• 30 abr 2007 /  Fique Ligado

    O primeiro golpe no crime organizado de Marília está deflagrado. Bandidos comuns, bandidos com distintivos policiais e com carteiras de profissionais liberais foram desmascarados.

    Estão em curso duas outras vertentes que vão revelar interligação dos bandidos políticos e bandidos laranjas com esquemas e infiltração nos meandrose entranhas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário

    Um milímetro da impunidade foi desarticulado parcialmente com a Operação Oeste e é de surpreender o que apareceu para você cidadão comum, mas que nós militantes e ativistas no combate ao banditismo e impunidade já acompanhávamos.

    A rede clandestina complexa e bem estruturada que atua especificamente em Marília está sendo desmantelada a duras penas, decorrência do tamanho poderio financeiro, material, tecnológico e infiltração no poder público e institucional.

    A reação em cadeia de homens intocáveis foi desencadeada desde 2005. No caso específico de Marília o atentado que destruiu 70% de jornal e rádios marcou o dado emblemático para desbaratar o esquema de crime organizado e atividades ilícitas paralelas.

    Há em Marília pelo menos três ramificações de organizações criminosas que de alguma forma acabam se cruzando por conta de três atividades básicas: violência e terror, lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito e corrupção e extorsão de agentes públicos.

    O que apareceu essa semana comprova interligação parcial das atividades criminosas desenvolvidas em Marília ao longo de vários anos de desmandos, escândalos e o até então ilimitável sentimento de impunidade.

    A ação eficaz e decente da maioria séria das instituições terá que desenvolver uma vasta e longa atividade para desbaratar, denunciar e desmontar o que ainda forma o mundo do crime organizado na cidade e sua rede de serviços escusos, corrupção e violência.

    O braço armado e ilegal controlado há décadas por João Simão Neto e Abelardo Camarinha rompeu o limite do aceitável em impunidade e estava se achando poderoso a custas de sujeira e atuações criminais, cíveis e administrativas.

    Eles dominaram instâncias e pessoas construindo não apenas uma rede de proteção infiltrada nos poderes, mas um estado paralelo de produzir truculência e intimidação.

    As investigações desmantelaram o mitificado poderio clandestino para a dupla e o golpe emblemático na organização da dupla Camarinha-João Simão foi a condenação dos bandidos que atacaram rádio e jornal em setembro de 2005.

    Bruno Gaudêncio Coércio, Amauri Delábio Campoy e Amarildo Barbosa estão na cadeia enquanto o outro bandido, Anderson Ricardo Lopes, está pronunciado. Todos integrantes de cargos públicos e do braço armado do esquema abelardiano.

    Agora a mão suja de João Simão Neto fica comprovada de novo no esquema que tentou executar o assassinato desse jornalista em 18 de julho de 2006, flagrado por investigações da Polícia Federal e um grupo de promotores e procuradores de Justiça Estadual e Federal.

    O nome novo que surge no esquema, embora já integrante da corja que protege João Simão Neto, é do perito aposentado Antônio Verceloni, apontado sempre como apagador e ou fraudador de provas e rastros de acordo com o interesse do grupo nos mais diferentes crimes.

    No dia seguinte à tentativa de me matar denunciei publicamente o bandido com distintivo de policial rodoviário federal, Ademilson Domingos de Lima, que foi o organizador do crime encomendado por João Simão. Lima então é elo de ligação em outros tantos crimes como formação de quadrilha e roubo de pedras preciosas.

    O que a bandidagem não sabia ficou público agora: estavam todos flagrados e investigados mesmo antes da tentativa de homicídio e logo depois do atentado contra jornal e rádios.

    A cidade pode ficar tranqüila e confiante porque o crime organizado vai continuar sendo desmontado e a identificação do mandante João Simão Neto é denúncia de cinco promotores e participação direta do serviço especial de investigação estadual e federal do Ministério Público.

    Os mesmos homens investigam e reúnem provas de incontáveis ações criminais, cíveis e administrativas que vão definindo com fidelidade a participação e papel de cada integrante do espectro político-criminoso.

    O comando todo exercido pelas mãos de Camarinha e João Simão indica hierarquia de atuação envolvendo figuras notórias num esquema que usa proteção permanente, interligada e mútua.

    O interesse em me executar faz parte da trama e interesses comuns de João Simão e Camarinha, porque simplesmente como os homens intocáveis da lei, hoje sou a grande ameaça aos negócios, projetos e poder escuso que eles dominam, por conta de minha coragem e determinação em testemunhar e mais eficaz ainda desmistificar a farsa que eles representam perante a opinião pública.

    A ação de perseguição e destruição mais violenta na história de Marília está orquestrada há anos e ficou absurdamente desproporcional nos atentados de incêndio contra as empresas e tentativa de executar meu assassinato.

    Os mecanismos utilizados, os mais vis possíveis, ainda não foram delineados em processos e trazidos a público, mas as evidências e indícios mostram que o dinheiro da Prefeitura de Marília financiou no passado e financia hoje não apenas o empreguismo e nepotismo, mas o próprio braço armado.

    Mais ainda: o mesmo dinheiro desviado de diversas e múltiplas formas destina-se a manter bem engendrado sistema de financiamento e paga mensal de agentes públicos municipais e de instituições como policiais e Judiciário numa rede bem definida de privilégios, tráfico de influências, advocacia administrativa e medidas que induzem e criam fraudes em inquéritos e processos.

    O estado de terror e temor é um dos instrumentos poderosos do espectro político-criminoso. Essa fortaleza de proteção está sendo demolida pela atuação das mais diferentes ações da parte limpa e decente das instituições.

    No caminho contrário e inverso dessa verdadeira guerra para impor derrota ao crime organizado e restabelecer minimamente a lei e a ordem em Marília está a clandestinamobilização para silenciar jornal, rádios e esse jornalista.

    Tão importante quanto à legalidade e eficácia da atuação das autoridades contra esse quadro dramático de cambalacho estão: a formação da opinião pública, a técnica de jornalismo investigativo como norte para desmascarar os foras-da-lei e a luta para proteger direitos do cidadão em conhecer a verdade de tudo que está por trás dos mundos paralelos e criminosos.

    Há apurações e indícios que mostram a orquestração de vários crimes e que ainda permanecem sob sigilo e segredo como forma de evitar destruição e fraudes dos resultados obtidos.

    A ação e co-relação de interesses desviaram a função e a importância do partidarismo na vida política e social e convergiu e transformou uma rede de proteção baseada em ilícitos.

    Tanto assim o braço armado tem liderança direta de Camarinha e João Simão e o mesmo espectro tem figuras que acabam infiltradas e a serviço sob o comando de conhecidas e bem definidas que atuam na administração.

    Não é surpreendente que nessa estrutura, apareça Carlos Umberto Garrossino, ex-chefe de gabinete, atual secretário da Administração e que a ilimitada atuação e métodos escusos lhe conferem mais poder que o próprio prefeito Mário Bulgareli e o vice Luiz Eduardo Nardi.

    Parte dos políticos não pode ser acusada como integrantes e com rastros e digitais em crimes de violência, mas de alguma forma as investigações e apurações definem que a hierarquização e papel acabam dando personalidade própria para cada um dos integrantes no espectro político-criminoso.

    A máquina pública produziu nos últimos dez anos um esquema de comissões, propinas, desvios, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro que financiou um pouco de tudo: festas com prostitutas, churrascos nababescos em fazendas e ranchos, jogatina em muquifos e clubes chiques, presentes, carros, compra de imóveis e dólares, mas pior, violência, agressões e a própria tentativa de me assassinar.

    Documentos, escutas legais, vigilância de ambientes, testemunhos,de hoje e passado vão definindo o quanto Marília está perdendo em corrupção, roubalheira, impunidade e desperdiçando e contaminando instituições por causa e conseqüência da atuação voraz do espectro político-criminoso.

    Ninguém vai responder por nada além daquilo que comete, nem mesmo João Simão e Camarinha ou mesmo os demais partícipes do esquema, direta ou indiretamente. Mas que ações cíveis, criminais e administrativas já produziram e vão desmantelar essa rede, tenha certeza.

    Tenho convicção, coragem e determinação para continuar exercendo minhas atribuições de jornalista, de cidadão e há muito tempo testemunha e partícipe de diversas investigações e acredito na força da decência da maioria das instituições, seus agentes e o conjunto da sociedade.

    Eles querem me destruir a qualquer custo, assim com os aliados, parceiros, amigos e companheiros de trabalho, com métodos os mais escusos e violentos, mas minha vida como de todo ser humano pertence a Deus e só Ele vai definir sobre ela.

    Mesmo que eu vá embora antes de tudo terminar, tenho certeza que a causa que defendi vai derrotar a maldade, Matheus será um homem orgulhoso de seu pai e por isso estarei sempre em paz.rn

  • 21 abr 2007 /  Fique Ligado

    Ninguém se engane: não existiu, não existe e nunca vai existir interesse financeiro, material e patrimonial de minha parte.

    Não tenha dúvida, inexiste único interesse pessoal ou íntimo senão a postura de um cidadão determinado e de coragem.

    Acredite, vou manter minha postura em que pesem perdas emocionais, físicas e estruturais.

    Ainda que possa ser sonhador, estar iludido, idealista ou coisa que o valha, não apequeno-me por inglória que possa ser a luta e seus resultados.

    Tenho convicção que os homens são bons, cada ser humano tem essa prova no dia-a-dia mesmo que todos nós, filhos de Deus, temos nossos pecados e imperfeições.

    Qual minha causa? Nunca abrir mão da dignidade e como cidadão lutar em defesa das liberdades e igualdades coletivas.

    Aos 45 anos passei por diversas experiências de vida e não me arrependo de nada que faço, posso apenas reconsiderar posições e posturas para arcar com deslizes, erros, faltas ou que outro comportamento desequilibrado que possa adotar.

    Por conta desse difícil caminho que escolhi, as conseqüências são duras e fiz a opção. Lembro exatamente em que época, situação e circunstâncias.

    Aos 36 anos, meu filho Matheus nasceu – em 26 de maio de 1998. Estava selado novo caminho, revisitei e reorganizei minha vida.

    Nunca deixei de ter preocupação com a formação cultural e educacional de meu filho, os bons exemplos de vida, principalmente a partir do maior e mais influente espelho, o próprio pai, a família.

    Natural, me preocupo com o desenvolvimento de ensino e possibilidades dele ter condições plenas de encontrar sua vocação e vontades, com limites claros agora e que esteja preparado para decidir por si no futuro.

    Ainda é cedo, mas por conta da minha vida, meu filho pode ser considerado como prematuro no enfrentamento de várias situações, embora não deixe de ser uma criança comum como seu filho ou neto, você que está lendo agora essa coluna.

    Matheus é um príncipe. Como tenho problemas graves e riscos iminentes de vida ele já sabe e acompanha minha peregrinação em que isso possa lhe trazer influência e ou abalo psicológico no futuro.

    Mas não me permito mentir, esconder situações. Adotei essa decisão porque acredito na seriedade e princípios de dignidade e franqueza que dominam minha postura e comportamentos.

    O José Ursílio que sou é exatamente o que mostro para Matheus e é assim que me fortaleço, encontro energia, me desperta coragem para não esmorecer.

    O Matheus de nove anos é o grande guia de minha vida desde quando nasceu.

    Fico vigilante, fico chateado com meus erros e defeitos e ele sente isso no dia-a-dia, dentro de casa.

    Mas a compensação está exatamente na troca que temos entre pai e filho e superamos nossos problemas, e somos muito felizes.

    E a grande tristeza e único grande temor: não tenho expectativa de acompanhar e ver meu filho crescer… É realidade que mais consome minhas energias…. Com risco de Matheus dizer que ele mesmo não queria nada disso, só queria mesmo o pai ficando velhinho….

    Portanto, leitor, a essência de tudo que faço não tem objetivo senão a mais pura das intenções e escrevo repetidas vezes sobre Matheus pela crença que tenho num futuro melhor com qualidade de vida, amor e justiça para ele e toda sua geração.

    Sou eu, você, nós, que temos o dever de fazer nossa parte, em que pese ela ser eventualmente simples, pequena, mas cada um deve deixar sua marca.

    Recebi as mais diferentes propostas ao longo dos anos, de minha carreira de jornaleiro a jornalista e hoje um profissional de múltiplas funções administrativas na área de comunicação.

    Algumas foram aceitas, outras rejeitei. Em algumas situações as rechacei com veemência.

    Nos últimos anos fiz escolha de rechaçar posturas pessoais, de grupo, de interesses que julgava serem coletivos e do bem, mas que descobri serem desqualificados e aviltantes, mesquinhos e literalmente nojentos e corruptos.

    Pus o dedo na ferida, por isso hoje estou nesse furacão de perseguição implacável sob o patrocínio do ex-prefeito Abelardo Camarinha e logicamente de todo esse espectro que oscila entre grupo político, grupo de politicagem e a parte do crime organizado na essência do pior banditismo.

    A cidade foi sim tomada de assalto em termos de administração e partidarismo e me incluo com parcela de culpa, assim como coloco parcialmente a CMN, o jornal Diário e as rádios Dirceu AM e Diário FM como instrumentos de parte desse quadro grotesco de intimidação, truculência, desmando e impunidade que se arraigou em boa parte das instituições.

    O estado de medo e métodos escusos que estamos rompendo nos últimos anos pode até ser penitência e prova de que acreditava numa causa e que fui enganado como a maioria da sociedade, cada qual em envolvimentos diferentes.

    A história e memória da cidade vão registrar para a eternidade um novo formato de vida para Marília, sua gente, para a próxima geração, meu filho Matheus, ao seu filho, seus netos, sua família, leitor.

    Não poderia me silenciar no passado. Não o fiz. Não me apoderei de nada que não fosse justo e legal, por isso bandidagem e politicagem se debatem em perseguições vazias e me fortaleço com a decência e a cara limpa para enfrentar esse desequilíbrio e ações coordenadas e comandadas por aquilo quebatizei de sede e instrumento financiador de quase tudo: o Palácio Municipal do Desmando, o conjunto de prédios da rua Bahia onde estão lotados Prefeitura e Câmara de Marília.

    As canetas que assinam e os cofres que patrocinam esse espectro municipal estão hoje contando com a legitimidade de eleições ninguém pode negar, mas não existe carta branca, cheque em branco, poderes extraterrenos de força, truculência e intimidação que possam me calar, impedir rádios e jornal que usem os valores e liberdades constitucionais.

    Político não tem mais que a legalidade que deveria respeitar. Homens públicos são temporários nos cargos. O tempo é fugaz e só o conjunto da sociedade é perene.

    Quando esse grupo dominava a tudo e a todos, o estado de medo reinou, ninguém ousava falar nada, estava tudo cor de rosa, às mil maravilhas, se pretendia o paraíso em dissimulação, mentiras, o caminho e terrenos férteis para usar e abusar de todos, sem infortúnios e inoportunos e depois apenas eram descartados os inúteis e privilegiados os boçais sempre prontos a apalparem o saco dos mandatários de plantão que espalharam as migalhas dos esfarelados cofres públicos.

    Sou ameaça e rompimento a esse sistema e esquema criados e engenhosamente manipulados por Camarinha ao longo dos anos, tanto assim que continua maestro e comandante inquestionável ao ponto de Mário Bulgareli e Luiz Eduardo Nardi, que estão prefeito e vice, serem essas figuras decorativas e inexpressivas que todos bem conhecem.

    O que nós temos de vencer e deixar para o futuro vai muito mais além de impedir o desperdício do dinheiro público, a falta de vocação e vontade administrativa, assim como a recuperação dos serviços, causas e recursos municipais desperdiçados.

    Trata-se de restabelecer decência, respeito e transparência, o dinheiro público de Marília não pode e não vai continuar usado nesse cambalacho e esculhambação a serviço de malfeitores e em defesa de interesses escusos.

    Não quero apenas e tão somente ver a cidade ideal ou próxima do bem-estar coletivo para a futura geração, mas o hoje determina que sejamos mais confiantes em nossos propósitos e menos omissos em nossas obrigações e principalmente direitos.

    Não tenho dúvidas da dificuldade que é enfrentar o poder, dinheiro, truculência, esquemas paralelos e crime organizado que está arraigado não apenas nas instituições partidarizadas do Executivo e Legislativo Municipal, mas infestam e se infiltram em outras esferas e descambam para as demais instituições.

    Não que em Marília a maioria séria das instituições e seus agentes públicos e homens de bem estejam relapsos ou prevaricando no exercício de suas funções, mas ainda vai demorar um pouco para que acabe com esse sentimento desmedido de impunidade.

    Abelardo Camarinha é acostumado a jactar-se e arvorar-se de todo poderoso, que se pudesse tudo, fosse dono de tudo, de simplesmente manipular a política até mesmo agora de mandar me prender, sugerindo que ele já combinou tudo com juízes, ou tenha feito concurso público e ele próprio tenha se transformado em magistrado ou tenha conseguido desmedido poder que possa agora decretar prisões e que se dane de vez a legalidade e o ordenamento jurídico e institucional.

    Tudo isso fora outras barbaridades que todos conhecem muito bem, em arroubos e prepotência próprios de quem está esperneando, esperneando, e com resultados sinistros para ele próprio.

    Mas que ninguém duvide: tarda mais um pouquinho e essa é minha garantia e segurança, o que vem por aí é de caráter sigiloso e em segredo para impedir de forma surpreendente que Marília continue nesse emaranhado de patifaria e que numa operação coordenada por várias instituições, tudo dará à cidade o confortável lugar de destaque e exemplo no combate à corrupção e outras tantas mazelas que envergonham os homens de bem.

    O dedo está na ferida contra as mãos sujas. Você decide e descruze os braços, abra olhos e ouvidos, não hesite, por você, seu filho, seu neto, sua família, sua cidade.

    Faço por Matheus e todos nós o que deve ser feito, custe tudo que está me custando.

    rn

  • 15 abr 2007 /  Fique Ligado

    A vida está dura para todo mundo. Do humilde ao mais abastado, do intelectual ao pouco letrado. Do trabalhador ao industrial. Mas você conhece algum político que esteja reclamando da situação ou a farra no país da maravilha está cada dia mais evidente?

    Pois é leitor. Não tenho como deixar de lado ou esquecer essa esculhambação que virou a politicalha e faço coro e grito a não poder mais para denunciar o cambalacho contra a sociedade.

    Não dá para aceitar o que aconteceu no passado e repete-se hoje e a única forma de mudar um dia essa patifaria é cada um acreditar num país melhor, numa comunidade melhor, livrando-se aos poucos dos malfeitores do colarinho branco.

    A esculhambação descabida evidencia que o cidadão comum e maioria absoluta está a mercê de gangsteres a administrarem não especificamente a causa e serviços públicos mas os cofres municipais, estaduais e federais.

    A situação não é mais grave hoje e nem foi ontem, mas vai passando do limitea paciência do brasileiro, tão frustrado e descrente que parece nem mais incomodar-se com tanta patifaria.

    O estado letárgico beneficia os gangsteres da politicalha porque o caminho vai ficando descortinado, sem empecilhos, para a ação descarada e desprovida de qualquer julgamento.

    A falência e ou contaminação das instituições acabam deixando o brasileiro descrente, porque se você tem que cuidar da família, do trabalho, da sua vida e dia-a-dia, deveriam estar em funcionamento o ordenamento jurídico e instituições cuidando de seus interesses e da coletividade.

    Mas a politicalha está como sempre e cada vez mais voraz por conta e afiançada pela impunidade.

    Da Roma antiga do pão e circo oferecidos pelos gênios da antiguidade que queriam sempre massacrar o povo e ficarem com o luxo, até hoje os métodos de subjugar povos evidenciam como o homem em sociedades quase primitivas como a brasileira ainda padece de reação.

    O que os políticos fizeram em 2007? Esqueça por um instante a corrupção, a roubalheira, o desmando, a ilegalidade e a impunidade dos anos anteriores.

    Vamos verificar a atuação apenas nesses primeiros cento e poucos dias do ano 2007 do nascimento do Senhor Jesus Cristo.

    O que a cambada fez?

    O que produziu?

    O que trouxe de benefício para a coletividade? O que melhorou a economia, educação, saúde, infra-estrutura, cultura, meio ambiente, enfim, qualidade de vida?

    O que o Governo Federal produziu?

    O que o Governo Estadual fez?

    O que o Governo Municipal realizou?

    Os comandantes, mandantes, chefões dos poderesExecutivos, com seus milhões, bilhões, deixaram você a mercê da própria sorte e cuidou apenas dos interesses próprios.

    Veja e pense bem. O que consumiu espaço na mídia não despertou evidência que país, Estado ou cidade pudessem estar com medida simplista de benefício coletivo.

    Mas vou repetir à exaustão aqui nessa coluna e no jornalismo das rádios Dirceu AM e Diário FM: não me calo, não desisto, não me rendo, não me apequeno, vou acreditar na capacidade de transformação do quadro grotesco da política e continuar investindo na formação da opinião pública.

    Porque simplesmente sou eu, você, nós todos, que pagamos pela estrutura de tudo que é poderes constituídos e isso custa mais no Brasil que em qualquer outro lugar do mundo.

    Isso mesmo, somos campeões em pagar impostos e ao mesmo tempo os mais aviltados cidadãos em seus direitos tudo por conta da esculhambação praticada por mandatários e infiltração no restante e em parte das demais instituições que deveriam ser minimamente mais sérias.

    Não podemos nos conformar em pagar 38% de impostos que foi o recorde histórico do ano passado segundo dados oficiais, enquanto nada se produz que possa justificar uma terça parte dessa nababesca quantia de dinheiro que entra nos cofres públicos brasileiros.

    Se não bastasse esse assalto do tesouro público ao nosso bolso, a patifaria é degradante e perversa e as notícias são revoltantes como estas e com alguns fatos que vejamos:

    1 – o salário dos aposentados brasileiros ser reajustado em 3,3%, índice que o idoso não vai nem sentir que mudou no holerite. Afinal, o provento médio dos nossos velhinhos não passa de R$ 500,00 e 3,3% significam R$ 16,50, que não dá nem para oito passagens de ônibus ou no máximo serve para três quilos de carne de segunda.

    2 – o salário mínimo do país saiu dos R$ 350,00 e foi para R$ 380,00, que não dá nem para garantir condição mínima para uma pessoa viver, quem dirá para sustento de família inteira às vezes com quatro, seis pessoas, ou mais em alguns níveis sociais mais pobres.

    3 – o salário da cambada do Congresso Nacional de R$ 12.847,00 vai aumentar 26,5% e pular para R$ 16.250,00, enquanto a verba de R$ 50 mil para gastos e festanças subirá para R$ 65 mil, mais toda a estrutura, passagens, serviços de apoio. Para resumir: cada deputado federal custa no mínimo R$ 150 mil por mês, pagos pelo cidadão brasileiro.

    4 – os deputados estaduais vão ter salários de R$ 9.635,00 aumentados para R$ 12 mil, enquanto na farra de despesas de manutenção podem gastar outros R$ 20 mil e os gastos todos da estrutura. Cada sujeito custa aos cofres R$ 100 mil por mês.

    5 – Os deputados federais inventaram outra revolução e como andam muito esgotados, agora vão ter semana de três dias úteis (terça, quarta e quinta-feira) e não terão mais que se apresentarem às segundas e sextas, claro sem interferir em nada nos 75 dias de férias por ano e na desnecessária justificativa quando faltam nas sessões legislativas.

    6 – ah, mas e os vereadores de Marília? O que você ouviu falar deles? Nada. A pasmaceira é a marca, mas estão lá custando mais de R$ 45 mil por mês, ganhando R$ 4.300 de salário, a patota e a parentada empregada e fora outras coisinhas que você sabe e conhece bem como funcionam nos bastidores.

    Ah, pros quintos do inferno com essa gente que nos trata como se esse fosse país, estado e cidade de patetas mulambos escravizados por senhores virtuosos da politicalha.

    Dá para acabar um dia com esse perfil de exploração em que pese paciência esgotada, frustração exarcebada, descrença generalizada.

    Não muda se eu, você, o cidadão digno, simples e humilde não sairmos do canto e dos reclamos. Temos que ser mais determinados e a história já mostrou que incontáveis nações evoluíram mesmo quando parecia perdido.

    No caso de Marília, a lição está dada, a cidade do bem está enfrentando a cidade do mal da politicalha e nunca os cidadãos estiveram tão abismados com a sujeira envolvendo as instituições, principalmente as políticas, mas nunca Marília foi tão efetiva na busca da legalidade e da necessária luta para derrotar o banditismo do colarinho branco.

    Não vamos revolucionar o país, mas temos que fazer de tanta notícia ruim, o guia para mais determinação em busca da igualdade e justiça.rn

  • 08 abr 2007 /  Fique Ligado

    Bom dia, Marília! Mas bom dia mesmo, minha querida Marília!

    Bom dia, Penaforte, mas que lindo dia!

    Bom dia, senhor Anselmo! Mas que dia maravilhoso por tudo que deixou de ensinamento e que a preservação de história e memória possam preencher a falta que faz entre nós.

    O primeiro aniversário de Marília sem a presença, sem a vontade, sem a inteligência e amor de Anselmo Scarano deixa, sim, Marília um pouco triste.

    Como a cidade também sempre ficou um pouco melancólica em seus aniversários pela falta de outros tantos milhares de cidadãos, do mais humilde ao mais influente.

    A cidade que nós admiramos, onde nós moramos, onde nós buscamos e construímos qualidade, bem-estar epaz para nossas vidas.

    Ela deve ser exatamente o que é: deve continuar indo ao encontro de suas soluções, evoluções e satisfações.

    Aos que aqui nasceram, a escolheram para morar e ou para produzir a possibilidade de valores patrimoniais, mas acima de tudo oferecendo direitos inalienáveis e dignidade.

    Marília, como qualquer outro centro aparece, sim, no dia-a-dia da mídia em manchetes classificadas de notícia boa, de avanços, de conquistas de sua gente, valores que dão à cidade essa potencialidade apesar de apenas 78 anos de emancipação político-administrativa.

    Mas, como sua gente, seus líderes, seus cidadãos querem romper com hipocrisias e adotam postura equilibrada, Marília também vira manchete com notícia ruim, de escracho, de cambalacho, mas que de forma alguma lhe tira o brilho, o mérito de uma cidade que pode não ser aquela dos sonhos de quem quer qualidade de vida, cultura, patrimônio e paz.

    É justamente a busca de melhoria de comportamentos e direcionamento de suas causas e coisas que faz de Marília uma cidade que se não é melhor, pelo menos está na direção sensata para a vida digna de seus cidadãos.

    Bem apropriada para a data a discussão sob o prisma de dividir a cidade em notícias boas e notícias ruins.

    Mas o que deve ser destacado e colocado nesse momento por paradoxo que possa parecer é justamente o fato da notícia ruim ser literalmente a notícia boa, a melhor manchete para cidadãos.

    Simples assim. Quanto mais notícia ruim a cidade produzir, mais parâmetros de sensatez, equilíbrio, justiça, igualdade e de futuro com melhor qualidade de vida, respeito e transparência.

    Não há comunidade sem tratar suas mazelas com destemor. Quanto mais se afasta a hipocrisia, se rejeita os três macacos figurativamente com mãos nos olhos, mãos nas orelhas e mãos nas bocas, mais se tem uma cidade melhor, uma cidade de gente feliz e em paz.

    Nenhuma sociedade evoluiu sem que seu povo pudesse rever conteúdos, regras, conceitos e costumes que escandalizam e exploram a maioria em benefício de uns poucos.

    Da idade da pedra, do império romano, da crucificação de Jesus Cristo, da revolução francesa, da escravidão dos negros brasileiros, ou apartheid na Índia,os homens sempre tiveram lições de como suas mazelas podem trazer dor para os povos, mas ao mesmo tempo, a luta pelo bem e pela igualdade pode também melhorar o próprio ser humano.

    Claro, como toda história e suas versões, há avanços, o próprio homem se encarrega de retroagir em comportamento e costumes, mas talvez por conta da natureza desequilibrada e acessível e sensível à deformação de caráter, o ser humano sempre acaba trilhando períodos por trevas prejudiciais, seja a uma comunidade média como Marília ou maior como Iraque, Afeganistão, Sudão e por fim até Estados Unidos, que se julgam e subjugam o mundo com suas armas.

    Bom dia, Marília, mas bom dia mesmo, para que possamos então voltar às notícias ruins e boas e analisar onde quer a cidade chegar, por exemplo, quando marcar data mais emblemática, como seus 80 anos de fundação!

    Marília quer chegar com tudo de bom, mesmo que sejam as notícias ruins.

    Marília prefere com certeza ver suas instituições funcionando, sem tráfico de influência, sem corrupção, sem distorção, sem uso indevido e distorcido da legalidade e da justiça.

    Marília que encontrar seus verdadeiros líderes e valorizar aquele cidadão simples que, no anonimato, faz sua parte, mesmo que ela seja apenas cuidar de sua família, conviver com seus amigos, suas crenças.

    Afinal, é assim que uma comunidade é formada: também pelo ser simples, humilde, no anonimato, como a dona de casa, o aposentado, o pedreiro, o mecânico, o bancário, o comerciário, o trabalhador rural ou operário.

    Na mesma linha de importância, eventualmente só se diferenciando pelo conteúdo cultural e valor patrimonial, está em importância no conjunto da sociedade o arquiteto, o professor, o médico, o engenheiro, o veterinário, o advogado e outros profissionais liberais que no dia-a-dia estão a buscar a qualidade de vida íntima, familiar e coletiva.

    Aos mais influentes pela potencialidade e geração de riquezas, resta igual importância na comunidade comerciantes, empresários, industriais, agropecuaristas, prestadores de serviços e outros tantos encarregados de produção e multiplicação do crescimento e desenvolvimento.

    As entidades assistenciais, as organizações não governamentais, as igrejas, os voluntários e os beneméritos, sempre no anonimato, mas com suas funções essenciais para emprestar devoção às causas de responsabilidade social.

    Bom dia, essa Marília das notícias boas, das notícias que você ouve, vê e lê e que lhe desperta a vontade de aqui viver, aqui ser o lugar de eventual preferência de seus filhos e ou as pessoas que você ama e respeita.

    Bom dia, Marília! A cidade que busca a cara limpa de seus cidadãos, a limpeza e desinfecção de suas instituições, que não tem medo de execrar os homens que um dia mostraram uma postura e na realidade evidenciaram a dissimulação.

    A politicalha, o cambalacho, a roubalheira, a imoralidade no trato das coisas e causas públicas em Marília são sim notícias ruins, mas de tão ruins e tão verdadeiras e repetidas são essenciais, são seguramente notícias boas para a cidade de 78 anos que quer ser muito melhor.

    Em que pese o cidadão de bem, o munícipe honrado, o homem ético e digno estar decepcionado e frustrado com os pseudos líderes e suas armações e esquemas ao longo dos anos, nunca a comunidade de Marília esteve tão perto de ver suas notícias ruins transformadas em notícias de um futuro promissor, claro, com problemas, mas em mutação e não nessa estagnação burra e latente por conta da politicalha.

    Nesse abril de 2007, o que há de bem apropriado é o dia-a-dia de cada cidadão aqui lembrado pela sua função, do mais humilde ao mais influente, enquanto a cidade das notícias ruins, que agora são boas, o retrato bem acabado, vem justamente no título da coluna que está emprestado de espetáculo teatral, do próximo dia 20, no Teatro Municipal: “As mentiras que os homens contam”….rn

  • 04 abr 2007 /  Fique Ligado

    Veja você, cidadão dedicado de Marília, como é o mundo.

    Enquanto o empresário José Cutrale Júnior plantou milhares de pés de laranja, montou uma fábrica de suco e em 40 anos ficou milionário, você pode trombar na rua com político que entra na vida pública, em 30 anos fica milionário e aí então é que vai plantar laranjas.

    É fácil identificar político assim. Enquanto Cutrale é até capa de revista como referência nacional, essa gente saiu na Folha de S.Paulo, rede Globo e a TV Bandeirantes, como referência criminal.

    E é por coisas assim que “laranjas” são tema da coluna na linha “ajude a prender o corrupto”. Vamos entender melhor como a escola instalada no poder público forma especialistas em plantar laranjas e como atuam os laranjas.

    O laranja tem duas funções básicas.

    A primeira é esconder do Leão do Fisco o patrimônio da roubalheira que não pode ser declarado, já que – como qualquer criança sabe – corrupção não passa recibo.

    A segunda é burlar a legislação da moralidade administrativa para fazer a roubalheira. O corrupto no poder não pode enfiar dinheiro público na própria empresa. É um dos chamados “Atos de Improbidade Administrativa que Importam Enriquecimento Ilícito”, sem falar que fere a constituição e exibe a ausência mínima de moralidade do sujeito.

    Diz o STJ (Superior Tribunal de Justiça) que “o enriquecimento previsto na Lei8.429/92 não pressupõe lucro ou vantagem senão apropriação de qualquer coisa, ainda que proporcional ao trabalho desenvolvido, mas viciado na sua origem.”

    Ou seja, mesmo em pagamento justo, empresa no nome do corrupto e parente não pode contratar com o poder público (seja notinha de oito mil reais, licitação ou concorrência de milhões e milhões) porque é contrato viciado na origem, entendeu?

    Entra o laranja, que na minha geração era apenas conhecido como agricultor, plantador de citros – dono de fazenda, um caipira na acepção da palavra que é o brasileiro nato do campo.

    Mas vieram os políticos, a revolução nos hábitos e costumes contra o agricultor, o caipira, o conjunto da sociedade, e transformou laranja naquele que agora é conhecido como “testa-de-ferro” ou também presta-nome.

    Primeiro o termo.

    Por que laranja?

    Porque a idéia é que o infeliz seja usado como a fruta: o corrupto usa o que pode enquanto precisa e depois joga o bagaço, que pode ser o cidadão sem dinheiro nenhum, pode ser cheio de processos e dívidas, coisa assim.

    Ou então como um ex-dono dessa baiúca aqui disse no passado: tem corrupto que usa pessoas achando que todas elas são como absorventes, que depois de lambuzado pode ser descartado, colocado no lixo.

    Mas voltando ao caso do pomar: como entra o laranja na história?

    O jeito mais comum é arrumar o presta-nome comprador da propriedade, do imóvel, das fazendas, milhares de cabeças de gado, hotel de luxo, de empresas e ainda dono da conta de fantasmas onde cai o dinheiro sempre vindo das comissões, propinas e outros cambalachos tão comuns e evidentes contra os cofres públicos.

    São formas complexas por exigirem a prestação de contas da origem do dinheiro, a confirmação do patrimônio, a construção de mínima comprovação oficial, mesmo que uma fazenda de R$ 5 milhões seja por exemplo registrada pela ninharia de R$ 50 mil sempre para ludibriar aação fiscalizadora da Receita Federal e do Ministério Público e evitar o bloqueio e indisponibilidade dos bens nas futuras ações judiciais que poderiam ressarcir os cofres públicos.

    É caso do laranja que aparece como dono do imóvel alugado para serviços públicos. Nenhum quebrado pode de repente ter apartamento no Jardins para alugar.

    Às vezes o imóvel pode aparecer no nome de incorporadoras, em construtoras e empresas de fachada criadas para despistar a tributação e maleáveis na contabilidade para proteger patrimônio subfaturado.

    Pode aparecer no nome da parentaiada que vive e sobrevive justamente apenas do expediente de presta-nome.

    Mas o laranja também entra no esquema em planos mais simples apesar de audaciosos, desde a fundação da empresa. Aí é mais fácil, não tem patrimônio para justificar.

    A empresa é criada novinha, é pequenininha, mas sai ganhando concorrência ou licitações, essencialmente de serviços cuja medição é do tipo emaranhado propositalmente preparado para evitar checagem e confirmação, como aluguel milionário de horas máquinas (tratores e caminhões); corte de árvores, capinação, instalação e manutenção de softwares, publicidade e veiculação nos respectivos meios, entre outros tantos.

    Simples assim: um caminhão com carga horária de dois turnos de seis horas cada (preste atenção, trabalho das seis da manhã às 18h); que poderia consumir valor de R$ 360,00.

    Mas o caminhão nem saiu da garagem, o que aconteceu? Pelo menos três carimbos de pseudos fiscais e técnicos atestam a atividade e vai lá o dinheiro do povo para o ralo do desvio e bolso do esquema do corrupto. Mas não é apenas um caminhão. São 10, 15, 20 por dia, no mínimo 24 dias por mês.

    E a cidade do corrupto às vezes não consegue nem veículo para coletar o lixo das ruas.

    Enquanto isso, a dinheirama entra na empresa, naquela farra escandalosa, sempre contra os cofres públicos, o dinheiro suado, sofrido, produto de renda e patrimônio do explorado contribuinte, do pobre ao rico.

    Paralelamente o laranja e seu entorno fazem aquela transação de caixa dois para ludibriar de novo contabilidade, e devolve limpo, limpo, em envelopes pardos quadrados entregues ao corrupto, o dinheiro lavado em operações fraudulentas e viciadas.

    Mas não é só isso que faz o laranja.

    Enquanto cuida do patrimônio, ele também se locupleta da dinheirama que vai drenando as contas viçosas da empresa. Ele também emprega apadrinhados, paga continhas, ajuda a sustentar amantes ou ex-amantes ou ex-mulheres do corrupto, seus asseclas, e lógico do entorno, da cupinchada.

    É uma festa, misto de bacanal, gandaia, orgia de prostitutas de luxo, geralmente em oásis que reúnem jogatina, sol e claro, tudo que possa completar a libertinagem.

    Por trás de tudo, muito dinheiro público, uma fortuna em formação e uns tontos sendo espremidos. Mas no fim, quem fica um bagaço mesmo são os cofres públicos.

    Até que um dia aparece um bem tonto, com cara, jeito de andar, jeito de ser, e de parecer, como se não quisesse nada com nada.

    Sempre tem o amigo do Zorro, mas o Zorro permanece agindo e por dever de ofício, segredo e sigilo do resultado futuro, não pode ficar desfilando. Aos poucos, vai deixando a marca para estragar a festinha dessa porcada e restituir princípios mínimos de dignidade e legalidade.

    Vou continuar sendo o tonto, bem tonto….rn

  • 01 abr 2007 /  Fique Ligado

    Adotei como postura manter 100% de transparência sobre minha vida profissional. Em respeito a meu filho Matheus que vai fazer nove anos, a memória do homem simples que foi meu pai, a cada um dos meus companheiros de trabalho do mais próximo ao mais distante e aos leitores que me acompanham.

    Por isso, gasto espaço no jornal e o tempo caro de quem quiser se dedicar a ler mais uma resposta rápida sobre a repetida fixação de Camarinha para literalmente destruir minha carreira, minha imagem e tudo que esteja à minha volta, inclusive minha família e as empresas que não são minhas embora por dever de ofício, conquistas e perdas e de lutas e decência virei editor e com todos os processos e envolvimentos jurídicos e judiciais hoje um não pode mais livrar-se do outro.

    Antes de quaisquer outras incontáveis funções ou atribuições que me responsabilizo está a atuação primeira, que é meu orgulho, meu registro de jornalista.

    Sou jornalista desde 1986. Correio de Marília, Folha de S.Paulo, TV Globo, Rádio Clube AM, O Estado de S.Paulo, Jornal do Comércio, sindicatos e empresas da cidade foram alguns dos lugares onde trabalhei.

    Não só tenho registro no Ministério do Trabalho, como sou sindicalizado, fui dirigente sindical e sou integrante da Fenaj com documentação internacional e a Abraji, associação brasileira de jornalismo investigativo, entre outras entidades que acompanham nosso trabalho e luta no mundo inteiro e nos apóiam como a respeitadíssima Repórter Sem Fronteiras.

    Tenho a satisfação de até hoje nunca ter sido homenageado por qualquer desses políticos ou homens públicos em ditas honras encomendadas e medíocres, mas me orgulho de já ter tido artigo citado em tese jurídica até pelo desembargador José Delgado, do Tribunal Superior de Justiça.

    Honra maior ainda, o que deixou escrito Anselmo Scarano.

    Mais que isso. Por conta da farsa criada em torno de meu diploma, fui processado pela justiça estadual em 1986 e absolvido. Fui processado novamente em 2006, agora pela Justiça Federal. E fui absolvido.

    Não tenho diploma de jornalista. A lei me permite trabalhar sem esse diploma. Me permitiu ter o registro, tudo exatamente dentro da legislação específica. Com isso, já vou para 31 anos de carreira, registro em carteira, que outro orgulho, comecei como entregador do Correio de Marília, com o patrão Anselmo Scarano e hoje não me inibo em mostrar prazer de ser um dos herdeiros de sua história, memória e defensor de tudo que ele representou para nós e para essa Marília que tanto ele amou e que hoje lá do Céu continua amando.

    Uma carreira determinada, corajosa, mas difícil, polêmica, atribulada, de riscos e incontáveis alegrias sempre baseada na defesa intransigente das liberdades e valores de direito de expressão do pensamento, da investigação e da crítica.

    Carreira que me possibilitou vida como cidadão de classe média com alguns confortos, suficientes nesse país tão injusto com seu povo. Por ela, sobram-me os processos por atuação profissional: sou acusado de excesso nas críticas, acusado de ofender em reportagens, acusado de ofender no jornalismo da rádio.

    Vamos a Abelardo Camarinha, que aos 55 anos, tem um diploma de direito que nunca usou e diz por aí que é advogado, professor e cartorário, mas nunca trabalhou. Camarinha é político, carreirista. Outra profissão sem faculdade, como tantas ocupações o são, desde lobista a jogador de baralho, por exemplo.

    E o que sobrou pra ele disso?

    Ficou milionário e sobraram também alguns processos e também tudo por causa de sua profissão. Político profissional, é processado por desvio de dinheiro público, por comprar votos, por transformar estrutura pública em meio de vida e ainda investigado por envolvimento em crimes comuns.

    Mas como é que está a carteira de trabalho dele mesmo? Onde é que ele trabalhou mesmo? Quando na vida ele teve horário para entrar e sair de trabalho, mesmo? Com que emprego é que ele ficou milionário?

    A carreira de político profissional não mexeu muito na carteira de trabalho do Abelardo.

    Foi como advogado? Não. Ele tem diploma mas nunca usou, nunca foi registrado na OAB.

    Foi como professor? Não, sempre se gabou apenas de ser professor de Deus. Não sabe o que é uma aula, dissimula e multiplica sim ensinamentos, de como um ser humano nunca deve proceder e ele é a própria evidência.

    Foi como cartorário? Só se foi pra forjar documentos das fraudes em que se mete.

    Da minha profissão sustento família, ajudo – com desmedido orgulho – mãe, sobrinhos e irmãos, todos na iniciativa privada. Pra ajudar minha família não pendurei ninguém em nepotismo ou cargo fantasma. Não tentei obter rendazinhas chinfrins de dinheiro público às custas de meus parentes.

    Como profissional liberal e embora jornal e rádios me consumam todo, hoje onde sou empregado, tenho uma microempresa de agência de publicidade, mantenho funcionários, pago impostos e assim ponho dinheiro na economia da cidade e nos cofres públicos.

    Tive empresa que veja só, esse mesmo Camarinha que está aí, foi fiador, quando arrendei a Rádio Clube de Marília, uma maracutaia que acabei pulando fora mas que até hoje minha família responde pelos meus erros do passado, mas que não tenho medo de assumí-los e assim o faço não apenas aqui, na rádio ou em quaisquer tribunais brasileiros e ou órgãos de fiscalização. Quem quer defesa da legalidade, das coisas certas não pode temer o acerto de suas contas e ou envergonhar-se delas, ou mesmo negá-las.

    Tanto assim que no caso da RCC já encaminhei toda documentação que é necessária para que todos arquem com suas responsabilidades, o José Ursílio (minha mulher não, porque ela nem sabia o que estava assinando); o Abelardo e seu bando, como o pseudo poderoso chefão Carlos Umberto Garrossino, comandante dos negócios escusos e servicinhos sujos.

    Agora, não vou transigir na minha postura de cidadão com responsabilidades civis, íntimas e pessoais. Por conta de minha atuação profissional hoje devo explicações não simplesmente às empresas onde trabalho, mas nos processos civis e criminais que são nossas responsabilidades, todos exatamente pela luta em defesa das liberdades, contra esse clima mitificado de Marília ser terra sem lei, de impunidade.

    Levo muito a sério e respeito a opinião pública, em que pese a pretensão de obter julgamento de aprovação e por isso não abro mão de conduta sempre vigilante.

    O certo mesmo é que Camarinha e seu grupo político assim como seu grupo armado podem continuar brandindo, armando, cometendo quaisquer atos de truculências, intimidações e outros tantos contra minha postura e acertando em tudo que está à minha volta.

    Não vou arredar pé, porque respondo por tudo que faço e defendo como sendo causa justa, ética, de honra e valores de liberdades. Na mesma intensidade que me alio às causas e homens e espero a retribuição, nas horas de glórias e ganhos, assim como nos momentos de tristeza e perdas.

    Camarinha vai ter que explicar todo o dinheiro público que tirou dos cofres, as centenas e centenas de processos cíveis, criminais e administrativos que responde em todos os tribunais brasileiros.

    Enquanto isso minha ficha corrida, como ele diz, me orgulha: todos processos dentro da lei de imprensa de legitimidade deminha atuação e vou continuar investigando, fiscalizando,denunciando toda essa lama e trama que dividiu a cidade em duas: aquela acolhedora, desenvolvida, do cidadão do bem e de bem e aquela sombria, do Palácio Municipal do Desmando e com parte de homens de instituições contaminados ou seduzidos pela fraude política ecomportamental..

    E o diploma mais famoso que ele vai conseguir ainda acaba saindo é de alguma instância criminal de São Paulo ou Brasília. Vai tardar sim, mas nunca falhar.

    Quanto a meu diploma, o mais fiscalizado, investigado e julgado do país, tanto na instância estadual como federal, talvez se possa recorrer ao Tribunal Internacional de Roma (Itália).

    Na verdade, esse diploma nem lembro que ele existe, e não é de jornalista, é de segundo grau, que nem me acrescentou nada, nem me tirou nada, nem me serve para nada, exceto para dizer a Abelardo que com ou sem diploma tenho maior orgulho de minha carreira.

    Agora esse sujeito pode apostar: não sou letrado ou intelectual, mas sei escrever no jornal e falar na rádio pelo exercício e ofício de jornalismo e para a memória de meu filho, para a cidade onde nasci e a sociedade que me respeita.

    Asseguro que o jornalismo investigativo está recontando a verdadeira história política e administrativa da comunidade, destruindo a mitificação e reconstruindo a verdade.

    Mais e sempre: sob valores de ética e dignidade.

    Prefeitura paga panfleto

    Abelardo Camarinha continua mandando distribuir panfletos pela cidade com ataques pessoais, anunciando minha prisão, como se não fosse o político mais investigado, acusado e denunciado do país.

    Ele amplia sua vocação para a mentira, tenta e acredita às vezes ser mesmo agora não apenas o dono da cidade, mas do mundo.

    Ele diz que vou ser preso? Ele é o juiz? Ou já acertou tudo? Ele é o promotor? Ele tem a algema e insígnia de delegado?

    Ele diz que vou deixar de escrever? Ele vai cortar minhas mãos? Vai me decepar?

    Diz que não vou mais falar na rádio? Ah, vai cortar minha língua?

    Mas será que Marília está fadada a eterna subserviência ao império do mal, da escola abelardiana de costumes e banditismo?

    Será que nunca haverá fim da impunidade? Ou então é melhor fechar logo a cidade com um grande muro e dar todos os poderes que Abelardo sonha em tê-los?

    Pior de tudo é que o panfleto vem com patrocínio do dinheiro público, da Prefeitura, dinheiro do cofre municipal financiando truculência e intimidação, com a marca da covardia, pois depois Abelardo vai dizer que nem sabia da publicação.

    Ora, o que a cidade quer saber é simples: cadê os milhões gastos na fictícia obra do córrego Ribeirão dos Índios?

    Por que a Prefeitura está quebrada?

    Por que as máquinas estão sucateadas?

    Por que foram jogados fora quatro milhões de reais em compras de softwares que não existem?

    Por queestão irregulares e ilegais concorrências e contratos da contração da merenda escolar?

    Por que funcionários públicos e estrutura da prefeitura foram utilizados em politicalha na campanha política?

    Por que foi burlada a legislação eleitoral com a vergonhosa compra de votos?

    Por que todos os bandidos que entram no jornal e rádios e atearam fogo são todos de seu grupo político?

    Por que ao invés de resposta ele quer ser o dono do mundo e prender o jornalista e destruir as empresas?

    Aliás, cadê os documentos que ele diz ter que seria proprietário da CMN, das rádios e do jornal?

    Aliás, resolveria todos os problemas: de uma só vez a cidade poderia se ver livre de Abelardo, José Ursílio e todos os demais envolvidos, que é a tese que parece a mais sensata, talvez Marília não tenha necessidade de prédios novos para posto de saúde, escolas, outros bens, mas de um cadeião para abrigar quem tirou até um único centavo do poder público ou dele se beneficiou direta ou indiretamente, cada um com sua pena menor ou maior.rn