Casa de Carnes São Luiz, do Amigo Luizão.
Prefeitura Municipal de Marília, dos amigos Mário Bulgareli, Luiz Eduardo Nardi, Abelardo Camarinha e Vinícius Camarinha.
Câmara Municipal de Marília, dos amigos Eduardo Nascimento, Herval Rosa Seabra, Valter Cavina, Marcos Camarinha, José Carlos Albuquerque, José Expedito Capacete, Sônia Tonin, César da ML, Júnior da Farmácia e Luiz Congelian.
Está assim constituída a ação entre amigos. Diferente do mundo real, no submundo da política de Marília, onde tudo ocorre ao sabor, desejo e interesse deles, somente para eles, tudo entre eles.
Cidadão de bem, senhor empresário, industrial, empreendedor, prestador de serviços, comerciante, agropecuarista, trabalhador, dono de boteco ou quitanda, o que está acontecendo é uma vergonha.
Como se não bastasse todas as benesses, os cargos públicos, a parentada, privilégios, as contas pagas de carro chapa branca abastecido, diárias a passagens aéreas, agora o patrimônio do povo, as terras do povo, também serão usadas de forma direta e sem pudor mínimo.
Foi o que aconteceu na semana que passou. A mais invejável integração entre negócio privado e bens e serviços públicos, próprio do esquema que domina o Palácio Municipal do Desmando (Prefeitura) e o Castelo dos Horrores (Câmara).
Luizão vereador ganhou outro presentão: os lotes 27 e 28 da quadra B, do Distrito Industrial Santo Barion, cada um medindo exatos 2.508 metros quadrados, que vai ficar no nome da empresa Comercial de Carnes e Alimentos São Luiz Marília Ltda.
Isso mesmo, toque de caixa, na calada da noite, no mais descabido jogo de bastidores e outros interesses menores, dos amigos para o amigo, a ação quase perfeita nas barbas da sociedade, como se o povo fosse trouxa, a lei frouxa, os agentes de instituições omissos…
As segundas-feiras de Marília poderiam ganhar série de seriais killers com participação, financiamento e locais exatos: rua Bandeirantes, 30, no Castelo dos Horrores, com passagens e gravações especiais na rua Bahia 30, no Palácio Municipal dos Desmandos.
O mais recente escândalo é simples tapa na cara de quem paga os impostos, mão grande naquilo que é do povo, desvio da função das coisas e serviços públicos.
Trata-se do completo desprezo pela sociedade honesta, cidadão de bem e parece que agora a ordem é mesmo aquela do salve-se quem puder, que cada um aproveite o máximo, o fim de feira administrativo parece época de guerra onde pilhar e saquear é necessidade de sobrevivência.
A ação entre amigos quer aniquilar o José Ursílio, este jornalista que denuncia, põe tudo no papel aqui no jornal Diário e põe a boca no trombone todos os dias nas rádios Diário FM e Dirceu AM, às 11h30. E põe no papel e assina embaixo em investigações e processos em todos tribunas brasileiros.
Sabe por quê? Porque eles podem mandar queimar jornal e rádios, podem mandar me matar como já tentaram, podem cortar qualquer relação comercial, podem me perseguir, podem tentar comprar sentença judicial para me prenderem.
Não estou mais apenas no exercício de direitos, é minha obrigação e dela nunca vou me acovardar, me apequenar.
Duvido que exista apenas único homem, mulher, jovem, criança nessa cidade que não esteja literalmente enojada desse quadro político, desse escândalo repetido com barbaridades agora semanais.
Tenho feito defesa intransigente, mais que jornalista como ativista em busca da legalidade e temo sim por mim, família, amigos e companheiros, mas acima de tudo tenho o comprometimento público e dele não vou correr porque nunca serei omisso ou covarde.
Faz de conta que é legal, o amigo Luizão tem o direito de ter passado a rede de açougues para familiares, que tem negócio de êxito, que precisa de área doada pela Prefeitura.
Parabéns. Entre na fila, seja mais um, é preciso decência, transparência, moralidade para tratar das coisas e causas públicas e não existe justificativa no mundo que uma ação entre amigos possa beneficiar e privilegiar Luizão, Bulgareli, Camarinha ou quem for.
Mais de cinco mil metros quadrados de área nobre exatamente para o amigão que por coincidência da vida vai angariando bens as custas dos negócios públicos.
Afinal, ótimo Luizão ter sido amigo de Camarinha, ter sido motorista do gabinete da Prefeitura e da Assembléia Legislativa.
Ótimo o mesmo Luizão ser tão amigo, que de motorista virou dono de açougue, virou sitiante, virou arrendatário da Fazenda Santa Estela, da família Camarinha.
Ótimo Luizão ter crescido tanto, ter rede de açougues, ter feito de suas empresas negócio próspero, que em 11 anos ganhou seis concorrências públicas milionárias da Prefeitura.
Isso mesmo, o sucesso empresarial, comercial e de fornecedor de carnes bovinas, suínas e frango e embutidos do amigo Luizão é vertiginoso e pode até servir de referência.
A ação entre amigos tem alguns lances esquisitos. Concorrências estão sob suspeita e investigadas porque a merenda escolar das crianças que deveriam ter carne de sobra, de vez em quando só tem arroz e agrião que não têm nada de derivado de carne.
A Fazenda Santa Estela, de Camarinha, arrendada pelo amigo Luizão, virou motivo de litígio judicial, negócio privado, mas que por conta da atuação pública também deve ser vigiado.
Mesmo assim jura de pé junto que não tem nada a ver seus negócios privados, com a coisa pública, assim como nada tem de vínculo a devolução da fazenda desocupada com o presente de mais de cinco mil metros quadrados que Bulgareli está dando com o beneplácito dos 10 vereadores de situação.
Ah, tem muito mais. Cidadãos comuns não conseguem ter sucesso na política e muito menos famílias tão bem sucedidas. Ou então, Luizão não é Luizão dos açougues, Luizão não é o homem de comércio de sucesso, Luizão é apenas pai dos filhos que são donos da casa de carnes, Luizão é apenas o genro da sogra dona da casa de carnes.
Ah, mas este jornalista é o José Ursílio, para o azar deles é o José Ursílio.
Faz de conta que nós somos todos muito desconfiados. Está tudo certo, que não há nada de perverso, pervertido ou diabólico nesse emaranhado de negócios e que todos sejam só amigos de verdade e para sempre?
Faz de conta que você leitor acredita nesses políticos, que eles precisam de ajuda, que eles estão empobrecidos de tanto dedicarem-se à causa e coisa pública sem nada tirar?
Nada disso. Não dá para fazer de conta que sou otário, que o povo é bobo, que ninguém vai dizer nada e ninguém se mexe para pelo menos investigar esse esculhambado esquema de muito para poucos.
E muito mais. Não dá para ignorar esse sistema viciado que implantou reinado de príncipes, lordes, madames, na corte do Palácio Municipal dos Desmandos e no Castelo dos Horrores.
Ninguém vai evitar o desdobramento das centenas e centenas de investigações e procedimentos cíveis, administrativos e criminais contra esses politiqueiros e que tramitam em tribunais de todo país, a partir do trabalho de policiais, promotores e procuradores intocáveis.
Eles podem ficarno abafa, na sujeira, no ti-ti-ti político do Castelo dos Horrores, na trama fajuta da CPI do Rombo, mas o dinheiro público terá que aparecer.
Não. Os políticos são o que você conhece. Mais de meio milhão de reais roubados dos cofres da Câmara e nadinha de nada de investigação, exceto agora pelas mãos de poucos que se salvam: Mário Coraíni, Sidney Gobetti, Carlos Cavalieri Bassan e Júnior da Farmácia.
Não por coincidência esses também foram decentes, assim estão se comportando durante todo o tempo e votaram contra a volta do abusivo, extorsivo e descabido IPTU mais caro do Brasil, com aumento de até 35% a partir de 2008 e que a sociedade e suas entidades pouco fizeram até agora para rejeitar esse escândalo mas que esse jornalista vai repetir todos os dias até o ano que vem.
O descalabro da semana no Castelo dos Horrores foi pior. Por obra, veja bem, que obra, da vereadora Sônia Tonin, os politiqueiros depois de ficarem pendurados ou beneficiados nas gordas tetas da Codemar, agora descobriram que lá tem cabide de emprego, que está quebrada e que não tem mais utilidade.
O que os protagonistas fizeram? Querem acabar com a Codemar, fechar, desativar, quem sabe não coloca fogo em tudo e mete o pé na bunda dos empregados, vende terrenos e prédios para algum dos próprios vereadores que precisam de área no centro da cidade.
Isso mesmo. Igual fizeram no ano passado, quando a Codemar vendeu o prédio da antiga rodoviária, na rua 24 de Dezembro. É pra acabar com tudo, até o último centavo, último terreno, nem que seja uma quadra do cemitério.
Depois eles compram casas, prédios comerciais, escolhem nome de laranjas, de parentes e alugam para a Prefeitura. Tem imóvel superfaturado alugado parainstituições estaduais, federais, associação de piadas,a secretaria da Cultura e assim por diante.
Como pode? Como fica?Enquanto isso, prédio público é vendido, sem que o povo, o empresário, as autoridades peçam explicações. Nenhuma cidade no Brasil tem tanto prédio alugado para a Prefeitura, tanto assim que até flat chique em São Paulo, em nome de testa de ferro de Camarinha, foi alugado para a Prefeitura.
Outra mina de ouro, outro negócio que de novo é a ação entre amigos.
Enquanto isso, aqui embaixo, o empresário, o comerciante, o prestador de serviço, o trabalhador, enfim, o conjunto da sociedade civil decente paga seus impostos cada vez mais caros, abusivos, extorsivos.
Chega gente, antes era palhaçada, agora é indecente.
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