• 30 jun 2007 /  Fique Ligado

    O vereador Júnior da Farmácia, campeão de votos em 2002, criticou ontem a aplicação de recursos na cidade e confirmou ontem que sofre perseguição desde a segunda-feira, quando tornou público que votaria contra o projeto de aumento de 32% no valor do IPTU em Marília.rnA perseguição ontem se traduziu em demissão de servidores municipais ligados a ele, que durante quase três anos foi parceiro do prefeito Mário Bulgareli e do vice Luiz Eduardo Nardi

    “Se fosse algo para onerar a população, o dinheiro tem que entrar e voltar para a população. Hoje a gente não sabe para onde vai”, disse

    A perseguição contra os trabalhadores ligados ao vereador contou com apoio de outros vereadores governistas. Segundo Júnior, pelo menos um vereador nem esperou terminar a sessão para telefonar a assessores do prefeito e pedir os cargos

    “Não sei quem foi ainda. Vou assistir ao DVD da sessão para analisar isso e verificar. Mas tenha certeza que é alguém que pensa em bem estar próprio, isso é ambição. Acho que essa pessoa não pensa na comunidade”, disse o vereador

    Os trabalhadores demitidos ocupavam cargos de baixos salários. Júnior disse que não se arrepende de votar contra o golpe IPTU. As medidas deixaram amigos e familiares do vereador indignados

    “Fui ameaçado segunda. Na outra votação já havia sido ameaçado. Me disseram ‘você sabe o preço’. Disse eu sei, mas vou pagar, prefiro ficar com o povo. A gente precisa fazer algo por esse povo”, afirmou ontem

    Júnior disse que não perdeu com a perseguição, está em paz. “Tenho duas filhas, olho pra elas em paz. Olho para o povo no meu trabalho, na rua, olho no olho e estou em paz”, disse

    Para Júnior da Farmácia, o aumento do IPTU vai penalizar trabalhadores de baixa renda e empresas, vai ameaçar estabilidade no emprego e toda a economia e segurança

    “Empresa que paga mais imposto vai fazer o que? Demitir. E o desemprego leva o que? A mais violência, a mais situações negativas, porque o pai desempregado com a família passando fome vira um leão”, disse.

  • 29 jun 2007 /  Fique Ligado

    Pode estar tudo certo, mas a relutância da administração em revelar qual a empresa responsável pelas falhas no fornecimento de merenda criam uma nuvem de suspeitas sobre a relação entre dinheiro público e empresário.rnDurante três dias 1.500 alunos foram prejudicados. Em um desses dias chegaram a comer só arroz e feijão, quando estavam sob guarda do poder público, com dinheiro de impostos destinados a pagar a merenda

    A merenda sumiu, 1.500 alunos prejudicados por dia e a prefeitura quer esconder o nome da empresa? Para preservar quem? Os alunos com certeza não. Esses já foram prejudicados. A administração municipal também

    Na esteira dessa sombra de dúvidas criada pela administração já apareceram suspeitas de que uma empresa ligada a um vereador governista, Luiz Coneglian, esteja por trás dos contratos

    Vereador este que acabou de votar – mudando de opinião – um aumento de IPTU muito desejado pela administração que distribui a merenda e muito prejudicial aos moradores da cidade

    Em qualquer gestão séria não só os nomes dos envolvidos mas os valores, os pagamentos e as medidas administrativas e/ou judiciais do caso já estariam há muito reveladas

    E olha quem nem se trata de uma investigação sobre a qualidade da carne, sobre os produtos contratados, os valores da licitação e os produtos realmente fornecidos

    Isso sem falar nas suspeitas de que a compra toda de carne já é um escândalo em virtude dos gastos todos com merenda em valores e quantidades absurdas

    E sempre é importante lembrar, esse descontrole não é caso isolado. As trapalhadas administrativas se repetem em diversos setores, dos postos de saúde sem remédios à falta de coleta de lixo, suspeitas de desvios de merendas, obras abandonadas, vazamentos que duram meses, ruas sem pavimentação, servidores sem reajustes, tarifas e impostos que não param de subir

    E falar em trapalhadas é quase um alívio para a administração. Dá uma situação de caos em serviços uma sensação de acidentes, de falhas casuais, quando o conjunto de problemas permite pensar em falta de interesse e vontade política

    Rogério Martinezrnrnrogerio@diariodemarlia.com.br

  • 29 jun 2007 /  Fique Ligado

    O aumento nas alíquotas do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) deverá trazer reflexo no mercado de imóveis, prevê o Creci (Conselho Regional de Imóveis).rnSegundo o delegado regional do Creci, Hederaldo Benetti, na próxima quarta-feira o conselho diretor do Creci de Marília deverá discutir o assunto em reunião. “Vamos falar sobre qual será o impacto desse aumento no setor”, anunciou

    Benetti adiantou que o aumento no valor do IPTU poderá gerar aumento na venda de imóveis, principalmente os terrenos de pessoas que não têm intenção de construir no imóvel

    “Uma cliente me ligou para vender terrenos no Jardim Parati. É muito caro manter terreno, são duas taxas de água por ano, capinação, IPTU, mureta e calçada, acaba sendo despesa para a pessoa”, disse

    O aumento nas alíquotas do IPTU poderá também levar a um encarecimento do aluguel, prevê Benetti, já que grande parte dos inquilinos que não são proprietários dos imóveis tem que arcar com o pagamento do imposto

    “Todo mundo vai deixar de comprar outra coisa devido ao aumento do imposto, a alguma coisa as pessoas vão ter que renunciar”, disse o economista Antonio Matioli

    O economista destacou que o aumento nas alíquotas deverá ser mais penoso para o contribuinte mais pobre. “Para o rico, creio que será inexpressivo”, destacou

    Matioli diz que o aumento nas alíquotas do IPTU não deve onerar muito o contribuinte em comparação a impostos sobre a produção e a renda

    “O que pesa muito é o valor venal, valor de venda à vista, que na maioria dos casos em Marília está bem abaixo do mercado”, concluiu o economista

    A Prefeitura já deu início a estudo que visa fazer a atualização dos valores venais dos imóveis

    DEPUTADOrnrnO deputado federal Sérgio Nechar (PV) critica a proposta da Prefeitura de Marília aprovada pela maioria dos vereadores que vai reajustar o valor do IPTU em até 32% para o próximo ano

    “É um reajuste desproporcional em relação tanto à inflação quanto ao aumento que os sindicatos têm obtido para os trabalhadores nos últimos anos”, diz o deputado federal de Marília

    Ele também critica a forma da votação ocorrida de última hora, em sessão extraordinária às vésperas do recesso da Câmara, sem prévio debate da proposta com a sociedade e vereadores de oposição

    Disse ainda que o aumento deve inibir investimentos imobiliários e penalizar principalmente moradores da periferia.

  • 28 jun 2007 /  Fique Ligado

    A Prefeitura de Marília fez a toque de caixa projeto que vai tungar em 2008 pelo menos 32% a mais em cima da arrecadação de IPTU deste ano. Raras vezes se viu serviço público tão ágil. Também está a maior agilidade para fiscalizar os bairros e preparar a tal da planta que pode dar nova pancada no cidadão.rnEnquanto o governo solidário é um modelo fórmula 1 para arrecadar, é uma lesma para tratar de interesses sociais. Em três dias de crise não conseguiu formular projeto de emergência para levar carne para escolas

    Isso depois de permitir que um “mexido de legumes” (uma mistura de ervilha e milho, conseguida graças ao esforço e dedicação dos funcionários em uma escola) substituísse a falta de acompanhamento para arroz e feijão

    A agilidade não existe quando há interesses sociais. O governo solidário somo quando a rua estoura, quando água vaza ou acaba, quando o caminhão de lixo quebra

    Em três anos de discurso e conversinha a prefeitura não conseguiu melhorar aterro sanitário que polui e cria riscos de saúde. Mas em três dias deixou o IPTU 32% mais caro. Vá lá que a patada sobre o contribuinte contou com apoio de nove nobres parlamentares – os nomes você confere ali na página 3-A. Ainda assim, uma administração ágil para punir, tirar. E praticamente parada para oferecer

    Por isso mesmo o retrato da cidade é de abandono de ruas, de mato, de sujeira, de epidemia de dengue, de postos sem remédios, de transporte ruim. Prosperidade só na vida de uns poucos iluminados.

  • 28 jun 2007 /  Fique Ligado

    Hoje, às 19h, a ONG Matra (Marília Transparente) promove encontro para levar à população experiências de orçamento participativo e plano diretor de Botucatu.rnO evento gratuito e aberto acontece no Alves Hotel, e tem o objetivo de demonstrar formas de direcionar os investimentos públicos com mais eficiência e transparência

    Carlos Rodrigues da Silva Filho, presidente da Matra, explica que o encontro é resultado de um trabalho em desenvolvimento há algum tempo

    “Há cerca de 2 meses, a gente visitou Botucatu para aprender como eles implementaram o orçamento participativo”, diz

    Junto com alguns vereadores, inclusive aqueles que não concordam com a gestão de recursos atual, Silva Filho visitou Botucatu e Lenços Paulista, cidades em que o orçamento participativo deu certo

    Como ressalta o presidente, cabe à Matra “fiscalizar o investimento público relevante e propor soluções” e, por essa razão, a ONG traz ao encontro pessoas que coordenaram a implementação do orçamento participativo em Botucatu

    “A população vai perceber que deve se envolver na questão de onde gastar o dinheiro dos investimentos”, comenta Silva Filho, que se diz “mais pessimista depois do aumento do IPTU” em Marília. “Eu tenho minhas dúvidas que o atual poder político tenha interesse”, lamenta

    Com o orçamento participativo, de acordo com o presidente, há maior legitimidade do poder. Ele utiliza o exemplo de Botucatu, que “o legislativo era da oposição e, três anos depois de implementado o orçamento participativo, o prefeito foi reeleito e a câmara se tornou situação”. Assim, a legitimação do poder ocorre no direcionamento dos recursos municipais

    O orçamento participativo consiste na democratização do direcionamento de recursos

    “Normalmente o investimento municipal é de 10% a 15% de sua arrecadação. Em Marília, isso totaliza R$ 30 milhões ao ano”, conta Silva Filho. Esse valor seria repartido: 40% ficaria a cargo dos vereadores e do executivo decidir onde investir, enquanto aos 60% restantes, caberia à população a decisão

    “Essa divisão serve para evitar conflitos, pois os vereadores também são eleitos democraticamente”, explica o presidente

    Caso Marília siga o exemplo de Botucatu, se implementado o orçamento participativo, o município pode ser dividido em cinco regiões geográficas

    Haveria assembléias de cada setor, onde seria eleito um delegado para cada cinco participantes. Os delegados formariam uma chapa de representação. Cada delegado, assim, reuniria dirigentes do setor e a população, e a decisão de destino de recursos seria por votação em assembléia

    Carlos Rodrigues mostrou vantagens do orçamento participativo

  • 28 jun 2007 /  Fique Ligado

    Sindicatos patronais e entidades representantes de empresários repudiaram o aumento nas alíquotas do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e prevêem danos para a economia em virtude de um menor poder de compra por parte dos consumidores.rnO diretor titular do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Marília, Paulo Boechat, diz que hoje 40% do PIB (Produto Interno Bruto) a população já desembolsa para honrar com o pagamento de impostos

    “Foi mais um novo golpe para Marília. Quando aumenta a alíquota a sobrecarga fica ainda maior, produzindo mais ônus para o trabalhador”, explicou

    Segundo Boechat, a economia cresce e gira de acordo com o volume de dinheiro que a população tem para consumir

    “O aumento no imposto reduz o poder de compra, a economia cresce menos e produz menos emprego. As indústrias só produzem emprego se a roda da economia for fomentada”, disse

    Boechat diz que a queda no valor dos impostos depende de dois fatores básicos: o fim da corrupção e a colocação de gente capacitada para gerir os recursos públicos

    O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares, Cássio Luiz Pinto Júnior, diz que todo aumento de impostos enxuga a capacidade de investimento das empresas, gerando com isso prejuízos para a economia municipal

    “As empresas vão ficando mais pobres, perdendo capacidade de investimento, vão ficando obsoletas e em conseqüência cai a arrecadação de impostos.”rnrnEle diz que a capacidade de os estabelecimentos do setor repassar custos é infinitamente menor do que a “voracidade do poder público”. “Se eu repassar 32% para a diária de um hotel, o cliente não vai ficar no hotel. Já desse aumento do IPTU o contribuinte não pode fugir”, comparou

    O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marília e região, Pedro Pavão, considerou um “absurdo” o aumento das alíquotas do IPTU

    “Marília que tem 210 mil habitantes tem um orçamento de R$ 330 milhões. Bauru que tem 400 mil habitantes tem orçamento de R$ 270 milhões. Se nossos tributos já eram os maiores do Estado, a tendência agora é que piore. Trata-se de um prejuízo inabalável para a economia”, disse

    Pavão não vê resultados em protestos neste momento, após a aprovação do projeto. “Devíamos ter nos antecipado, qualquer movimento agora é inócuo”, concluiu.

  • 27 jun 2007 /  Fique Ligado

    Uma sessão extra no último dia antes do recesso da Câmara, de um projeto para valer só daqui a seis meses, para tomar do cidadão um dinheiro em um golpe que ele só vai perceber mesmo em março, daqui a nove meses.rnA forma escolhida para punir os cidadãos com mais um aumento do IPTU é indicador da disposição de fazer às escuras, de fazer pelo avesso o que deveria ser gestão clara do serviço público. Tanto pior para a cidade

    É uma confissão de maldade, de descaso com o cidadão, como tem sido de forma geral a administração que já deixou pacientes sem remédios, agora deixa crianças sem alimentos decentes enquanto some com dinheiro na mamata de apadrinhados – como o uso de carros oficiais – no oba-oba de festinhas de promoção pessoal em escolas públicas ou no desperdício de fortunas em gastos suspeitos

    A confissão indireta revolta qualquer cidadão sério. E é preciso confiar nesse cidadão, gritante maioria da cidade, para reagir contra mais esse golpe. Previsível que as reações públicas cobrem de cada um dos responsáveis sua parcela de culpa por uma traição tão baixa, feita na calada da noite, na surpresa, como só as traições podem ser armadas

    A conduta que é verdadeira confissão do descaso só indica que mais ataques devem vir por aí, como a tal tabela de valores venais, mal feita, mal preparada e criada só para tomar dos cidadãos mais dinheiro cobrado de maneira imoral e com grandes possibilidades de proteger os afilhados políticos, os financiadores de campanha, os amigos de sempre

    É confissão do despreparo, confissão de uma lesão contra a cidade e seus moradores, um golpe para o último ano de mandato, que é a única boa notícia. Está chegando a hora dessa gente ir embora.

  • 27 jun 2007 /  Fique Ligado

    Sindicatos de Marília começaram articulação para preparar atividades de repúdio ao aumento das alíquotas do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) aprovado pela Câmara na segunda-feira.rnO aumento, uma iniciativa do prefeito Mário Bulgareli, vai deixar o imposto 32% mais caro para dono de prédios e 35,7% para donos de terrenos. Os aumentos entram em vigor dia 1º de janeiro de 2008 e vão aparecer nos carnês de março

    O imposto ainda pode subir mais caso a prefeitura implante a nova tabela de valores venais dos imóveis na cidade

    O presidente do Sindicato da Alimentação e secretário da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado, Wilson Manzon, disse que será feito um ato conjunto preparado pelos sindicatos. A Força estuda afixação, em várias regiões da cidade, de 20 outdoors de repúdio ao aumento

    “Vamos consultar um especialista em São Paulo na próxima segunda-feira para saber se há possibilidade de pedir anulação da decisão da Câmara. Vamos procurar os meios jurídicos, assim como diante das taxas ilegais”, disse

    Outra proposta é colocar carros de som em portas de fábricas a partir da semana que vem, além da distribuição de panfletos

    O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Marília e coordenador geral da Força Sindical na região, Irton Torres, diz que na próxima semana deve ser realizada uma reunião entre sindicatos e outras entidades para discutir sobre atividades de protesto em Marília

    “Vamos discutir qual estratégia vamos traçar com as outras categorias. Ficamos sabendo do projeto na segunda-feira ao meio-dia, mesmo dia da votação, não deu tempo para nada. E agora vem outra questão, o reajuste dos valores venais dos imóveis”, disse

    O presidente do Sindicato dos Químicos de Marília e região, Maurílio Pereira Alvim, considerou que a votação para o aumento das alíquotas do IPTU foi “quase na surdina”

    “Nem soubemos da prefeitura sobre a votação. Ninguém consegue mais que 5%, 6%, 7% de reajuste e a prefeitura vem com aumento de 32%. É um absurdo para os dias de hoje. A prefeitura teria que justificar quais projetos faria no futuro com esse aumento”, disse

    Maurílio diz que o manifesto a ser preparado deverá mostrar a todos quem foram os vereadores que votaram a favor do projeto que propõe aumento nas alíquotas do IPTU

    O presidente da Acim (Associação Comercial e Industrial de Marília), Sérgio Lopes Sobrinho, diz que a votação do projeto o pegou de surpresa

    “Fiquei sabendo hoje (ontem) dessa situação. O que me estranha é que não deveria ter tanta urgência, já que o projeto vai vigorar apenas a partir de 2008”, disse.

  • 26 jun 2007 /  Fique Ligado

    O novo golpe do IPTU conta com a falta de memória do cidadão. Em fim de mandato, depois de vários vexames e descasos, vão conseguir um reajuste de 32% no IPTU, vão tomar mais dinheiro do cidadão para uma administração que deixa cofres com rombo de R$ 50 milhões. E o golpe conta com a falta de memória do cidadão.rnClaro, as campanhas eleitorais do ano que vem vão contar também com poder econômico, os apadrinhados, os “escritórios” políticos, os “cabos eleitorais”, os contratados até no dia da eleição como forma de trocar salários por votos e manter cargos

    Mas no fundo, eles contam mesmo é com a falta de memória

    Sendo ou não contratado, convencido por parentes contratados ou não, o eleitor só cai nessa conversinha se no dia da eleição não lembrar quanto subiu o IPTU, quanto se gastou em maracutaias e em escândalos

    O cidadão que lembra dos carros oficiais, da verba de publicidade, dos gastos com obras paradas, dos buracos nas ruas não cai nesse papo. O cidadão que lembrar da falta de água, do desemprego, do aluguel mais alto, da multa contra o puxadinho não cai nessa conversa

    Para ajudar sua memória, recorte hoje o gráfico que o Diário publica, cole em casa e ajude sua memória. Lembre que por trás de aumentos de impostos, de obras paradas, há mais que governos, há pessoas que decidem de quem, decidem quanto e como cobrar, decidem onde aplicar o dinheiro. Proteja sua memória e a cidade também.

  • 26 jun 2007 /  Fique Ligado

    Ainda que fosse tecnicamente justificável – coisa que não é – o projeto para aumentar IPTU já seria escandaloso pela forma de fazer. É mais um projeto escondido, mal explicado, sem qualquer discussão pública, com a marca da covardia e de uma medida de governo para surpreender o cidadão.rnO contribuinte foi dormir no domingo com uma previsão e acordou aos sustos com outra. É um vexame. Governo que dá sustos trai a idéia mais essencial da democracia e nem se falou ainda em imoralidade

    Outra vergonha é o discurso oficial. Por causa de uma exigência legal, o projeto deve ser acompanhado por uma exposição de motivos. Foram para a Câmara quase duas folhas de mentiras e meias verdades. Uma inutilidade

    Um discurso que não serve e como explicação real da situação e que não se presta a orientação alguma na Câmara, onde tem vereador chamando as medidas de “nosso governo”. Deles, do cidadão com certeza não é

    A meia verdade principal: a cidade perdeu arrecadação com o fim das taxas ilegais. A cidade arrecada menos do que previa, mas não perdeu. O IPTU continua superando as projeções oficiais. O cidadão paga mais do que a cidade esperava receber e a prefeitura quer mais

    Por quê?rnrnPor causa da crise na prefeitura, que é real mas tem outros motivos. A crise existe por causa das dívidas, por problemas como parcelamento do Pasep e porque a cidade jogou dinheiro fora em contratos suspeitos, obras inúteis – e inacabadas – e gastos idiotas

    A prefeitura que fica planejando formas de tirar mais dinheiro do cidadão é a mesma que não controla nem o uso de carro oficial por secretários e seus apadrinhados. E vai querer ser austera contra o cidadão. Tudo isso sendo feito com apoio quase bovino de boa parte da Câmara

    Não perca a conta cidadão. Vai ser a segunda vez no mandato que a prefeitura aumenta a alíquota de imposto. A mesma prefeitura que está nas ruas punindo moradores de baixa renda por obras de ampliação e melhoria das casas populares minúsculas

    É a mesma prefeitura que tem rombo por dívidas, que não investigou um dos gastos suspeitos e rejeitados pelo TCE, que tem postos de saúde sem remédios, sem médicos, ruas cheias de buracos, trânsito caótico. E que tira do cidadão um dinheiro que não devolve

    Rogério Martinezrnrnrogerio@diariodemarilia.com.br