• 28 jan 2007 /  Fique Ligado

    Moradores do distrito de Padre Nóbrega reclamam de descaso e abandono. Cobram poda de mato em terrenos, reclamam de lixo jogado na praça e exigem obras de ampliação do cemitério, prometidas pela administração municipal.rn

    A dona-de-casa Maria Emília dos Santos reclama que o terreno em frente à sua casa, na avenida Paulista, está com mato alto há pelo menos seis meses.rn

    “Esse mato atrai tudo, já subiu uma cobra em cima da cama. Em casa já entraram três cobras”, disse. Emília considera que o subprefeito Adalberto Cordeiro não é acessível para receber as reivindicações da população.rn

    O representante comercial Matheus dos Reis considera que o subprefeito deveria dar o exemplo. “Nem calçada a casa dele tem. Ele tem dois terrenos que estão com mato alto. Acho que ele deveria dar o exemplo”, dispara.rn

    Na praça do distrito, o que seria inicialmente um lugar para depósito de galhos e folhas está virando um depósito de lixo. rn

    Segundo Matheus, os próprios garis jogariam restos a pedido do subprefeito. O subprefeito nega e diz que apenas são depositados no local galhos e folhas, quem joga o lixo é a população.rn

    A praça do distrito, uma das únicas opções de lazer, está com mato alto. O campo de futebol, outro atrativo, também está com mato alto.rn

    O subprefeito Adalberto Cordeiro diz que o mato alto não é privilégio do distrito, o problema ocorre em todo o município. Em relação à área na avenida Paulista, diz que o terreno é da Fepasa e não compete à subprefeitura capinar.rn

    “Dependemos da Prefeitura de Marília, não temos máquina nenhuma aqui. Foi solicitado um trator para fazer capinação e nada, por enquanto.”rn

    O subprefeito diz que o mato da praça será capinado até o final da semana e que ele arcará com uma máquina para capinar o campo de futebol. Nega que não quer receber os moradores. “Isso é conversa fiada. São as pessoas que mais ajudei.”rn

    Em relação ao cemitério, a previsão é que as obras de ampliação tenham início em fevereiro. “Não tenho um centavo de recursos, dependo da prefeitura”, diz. rn

    O cemitério atual só pode comportar oito falecidos. Segundo o subprefeito, tem capacidade para os próximos três meses se forem enterradas apenas pessoas do distrito

  • 21 jan 2007 /  Fique Ligado

    No dia 16, a terça-feira de sol, começou o 2007 do prefeito Mário Bulgareli para eventual retomada administrativa da cidade pelo menos aos olhos e ouvidos da cidade que puderam vê-lo e ouvi-lo nas ondas do rádios e da televisão e nas páginas dos jornais dia seguinte.

    Tudo seria ótimo não fosse a repetição da velha conhecida retórica dos políticos acostumados ao púlpito que adorna o auditório confortável do segundo andar da Prefeitura onde reuniões e encontros sempre enchem a platéia com as mesmas e repetidas caras.

    Faz anos que patota da assessoria é reunida para bater palmas para o chefe de plantão falar. Às vezes o discursinho vem como se fosse ocorrer entrevista coletiva, mas em Marília tem dois problemas distintos: primeiro os políticos não sabem bem o que seria uma coletiva, que seria a reunião de jornalistas de todos os veículos de comunicação interessados para entrevistas sobre os temas que possam e interessam à coletividade.

    Mas o que mais pesa mesmo é que ocorre de forma proposital a tal “entrevista coletiva”, incapazes que são de responder às perguntas sérias, estilo criado e continuado desde a era da escola abelardiana de maus costumes.

    No falatório do prefeito acabei rindo sozinho ao ouvi-lo dizer em alto e bom som que vai cortar 25% dos cargos em comissão (aquele pessoal que não faz concurso público, que é nomeado a bel prazer); para economizar como se fosse mesmo cumprir o que está dizendo.

    Parte da patotinha que estava sentada ouvindo – até com aquela cara de sono – tomou um susto e despertou. Boa parte deles, dos mais simples até o mais graduado como até secretários, possível ter ficado aquela inquietação e incômodo da perda do carguinho?

    Mas o que ninguém conta mesmo é simples: cargo sem concurso é transitório, assim como do próprio político e pode se ter a sorte de passar mamando nas fogosas e gordas tetas da Viúva Municipal, mas elas vão secar um dia e todos vão ter que sobreviver graças e às custas do trabalho como cidadão civil, comum.

    Agora, será que vai haver mesmo corte da baderna que virou a criação de cargos em comissão nos últimos dez anos, quando até escriturário, motoristas e outras funções que deveriam ser providas com pessoas concursadas mas que viraram moeda para beneficiar apaniguados e indicações para calar a boca de vereadores, empregar serviçais e paus mandatos e outros tantos despautérios?

    Pode até ser, mas pelo andar da carruagem e da inoperância e comprometimento, difícil os corredores das repartições públicas serem desocupados dos desocupados da escola abelardiana.

    Dá para provar lá na frente o que estou dizendo, escrevendo e assinando. Vou publicar aqui e divulgar na rádio o nome de absolutamente todos os eventuais demitidos e a lista de quem vai ficar, assim como o que cada um faz e de quem seria a indicação.

    É assunto que vai consumir diversos dias e a oportunidade interessante e importante de mostrar quem é quem nesse grupo político ou quais são os técnicos que o compõem, porque nem só de gente despreparada e suspeita vive a administração.

    Ah, mas Mário Bulgareli também andou ouvindo o discurso do presidente da República na campanha eleitoral e copiou frase lapidar e que é uma tentação repeti-la.

    Veja só, Bulgareli quer que o deixem trabalhar. Não citou quem estaria atrapalhando porque ninguém o faz ou então esse jornalista é o culpado pelo abandono da cidade, da desgraça que está o atendimento de saúde, da inoperância de quase todos os setores da administração.

    O prefeito, como lhe é peculiar e aos demais integrantes do grupo político que ele representa e integra, parece ter mesmo chegado a nível de superioridade intelectual e de poder que o impossibilita de respeitar os direitos e liberdades.

    Afinal, cobrar, criticar, ser transparente, discutir os problemas da cidade é atrapalhar e impedir que o prefeito possa trabalhar?

    Mas Bulgareli já está no cargo de direito como prefeito a dois anos, está no grupo político a oito anos, na vida pública há mais de 20 em Marília desde quando aqui chegou vindo de Bauru.

    Defendeu com unhas e dentes o grupo do ex-prefeito Salomão Aukar quando lhe interessava e não queria nem ver Camarinha pintado de ouro até que pulou no barco abelardiano e virou o instrumento para o grupo fazer espécie de mandato tampão.

    Se Bulgareli olhasse e analisasse bem o problema de sua administração é simplesmente a sua própria falta de administração porque até agora até criança sabe que nada mudou e que a cidade está nesse caos porque a escola abelardiana manda e desmanda e interessa nesse momento esse quadro continuar deteriorado, faz parte da estratégia, o que é lamentável para a cidade que fica à mercê dessa guerrinha suja do mundo da politicalha.

    Lastimável de qualquer forma o discurso do prefeito para começar o ano. O prefeito deveria estar trabalhando desde quando assumiu lá em primeiro de janeiro de 2005, já se passaram dois anos e qual é a marca, a identidade, a evolução e crescimento da cidade em serviços, obras e manutenção quando se trata do setor público municipal?

    A lamúria, aquela aparência e voz implorando não se sabe bem o que, deixou Mário Bulgareli com aspecto característico de quem está refém e não é do José Ursílio, do jornal e das rádios que cumprem suas obrigações e direitos de mídia e liberdades de expressão, pensamento, idéias e debates.

    Bulgareli é refém de Bulgareli e de Camarinha. Não são problemas meus, dos veículos de comunicação e da cidade os comprometimentos que eles têm um com o outro, mas quando se trata de homens com cargos eletivos, administrando recursos financeiros e materiais da coletividade, eles vão continuar sendo cobrados, fiscalizados, investigados e tudo que for do ordenamento jurídico, da democracia e dos direitos inalienáveis da sociedade, quer eles queiram ou não, gostem ou não.

    Bulgareli usou outra frase ao referir-se nas entrelinhas a nossa postura, principalmente a minha participação ao vivo todos os dias no jornalismo da Rádio Dirceu, no quadro Resgate da Cidadania.

    O prefeito disse: “qualquer coisinha que acontece vira notícia que denigre a cidade”.

    Mas o que será mesmo que Bulgareli quis dizer nessa avaliação? Qualquer coisinha? Vira notícia ruim? Notícia que denigre a cidade?

    Ora prefeito, o que denigre a cidade é dizer que ela está abandonada?

    Dizer que ninguém agüenta mais pagar tanto imposto e ver ruas e avenidas esburacadas, com vazamentos de água?

    Divulga que a população carente e humilde quer postos de saúde funcionando com qualidade, de forma eficiente, com pelo menos remédios básicos?

    Mostrar que a cidade quer ver suas praças bem cuidadas e serviços de limpeza pública e capinação funcionando com eficiência e decência?

    Denigre mobilizar a cidade em defesa dos interesses do cidadão e contribuinte contra qualquer aumento abusivo e descabido de impostos e taxas?

    Prejudica a cidade defender que não haja corte na área da saúde que já está capengando há anos e deixando a população sem atendimento básico?

    Ora, a sociedade civil sabe das respostas independente da posição do prefeito, do José Ursílio ou de quem quer que seja, mas nem por isso todas as questões de interesse público vão deixar de ser mostradas.

    Nada desse provincianismo de notícia boa e ruim. Pelo contrário é notícia boa a notícia ruim segundo parâmetros dos próprios políticos, porque quanto mais debate, mais fiscalização, mais cobrança, mais possibilidade de melhoria dos serviços e investimentos do poder público, redirecionados para prioridades e necessidades do conjunto da sociedade e não para servir de benesses e boa vida de políticos.

    O prefeito não me citou assim como ao jornal e às rádios mas falou que existe parte da imprensa mentirosa, por estar divulgando e debatendo esses e outros problemas.

    Nem só disso o prefeito reclamou e se mostra incomodado, mas sem adotar postura de homem público consciente de suas obrigações e deveres, assim como direitos é claro.

    Bulgareli choramingou o fato de estar questionado o destino do milionário orçamento municipal na relação entre receita e despesa, porque é óbvio que a cidade quer saber onde está sendo gasto e eventualmente investido seu dinheiro.

    Vou continuar aqui no jornal e nas rádios dando a linha editorial e um dos pontos básicos na formação da opinião pública, transparência, respeito e resgate da cidadania está justamente na discussão entre arrecadação e destinação do nosso dinheiro.

    A cidade rica, com iniciativa privada investindo, gerando rendas e patrimônio, quer a administração municipal obrigatoriamente cumprindo suas obrigações e deveres de manutenção, serviços e obras.

    Então, o prefeito pode ter a certeza que nós vamos continuar trabalhando e é esse foco que a cidade espera também da administração pública, com altivez, legalidade, transparência e ética.

    rn

  • 14 jan 2007 /  Fique Ligado

    Tivesse vocação para ficar mais quietinho no meu canto, poderia estar talvez mais tranqüilo e vivendo sem tantos sobressaltos, sentimento próprio de quem se propôs a manter postura firme e determinada mesmo que sob a chibata da truculência oficialesca do poder paralelo e do fingimento que é o funcionamento do ordenamento jurídico contaminado por alguns agentes públicos de todas as instituições.

    Adoro esse sentimento de tolerância 100% de início de ano, mas meu caso de irritação é recorrente e não consigo bons modos e retóricas e textos mais amenos que possam adornar essa coluna, nem posso substituir roubalheira por afanar ou taxar desvios dos políticos como ato de cleptomaníaco que parece dominar o dia a dia dos agentes públicos brasileiros.

    Como a patota da administração de Marília estava acreditando que a luta contra quaisquer abusos nos valores e aumentos dos impostos municipais seria diferente em 2007, mostro o que é exploração, agora sob a sigla de IPVA, o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores.

    Primeiro: você deve saber e é bom repetir, esse castigo tributário tem seus mais de 20 anos e no entanto ao contrário do que todo contribuinte espera, o IPVA está longe de ser fonte de recursos para garantir construção ou conservação de estradas estaduais e ou ruas e avenidas de sua cidade, assim como edifi¬cação de pontes, viadutos e outras tantas e tantas melhorias para garantir o trânsito de veículos e principalmente a segurança das nossas vidas.

    Bem característico no Brasil e por esse motivo é que aqui se rouba e desvia tantos recursos dos cofres públicos quando comparado com países com gente política mais séria e honesta.

    O IPVA que você começou a pagar esse ano em relação a 2007 pode financiar a refeição dos presidiários e a folia carnavalesca, ou talvez para compras mais nobres à comunidade, como de remédios que faltam todos os dias e em todas as áreas nos postos de saúde ou salas de aulas.

    Dos males o menor, fossem os administradores dos recursos diferentes. O problema é que a maioria de nós tem a certeza que o mais honesto dos honestos vai ficar só com vinte por cento de tudo aquilo que vai entrar e sair dos cofres públicos – sejam municipais, estaduais ou federais.

    O tal custo brasileiro que todo mundo sabe aqui e lá fora é exatamente o custeio do paralelo, da propina, da comissão, do dinheiro lavado, caixa dois que vai engordar o patrimônio de políticos, assessores, empreiteiros e aqueles que vivem de lobistas e outros sanguessugas.

    O que mais irrita mesmo agora voltando ao IPVA é a cobrança indiscriminada e sem parâmetros. O cúmulo do absurdo ocorre no Acre, o Estado mais novo da Federação, aonde a alíquota do IPVA chega a absurdos sete por cento. É assalto descabido ao bolso do dono de qualquer veículo.

    São Paulo só perde mesmo para o Acre porque aqui a alíquota é de quatro por cento sobre o valor venal (de mercado) para carros a gasolina, bicombustível, enquanto movidos a álcool e gás pagam 3%, utilitários 2% e caminhões 1,5%.

    Refresco para o poizé ou carrinho com mais de 20 anos que não é taxado. Quem disse que o pobre não tem algum privilégio nesse país de nababos da politicalha?

    Mas quem paga, apesar da inflação de 2006 ter variado segundo os indicadores oficiais entre um e três por cento o governo de São Paulo não deixou de castigar, meter a mão no bolso do contribuinte uma vez e o IPVA desse ano vai custar 6,5% a mais ou não tão simples assim o imposto vai aumentar 100% além da inflação do período.

    Não seria nenhum absurdo tivesse o salário da maioria do trabalhador sido reajustado em 6,5% (quem sabe o governo do Estado e o municipal não vão reajustar os salários dos servidores nesse mesmo índice).

    Mas e os profissionais liberais, os prestadores de serviços, os agricultores, o comércio, a indústria, qual lucratividade de 2006, o crescimento do patrimônio, chegou a 6,5%? Óbvio, na maioria dos casos todos ficaram no vermelho.

    Ninguém quer ter carro popular financiado, carro médio confortável ou carrão importado chique e ficar sem contribuir com o estado brasileiro, as prefeituras. Mas também ninguém quer pagar impostos sem saber onde vai seu dinheiro e principalmente sem que os recursos sirvam para garantir melhores ruas e avenidas, estradas e rodovias, pontes e viadutos, que nada mais é que segurança e zelar pela vida do cidadão.

    Também no caso de São Paulo ninguém quer continuar como burro da carga tributária descabida imposta por governantes do passado e presente insensíveis aos reclamos de saturação.

    Não dá para entender e aceitar porque o paulista paga o segundo IPVA mais caro por conta de alíquota de 4% se aqui o Estado é grande, é extenso, tem mais rodovias, mas nem por isso por pagarmos mais esta¬mos em melhores condições de segurança e vida que os demais estados.

    No Paraná, Santa Cata¬rina, Rio Grande do Sul e outros tantos as alíquotas maiores variam de 2% a 3%.

    De 10 a 23 de janeiro, de acordo com o final da chapa do veículo você tem que pagar a primeira parcela do IPVA ou se preferir quitar o imposto em parcela única com desconto de três por cento.

    Beleza, maravilha, para o Governo do Estado e para as Prefeituras. Afinal enquanto você começa o ano suando, derramando lágrimas, envelhecendo e nervoso com tantas dívidas e sobras de contas do ano que terminou, os governos vão encher as burras.

    Castigados com o escal¬po oficial da carga tributária, os contribuintes de São Paulo, de janeiro a março vão dar ao Estado mais de 5,5 bilhões de reais com o pagamento do IPVA.

    Metade da dinheirama fica com o Estado enquanto os outros 50% vão engordar as contas e cofres das Prefeituras. Melzinho na chupeta, docinho de coco, para os governos, pimenta nos olhos esbugalhados da sociedade desprotegida e sem onde e a quem gritar.

    Os políticos de plantão que gostam de falar em números quando estes lhes interessam, deveriam vir a público e se explicarem à população.

    Já imaginaram. O prefeito Mário Bulgareli consternado e constrangido com o castigo tributário de Marília, explicando em entrevista coletiva que não poderia abrir mão dos recursos, que sabe das dificuldades dos contribuintes, mas reconhece também que os mais de 100 mil donos de carros de Marília vão ficar em média quatro por cento mais pobres e que além de tudo, metade do dinheiro do imposto vai embora da cidade, vai sumir da economia local, do comércio, dos serviços, dos próprios cofres da Prefeitura.

    Para você ter uma idéia e entender com exatidão o que estou explicando e para que possa refletir nesse domingo.

    Só em 2006 o IPVA em Marília gerou uma receita total de R$ 25.451.098,62. Ficou no município a metade do valor (50%); de R$ 12.725.549,31. A receita foi 18,7% maior que em 2005, quando o IPVA arrecadou na cidade 21.426.rn625,72, deixando nos cofres da prefeitura R$ 10.713.312,86.

    Dois lados. Primeiro, é dinheirama limpa, que chega rápida aos cofres do Estado e do Município. No caso de 2007 na pior das previsões, o IPVA vai tirar do bolso do dono de veículo mais de 27 milhões e vai dar aos cofres de Marília 13,5 milhões.

    No Brasil só tem três bons negócios, diferente de boa parte do mundo civilizado. Primeiro é ser bandido grande do narcotráfico ou politicalha em relação àqueles que chafurdam no submundo.

    No resto, sobra para o brasileiro ser o burro de carga de dois sócios majoritários do orçamento familiar e doméstico ao comércio e grande indústria: primeiro só os governos que ficam com mais de 37,5% do PIB, do nosso suor; depois os banqueiros, patrocinados por mercado financeiro de capitalismo selvagem e juros descabidos em qualquer lugar do mundo sempre coma complacência e cumplicidade dos governantes de plantão.

    Tanto assim que os serviços do Governo do Estado e da Prefeitura de Marília foram entregues nas áreas de segurança, infra-estrutura, saúde, educação, meio ambiente? Não. Os gover¬nantes atuais ou do passado foram multados, condenados, responsa¬bilizados? Não.

    Mas você contribuinte, cidadão de bem e do bem, se não pagou o IPVA nesse mês pode ir se preparando, porque não vai ter como escapar das garras da lei, da fiscalização e da penalidade.

    O castigo para quem não estiver em condições para arcar com o gasto será grande: o pagamento do IPVA com atraso está sujeito a multa de 20% sobre o valor nominal do imposto mais juros.

    Mais ainda: se o pagamento atrasado ocorrer ainda durante o mês de vencimento, além da multa o juro é de 1%. Nos meses seguintes, serão aplicados juros com base na variação da taxa Selic.

    O proprietário que deixar de recolher o IPVA fica impedido de realizar o licencia¬mento do veículo, o que o torna sujeito a apreensão em bloqueios policiais na cidade ou nas estradas ou em caso de acidente de trânsito.

    A taxa de inadimplência do IPVA nos últimos anos é de 5%, o que mostra um brasileiro, umpaulista, um mariliense, sempre pronto para honrar seus compromissos, bem diferente dos governantes, da maioria dos políticos.

    Mas como todo início de ano os impostos vêm aos montes, junto com o IPVA os motoristas também deverão pagar o seguro-obrigatório (Dpvat); que neste ano teve um reajuste de 43,4%. O valor do seguro também varia de acordo com o veículo, mas fica em média em R$ 91,80.

    Como o próprio nome diz, o pagamento do seguro é obrigatório e quem não pagar também não poderá licenciar o veículo neste ano. O seguro tem a finalidade de amparar as vítimas nos casos de acidentes de trânsito em todo o país, mas uma parte significativa nem vai atrás desse direito.

    Enfim, para variar, só resta mesmo pagar, pagar, pagar e como defendo aqui todos os dias: descruze os braços, abra a boca, faça sua parte de cidadão, ajude-nos a pelo menos fiscalizar a aplicação do dinheiro que sai do seu bolso em forma de impostos.

    Para protestar, envie carta, e-mail, mensagem telefônica ao prefeito, vereadores, governador e cópia para o jornal ou então apenas escreva ou mande e-mail para o jornal Diário.

  • 07 jan 2007 /  Fique Ligado

    Do sentido figurado ao literal foi rompida a linha tênue que existia no ato de chafurdar. O retrato bem acabado de excrescência não tem limites quando se trata de Abelardo Camarinha e sua sanha pelo uso indevido de quaisquer métodos para usar e abusar do poder de exploração da dignidade humana.

    rnPelos caminhos por onde o mal trilha o bem jamais conseguirá chegar perto e não é sem motivos. Os incrédulos festejam o descompasso entre a demora no estabelecimento de justiça e as ilusórias conquistas da ilegalidade.

    rnNinguém pode imaginar existência de limites na ação diabólica e a comprovação no mundo político-partidário às vezes supera e derrota a convicção dos otimistas em busca de mínima ética.

    rnDinheiro de caixa dois, de desvios e propinas, colheita na seara de testas de ferro e outras medidas de fraudes parecem insuficientes para contaminar a disputa eleitoral quando se trata da escola abelardiana de maus costumes que agora está esparramada por plagas que romperam as barreiras de Marília,

    rnAqui, a sociedade, imprensa e rádios livres e nossa coragem e determinação nos últimos anos conseguimos desmascarar a bandalheira e aos poucos estamos desmoronando o império do mal.

    rnMas os tentáculos foram expandidos para longe e dinheiro fácil e maldito pela origem financiam excrescências como a que acaba de ser denunciada pela Procuradoria Regional à Justiça Eleitoral.

    rnA folha corrida somente nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral já mostra há muito o perfil da atuação abelardiana, reafirmada com reflexo de outros tantos desmandos e bandalheiras do ano de 2006.

    rnO implacável Mário Lujz Bonságlia, homem destemido e autoridade determinada no cumprimento de seus deveres constitucionais, ao lado dos demais procuradores vêm desenvolvendo em São Paulo a investigação e apuração que vão resultar em limpeza nas condutas e desempenhos dos políticos, sejam eles de Marília e ou de todo Estado de São Paulo.

    rnNa mira isenta, ética, profissional e acima de qualquer suspeita dos procuradores não poderia estar fora da rota gente como Abelardo Camarinha.

    rnMas as novas denúncias tão graves não surpreendem mais e só aumentam duas sensações: de repugnância pelo limite de desrespeito à sociedade patrocinado por Camarinha e seu bando e ao mesmo tempo a confirmação que o Ministério Público é o guardião da legalidade e dá lição de esperança.

    rnO bando abelardiano foi denunciado em todo tipo de crime na eleição, desde o uso e abuso da máquina administrativa da Prefeitura de Marília através de funcionários e bens públicos sob as barbas e complacência de Mário Bulgareli até agora o famigerado recolhimento de restos de verduras, legumes e alimentos na Ceasa de São Paulo para entregar em favelas da capital paulista na tentativa tresloucada e absurda de enganar gente que passa dificuldade, que literalmente passa fome.

    rnMas nem por essa condição a humildade e degradação poderiam ser usadas por um sujeito que ninguém conhece apesar de ele ter endereço de residência hoje no chique bairro de Moema.

    rnVeja só Camarinha é morador da Capital, à rua Jacutinga, se apropriou de método e medidas criminosas para ludibriar paulistanos e outros cidadãos excluídos e escolheu chafurdar nos restos de alimentos para enganar gente humilde.

    rnAqui em Marília há muito Abelardo está manjado tanto assim que seu nome hoje é anunciado sob vaias, foi rejeitado pela maioria da opinião pública e dos eleitores e o único rastro e digitais que deixou na vida pública formam centenas e centenas de processos civis e criminais em todas as instâncias, embora sejam claro os procedimentos que tramitam estão nos tribunais enquanto na Comarca ele contamina não só os corredores de Prefeitura e Câmara mas tem as mesmas garras no Fórum.

    rnNos últimos 15 dias de 2006 pelo menos mais sete denúncias graves indiciam Abelardo e em três processos Vinícius Camarinha. Você pode conferir todas as denúncias no site www.tre-sp.gov.br digitando os nomes dos acusados ou então acessando o site do Diário (www.diariodemarilia.com.br).

    rnO formato repugnante e descambado não causa mais espanto e o noticiárionão surpreende nem mesmo você leitor quando se trata da atuação de Camarinha.

    rnSegundo a nova denúncia através de representação da Procuradoria, uma assessora abelardiana identificada até agora como Lídia, mas que se trata de Marildes Miosi, fazia a coleta dos alimentos e quando ganhava pouco comprava o resto dos produtos.

    rnA prática ilegal é mais uma fraude eleitoral cometida pelo ex-prefeito e mais um processo judicial por campanha eleitoral ilegal, com pedido de cassação do diploma de deputado federal eleito, embora sub-judice.

    rnDessa vez a acusação vem recheada de depoimentos de testemunhas e até confissão de um parceiro: Laércio Ezequiel dos Santos, que também tentou ser candidato a deputado estadual pelo PSC, mas foi impugnado.

    rnContratado para ajudar Abelardo e Vinícius, na realidade, depois da eleição, o pau quebrou por desentendimentos financeiros e outros problemas pouco recomendados e ao final o tal Laércio Ezequiel botou a boca no trombone e contou detalhes do esquema, no qual teria participado durante a campanha.

    rnA denúncia é enfática e desenha bem o tamanho da fraude: “Algumas pessoas que trabalhavam na campanha eram incumbidas de conseguir doações de alimentos no Ceasa, legumes e verduras, geralmente sobras. Esporadicamente, Lídia, chefe de gabinete da liderança do PSB e secretária de Abelardo Camarinha, ia ela própria ao Ceasa e comprava então alimentos”.

    rnA cambada coletava os alimentos e formava as cestas de sobras, que eram entregues com santinhos de Laércio e Camarinha, com pedido de votos para os dois candidatos. Abelardo participou em uma das distribuições de kits e depois usou a fraude para ajudar a candidatura de Vinícius Camarinha a deputado estadual.

    rnDe novo a denúncia da Procuradoria é definitiva: “O mesmo esquema de entrega foi utilizado em proveito da dobradinha formada por Abelardo e Vinícius, sendo tal distribuição organizada por Lídia, chefe de gabinete na liderança do PSB na Assembléia Legislativa e secretária particular de Camarinha.”

    rnLídia,na realidade Marildes Miosi, é aquela mesma que aparece em várias acusações como outra laranja podre no contaminado pomar de Camarinha.

    rnEla aparece em processo onde está denunciada como presta-nomeem aluguel fraudulento de um apartamento de São Paulo contratado pela prefeitura quando Camarinha era prefeito além de usar seu nome para compra fraudulenta da TV Marília, canal de tevê a cabo na cidade, que hoje está em nome de outro laranja, o empresário Antonio Alpino Filho.

    rnMas processos federais onde estão quebra de sigilo bancário de diversos acusados envolvidos no esquema abelardiana, Marildes também tem contas e valores não declarados à Receita Federal.

    rnFundamentando a prova da denuncia da procuradoria, testemunha assegura: “As arrecadações da terça-feira no Ceasa eram destinadas à distribuição no bairro da Casa Verde. Os produtos, então, não eram entregues em nome do Laércio, mas somente de Abelardo Camarinha e seu filho, Vinícius Camarinha”.

    rnE é por aí que a escola abelardiana chafurda cada vez mais fundo na lama