é Bulgareli que agora vai querer repetir a dose imoral de impor tamanho descalabro tributário.

    rnNão é sem motivo que a cidade não agüenta mais o que era falta de respeito e transparência e que hoje vai ficando caracterizado que o mesmo emblema abelardiano é o retrato pior acabado da identidade de bulgareliana.

    rnEnquanto a festança no reinado vai se distanciado da realidade, na vida ao cidadão resta a reação como ocorre, esperando que a maioria da Câmara dê sinal de mínima dignidade e moralidade e rejeite a volta da roubalheira.

    rnCaso contrário, o reino vai ser invadido pela legalidade por intermédio de ações populares e com certeza ações civis públicas capitaneadas pelo Ministério Público.

    rnNão está longe o dia que todo reinado será destruído porque no Brasil vigora o estado de direito e democrático, onde todo poder emana do povo e ninguém está acima dele, só Deus.

  • 24 dez 2006 /  Fique Ligado

    Mário Bulgareli já não pode mais ser apontado como pau mandado de Abelardo Camarinha, ironizado como marionete ou fantoche apesar de ser sempre o primeiro a puxar palmas para o criador, até mesmo quando deveria silenciar-se.

    rnInfelizmente para a cidade, embora cada um faça a opção de vida que quiser, Mário Bulgareli vai deixando clara sua identidade própria. Enquanto prefeito define-se pela marca: a insensibilidade e absoluta inexistência de vocação para exercer o cargo que ocupa.

    rnO antecessor não fosse quase gangster no exercício do poder poderia ser homem público de êxito, mas trilhou as trevas que todos conhecem. Mas se tem alguma virtude, essa é a arte de fazer política e ter perspicácia e oportunismo para suas posturas, que na verdade viram aratacas e armações, incapaz que é de buscar o bem comum e coletivo.

    rnÉ um ser que nunca viu ninguém na frente e só se vê como se nunca estivesse saído de frente de um espelho. Espelho que reflete faces diabólicas.

    rnE mais do que fazer tudo que Camarinha manda, o prefeito de direito está agora defendendo causas indefensáveis. Esbaforido tenta espernear em discursos vazios e desconexos enquanto a cidade vai se acabando em abandono de serviços e manutenção.

    rnAté porque obras ninguém espera há muito tempo e quando elas existiram o dinheiro ao invés de pagar as empreiteiras foi drenado para o ralo da corrupção e roubalheira.

    rnMas a cidade com certeza não vai mais sujeitar-se a tanto desmando, falta de transparência e respeito e imoralidade no trato das causas e coisas públicas.

    rnA luta vai ser vencida pelo cidadão de bem e espera-se primeiro que a instância seja o plenário da Câmara Municipal ou então que seja em açõespopular ou civil, da sociedade e ou do Ministério Público junto ao Judiciário.

    rnO primeiro passo para derrotar a volta da roubalheira no valor do IPTU de Marília já foi dado na sexta-feira durante a vergonhosa manobra para acabar com a sessão depois de tumulto e falta de respeito com a opinião pública e a sociedade e suas lideranças.

    rnNão é sem motivo que a maioria da classe política virou o lixo do lixo, não apenas pela corrupção deslavada e descarada em quase todo país, mas pela insensibilidade e prepotência dessa gente, que não se conscientizou que os tempos são outros e ninguém mais vai ficar de braços cruzados, boca calada a mercê dessa exploração e aviltantes métodos de impor sofrimento ao cidadão.

    rnO que a administração de Mário Bulgareli tentou orquestrar de golpe vil e repugnante com três projetos de lei que estão na Câmara afronta não só a falta de capacidade do contribuinte em arcar com carga tributária maior.

    rnA manobra, a arataca, o golpe contra o contribuinte de Marília é o reflexo de traição e desprezo aos valores democráticos, às necessidades de dar ao povo a possibilidade de participar das decisões por intermédio de seus representantes legais e líderes.

    rnMário Bulgareli, Luiz Eduardo Nardi, a cambada de serviçais e Camarinha assim como bancada que parcialmente sustenta a administração municipal de Marília na Câmara não podem mais desfilar tanta arrogância, prepotência e indisposição contra conjunto da sociedade.

    rnEles não estão acima da vontade da maioria, da razoabilidade, da legalidade e seja qual for o cargo ou mandato que possam ocupar, devem satisfação e obrigação de lisura e ética na condução de todas as políticas públicas, da simples capinação de calçadas à fixação de parâmetros e índices de impostos, taxas e outros tantos tributos.

    rnNinguém pode admitir que Marília continue pagando tanto imposto, os mais caros do Brasil, aumentados em 10 anos de bandalheira dessa gente em índices que foram de 750% a 1.100%.

    rnMuito pior, Mário Bulgareli quer enganar a sociedade. Mandou para a Câmara projeto de lei descabido, proposta grotesca, que tenta através de forma leonina impor planta genérica, aumentar em média de 100% a 200% o valor venal dos imóveis para depois então o valor da alíquota do IPTU impor ao contribuinte valores muito maiores para maquiar o fim daquelas taxas derrubadas pela Justiça em ação civil do Ministério Público.

    rnÉ da democracia, da função do homem público, defender carga tributária, desde que ela seja razoável para equilibrar receita e despesas.

    rnMas o prefeito de direito ou quem quer que seja da cambada de usurpadores abelardianos não podem criar artifícios de retórica, gaguejar, evitar explicar e dar respostas à sociedade, porque suas lideranças e representações populares e não governamentais de todas as instâncias vão com certeza rechaçar essa postura.

    rnMarília não agüenta mais essa conversinha fiada, mentiras, gente dissimulada, como se aqui fosse um reino abelardiano, como se na cidade fôssemos todos idiotas e que estivéssemos aqui apenas para bater palmas e pagar a conta.

    rnToda vez que for necessário, Marília vai ser mobilizada e esse momento emblemático evita não apenas a exploração de cada contribuinte, mas também busca a aplicação ética, transparente e equilibrada dos tributos. Bulgareli é apenas administrador transitório das coisas e recursos públicos e se quiser ter o respeito da sociedade, terá que respeitá-la.

    rnA cidade é muito maior que esses políticos que estão na administração e que no passado, no presente e no futuro sempre vão responder por suas condutas e não tem caneta ou poder que possa demover o cidadão de fiscalizar e exigir dos homens públicos um pingo de transparência e dignidade.

    rnMarília vai derrotar a roubalheira e aqui o único reino que existirá é o da legalidade.

  • 17 dez 2006 /  Fique Ligado

    Na memória

    rnrnEm que pese homenagens quaisquer que sejam serem bem vindas quando justas, ao envolverem poder político a desconfiança de dissimulação sempre existe. Não se trata de desmerecer ou menosprezar a resolução da Câmara de Marília em emprestar o nome do jornalista Anselmo Scarano às instalações do estúdio da TV Câmara de Marília. Mas infelizmente parte da pantomima desagradou a todos.

    rn
    É desperdício

    rnrnNinguém questiona a tendência e oportunidade de implantar o mecanismo da TV Câmara como instrumento na democratização do Legislativo. Desde é claro que o espaço não se transforme em palanque para a politicalha bem própria da província. Além disso, num momento de caos em serviços e manutenção da cidade, os gastos mostram desperdício e troca de prioridades por supérfluos.

    rn
    Palmas e loucos

    rnrnAinda que vontade de gastar à revelia possa ser exercida, e esse é o problema da inconsistência da representatividade na Câmara, o maior problema é que pantomima reúne entre as pessoas de bem os tradicionais loucos que querem palmas, mas que deveriam mesmo levar ovos e tomates estivessem em praça pública. Infelizmente até a solenidade perde o brilho por causa dos escrotos.

    rn
    Não compartilho

    rnrnEm que pese meu profundo respeito à família de Anselmo Scarano que é a minha família; o respeito e admiração que sempre dispensei ao patrão, mestre e incentivador Penaforte; o convite respeitoso que recebi de Herval Rosa Seabra e do sempre amigo Cido de Almeida; tudo isso não foi suficiente para me pôr no prédio da Câmara, na solenidade de homenagem e inauguração.

    rn
    Postura firme

    rnrnNão compartilho com nada que possa discordar e embora respeite a obra e a homenagem, fiz bem em não ter ido também pela presença esdrúxula e desequilibrada de Abelardo Camarinha. Tanto assim que o mal-estar foi geral e caracterizado pelo lixo de discurso barato, de incongruências e bem próprio de quem esmera-se no dia a dia em patéticas e infindáveis arrogâncias.

    rn
    Melhor do mundo

    rnrnA mitificação de dono da cidade pulou para dono do mundo, a psicopatia levou a encarnar o professor de Deus e agora ele deve estar se achando levitar sobre a humanidade com algum dom sobrenatural. Desconexo no vai e vem que cansou pela ladainha de sempre, Camarinha desmascarado pelo tempo e pela razão continua atacando a tudo e a todos na vã proposta de ser ouvido.

    rn
    Contra ONGs

    rnrnAgora que a cidade, aliás o país, estão valorizando a recomposição de suas lideranças em entidades mais representativas pela adesão de forças não governamentais, Camarinha ficou no discursinho covarde de recadinhos para ONGs. Por quê? São elas que estão mobilizando a sociedade civil no resgate da cidadania e de combate implacável à corrupção e roubalheira praticada pelos maus políticos.


    MP na mira

    rnrnOs promotores e procuradores de Justiça de Marília e todo Estado não poderia ter aprovação maior e sustentação tão efetiva da lisura e eficiência do cumprimento da ética profissional e do exercício das prerrogativas constitucionais. A velhaca e conhecida ladainha de Camarinha está disparada de novo contra o Ministério Público em palanques onde ele ainda consegue falar, como na solenidade da semana passada da Câmara Municipal.

    rn
    Longe das vaias

    rnrnPublicamente Camarinha não pode mais subir em quaisquer palanques porque ninguém suporta mais a ladainha e como na democracia é assim, o povo se manifesta, ele é vaiado até quando o nome é citado. Sobraram rádios e televisão que ele é dono e onde fala o que quer porque paga e os espaços criados pelos adesistas e interesseiros. Mas não tem jeito, tudo vira constrangimento como vem ocorrendo sistematicamente.

    rn
    Sem respeito

    rnrnPior de tudo é que o criador e dono da escola abelardiana de maus costumes insiste não só no vazio de palavras próprio de desprovidos de propósitos, idéias e ideais. Faz do comportamento sorrateiro e da covardia o instrumento para insinuações como foi o caso da referência aos promotores de justiça, desprezando a carreira por concurso público e o direito à vitaliciedade e inamovibilidade. O cara pálida e de pau queria ter o poder de mandar embora que o investiga.


    Exibicionista

    rnrnNão é sem motivo que a carreira política foi desmoronando e evidenciado a personalidade de falsário e personalidade de carimbador maluco como instrumento para detratar quem busca lisura, liberdades e legalidade.

    Camarinha espalhou em bastidores jurídicos e forenses insinuação contra o procurador eleitoral Mário Luiz Bonsaglia, jocosamente o chamou de papai Noel. Quem sabe o ilustre procurador dê a Marília o maior presente de todos os tempos: o fim da impunidade abelardiana.

    rn
    Sem caráter

    rnrnMas ninguém pode reclamar muito de Camarinha, inclusive quando ele promete, se compromete, até para quem é da família. O último golpe abelardiano caiu sobre a cabeça do sobrinho, o vereador Marcos Camarinha. O tio dissimulado prometeu apoio na disputa da presidência da Câmara, mas na calada da noite e bastidores, sempre com a mão suja e deixando rastros e digitais, agia contra.

    Pior, pedia para que outros fingissem contra o próprio sobrinho. Se merecem.

    rn
    Rindo à toa

    rnrnO staff abelardiano passou as últimas semanas brindando e comemorando o fracasso da administração Mário Bulgareli, como se todos estivessem fora do barco e pudessem ficar com cargos, salários, benesses e as coisas e causas escusas capitaneadas pelas mãos indevidas de Carlos Umberto Garrossino. O único que não enxerga nada é mesmo o próprio Bulgareli com seus lindos óculos de lentes cor de rosa. O resto deve estar tudo azul e verde, não é possível.

  • 17 dez 2006 /  Fique Ligado

    Marília está revolucionando sua história política e administrativa e finalmente a sociedade civil, os homens de bem e do bem, se conscientizaram que a cidade não pode mais continuar enganada, ludibriada e com riquezas naturais e da iniciativa privada apenas servindo para engordar os cofres públicos queinvariavelmente são usurpados pelas mais graves mazelas, da corrupção ativa e passiva à roubalheira descarada e desavergonhada.

    rnNa sexta-feira, dia 15, os 88.254 contribuintes de Marília finalmente pagaram a última parcela do carnê do IPTU relativo a 2006, as últimas quatro sem as taxas ilegais e inconstitucionais.

    rnForam nove anos e meio de espera para acabar com a extorsão criada em 29 de dezembro de 1997, quando os vereadores aprovaram o famigerado projeto do ex-prefeito Abelardo Camarinha.

    rnO que se sucedeu de 1997 até 2006 foi o maior engodo contra a população.

    Camarinha em oito anos e Mário Bulgareli em dois usaram das taxas abusivas no carnê do IPTU de Marília para sucessivos aumentos que variaram entre 495% e 750% (a inflação do período foi de 85% e o salário mínimo aumentou 155%).

    rnA ação de inconstitucionalidade impetrada pelo Ministério Público derrubou esse ano a cobrança ilegal das taxas e finalmente o contribuinte deixou de ter o bolso assaltado mensalmente.

    rnMas a cidade está ameaçada de sofrer outro absurdo golpe numa tentativa clara de reinventar a roubalheira no IPTU, agora sob a farsa de nova planta genérica que cadastraria todos os imóveis (residenciais e comerciais) e aumentaria sem medidas e proporções os valores venais.

    rnContra as garras da politicalha que infesta administração pública em total desrespeito à sociedade civil, empresários, comerciantes, sindicalistas, profissionais liberais, aposentados e representantes das mais diversas entidades civis, de classe e religiosas estão mobilizadas para defender a justiça social e equilíbrio na carga tributária municipal.

    rnA Prefeitura contratou empresa privada para propor nova planta genérica e sem quaisquer parâmetros e participação democrática e legal da sociedade.

    rnAlém da frente para impedir que a administração Bulgareli consiga implantar a planta genérica será preciso que a mobilização acompanhe também a Câmara evitando que ela aprove o projeto de lei.

    rnCada cidadão e, principalmente, lideranças devem ficar atentos a eventual lei detonando o absurdo aumento no IPTU que só entra em vigor em 2007 se projeto for aprovado até 31 de dezembro desse ano.

    rnÉ preciso ficar atento porque Prefeitura e Câmara usam como artifício para ludibriar mobilização da opinião pública situação de correria de fim de ano e a calada da noite, como ocorreu em 1997, quando a roubalheira da era Camarinha foi adotada exatamente numa sexta-feira, 29 de dezembro.

    rnO despertar da sociedade na luta pelas liberdades já foi mais além que o estímulo criado pelo desempenho isolado ao longo dos últimos anos, tanto de entidades diversas, do jornal e rádios e outros segmentos limpos, éticos e justos.

    rnA cidade está agora com a força e desempenho de incontáveis pessoas do bem e de bem envolvidas com a ONG (Organização Não Governamental) Marília Transparente que vem tendo desempenho excepcional na busca de resgate e formação de valores de cidadania, reafirmando ainda os princípios da democracia representativa a partir da integração dos diferentes segmentos sociais.

    rnÉ mais uma representação importante que vem somar na luta pelo combate à corrupção acima de qualquer meta, mas igualmente com o propósito de avançar na formação e formulação de políticas públicas que atendam as demandas e ansiedades do conjunto de cidadãos, independente de credo, tendência partidária, cor ou posição social.

    rnO momento emblemático da cidade deve produzir avanços e nada mais salutar que o engajamento nesse momento, vigiar a questão dos tributos municipais, assunto factual e que merece que toda sociedade e seus líderes fiquem mobilizados.

    rnEssa é a cidade de todos, sem dissimulações, truculências, desrespeito e deixando de ser usada como instrumento vil na mão de poucos malfeitores que se arvoram nas trevas da impunidade em busca de poder e meios de se locupletar.

    rnNossa luta é contra a roubalheira e nesse instante aquela no carnê do IPTU.

  • 10 dez 2006 /  Fique Ligado

    Você é roubado da hora que você acorda até a hora que você vai dormir.

    Enquanto você dorme, estão tramando a roubalheira do dia seguinte.

    rnTodos iguais nesse quesito espoliação: branco ou negro, católico ou evangélico, rico ou pobre.

    rnAcendeu a luz, ligou rádio e televisão, acionou o gás para fazer o café da manhã, abriu o chuveiro para tomar banho.

    rnPronto. A roubalheira começou. O que deveria ser pagamento de serviços públicos eficientes virou desperdício do seu dinheiro, do imposto que engordou os cofres da Prefeitura e dos governos do Estado e da União.

    rnO que acontece no Brasil não é diferente de outros lugares? Não. Mas aqui está um pouco mais descarado porque são sempre as mesmas moscas e ratos rodeando o grande bolo.

    rnMas e a tarifa de luz? Cara. Esse serviço pelo menos funciona dentro da sua casa. Calma. Você contribuinte de Marília paga a indevida e inconstitucional taxa de iluminação pública (TIP) que sentença judicial em ação civil pública para 2007 com certeza vai acabar com essa outra roubalheira criada por Abelardo Camarinha e óbvio que foi igualmente abocanhada por Mário Bulgareli.

    rnMas e a água? Do meio litro do cafezinho ao banho a roubalheira em Marília é de doer no bolso até de gente que é rica, mas o dinheiro nem por isso é capim.

    rnPrimeiro você tem que rezar a noite inteira para conseguir, veja só, ser privilegiado. Porque senão você vai abrir a torneira do chuveiro e nem água vai ter.

    rnMas a conta no fim do mês é aquela barbaridade. A tarifa de água e esgoto de Marília subiu exatos 573% em 10 anos, contra inflação oficial de 151% e aumento de 85% do salário mínimo. Devem estar tratando a água com pó de ouro e não com cloro ou a preciosidade está mesmo em bolsos que você sabe quais.

    rnMas faz de conta que você nem liga para nada disso, o preço da água e da luz.

    Saiu de casa com seu carro e logo na frente tem uma rede de distribuição de água rompida e vazando. Mais um quarteirão e buracos, buracos, buracos…

    Contornou quatro quarteirões e lá está a pracinha. Espaço público cheio de mato, luminárias queimadas quando existem, equipamentos depredados e aquele abandono próprio de uma cidade onde os serviços e manutenção da administração pública refletem inoperância e a tradicional suspeição contra o destino de mais de 320 milhões de reais do orçamento municipal.

    rnMas, puxa vida, quem sabe nos próximos dez anos tudo vai ser consertado, reparado, recuperado. Se bem que em 2008 tem eleição…

    rnVocê continua sem ligar para nada disso, está no centro da cidade, a situação pode ser diferente, certo? Errado. Por conta das festividades de fim de ano deu para pintar, limpar, colocar luminárias coloridas em meia dúzia de avenidas.

    rnParalelamente, tem as barbaridades, obras descabidas, desperdício, dinheiro jogado fora.

    rnDurante os últimos 20 dias descaracterizaram a parte externa do premiado prédio que abriga Prefeitura e Câmara, outrora orgulho da cidade, há anos transformado como bem acabado Palácio Municipal do Desmando.

    rnBulgareli e sua troupe mandaram aterrar o lago que estava desativado e encheram de grama, pequenas palmeiras e plantaram flores. Tudo poderia ser bonito, elogiável, se fosse necessário, a cidade tivesse discutido, não houvesse outras prioridades.

    rnSeja eu, sejam eles, sejamos nós, podemos posar de bom mocinho desde que possamos responder e corresponder à legalidade de atos e comportamentos, não mostrar uma cara mascarada e dissimulada.

    rnNão dá mais para que a cidade continue assistindo como se fosse apenas platéia para bater palmas encomendadas a tão descabido desmazelo com as coisas e causas públicas.

    rnNão dá mais para calar a boca, fechar os olhos, fazer ouvidos moucos, empurrar sujeira para debaixo do tapete enquanto dinheiro e infra-estrutura públicos são usados, lambuzados e desperdiçados e nada faz ou toma providência quem deveria por obrigação de ofício a dar um basta nessa situação.

    rnRepito nessa coluna e de segunda-feira a sábado às 11h30 na minha participação ao vivo na Rádio Dirceu de Marília no quadro ?Resgate da Cidadania?: ninguém vai cobrar a solução de todos os problemas da cidade em dois anos de Bulgareli ou esperar que ele faça uma revolução nos costumes e mazelas do antecessor Abelardo Camarinha.

    rnNão dá mais para achar normal que o prefeito de direito se sinta e se comporte como se estivesse com óculos de lentes de ver cor de rosa, com discurso de palavras fáceis e vazias, ouvidos de contentar com o balbuciar das falácias e mentiras dos amiguinhos de plantão.

    rnPara piorar o quadro de interesse público e coletivo que dá à população a sensação de indolência e desinteresse, o poder público de Maríliafoi infiltrado ao longo de duas décadas por gente da pior espécie possível.

    rnO sentimento de impunidade de quem está ligado à administração municipal contamina e multiplica o que há de pior em sentimento de impunidade.

    rnNão dá para cobrar e ou esperar que Mário Bulgareli vá vigiar atos e comportamentos individuais, em que pese estar a Prefeitura descambada para a desmoralização justamente por causa da repercussão negativa produzida pela cambada da escola abelardiana de maus costumes.

    rnMas não dá para aceitar que o prefeito de direito continue avalizando tudo como se agora estivesse igualmente blindado, não fosse ele quem hoje, amanhã e depois vai responder por tudo que for feito de bom e ruim nesses quatro anos de mandato ? tempo que passa como cometa e transitório.

    rnO administrador público eleito pelo voto é o primeiro e mais presente a responder por tudo, assim é o ordenamento jurídico brasileiro.

    rnÉ o prefeito sim quem responde por cada centavo cobrado pela tarifa de água ou real do IPTU.

    rnÉ o prefeito sim quem responde pela falta de medicamento no posto de saúde, pelo buraco no asfalto, pela praça abandonada, pela roubalheira na merenda escolar, pelo descalabro no uso de carro e estrutura da Prefeitura na campanha política.

    rnÉ o prefeito que gosta de ver a claque batendo palmas na formatura das Emeis, que contrata fogos de artifício para festejar a entrega de uma sala de aula nova na escola ou quando está de frente para uma melancia destacando a importância da festa no distrito.

    rnMas pior ainda, é também o prefeito responsável pela mendicânciacerebral de paus mandados, arruaceiros e puxa sacos que mesmo em horário de expediente estão perambulando pelas ruas e praças a produzir delinqüência, algazarra, agressões e truculências.

    rnNa iniciativa privada, para contratar um funcionário por mais simples que seja, analisa-se o currículo, experiência, ética, exemplos de comportamentos individuais e coletivos.

    rnTanto faz a contratação de um braçal de salário de R$ 350 ao executivo de multinacional de R$ 30 mil ao mês.

    rnImagina então quem está contratado transitoriamente para exercer função pública, sem concurso, com salário diferenciado. Deve ser verificado quem vaiprestar o serviço à comunidade e receber dinheiro que sai do bolso de cada cidadão.

    rnOnde Bulgareli está nisso tudo. Está prefeito. Numa administração que não tem correspondido aos anseios e necessidades básicas da população, muito menos deixando expectativa que esse quadro vá mudar, infelizmente.

    rnNa outra ponta, rendeu-se de corpo e alma às garras da escola abelardiana de mazelas e ficou durante todo o tempo com a caneta que administra a parte podre, até porque de primeiro de janeiro de 2005 até o último dia de mandato é ele o responsável pelos destinos dos serviços, obras e recursos financeiros do Executivo.

    rnSó tem uma forma de o leitor do jornal Diário e de os ouvintes das Rádios Dirceu AM e Diário FM entenderem tudo que se passa em Marília e que envolve administração pública: fazendo jornalismo, exercendo direito e liberdades de expressão e pensamento e prezando acima de tudo o direito inalienável da sociedade de ser informada.

    rnLamentavelmente nesse que deveria ser conjunto dos valores constitucionais, democráticos, do estado de direito, emMarília, nos últimos anos o quadro é de calamidade, de caça e tentativa de destruição do jornalista que assina essa coluna e da própria instituição empresa e tudo que esses meios de comunicação possam significar em valores particulares e especialmente coletivos.

    rnJornalista, jornal e rádios e toda estrutura e conteúdo estão ameaçados dia a dia pela distorcida e disfarçada insensatez de homens públicos, com digitais e rastros que há muito são descobertos desde os bastidores contaminados do Palácio Municipal do Desmando (Prefeitura) até espaços mais públicos como a Praça Saturnino de Brito.

    rnQuem acha que em 2006 não há como coincidir ficção cinematográfica e realidade, está enganado. Alguns poucos mocinhos tentam enquadrar os foras-da-lei.

    rnOs filmes de faroeste da colonização norte-americana antes da constituição de 1.776, o primeiro esboço bem acabado de ordenamento do estado de direito, mostravam tudo que ocorria naquele tempo e tem o mais profundo viés nos comportamentos de uma parte dos políticos de Marília e sua politicalha suja e repugnante.

    rnQualquer filme desse gênero melhor acabado exibe bem a identificação de personagens, pois como no passado, em Marília, estão se achando donos de tudo, do prostíbulo aos cofres dos impostos, as portas dos xerifes e outros cantos nem tão públicos e que servem para planejar ações e ataques à quem ousa enfrentar tanta impunidade.

    rnAs agressões físicas, psicológicas, materiais e financeiras não vão desviar meu caminho.

    rnCada gota de sangue e suor, cada centavo, cada palavra que tiver que ser escrita e dita para que direito e liberdades continuem contemplados no estado de direito, aqui haverá postura firme e irretratável.

    rnRespondo por mim em qualquer instância, exerço minhas funções até o último segundo com a postura de quem está começando o melhor minuto de sua vida, não faço ou me sento com quem quer que seja exceto dentro da legalidade, ainda que obrigatoriamente todos vão responder por falhas, defeitos, erros ou o que quer que seja.

    rnPosso garantir que quanto mais perseguido estiver, mais resistirei e o banco das instituições constitucionais de investigação e dos tribunais ainda nem receberam 10% de tudo que vai ser exposto.

    rnA dignidade é o único bem que um homem não negocia, nem mesmo em troca de um lugar ao sol.

  • 03 dez 2006 /  Fique Ligado

    Dinheiro, riqueza, patrimônio e outras coisas materiais que podem diferenciar um homem do outro não deveriam servir para produzir e reproduzir maldades, truculência, ódio e culto ao banditismo ao invés de melhorar a qualidade do ser humano. Pelo menos não houvesse efetivo e rígido controle institucional e fiscal.

    rnInfelizmente em alguns casos isolados a conquista de riquezas materiais ? fazendo de conta que a origem é lícita ? ao invés de melhorar só piora personalidade e postura.

    rnNinguém aqui no jornal Diário e nas rádios Diário FM e Dirceu AM tem como objetivo de vida ficar desperdiçando tempo com José Abelardo Guimarães Camarinha e João Simão Neto, maestros de armações 24 horas por dia e que prometerem coisas que se não fossem imbecis e ridículas para dois milionários, seriam no mínimo esquisitas, suspeitas e sinistras.

    rnMas com que poderes a dupla José-João está a todo tempo querendo vulgarmente pegar o José Ursílio em primeiro plano e na realidade aniquilar a todo custo as empresas e automaticamente destruir a vida, trabalho e sustento de mais de 200 famílias?

    rnMas com que poderes a dupla José-João está a todo tempo desperdiçando dinheiro, energias e esforços para destruir não apenas o jornalista, o jornal e as rádios, que defendem direitos, liberdades, legalidades, tudo dentro do estado democrático e ordenamento jurídico?

    rnMas com que poderes a dupla José-João quer manter esse cabresto e rédeas curtas no direito da sociedade, do cidadão, ter informação, entender a realidade, ouvir a verdade, acessar as divergências, participar de tudo que é de interesse público?

    rnMas com que poderes a dupla José-João quer manter sob mitificação essa inferência e ingerência vil como se corredores, salas e dependências de Prefeitura, Câmara e Fórum fossem extensões mal-acabadas de seus escritórios, negócios, planos e outras metas suspeitas e sinistras?

    rnLamentável, mas questões tão complexas e repugnantes de serem admitidas isoladas, em Marília, todas essas possibilidades estão reunidas nas mãos e interesses de apenas dois homens, a dupla José-João.

    rnEssas questões tiveram respostas surpreendentemente diversas e repetidas vezes apresentadas aqui.

    rnE uma única resposta, a mais simplista do mundo, pode ser aplicada a todas as questões: os endinheirados José Camarinha e João Simãonão têm nada de poder tão onipresente, onipotente e prepotente e o que há mesmo é o sentimento de impunidade ao limite, afiançado pelo atrelamento e aliciamento de parte das instituições que deveriam ser isentas, transparentes e acima de quaisquer suspeição.

    rnNunca a história da cidade esteve num momento tão emblemático para que possamos desmistificar parte do descambado sistema de desigualdade e essa é a base de avanço e ao mesmo tempo e principalmente o alicerce de nossa resistência.

    rnResistências física e psicológica compensam falta de condições financeiras e materiais e derrotam a truculência, intimidação e farsas criadas pela dupla José Camarinha-João Simão porque em nem um único momento faltou para nós coragem e determinação e sem transigir na legalidade.

    rnO político e o advogado se juntaram e convergiram seus interesses suspeitos e sinistros.

    rn Seria problema deles não fossem todos envolvidos direta e indiretamente com desempenhos e processos que nos envolvem e parte de natureza é de interesse público e coletivo.

    rnNão seriam eles também tão citados não estivessem com carreirasbaseadas e envolvidas emincontáveis processos, investigados e denunciados por crimes definidos nos mais diversas leis cíveis e criminais.

    rnAqui não escrevo da vida pessoal de José Camarinha ou João Simão, ao contrário deles que usam mentiras, fraudes, calúnias que vivem a multiplicar e financiar em panfletos, rádios e televisão dos quais o político é dono e que estão em nomes de testa de ferro e laranjas para esconder patrimônio ilícito.

    rnAqui não se escreve sobre negócios de um e de outro em processos de restrito interesse pessoal e particular, mas sim irrecorrivelmente não tememos em apresentar tudo que seja do interesse público e coletivo.

    rnA dupla endinheirada lidera cambada de bate-paus, usurpadores, arruaceiros e outros tantos e não consegue restringir-se à disputa nos parâmetros da legalidade e a todo instante criam farsas e fraudes em atos tresloucados de criar factóides que possam atingir esse jornalista, as empresas de comunicação da qual sou empregado, além de ameaçarem direitos e liberdades.

    rnAgora ainda acrescentam rua e praça em frente à Prefeitura para que seus bate-paus e arruaceiros, todos barrigudos, cabeça vazia, liderados Carlos Umberto Garrossino, fiquem na delinqüência barata enquanto Camarinha e Simão ficam tramando e confabulando aratacas se sentindo e agindo não só como donos da cidade, mas do mundo.

    rnFico a imaginar como podem com tanto dinheiro e poder que acham deter eles reunidos nas rodinhas com a patota batendo palmas, rindo, dando aulas, fazendo essa e aquela previsão, jactando-se, mas ao passar dos dias, meses, de efetivo mesmo, o que acontece contra nós?

    rnPor força da legalidade dos tribunais, nada.

    rnPor força da vontade popular, nada.

    rnPor força da proteção de Deus, absolutamente nada.

    rnO político e o advogado vão continuar rindo, usufruindo de tudo que podem ou acham poderem, personalidades próprias do vazio na alma e no sentimento e desequilíbrio e distorção de razão.

    rnNo mais, repito abaixo o texto que já publiquei na semana aqui no Diário, para de novo desmentir a dupla, para garantir a você leitor o direito à informação correta e ética, sustentado na transparência, respeito e legalidade.

  • 03 dez 2006 /  Fique Ligado

    Tendo em vista a matéria paga publicada no Jornal da Manhã, dia 23 de novembro de 2006, página três, sob o título ?João Simão vai receber R$ 600 mil da CMN?, cumpre esclarecer o seguinte:

    rn1 ? João Simão mente quando fala em indenização. Não é ação de indenização e ele não será indenizado em valor algumrn2 ? João Simão mente quando fala que vai receber R$ 600 mil. Não é esse o valor na decisão e a decisão ainda pode ser alterada;

    rn3 ? João Simão mente quando fala que o caso transitou em julgado. A CMN tem prazo para recorrer e vai fazê-lo;

    rn4 ? Por fim, João Simão mente quando fala que vai receber o dinheiro. Ainda que, na rara hipótese de a decisão ser mantida nas cortes superiores, o pagamento seja feito, ele não vê um tostão. O dinheiro vai para o Centro Espírita Luz e Verdade.

    rnMas vamos aos fatos e seus detalhes.

    rnExiste uma ação por quebra de transação judicial que provocou encerramento de outros processos. E é preciso entender como se chegou a isso:

    rnNo ano de 2000, a CPI DO NARCOTRÁFICO elaborou relatório conclusivo, onde, entre outras pessoas, indiciou o advogado João Simão Neto e seu cliente Fausto Jorge como envolvidos no esquema de narcotráfico e crime organizado.

    rnTendo em vista o relatório elaborado pela CPI e as investigações desta decorrentes, foram descortinados outros fatos relevantes, como o inquérito e denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (processo 88.0018732-3) contra 89 réus, entre eles Fausto Jorge, Law King Chong e João Simão Neto.

    rnNeste processo, João Simão Neto e Fausto Jorge também foram acusados de contrabando e descaminho por meio de transporte aéreo, cujas aeronaves supostamente seriam de propriedade da empresa Triângulo Manutenção de Aeronaves Ltda., de Fausto Jorge, e outras aeronaves teriam cadastro com endereço no escritório de João Simão Neto em Marília.

    rnNa sentença do referido processo criminal, prolatada no ano de 1993, o Excelentíssimo Juiz Federal, Dr. Otávio Peixoto Junior, hoje Desembargador da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal, reconheceu a notoriedade e domínio público de que existem as atividades ilícitas de contrabando e descaminho descritas na denúncia, mas que pela falta de observância de pressupostos formais deixava de condenar os réus aos crimes imputados pelo Ministério Público Federal.

    rn Esses fatos foram todos amplamente divulgados pela imprensa nacional e pelo Jornal Diário de Marília no ano de 2000, mas tendo em vista que havia bom relacionamento entre as partes e João Simão havia pedido para que o Jornal não mais os publicasse, foi firmado um acordo na qual a CMN não mais traria ao público essas acusações contra João Simão Neto, sob pena de multa de mil salários mínimos, que seria revertida e destinada ao Centro Espírita Luz e Verdade de Marília.

    rnEm 2005, por ocasião do atentado e incêndio sofrido pela CMN, João Simão foi contratado para defender a turma de Camarinha, oportunidade em que proferiu diversas ofensas contra seu ex-amigo e companheiro de escritório, Dr. José Cláudio Bravos, que era assistente de acusação.

    rnPor sua vez, José Cláudio Bravos, a fim de se defender contra as ofensas proferidas por João Simão Neto, pediu espaço ao Jornal Diário de Marília para publicar o texto intitulado ?Crápula?, onde fazia breve resumo histórico da vida de João Simão Neto, iniciando-se por sua prisão no Paraná no início dos anos 80, erradicando-se em Marília logo e seguida.

    rnDisse também o Dr. Bravos que João Simão Neto era conhecido por fazer parte da quadrilha dos irmãos Amado e que estava sendo processado na cidade de Barretos por crime de receptação. Além das acusações criminais, o Dr. Bravos citou outros traços característicos da personalidade de João Simão, fazendo-o pelos mais de 20 anos de constante convívio.

    rnO texto Crápula não citou nada relacionado às questões da CPI do narcotráfico e às questões de contrabando e descaminho, tendo em vista o acordo que havia sido feito entre as partes.

    rnMesmo assim, João Simão alegou o descumprimento do acordo e pediu o pagamento da multa contratual no valor de R$ 300.000,00.

    rnE agora começam a surgir as provas da mentira toda na publicação. O valor da decisão do juiz Olavo de Oliveira Neto, da 3ª Vara Cível de Marília, nem chega perto dos R$ 600 mil.

    rnEm poucas linhas, entendeu o magistrado ter realmente havido o descumprimento do acordo, motivo pelo qual declarou que a CMN realmente deveria pagar a João Simão Neto a quantia pactuada de R$ 300.000,00, correspondente a mil salários mínimos em 2005, data da suposta infração contratual.

    rnContudo, conforme ressalta o Dr. Olavo na sentença: ?Deixo de condenar os réus em litigância ímproba, pois tenho que a defesa dos executados, em que pese a combativa atuação de seu advogado, não transbordou dos limites do exercício desse direito.?

    rnOutra mentira. A decisão foi publicada em 22 de novembro de 2006 e o Jornal Diário tem até o dia 02 de dezembro para recorrer, como de fato o fará, até que o caso chegue, se for necessário, ao Superior Tribunal de Justiça.

    rnAssim, da mesma forma que o valor foi veiculado de forma mentirosa, o caso também não transitou em julgado, como fraudulentamente afirmado, mas ainda cabe recurso e qualquer advogado com um mínimo de conhecimento jurídico sabe disso.

    rnE mais.

    rnEm que pese a decisão, da qual ainda recorrer-se-á, devem ainda ser esclarecidos outros pontos:

    rn1. Qualquer valor decorrente do acordo e, esta multa de R$ 300.000,00 inclui-se neste, será destinado ao Centro Espírita Luz e Verdade e não a João Simão Neto, único motivo pelo qual a CMN, na época, firmou o acordo;

    rn2. O Jornal Diário de Marília, grupo CMN, que já tem mais de 78 anos de história, já ofereceu bens suficientes ao pagamento do débito e essa condenação não tem o condão de atrapalhar o desenvolvimento de sua atividade empresarial;

    rn3. se for condenado em última instância, o que não acredita que acontecerá, posto que os valores de indenização estão sempre sujeitos ao controle pelo Superior Tribunal de Justiça, o Jornal Diário pagará o débito como sempre cumpriu decisões legais e como sempre atuou na legalidade. O Diário não está neste caso por ser bandido, muito longe disso.

    rn4. Pagando ou não a multa, o Jornal Diário não abre mão de sua linha editorial investigativa e independente e sempre que houver motivos relevantes vai exercer a plenitude do direito de exercer livremente a manifestação do pensamento, opinião e crítica, inclusive em informações sobre o advogado João Simão e sua atuação pública;

    rn5. Por se tratar de multa cominatória, paga a multa não haverá mais qualquer restrição decorrente de acordo celebrado e o Jornal Diário ficará ainda mais independente para publicar qualquer assunto de interesse público, inclusive sobre o advogado João Simão Neto;

    rn6. Por fim, o Diário estranha que João Simão esteja ainda antecipando resultados e decisões judiciais de outras Varas e prevendo condenações sobre as quais, em tese, não tem qualquer controle ou inferência. Assim, as mentiras vão além de ofender o Diário e o leitor ? beneficiário final do direito de informação ? mas atingem também o Judiciário da cidade, que precisa se manifestar.