• 25 fev 2007 /  Fique Ligado

    “Saímos perdendo… Saímos ganhando… Levaram o ouro e nos deixaram o ouro… Levaram tudo e nos deixaram tudo… Deixaram-nos as palavras.”

    Assim escreve Pablo Neruda (1904-1973) no texto A Palavra na célebre autobiografia “Confesso que Vivi”, de uma riqueza cultural e profundidade de mensagem própria de poetas.

    Por conta dessa inspiração poética e atraído mais pela lembrança do título de caráter significativo do livro escrevo a coluna de hoje na perspectiva dos acertos históricos que pretendo continuar fazendo em vida (ah, as póstumas…).

    Trata-se de acerto de contas com minha postura e porque boa parte de tudo que vivi tem sempre ligação com desempenhos públicos, interesses públicos e a própria atividade de jornalista que já me obriga a esse comportamento em respeito e transparência com a sociedade.

    A riqueza de palavras de poetas não tenho, infelizmente por falta de oportunidade e tempo para estudar, mas acredito ter conseguido superar a deficiência, tanto assim que o formato popular basta-me e não compromete minha desenvoltura.

    Palavras, as tenho, em conjugações simples, sem o tempo necessário para rebuscar o texto, mas o conteúdo é de fácil entendimento.

    Os políticos, pseudos donos do poder, falsários e dissimuladores de plantão arrepiam-se com os textos pura e simplesmente porque não conseguem enfrentar suas mazelas quando se deparam com a verdade, nada mais que a pura verdade.

    Não há como rebuscar o dia a dia quando o estado deprimente da administração já retrata factual de bandalheira.

    Não dá para encontrar adjetivos e predicados porque assim o procedendo estaria maquiando a realidade como bem quis e bem fez Abelardo Camarinha e o continuísmo bem acabado de Mário Bulgareli.

    O que ocorre hoje não é diferente do que vinha ocorrendo desde os tempos do império da escola abelardiana de maus costumes com a direção do chefe maior.

    Bulgareli tem única razão quando diz com o rabo debaixo das pernas e para quase ninguém ouvir que não é ele culpado por tudo que deixou de ser feito e por tudo quanto é mazela e desvio dos últimos dez anos.

    Ora, quem quer isentar-se das culpas alheias, assumir suas responsabilidades, deve adotar respeito e transparência e não aliar-se como se fosse co-autor e como se melhor convém ficar de bico calado, mãos amarradas, espada na cabeça por conta se sabe lá que compromissos políticos e ou politiqueiros.

    É da natureza e ordenamento partidários a existência de acordos, mas não do formato e adoção que se notabilizou, às escuras e escondidas, atrás de pouco recomendáveis bastidores e salas e gabinetes, além dos flats e hotéis de luxo longe dos olhos da maioria, mas sempre vigiados.

    O que o presente está mostrando agora é o passado em administração pública municipal ineficiente e inoperante.

    A atualidade modifica-se apenas porque o exercício do poder, a divisão de forças, o grito de liberdade de uma parte significativa da sociedade está fazendo desmoronar qualquer possibilidade de continuidade da exploração da boa vontade da sociedade.

    Chega, basta de esperar que os governantes cumpram com suas obrigações e atendam minimamente as demandas de obras e serviços públicos.

    O período das trevas, decorrência do uso de armações e armas ilegais foi barrado, conseqüência de nossa postura firme para enfrentar truculência, intimidações e ameaças.

    Não que os métodos estejam fora de moda ou tenham sido abandonados por Mário Bulgareli e Luiz Eduardo Nardi.

    Mas vamos retornar à decência. Porque tudo isso que parece repetitivo e iniciar o texto citando (que pretensão!) Pablo Neruda?

    Primeiro porque vou iniciar uma série de artigos que vão mostrar o envolvimento dos negócios, da política e das comunicações.

    Consequentemente vou provar que homens públicos despreparados e useiros e vezeiros em desvirtuar a legalidade podem por um determinado período enganar a opinião pública, mas menos dia, mais dia, quando eles estiverem com a sensação que têm tudo, que conquistaram tudo, que levaram tudo, na realidade nada têm, nada conquistam, nada levam, porque as palavras nós, o povo, as temos.

    Nenhuma truculência material, financeira, psicológica pode calar a verdade, pode calar a mídia, pode calar o jornal, pode calar as rádios, pode calar o jornalista.

    Tenho defendido a lisura, o resgate da cidadania, a moralidade, as liberdades ao longo de minha vida, não que esteja sem pecados, sem confissões, sem erros, sem acertos a serem feitos hoje e no futuro.

    A transparência de atos e comportamentos, a terei. E assim vou continuar procedendo como exemplo à minha geração, como exemplo à próxima geração, que é a de meu filho Matheus.

    Não tenho nada que possa perder que seja tão caro e essencial quanto à dignidade.

    Pelo contrário. Portanto, posso falar e escrever, usar as palavras com tranquilidade para continuar denunciando, investigando, e defendendo as causas de interesse público ao mesmo tempo em que preservo minhas mãos limpas.

    Tenho que fazer e mostrar também como se conduzem os negócios na área em que trabalho, que tenho responsabilidades, para que a sociedade tenha sempre conhecimento da verdade, da realidade, de como tudo funcionou, os envolvimentos e como é na atualidade.

    Por conta de inúmeros artifícios, esquemas e uso indiscriminado dos recursos da Prefeitura, dinheiro do povo foi grotesca e grosseiramente desviado.

    Ao longo dos anos o dinheiro de impostos e receitas diversas das administrações servem como moeda para calar a boca da mídia e muitas vezes para pintar o mundo abelardiano de cor de rosa, assim como a atual administração de Mário Bulgareli e Luiz Nardi.

    Os mecanismos de divulgação institucional e legais acabaram maquiados em inúmeras situações e não foram poucas as vezes que por conta dessas maracutaias, empresas e profissionais acabaram ora aliados, ora cooptados.

    Infeliz e lamentavelmente não posso me isentar e fiz sim parte dessa turma e hoje minha postura também requer necessidade de garantir mãos limpas e reputação intocável, como já o faço há quase quatro anos, quando olhei para o espelho e me descobri um sujeito que nunca gostaria de ter sido, envolvido nesse emaranhado.

    Dei um basta, mostrei que todos deveriam repensar suas posturas, mas cada um segue seu caminho. No meu caso graças à formação ideológica e de seriedade e sinceridade, não me arrependo de nada que fiz, principalmente quando abandonei a escola abelardiana, ao rechaçar e denunciar publicamente seus métodos de ontem e que são mantidos hoje.

    Os mesmos procedimentos truculentos e agressivos para perseguir adversários e mesmo quem apenas quer verdade, igualdade e legalidade.

    Por ordem e determinação dele, a dupla de plantão no Palácio Municipal do Desmando continua fazendo tudo para calar as rádios, o jornal e esse jornalista.

    Só não falta dinheiro na Prefeitura para encher os cofres dos veículos de comunicação de Camarinha e daqueles que por umas e outras razões permanecessem fazendo de conta que tudo está cor de rosa.

    Nada contra veículos que prestam serviços de comunicação, como nós o fazemos, mas que o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado vão receber as denúncias formais, isso não há dúvidas.

    Nas concorrências que rádios, jornal, agências de publicidade a nós ligados, os documentos, os valores, as medições foram checadas e rechecadas nas instâncias devidas e todo tipo de investigações. E ou foram arquivados e ou transformadas em processos cíveis. Que todos arquem com suas responsabilidades.

    Não vai ser diferente agora e muito menos no futuro. As concorrências nas áreas de publicidade e editais de Prefeitura e Câmara consomem mais de quatro milhões de reais por ano, uma quantia enorme de 330 mil reais por mês.

    A conta seria séria não fossem a manipulação, os esquemas, as medições, as incorreções nos procedimentos, além da propina paga a agentes públicos para a facilitação e a drenagem de dinheiro para engordar o caixa dois depois de beneficiar dinheiro por conta do superfaturamento.

    Trocando a falcatrua em moeda corrente: de uma nota paga de R$ 60.000,00, R$ 12.000 voltam para bolsos alheios.

    Prefeitura, Câmara e instituições municipais pagam hoje valores pelo menos três vezes acima do mercado, como é o caso descabido e descarado do centímetro de coluna em editais, que está em mais de R$ 8,00 (oito reais); quando as tabelas para o mercado imobiliário estão na base de R$ 2,85 e que com desconto pode ser conseguido por média de R$ 1,50 e R$ 1,80.

    Esses são valores no Diário, que é o mais caro e de maiores e melhores resultados pela tradição, enquanto no Jornal da Manhã, os valores valem menos da metade do Diário no varejo, mas na Prefeitura quatro vezes mais.

    O controlador do esquema foi e é o secretário municipal da Administração, Carlos Umberto Garrossino, que de próprio punho sempre chancelou e mandou distribuir o produto do desvio de recursos, um montante que em dez anos já supera mais de dois milhões beneficiados, boa parte deles transformados em bens imóveis que hoje estão em nomes de laranjas e ou parte devidamente indisponíveis por força e conseqüência de decisões judiciais.

    O jornal Diário não participa de concorrência por falta de certidão negativa de débito. Mas como responsabilidade social o jornal e esse jornalista sempre fiscalizaram e acompanharam os procedimentos. E essa conta terá que ser feita, longe da caneta de Bulgareli e Nardi que repetem os métodos abelardianos.

    Bulgareli mandou até cortar a entrega do jornal Diário em escolas municipais, repartições da Prefeitura, que há mais de 50 anos eram assinantes. O professor, o homem letrado, que está prefeito, talvez achando que assim funcionários públicos deixem de ler críticas. Que absurdo. Como classificar essa postura?

    O que Bulgareli e Nardi fizeram supera o fato de eles estarem manipulando os recursos apenas da publicidade, perseguindo a mídia como se o dinheiro saísse um centavo de seus bolsos.

    Estão boicotando os serviços das rádios e jornal líderes de preferência da opinião pública e que não se curvam aos seus caprichos e objetivos sob suspeição.

    Nem o regime da ditadura impediu a circulação de jornais nas repartições públicas da mais longínqua cidade, do mais simples veículo de comunicação. O que está se combinando na calada da noite beira ao desequilíbrio e coloca de forma desproporcional o servilismo de agentes públicos a metodologias escusas.

    Vou continuar denunciando os métodos não só em Marília, mas nas instituições que precisam fazer na cidade uma limpeza, com uma operação que supera as nossas fronteiras. As medidas já vieram, estão vindo e vão continuar….

    Não são apenas as palavras que eles não vão levar, mas a dignidade e a memória dessa sociedade serão resgatadas, mesmo que temporariamente o jornal, o pluralismo, as idéias divergentes deixem de estar acessíveis aos prédios da Prefeitura e outras repartições.rn

  • 18 fev 2007 /  Fique Ligado

    Os políticos de Marília como os de qualquer canto adoram holofote, luz, câmera, ação, palmas, aquela parafernália exibicionista para engambelar a opinião pública.

    Adoram sair na fotografia, risonhos, abraçados, crianças no colo, aquela postura muitas vezes dissimulada de bom samaritano.

    Quando perfilam todos abraçados em apelos emocionais, ficam eufóricos. Imagine então o que é pousar ao lado de alunos especiais, falando de verbas, de melhorias, disso e daquilo, coisa e lousa.

    Patetas, caras lambidas, engomadinhos, gostam de aparecimento na campanha eleitoral, na politicalha, naquele período propício e fértil para embromação e tapinhas nas cotas.

    Pronto, passou o interesse pessoal e ou do grupelho, fogem das responsabilidades, das obrigações e deveres como da cruz foge o diabo, da luz o vampiro.

    Avança ao inaceitável a postura da administração municipal capitaneada pela dupla Mário Bulgareli-Luiz Eduardo Nardi a serviço do chefão Abelardo Camarinha.

    Adoram jactar-se de possíveis qualidades de benfeitores sob os holofotes, mas as máscaras caem e emerge a escuridão nas reais intenções quando deveriam cumprir com promessas e compromissos.

    Não dá para repetir única crítica, os fatos e mazelas se sucedem numa rapidez alucinante.

    Não sem razão a desilusão toma conta da cidade.

    A bandalheira da semana que acaba supera em muito o abandono generalizado das causas e coisas públicas de Marília.

    A insensibilidade agora supera o fato de a cidade ter virado essa terra de ninguém, de desgoverno e inoperância, de falta de disposição e vocação.

    Jornal e rádios descobriram essa semana e mostraram o descalabro desse grupo político que usa indevidamente a boa fé não apenas do conjunto de eleitores que neles votaram, mas o conjunto de cidadãos, contribuintes e pessoas de bem.

    Enquanto todos nós trabalhamos, produzimos, geramos bens e o bem, eles desfilam patética arrogância.

    Não dá para suportar quando até mesmo desleixo permite sucatear veículos usados no transporte de alunos especiais da Apae.

    Isso mesmo. É o fundo do fundo do poço. Pelo menos 30 alunos especiais de várias idades ficaram sem transporte desde cinco de fevereiro na volta do atendimento após o período de recesso.

    Os pais tiveram que se virar, assim como diretores e voluntários que administram a Apae, sem nada receberem exceto o reconhecimento da cidade e de Deus.

    A diretoria ficou pressionada, evita falar, não quer criar constrangimento, sabe que depois há pressões, perseguições, aquela vingança própria da mesquinharia político-partidária.

    Mas nessa coluna, nesse jornal, nas rádios, o poder dessa gente política termina exatamente nas liberdades, justiça e minha defesa intransigente das causas coletivas e públicas, enquanto existir uma gota de suor, única palavra na garganta, única energia para acionar o teclado.

    Não vou admitir e vou continuar denunciando esse sistema voraz e indecente de tratar as causas da cidade quando não há interesse do grupo da escola abelardiana de maus costumes.

    Os carros chapa branca, motoristas e combustível à vontade de Bulgareli, Nardi, secretários e outros tantos da patota não ficam quebrados, desativados, único dia.

    Eles não precisam gastar um centavo de manutenção ou consumo de combustível. E são dezenas e dezenas de carros chapa branca.

    Enquanto isso, o pátio da garagem municipal parece desmanche, depósito de velharias e veículos desmontados e desativados, fora outros equipamentos mais pesados como tratores no mesmo local e em oficinas da cidade e de fora.

    Recebi centenas de informações de funcionários públicos em caráter sigiloso durante a semana e uma das cartas mostrando o descalabro na administração das secretarias de Serviços Urbanos e Obras, responsáveis pela maior parte da frota municipal que deveria estar em operação e realizando os serviços essenciais da cidade.

    Está tudo sucateado. A cidade rica, os cofres com receita que cresce todo ano e a mesma ladainha dos políticos como se nada estivesse sendo realizado porque faltam recursos financeiros.

    Cadê o dinheiro? O gato comeu. Foi parar no estrangeiro?

    Bulgareli poderia desistir logo desse negócio em que entrou, poderia parar com essa embromação, arrumar a mala e ir aproveitar a vida se está tudo tão difícil, se não agüenta mais tanta pressão, se não pode se livrar do criador Abelardo que o mantém de mãos amarradas, corda no pescoço e eventualmente nas costas como se fosse golpeá-lo a qualquer piscar de olhos.

    Mas você já viu algum político largar a pamonha, a rapadura?

    O que não pode é continuar essa situação constrangedora e vergonhosa da cidade, quando nada, absolutamente nada se faz para que se note e se justifique a existência de governo.

    É o fim do mundo. O caos, tudo em desordem, tudo tão acabado, e a patota usando e abusando das benesses e recursos públicos.

    Não tem ninguém pobre, ninguém triste, ninguém incomodado, ninguém suado, ninguém minimamente preocupado com a situação da cidade, sua gente, suas necessidades e urgências.

    Daqui a pouco não vai surpreender mais nada em Marília quando tratar-se de calamidade na deficiência de serviços municipais como se estivessem todos em contagem regressiva para o fim.

    Parece um salve-se quem puder, deixa para lá que não tem jeito mesmo e o negócio de todo mundo é aproveitar tudo que pode enquanto se puder.

    Fracasso não está afetando mais a figura dos homens políticos, mas deixando Marília num clima de terra de ninguém enquanto todo cidadão luta para ver sua família, seus amigos, seus negócios, seus bens, desenvolverem-se à parte do que poderia existir de produtivo a partir da eventual existência de governo municipal.

    O que não se pode é admitir esse quadro e nada ser feito e continuo ativista e a todo instante nas emissoras de rádios e no dia a dia do jornal despertando a atenção da sociedade para dar um basta, mostrar indignação e exigir que nosso dinheiro seja justificado minimamente e não continue no ralo da suspeição e mazelas.

    Os políticos podem continuar figurando como personagens e protagonistas dos noticiários policiais, investigativos e judiciais, mas a cidade sempre será maior que eles, todos eles, juntos.

    Nada justifica tanto abandono, como até das entidades que reúnem centenas e centenas de voluntários, pessoas de bem, esses sim benfeitores, despojados, que nada ganham materialmente, não têm carro chapa branca, motoristas, combustível a custas das burras públicas.

    A cidade não será mais enganada.

    A sociedade não fica mais de braços cruzados.

    O tempo vai mostrar reação do povo paciente, ordeiro, mas implacável quando se depara com a verdade e necessidade de justiça.rn

  • 15 fev 2007 /  Atentado

    Aumentou o tempo de cadeia para Bruno Coércio, o Guruzinho, Amarildo Barbosa e Amauri Campoy. A 9ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu ontem por unanimidade aceitar parcialmente o recurso da acusação e decidiu: os três condenados pelo atentado ao jornal Diário e às rádios Diário FM e Dirceu AM vão cumprir quatro meses a mais de prisão.



    A decisão segue voto do desembargador relator Souza Nery. Condenados a 12 anos de prisão em sentença do juiz José Roberto Nogueira Nascimento em janeiro do ano passado, eles agora terão de responder por mais uma conduta que – na opinião do Tribunal – tornou o crime mais grave: deixar amarrado e deitado, sem condições de defesa e proteção, o porteiro Sérgio Araújo.


    O julgamento dos recursos foi feito ontem à tarde em sessão presidida pelo desembargador Ubiratan de Arruda.


    Advogados dos acusados – que tiveram cinco representantes no tribunal, mas só dois falaram – e os representantes do Diário e do porteiro, além do procurador Antonio José Martins Franco, falaram durante o julgamento.


    O procurador e os advogados Telêmaco Luiz Fernandes Júnior e José Cláudio Bravos, defenderam aumento da pena.


    Os advogados lembraram que “muito além do dano do incêndio e da violência real do roubo” o caso foi um “inadmissível atentado à liberdade de imprensa”.


    Pediram que o grupo fosse condenado também por formação de quadrilha, já que estão todos há muitos anos reunidos em torno do grupo político do ex-prefeito Abelardo Camarinha e acusados de envolvimento em ilícitos.


    A acusação destacou que os três condenados ocupavam ao tempo do crime ou ocuparam pouco antes cargos de assessores na prefeitura de Marília ou na Assembléia Legislativa, onde Amarildo Barbosa foi assessor de Vinícius Camarinha por até uma semana depois do crime.


    O advogado Rodrigo Marzagão – filho do secretário estadual de Segurança Ronaldo Bretas Marzagão – falou em defesa de Bruno Coércio, filho do secretário de Esportes, Carlos Coércio, o Guru.


    O escritório do secretário Marzagão atua na defesa pessoal do ex-prefeito Abelardo Camarinha, apontado pelo Diário como principal suspeito de ser o mandante do atentado.


    Camarinha é o líder do grupo investigado por reportagens do Diário e das rádios com repetidas denúncias de escândalos, desvios e fraudes políticas.


    O advogado Waldir Dias Payão, assessor jurídico na Emdurb, falou em defesa de Amarildo Barbosa.


    Nenhum advogado indicado como defensor de Amauri Campoy falou durante o julgamento.


    João Simão Neto, o advogado que acompanhou no dia da prisão o depoimento em que Campoy delatou Bruno Coércio não apareceu ontem no tribunal.


    Aliás, a delação acompanhada pela assinatura de João Simão foi uma prova essencial citada pelo desembargador na decisão da condenação.

    Também acompanharam o julgamento os advogados Sílvio Guillen Lopes, ex-presidente da Emdurb; José de Souza Júnior, outro defensor pessoal de Camarinha; Jader Gaudêncio, mais um advogado pendurado em cargo público na cidade, e o secretário Carlos Coércio. Todos viajaram de carro a São Paulo. Não há informações sobre quem pagou os custos da viagem.

  • 15 fev 2007 /  Atentado

    O cumprimento da pena para os três condenados deve continuar nos Centros de Ressocialização em Marília, onde está Bruno Coércio, e de Lins, onde ficaram Amarildo Barbosa e Amauri Campoy.



    Ficar no CR foi conquista política para eles, que não estiveram em presídios e passaram pela Cadeia Pública de Pompéia antes de serem levados para o Centro de Detenção Provisória, em Bauru, e o CR de Lins.


    Para Bruno Coércio o cumprimento da pena já teve outras facilidades, não sem antes ter passado por constrangimentos e molestado por detentos em Lins.Conseguiu a transferência para centro mais perto da família e no final do ano conseguiu até benefício para passar as festas com a família.


    Beneficiado pela saidinha temporária de final de ano, circulou pelo centro e teria até ido jantar em uma pizzaria no centro, a mesma onde Amarildo Barbosa esteve com Camarinha dias antes de ser preso e 41 dias depois de ficar foragido da cidade após o atentado.


    Ressocialização em Marília, onde está Bruno Coércio, e de Lins, onde ficaram Amarildo Barbosa e Amauri Campoy.


    Ficar no CR foi conquista política para eles, que não estiveram em presídios e passaram pela Cadeia Pública de Pompéia antes de serem levados para o Centro de Detenção Provisória, em Bauru, e o CR de Lins.


    Para Bruno Coércio o cumprimento da pena já teve outras facilidades, não sem antes ter passado por constrangimentos e molestado por detentos em Lins.Conseguiu a transferência para centro mais perto da família e no final do ano conseguiu até benefício para passar as festas com a família.

    Beneficiado pela saidinha temporária de final de ano, circulou pelo centro e teria até ido jantar em uma pizzaria no centro, a mesma onde Amarildo Barbosa esteve com Camarinha dias antes de ser preso e 41 dias depois de ficar foragido da cidade após o atentado.

  • 11 fev 2007 /  Fique Ligado

    Cadê o dinheiro, Mário Bulgareli?

    Cadê o dinheiro, Luiz Nardi?

    Cadê o dinheiro, Abelardo Camarinha?

    O gato comeu e ninguém viu?

    Foi parar no estrangeiro?

    Não, nada disso, leitor, contribuinte, eleitor, cidadão de bem.

    Uma cidade rica e uma Prefeitura quebrada, não porque tenha alguma grande obra, algum megainvestimento, serviços de primeiro mundo que custam caro.

    O povo pobre, os empresários, comerciantes, investidores e empreendedores gerando rendas e crescimento apesar da sanha de arrecadação e imposição de impostos.

    Os políticos, vistosos, ricos, nenhum com carteira assinada, todos nadando em ouro, caixa dois, dólares, lavagem de dinheiro…

    Na Prefeitura, entra dinheiro, os cofres ficam cheios, as contas bufando, os números são promissores em receita, mas por trás da frieza do orçamento estão ineficiência aliada à suspeição e o descaminho dos recursos do povo.

    Não há mais nem espaço e palavras, avaliações e opiniões, sobre o que acontece em Marília nos últimos anos em termos de administração dos serviços, patrimônio, coisas e causas públicas municipais.

    É interminável a lista de mazelas e não há reação ou mínima postura de mudar e melhorar o desempenho de quem teoricamente teria a responsabilidade de responder ao cumprimento de promessas, planos e projetos e corresponder às demandas e necessidades da coletividade ordeira e próspera de Marília.

    A calamidade invadiu o prédio da rua Bahia, 30, onde outrora fora marco referencial e que hoje mais se coaduna ao Palácio Municipal dos Desmandos.

    O palacete de poltronas macias, elevador privativo dos mandatários, jardins floridos, na realidade esconde e emoldura o triste destino de um governo carimbado e envolvido com tudo que a sociedade rejeita.

    Gostaria de ser desmentido, gostaria de estar errado, gostaria de ser contrariado por fatos adversos àqueles noticiados no jornal e nas rádios.

    Os fatos não mudam, causas e conseqüências idem. O caos instalado derrota pretensões e desmascara a dissimulação dos agentes públicos de plantão.

    Não sem motivo a opinião pública reage e indigna-se com a ineficiência administrativa.

    A opinião pública fica assustada com as suspeições dos políticos carreiristas de plantão.

    A sociedade está cada vez mais incrédula quanto à insensibilidade de agentes públicos.

    Os homens de bem e do bem de Marília rejeitam a truculência descabida das reações que antes atingiam indiscriminadamente todos os críticos e que hoje está centrada no combate violento à postura de liberdades e de coragem do jornal Diário, das rádios Diário FM e Dirceu AM e a bem da realidade de minha postura firme e irretocável na busca de legalidade, respeito e justiça.

    Ninguém vai cobrar de Bulgareli e de Nardi os crimes penais, cíveis e administrativos cometidos à exaustão por Abelardo Camarinha. Muito menos vice e versa.

    Camarinha é investigado,implicado, acusado, denunciado, réu e já condenado em todo tipo de crime e infração e tem rastro e digitais não apenas em posturas e envolvimentos por conta da política partidária, mas conseqüência de ações do mundo mais grave do banditismo.

    Bulgareli e Nardi respondem a investigações, acusações e processos envolvidos com Camarinha, o grupo político que pertencem, de prejuízos e mazelas contra serviços, recursos e patrimônio público.

    Basta verificar a carreira administrativa em termos de procedimentos nos tribunais do Judiciário brasileiro.

    Fora o que vem por aí por conta do desastre que patrocinam, agora com maior responsabilidade de prefeito e vice, pois eles têm a caneta e controlam a Prefeitura, repartições e órgãos e instituições diretamente ligados ao município.

    Além de tudo, qualquer cidadão minimamente informado sabe que quem controla decisões, negócios e quase tudo na administração é Camarinha e sua estrutura e que a dupla Bulgareli-Nardi age e reage ao sabor dos caprichos e desejos do chefe.

    A energia elétrica interrompida pela CPFL a prédios públicos municipais exibiu o desleixo, o abandono administrativo da cidade e como escrevi na edição de quinta-feira em coluna especial, o apagão de governo que existe na cidade hoje é decorrência do apagão de Bulgareli.

    Essa é a cara da administração, na maior parte do tempo vestida de máscara aberlardiana.

    Já se foram 772 dias de caneta e cofres nas mãos de Bulgareli e até agora a incapacidade de gerenciamento foi segunda identidade, porque a primeira foi exatamente o comportamento de subserviência.

    Se nada grave em política e justiça ocorrer, Bulgareli pode ficar na Prefeitura por mais 688 dias, que descontados o período pré-eleitoral de 2008 pode na verdade resultar em apenas mais um ano para fazer alguma marca, obra ou mesmo para manter esse perfil deprimente que está trilhando.

    O que é pessoal, Bulgareli que se vire com suas escolhas.

    Agora, ele pode espernear, tagarelar, ficar incomodado. Vou continuar cobrando, como a cidade vai fazê-lo, postura de gente decente, respeito e transparência em relação à administração de recursos patrimoniais e financeiros de Marília.

    Não é a cara abelardiana ou de quem quer que seja que a cidade precisa. A cidade quer lisura e avanço no atendimento de demandas de obras e serviços, o que não está existindo.

    O vácuo de propostas, idéias e investimentos nos últimos anos está deixando Marília órfã em melhorar suas demandas em todas as áreas e agora está evidente que a Prefeitura, autarquias, repartições e estruturas estão sucateadas, quebradas, falidas.

    Essa culpa é sim de Mário Bulgareli e Luiz Nardi, em parte, mas principalmente do maior causador dessa catástrofe, Abelardo Camarinha.

    Mas a dupla de plantão na Prefeitura tenta a todo instante esconder, forjar situações, maquiar a realidade para proteger indevidamente o maior responsável pela catástrofe.

    O mais repugnante está no bastidor, esse numa lama de dar asco.

    Camarinha e o chefão dos serviços escusos usam e abusam descaradamente da estrutura administrativa para perseguir, ameaçar, agredir e Bulgareli e Nardi fingem nada ver.

    Camarinha ironicamente já age e comanda agora no submundo seus bate pauspara desestruturar o quanto puder a atual administração, pois ele quer voltarcomo candidato a prefeito em 2008 e o negócio será descolar-se de Bulgareli.

    O criador quer ir aos poucos livrando-se da criatura e sem que haja perda das benesses.

    Assim agem políticos, assim eles tratamopinião pública, com desprezo, se bem que antes eles maquiavam as informações, ludibriavam a todos e hoje estamos evoluídos.

    O cidadão de bem e do bem, do homem simples ao intelectual, do pobre ao rico, há movimento silencioso de avançar contra esse quadro grotesco de politicalha que se instalou na cidade e ao invés de braços cruzados e mentes controladas e enganadas, há formação da opinião pública.

    A cidade não vai continuar nesse ostracismo de iniciativas porque em 2006 passaram pelos cofres como receita entre arrecadação e impostos nada mais que R$ 320 milhões e em 2007 serão mais R$ 334 milhões, uma dinheirama que poderia revolucionar a cidade, tanto assim que os números são superiores a Bauru, Presidente Prudente, Araraquara e outras iguais ou maiores.

    A cidade queBulgareli está prefeito a serviço dos interesses mesquinhos da troupe abelardiana é uma terra de ninguém.

    Veja só a terra de ninguém em administração:

    Faz sol e tem estiagem e Marília não tem água, vira calamidade.

    Faz chuva e as ruas estão esburacadas, as vilas com lamas e erosões, as estradas vicinais intransitáveis.

    O atendimento de saúde está cada vez mais lastimável, postos não têm remédios, guias para exames, medidores até de pressão, as filas de atendimento demoram meses e meses.

    Máquinas, caminhões, veículos de serviços essenciais sucateados deixam a população hora sem ambulância, hora sem transporte escolar, hora sem coleta de lixo como ocorreu na semana que passou.

    Mas o que a patota controlada por Bulgareli, Nardi e Camarinha fez? Nada.

    Ah, fazem sim. Agora eles culpam o José Ursílio, o Jornal Diário, a Rádio Dirceu AM, a Rádio Diário FM.

    Não têm argumentação, estão perdidos, mas na realidade fica mesmo evidente é a falta de vocação e vontade política e pública de atender a sociedade e suas demandas.

    Fica evidente que não poderia ser diferente a repercussão do nosso trabalho sério, honesto, independente.

    A cidade está um caos de abandono e tudo que a politicalha produz é reclamar da imprensa e do jornalista.

    Inversão de valores. Há muito a sociedade de Marília e da maioria das cidades brasileiras sabe que o homem público quer tapar o sol com a peneira e fica encurralado quando há seriedade dos formadores de opinião.

    Vou incomodar sim os políticos de plantão, combater o desperdício em gastos eleitoreiros, a inexistência de obras e serviços, enquanto as suspeições se alastram em contaminar todo quanto tipo de concorrências e contratos.rn

  • 08 fev 2007 /  Fique Ligado

    Está faltando na administração Mário Bulgareli o que sempre faltou. Está faltando na administração Mário Bulgareli o que ela nunca teve.

    A administração Mário Bulgareli está sem luz e energia. Tanto no sentido figurado como no factual. O apagão é generalizado.

    O que aconteceu ontem à tarde supera o aceitável de eventuais dificuldades financeiras de uma Prefeitura do porte de Marília, fosse verdade a existência de crise de receita, porque o que existe mesmo é crise de ineficiência e desleixo.

    A arrecadação, o volume de dinheiro que entra nos cofres municipais cresce todo ano no mínimo 10%, o que faz de Marília uma das Prefeituras mais ricas em porte médio e mais pobre em destinação final e resultados para sua gente.

    Inexiste governo e a comprovação cabal vai ocorrendo e multiplicando-se não apenas agora no abandono de serviços essenciais como o colapso na coleta de lixo da semana por defeitos em veículos de transporte.

    Corte de energia elétrica de dez prédios públicos só não causou maiores transtornos e riscos para serviços da Prefeitura porque a CPFL acabou mostrando seriedade e parou os cortes duas horas depois de iniciá-los – depois que a administração depositou uma parte da dívida e pagou R$ 78 mil dos R$ 268.000 em débito.

    Mas a bem da verdade é que a administração parece tão lastimável que fosse mesmo cortado fornecimento de energia elétrica, talvez nada fosse afetado em prédios como o da rua Bahia.

    Poderia até existir economia. Economia até para evitar alguns desmandos só possíveis com computadores ligados. Poderia até impedir que os carros chapa branca da patota fossem abastecidos, porque as bombas de combustíveis da garagem são elétricas.

    Há dez anos os serviços públicos vão se deteriorando, a máquina funciona apenas para fazer política e contemplar interesses pessoais e outros ainda mais suspeitos.

    Agora o que a CPFL fez ontem foi também comprovar o que o jornal Diário e as rádios Dirceu AM e Diário FM estão alertando há muito tempo, que é o colapso de gestão que Mário Bulgareli e Luiz Eduardo Nardi. Elesdeixaram a cidade no continuísmo dos métodos e mecanismos ultrapassados de Abelardo Camarinha.

    O caos pior é constatar que o pagamento obrigatório da conta de fornecimento dos serviços da CPFL não vai amenizar e ou salvar a cidade da ineficiência e abandono.

    O problema é que não está à venda, não dá para achar, não dá para encontrar em lugar algum o que falta para Bulgareli e sua turma: luz própria e energia para uma administração que perdeu a linha de transmissão e de recepção da legalidade e eficiência tão essenciais para com os mais de 220.000 habitantes.

    A arrogância e prepotência de Camarinha possibilitaram que no passado ele pudesse rosnar que elegeria a prefeito atéum poste. Pois é. Mas poste leva vantagem, tem luz e energia.

    Outra grande vantagem: ninguém mais vai enganar a opinião pública, pois energia e luz estão iluminando o caminho das liberdades e a da opinião pública.rn

  • 04 fev 2007 /  Fique Ligado

    O domingo é dia de almoço em família, especial para avaliar a semana, reflexão, discutir pendências, eventuais novos objetivos e até condutas, em que os mais experientes – pais e avós – indicam o tom dos exemplos, os bons exemplos a serem seguidos.

    Nós, cidadãos comuns e de bem, assim o procedemos, assim agimos e vou fazer de conta e até acreditar que mesmo a politicalha às vezes tem esses momentos.

    Assim é que vou colocar publicamente assuntos sobre os quais homens com deveres de satisfação obrigatória à coletividade devem também levar a sério a reflexão dentro de suas casas.

    Importante: ainda que não estejam nem aí pra suas famílias, essa gente que se acha com poder, dinheiro, influência (e sabe-se lá que outros predicados superiores) deve respeitar a família alheia. Vai aprender comigo que não transijo em denunciá-los onde quer que seja e mostrando o que for necessário.

    No jornal, na rádio e em qualquer instância esse jornalista não tem recados e nem entrelinhas.

    Os alvos dessa coluna são, pela ordem: Abelardo Camarinha, Mário Bulgareli e Luiz Eduardo Nardi.

    Eles não são apenas políticos carreiristas com cargos públicos que sempre serão obrigados a submeterem-se aos rigores da legalidade e do acompanhamento público.

    Eles também são os agentes públicos que deveriam ter respeito e transparência na condução das coisas e causas públicas.

    Eles são também os chefes, vamos assim classificar, de todos os que ocupam cargos públicos na Prefeitura e ramificações municipais, dos concursados que têm regras, estatutos, normas e diretrizes para cumprirem e que ao contrário dos políticos não são transitórios em seus cargos, mas efetivos.

    O trio Abelardo, Mário e Luiz é chefe dos técnicos, dos homens de bem, de pessoas dedicadas que nomeadas em cargos de comissão sem concurso, seriam a salvação desse quadro grotesco em que está envolvida a administração.

    O trio Camarinha, Bulgareli e Nardi é chefe também da cambada, dos bate paus, dos bandidos nomeados e que recebem dinheiro público apenas para desfilarem nas portas dos gabinetes comandados pelo chefão dos serviços escusos, Carlos Umberto Garrossino.

    O prédio da Prefeitura em maior intensidade e as demais repartições não atendem a população, o contribuinte, transformados que foram em Palácio Municipal dos Desmandos.

    Parte das tarefas que se agendam no dia a dia municipal além dos desvios e mazelas notórios evidenciam bandidagem que tramou e executou o incêndio criminoso contra jornal e rádios, a tentativa de me assassinar, incontáveis ataques e agressões físicas e morais.

    Mas na semana que passou os capangas pendurados na Prefeitura de Marília e do grupo político e braço armado da administração Camarinha-Bulgareli-Nardi descaradamente ficaram seguindo minha mulher Cássia e meu filho Matheus, de oito anos e meio.

    Não eram eles alvo, eram como sempre vítimas indiretas de tentativa louca desse grupo político de me calar, me destruir, já que até agora o incêndio destruiu jornal e rádios, mas eles funcionam em situação de dificuldade, assim como tentativa de me assassinar acabou frustrada.

    Tomei medidas para tirar minha família desse mar de lama e criminalidade, talvez seja obrigado a renunciar ao sagrado direito de conviver com ela e tirá-la da cidade.

    Mas Camarinha, Bulgareli e Nardi serão responsabilizados, tudo dentro da legalidade e nas instâncias devidas, afinal postura humana e ética deles não espero.

    Do sujeito Abelardo ninguém pode esperar nada, mas os outros dois é uma pena, jogaram tudo fora e se colocam como capachos do outro. Benesses compensatórias são efêmeras.

    O trio Camarinha-Bulgareli-Nardi pode se locupletar de tudo que tem em mãos, mas em relação a esse cidadão e jornalista estão enganados se pensam que vão me desviar do caminho da luta contra essa sujeira e tenho em minha casa relação de família normal com alegrias e tristezas, problemas e avanços, mas nunca quaisquer covardes vão invadir nossas vidas.

    Camarinha disse em 92 quando sua prepotência foi derrotada por Salomão Aukar que sempre ganharia eleição enquanto na cidade votassem “mulheres de alça de sutiã sujo e pés rachados”, num arroubo de discriminação inominável.

    Bulgareli parece copiar em tudo o criador e em 2004 disse à servidora Neuza Zaparoli num ataque descabido à sua dignidade e honra que “lugar de mulher é no tanque e no fogão”.

    Repito esses absurdos aqui para fazer a reflexão: é o caráter que eles mostram em reação e avaliação que fazem das mulheres?

    Por esse quadro tétrico e por tudo que o mundinho da politicalha atual está envolvido, dá pena dos relacionamentos do Abelardo – que todos sabem quais e como os mantém – e fico decepcionado com Bulgareli, que têm duas filhas, já é avô, e com Nardi que tem filha e, como gosta de jactar-se, ele é pai de juiz…

    Ora, minha mulher, senhores, não vai ser perseguida, achincalhada e desrespeitada em seu local de trabalho e em casa. Até demoramos para tomar a decisão, mas essa semana Cássia pediu demissão com a carta que reproduzo abaixo.

    Ora, minha mulher, senhores, não responde pelos meus atos. Permitam-se um único ato de decência e recomendem à cambada que o alvo seja eu, o jornalista, o homem.

    Com ou sem decência dessa gente, vamos à verdade sobre os desmandos:

    “Exmo Sr.

    Mário Bulgareli

    MD Prefeito de Marília

    Nesta

    Senhor prefeito

    Como é sabido por Vossa Excelência sou testemunha e sempre estarei à disposição em quaisquer instâncias para colaborar em procedimentos de apuração de fraude na Cozinha Piloto, mantida pela Secretaria Municipal de Educação, nesta Prefeitura de Marília, onde atuo como assistente técnica sob registro número 7480/2, desde 12 de fevereiro de 2001.

    Também não é novidade alguma que pretendo – como já fiz saber aos meus superiores – dizer a verdade sobre os tantos desmandos, os demasiados escândalos e os desvios de produtos, funcionários, equipamentos públicos que presenciei, sempre em determinação pessoal e por telefone pelo atual secretário municipal da Administração, senhor Carlos Umberto Garrossino.

    Por força dessa minha disposição em falar o que vi e sei, passei a sofrer brutal perseguição e campanha de difamação e ofensas dentro da própria Cozinha Piloto, agregadas a um verdadeiro processo de intimidação e pressão que sofro por ser esposa do jornalista José Ursílio, notório crítico da classe política.

    Os ataques, ameaças e maus tratos que sofro mostram por um lado o despreparo de um grupo político protegido por Vossa Excelência, mas por outro um braço criminoso pendurado na administração municipal.

    Como servidora e cidadã, durante algum tempo senti que fosse o senhor também um refém, vítima da estrutura criminosa montada em volta da administração.

    Mas prefeito, a falta de medidas frente a tantas situações públicas a ameaçar a imagem, mandato e respeitabilidade de Vossa Excelência me levam a concluir que o jogo sujo de que sou vítima passou a ser no mínimo aceito pela administração.

    Tenho sido importunada frequentemente por pessoas ligadas direta e indiretamente à administração, minha honra achincalhada por gente que ocupa cargos em comissão e que vou indicar em meus depoimentos oficiais em investigações.

    Na data de ontem, 30 de janeiro, passei a sofrer – como está relatado à polícia – perseguição pessoal, vigilância criminosa, sabe-se lá com que objetivo, para marcar meus passos e a vida de meu filho, de apenas oito anos.

    É a essa gente que o senhor vai abrigar, senhor prefeito, pai de duas filhas, já um avô?

    Não posso compactuar com isso. Não posso colocar em riscos meu filho de oito anos, já cansada que estou por ser vítima da perseguição política que há anos esse grupo político já pratica contra meu marido.

    Assim como não posso me calar e fugir da obrigação como cidadã em prestar depoimento que vem sendo adiado enquanto tento escapar da pressão e intimidação para manter minhas atividades laborais.

    Senhor prefeito, fuce em seus arquivos. Não há qualquer ataque à minha conduta profissional. Investigue – se o puder fazer de forma séria – junto a servidores. Não há um depoimento contra minha atuação.

    Não pode ser encontrado um grão de arroz sequer que tenha sido perdido ou desperdiçado por falha funcional pessoal minha.

    E ainda assim sofro ataques, ofensas, pressão e ameaças dentro de próprios municipais, de áreas de trabalho que a constituição, o estatuto dos serviços públicos e o princípio da dignidade humana deveriam preservar e garantir a mim como protegida.

    Não tive a proteção que a lei me garante trabalhando. Mas nem isso me fará deixar de prestar os devidos depoimentos sobre os tantos alimentos públicos que comprados para alimentar crianças foram usados em campanha eleitoral do ano passado, desviados descabidamente para o PSB e em benefício das candidaturas oficialescas de Abelardo Camarinha e Vinícius Camarinha.

    Não há força de intimidação ou pressão que possam me impedir de apresentar de forma legal as informações sobre os desvios de funcionários para atendimento a grupo político e promoção pessoal de Abelardo Camarinha, notoriamente enterrado em um lamaçal de processos judiciais, investigações de fraudes e abusos no uso da estrutura pública, sem falar nas suspeitas de envolvimento em crimes comuns.

    Panfleto financiado pela Prefeitura sob o título de Jornal do Povo virou instrumento para atacar minha família e atender os interesses escusos desse grupo político. Ameaças e desrespeito me agridem quando vejo verba da Prefeitura pagando panfletos apócrifos.

    Senhor prefeito, não faço só um desabafo, mas deixo um apelo em defesa do interesse e lisura da coisa pública, para que dê um basta no uso de mantimentos como forma de promoção de vereadores, o desvio de lanches e produtos para festas políticas, cabos eleitorais.

    Senhor prefeito, a cidade sofre a falta de verbas que pressiona tanto sua gestão enquanto financia um bando travestido de força política legítima.

    A sensação de impunidade foi tamanha, senhor prefeito, que não é preciso esforço para ter acesso a cópias ou pedaços de documentos com provas do descalabro que tem circulado pela administração e começam a chegar às ruas.

    Senhor prefeito, sou profissional técnica com formação e cursos especiais na área de educação. Muito me entristece deixar de usar esses conhecimentos e disposição a bem dos serviços públicos.

    Mas, afinal, os todos escândalos relatados e os detalhes a serem apresentados em momento oportuno impedem que aceite ser parte nesse descalabro.

    Assim, é com tristeza que abandono um projeto público em que acreditava e com ele a possibilidade de prestar serviço do qual alunos de baixa renda dependem e que tem merecido contra os crimes a atuação dedicada de funcionários sérios como tantos na cozinha, com destaques e reconhecimento à pessoa da coordenadora Nilze Scarano Manso.

    Comunico à Vossa Excelência meu pedido de desligamento imediato e irrevogável da função de assistente técnica na Secretaria Municipal de Educação, para deixar de forma imediata a atuação junto à administração pública na cidade e ao mesmo tempo em que anuncio que a referida carta tem cópia endereçada ao Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e à Polícia Federal.

    Marília, 30 de janeiro de 2007.

    Cássia Regina Penteado Serrano de Souza e Silva, Assistente técnica, Cadastro 7480/2 “rn