• 27 mai 2007 /  Atentado, Fique Ligado

    Da criminalidade do passado, aos tempos modernos, métodos aprimorados a escandalizarem a sociedade.

    O dinheiro sujo antigamente era do ladrãozinho pé de chinelo das áreas periféricas ou dos bacanas encastelados e inatingíveis do narcotráfico. A sociedade surpreendia-se com noticiários dessa bandidagem ralé.

    Os bandidos de ontem representam a mesma peste a contaminar do boteco da favela à boate chiquérrima. Mas eles perderam status pela já arraigada face diabólica do dinheiro sujo, em roubo descarado aos cofres de tudo quanto é instância e poderes dessa republiqueta.

    Não é apenas a gente do gueto (preto, pobre, puta e analfabeto discriminados e perseguidos) do passado que dilapidam o patrimônio alheio e disseminam a violência e criminalidade.

    Não é apenas o espertalhão de carro de luxo, correntão de ouro no pescoço, gostosinha a tiracolo que comanda o tráfico de drogas e esculhambadas jogatinas que igualmente disseminam a violência e a criminalidade.

    Eles continuam na escala e escalada dos fora-da-lei.

    Surgiram bandidos infiltrados e deixaram de ser ralé e hoje têm prerrogativas de doutor e até carteirinha da OAB, insígnias e ou fardas de polícias federal ou estadual, crachá funcional do Judiciário, e ao invés de teoricamente estarem representando legalidade e lisura, disseminam violência e criminalidade.

    Os outrora benfeitores, beneméritos, agentes sociais e públicos, igualmente se vêem encurralados por outros sujeitos, hoje enrustidos, quadrilheiros, bandidos do colarinho branco, com status e poderes, que roubam, assaltam os cofres públicos. Disseminam violência e criminalidade.

    Ainda nesse espectro de gente infiltrada estão aqueles vendedores de bens e prestadores de serviços aos poderes públicos (que na realidade deveria passar em várias situações a poderes de latrina); esses os corruptores, os que lavam dinheiro, ocultam fortunas, desviam e usam o superfaturamento para a produção do dinheiro sujo. Disseminam violência e criminalidade.

    Mas nesse quadro negro, de trevas e cambalacho de norte a sul, de Marília ao mais escondido ponto da Amazônia, a maioria da sociedade está exaurida, inconformada, não suporta mais ser a maioria (possivelmente mais de 90% dos cidadãos).

    Essa minoria desgraçada destrói muito mais que nosso patrimônio e riquezas materiais: afetam nossas resistências, crença em justiça e paz, destroem esperança e solapam valores da humildade e dignidade que deveriam prevalecer minimamente.

    Este jornalista e outros aqui do jornal Diário e das rádios Dirceu AM e Diário FM defenderam e trabalharam nos últimos anos como acontece em grande parte das plagas brasileiras e têm trazido evolução para formar a opinião pública, vamos bemalém daquela prática simplória de dar notícias.

    Marília será reconstruída e passada a limpo porque a sociedade está cansada do bandidinho pé de chinelo da periferia e do bandidão com status social infiltrado e como bacana nas rodas dos riquinhos de nariz empinado e retorcido, mas de pouca ou quase nenhuma ação para mudar essa desavergonhada convivência conveniente.

    Não se trata apenas de escolher melhores companhias para cafezinho, que em Marília ao invés de roda de amigos parece momento da partilha da pilhagem – e inocente ninguém é – e aqui tem muita gente boa, assimcomo interesseiros e autoridades que se jubilam da companhia de verdadeiros criminosos.

    O que se tem no noticiário da imprensa séria e honesta de Marília, está se repetindo no Brasil inteiro e é a partir desse martírio informativo que a sociedade vai conseguindo ver desmascarado não apenas o larápio batedor de carteira, também o gangster de carro importado.

    A semana foi pródiga nos noticiários, instituições estão funcionando e o destaque está nas mãos, canetas e seriedade da área nacional que cuida de nossos interesses, formada especialmente e pela ordem: Justiça Federal, Procuradoria Federal e Polícia Federal.

    E mais. Arrasam em credibilidade, limpam suas próprias sujeiras, expurgam e desmascaram quem deve ser desmascarado, tanto assim que foram para o beleléu desembargador, procurador e meia dúzia de gatos pingados de agentes infiltrados.

    Essa histórica atuação eficiente incomoda, provoca reação, como já vem acontecendo, mas há muito tempo o Brasil carecia de uma agressividade para combater tanto banditismo, tanta corrupção, tanta bandalheira, tanto desmando, tanto roubo de nosso dinheiro e, repito, tanto assalto de nossas esperanças.

    Jornalistas e formadores de opinião temos tido manchetes que expõem a vergonha nacional, mas ao mesmo tempo evidenciam que está existindo evolução na busca da mínima legalidade e da perseguição implacável dos usurpadores da coisa e da causa pública.

    O que está desmantelado nesses brasis afora ocorre e vai ocorrer em Marília ao longo do tempo. Faço um parêntese, para reproduzir dois trechos idênticos em linha com o que já escrevi aqui, mas de notoriedade significativa:

    1 – Do Editorial”À Espera do próximo escândalo”, do Estadão, página três, edição de 22-05-2007: …”O modus operandi dos mafiosos das obras públicas, no seu relacionamento com os políticos, se desdobra em dois planos. Um é o da compra pura e simples daqueles dos quais depende a definição e a realização de obras com licitações viciadas e preços superfaturados… O outro plano é o dos agrados e favores aos políticos”.

    2 – Do artigo “Os dois tipos de políticos”, de Fernando Rodrigues, da Folha, na página dois, edição de 23-05-2007: …”O político ladrão existe em grande parte porque há o interessado em deixar roubar. Um alavanca o outro nesta república dos favores cujo nome é Brasil”.

    Para resumir, ladrões e nababos, malfeitores e sua infiltração nas entranhas dos poderes Executivo e Legislativo desmantelaram o ordenamento jurídico e funcionamento do estado democrático e institucional, o que vem ficando evidenciado e felizmente desmascarado ao longo dos dias, semanas, meses.

    Humor e crença oscilam dia-a-dia não apenas no conjunto da sociedade, mas especialmente na vida de jornalistas e formadores de opinião e me coloco ao lado daqueles que estão na resistência, na defesa da legalidade e da certeza que o resultado final será o restabelecimento constitucional dos valores de ética, justiça e paz.

    Para acrescer e aliar essa postura à linha editorial seguida pela Folha e Estadão em seus espaços de opinião, volto a fazer parênteses agora para citar o próprio jornal Diário, de Marília:

    1 – Da coluna “Quase Iguais”, em Colírios e Cotonetes, de Rogério Martinez, da página dois, de 18-05-2007: …”E não poderiam ser mais iguais. Em Brasília ou em Marília, é tudo do mesmo jeito. Depois de roubar, nenhum deles tem a mínima dignidade em sentir vergonha, em chorar pela sua família, pelos serviços não prestados. Pelo contrário, todos de forma igual aderem ao mais fuleiro e tradicional salve-se quem puder, cada um por si. Cidadão, fique feliz por ser tão diferente deles”.

    2 – Do artigo “Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência?”, do intrépido e estudioso dedicado doutor Telêmaco Fernandes Júnior, na página nove, edição de 20-05-2007: “Pela omissão das autoridades públicas, seu bando foi formado e estabeleceu-se livre e punjantemente. Não por outro motivo Cícero expressa sua revolta contra a omissão das autoridades e sobressai em tom ácido, mas verdadeiro, que alguns não vêem aquilo que os ameaça, ou fingem ignorar aquilo que vêem, estes pela moleza de suas decisões, alimentaram a esperança de Catilina e deram força à conjuração… Se não houver ação forte das autoridades ao invés da já conhecida complacência, não se iludam os desavisados, Catilina continuará presente,espalhando seu veneno como se em metástase e, abusando de nossa paciência”.

    Enfim, o escracho da face oculta colocou sob holofotes da opinião pública e sob as investigações e procedimentos processuais criminais, cíveis e administrativos e nele jazem aqueles que outrora julgaram-se todo poderosos e inatingíveis, a dupla catilina Abelardo Camarinha-João Simão Neto.rn

  • 23 mai 2007 /  Fique Ligado

    O cerco está se fechando. Não importa se é questão de bem vencer o mal ou de um necessário restabelecimento da ordem, legalidade e igualdade, como formato essencial para encontrarmos a paz.

    O importante é que Marília não está mais a mercê do desmando, da criminalidade do colarinho branco, do ilimitado e extremado quadro de impunidade.

    As instituições mostram que ninguém está acima da lei e nada valem falsos poderes e a riqueza financeira sob suspeição como instrumentos para desvirtuar a verdade.

    Vão prevalecer realidade, as provas e a devida responsabilidade de cada envolvido, em quaisquer que sejam os procedimentos investigatórios e ou processuais.

    Emblemática atuação ontem da destemida e intocável Polícia Federal brasileira em continuidade à Operação Oeste detonada em 26 de abril e que prendeu dezenas de acusados entre policiais, advogados, e outros tantos bandidos mais perigosos.

    Na mira da PF figurou quem já estava apontado, envolvido e investigado: o advogado João Simão Neto, que com a carteirinha de doutor no bolso acreditava ter instrumento eterno para acobertar e disfarçar as armações, despistar rastros e apagar as digitais, solapando a verdadeira face cada dia mais desmascarada.

    A ação da PF vasculhou aquilo que deveria ser escritório de advocacia, mas que ao longo do tempo desgraçadamente parece ter se transformado em bunquer seboso, de suspeições e acertos que acabam transformando-se em armadilhas para quem lá freqüenta.

    A PF vasculhou também a casa de João Simão Neto como de outro investigado qualquer. Ele não é nada diferente de ninguém, não merece e por isso não tem qualquer prerrogativa e ou proteção.

    Se o sujeito tivesse preocupação mínima e básica de cidadão de bem, fosse um sujeito sem instintos que todos conhecem, não buscasse a sanha da destruição numa expressão mal acabada de diabólicas aratacas, pouparia a família.

    Mas o que está se desfraldando na cidade é a bandeira da legalidade a derrotar essa arrogância e prepotência do delinqüente socialmente inserido pelo seu status e hipotético poder como instrumentos usados para mitificar atuação de distorção do funcionamento e administração das instituições.

    A Justiça Federal determinou a pedido da PF de São Paulo e Brasília a açãopara vasculhar a casa e escritório de João Simão, mas ele escapou da cadeia, de ficar recluso em algum canto, porque as provas reunidas ainda não são suficientes, nesse novo crime, agora envolvendo golpes com pedras preciosas.

    Na esteira da nova inserção da lei e da ordem em Marília, a Polícia Federal deu batida na casa do perito criminal aposentado Antônio Verceloni, fiel seguidor de todas as horas como criador e apagador de provas e outros tipos de documentos e rastros e digitais nos casos liderados por João Simão.

    Aliás, parênteses: Verceloni é alvo do próprio grupo que o está delatando ao ponto de me indicarem fraudes e forjas, sem contar a jocosidade e esquemas até de caráter de suas preferências sexuais que nada importam exceto quando se trata do tipo de gente entrelaçadas nas relações perigosas que sustentam.

    No interesse da sociedade e da opinião pública é desmascarar a parte podre da criminalidade.

    Tanto assim que é preciso destacar: os envolvidos já haviam sido investigados e apontados nas ramificações da organização criminosa desbaratada pela PF e, pior ainda, ambos mais o policial rodoviário federal Ademilson Domingos de Lima, flagrados como os contratantes e mandantes da tentativa de executar o assassinato deste jornalista.

    Não dá mais para que eles apaguem pistas, desmantelem provas, fraudem documentos, escondam o sol que nasce e se põe todo dia.

    Mas o que a sociedade vai ficar sabendo é simples: apenas a ponta do iceberg apareceu.

    Está evidente que ninguém foge da legalidade, tem a todo tempo salvo conduto para escapar da igualdade de condições dentro do ordenamento jurídico, democrático e judicial.

    Nem esse João Simão Neto, nem seu novo aliado de todas as horas, negócios e desmando, o ex-prefeito Abelardo Camarinha, vão escapar dessa operação, de outras que vão desenterrar o passado que eles tentam fazer esquecer e, mais, especialmente de tantas e tantas desencadeadas e que a seu tempo terão o escracho por tudo que ficou encoberto ao longo de duas décadas.

    Aliás, como é da natureza e personalidade abelardiana, um já está querendo livrar-se do outro, como se fosse possível descolar chifre e rabo de qualquer elemento que seja a besta.

    Não tem volta: é a hora e a vez da legalidade.rn

  • 20 mai 2007 /  Fique Ligado

    Ninguém vai ocultar a verdade para sempre e Marília está passando para a história de sua gente por momentos emblemáticos até cinco anos nunca sonhados para desmistificar falsários, bandidos e politiqueiros.

    Ninguém desconhece que estão expostas ao longo das últimas duas décadas as mesmas caras, os mesmos métodos, os mesmos crimes, que repetidas e repetidas vezes envolveram Marília num quadro dramático e grotesco de impunidade sem limites.

    Mas finalmente a bandeira da moralidade desfraldada agora está empunhada na voz e ação do povo, da sociedade civil, num movimento que mistura a luta aberta e destemida que tem a frente esse jornalista e incontáveis lideranças e entidades e muito maior e mais importante o silêncio dos milhares e milhares de anônimos.

    Marília vai resgatar a história e a memória de uma gente civilizada, de amores e liberdades, de respeito e transparência, de legalidade e igualdade, de destemor e humildade.

    Marília vai derrotar a roubalheira e a corrupção, a ilegalidade e impunidade, o enriquecimento ilícito e a ocultação de fortunas em nome de laranjas e testas de ferro.

    A cidade vai ficar bem longe das garras do banditismo, do braço armado, da politicalha que graças a infiltração e desvios dos recursos financeiros e materiais do erário público criou o financiamento do crime organizado e a infiltração descarada e descabida de instituições que deveriam estar zelando pela lisura de comportamentos e do bom desempenho das coisas e causas públicas.

    Ninguém ousava nem mesmo pensar que um dia o império da politicalha estruturado e construído por Abelardo Camarinha fosse ser desmantelado, desmascarado e desmoronado como está sendo e me orgulho de ser artífice e partícipe dessa luta por acreditar que os falsários podem conquistar quanto for de poder material, patrimonial e popular, mas caem com a velocidade da luz ao se depararem com a realidade e a verdade.

    Ninguém ousava pensar que no mesmo instante que começava a cair um sujeito como Abelardo Camarinha, de forma paralela – e por incrível que pareça em quase idênticos escândalos, abusos e crimes – aparece o outrora igualmente inatingível João Simão Neto.

    Ambos, isoladamente, se julgavam invencíveis, passaram anos e anos se atacando, se mordendo em bastidores de disputas mesquinhas, evidenciou-se o ciúme doentio que sempre nutriram, mas que por obra e desgraça, assim como instintos diabólicos, acabaram unidos em desígnios e destinos.

    Quem diria, eles que se auto-acusavam de quadrilheiros e bandidos, uniram forças, estão juntos, milionários e outrora poderosos, mas agora carimbados pública e juridicamente à espera de responderem à luz da Justiça dos tribunais.

    A cidade fica espantada ao ver, ouvir, assistir e se deparar com o quadro de impunidade que eles patrocinaram e escaparam ao longo dos anos, causa e conseqüência da rede miraculosa e diabólica que construíram ao longo das últimas duas décadas, e que, desafiaram a legalidade e o ordenamento jurídico.

    Mas ao mesmo tempo a sociedade parece respirar mais aliviada por ter a certeza que chegou a hora de direitos e deveres serem realmente iguais e o dinheiro sujo não mais construirá a saída e o resultado de salvação e escape da criminalidade penal, civil e administrativa.

    O esquema incrustado na política, a fraude baseada em carteira de advogado, a forja criada com a salvaguarda dos direitos de poderes Executivo e Legislativo, a mão-de-obra utilizada barata de bate-paus cometendo crimes banais a preço de banana, a infiltração de bandidos que passam ao uso e abuso de distintivos, insígnias, crachás e fardas estão aos poucos com seus dias contados e a força da legalidade e dos homens de bem tem desmantelado essa infiltração em instituições as mais diversas.

    Para quem não acreditava que apenas um ícone do desmando caísse e fosse desmascarado, Marília vai registrar em sua memória o avanço de ter ao mesmo tempo se livrado de tudo que é ilegalidadepatrocinada pelo espectro de malfeitores organizados por Abelardo Camarinha e João Simão Neto.

    A luta vai continuar, o Bem vai vencer o Mal, não sem que haja a continuidade e defesa intransigente dos direitos, igualdades, razão, coragem e acima de tudo, com mãos limpas, consciência tranqüila.

    Ninguém se engane, vão acabar a prepotência, arrogância e voracidade queperpetraram para construir império à base de medo e intimidação, abusando e usando poderes que deveriam servir à coletividade e que parcialmente acabaram desvirtuados.

    Há sim o que ser comemorado quando todos passam a ser iguais em direitos, deveres e Justiça, principalmente agora que estão desqualificados os métodos escusos e decriminalidade que foram usados por esses de sempre, de mesmas caras, métodos e desvios.

    Está no fim o tempo das trevas e do medo para a gente digna de Marília, para que possamos resgatar nossas coisas e causas coletivas e que possam desinfetar e limpar nossas instituições.

    Ofereço desde sempre minha parte, que custa suor, lágrimas, sangue e perdas materiais e emocionais, mas a dignidade é inegociável, é ela que preservo e a única herança que deixo a meu filho Matheus.rn

  • 13 mai 2007 /  Fique Ligado

    Carvedilol é um medicamento para pressão que a rede municipal de saúde prescreve e não tem pra entregar. A caixa custa em torno de R$ 10 e dura para dez dias. São R$ 30 por mês para o cidadão cuidar da pressão.

    Dá pra pagar carvedilol para hiper-tensos de toda a região com o que se gasta pra financiar os jornais, rádios e tevês a serviço, serviçal e a mando de Abelardo Camarinha. E dá ainda para fazer panfletos que ninguém nunca vê nas ruas.

    Mas nem o Carvedilol e nem os hiper-tensos interessam à patota, empenhada em manter o reinado. E não é difícil saber por que.

    São quase 400 cargos de confiança só naquele Palácio Municipal do Desmando que infelizmente foi transformado nos últimos anos aquele que deveria ser o símbolo maior do poder Executivo de uma cidade bonita, rica, mas roubada em seu patrimônio, esperanças e expectativas.

    Mas tem ainda aquela patota de bate-paus nas empresas financiadas pelo dinheiro público, fora os filhinhos dos picaretas que vão crescendo e entrando no esquema, numa escalada de desrespeito com o dinheiro dos cofres públicos que na realidade é em essencial o dinheiro de trabalho, suor e, às vezes, até sangue, sem falar do envelhecimento e muitas vezes a custas de privações e outras dificuldades.

    Essa gente é aquele tipo que não ensina filhos a ter profissão, dignidade, honra. Não, eles treinam os filhos para usar e abusar na vida pública. Os cargos e as verbas vão ficando hereditários. A família inteira, é óbvio, entra na defesa da cambada.

    E dá pra comprar remédio para pressão a todo e qualquer hipertenso num raio de cem quilômetros com o que se gasta em salários que o município há 12 anos joga fora para empregar as dezenas de bate-paus a serviço dos interesses pessoais do grotesco reinado abelardiano integrado por gente de primeira qualidade como o chefão Carlos Umberto Garrossino e agora as figuras figurativas de Mário Bulgareli e Luiz Eduardo Nardi.

    Afinal, só no holerite, no contracheque, naquilo que seria o declarado para o leão da Receita, os valores salariais da patota é uma festa, pois os depósitos todo dia 30, podem ser de apenas R$ 900,00, R$ 2.000,00, mas vão a R$ 7.500,00, R$ 12.000,00 e agora a R$ 16.500,00.

    Eles poderiam ter medidas de estadistas de verdade e garantir saúde, educação, bem-estar e muito mais. Era só desaparecer da vida pública da cidade, sobraria dinheiro para todas as áreas sociais, investimentos, obras, aliás, daria para deixar Marília em apenas oito anos, como uma cidade de primeiro mundo, padrão e qualidade de vida de cidade européia.

    Afinal, em um ano, os cofres de Marília têm como receita mais de R$ 320 milhões, que vezes oito, daria dois bilhões e meio de reais, um mar de dinheiro, para qualquer administrador honesto e probo virar o maior herói da história, mas infelizmente o que se tem hoje são figuras que já dispensam apresentação e qualificação.

    As investigações, os processos já instaurados, as gravações e os quilos de documentos na Polícia Federal e na parte séria da Polícia Civil e o resultado da ação destemida e intocável dos procuradores federais e promotores estaduais, caminham para tirar essa gente de circulação e cada um vai responder por aquilo que fez, faz ou deixou de fazer.

    O primeiro julgamento, mais rápido, eficaz e implacável já está se processando e é refletido na reprovação popular, pois o povo sábio, reconhece, glorifica e solidariza-se com o bem, assim como sabe indicar o caminho inverso aos traidores da fé e esperanças da maioria silenciosa.

    Não é à toa que a politicalha e os politiqueiros de Marília vão de ponta cabeça, fruto das revelações de tantos e tamanhos desmandos.

    Mas em nome desses pacientes que já estão na fila, essa gente poderia facilitar e confessar tudo, pegar o boné e ir para casa aguardar final do julgamento popular, do ordenamento jurídico (sem contaminação) e ao fim que cada um faça seu acerto final.

    Não basta mais só punir o que foi feito em prejuízo ao cidadão. Enquanto a punição não vem é preciso estancar essa sangria nos cofres públicos e a farra com dinheiro público para manter os esquemas de suporte ao banditismo encostado, escondido e até expresso publicamente nos serviços públicos.

    Ninguém vai impedir a limpeza das instituições de Marília e os homens de bem vão conviver em paz.

    rn

  • 13 mai 2007 /  Fique Ligado

    A criminalidade estabeleceu padrão nacional que nenhum serviço público, nenhum programa de saúde, nenhum projeto de educação conseguiu definir até hoje.

    Da execução de Chico Mendes no interior da Amazônia ao assassinato do jornalista Luiz Carlos Bardon Júnior em Porto Ferreira, bem no meio do caminho entre São Paulo e Marília, a forma de agir é a mesma, o tipo de gente desqualificada envolvida é o mesmo.

    Bandidos incrustados na política, bandidos com carteira de advogado, bate-paus cometendo crimes banais a preço de banana, bandidos com distintivo, insígnia, crachá e farda infiltrados em instituições as mais diversas como nas polícias e no Judiciário.

    A cada nova execução, assassinato sumário e premeditado, ação covarde de emboscada, os mesmos tipos diabólicos de sempre aparecem, com rastros e digitais identificados pela frieza das mãos dos executores e covardia repugnante dos contratantes e mandantes.

    E se você consegue identificar semelhanças com casos de Marília, isso não é mera coincidência. A vida na cidade não é obra de ficção, embora pareçam “lideranças”, “doutores” e “excelências” de novelas mexicanas.

    Há uma rede de influências, mandos e desmandos em espaços públicos, com gente suja, indecente, de alma, coração e razão desprovidos de qualquer instinto de dignidade humano.

    Quem vem de fora, como os agentes e dirigentes da Operação Oeste da Polícia Federal sai daqui abismado com o grau de organização, cinismo e envolvimentos escusos em torno e contra os interesses públicos.

    Porto Ferreira teve escândalo de pedofilia com políticos envolvidos. No interior do Rio de Janeiro, em Mogi e outras cidades do interior, jornais são atacados com pedras, tiros. A máfia dos jogos revela esquema de benefícios e privilégios em serviços judiciais no Rio de Janeiro e São Paulo.

    Marília conseguiu ter casos semelhantes, em algumas situações mais e ou tão graves na seqüência de escândalos: a pedofilia, os atentados, a corrupção, a máfia, os policiais a serviço do crime.

    E o mais grave. São sempre os mesmos suspeitos, os mesmos envolvidos. A testemunha do atentado, a língua de trapo, o serviçal do depoimento na polícia e no juízo, aparece em mais um pacote de processos.

    A testemunha da sindicância do policial é a auxiliar na tentativa de homicídio. Os condenados por pedofilia saem do mesmo grupo que os condenados pelo atentado e incêndio no jornal.

    O advogado que defende os incendiários é o suspeito de mandar matar o jornalista e o defensor dos chefões do grupo político. Os escândalos se multiplicam, mas os envolvidos são os mesmos e as fraudes começam a se interligar. O protegido em um caso é o protetor no outro.

    Mas felizmente a sociedade está protegida pela decência, pela honra, pela transparência e acima de tudo pela disposição da maioria silenciosa e eficiente, que vai derrotar o banditismo, desmontar a criminalidade.

    Este jornalista vai continuar fazendo sua parte. Bandidagem do colarinho branco, aqueles medíocres de insígnia, crachá, distintivo, carteirinha sabe-se lá conseguida a que valor,podem ficar incomodados, não terão trégua, não ficarão sem a devida responsabilidade, a devida sentença isenta e o cumprimento da penalidade que lhe couber.

    Assim se conquista uma sociedademais igualitária, fraterna, justa e de princípios e valores mais afinados à maioria. Afinal, o que é certo: a maldade aparece mais, mas o bom e o bem venceram em toda história da humanidade, Marília não será nunca diferente.

    Como escrevo sempre, tenho essa crença e certeza, pelo meu filho Matheus, trabalho nessa direção e como hoje é um dia especial, pelas mães que hoje estão felizes e infelizmente algumas até com coração apertado, sofrendo, por eventualmente um filho desgarrado da legalidade. Mas mãe é sempre mãe e a todas, que o coração esteja de alguma forma confortado.rn

  • 06 mai 2007 /  Fique Ligado

    Perdi a paz para mim, minha família e amigos quando decidi enfrentar o mais poderoso grupo de ramificações criminosas, políticas e de tráfico de influência nas instituições jurídicas da cidade.

    Troquei a paz, a possibilidade de uma vida mansa e farta, pela busca de um outro modelo de tranqüilidade: a possibilidade de encarar meu filho Matheus com a certeza de defender valores dignos, corretos e limpos.

    Troquei a paz por Justiça. E não existe forma de fazer o caminho inverso.

    Mas não me chamem de intransigente. Apesar da minha vida em risco, com os transtornos para meu filho, família e os danos materiais e morais irrecuperáveis e incomensuráveis, me dou ao luxo de pensar, sob orientação jurídica e o apoio dos poucos, mas firmes amigos que acompanham e se integram à luta, em uma forma de abandonar alguns dos temas que considero prioritários na cidade.

    E apresento os termos do que seria o mínimo necessário para mudar de temas. Apresento a você cidadão de bem e do bem, à toda cidade, bem como ao Abelardo Camarinha, ao João Simão Neto, ao Carlos Umberto Garrossino, à patota toda pendurada no entorno das figuras figurativas do prefeito Mário Bulgareli e do vice Luiz Eduardo Nardi.

    Apresento meus argumentos aos bate-paus todos em volta deles, ao novo bandido que eles já procuram para outra emboscada que visa a perpetrar o crime bárbaro sonhado: minha eliminação.

    São termos para que os assuntos que considero os mais graves da história de Marília possam ser superados.

    Aceitem isso e não falo mais sobre o atentado no jornal e rádios. Não escrevo mais uma linha sobre a tentativa de me matar. E deixo também de falar sobre o rombo nos cofres revelado pelas ações judiciais em trâmite em Marília, São Paulo e Brasília.

    Está aqui uma proposta para que eu não precise mais falar dos desmandos que quebraram uma prefeitura dona de um orçamento de R$ 330 milhões por ano – ou mais de R$ 1 bilhão no mandato.

    Muito mais. Deixo as empresas, abandono o jornalismo, assumo pública e legalmente a penalidade que me couber em qualquer desvio ou infração em que possa eventualmente ser enquadrado pelo Ministério Público e Justiça ou sobre os quais Camarinha e sua laia possam querer produzir provas sem corromper procedimentos ou cometer distorção e fraudes.

    Atendidos os termos que eu aqui vou mostrar, posso voltar ao projeto original de qualquer cidadão comum: cuidar da vida, do filho, da família, dos amigos, das horas de lazer sem seguranças, sem temer a intimidação em corredores do fórum, em alguns prédios públicos de delegacias.

    Assim que João Simão, Camarinha e Garrossino assinem comigo no fórum os termos a seguir, terei a tranqüilidade de razão e coração para me considerar um cidadão que cumpriu um dever. Não por uma causa pessoal, mas que aceitou um modelo de postura e conduta pública com começo, meio e fim para suas atitudes.

    Fiel ao ritmo do meu trabalho, desejo, como todo pai de família, a defesa da paz, mas de uma paz verdadeira, construída sobre um estado de direito e justiça e de respeito, não uma paz de silêncio, omissão e medo dos poderosos.

    Uma paz assim:

    Cláusula 1ª – José Abelardo Guimarães Camarinha, ex-prefeito de Marília, político de carreira que passou os últimos 30 anos sem um emprego correto e digno, confessa sua atuação como mentor no atentado contra o Diário na madrugada de 8 de setembro de 2005 e indica todos os picaretas que participaram da trama

    Cláusula 2ª – Abelardo Camarinha indeniza a empresa e as famílias dos quase 200 funcionários que aceitem receber dele – a minha não, porque não quero um tostão desse dinheiro roubado dele – pelos danos materiais e morais resultantes do atentado e das dificuldades.

    Cláusula 3ª – Abelardo Camarinha confessa todos os desvios, as fraudes, a malversação do dinheiro público descrita nas dezenas de ações judiciais que pesam contra ele.

    Cláusula 4ª – Abelardo Camarinha confessa que comandou tentativas seguidas de agressão e de intimidação contra mim e contra funcionários da empresa, confessa as ofensas que mandou produzir contra mim, minha família, a família do Carlos Francisco Cardoso.

    Cláusula 5ª – Abelardo Camarinha confessa o uso da máquina administrativa, a compra de votos, o caixa 2 nas eleições.

    Cláusula 6ª – Com essa confissão de Abelardo Camarinha, deve haver também a confissão de Mário Bulgareli e Luiz Eduardo Nardi pela participação nessas fraudes.

    Cláusula 7ª – Bulgareli e Nardi admitem publicamente as mentiras sobre as contas da prefeitura, admitem os gastos desnecessários, o empreguismo, a sustentação dos esquemas fraudulentos de apoio ao carreirismo político de Camarinha.

    Cláusula 8ª – João Simão Neto confessa seu envolvimento no plano bárbaro de contratação da minha morte.

    Cláusula 9ª – João Simão Neto confirma a fabricação de depoimento no caso do incêndio no Diário com testemunha de aluguel para proteger bandidos, a intimidação nos corredores do fórum, as agressões aos advogados em defesa do jornal e de seus funcionários.

    Cláusula 10ª – João Simão Neto confessa o tráfico de influências no fórum e em delegacias, a advocacia administrativa, a fabricação de provas.

    Cláusula 11ª – Carlos Umberto Garrossino explica e confessa o esquema de notas frias, adulteradas e pagamentos indevidos na prefeitura. Explica o esquema de contratação de bate-paus para jogar ovo, agredir e ofender nas ruas. Confessa a organização da baderna na porta do jornal, o abuso e uso de funções públicas, as contratações fantasmas, a formação do braço armado do bando disfarçado de grupo político.

    Cláusula 12ª – Todos eles vão colocar seus bate-paus para trabalhar de verdade, em condições normais e dignas de sustentar a família com os mesmos desafios de qualquer cidadão comum. Vão parar os panfletos, o grampo clandestino, a intriga, o uso dos espaços públicos para pendurar parentes, seguranças, amantes, capangas e capachos.

    Cláusula 13ª – Por fim, os três assumem o compromisso de nunca tentar fugir da cadeia.

    Querem mesmo acabar com minha participação nesse processo de lavagem, da esculhambação em que transformaram os espaços públicos ou seja lá o nome que se queira dar ao quadro político, jurídico e institucional de Marília? É só assinar e levar ao fórum.

    Marquem dia e hora, vou junto quando eles quiserem.

    Mas se não quiserem também, azar o deles.

    Desfrutem do dinheiro sujo, do dinheiro das fraudes, dos planos criminosos, do discurso vazio. Confio na parte decente, isenta, transparente e limpa da Justiça e na Polícia, confio na legalidade, em 95% dos agentes públicos limpos e intocáveis.

    Confio nas provas de todas as barbaridades aqui descritas, que estão e ainda vão ser reveladas, da mesma forma lenta e serena a Justiça vem descobrindo a verdade em todas as informações que revelo, fruto do meu trabalho jornalístico sobre serviços e condutas públicas dessa gente.

    Com ou sem as confissões a verdade virá. Com ou sem elas meu filho Matheus saberá que não sirvo a tramóias, não faço qualquer acordo que não possa ser assinado no Judiciário Estadual e Federal, na presença de procuradores, promotores, juízes e desembargadores.

    Mas não me calo ou me rendo enquanto não se revolva e haja esclarecimento total e a punibilidade devida pelos dois crimes bárbaros contra o jornal e contra mim, nem tampouco abro mão de ver esclarecidos todos os crimes contra a administração e os direitos públicos e coletivos.

    Chega de recadinhos tontos, de mentirinhas de corredor. O resumo do trabalho de três anos de investigação das atuações públicas é este: vi e descobri como jornalista barbaridades, crimes com o patrimônio e os serviços públicos e ao denunciar todos esses crimes virei alvo número 1 dos bandidos, que já planejam novos ataques, mais violência.

    Adoto todas as medidas de proteção cabíveis. Contei à polícia e justiça, escrevi aos cidadãos o que sei. Contarei tudo o que vier a saber, revelarei qualquer documento de fraude que receba até que a verdade, a justiça e paz sejam restabelecidas.

    Eles são políticos carreiristas. Sou jornalista de carreira, não abro mão de investigar. Mas paro, se eles facilitarem o trabalho.

    Não deixo de denunciar esses crimes até que todos estejam esclarecidos. Não abro mão de meu direito como cidadão e como profissional de pedir e participar nesse esclarecimento.

    Mas Abelardo, João Simão e Carlos Garrossino podem acelerar esse processo.

    Basta assinar.rn

  • 01 mai 2007 /  Sem categoria





    O Diário, que desde a década de 90 é o veículo que mais investe em qualidade gráfica e editorial, teve de suspender projetos de modernização. Capital de giro reservado foi utilizado para comprar novas máquinas e para mudança após incêndio no prédio.



    Apesar disso a empresa não mudou uma vírgula na linha editorial e não fugiu de nenhuma investigação. Pelo contrário, o Diário foi ao mercado e aos assinantes.


    “As pessoas me perguntam na rua como ajudar na luta contra o crime organizado. Qualquer cidadão pode participar tornando-se assinante, dando assinaturas de presente e as empresas como anunciantes. Uma coisa é certa: quem assina e quem anuncia tem retorno para investimento”, disse o jornalista José Ursílio.


    Ele explica que há vários projetos de investimentos esperando o restabelecimento da estabilidade, que pode ocorrer até o segundo semestre com a volta ao antigo prédio.


    Para o jornalista está demonstrado o apoio popular ao jornal e rádios pela audiência e repercussão de toda a cobertura.


    “Além do jornalismo investigativo, em momento algum o jornal perdeu amplo contato com a coletividade.”


    Campanhas de assinaturas e atração de anunciantes quer materializar o apoio ao jornal em contratos que permitam vencer a pressão financeira.


    “O jornal só consegue ser independente pela sua estrutura financeira independente. O Diário hoje não recebe um tostão de verba pública e continua firme na defesa do cidadão, com apoio de seus leitores e das empresas que descobrem o grande retorno de investir em publicidade no jornal e rádios.”


  • 01 mai 2007 /  Fique Ligado

    É Dr. José Claudio Bravos, quando o tal João Simão Neto diz que não vai dar nada, como ele sempre gosta de jactar-se para impor e mitificar seu poderio, não trata-se de referência ao mundo da legalidade, ordem e Justiça, mas pura e simplesmente dos métodos escusos: combina, corrompe e aí sim não dá nada.

    As digitais, rastros e fraudes as mais diversas estão se tornando o grande empecilho para a manutenção dessa tramitação suja e nojenta das coisas e causas policiais e processuais de Marília.

    O sentimento de impunidade distorce parâmetros ao limite do aceitável. Não dá em nada simplesmente porque as instituições estão contaminadas pela corrupção, extorsão, omissão e covardia de parte significativa de agentes que deveriam estar exercendo funções e obrigações constitucionais.

    É o cúmulo da barbaridade. As cenas, a frieza de atos e comportamentos, a esculhambação e jocosidade dentro do próprio prédio e instalações públicas.

    Volta-se no tempo. Era 12h30 do dia 18 de julho de 2006, na sede do 3º Distrito Policial. Testemunhas da tentativa de assassinato estão na delegacia, corre-corre de policiais civis e militares, advogados e o maior bafafá por conta das cenas de violência a poucos instantes em pleno centro.

    Pistoleiro havia atirado, entrado em luta corporal, com o motorista Almir Adauto Gabriel, na rua Maranhão, bem em frente ao edifício Halley, onde inclusive acabou ocorrendo a gravação em imagem e som.

    Policiais militares rápidos, dedicados e eficientes, prenderam logo em seguida o pistoleiro: Evandro Quini. PMs prenderam o acusado, ferido, sem camisa, na rua Coronel Galdino de Almeida, como se tivesse cumprido o mando a que fora contratado, pois dizia: “matei o jornalista José Ursílio”.

    Estava selada a primeira versão oficial das suspeitas de conspiração para assassinar o jornalista e os mandantes, quem seriam os mandantes? Mas o que teria ocorrido, com o maluco contratado e de pistola automática nas mãos? Acabou errando o alvo?

    Enquanto tudo isso ocorria, a desgraça pior era encenada dentro do prédio da delegacia da Polícia Civil, um sinal de desmerecimento de qualquer respeito à instituição e certeza que lá tudo pode ser conduzido a bel prazer.

    O próprio suspeito de ser mandante, João Simão Neto, aparece para verificar o que estava acontecendo, como se nada soubesse. Não tinha nada de mal-cheiroso que poderia cheirar ali, mas estava como sempre faz, verificando o que as testemunhas falavam, o que sabiam, qual o comprometimento e quais as provas e eventuais rastros e digitais poderiam ser apagados e ou fraudados.

    Pior. O bandido com carteirinha de policial rodoviário federal, Ademilson Domingos de Lima, que estivera durante todo o tempo nas diversas cenas do crime, que vigiava tudo, ao perceber sua lambança, com a trapalhada do pistoleiro Evandro Quini, abandonou o palerma e correu para ficar postado ao lado de João Simão, na Delegacia, nas barbas e babas da Polícia Civil.

    Menos de três horas depois, apesar do brilhante e eficiente trabalho da Polícia Militar (essa sim, a menos contaminada); pronto, tudo mais ou menos acertado no mundo do crime, tudo mais ou menos combinado com digitais e rastros apagados.

    Mas se a gangue tem poder, distorce, corrompe, faz o que bem entende sob o signo, carteirinha e insígnia da clandestinidade, nem tudo pode ser destruído e em pouco tempo isso vai se comprovando.

    Agentes sérios da polícia aliados a informantes descobriram e comprovaram envolvimento também da amante de Evandro, Luverci Luque, que vigiou este jornalista e foi quem sugeriu que o serviço de pistolagem fosse feito por ele.

    Luverci, velha e velhaca conhecida de João Simão e Lima, freqüentadora de casas de bingo em Marília, vegetava no submundo da ilegalidade e hoje passa os dias atrás das grades na cadeia de Vera Cruz esperando o dia em que vai ao Tribunal do Júri, assim como os demais integrantes envolvidos na trama assassina.

    O que eles vêm tentando desmantelar de provas é vergonhoso e tenho denunciado, escrito e defendido combate ao banditismo numa cruzada para restabelecer a moralidade e dignidade: é preciso limpar a parte podre dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e desinfetar os aparelhos de policiamento e investigação do Estado.

    Não dá para continuar assistindo João Simão dizendo que não vai dar nada e querendo me assassinar, me prender, tomar carro, minha casa, entrar nas cotas das empresas onde trabalho, como ele mesmo disse na sexta-feira, para três funcionários da CMN e que eu de novo denunciei.

    Não dá para entender como pode ultrajar tanto, de que poderes julga ser possuidor ao anunciar que já teria combinado de novo tudo, citando inclusive a instância, a Segunda Vara Cível de Marília?

    Ele que há dez dias, ao lado de Camarinha, saiu na porta do Fórum, com rádios, televisão e jornal bancados com dinheiro da Prefeitura de Marília usado ilicitamente, para anunciar em alto e bom som, que esse jornalista seria preso nos próximos dias, que vou ficar quatro ou cinco anos na cadeia.

    Tudo combinado, tudo acertado? Tudo barbaramente ultrajante. Tanto assim que correição, serviços reservados, auditorias e devassas nos esquemas que contaminam as instituições de Marília só estão tendo resultado porque existe uma força tarefa atuando.

    Tudo que está em operação não pode tramitar em Marília porque senão os resultados ficam contaminados, os bandidos são avisados, os esquemas de advocacia administrativa, de troca de favores, tráfico de influência e extorsão desmantelam o trabalho das forças decentes e intocáveis.

    Mas o estado de medo e terror que subjuga incautos e pessoas humildes e simples, agora é desmascarado, embora eu esteja pagando preço sem precedentes históricos em suportar perseguição.

    O esquema para me destruir é fundamental porque a lei do silêncio, do terror ébase de sustentação do banditismo e corrupção, mas não só a opinião público tem nesse jornalista um defensor da causa da legalidade, mas agentes públicos sérios, honestos e destemidos estão resgatando Marília, trazendo de volta a lei e a ordem.

    Tanto assim que investigações e provas coletadas pelas polícias, principalmente Federal, assim como promotores e procuradores de Justiça Estadual e Federal, estão desmistificando essa gentalha do mundo político-criminoso.

    João Simão construiu uma vida ligada ao crime, tem denúncias, acusações e indiciamentos não apenas na CPI do Narcotráfico como em 2001, mas por formação de quadrilha e interceptação de mercadorias roubadas em Descalvado, corrupção ativa nesse momento aliada a mandante de execução de assassinato.

    Ao jactar-se de todo poderoso está revoltado porque seu império está ruindo, em que ele esteja milionário, tenha tráfico de influência e possa ter agentes públicos nas mãos e jagunços para serviços de banditismo.

    Ninguém escapa eternamente das barras da Justiça, tenha qualquer poder. O único poder que salva o homem é o poder da dignidade, da legalidade e é por isso que não tenho nada de material, patrimonial, tecnologia ou facilitações, mas continuo na mobilização para fazer minha parte e que Matheus possater orgulho do pai, sempre sob a única proteção que não abro mão, a de Deus.

    rn