O vereador Júnior da Farmácia, campeão de votos em 2002, criticou ontem a aplicação de recursos na cidade e confirmou ontem que sofre perseguição desde a segunda-feira, quando tornou público que votaria contra o projeto de aumento de 32% no valor do IPTU em Marília.rnA perseguição ontem se traduziu em demissão de servidores municipais ligados a ele, que durante quase três anos foi parceiro do prefeito Mário Bulgareli e do vice Luiz Eduardo Nardi
“Se fosse algo para onerar a população, o dinheiro tem que entrar e voltar para a população. Hoje a gente não sabe para onde vai”, disse
A perseguição contra os trabalhadores ligados ao vereador contou com apoio de outros vereadores governistas. Segundo Júnior, pelo menos um vereador nem esperou terminar a sessão para telefonar a assessores do prefeito e pedir os cargos
“Não sei quem foi ainda. Vou assistir ao DVD da sessão para analisar isso e verificar. Mas tenha certeza que é alguém que pensa em bem estar próprio, isso é ambição. Acho que essa pessoa não pensa na comunidade”, disse o vereador
Os trabalhadores demitidos ocupavam cargos de baixos salários. Júnior disse que não se arrepende de votar contra o golpe IPTU. As medidas deixaram amigos e familiares do vereador indignados
“Fui ameaçado segunda. Na outra votação já havia sido ameaçado. Me disseram ‘você sabe o preço’. Disse eu sei, mas vou pagar, prefiro ficar com o povo. A gente precisa fazer algo por esse povo”, afirmou ontem
Júnior disse que não perdeu com a perseguição, está em paz. “Tenho duas filhas, olho pra elas em paz. Olho para o povo no meu trabalho, na rua, olho no olho e estou em paz”, disse
Para Júnior da Farmácia, o aumento do IPTU vai penalizar trabalhadores de baixa renda e empresas, vai ameaçar estabilidade no emprego e toda a economia e segurança
“Empresa que paga mais imposto vai fazer o que? Demitir. E o desemprego leva o que? A mais violência, a mais situações negativas, porque o pai desempregado com a família passando fome vira um leão”, disse.