• 31 jul 2007 /  Fique Ligado

    O transporte coletivo urbano de qualquer cidade por essência do negócio já é mina de ouro. Quando desleixo conjugação com incompetência e suspeição, uns poucos se beneficiam contra a economia popular ou o bolso do contribuinte.

    A gestão do dinheiro, serviços, obras e negócios públicos em Marília está mesma fada à manipulação ao sabor da ação entre amigos a ignorar qualquer representatividade da sociedade.

    A administração plantonista e de continuidade encontra em Mário Bulgareli o terreno fértil para desprezo das prioridades e interesses sociais e coletivos e a nova proposta de lei que chegou ontem à Câmara para regulamentar a concessão do serviço de ônibus apenas repete atentado anti-democrático.

    A profusão de interesses menores de uns poucos pode deixar Marília não apenas com os serviços da Empresa Circular, mas dar à empresa a possibilidade de riqueza a custas do povo, sem fiscalização, auditoria e deixando qualquer entidade à margem do processo de concessão.

    O milionário negócio tem nuances que põe poeira e sombra naquele terreno deveria ser transparente.

    Como os anteriores, o prefeito atual e os futuros podem continuar como monarcas para decretar o valor da tarifa e nas mãos e concepções débeis da maioria dos vereadores, quase sempre decidindo no escambo de vantagens pouco recomendáveis.

    Foi isso que ocorreu no ano passado, quando a Prefeitura mandou para a Câmara projeto capenga que a toque de caixa e não se sabe porque vereadores aprovaram tantas quantas apareceram de emendas, da factíveis às malucas e burras.

    Deu no que deu. Tudo caiu por terra e os serviços de transporte funcionam à base de medida judicial.

    Bulgareli nem quis saber do grito das ruas, da sociedade e repete a nopta destoada. Não mudou quase nada no projeto que chega à Câmara.

    O que será que os nobres vereadoresvão fazer? Mas o que esperar dessa Câmara, com minoria de oposição meio leniente e que perde tempo em mobilização e maioria interesseira, que faz do mandato um instrumento de fisiologismo e esculhambação como a malfadada aprovação do aumento do IPTU em 2008.

    Resta então a mobilização de sindicatos, associações de bairro, ongs, entre outras entidades ligadas aos usuários para convencer os políticos politiqueiros que ninguém vai enfiar goela abaixo a concessão de serviço milionário sem a devida e necessária discussão.

    Na outra ponta, se o serviço da Circular não é aquela desgraça em atendimento, verdade é que a empresa está em pedestal, como se estivesse ilesa e sem necessidade de abrir o negócio para fiscalização.

    O negócio milionário, sem fiscalização, possibilita a ocultação de valores arrecadados com as caras tarifas, sem contar que a Prefeitura até hoje não fez uma única auditoria que desse confiança tanto para as informações da empresa, quanto para as decisões do Executivo e principalmente para proteção dos direitos dos usuários.

    O que acontece é simples. Por trás de concessões de serviços milionários, os interesses vão sempre na direção de manter-se cartas na manga, no bolso do colete, ou para bom entendedor, ninguém quer compartilhar o poder de decisão, o que só gera suspeições.

    Falta de controle, serviços deficientes, prejuízos a categorias que deveriam estar com descontos especiais e frota ultrapassada não impedem que a Empresa Circular de Marília mantenha serviço de transporte caro e sem fiscalização.

    Mesmo que o contrato, em vigor desde setembro de 1990, depois de duas prorrogações, esteja vencido, a Circular deveria estar oferecendo serviço bem melhor, porque a tarifa de Marília penaliza o usuário.

    Pior. É cara e a cidade tem extensão territorial privilegiada, que é o sonho de qualquer empresário.

    A sociedade terá que se mobilizar para impedir que a administração pública dominada pelo grupo político que está há dez anos possacontinuar ignorando a necessidade de uma concessão de serviço transparente.

    Ninguém quer penalizar ou tirar a Circular de Marília, mas todo negócio de interesse público destinado à exploração pela iniciativa privada precisa de fiscalização, se possível concorrência e de regras bem mais claras.

    Caso a proposta de Mário Bulgareli e sua assessoria fique nos bastidores e escombros do poder legislativo corroído pela desconfiança popular, não haverá alternativa senão a mobilização pública.

    Claro, como é da natureza desses politiqueiros de plantão na Câmara, não se espante se eles não fizerem outra armação para votar o projeto na noite de alguma véspera de feriado, sem nenhum respeito à opinião pública.

    É hora de vigiar essa mina de ouro que é bancada todos os dias pelos usuários.

    rn

  • 29 jul 2007 /  Fique Ligado

    O Ministério Público de Marília quer reparar os prejuízos de mais de meio milhão de reais desviados dos cofres da Câmara. Impetrou ação civil pública por reparação e improbidade administrativa contra o vereador Herval Rosa Seabra, que a partir de agora teoricamente está com todos seus bens patrimoniais bloqueados.rnTrinta anos depois de entrar na política e protagonizar escândalos de repercussão nacional como a participação na ‘indústria da desapropriação’ em 1990, Herval Rosa Seabra sai novamente das manchetes de política para ilustrar os espaços dos noticiários policiais

    A ação civil é a segunda do MP desencadeada a partir das investigações começadas em 205 quando foi descoberto esquema que orquestrou roubalheira contra os cofres do Legislativo, em desvios supostamente coordenados pelo ex-diretor, Toshitomo Egashira

    Na ação civil pública número 1786/07 que tramita na 5ª Vara Cível, o MP pede a devolução de R$ 522

    894,83 desviados em 2005 dos cofres públicos. Ele transferiu todos bens para sua mulher Ilza Gotuzo Seabra

    Herval Seabra era o presidente da Câmara na época e foi citado como co-responsável por omissão

    Conforme o MP, foi o vereador quem nomeou Toshitomo para a função, ordenava o pagamento das despesas e assinava os cheques, que depois eram adulterados pelo então diretor e descontados na boca do caixa

    Segundo o MP, há indícios de que o vereador não fiscalizou adequadamente os pagamentos e controle das contas. Pior ainda. Ficou constatado em perícias policiais de documentos que mais de 10 folhas de cheques não estavam rasurados e, portanto, foram assinados já com o destinatário (portador) definido

    Egashira foi indiciado duas vezes por peculato em dois inquéritos policiais: um por desviar dinheiro do legislativo e outro por não repassar um cheque à comissão de registros históricos da Câmara de Marília

    Ele responde ainda por estelionato e formação de quadrilha, em outro inquérito, onde é suspeito de fazer parte de um grupo que aplicava golpes na região usando cheques clonados

    (José Ursílio)

  • 29 jul 2007 /  Fique Ligado

    O Ministério Público Estadual denunciou os vereadores Herval Rosa Seabra e Valter Luiz Cavina e o ex-diretor da Câmara de Marília, Toshitomo Egashira, pelo crime de peculato (apropriação indébita praticado por funcionário público) no caso do desvio de R$ 624.251,96 dos cofres públicos municipais.rnSegundo apurou o Diário, o ex-diretor responsável pelo esquema de roubalheira com utilização de mais de 50 folhas de cheques também teria sido denunciado pela prática de peculato no caso do desvio de R$ 10.500,00, destinados por um banco à Comissão de Registros Históricos da Câmara

    A denúncia foi protocolada esta semana pelo promotor público Gilson César Augusto da Silva. O promotor foi procurado pela reportagem na tarde de sexta-feira, mas ele se recusou a falar sobre o caso

    O Diário tentou obter informações sobre a denúncia no cartório da 3ª Vara Criminal. Funcionário explicou que o documento estava sendo analisado pelo juiz Décio Divanir Mazeto e que só estaria disponível para consulta pública no início da semana – segunda ou terça-feira

    Toshitomo provocou rombo histórico nos cofres do Legislativo com desvio de cheques que eram adulterados para serem descontados ou depositados em suas contas pessoais

    O crime foi descoberto em outubro de 2005 quando o Ipremm, o instituto de previdência do município – telefonou para cobrar as mensalidades atrasadas. Os cheques de pagamentos haviam sido assinados e destinados ao instituto, mas o dinheiro sumiu

    O desvio do dinheiro da Câmara ocorreu no período de janeiro a agosto de 2005 mediante desconto de 58 cheques da agência do Banespa. Toshitomo devolveu parte do dinheiro, R$ 102.056,96, o que deixou um rombo de R$ 522.864,83

    Segundo ficou apurado, a maioria dos 58 cheques usados para o desvio estavam nominais ao ex-diretor da Câmara. Alguns cheques tinham dizeres indicativos do recebedor desalinhados verticalmente. A investigação policial concluiu, após exames periciais, que não ficou comprovado nenhum sinal de adulteração na parte nominativa

    As conclusões periciais teriam indicado que vários desses cheques teriam sido assinados por Herval Seabra, indicando devidamente que o portador seria Toshi

    O crime de peculato prevê pena de prisão de dois a 12 anos de prisão. Se a Justiça acatar a denúncia, será marcada em seguida a data da audiência de interrogatório dos réus

    Como presidente da Câmara, a Justiça deve apurar se Herval Seabra tinha conhecimento dos desvios, como pretende o MP, uma vez que ele assinava todos os cheques

    No dia 20 de abril deste ano, Toshitomo foi submetido a novo interrogatório na Polícia Civil e disse ter entregue ao ex-presidente do Legislativo, Valter Cavina, a maior parte dos quase R$ 600 mil que desviou dos cofres públicos

    Cavina disse em entrevista à época que a acusação era uma armação de ‘bandidos da política’, sem no entanto apresenta qualquer prova contrário ou identificar os responsáveis pela acusação

    O depoimento foi iniciativa do próprio Toshi. Quase dois anos após o escândalo ele decidiu dizer que Cavina ficou com R$ 350 mil a R$ 400 mil do dinheiro

    O ex-diretor diz ter ficado com R$ 50 mil e não tem a menor idéia de onde estejam outros R$ 250 mil

    A presidência da Câmara de Marília foi exercida por Seabra no período de 2003 a 2004 e em 2005 a 2006 por Cavina

    Há duas ações tramitando na esfera cível contra Herval Seabra e Toshitomo Egashira cobrando o ressarcimento dos valores desviados

    Esse escândalo envolvendo desvio do dinheiro público coloca de novo a conjugação de interesses de defesa. O defensor de Toshi é João Simão Neto, articulador e mentor de Abelardo Camarinha nos últimos dois anos

    Já a ação penal contra Herval Seabra sorteada para a Terceira Vara tem como juiz Décio Divanir Mazeto, que foi sócio do vereador em escritório de advocacia

    Toshitomo Egashira também é investigado pela polícia pela prática de golpes em lojas de Marília e região com uso de cheques clonados. Os crimes aconteceram em abril deste ano

    (José Ursílio e Márcio Zeni)

  • 29 jul 2007 /  Fique Ligado

    As instituições de Marília devem respostas mais rápidas em defesa de seus agentes decentes e verdadeiros representantes de Estado a partir de atuação e devassa para identificar, coibir e punir desvios.

    A sociedade civil de Marília está até parcialmente surpresa com a multiplicação de desdobramentos envolvendo o desmonte de crimes organizado e do colarinho branco e envolvimento e contaminação de parte dos agentes públicos em diversas instituições.

    A necessidade essencial agora é provocar e mobilizar os órgãos internos de fiscalização e correção de funções e atividades das instituições.

    É preciso coragem e determinação para desinfetar corporações e instituições a partir de corregedorias, comissões e conselhos, instâncias apropriadas para readequar a lisura no comportamento dos agentes e restabelecer a confiança do cidadão em relação ao estado de direito e democrático.

    Pouco ou nada adiantará se apenas ficarmos estupefatos com tanta sujeira, lama, organização criminosa ou mesmo a conveniente omissão de quem não se contamina, mas acovarda-se e apequena-se no individualismo.

    Os poderes constituídos em Marília são maiores que aminoria desqualificada que desviou as funções do Estado e aliou ao banditismo serviços públicos transformados em métodos escusos e privilégios ilegais.

    Os desdobramentos das atividades de fiscalização,investigação e diligências desencadeadas em sigilo nos últimos 20 meses já deu evidências de como as instituições estavam descaracterizadas e colocou na cadeia boa leva de agentes públicos infiltrados e a serviço do crime.

    A parte mais dramática e perigosa foi desarticulada internamente nos órgãos de Estado e golpeouaqueles que financiavam e cooptavam a orquestração do mal.

    Sobrou agora necessária identificação daqueles que não cometeram crimes graves, mas acabaram prevaricando e infringindo as regras e legalidade de atos e comportamentos dentro dos serviços públicos.

    Para desmantelar a rede de intervenção indevida em instituições policiais, políticas e até judiciais é essencial o desdobramento de tudo que impera por força das forças de segurança pública e de execução da ordem jurídica.

    É tão essencial também mobilizar as corregedorias das polícias, especialmente da Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal, com objetivo agora de reorganizar atividades funcionais transparentes, eficientes e éticas e esse perfil deve ser a meta das chefias e comandos para resgatar a credibilidade do serviço e garantir valorização dos agentes comprometidos com respeito e ética.

    De talvez essência ainda maior, o necessário desmonte da rede de intervenção indevida e paralela no Poder Judiciário Estadual e de novo vale a necessária atuação da Corregedoria do Tribunal de Justiça e do Conselho Nacional de Justiça.

    Ficou evidente a gravidade do desvio nas instituições identificado nas investigações do Ministério Público Federal e Estadual e Polícia Federal.

    Se as próprias instituições já tinham procedimentos internos para identificar os desvios, eles acabaram atropelados pela força, agilidade e vanguarda das medidas de Estado eficiente que apontou a parte mais podre.

    O que falta a ser feito requer agilidade, isenção e postura digna e firme. Esse jornalista foi vítima de perseguição sem limites quando ousou denunciar à opinião pública e às próprias instituições e autoridades a necessidade de coibir a infiltração da organização criminosa nas instituições.

    Foi mais fácil tentar calar o jornalista com medidas até incrivelmente legais, mas baseadas na fraude, forja, coação, truculência e omissão e falta de interesse.

    Não fiquei nos últimos quatro anos um mês sem exercer minha função, obrigação, direitos e deveres de jornalista.

    Não fiquei nos últimos quatro anos um segundo sem exercer cidadania ao multiplicar atuação e ativismo e recorri a todas instituições em segunda e terceira instâncias para expor o que estava ocorrendo na cidade.

    Embora não haja entrelaçamento entre boa parte do desmonte da organização criminosa, até o estudante de primeiro ano de faculdade de Direito que veio morar esse ano em Marília já sabe e é conhecedor dos problemas graves dessa sociedade e que mais cedo ou tarde haveria rompimento dessa esculhambação.

    O que ficou evidenciado também nessa rede de intervenção indevida e ilegal junto às instituições foi orquestração de interesses conjugados e interagidos da dupla João Simão Neto-Aberlardo Camarinha, mitificados em artifícios e formados e mentores da rede intervencionista para proteção pessoal e de grupo.

    A semana que acaba indicou a fase mais silenciosa da atuação da força tarefa que está atuando na cidade envolvendo principalmente autoridades federais.

    No entanto, há clima que envolve sobressalto e expectativa e na onda da legalidade e Justiça a sociedade pode esperar que nada vai surgir de forma espetacular ou pirotécnica e é por isso que os resultados da atuação do estado de direito tem resultados positivos.

    O que não pode ser confundido também com aquela versão malfadada de que uns estariam com mais direitos que os outros por conta de eventual poder onipotente e onipresente, assim como patrimônio e dinheiro capazes de reproduzir salvo conduto e imunidade para descarado movimento no submundo da impunidade.

    Tenho repetido nessa coluna e no programa Resgate da Cidadania todos os dias às 11h30 nas rádios Diário FM e Dirceu AM a defesa das instituições e agentes públicos mas de forma alguma adoto restrição quando trato das questões mais graves e que possam envolver quaisquer que sejam as autoridades e ou líderes ou comandantes políticos, policiais ou judiciais.

    Não foi sem motivos, provas e documentos que me transformei em testemunha federal até com proteção determinada e assegurada pelo Tribunal Regional Federal de São Paulo e que por questões de segredo e sigilo não posso revelar boa parte da atuação de cidadania que exerço há quase dois anos.

    Não usei e nem nunca vou usar postura que fuja à humildade e transparências necessárias à continuidade da atuação, embora esteja arcando com intimidação e perseguição até mesmo das forças investidas de legalidade que deveriam estar mais atentas à necessidade de rever o rumo do estado de direito em Marília para que no futuro não ocorram mais surpresas desagradáveis e desmoralizadoras.

    É grave a contaminação de agentes e autoridades públicas em crimes odiosos e hediondos sob disfarce e proteção das instituições e suas salvaguardas, mas é de repugnar e condenar com ênfase quando ocorre a conivência de interesses por intimidação, covardia ou omissão proposital e ou de ignorância.

    Marília gritou contra a corrupção, roubalheira, ilegalidade e criminalidade e conseguiu despertar boa parte das instituições, agentes e homens públicos.

    A continuidade é essencial para dar fim definitivo nesse título simbólico de capital nacional do crime organizado.

    A sociedade quer apenas cidade simples e natural no ordenamento jurídico, liberdades e legalidades, com problemas, necessidades e também criminalidade, mas em parâmetros e limites idênticos a centros igualmente desenvolvidos.

    Se for possível, claro, todos nós queremos como quero para meu filho Matheus uma sociedade exemplar em respeito, igualdade, fraternidade, paz, mas acima de tudo com Justiça.

    rn

  • 22 jul 2007 /  Atentado, Fique Ligado

    A limpeza nas instituições e o desmonte do crime organizado vão continuar em efeito dominó bombástico e de múltiplas ações, de uma vez por todas, vai dar a Marília destaque como símbolo literal de amor e liberdade, mas legalidade e Justiça.

    A mitificação do banditismo e criminalidade do colarinho branco inverteu a ordem pública. Autoridades contaminadas e dissimuladas subverteram atuação de policiais e políticas e da própria área judicial estadual.

    A força tarefa que age no combate ao crime organizado há mais de 20 meses deu à cidade na semana que passou a mais histórica e emblemática demonstração da força da lei e ordem quando o Estado funciona.

    As prisões de João Simão Neto e Arineu Zocante derrubam dois mitos da organização criminosa que há décadas infiltrou-se na sociedade e desacreditou instituições com parte de seus agentes inoperantes e omissos e por vezes corrompidos.

    Arineu Zocante é o bandido que escandalizou a sociedade pelos métodos e golpes que perpetrou e usou ralé pé de chinelo e gente de arma, distintivo e farda de federais e estaduais, o que é mais inadmissível.

    Na proteção, orquestração e envolvimento nessa organização criminosa, o maior de todos os mitos, João Simão Neto, que com prerrogativas por carteira da OAB e título de doutor, criou espectro e rede a manipular, corromper e cooptar todo tipo de infiltração, junto às Polícias Civil e Federal e ao Fórum Estadual.

    Nos últimos anos até na política ampliou tentáculos e desvirtuoupoder do dinheiro público pelos cofres da Prefeitura e da Câmara.

    João Simão se entrelaçou em braços dados, mãos atadas, rastros e digitais divididas com as figuras do ex-prefeito Abelardo Camarinha e seu ex-chefe de Gabinete Carlos Umberto Garrossino.

    O desmonte dos crimes políticos, do colarinho branco e outros tantos ainda nem começou, mas não existirá imunidade capaz de impedir a desmistificação da impunidade.

    Nesse quesito, estão adiantadas as ações por conta dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, e desmascaradas a roubalheira, corrupção, superfaturamento de obras, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e uso de testas de ferro e laranjas para esconder fortunas e bens.

    Bens indisponíveis, primeiras condenações e agora só falta uma devassa geral para desencalhar os processos e promover a limpeza do grupo político que envolve quase 700 beneficiários e aproveitadores da Prefeitura e Câmara. Os líderes já estão na mira.

    Em pouco tempo vai também finalmente ser desbaratada essa orquestração de interesses e negócios escusos que construiu fortunas ilegais roubadas dos cofres municipais.

    Nem poder, nem dinheiro. Nem temor, nem corrupção. O que impera é a legalidade. Direitos e defesa ampla, mas a partir da igualdade e necessidade também de obrigações e deverescumpridos.

    Enquanto isso, na decretação da prisão preventiva de João Simão Neto, nos autos número 2007.61.11.003190-4, na decisão do Juízo Federal da 3ª Vara de Marília, fica desenhada periculosidade do acusado em vários crimes, tudo muito bem delineado pela força tarefa de procuradores da República.

    A organização criminosa desmascarada deve-se à seqüência de medidas legais, destemidas e bem delineadas por homens intocáveis a serviço da sociedade, como do delegado federal Júlio César Baida Filho, de São Paulo, do chefe da PF de Marília, Sandro Roberto Viana dos Santos, e do discreto e competente procurador federal Célio Vieira da Silva.

    Acabou a inversão descarada da ordem pública. Os intocáveis e com poder de Estado são os agentes públicos, das polícias, doMinistério Público e da Justiça.

    No paralelo, na organização criminosa, pode-se como o fizeram construir rede de riquezas e medo, no entanto, sem ignorar que mais cedo ou mais tarde esse castelo iria ruir com a derrubada dos falsos ícones.

    João Simão impunha-se pela força do poder paralelo, ameaça com supostos dossiês contra autoridades que o investigavam, articulava e traficava influência, antecipava sentenças judiciais em suspeições nos corredores das delegacias e Fórum e jactava-se pelo êxito de seus métodos.

    As denúncias que esse jornalista faz há anos foram ignoradas pelas autoridades de Marília, entre atitudes e ações de conivência, omissão ou ignorância. E até tentaram me calar. Lastimável.

    A contaminação de alguns agentes públicos motivou na sociedade descrédito e criou na figura de João Simão Neto salvo conduto que impedia dele ser pego por suposta participação na organização criminosa.

    Quando chegou a Marília, em 1975, acabara de livrar-se da cadeia, preso por lesão corporal, roubo e receptação em cidades do Paraná, onde até então era o perigoso vulgo “Quita”.

    A chance de redimir-se pode não ter sido aproveitada por ironia ou descalabro do destino, tanto assim que 32 anos depois, agora aos 56 anos de idade, João Simão Neto, riquíssimo, defensor de gente teoricamente importante, volta para a cadeia e acusado numa série de crimes cujo fio da meada só foi puxado e começa a aparecer.

    A dupla de clientes mais famosos de João Simão, Abelardo Camarinha e Carlos Umberto Garrossino, nos bastidores, como mostram interceptação telefônica com autorização judicial, ao invés de Quita, cunharam sugestiva mas suspeita alcunha: o “Mão Fria”.

    A gravidade e a vulgaridade ficam mais lastimáveis ainda porque numa das interceptações telefônicas ainda da época do criminoso incêndio contra jornal e rádio, Camarinha sugere que quem deveria “tomar conta” desse jornalista seria João Simão, que não por coincidência está denunciado por ser mandante e financiador do crime.

    Da cadeia,”Mão Fria” agora pode devolver o carimbo e eleger Camarinha como o “Pé Frio”.

    Vida e obra de quem tem lições e não as aprende é de fim triste como ocorre agora com a prisão preventiva de “Mão Fria”, que em 30 dias escapou de outros três pedidos idênticos.

    Nadaprotegeu João Simão na sexta-feira, 13 de julho de 2007, quando a decisão da Justiça Federal foi de prendê-lo para que ele responda por seus crimes e por causa da periculosidade e métodos já conhecidos e denunciados de fraudar provas, coagir testemunhas e cooptar autoridades.

    Na linguagem que João Simão conhece bem no mundo da organização criminosa, ao invés de prerrogativas de advogado que deveriam nortear sua conduta, a casa caiu e foi flagrado e denunciado.

    São tempos de reflexão enquanto se defende, mas nada mais pode ter de privilégios e a arrogância e prepotência agora terão que virar sentimentos e comportamentos modificados na presença dos homens da lei.

    Afinal, assim está o cidadão João Simão Neto: trocou carteirinha da OAB por par de algemas; desperdiçou conforto de escritório luxuoso, mansão na cidade e fortaleza na fazenda para habitar cela na PF em São Paulo; ao invés de passeios em carros importados, como Pajero e BMW, agora ele se locomove em camburão escoltado por policiais; nas audiências, estará no banco dos réus.

    Ninguém merece ou pode pagar a mais por quaisquer crimes, mas ninguém pode ficar impune.

    Pior ainda quando um sujeito como João Simão Neto constrói carreira que arruína o patrimônio e a vida das pessoas, escondido e corrompendo, sob as barbas de parte das autoridades da cidade, muitas delas ainda com contas a serem ajustadas na nova onda, a onda da legalidade e justiça, sem omissão ou covardia de quem quer que seja.

    No caso desse jornalista, não tenho dinheiro ou patrimônio, não tenho poder ou tráfico de influência. Voumanter mãos limpas e dignidade, ativismo e combate destemido em busca da legalidade e decência.

    Acabou a era de João Simão e a cambada liderada por Abelardo Camarinha e seu espectro político que domina os cofres municipais anunciarem sentenças judiciais, que vão prender, me tirar da empresa ou mesmo me matar. O mundo do crime não pode mais nada.

    Fico à disposição dos poderes constituídos, como as polícias, os intocáveis do Ministério Público Estadual e Federal, a Justiça Estadual e Federal, tudo dentro dos limites da lei.

    Garanto que ainda vou continuar a presenciar e participar da histórica glória de ver homens em igualdade e paz e instituições minimamente limpas a partir de outras operações coordenadas que estão em andamento e vão oferecer uma cidade muito melhor para os próximos anos.

    Minha vida e obra, a herança que meu filho Matheus merece e nunca vou decepcioná-lo.

    rn

  • 18 jul 2007 /  Atentado, Sem categoria

    A Polícia Federal espera receber até hoje solicitação da Justiça Estadual para definir traslado de João Simão Neto de São Paulo para Marília na quinta-feira, quando ele deve ser interrogado como acusado no processo que investiga atentado contra o jornalista José Ursílio.


    O delegado Sandro Viana dos Santos, da PF de Marília, disse que é preciso prazo para comunicação e garantia do traslado. João Simão está encarcerado na Superintendência da Polícia Federal, no bairro da Lapa Baixa, zona oeste de São Paulo.


    O interrogatório está marcado para às 15h15. No mesmo horário deve estar na cidade também o policial rodoviário federal Ademilson Domingos de Lima, o Lima ou Luma, acusado de fazer o contato com Luverci Luque e Evandro Quini, os outros dois acusados de envolvimento no crime.


    Lima está preso na detenção de Tremembé, acusado de participar em golpe investigado pela Polícia Federal e por uma força-tarefa do Ministério Público Federal.

    João Simão é acusado de financiar o crime e orientar Lima a contratar os pistoleiros. O processo mostra que desde junho Lima fez contatos nesse sentido, inclusive dentro da base da Polícia Rodoviária Federal, onde trabalhava.

  • 17 jul 2007 /  Atentado

    A prisão de João Simão no domingo acumula acusação quando ele começa a responder a processo por tentativa de homicídio planejada contra o jornalista José Ursílio. João Simão foi o financiador, incentivador e maior interessado no plano, mostram depoimentos.



    João Simão deve ser interrogado pela Justiça na quinta-feira, dia 19. A apresentação só depende de a Justiça de Marília requisitar à Polícia Federal apresentação do acusado.


    O pedido é formalidade padrão, que já foi adotada contra o outro acusado no crime, o policial rodoviário federal Ademilson Domingos de Lima, o Lima ou Luma.


    Envolvido em caso de golpe revelado pela Operação Oeste, Lima está preso na penitenciária de Tremembé, de onde será trazido para interrogatório na quinta.


    O delegado Sandro Roberto Viana dos Santos, da Polícia Federal, disse que a polícia depende da manifestação da Justiça Estadual para definir o transporte de João Simão. Como é fase de interrogatório, pode haver facilidades para transporte.


    A audiência do dia 19 é a primeira do processo, aberto a partir de denúncia protocolada por quatro promotores, três deles ligados ao Gaerco, um grupo especial do Ministério Público formado para combate ao crime organizado.


    O processo inclui um relatório de aproximadamente 30 páginas produzido pela Polícia Federal a partir das informações da Operação Oeste.


    Além disso, o caso ganhou os depoimentos de testemunhas protegidas pelo Ministério Público. Documentos revelados pelo Diário no domingo mostram que João Simão teria oferecido até R$ 60 mil pela morte do jornalista em junho do ano passado.


    A oferta começou em R$ 20 mil e subia conforme a execução era adiada. O crime foi negociado com dois homens. A Polícia Federal e o Ministério Público Estadual ouviram um dos convidados e o irmão do outro. Os dois revelam detalhes sobre o crime e as promessas de pagamento.


    Segundo os depoimentos, João Simão incumbiu Lima de contratar os matadores e planejou executar o crime durante jogos da copa do mundo do ano passado.


    O convite e as ofertas foram anexadas como prova do envolvimento de João Simão e Lima no planejamento da execução, além de configurar o interesse direto dos dois na morte.

  • 15 jul 2007 /  Atentado

    O advogado João Simão Neto e o policial rodoviário federal Ademilson Domingos de Lima, o Lima ou Luma, ofereceram até R$ 60 mil para um pedreiro e um amigo matarem o jornalista José Ursílio durante a Copa do Mundo de 2006.


    Os dois chegaram a ser levados até o sítio do jornalista, onde seria cometido o crime. Foram orientados sobre o carro de Ursílio, horários para execução. Mas não conseguiram praticar o homicídio.


    A oferta foi feita aproximadamente um mês antes de outro pistoleiro contratado, Evandro Quini, tentar o crime e fracassar. Em 18 de julho ele errou o alvo e os tiros e atentou contra a vida de um motorista, Almir Adauto. Está preso.


    João Simão e o policial estão denunciados formalmente por organizar a tentativa de homicídio. Contra eles já existiam indicações dos suspeitos presos – o próprio Evandro e sua ex-mulher, Luverci – além de rastreamento de gravações telefônicas feitas logo após o crime.


    Os depoimentos foram anexados ao processo conta os dois e vão servir de prova da organização do atentado e do envolvimento de Simão e Lima.


    As novas informações sobre a empreitada de Lima e João Simão para matar Ursílio estão em dois depoimentos de dois homens identificados como “testemunha A” e “testemunha C”, que tiveram dados preservados pelo Ministério Público.


    O primeiro é irmão de um pintor contratado para executar o serviço. Ele disse que o irmão ofereceu pagar algumas de suas contas e confessou que receberia R$ 40 mil para matar o jornalista.


    O irmão mostrou até a arma: uma pistola preta austríaca. A descrição confere com a da arma usada no atentado em 18 de julho.


    O outro depoimento é ainda mais revelador. Foi feito por um dos homens contratados para o crime, que foi levado por Lima até o sítio do jornalista. “Depois do serviço era pra devolver a arma, que eles iriam dar sumiço nela”… “não era para abrir a boca pois teriam o ‘melhor advogado de Marília’, João Simão Neto”, o mesmo que defendeu os condenados pelo atentado ao Diário.


    É esse depoimento que revela as várias ofertas de dinheiro. Começou com R$ 20 mil, subiu a R$ 40 mil e como os contratados se recusavam a executar o atentado Lima teria dito que poderia chegar a R$ 60 mil. Não foi feito pagamento.


    A “Testemunha C” revela que ele e o amigo pensaram em contratar uma terceira pessoa, pagar R$ 5.000 e ficar com o resto do dinheiro.


    Mais.


    Lima fez os contatos e tratou da contratação durante horário de serviço e até dentro da base da Polícia.

  • 15 jul 2007 /  Fique Ligado

    Leitor-contribuinte: pode ficar assustado e considerar decepcionante sua representatividade. Pior. Pode lastimar, não é possível que você seja tão enganado, tão explorado enquanto os recursos públicos sejam tão desperdiçados.

    Você analisa o custo-benefício do pior investimento da vida de qualquer cidadão que paga regiamente os impostos municipais em Marília e conclui rapidamente: é desperdício o gasto com os políticos.

    Cada um dos 13 vereadores de Marília vai custar em 2007 absurdos R$ 505.796,00 (mais de meio milhão de reais); valor simples obtido a partir de uma conta simplista, que é a divisão do orçamento que a Câmara consumirá esse ano pelo número de legisladores.

    Isso mesmo, leitor-contribuinte. Dos recursos públicos que vão entrar nos cofres do Executivo, vão sair R$ 6.575.500,00 para bancar as gordas mamatas do Legislativo, uma casa que só não dá mais conforto para seus integrantes se comparada com o céu.

    Os bacanas da Câmara de Marília vão continuar ganhando os R$ 4.200,00 de salários, nomeando parentes, os amigos, tendo carro chapa branca à disposição, viajando com as despesas pagas, mandando correspondência a custas do nosso dinheiro, enfim, aquela regalia que qualquer mortal sonha todo dia em conseguir.

    Pense agora que cada um dos vereadores vai custar para os cofres públicos, todos os meses, R$ 42.147,00. Nesses seis primeiros meses de 2007, eles já consumiram R$ 252.882,00.

    Mas pense mais ainda. Os vereadores de Marília quando comparados com o custo para cada habitante, são um ônus ainda maior.

    Dos 227.000 habitantes de Marília, de qualquer idade, cada vereador que está aí na Câmara, vai custar R$ 28,96, valor conseguido quando se divide a receita pelo número de habitantes.

    Lamentável e triste. Mais de 18.000 pessoas vão gastar para bancar um único vereador.

    Sabe o pior? O vereador que em Marília na maioria dos casos de graça é caro, custa mais que aqueles da Capital Paulista, onde o cidadão desembolsa o valor de R$ 25,26. Não que lá eles sejam baratos, que possam ser mais produtivos comparativamente aos tais eleitos de Marília.

    Pense agora, em cada vereador, se é que você se lembra da maioria deles, se é que eles são conhecidos, se é que você é capaz de lembrar o nome de quem você votou na eleição passada.

    Pense também em algum projeto de lei, em algum requerimento, em alguma indicação, em alguma reunião, em alguma obra, em algum benefício público que os vereadores de Marília produziram para a cidade, seu bairro, enfim, algo que seja digno de elogio.

    Chega. Já tem a resposta. Você se lembra de algum dos vereadores, mas de algo positivo que eles tenham feito, garanto que não.

    Mas você se lembra que eles estão numa boa, que eles falam, falam, falam por aí sem nada acrescentarem de importante e útil.

    Você sabe e se lembra que eles fazem do mandato uma ação entre amigos, que vivem como se estivessem em outro mundo, surreal, sem problemas, pouco importando com o mundo real da sociedade.

    Você, leitor-contribuinte, tenho certeza se lembra e vai continuar sendo alertado todos os dias para não esquecer que os vereadores que custam em Marília R$ 42.147,00 por mês ou R$ 505.796,00 em 2007 saíram de férias em julho, vão descansar, depois de terem feito sessões todas as segundas feiras, entre 17h e 22h.

    Isso mesmo, eles trabalharam 20 dias esse ano ou se você preferir, 100 longas horas e já estava na hora de merecido descanso.

    Na última sessão, a toque de caixa antes das férias, os vereadores aprovaram na última sessão, por conta de projeto de lei criado pela dupla Mário Bulgareli-Luiz Eduardo Nardi, de maneira suspeita e escondida, sem discussão, ignorando 100% dos contribuintes, dos ricos aos pobres.

    Isso mesmo, a alíquota do imposto predial vai aumentar 32% e vai pular para 1,85% do valor venal, o maior índice do Brasil. Isso mesmo, o maior do Brasil. E espaço está aberto para alguém desmentir, esse é o desafio.

    Os vereadores que votaram aparecem no quadro ao lado, que vou publicar todos os dias, tanto no jornal, como nas rádios Diário FM e na Dirceu AM e no jornal online do Diário (www.diariodemarilia.com.br).

    Agora, vamos ser justos. Anote, divulgue, defenda para seus amigos e familiares vereadores que se não são nenhuma sumidade, têm lá suas deficiências, no entanto, pelo menos estão ligados na realidade popular.

    Você, leitor-contribuinte, não pode se esquecer daqueles que votaram contra essa indecência de aumento no IPTU.

    Em primeiro lugar, destaco a atuação cada dia melhor do vereador Júnior da Farmácia, recordista de voto, uma pessoa do povo, trabalhador honesto, digno, emotivo, que todo mundo conhece pela decência, que não mudou de vida depois de eleito. Dá para ser digno, basta ser digno.

    Também votaram contra o aumento, os combativos Sidney Gobetti de Souza e Carlos Cavalieri Bassan, que têm mostrado independência e postura clara. E Mário Coraíni, nas votações e posições em defesa da sociedade, reconhecemos e aplaudimos, faz um papel importante e merece a confiança da população.

    O que precisamos fazer é ficarmos atentos nas propostas e mobilização de ongs, sindicatos, empresários, comerciantes e outras entidades.

    Devemos nos mobilizar para rechaçar esse aumento do IPTU e várias campanhas públicas estão em desenvolvimento. Se você tem interesse procure a ONG Marília Tansparente (Matra); à rua Carlos Gomes…

    Se você quer aderir à luta desse jornalista contra a indecência do aumento do IPTU em 2008, divulgue o quadro ao lado ou visite o site do Diário e mande umrecado aos vereadores, ao prefeito e ao vice.

    Agora, além de tudo isso, discuta, participe, vamos fazer uma cruzada para resgatar a lisura, transparência e respeito das coisas e causas públicas e, em 2008, ano de eleição municipal, será a hora de escolher gente de bem e do bem, para que o cidadão não pague impostos extorsivos e, muito pior, não fique mais sem investimentos e atendimento de suas prioridades.

    rn

  • 11 jul 2007 /  Fique Ligado

    Os nove vereadores do bloco de defesa do prefeito Mário Bulgareli que votaram a favor do aumento de 32% no IPTU entraram com ação judicial para censurar o Diário e impedir a publicação do termo ”traidores” em gráfico sobre resultado da votação.rnO pedido foi atendido pela juíza substituta Josiane Patrícia Cabrini, na 3ª Vara Cível de Marília, determina a retirada do termo do gráfico publicado pelo Diário. A decisão é liminar e o caso ainda terá de ser julgado no mérito

    Embora seja uma a ação para defender interesse pessoal dos nove vereadores, a ação é protocolada de forma oficial pela Câmara

    A ação é assinada pelo procurador jurídico do Legislativo, Alex Sandro Altimari, que chegou ao cargo por concurso depois de ocupar por anos função de forma nomeada em confiança do ex-presidente Herval Rosa Seabra

    A concessão da liminar também abre prazo para que o Diário se manifeste no processo e defenda o direito de opinião sobre a conduta dos vereadores. Além de não se tratar de reportagem Diária, mas de texto sobre avaliação da conduta, o material do jornal se resumiu a divulgar uma interpretação e uma crítica do jornal ao comportamento político dos vereadores

    Os nove envolvidos – alguns dos quais se anunciam como “independentes” ou “alternativas políticas” – aprovaram o aumento de 32% no IPTU sem debater a questão e a toque de caixa

    O projeto com aumento chegou na sexta-feira à tarde à Câmara e foi aprovado na segunda-feira à noite, apesar de pedidos para que a sessão fosse adiada. Entre os vereadores que aprovaram a medida, pelo menos quatro votaram, contra projeto de aumento em dezembro e dois deles – Luiz Coneglian e Marcos Camarinha – fizeram pronunciamentos poucos dias antes reafirmando compromisso de rejeitar aumento de imposto

    O Diário vai contestar a ação e pedir a revogação da liminar.