O juiz Marcelo Luiz Leano, que atua como substituto na 1ª Vara Criminal de Marília, aceitou a denúncia do Ministério Público contra Anderson Ricardo Lopes, o Ricardinho, acusado de participar do incêndio e roubo no prédio do Diário e das rádios Diário FM e Dirceu AM. O juiz também atendeu pedido do Ministério Público para encaminhar ao STF (Supremo Tribunal Federal) as cópias do caso para eventual investigação do envolvimento do ex-prefeito Abelardo Camarinha no atentado. Agora, a remessa dos documentos só depende da cópia de todas as páginas do processo, com as fichas criminais de Anderson Ricardo Lopes e dos comparsas condenados no primeiro processo – Bruno Coércio, Amarildo Barbosa e Amauri Campoy. Também segue para o STF relação de cargos que todos eles exerceram no grupo político em que se escondem os acusados envolvidos no crime. Bruno e Amarildo foram assessores de gabinete do deputado estadual Vinícius Camarinha. Amauri era assessor pessoal de Camarinha, acusado de ser o mandante do crime. A investigação pelo STF pode levar a um processo contra Camarinha mesmo com a imunidade parlamentar. Não há prazo para decisão sobre a apuração do caso ou não.
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30 mar 2007 / Atentado
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29 mar 2007 / Atentado
A condenação dos comparsas de Ricardinho, Bruno Gaudêncio Coércio, Amarildo Barbosa e Amaury Delábio Campoy já foi confirmada pelo Tribunal de Justiça, que antes disso havia rejeitado pedido de hábeas corpus apresentado pela defesa de Bruno.
Amauri Campoy foi preso um dia depois do crime e durante depoimento na polícia supervisionado pelo advogado João Simão Neto – que depois seria também defensor de Camarinha – ele não só confessou o crime como delatou Bruno Coércio. A delação de Amauri, assinada pelo advogado João Simão, foi prova importante para condenar Bruno.
Os três e Ricardinho teriam se reunido com mais duas pessoas, entre elas uma mulher, que não foram identificadas, com o intuito de praticar o crime.
Segundo a denúncia, descontentes com a linha editorial e com as notícias veiculadas pelo jornal e as emissoras de rádio, o bando planejou e executou o crime “a fim de calar esses órgãos de imprensa”.
Em agosto, um mês antes do atentado, Amarildo e Amaury visitaram as instalações da empresa. O grupo conseguiu fragmentos com uma empresa de confecção para atear o fogo nas instalações. Bruno Coércio foi quem providenciou os quatro galões de gasolina, diz a denúncia.
O bandido invadiu o prédio em 8 de setembro, por volta de 1h40. Ricardinho foi o primeiro a render o vigia Sérgio da Silva Araújo, que foi amarrado e amordaçado pelos criminosos.
Além de expor a vida do vigia, os bandidos colocaram em risco a vida de um casal de idosos que dormia ao lado, sendo que a mulher precisou ser socorrida por UTI móvel.
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29 mar 2007 / Sem categoria
O Ministério Público pediu que o STF (Supremo Tribunal Federal) investigue envolvimento do ex-prefeito Abelardo Camarinha como suspeito de ser mandante no atentado contra o Jornal Diário e as rádios Dirceu AM e Diário FM.
O pedido foi encaminhado anteontem pelos promotores José Bento Campos Guimarães e Celso Belinetti Júnior. O documento acompanha denúncia formal contra que o presidiário Anderson Ricardo Lopes, o Ricardinho, acusado de participar no atentado.
Ricardinho passa a responder pelos crimes que já provocaram condenação de Bruno Gaudêncio Coércio e Amarildo Barbosa – ex-assessores do deputado Vinícius Camarinha na Assembléia–e de Amauri Delábio Campoy, ex-assessor pessoal de Camarinha na cidade. Os três cumprem pena de 12 anos e quatro meses no Centro de Ressocialização de Lins.
O pedido ao STF foi provocado pela posse de Camarinha na Câmara dos Deputados, em mandato que está subjudice. O Ministério Público estadual já não pode investigar o ex-prefeito, que chegou a dizer em entrevistas durante a eleição que buscava a “imunidade parlamentar para pode falar mais”.
“Cogitou-se acerca do envolvimento de José Abelardo Guimarães Camarinha como possível mandante dos crimes imputados ao denunciado e aos comparsas já condenados. Os subscritores não podem apreciar essas condutas, uma vez que se trata de pessoa que ocupa cargo com foro especial pela prerrogativa da função. Dito isto, requeremos a extração de cópia integral dos autos e sua remessa ao E. Supremo Tribunal Federal”, pedem os promotores.
A cópia do processo vai permitir aos Ministros do Supremo conhecer detalhes do crime, da condenação dos outros comparsas e da confissão de Ricardinho, que deixou uma carta revelando toda a organização do caso e ainda confessou o crime em depoimento à polícia.
O STF vai receber ainda documentos sobre a atuação de todos os cargos públicos dos réus já condenados, a quem os promotores chamam de “comparsas de Ricardinho.
Amarildo Barbosa, amigo pessoal de Camarinha, era assessor de Vinícius Camarinha no dia do crime, 8 de setembro. Ele só seria exonerado no dia 15 de setembro, com pedido para antecipar o registro da demissão para o dia 2.
Bruno Coércio, filho do secretário de esportes Carlos Coércio, o Guru, é amigo pessoal de Camarinha e foi assessor de Vinícius. Guru é ex-sócio de Camarinha.
A confissão de Ricardinho também vai mostrar ao STF que o quartel general do grupo Camarinha – onde funcionou o comitê eleitoral da eleição passada – foi apontado como centro de organização para execução do crime contra jornal e rádios, que inclui ainda assalto e risco de vida para um funcionário, o porteiro Sérgio Araújo. -
29 mar 2007 / Atentado, Fique Ligado
A denúncia de outro quadrilheiro que entrou na sede do jornal Diário e das rádios Diário FM e Dirceu AM para destruir as empresas em oito de setembro de 2005 está longe de significar a última resposta aos bárbaros crimes cometidos não contra o patrimônio, mas contra a dignidade humana e sustentação das mais de 220 famílias aqui sustentadas e ataque aos valores e liberdades de pensamento e expressão.
O bandido Anderson Ricardo Lopes é o pior deles porque foi ele quem estava com revólver nas mãos, bateu no vigia, o amarrou e o largou imobilizado enquanto o prédio era consumido em chamas.
O que à época significou violência e riscos sem precedentes ao vigia e a todas as famílias, 18 meses depois, o banditismo travestido em grupo político continua sendo o responsável pela dor, sofrimento e privações das famílias que trabalham nas empresas.
É quase uma provação trabalhar sem condições dignas em termos de espaço físico, os funcionários chegam a ter problemas de saúde, as empresas estão desestruturadas e enfrentando a maior crise financeira, contábil e endividamento de toda história.
Não se trata de defender apenas a manutenção das condenações dos bandidos Amauri Campoy, Amarildo Barbosa e Bruno Coércio como forma de exercício da Justiça, pois a pena não vai resgatar o que foi perdido em termos emocionais, materiais e patrimoniais.
Não se trata de esperar condenação exemplar de Ricardinho ou mesmo que o grupo político que eles pertencem seja devidamente identificado, o que poderia melhorar e recuperar a dignidade de trabalho dos empregados e eventualmente a parte material e estrutura das empresas.
É necessário que se faça Justiça longe da impunidade, do tráfico de influência, dos uso e abuso de métodos condenáveis e isso só virá quando for definitivamente apurado como foi planejado e executado o atentado e a participação do ex-prefeito Abelardo Camarinha nesse terrorismo.
Agora caberá ao Supremo Tribunal Federal determinar investigações e eventual ação penal contra Camarinha que está deputado federal “sub judice” e como as leis brasileiras são feitas pelos políticos, nada como foro privilegiado.
O que não dá e nunca vai ser aceito é a ameaça física e psicológica causada pelo atentado de 8 de setembro de 2005, assim como a tentativa de me assassinar em 18 de julho de 2006 e outros tantos ataques não só contra a liberdade de imprensa, expressão, liberdades, mas contra a vida de pessoas.
Caberão respostas e elas serão dadas em todos os instantes, com base na legitimidade, na legalidade e na necessidade de Justiça para que outros não sofram nunca mais o que estamos sofrendo.
Que se faça Justiça em resposta ao banditismo que domina uma parte de Marília.rn
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25 mar 2007 / Atentado, Fique Ligado
Você cidadão, pode faltar quantas vezes ao trabalho? O que acontece na sua casa e na sua renda se você deixa de freqüentar uma semana no primeiro mês no emprego? E o que fazer se você não aparece em duas reuniões entre seis convocadas para discutir assuntos fundamentais da empresa?
Você é demitido? Pena que você não tem cargo público.
Com quase dois meses de mandato, o Congresso fez 26 sessões e adivinhe só. Abelardo Camarinha já faltou a 26% delas. Confira no gráfico abaixo:
As informações estão no site da Câmara (www.camara.gov.br); que permite acompanhar ainda propostas apresentadas pelos deputados, seus discursos e biografia.
O cidadão vai ver, por exemplo, que Camarinha diz ser “advogado e professor”, diz em discurso que era prefeito da cidade no ano passado ou faz propaganda desmentida pelo reitor da Unimar, Márcio Mesquita Serva. Enfim, o Camarinha que todo mundo em Marília já conhece.
E isso sem comentar a aparição em reportagem da Folha de S.Paulo com o escândalo do nepotismo pela nomeação da irmã para um carguinho público.
E vêm mais facilidades por aí: reajuste de 26% no salário (ele vai receber R$ 16 mil por mês) e projeto para ampliar volume de gastos de gabinete sem prestação de contas. Os gabinetes já custam algo em torno de R$ 50 mil por mês, por deputado.
Bem, para que não se alegue perseguição, veja o gráfico das presenças do deputado Sérgio Nechar.
Mas você não precisa ficar tão irritado com tantas facilidades a continuar beneficiando Camarinha.
Ele pode continuar mamando como sempre nas gordas tetas públicas, ter feito da vida político-partidária seu meio de vida e negócios, mas ostenta em compensação uma das maiores fichas criminais de político brasileiro em processos criminais, cíveis e administrativos, espalhados por todos os tribunais brasileiros.
Ninguém tem a ficha dele, ninguém precisa fugir de intimações e interrogatórios, em acusações de compra de votos, desvio de agentes e coisas públicas em campanha, corrupção, superfaturamento de obras, improbidade.
Do irrisório patrimônio que tem porque sua declaração indica apenas menos de R$$ 900 mil, tudo já está indisponível, sem contar que as centenas e centenas de ações e processos que respondem tentam encontrar e rastrear a dinheirama escondida em nomes de laranjas, parentes, amigos e assessores.
Então, leitor, se você é trabalhador, continue com honra e respeito, pois trabalhando todos os dias você vai manter seu salário para sustentar sua família honestamente.
Camarinha pode fazer isso?
Você, empresário, comerciante, agricultor, pode continuar seus empreendimentos, sua luta diário para manter seus negócios enfrentando impostos e dificuldades, às vezes prosperando, mas sempre com altivez, dignidade e cidadania.
Camarinha pode fazer isso?
Você dona-de-casa, estudante, aposentado, pode continuar vivendo em paz e harmonia intima e coletiva, com pouco ou muito dinheiro e patrimônio, mas feliz, com bem-estar e amor.
Camarinha pode fazer isso?
Enfim, cada cidadão tem formação e personalidade e assim com livre arbítrio escolhe o tipo de vida que quer.
No mais, o julgamento de cada um é irrecorrível, em três versões: pela opinião pública e coletiva, pelo ordenamento jurídico e ao final perante Deus.
IPTU cresce, mesmo sem taxas
A arrecadação de IPTU cresceu no ano passado, mesmo sem as taxas ilegais da safadeza de dez anos embutidas nos mais de 89 mil carnês. É isso mesmo cidadão.
A prefeitura esperava arrecadar algo em torno de R$ 13 milhões. Caíram nos cofres públicos aproximadamente R$ 14,5 milhões no ano, caixa extra suficiente para construir uma escola e meia ou quase 50 casas populares.
A informação está em mais uma publicação que o pacato cidadão não viu enquanto gastava R$ 2,10 de ônibus ou participava de um rali com seu carro e moto para driblar buracos e poder trabalhar: o balanço financeiro de 2006 na prefeitura de Marília.
Ah, nem é preciso dizer que esse tipo de publicação sai com a letra miudinha, aquela do contrato milionário sempre pago com o dinheiro suado e sofrido dos impostos dos contribuintes.
E essa publicação não ocupa tanto espaço quanto o oba-oba, o desfile de caras lambidas e dissimuladas em festinhas, churrascadas, aquela pantomima própria de quem vive de dissimulações.
Mas de volta ao imposto. O que está por trás do milagre do IPTU?
Primeiro, por um lado, a cobrança das taxas abusivas foi mantida por seis meses em 2006, cinco deles contrariando ordem expressa do Tribunal de Justiça, pelo menos três deles com auxílio de uma manobra da Câmara para adiar votação de extinção obrigatória das taxas.
Assim, a cobrança abusiva que tomou dinheiro do contribuinte de Marília durou 150 dias a mais que o devido. É tempo demais.
Mas não só isso. A mágica do IPTU está também em uma manjada manobra orçamentária que é base para gastos mal feitos e descontrole econômico, para ficar no básico: o orçamento subestimado.
Funciona assim: quando o prefeito Mário Bulgareli mandou para a Câmara em 2005 a previsão de arrecadação de 2006, indicou arrecadação de R$ 13 milhões do IPTU. Ele indica a receita e é obrigado a dizer onde vai gastar o dinheiro.
Mas todos os anos o orçamento tem uma cláusula mágica: a permissão para que a prefeitura gaste como e onde quiser até 30% a mais de tudo o que arrecadar, aquela benesse que a patota da Câmara interessados nas regalias do poder acaba concedendo ao Executivo.
Fossem computados só os valores do IPTU, significaria dizer que Mário Bulgareli receberia para seu cheque em branco algo em torno de R$ 3,9 milhões para gastar como quisesse. Veja bem, só no IPTU.
Com as taxas ilegais da farra do imposto, Mário Bulgareli poderia ter até R$ 5 milhões em arrecadação a mais.
Uma surpresa para a prefeitura? Claro que não.
A prefeitura contava com essa sobra. Quando calculou o imposto em 2005 já previa uma sobra boa de dinheiro e o projeto do orçamento saiu subestimado, tudo para usar a cláusula mágica do cheque em branco.
Imagine você cidadão, que na conta geral do orçamento de 2006 – previsto em R$ 260 milhões – Bulgareli esperava no ano passado cheque em branco equivalente a até R$ 75 milhões em “créditos adicionais suplementares”.
É maior que qualquer megasena. E o que são 75 milhões? Ora, cidadão, são quase 2.000 casas populares ou 3.400 carros ou 75 escolas ou salário de um ano para 11.300 servidores ganhando o piso ou um estádio para o Corinthians, se o gastador for muito megalomaníaco.
Ah, poderia ser um sonho também assim cinematográfico, como o Proposta Indecente, com Demi Moore, que tem proposta de um milhão de dólares para um jantar romântico. Daria, já pensou, para pelo menos 35 jantares e político adora essas viagens em segredo…
Quer mais contas?
O orçamento desse ano saiu previsto em R$ 330 milhões, dos quais Bulgareli diz tirar R$ 18 milhões sem a manobra fracassada para ludibriar o contribuinte e aumentar IPTU em até 200%.Logo, vai sobrar algo em torno de R$ 312 milhões.
Mais uma vez, a prefeitura tem a cláusula mágica e os 30% de gastos livres de projeto para destinação na Câmara. São R$ 93 milhões.
É, são 93 milhões de reais mesmo que eu, você e todo cidadão de bem da cidade tenhamos escapado da farra do IPTU.
E como a cidade não vive só do IPTU, a sobra de outros impostos vai estar aí para gastos livres, o que seria fantástico em uma cidade séria.
Aqui, vai ser só mais fortuna sumindo em serviços ruins, cofres quebrados e máquinas sucateadas enquanto parte da cambada segue milionária em suas carreias de “sucesso” de 30 anos pendurados nas tetas da administração pública.
O tempo está mostrando, no entanto, que o cidadão de bem, contribuinte, deixou de ficar calado, imobilizado, enganado e a sociedade vai dando suas respostas, até que ela venha em definitivo para que a cidade bonita, da paz e amor, derrote a cidade do mal, escândalos, ilegalidades e impunidade.rn
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24 mar 2007 / Atentado
Anderson Ricardo Lopes, o “Ricardinho”, réu confesso no processo do atentado contra o Diário e as rádios Dirceu AM e Diário FM, foi preso ontem novamente em Marília como foragido. Ele estava em liberdade temporária concedida pela Justiça e não retornou ao presídio de Tremembé, onde cumpre pena no regime semi-aberto.
Ricardinho, que já foi condenado por roubo e acabou preso por furto quando estava em liberdade condicional, ainda responde a processo por envolvimento no caso do atentado e não foi condenado pelo incêndio e roubo.
Mas ele é réu confesso no processo e em depoimento à polícia disse que participou do crime, rendeu e agrediu o vigia Sérgio Araújo Silva.
Segundo a polícia, Ricardinho cumpria pena no regime semi-aberto do presídio de Tremembé após sua prisão em Marília e lá conseguiu o benefício da saída temporária.
Ele deveria ter retornado para a detenção esta semana, mas foi visto anteontem à noite e reencontrado pela manhã, o que provocou sua prisão e a perda do benefício.
Ricardinho participou do crime com Bruno Gaudêncio Coércio, filho do secretário de Esportes, Carlos Coércio, o Guru; Amarildo Barbosa e Amauri Campoy.
Bruno e Amarildo eram assessores do deputado Vinícius Camarinha. Amauri Campoy era motorista do gabinete do prefeito Mário Bulgareli, depois de ter sido motorista do ex-prefeito Abelardo Camarinha.
Ricardinho ainda aguarda a denúncia formal para responder ao processo por envolvimento no atentado.
Bruno, Amarildo e Amauri foram condenados em Marília a 12 anos de prisão e o Tribunal de Justiça em São Paulo aumentou a pena em quatro meses. -
18 mar 2007 / Fique Ligado
O contrato de horas-máquinas da Prefeitura de Marília é tipo de gasto público que passa perto de mandar o cidadão ficar com as mãos para o alto, tamanha a agressividade com que tira dinheiro público dos cofres coletivos. rn
Os R$ 989 mil a serem gastos equivalem – a preços de mercado – a 21.977 horas de trabalho das máquinas, que representam algo em torno de 315 dias, com trabalho 24 horas por dia. Isso dá mais tempo que todos os dias que faltam para acabar o ano do contrato. rn
E não é só. Para um dia normal de trabalho de oito horas, com almoço e troca de turnos, seriam quatro máquinas trabalhando todo santo dia em obras. Mas, que obras? Que serviços? Que locais? Quem vai medir? rn
Em resumo: ou as horas máquinas estão exageradamente acima do valor de mercado – por volta de R$ 45 por hora -, o que é uma safadeza, ou não vão trabalhar e se esse dinheiro todo sair mesmo vai haver grave lesão aos cofres, o que ainda é safadeza.rn
Cadê os vereadores de Marília, que deveriam fiscalizar? Estão dormindo ou os interesses escusos estão divididos entre toda patota da situação?rn
Mas você que está perdendo seu dinheiro nessa tramóia toda tem o direito – quase obrigação – de perder mais tempo em contas. Um caminhão novo – bom, dos melhores – custa em torno de R$ 150 mil. rn
Logo, em horas alugadas a prefeitura pode gastar o suficiente para comprar seis caminhões que, com alguma conservação, vão estar aí por dez anos, no mínimo. rn
Mas poderia comprar até dez caminhões novos, por exemplo, para acabar com a bandalheira que virou a limpeza pública, com os caminhões todos sucateados, uma vergonha para irritação semanal do cidadão de bem.rn
Ah, mas são horas-máquinas, não horas-caminhões? Não se perca em preocupações menores. A fortuna do contrato daria para comprar também boas máquinas, próximo de três pás carregadeiras, ou uma motoniveladora nova e uma retro-escavadeira semi-nova e mais uma vez seriam anos e anos, talvez até 15, 20 ou 25 anos, com máquinas próprias trabalhando.rn
Como esse tipo de máquina pesada não é usada para tapar buraco, é difícil imaginar onde vão achar tanto serviço para tanto aluguel de horas-máquinas. rn
Só existe na cidade um buraco grande o bastante para tanto tempo de trabalho: é o rombo nas contas públicas e não vai ser com máquinas e tratores que vão resolver esse cambalacho.rn
E não desligue a calculadora.rn
A administração municipal fez festa na semana para comemorar a chegada de R$ 200 mil doados para ajudar na cura do câncer de mama. Só o contrato feliz das horas máquinas poderia bancar programa cinco vezes maior. rn
Um contrato que mostra as tetas da Prefeitura sempre gordas, vistosas e prostituídas.rn
Mas imagine o que seria possível fazer então com os R$ 4 milhões a mais da compra dos softwares milionários da educação, um dos maiores escândalos no fim de administração Abelardo Camarinha?rn
Exatamente, aquele contrato milionário, leonino, que já virou ação penal e civil e que é um verdadeiro descalabro e desmando com o dinheiro público de Marília, como sempre.rn
Cadê os vereadores de Marília que deveriam fiscalizar, estão dormindo ou os interesses escusos estão divididos entre toda patota da situação?rn
Há uma infinidade de opções para projetos, serviços e obras que poderiam receber R$ 989 mil ou para arredondar e repetir, é um milhão de reais: programa do câncer de mama, mais um tomógrafo a mais (a fila na saúde é de meses e meses); equipamentos nos postos de saúde ou máquinas que a cidade pudesse precisar, para muitos anos de uso.rn
Mas será que ninguém, nenhum gênio da Prefeitura, consegue fazer uma conta tão simples? rn
Seria o mesmo que você, bancário, comerciário, trabalhador, ou profissional liberal, tivesse no bolso a bagatela de R$ 30 mil, pudesse comprar melhor carro popular do mercado, mas acabasse decidindo que o melhor mesmo seria adquirir para você, a mulher, os filhos e até outros parentes a bagatela de 15.000 passes de ônibus coletivo.rn
Isso mesmo, é esse absurdo que a Prefeitura de Marília está fazendo e o contribuinte vai pagar a conta, vai ficar esperando que o Ministério Público investigue, que a ação penal prospere e, quem sabe, daqui uns 10 ou 12 anos, o Poder Judiciário dê sentença que faça a empresa, os secretários, os técnicos, o prefeito e sabe-se lá quem mais responder pela concorrência descabida.rn
Cadê os vereadores de Marília que deveriam fiscalizar, estão dormindo ou os interesses escusos estão divididos entre toda patota da situação?rn
Faz-de-conta ainda que nenhuma letra está incorreta na concorrência, que ninguém vai ter vantagem, que esse é o único contrato do Brasil que ninguém vai levar um real de propina ou comissão. rn
Tanto assim que não estou por enquanto nem levantando o envolvimento da empresa vencedora da licitação, suas ligações, sua história e como seria todo eventual esquemão que sempre está por trás de concorrências dessa natureza.rn
Fica para os próximos episódios, como novela em capítulos, apesar de, infelizmente, no caso ser a vida real e de resultados lastimáveis para a sociedade.rn
Não dá para admitir que uma administração faça o contribuinte pagar por contratação que não tem outra classificação senão de safadeza e debilidade.rn
Mas, como em Marília tudo é possível, pode ser também simplesmente o contrário como nos bons filmes de ficção policial: o mordomo é o culpado. Ou voltando à novela, pode ser que tudo seja apenas mera coincidência e que realmente esteja tudo certo e o vilão se dê bem.rn
Em Marília, o débil deve ser o jornalista, esse que quem sabe por conta da nova denúncia seja processado, incriminado, ameaçado, ter a família perseguida e no futuro se não acabar preso, poderá de uma vez acabar assassinado.rn
Mas nenhuma memória ou história ficou em momento algum da humanidade sem ter a verdade dos fatos estampada e cada qual responsabilizado pelo que fez de bem e de mal.rn
Não vou me passar por idiota e muito menos eximir da responsabilidade de mostrar à opinião pública o que sempre está por trás de cada ato dos governantes e agentes públicos que deveriam ter zelo, respeito e transparência pelas coisas e causas públicas.
rnMais que uma questão financeirarn
Além de não haver tanto serviço para todo o volume de horas-máquinas que a cidade está disposta a pagar, o tipo de trabalho que existe não é exatamente algo para dar orgulho ao cidadão que paga as contas.rn
As tais máquinas trabalham, por exemplo, acomodando o lixo no depósito irregular da cidade. A prefeitura chega ao quarto mês do terceiro ano sem avançar um metro na instalação de um novo aterro sanitário, decente, adequado. Ficam lá as máquinas, tentando encobrir o mal maior, onde aliás existe uma fortaleza, protegida mais que penitenciária, para afastar curiosos e evitar, por exemplo, que a imprensa fiscalize.rn
Há também o desastroso projeto dos apartamentos em cima da Via Expressa do Pombo, onde máquinas foram rápidas em movimentar terra sem autorização de órgãos técnicos e com graves riscos para meio ambiente e qualidade de vida, sem falar no bolso do contribuinte.rn
Grandes obras paradas, a represa Cascata cheia de terra, as favelas sem urbanização ou ruas, com vielas de terra por onde o esgoto desce a céu aberto e onde passam as horas e as máquinas não passam nunca. rn
Passou mesmo é o tempo de Marília, dos cidadãos de bem terem governantes responsáveis, com credibilidade.rn
Trabalhadores, donas de casas, profissionais liberais, empresários, líderes e todos os demais cidadãos de bem nunca estiveram tão decepcionados com os ditos homens e agentes públicos.rn
A cidade do bem está mobilizada para dar um basta na cidade do mau e dentro de pouco tempo, com certeza, uma única Marília vai usar seu dinheiro público em causas e coisas coletivas, com a naturalidade dos problemas e mazelas tão evidentes em todocanto desse país, mas sem tamanho sentimento de impunidade de uns poucos arraigados no poder há mais de 20 anos
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11 mar 2007 / Sem categoria
Bruno Gaudêncio Coércio, condenado a 12 anos e quatro meses de prisão pelo atentado e roubo ao Diário e às rádios Diário FM e Dirceu AM, cumpre pena no Centro de Ressocialização de Lins, e não mais em Marília como informou o Diário dia 14 de fevereiro.
A informação está em ofício da juíza Renata Biagioni, que encaminhou ao Diário pedido de correção na informação e anexou documentos do Tribunal de Justiça sobre a movimentação.
Ainda segundo a juíza, Bruno não foi atingido pelo benefício da saída temporária de Natal, como divulgou o Diário.
A informação foi baseada em depoimentos de testemunhas que teriam visto o condenado. A juíza aponta o que chama de razão “óbvia”: ele cumpre pena em regime fechado e não estabelece benefício da saída.
Bruno foi transferido em 2 de fevereiro, poucos dias antes de sua pena ter sido aumentada pelo Tribunal de Justiça em sessão no dia 14 de fevereiro.
Antes de ser transferido para Lins, Bruno Coércio, filho do secretário municipal de Esportes, Carlos Coércio, ainda ficou dois dias na Penitenciária de Marília, perto de Oriente.
Em Lins ele volta a cumprir pena ao lado de Amarildo Barbosa, ex-assessor parlamentar de Vinícius Camarinha, e Amauri Delábio Campoy.
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11 mar 2007 / Fique Ligado
R$ 989.400. Taí um dinheiro que vai sair dos cofres públicos e órgão nenhum, técnico nenhum, fiscal algum no mundo vai conseguir controlar pelos sistemas em uso na fiscalização.
Posso dizer aqui com certeza e clareza que boa parte desse dinheiro já tem destino certo no bolso de uns poucos iluminados, mas nem eu, nem o Papa, nem o presidente dos Estados Unidos ou o Osama Bin Laden pode dizer quanto e nem como.
É o dinheiro do novo contrato de “horas-máquina” feito pela Prefeitura de Marília. É dinheiro empenhado para alugar máquinas que a cidade em tese deveria ter na garagem, mas que sucatearam ou simplesmente não serão usadas.
E quem é que vai provar quantas horas de trabalho foram prestadas? Ninguém. Não há um órgão no país com capacidade de acompanhar isso. Eles podem usar duas horas e pagar o resto? Com certeza.
Quem é que vai passar em obra por obra calcular quantas máquinas e por quanto tempo elas trabalham? Que órgão tem gente à disposição para isso?
Só para comparar, o dinheiro é mais ou menos o custo de uma nova escola ou de 21 Kombis novinhas para transporte de alunos, como os da Apae, que a prefeitura deixou sem aula.
O gasto mágico é um dos muitos contratos que a prefeitura divulgou só nessa semana. Há tantos outros gastos do tipo na mesma publicação que dá até pena do contribuinte.
E como funciona o tal do contrato?
Com uma série de situações sobre as quais ninguém tem controle. Ninguém sabe o número de terrenos por onde as máquinas passam ou áreas com problema, necessidade de retirada de terra, os serviços realizados por máquinas públicas mas registrados como se fossem serviços privados.
Como é o pagamento?
Por medição. É medido o volume de trabalho. E quem mede? A Prefeitura. E depois? A empresa entrega nota, recebe um cheque nominal na Tesouraria – no terceiro andar da prefeitura – deposita o cheque na sua conta, desconta os impostos e fica lucro bruto.
Todo da empresa?
Ahhhhh, chegamos ao ponto. Na mão de quem é que vai ficar esse lucro é o que o Ministério Público, o Tribunal de Contas, o Imposto de Renda, a Polícia Federal gostariam de saber.
Mas, como já foi dito lá em cima. Taí um dinheiro que vai sair dos cofres públicos e órgão nenhum, técnico nenhum, fiscal algum no mundo vai conseguir controlar pelos sistemas em uso na fiscalização.
E se você ficou desanimado com a idéia de ver quase R$ 1 milhão de nosso rico dinheiro esvair-se pelas horas-máquinas, sinto muito. As más notícias não acabaram.
No mesmo dia em que divulgou o tal valor das horas-máquina, a prefeitura divulgou outros gastos sobre os quais nem uma comissão de videntes ou cartomantes consegue descobrir presente e futuro: fornecimento de carne, fornecimento de areia fina e fornecimento de areia grossa.
Como é que o Ministério Público vai checar toda a carne entregue, a qualidade da carne, o uso da carne? Quem vai estar lá para pesar todas as cargas?
Os órgãos públicos vão analisar notas e documentos, mas nenhum infeliz vai soltar nota para dizer que entregou dois quilos e recebeu por 200.
Imagine o gasto só nas festinhas de fim de semana, dos bacanas, da patota, do que metem a mão até nas migalhas e ou fazem politicalha com arrobas e mais arrobas de carne que deveria estar no prato das crianças nas escolas municipais.
Não é duvidar da seriedade, honestidade ou capacidade de nossos fiscais. É que sem funcionários e equipamentos para medir todos os gastos, todo o fornecimento de areia, todo o fornecimento de carne, nenhum órgão oficial vai saber nunca quanto foi calculado.
Leve isso para outros setores (cimento, combustível, asfalto, analgésicos, litros de leite…) e você passa a ter uma idéia do que pode ser feito com o dinheiro público.
Pena que na concorrência dos remédios, por exemplo, não haja desvio de um aparelho do tipo pega-ladrão ou de medicamento tipo sossega-corrupto.
Perdão, um dado omitido
A coluna da semana passada, que tratou do funcionamento de esquemas para contratar e pagar publicidade oficial, deixou de indicar uma informação importante para o cidadão. Como se faz para usar mais espaços e receber mais.
É isso mesmo. Além de preços superfaturados e de publicações idiotas e descabidas que prestam muito bem a encher os bolsos de uns poucos iluminados, os gastos oficiais ainda sofrem uma fraude dentro da fraude: o corpo de letra e os espaços usados.
Corpo de letra é informação que define o tamanho da letra. Quanto menor o corpo, menos espaço usa. Os contratos oficiais prevêem que os editais sejam publicados em corpo 6.
É assim por exemplo que saem os tais editais de explicação dos contratos. Os 989 mil reais gastos com hora máquina aparecem no corpo 6. Os editais sobre o caixa da prefeitura? Tudo no corpo 6.
Editais de abobrinhas, atos inúteis, meros atos de gestão, aparecem no corpo 8, 10, 12. O espaço usado dobra. O cidadão paga. Os iluminados riem, comemoraram nos restaurantes caros da cidade ou nos muquifos de baralho pela cidade a fora, em São Paulo ou no litoral.
Aliás, vale aproveitar o espaço para dizer: enquanto você estava aqui pensando como se manifestam as fraudes na divulgação, a prefeitura publicou – em corpo 6 – edital para informar que vai gastar R$ 850 mil com publicações nos valores superfaturados.
Como mostrei no domingo passado, o centímetro de coluna no mercado de Marília, no Diário, que é o mais caro, custa R$ 3,50 enquanto a Prefeitura vai pagar mais de R$ 8,45 pelo mesmo espaço.
Para resumir. O contrato de atos oficiais que vai ser publicado no Jornal da Manhã, vai render a bagatela de R$ 85.000,00 por mês, de março a dezembro desse ano.
É. São mais R$ 850 mil. Some aos R$ 989 mil das horas-máquinas, aos outros tantos da carne, da areia e vá vendo para onde caminha seu dinheiro. Vá vendo para que eles querem ganhar mais dinheiro do IPTU.
Do IPTU que em 2007 tem a primeira parcela que vai vencer no dia 15 de março.
Compare o carnê de 2006 com o atual. Os valores que nós contribuintes pagamos nos últimos 10 anos estavam entre 180% e 230% maiores.
Quem pagava R$ 580,00 anuais em 2007 vai ter valor justo, legal, de R$ 220,00, ou 175% que deixam de sair de seu bolso indevidamente.
Mesmo assim o dinheiro que sai de seu bolso, vai para os cofres do Palácio Municipal do Desmando, deveria estar irrigando desenvolvimento, qualidade de vida, bem-estar e não essa vergonha municipal.rn
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04 mar 2007 / Fique Ligado
Atenção Ministério Público Estadual.
Atenção Tribunal de Contas do Estado.
Acoooooooordem senhores vereadores independentes, se é que existe algum vereador de oposição nesta cidade.
Acordem senhores articuladores, senhores fiscais da administração.
Já disse aqui semana passada que foram abertos novos envelopes em mais licitações de serviços de divulgação, uma das lavanderias de dinheiro público ilícito.
É um mar de dinheiro. O centímetro de coluna – forma usada para medir espaços publicitários – custa na tabela do Diário, o mais lido, R$ 2,85, no caderno de classificados. A Prefeitura vai pagar mais de R$ 8,45.
E o lucro é todo de agências e empresas?
Não.
E como esse lucro circularia?
Pagas as notas, são feitos saques em dinheiro e aí circulam envelopes pardos com notas limpas, limpas, geralmente de R$ 50,00, mas até de R$ 100,00 e ou em dólares.
Fique de olho nos assessores, na gente de gabinetes, nos paus mandados circulando de carro oficial. Se encontrar um envelope pardo muito estufado, meio quadrado, fique de olho.
É dinheiro seu circulando depois da lavanderia, longe de tributação, para despistar a Receita Federal.
É dinheiro seu que transformado em moeda fria, sem origem e destinação, para enriquecimento ilícito, uso e abuso de laranjas, testas de ferro, compra de bens milionários e imóveis subfaturados.
E não é só isso. Fique de olho no formato da divulgação, veja as bobeiras que inventam pra você pagar.
A cidade paga no carnaval pelo agradecimento oficial das promoções de Natal. Isso mesmo, depois de todo o oba oba feito em jornais, rádios e TVs, a prefeitura está pagando agora anúncio para agradecer obras de natal.
Por caridade? Pode ser, mas se você acredita nisso é forte candidato a comprar terreno em Marte.
Como as licitações não acabaram é preciso inventar publicações que a prefeitura paga até o limite de R$ 7.800 – máximo para gasto sem licitação.
É só a prefeitura que faz isso?
Nãããããão. Fique de olho nas publicações da Câmara. O jogo é o mesmo. O formato é o mesmo e o resultado também. Notas pagas, dinheiro descontado, envelopes circulando.
Agora imagine os valores de R$ 7.800 para as rádios ligadas ao grupo do Camarinha – ele tem duas, uma em seu nome -, para a TV do grupo do Camarinha e até nos panfletinhos picaretas a serviço do desequilíbrio do Camarinha.
Nada como ter dinheiro à vontade para inventar e dissimular a verdade como se faz na Rádio 950 e na TV Marília que está em nome de Tony Filho, veículos usados para proteção de Camarinha e invariavelmente para me detratar (risível, para não classificar como ridícula e boçal); às custas do dinheiro de impostos dos cofres públicos.
E aí a prefeitura corta água, cafezinho, telefoninho, luz de corredor porque o caixa quebrou.
Vá ver, cidadão, se algum dos paus mandados quebrou, está falido. Eles não.
Vá ver cidadão a relação dos bens e imóveis em nome de Carlos Umberto Garrossino, o chefe do esquema de licitações nos últimos dez anos, que tem fazenda com registro subestimado, sítio com registro subestimado e outros tantos bens bloqueados pela Justiça.
Isso mesmo. A Fazenda Uberlândia, de 125 alqueires, em Oriente, é um oásis de mais de R$ 5.000.
000,00 mas está registrada em escritura no cartório por 50 mil reais, o preço de uma casa popular. E essa fazenda está indisponível em processo judicial como garantia em ação de enriquecimento ilícito com desvio de mais de R$ 530 mil dos cofres da Prefeitura.
Vá ver, cidadão, o patrimônio, a movimentação financeira de quem aparece como defensor da escola abelardiana.
E mais que isso. Vá ver quem são os fornecedores, as empresas contratadas para esses gastos de R$ 7.800 em todos os setores, as lojas onde se compram os “mimos” que a cidade paga para fazer oba oba com políticos em festas oficiais.
Vá ver quem são os fornecedores na educação, saúde, obras, material de escritório, produtos de higiene, verduras, carnes, ovos.
Agora você deve estar se perguntando: e o Diário, nunca foi contratado? Foi e vou repetir: nenhuma empresa do país foi tão investigada quanto o Diário e os prestadores de serviços comerciais que trabalham com ele.
E ainda assim, nem jornal e nem agenciadores estão isentos de apuração. Que sejam todos investigados, todos os contratos, todas as publicações, todos os pagamentos, todos os imóveis e bens em nome dos donos, seus diretores.
Aliás, no meu caso específico, estou participando de concorrência com agência de publicidade, a fiscalização é uma aberração, ocorre a cada seis meses.
Tentaram impedir que minha empresa, Sinergia, tivesse aprovação de documentos na concorrência da Prefeitura, mas ao contrário do Diário que não tem certidões por estar devendo impostos, a empresa está classificada.
Vou vigiar até o último segundo os procedimentos, porque desse negócio entendo e a máquina de embrulhar do Palácio Municipal do Desmando não me engana.
Já as concorrências milionárias dos atos oficiais da Câmara e Prefeitura o esquemão funcionou, tanto assim que outra vez os valores superfaturados vão ser mostrados nos contratos que devem ser assinados nessa semana e que então poderão ser denunciados ao Ministério Público Estadual.
Os valores das duas concorrências devem ultrapassar os dois milhões de reais em 2007 e o Jornal da Manhã évencedor. Só entre Câmara e Prefeitura com atos oficiais Marília gastou, em 2006, média de R$ 120 mil e deve gastar em 2007 mais de R$ 140 mil.
rnA sentença, os juízes, os bandidos
rnVocê cidadão, sabe quanto custa para processar um bandido político desses de Marília? Só para protocolar uma queixa crime você precisa pagar R$ 750. Não roubo dos cofres públicos, não me sobra todo esse dinheiro e não tenho dez advogados – boa parte deles pendurados em cargos públicos – para ficar o tempo todo atrás dessa bandidagem que arrombou os cofres públicos.
Faço minhas denúncias, encaminhei resmas e resmas de documentos ao Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal em Marília e São Paulo, bem como à Polícia Civil.
Luto contra a falta de dinheiro, de estrutura em um jornal que foi incendiado e é perseguido 24 horas por dia. E ainda assim creio ter colaborado de forma importante para boa parte dos processos, do jogo da legalidade contra a politicalha e a corja sustentada por ela.
Acesse www.tj.sp.gov.br. Procure o link acompanhamento processual e você terá informações sobre processos judiciais em primeira instância, ou seja, no fórum de Marília, e também em fase de recurso, já no Tribunal.
Você pode fazer as consultas por nome do acusado. Convido todo cidadão de Marília a fazer uma pesquisa com relação ao meu nome. Vai encontrar diversos processos, muitos deles novas ações, propostas a partir de 2006 e 2007.
Quase todas são movidas pelo grupo da escola abelardiana de maus costumes. Todas, indiscriminadamente, relacionadas ao meu trabalho, à liberdade de expressão, ao jornalismo investigativo e ao estilo crítico e contundente que sempre mantive.
E as ações contra Camarinha, sobre o que versam? O que dizem as denúncias contra Carlos Garrossino e os outros paus mandados? O que a Justiça quer sobre o patrimônio dessa gente?
Não desviei um prego sequer da prefeitura. Construí minha vida com quase 30 anos de registro em carteira de trabalho no mercado privado, nunca fui demitido em nenhum de meus empregos.
Camarinha e Garrossino estão milionários como trabalhador nenhum consegue ficar. E tudo na carreira pública, pendurados nos cargos públicos. Eles respondem por isso. Eu não tenho uma ação sequer por fraude.
E nenhum dos processos até agora me fez arredar o pé da luta intransigente contra o grupo instalado no Palácio Municipal dos Desmandos e pendurado nas gordas tetas públicas. Não vou mudar por nenhuma delas. Guardo orgulho por cada denúncia, por cada revelação que fiz contra esse grupo.
Não é diferente com a ação a que respondo por supostamente ter ofendido a honra de Carlos Umberto Garrossino, um sujeito feito milionário a partir do serviço público, enfiado até os bigodes em escândalos e fraudes, processado por essas fraudes e por enriquecimento ilícito.
Eu não respondo a processo por fraude, são eles que precisam e devem prestar contas sobre como ficaram tão ricos.
Não fugi um centímetro do jornalismo e do objetivo em analisar e investigar condutas públicas. É o que disse em minha defesa em Marília, onde o juiz Gilberto Rocha, titular em Garça e indicado pelo Tribunal para atuar em alguns dos meus processos, entendeu que houve ofensa e decidiu aplicar condenação por calúnia.
Vou recorrer. E vou repetir os argumentos e reforçar as provas de que falo sobre desmandos e políticos enterrados em fraudes, useiros e vezeiros em mamar nos cofres públicos. Não mudo, não me rendo e não perco a fé na Justiça e nem no Tribunal de Justiça, que reiteradas vezes tem restabelecido a proteção aos direitos mínimos de acesso à informação.
Com a mesma confiança vou responder ao processo em que sou acusado de caluniar os juízes da cidade ao falar do tráfico de influências no Fórum de Marília e nas demais instituições.
Essa semana o processo teve audiência. Só as rádios e TV engajados na proteção a Camarinha apareceram e não é mera coincidência, assim como não é coincidência que o advogado João Simão Neto, escolhido desde 2005 para articular a blindagem jurídica a Camarinha, acompanhou e foi praticamente um comentarista durante a audiência.
Sofro um processo com acusação que me atribui crime inexistente, em que pese a defesa veemente que faço do Ministério Público. Sofro processo de juízes contra os quais nunca me manifestei.
Mas não tiro deles o direito de buscar a Justiça como solução. É o caminho. O único caminho aceitável. É pela Justiça que vou provar as informações que divulgo e que vou defender o meu direito de expressão.
Não espero que juízes ou promotores gostem do meu jeito de escrever. Reconheço para eles o direito de não gostar. Espero sim que eles reconheçam também o direito de manifestação de opinião sobre os desmandos e escândalos. Espero sim que a Justiça seja feita contra os verdadeiros bandidos da cidade.rn