• 31 ago 2007 /  Atentado

    Um megaesquema de segurança, equipes da Corregedoria da Polícia Militar, policiais federais, testemunhas e diversos familiares e amigos dos acusados acompanharam ontem o início das oitivas de testemunhas no processo que apura a participação do advogado João Simão Neto, 56, na tentativa de homicídio planejada contra o jornalista José Ursílio e executada contra o motorista Almir Adauto.



    Testemunhas de acusação confirmaram articulações para tentar matar o jornalista e repetiram informações sobre fatos que indicam a organização e execução do crime. O jornalista foi um dos ouvidos e fez o depoimento mais longo.


    João Simão chegou cedo ao Fórum, pouco depois de meio-dia, para audiência com início previsto às 14h30. Além dele, Ademilson Domingos de Lima, o Lima ou Luma, policial rodoviário federal, é acusado de participar na organização do crime e também veio para a cidade.


    Os dois estão presos fora de Marília, com ordens expedidas por ameaça a testemunha nesse caso e por implicações em outras acusações.


    João Simão e Lima foram incriminados em investigação da Polícia Federal que flagrou conversa telefônica poucos minutos após o crime quando Simão tentava interferir nas provas e da prisão em flagrante do pistoleiro Evandro Quini, contratado para cometer o crime.


    A testemunha ameaçada ganhou status de proteção policial. Ela chegou às 14h20 sob forte esquema de segurança, com capuz e capacete para esconder o rosto.


    Quatro policiais da corregedoria, com capacetes e escudos, protegiam a testemunha durante trânsito no Fórum. Em momento algum ela cruzou com os acusados.


    Além da testemunha protegida, estavam arroladas mais quatro testemunhas, incluindo um delegado federal, que será ouvido por carta precatória. Duas testemunhas – incluindo a protegida – foram ouvidos para provar existência de plano para matar o jornalista.


    Segundo a testemunha protegida, Lima tentava controlar pistoleiros para matar o jornalista um mês antes. Ele e o irmão da outra testemunha foram chamados.


    A testemunha e o pintor foram levados por Lima até o sítio do jornalista para estudar forma para o crime. O engenheiro e a testemunha protegida confirmam o plano. O pintor, que havia revelado tudo ao engenheiro, negou na polícia.


    Amigos e familiares de João Simão formaram um grande contingente de pessoas para acompanhar a audiência, mas diferente de outros casos, em que haviam provocações e até ameaças, não houve qualquer contato com jornalistas ou testemunhas.

  • 30 ago 2007 /  Atentado

    Uma manobra da defesa, que na véspera do julgamento promoveu troca de advogados, conseguiu adiar ontem o julgamento da desocupada Luverci Luque, acusada de participar na organização de um atentado que teve como vítima o motorista Almir Adauto mas foi planejado para assassinar o jornalista José Ursílio.


    O advogado Cláudio César Cirino, que estava identificado como advogado de defesa para o Júri, renunciou à causa. Um outro advogado, ainda não identificado, chegou a ser apontado como defensor, mas abriu mão.


    A perspectiva é que Luverci possa ser representada no Júri pelo advogado Elizeu o mesmo advogado de Evandro Quini, seu ex-marido que é réu confesso no caso, ou de algum defensor ligado a ele.


    Significa dizer também que advogado ligado ao grupo de João Simão Neto, acusado de ser o mandante do crime, que poucas horas depois do atentado já orientava Elizeu, ou Zazeu, como ele é conhecido, a influenciar a investigação. Ainda não há data definida para o próximo julgamento.


    Coincidência ou não, o adiamento do Júri transforma João Simão Neto na grande estrela do Fórum hoje. Ele estará à tarde no prédio para acompanhar audiência com oitiva de testemunhas no processo em que é acusado de contratar o crime.


    É a segunda vez que João Simão entra no Fórum Estadual na condição de réu preso. Há ordem de prisão expedida pela Justiça estadual nesse caso, sob acusação de ameaçar testemunha.


    A vítima da ameaça confirmou que existia plano anterior ao atentado para matar o jornalista. Também incriminou não só João Simão, mas o policial rodoviário federal Ademilson Domingos de Lima, o Lima ou Luma, que mantém vínculo de amizade com Luverci.


    João Simão e Lima devem estar no Fórum às 14h de hoje para acompanharem a audiência. O advogado chegou à cidade ontem, já que foi ouvido pela Justiça Federal sobre outras acusações.

  • 29 ago 2007 /  Atentado

    O Tribunal do Júri de Marília faz amanhã a partir de 8h o primeiro julgamento do atentado armado contra o jornalista José Ursílio e executado contra o motorista Almir Adauto.


    No banco dos réus vai estar Luverci Luque, a mulher identificada como elo entre os contratantes e o pistoleiro contratado, Evandro Quini, seu ex-marido.


    Os réus foram denunciados por tentativa de homicídio duplamente qualificado, ou seja, com duas situações que tornam a acusação mais graves: crime por promessa de pagamento ou por outro motivo torpe e de forma que dificultou a defesa do ofendido.


    Segundo a acusação, Luverci encontrou o policial Ademilson Domingos de Lima, o Lima ou Luma, em um bingo da cidade, e recebeu oferta de R$ 10 mil para localizar um pistoleiro.


    Luverci já conhecia Luma. Ela foi testemunha de defesa em caso em que o policial foi acusado de aceitar suborno de motorista multado na rodovia.


    Ela estava separada de Evandro, de quem cobrava pensão alimentícia atrasada. Teria arrumado o encontro em Garça, onde ele morava, para discutir a execução.


    Quini recebeu instruções do homicídio, uma pistola automática e fotografia da vítima recortada do jornal. Montou plantão em frente à sede do Diário, mas no dia 17 de julho, o pistoleiro ficou nervoso e desistiu do serviço.


    No dia seguinte volta, vê o motorista Almir Adalto Marcelo saindo da empresa, Alguma semelhança física – reforçada pelos óculos que o motorista e jornalista usam – teria sido o motivo para a confusão.


    Quini seguiu o motorista até a rua Maranhão, tentou atirar e a arma falhou. O motorista correu e foi perseguido até entrar no hall de um prédio comércial. Quini entrou em seguida e fez um disparo, mas errou.


    Os dois começaram a lutar, a arma disparou novamente e Evandro fugiu. Detido por policiais militares disse: eu matei o José Ursílio.


    A pistola usada no crime, modelo Glock, calibre 9 mm, é de fabricação austríaca e seu uso é restrito às forças armadas. Quini disse que a pistola é dele e que a adquiriu por R$ 1.200,00, apesar de até há poucos meses estar preso por falta de pagamento de pensão alimentícias.

    Quini deveria ser julgado junto com a ex-mulher, mas o caso foi dividido. Deve haver ainda mais acusações, já que ainda tramita processo que pode levar ao Júri o advogado João Simão Neto e o policial Lima.

  • 29 ago 2007 /  Atentado, Fique Ligado

    Nada é sem motivos. Não é encomenda de graça. Roberto Fernandes, que está delegado Seccional de Marília, está de passagem, quase para desocupar o cargo. Está atrasado, fazendo hora extra. Prova: seu comportamento desastrado e patife.

    Roberto Fernandes não poderia ser diferente e olha que a cidade nem o conhece bem. Ainda bem que ele está só de passagem, a mala não vai nem ser desarrumada.

    Roberto Fernandes está delegado e não poderia fazer média com outro sujeito pior. Puxa saco e estende tapete para interferência vergonhosa e descabida para o ex-prefeito Abelardo Camarinha.

    É conjugação de interesses. Políticos, politiqueiros e politicalha. Roberto Fernandes ainda está delegado, filiado ao PMDB, foi candidato a deputado federal em 2006, teve 3.495 votos.

    Direito do cidadão Roberto Fernandes, ser político, estar em partido, disputar eleição, voltar para casa de rabinho entre as pernas depois da fracassada e pífia votação.

    Direito do cidadão Roberto Fernandes, reassumir cargo de delegado da Polícia Civil, ficar de um lado para outro, de passagem, tapando buraco aqui e acolá.

    Obrigação do Roberto Fernandes em Marília, no cargo de Seccional, é moralidade, transparência, isenção e, acima de tudo, honra e mãos limpas.

    Obrigação do Roberto Fernandes em Marília é ser delegado e não serviçal da politicalha que ele conhece tão bem. Nessa comunidade ele não vai passar despercebido nesse servilismo a Abelardo Camarinha ou quem quer que seja.

    Quer ser político? Tire a bunda da cadeira de delegado, porque na delegacia ele é servidor público, recebe do Estado, que arrecada impostos dos munícipes dessa cidade que não aceita mais essa esculhambação e despreparo.

    Não é nenhum Zé Mané de distintivo, carteirinha e currículo que registra deslocamento de lado a outro sem critérios, que vai aqui fazer o servicinho da politicalha e sair ileso, sem dar satisfação à sociedade.

    A Polícia Civil não pode continuar dirigida em Marília ou qualquer outra instância de forma tão acintosa contra a legalidade, transparência e respeito.

    A Polícia Civil não pode continuar nas mãos da sujeira de politiqueiros, enquanto homens e mulheres de carreira brilhante, dedicação ímpar, ao mesmo tempo, desprestigiados, enquanto continuam a mercê desses chefetes falsários.

    A sociedade não quer mais essa gentalha, basta as que aqui residem. A sociedade quer escrivão, investigador, delegado e seja qual for o funcionário administrativo com honra, coragem e de mãos limpas e a serviço do bem e de bem.

    Roberto Fernandes não cabe em Marília, não cabe mais na Polícia Civil, porque a cidade não aceita serviçal de politiqueiro e é por essa razão que ele não deve desmontar a mala.

    Roberto Fernandes há 40 anos na Polícia como ele gosta de jactar-se, mas na verdade se nesse tempo não apreendeu nada, não tem mais jeito, pode desistir.

    Roberto Fernandes pode ter ficado de um canto ao outro, de uma cidade a outra, de servicinho a outro para tapar buraco, mas chegou a Marília na data errada, no momento impróprio.

    Marília está expurgando a politicalha, rejeitando os politiqueiros e desinfetando suas instituições com legalidade, lisura, honra e, acima de tudo, com coragem para desmascarar todos aqueles que se juntaram à escola abelardiana de maus costumes, truculência e suspeição.

    Como assegurei, ontem remeti ao Ministério Público, independente, limpo e corajoso, onde os servidores estão disponíveis à sociedade, denúncia e pedido de investigação de conduta de Roberto Fernandes.

    Como assegurei, ontem remeti à Corregedoria da Polícia Civil o mesmo pedido que fiz ao Ministério Público e espero que os cardeais da corporação não engavetem o documento, fazendo politicalha com os politiqueiros.

    No mais, Roberto Fernandes deve arrumar a mala mas deixar esse negócio de polícia para gente competente e entrar devez naquilo que ele possa se sair bem, que é a politicalha e então ele poderá continuar aliado e na defesa de Camarinha ou quem quer que ele escolha adequado à sua personalidade e postura.

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  • 26 ago 2007 /  Atentado

    Quando recebeu a intimação para ser indiciado no crime de denunciação caluniosa, orientado por seu consultor mudou-se para Marília, na casa de familiares na rua 7 de Setembro 145, para poder ganhar tempo na sua defesa, já que, morando em outra localidade, só pode ser ouvido através de carta precatória.



    Quando foi levar a notícia da mudança de domicílio do seu cliente, no dia 16 de agosto de 2004, o advogado usou dez páginas para sugerir que a Polícia assisense envolvida no caso estava tramando contra Mauro dos Santos, submetida à influência política da ex-secretária da Saúde daquele município, com o objetivo de isentar a verdadeira dona da droga, incriminando o pobre coitado.


    E no mesmo estilo de usar documento oficial, supostamente verdadeiro, para justificar mentiras, como utilizou na defesa dos incendiários da CMN (boletim de ocorrência da Delegacia de Polícia de Califórnia-PR para tentar comprovar que os acusados se encontravam em outro lugar na hora do crime), Simão trouxe uma cópia de um auto de imposição de multa por infração de trânsito lavrado defronte ao Posto da Polícia Rodoviária Federal em Marília, km 259 da BR-153 às 8h05.


    Interrogado em Marília pelo delegado Flávio Rino Guimarães, Mauro dos Santos foi ouvido apenas no dia primeiro de abril de 2005. Contou que nunca fez contato telefônico com o escrivão Nelson, que não sabia onde ele morava e que não esteve naquele dia com o delegado Roberto, no 1° DP.


    Disse que saiu de Assis às seis horas da manhã em companhia de Getulio Veloso da Silva, “com destino a Marília e inclusive foi multado na rodovia conforme documento que apresenta neste ato”. Contou que seu advogado inclusive já tinha interposto recurso administrativo contra a multa lavrada pelo policial rodoviário federal.


    E que seu amigo e credor Arnaldo Mendes Neto, o Arnaldinho, poderia servir de testemunha, mesmo porque tinha pedido uma carona até a “propriedade rural do finado Santo Marconato, situada na BR-153, quase defronte à base da polícia rodoviária federal”.


    Arnaldo Mendes ficou mais conhecido por ter se prestado a testemunhar falsamente no caso do atentado ao jornal. Está sendo processado por isso.


    Ele surge também como testemunha em vários casos defendidos por João Simão principalmente na Justiça do Trabalho ao lado de outras figuras flagradas constantemente no séqüito do advogado que foi preso no último dia 15 de julho.


    O exigente e inexorável agente rodoviário federal que lavrou impiedosamente a tal multa foi nada menos que o famoso Ademilson Domingos de Lima, de quem João Simão declarou ser amigo íntimo, está preso na Penitenciária de Tremembé, implicado em casos graves levantados pela Operação Oeste.


    Seu nome também está registrado no termo da audiência de início de instrução do caso do incêndio, quando os advogados do Diário, Telêmaco Fernandes e José Claudio Bravos o denunciaram por assédio a testemunha. Nessa ocasião os advogados fizeram constar em ata a presença dele sentado ao lado do grupo de seguidores de Simão e de Camarinha.


    Nessa mesma audiência João Simão orquestrou uma agressão ao advogado José Claudio Bravos quando ele e Telêmaco Fernandes voltavam da sala da OAB no intervalo de um depoimento.

  • 26 ago 2007 /  Fique Ligado

    Há uma crise gigantesca de valores morais e culturais e mesmo que você não veja o agente público partidário de plantão nos governos de ontem e de hoje como centro de toda culpa, vou dar aqui alguns dados e demonstrar que o descabido sentimento de impunidade infesta palácios e vai às ruas na multiplicação da grande à pequena roubalheira.

    Virou um inferno na vida e dia a dia dos proprietários de imóveis o verdadeiro saque à luz do dia ou calada da madrugada de tudo quanto é material de acabamento hidráulico e elétrico.

    Bastou o imóvel ficar desocupado uma semana e pronto. São roubados fios, soquetes, interruptores, torneiras, registros, válvulas de descarga e até lavabos e vasos sanitários.

    Ficou o imóvel desocupado mais algum tempo, meses, e pronto, somem na mão leve até portas e janelas ou todo material de construção que possa sercarregado.

    A falta de respeito é ultrajante. É ação desgraçada e desqualificada dos ladrões das coisas dos outros, muitas vezes propriedade de gente que lutou a vida toda para construir uma casinha e ou imóvel comercial para que pudesse alugar e ter alguma renda.

    Ninguém vê. O vizinho acaba ignorando o que está acontecendo ou não vê ou ouve o barulho do pé de veludo que está afanando a propriedade.

    Descabidamente ninguém sabe também como a Polícia Militar, que faz o trabalho preventivo, não consegue uma única vez localizar gente que rouba tudo, carrega tudo, vende tudo, sem ser incomodada.

    Na zona sul então é uma vergonha, enquanto o comando da PM dorme o sono dos justos o povo padece e politicalha apenas acaba metendo ingerência que tira policiais das ruas em flagrante modelo capacho.

    Mesmo ocorre na tal Polícia Civil, cujos chefetes não vêem, não descobrem, não pegam seja o bandido do colarinho branco, o próprio bandido de distintivo, quem dirá do ladrão pé de chinelo que está dando prejuízo incalculável à sociedade.

    A sociedade paga os politiqueiros, paga os policiais, paga principalmente os comandantes e chefetes dessas polícias e ninguém faz nada, dá qualquer satisfação.

    Fica assim.

    A vida fácil de parte do oficialato da PM não deixa o pessoal de rua trabalhar, não denuncia a falta de infra-estrutura, de viaturas, de policiais satisfeitos e a sociedade fica a mercê dos ladrões.

    A vida fácil dos cardeais da Polícia Civil deixa delegados, escrivão, investigadores e outros tantos profissionais desprestigiados e vítima dos politiqueiros, próprio de instituição que despreza seus profissionais e cujos chefetes não passam de serviçais do partidarismo.

    Não é sem motivo a crise de valores e credibilidade. Do mais humilde ou ricaço proprietário de imóveis, que bancam com seus impostos toda essa gente, todos ficamos na vida nada fácil de enfrentar a criminalidade da ralé.

    A salvação da sociedade em parte está no estado democrático e de direito com os veículos de comunicação pelo menos denunciando e tentando fazer que esse país, esse estado e principalmente essa cidade maravilhosa de Marília deixem de ser tão desprezados pelos agentes públicos, sejam eles eleitos ou concursados.

    No caso das polícias, se os chefes, oficiais e correlatos deixassem de lado o modelo descabido de servilismo, sobraria tempo e policiais estimulados para o combate mais efetivo da criminalidade. A começar não pela ralé e sim pelos próprios sujeitos de colarinho branco.

    Caso contrário, senhor leitor e eleitor, todos continuaremos nesse engodo de sociedade, que agora não pode mais ter patrimônio intacto, livre, desimpedido, que possa garantir o investimento, a renda ou qual for o destino.

    O único destino que não dá mais para aceitar é essa versão descabida onde a roubalheira depreda o patrimônio alheio como se aqui fosse uma cidade em estado de guerra, de calamidade, onde ninguém respeita o bem do próximo.

    Pagamos nossos caríssimos impostos, viramos escravos do Estado policialesco de arrecadação, mas débil e corrupto enquanto retribuição dos serviços, mesmo os essenciais.

    A maracutaia dos políticos está nas ruas pelas mãos do banditismo que destrói o patrimônio e vai deixando alguns negócios até inviáveis.

    Imobiliárias não sabem mais o que fazer, pois seus clientes não querem mais que sejam colocadas placas de ofertas de venda e aluguel, pois a medida acaba virando um chamariz para os ladrões.

    Uma placa de aluga ou vende-se na porta de qualquer prédio é a mesma coisa que anunciar: pode invadir, aqui tem um pouco de tudo, de materiais elétricos e hidráulicos.

    Cadê as polícias, cadê o respeito, cadê a eficiência? Foi tudo para o quinto dos infernos, para o diabo que carregue para usar a minha sempre conhecida linguagem popular.

    O pior de tudo é que estão roubando casas, prédios comerciais, de dia, de noite e de madrugada e não só ninguém vê nada, ninguém sabe onde tudo está indo.

    Ora, falta é vontade, todo mundo sabe onde e quem são os receptadores, como o esquema de mercado paralelo atua, os desmanches, pontos clandestinos de comercialização, feiras, enfim, não precisa ser um detetive do FBI, da KGB ou da CIA para atuar num caso tão banal.

    Sinto-me lesado e aviso que não tenho único imóvel vazio, até porque a única casa que tenho é onde graças a Deus dou abrigo a minha família e por maior felicidade ainda é condomínio fechado que me resguarda da bandidagem comandada pelos criminosos do colarinho branco e ao mesmo tempo me mantém distante da ralé que depreda o patrimônio da sociedade.

    Não aceito tanto descaso seja dessa gentalha que transita pelos fétidos gabinetes da política assim como rejeito tanto sentimento de impunidade, exacerbado, que está nas ruas, no dia a dia de quase tudo que é interesse público.

    Fica a sensação que o Estado é cada vez mais débil e incapaz, enquanto a sociedade vai ficando a mercê de criminalidade cada vez mais esperta e voraz.

    Não se pode mais ter imóvel para vender ou alugar. Parece que esse sim é o crime e quem deveria cuidar dessa área está no mesmo saco de farinha ou balaio de gatos.

    Cidadão, proteja seu patrimônio, descruze os braços, grite, faça sua parte, não deixe mais que você seja tratado com tanto desprezo, tanta ineficiência, tanta incompetência, tanta roubalheira e, acima de tudo, com tanta indecência.

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  • 25 ago 2007 /  Atentado

    A matéria publicada no jornal Diário de Marília, no dia 21 de agosto do corrente ano, na coluna denominada “Colírios e Cotonetes” – “Modelos Errados”, demonstra por parte de quem a escreveu desconhecimento total, distorcida propositalmente da realidade, completamente absurda sob todos os aspectos, a considerar, principalmente, a falta de ética, de respeito às autoridades, da formação profissional, da moral e cívica.

    Sutilmente maldosa, com o intuito de criar um clima desfavorável entre os Poderes, visando proveito próprio na defesa de seus mesquinhos interesses, levando ao leitor menos avisado, a aceitar suas mirabolantes alucinações.

    Pois bem senhor repórter, se assim posso chamá-lo – creio que não. Pessoas sem qualquer formação usam a arma que têm – imprensa cinza. Arma dos fracos e covardes. Usam-na, lamentavelmente, como último recurso na busca de uma fachada que, por detrás dela, o povo já conhece.

    O direito de resposta cabe aos homens de bem. Fui ofendido em minha dignidade profissional e moral. Quiseram, com esse artigo, denegrir a imagem de uma Instituição Policial que no momento, por causa de alguns, acusam-na de corrupta e gerenciada por políticos.

    Devo esclarecer a você repórter, embora não a mereça, mas principalmente a população que vive e sobrevive na lama das diferenças pessoais, que a polícia civil de Marília não é subserviente a quem quer que seja.

    Sou homem público e tenho o dever de defender o direito de quem está prestes a sofrer uma má e ilícita ação, fato que culminou com a ida do deputado Camarinha naquela repartição.

    Não houve reunião política, não se falou mal de ninguém. Não tratamos de assuntos institucionais. Não somos iguais a você.

    Não consigo encontrar uma razão que justifique sua atitude insana e irresponsável. Tenho a impressão que pretende desestabilizar a Instituição Policial Civil, a qual, com muita honra sirvo há 40 anos.

    O policial sempre foi e é tido como homem de coragem, de forma moral, de opinião formada, capaz de assumir a responsabilidade de seus atos e, conseqüentemente, respeitado por seu caráter.

    Por estes motivos, repudio veementemente seu artigo.

    Sou homem de personalidade sadia, não aceito corrupção, o desonesto, o injusto. Quando tiver que punir o farei, porém, sempre respeitando a lei, não pré-julgando quem quer que seja.

    É dever de todo policial denunciar fatos que venham a denegrir as pessoas, a Instituição e seus membros, bem como apurá-las com isenção, dentro dos preceitos legais.

    Quando for preciso e necessário o farei de forma verdadeira, transparente e adulta, numa postura digna como convém a um verdadeiro homem, não de maneira mentirosa, insidiosa e pérfida, repleta de intenções mesquinhas e inconfiáveis, como convém a um ser inferior.

    Finalmente, por tudo isso, todos temos que reagir e lutar, não permitindo, em hipótese alguma, que o mal sobreponha ao bem, não nos deixando contaminar e para não perdermos nossa identidade, bem precioso que ainda nos resta.

    Democracia não é sinônimo de anarquia. O seu direito termina onde começa o meu.

    Roberto Fernandes – Delegado Seccional de Polícia

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  • 25 ago 2007 /  Atentado

    A Seccional de Marília da Polícia Civil está fadada à suspeição e a instituição precisa ser salva para que bem e serviço público não continuem desfigurados.

    Está de passagem por Marília e por sorte ainda bem que apenas de passagem, o delegado Roberto Fernandes que veio para tapar buraco por causa das infiltrações político-partidárias. Mais grave: agora quer fazer crer que o sol não existe.

    O problema básico: o delegado entrou pela porta errada, continua abrindo e fechando portas indevidas e não deixa de estender o tapete vermelho para a politicalha.

    Primeiro vou novamente fazer três esclarecimentos ao delegado Roberto Fernandes:

    1 – O jornal Diário que dirijo sempre está aberto a publicar qualquer que seja a versão equilibrada e ética como direito de resposta.

    2 -O delegado não se dignou a remeter qualquer documento ou carta à Redação ou mesmo a dispor de precioso tempo para conceder entrevista em seu gabinete o que já descaracteriza postura ética.

    3 – Como o delegado divulgou carta em meio indevido, o Diário pública abaixo sua manifestação, para que agora sim a sociedade fique sabendo da sua posição e faça seu juízo de valores.

    Agora vou de novo mostrar a posição desse jornalista, desse jornal, das rádios Diário FM e Dirceu AM e de toda linha editorial livre, imparcial, mas corajosa e a serviço da sociedade.

    Não dá mais para emprestar desconto ao delegado. Ele sentou-se aqui na cadeira de Seccional num quadro de lamentáveis interferências políticas na polícia, depois de perseguições descabidas contra os antecessores dignos, destemidos e íntegros – Roberto Terraz e José Henrique.

    O discurso de Roberto Fernandes soa como hipócrita, assim como seu comportamento e sua carta.

    O Diário desmascarou a postura do delegado quando o flagrou no desconforto e vergonha na Polícia Civil ao anunciar várias mudanças e ter que voltar atrás no último minuto nas tais transferências de agentes de uma delegacia a outra.

    O Diário desmascarou a postura de Roberto Fernandes quando na terça-feira ele levantou a bunda da confortável cadeira do gabinete da Seccional na avenida Santo Antonio e foi vergonhosamente estender tapete para Abelardo Camarinha no prédio da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) da rua Carlos Gomes.

    Pior, havia um clima tão evidente de coisa sorrateira, que o jornal flagrou delegados tentando despistar o fotógrafo e o próprio sujeito Abelardo Camarinha que vive com aquele sorriso dissimulado na cara, acabou incomodado com o flagrante ao ser fotografado.

    Ora, dr. Roberto Fernandes, não é interferência política se comportar com esse servilismo? Reunir delegados numa repartição emblemática, para lamber saco de caudilho ultrapassado?

    O que Roberto Fernandes pensa, o que ele quer, o que ele faz, vai continuar sendo problema seu, só seu.

    Mas o que o agente público, o delegado, faz e exerce vai continuar sendo fiscalizado, investigado, e ele querendo ou não terá que dar satisfação à sociedade e esse jornalista e os veículos de comunicação têm direito e obrigação de mostrar o que acontece seja nas aparições públicas ou nos bastidores.

    Alguns poucos policiais civis corruptos em Marília e outros denunciados em todo canto do Estado contaminaram sim a instituição que através de seus cardeais e chefetes acabam protegidos enquanto fica discriminada a maioria decente. E isso é o que Roberto Fernandes deveria estar preocupado.

    Policial de coragem, de honra, de moralidade e acima de tudo de independência não sai de gabinete para ficar fechado atrás de porta de delegacia com político notabilizado como suspeito de todo tipo de crime e infração.

    Policial honrado e independente é aquele escrivão, investigador, delegado que todo dia cumprem seu dever de agente público sob os riscos naturais de uma categoria destemida, mas desvalorizada pelos chefetes de plantão e pelo próprio Estado.

    Finalmente, dr. Roberto Fernandes, princípio de moralidade e respeito independe de cargo ou posição, é obrigação de qualquer cidadão.

    Aqui não tem repórter que escreve nada distorcido. Aqui tem jornalistas éticos, como o autor da coluna Colírios e Cotonetes, o editor assistente Rogério Martinez, em seu espaço sempre pluralista e independente. Muito mais, com histórico de honra e coragem e nunca de servilismo seja ao delegado, ao político ou a quem quer que seja.

    Essa é a diferença, essa é a postura e, portanto, é essa sustentação de credibilidade e transparência no trato da informação que tem apoio da sociedade de Marília. A sociedade empresta ao jornal, seus jornalistas e emissoras de rádio a confiança de líderes de leitura e audiência.

    No mais, ao Roberto Fernandes vai sobrar a vergonhosa postura de 40 anos depois terminar carreira de passagem numa Seccional que infelizmente para a desgraça da instituição Polícia Civil continua contaminada por interferência partidária descabida e com incontáveis outros problemas e suspeições.

    Quanto à postura desse jornalista, a de sempre. Posição firme e destemida nas linha editorial do jornal e das rádios e cobrança de investigação e fiscalização pelas instâncias cabíveis.

    Tanto assim que estou encaminhando ao Ministério Público Estadual pedido de investigação de conduta do delegado, assim como denúncia à corregedoria da Polícia Civil, nesse caso com pouca ou nenhuma possibilidade de êxito e isenção, até porque Roberto Fernandes não age pela própria vontade e função apenas, mas com comprovada orientação e influência dos cardeais da instituição.

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  • 19 ago 2007 /  Fique Ligado

    O tipo de relação escandalosa que as articulações em torno da CPI do Rombo estão produzindo é o que de pior a política pode criar. É o tratamento de posições políticas, é a defesa de interesses coletivas transformados em produtos como prateleiras de supermercado e os políticos em torno deles idem.rnNomes vão e vêm como se tratasse de cadeiras, que alguém põe onde quer e como quer na hora em que quer. E político que se preste a ser uma cadeira para o poder agir como um banana ou por interesse pessoal escuso. Nos dois casos não poderia ter mandato público

    É em torno desse tipo de postura que se desenvolve todo o resto dos males que a política pode produzir. A roubalheira, os envelopes pardos cheios de nota, a troca de dinheiro após as concorrências, a verba da publicidade oficial que vira pagamento aos amigos, a compra de carne que vira meio de vida só se reproduzem em torno dos bananas e dos corruptos

    Em torno desse jogo aparecem os novos ricos, os carros importados de quem andava a pé, as novas casas, o novo padrão de vida, a vida de coronel

    A cada negociação barata dessa não é só um pagamento, um prêmio ou terreno que estão vendendo ou doando aqui e ali. A cada negociata dessas eles vão vendendo o eleitor, vão comprando a tranqüilidade para desviar, e proteger quem desviar, fingir que não viu desviar

    Os crimes, as lesões ao cidadão se multiplicam enquanto meia dúzia trata a vida política como um brinquedo, um jogo. Eles riem, eles negociam, eles planejam. E entregam a cidadania numa bandeja

    Não é invenção desse mandato e não acaba aqui, pelo menos não enquanto o jogo contar com a pasmaceira da coletividade

    A brincadeira continua amanhã, durante sessão da Câmara onde deveriam estar representantes da coletividade, dos sindicatos, dos servidores que não têm aumento, das associações de bairros sem médicos e sem remédios

    Como ninguém aparece para reclamar, a politicalha continua brincando sozinha

    Rogério Martinezrnrnrogerio@diariodemarilia.com.br

  • 19 ago 2007 /  Fique Ligado

    Casa de Carnes São Luiz, do Amigo Luizão.

    Prefeitura Municipal de Marília, dos amigos Mário Bulgareli, Luiz Eduardo Nardi, Abelardo Camarinha e Vinícius Camarinha.

    Câmara Municipal de Marília, dos amigos Eduardo Nascimento, Herval Rosa Seabra, Valter Cavina, Marcos Camarinha, José Carlos Albuquerque, José Expedito Capacete, Sônia Tonin, César da ML, Júnior da Farmácia e Luiz Congelian.

    Está assim constituída a ação entre amigos. Diferente do mundo real, no submundo da política de Marília, onde tudo ocorre ao sabor, desejo e interesse deles, somente para eles, tudo entre eles.

    Cidadão de bem, senhor empresário, industrial, empreendedor, prestador de serviços, comerciante, agropecuarista, trabalhador, dono de boteco ou quitanda, o que está acontecendo é uma vergonha.

    Como se não bastasse todas as benesses, os cargos públicos, a parentada, privilégios, as contas pagas de carro chapa branca abastecido, diárias a passagens aéreas, agora o patrimônio do povo, as terras do povo, também serão usadas de forma direta e sem pudor mínimo.

    Foi o que aconteceu na semana que passou. A mais invejável integração entre negócio privado e bens e serviços públicos, próprio do esquema que domina o Palácio Municipal do Desmando (Prefeitura) e o Castelo dos Horrores (Câmara).

    Luizão vereador ganhou outro presentão: os lotes 27 e 28 da quadra B, do Distrito Industrial Santo Barion, cada um medindo exatos 2.508 metros quadrados, que vai ficar no nome da empresa Comercial de Carnes e Alimentos São Luiz Marília Ltda.

    Isso mesmo, toque de caixa, na calada da noite, no mais descabido jogo de bastidores e outros interesses menores, dos amigos para o amigo, a ação quase perfeita nas barbas da sociedade, como se o povo fosse trouxa, a lei frouxa, os agentes de instituições omissos…

    As segundas-feiras de Marília poderiam ganhar série de seriais killers com participação, financiamento e locais exatos: rua Bandeirantes, 30, no Castelo dos Horrores, com passagens e gravações especiais na rua Bahia 30, no Palácio Municipal dos Desmandos.

    O mais recente escândalo é simples tapa na cara de quem paga os impostos, mão grande naquilo que é do povo, desvio da função das coisas e serviços públicos.

    Trata-se do completo desprezo pela sociedade honesta, cidadão de bem e parece que agora a ordem é mesmo aquela do salve-se quem puder, que cada um aproveite o máximo, o fim de feira administrativo parece época de guerra onde pilhar e saquear é necessidade de sobrevivência.

    A ação entre amigos quer aniquilar o José Ursílio, este jornalista que denuncia, põe tudo no papel aqui no jornal Diário e põe a boca no trombone todos os dias nas rádios Diário FM e Dirceu AM, às 11h30. E põe no papel e assina embaixo em investigações e processos em todos tribunas brasileiros.

    Sabe por quê? Porque eles podem mandar queimar jornal e rádios, podem mandar me matar como já tentaram, podem cortar qualquer relação comercial, podem me perseguir, podem tentar comprar sentença judicial para me prenderem.

    Não estou mais apenas no exercício de direitos, é minha obrigação e dela nunca vou me acovardar, me apequenar.

    Duvido que exista apenas único homem, mulher, jovem, criança nessa cidade que não esteja literalmente enojada desse quadro político, desse escândalo repetido com barbaridades agora semanais.

    Tenho feito defesa intransigente, mais que jornalista como ativista em busca da legalidade e temo sim por mim, família, amigos e companheiros, mas acima de tudo tenho o comprometimento público e dele não vou correr porque nunca serei omisso ou covarde.

    Faz de conta que é legal, o amigo Luizão tem o direito de ter passado a rede de açougues para familiares, que tem negócio de êxito, que precisa de área doada pela Prefeitura.

    Parabéns. Entre na fila, seja mais um, é preciso decência, transparência, moralidade para tratar das coisas e causas públicas e não existe justificativa no mundo que uma ação entre amigos possa beneficiar e privilegiar Luizão, Bulgareli, Camarinha ou quem for.

    Mais de cinco mil metros quadrados de área nobre exatamente para o amigão que por coincidência da vida vai angariando bens as custas dos negócios públicos.

    Afinal, ótimo Luizão ter sido amigo de Camarinha, ter sido motorista do gabinete da Prefeitura e da Assembléia Legislativa.

    Ótimo o mesmo Luizão ser tão amigo, que de motorista virou dono de açougue, virou sitiante, virou arrendatário da Fazenda Santa Estela, da família Camarinha.

    Ótimo Luizão ter crescido tanto, ter rede de açougues, ter feito de suas empresas negócio próspero, que em 11 anos ganhou seis concorrências públicas milionárias da Prefeitura.

    Isso mesmo, o sucesso empresarial, comercial e de fornecedor de carnes bovinas, suínas e frango e embutidos do amigo Luizão é vertiginoso e pode até servir de referência.

    A ação entre amigos tem alguns lances esquisitos. Concorrências estão sob suspeita e investigadas porque a merenda escolar das crianças que deveriam ter carne de sobra, de vez em quando só tem arroz e agrião que não têm nada de derivado de carne.

    A Fazenda Santa Estela, de Camarinha, arrendada pelo amigo Luizão, virou motivo de litígio judicial, negócio privado, mas que por conta da atuação pública também deve ser vigiado.

    Mesmo assim jura de pé junto que não tem nada a ver seus negócios privados, com a coisa pública, assim como nada tem de vínculo a devolução da fazenda desocupada com o presente de mais de cinco mil metros quadrados que Bulgareli está dando com o beneplácito dos 10 vereadores de situação.

    Ah, tem muito mais. Cidadãos comuns não conseguem ter sucesso na política e muito menos famílias tão bem sucedidas. Ou então, Luizão não é Luizão dos açougues, Luizão não é o homem de comércio de sucesso, Luizão é apenas pai dos filhos que são donos da casa de carnes, Luizão é apenas o genro da sogra dona da casa de carnes.

    Ah, mas este jornalista é o José Ursílio, para o azar deles é o José Ursílio.

    Faz de conta que nós somos todos muito desconfiados. Está tudo certo, que não há nada de perverso, pervertido ou diabólico nesse emaranhado de negócios e que todos sejam só amigos de verdade e para sempre?

    Faz de conta que você leitor acredita nesses políticos, que eles precisam de ajuda, que eles estão empobrecidos de tanto dedicarem-se à causa e coisa pública sem nada tirar?

    Nada disso. Não dá para fazer de conta que sou otário, que o povo é bobo, que ninguém vai dizer nada e ninguém se mexe para pelo menos investigar esse esculhambado esquema de muito para poucos.

    E muito mais. Não dá para ignorar esse sistema viciado que implantou reinado de príncipes, lordes, madames, na corte do Palácio Municipal dos Desmandos e no Castelo dos Horrores.

    Ninguém vai evitar o desdobramento das centenas e centenas de investigações e procedimentos cíveis, administrativos e criminais contra esses politiqueiros e que tramitam em tribunais de todo país, a partir do trabalho de policiais, promotores e procuradores intocáveis.

    Eles podem ficarno abafa, na sujeira, no ti-ti-ti político do Castelo dos Horrores, na trama fajuta da CPI do Rombo, mas o dinheiro público terá que aparecer.

    Não. Os políticos são o que você conhece. Mais de meio milhão de reais roubados dos cofres da Câmara e nadinha de nada de investigação, exceto agora pelas mãos de poucos que se salvam: Mário Coraíni, Sidney Gobetti, Carlos Cavalieri Bassan e Júnior da Farmácia.

    Não por coincidência esses também foram decentes, assim estão se comportando durante todo o tempo e votaram contra a volta do abusivo, extorsivo e descabido IPTU mais caro do Brasil, com aumento de até 35% a partir de 2008 e que a sociedade e suas entidades pouco fizeram até agora para rejeitar esse escândalo mas que esse jornalista vai repetir todos os dias até o ano que vem.

    O descalabro da semana no Castelo dos Horrores foi pior. Por obra, veja bem, que obra, da vereadora Sônia Tonin, os politiqueiros depois de ficarem pendurados ou beneficiados nas gordas tetas da Codemar, agora descobriram que lá tem cabide de emprego, que está quebrada e que não tem mais utilidade.

    O que os protagonistas fizeram? Querem acabar com a Codemar, fechar, desativar, quem sabe não coloca fogo em tudo e mete o pé na bunda dos empregados, vende terrenos e prédios para algum dos próprios vereadores que precisam de área no centro da cidade.

    Isso mesmo. Igual fizeram no ano passado, quando a Codemar vendeu o prédio da antiga rodoviária, na rua 24 de Dezembro. É pra acabar com tudo, até o último centavo, último terreno, nem que seja uma quadra do cemitério.

    Depois eles compram casas, prédios comerciais, escolhem nome de laranjas, de parentes e alugam para a Prefeitura. Tem imóvel superfaturado alugado parainstituições estaduais, federais, associação de piadas,a secretaria da Cultura e assim por diante.

    Como pode? Como fica?Enquanto isso, prédio público é vendido, sem que o povo, o empresário, as autoridades peçam explicações. Nenhuma cidade no Brasil tem tanto prédio alugado para a Prefeitura, tanto assim que até flat chique em São Paulo, em nome de testa de ferro de Camarinha, foi alugado para a Prefeitura.

    Outra mina de ouro, outro negócio que de novo é a ação entre amigos.

    Enquanto isso, aqui embaixo, o empresário, o comerciante, o prestador de serviço, o trabalhador, enfim, o conjunto da sociedade civil decente paga seus impostos cada vez mais caros, abusivos, extorsivos.

    Chega gente, antes era palhaçada, agora é indecente.

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