Você é roubado da hora que você acorda até a hora que você vai dormir.
Enquanto você dorme, estão tramando a roubalheira do dia seguinte.
rnTodos iguais nesse quesito espoliação: branco ou negro, católico ou evangélico, rico ou pobre.
rnAcendeu a luz, ligou rádio e televisão, acionou o gás para fazer o café da manhã, abriu o chuveiro para tomar banho.
rnPronto. A roubalheira começou. O que deveria ser pagamento de serviços públicos eficientes virou desperdício do seu dinheiro, do imposto que engordou os cofres da Prefeitura e dos governos do Estado e da União.
rnO que acontece no Brasil não é diferente de outros lugares? Não. Mas aqui está um pouco mais descarado porque são sempre as mesmas moscas e ratos rodeando o grande bolo.
rnMas e a tarifa de luz? Cara. Esse serviço pelo menos funciona dentro da sua casa. Calma. Você contribuinte de Marília paga a indevida e inconstitucional taxa de iluminação pública (TIP) que sentença judicial em ação civil pública para 2007 com certeza vai acabar com essa outra roubalheira criada por Abelardo Camarinha e óbvio que foi igualmente abocanhada por Mário Bulgareli.
rnMas e a água? Do meio litro do cafezinho ao banho a roubalheira em Marília é de doer no bolso até de gente que é rica, mas o dinheiro nem por isso é capim.
rnPrimeiro você tem que rezar a noite inteira para conseguir, veja só, ser privilegiado. Porque senão você vai abrir a torneira do chuveiro e nem água vai ter.
rnMas a conta no fim do mês é aquela barbaridade. A tarifa de água e esgoto de Marília subiu exatos 573% em 10 anos, contra inflação oficial de 151% e aumento de 85% do salário mínimo. Devem estar tratando a água com pó de ouro e não com cloro ou a preciosidade está mesmo em bolsos que você sabe quais.
rnMas faz de conta que você nem liga para nada disso, o preço da água e da luz.
Saiu de casa com seu carro e logo na frente tem uma rede de distribuição de água rompida e vazando. Mais um quarteirão e buracos, buracos, buracos…
Contornou quatro quarteirões e lá está a pracinha. Espaço público cheio de mato, luminárias queimadas quando existem, equipamentos depredados e aquele abandono próprio de uma cidade onde os serviços e manutenção da administração pública refletem inoperância e a tradicional suspeição contra o destino de mais de 320 milhões de reais do orçamento municipal.
rnMas, puxa vida, quem sabe nos próximos dez anos tudo vai ser consertado, reparado, recuperado. Se bem que em 2008 tem eleição…
rnVocê continua sem ligar para nada disso, está no centro da cidade, a situação pode ser diferente, certo? Errado. Por conta das festividades de fim de ano deu para pintar, limpar, colocar luminárias coloridas em meia dúzia de avenidas.
rnParalelamente, tem as barbaridades, obras descabidas, desperdício, dinheiro jogado fora.
rnDurante os últimos 20 dias descaracterizaram a parte externa do premiado prédio que abriga Prefeitura e Câmara, outrora orgulho da cidade, há anos transformado como bem acabado Palácio Municipal do Desmando.
rnBulgareli e sua troupe mandaram aterrar o lago que estava desativado e encheram de grama, pequenas palmeiras e plantaram flores. Tudo poderia ser bonito, elogiável, se fosse necessário, a cidade tivesse discutido, não houvesse outras prioridades.
rnSeja eu, sejam eles, sejamos nós, podemos posar de bom mocinho desde que possamos responder e corresponder à legalidade de atos e comportamentos, não mostrar uma cara mascarada e dissimulada.
rnNão dá mais para que a cidade continue assistindo como se fosse apenas platéia para bater palmas encomendadas a tão descabido desmazelo com as coisas e causas públicas.
rnNão dá mais para calar a boca, fechar os olhos, fazer ouvidos moucos, empurrar sujeira para debaixo do tapete enquanto dinheiro e infra-estrutura públicos são usados, lambuzados e desperdiçados e nada faz ou toma providência quem deveria por obrigação de ofício a dar um basta nessa situação.
rnRepito nessa coluna e de segunda-feira a sábado às 11h30 na minha participação ao vivo na Rádio Dirceu de Marília no quadro ?Resgate da Cidadania?: ninguém vai cobrar a solução de todos os problemas da cidade em dois anos de Bulgareli ou esperar que ele faça uma revolução nos costumes e mazelas do antecessor Abelardo Camarinha.
rnNão dá mais para achar normal que o prefeito de direito se sinta e se comporte como se estivesse com óculos de lentes de ver cor de rosa, com discurso de palavras fáceis e vazias, ouvidos de contentar com o balbuciar das falácias e mentiras dos amiguinhos de plantão.
rnPara piorar o quadro de interesse público e coletivo que dá à população a sensação de indolência e desinteresse, o poder público de Maríliafoi infiltrado ao longo de duas décadas por gente da pior espécie possível.
rnO sentimento de impunidade de quem está ligado à administração municipal contamina e multiplica o que há de pior em sentimento de impunidade.
rnNão dá para cobrar e ou esperar que Mário Bulgareli vá vigiar atos e comportamentos individuais, em que pese estar a Prefeitura descambada para a desmoralização justamente por causa da repercussão negativa produzida pela cambada da escola abelardiana de maus costumes.
rnMas não dá para aceitar que o prefeito de direito continue avalizando tudo como se agora estivesse igualmente blindado, não fosse ele quem hoje, amanhã e depois vai responder por tudo que for feito de bom e ruim nesses quatro anos de mandato ? tempo que passa como cometa e transitório.
rnO administrador público eleito pelo voto é o primeiro e mais presente a responder por tudo, assim é o ordenamento jurídico brasileiro.
rnÉ o prefeito sim quem responde por cada centavo cobrado pela tarifa de água ou real do IPTU.
rnÉ o prefeito sim quem responde pela falta de medicamento no posto de saúde, pelo buraco no asfalto, pela praça abandonada, pela roubalheira na merenda escolar, pelo descalabro no uso de carro e estrutura da Prefeitura na campanha política.
rnÉ o prefeito que gosta de ver a claque batendo palmas na formatura das Emeis, que contrata fogos de artifício para festejar a entrega de uma sala de aula nova na escola ou quando está de frente para uma melancia destacando a importância da festa no distrito.
rnMas pior ainda, é também o prefeito responsável pela mendicânciacerebral de paus mandados, arruaceiros e puxa sacos que mesmo em horário de expediente estão perambulando pelas ruas e praças a produzir delinqüência, algazarra, agressões e truculências.
rnNa iniciativa privada, para contratar um funcionário por mais simples que seja, analisa-se o currículo, experiência, ética, exemplos de comportamentos individuais e coletivos.
rnTanto faz a contratação de um braçal de salário de R$ 350 ao executivo de multinacional de R$ 30 mil ao mês.
rnImagina então quem está contratado transitoriamente para exercer função pública, sem concurso, com salário diferenciado. Deve ser verificado quem vaiprestar o serviço à comunidade e receber dinheiro que sai do bolso de cada cidadão.
rnOnde Bulgareli está nisso tudo. Está prefeito. Numa administração que não tem correspondido aos anseios e necessidades básicas da população, muito menos deixando expectativa que esse quadro vá mudar, infelizmente.
rnNa outra ponta, rendeu-se de corpo e alma às garras da escola abelardiana de mazelas e ficou durante todo o tempo com a caneta que administra a parte podre, até porque de primeiro de janeiro de 2005 até o último dia de mandato é ele o responsável pelos destinos dos serviços, obras e recursos financeiros do Executivo.
rnSó tem uma forma de o leitor do jornal Diário e de os ouvintes das Rádios Dirceu AM e Diário FM entenderem tudo que se passa em Marília e que envolve administração pública: fazendo jornalismo, exercendo direito e liberdades de expressão e pensamento e prezando acima de tudo o direito inalienável da sociedade de ser informada.
rnLamentavelmente nesse que deveria ser conjunto dos valores constitucionais, democráticos, do estado de direito, emMarília, nos últimos anos o quadro é de calamidade, de caça e tentativa de destruição do jornalista que assina essa coluna e da própria instituição empresa e tudo que esses meios de comunicação possam significar em valores particulares e especialmente coletivos.
rnJornalista, jornal e rádios e toda estrutura e conteúdo estão ameaçados dia a dia pela distorcida e disfarçada insensatez de homens públicos, com digitais e rastros que há muito são descobertos desde os bastidores contaminados do Palácio Municipal do Desmando (Prefeitura) até espaços mais públicos como a Praça Saturnino de Brito.
rnQuem acha que em 2006 não há como coincidir ficção cinematográfica e realidade, está enganado. Alguns poucos mocinhos tentam enquadrar os foras-da-lei.
rnOs filmes de faroeste da colonização norte-americana antes da constituição de 1.776, o primeiro esboço bem acabado de ordenamento do estado de direito, mostravam tudo que ocorria naquele tempo e tem o mais profundo viés nos comportamentos de uma parte dos políticos de Marília e sua politicalha suja e repugnante.
rnQualquer filme desse gênero melhor acabado exibe bem a identificação de personagens, pois como no passado, em Marília, estão se achando donos de tudo, do prostíbulo aos cofres dos impostos, as portas dos xerifes e outros cantos nem tão públicos e que servem para planejar ações e ataques à quem ousa enfrentar tanta impunidade.
rnAs agressões físicas, psicológicas, materiais e financeiras não vão desviar meu caminho.
rnCada gota de sangue e suor, cada centavo, cada palavra que tiver que ser escrita e dita para que direito e liberdades continuem contemplados no estado de direito, aqui haverá postura firme e irretratável.
rnRespondo por mim em qualquer instância, exerço minhas funções até o último segundo com a postura de quem está começando o melhor minuto de sua vida, não faço ou me sento com quem quer que seja exceto dentro da legalidade, ainda que obrigatoriamente todos vão responder por falhas, defeitos, erros ou o que quer que seja.
rnPosso garantir que quanto mais perseguido estiver, mais resistirei e o banco das instituições constitucionais de investigação e dos tribunais ainda nem receberam 10% de tudo que vai ser exposto.
rnA dignidade é o único bem que um homem não negocia, nem mesmo em troca de um lugar ao sol.