• 30 set 2007 /  Fique Ligado

    Neste mês de setembro, encerra-se a Semana Nacional de Trânsito, e também anuncia os 10 anos de vigência do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): uma flor (que já deveria ter se tornado um jardim) em meio a um calvário recheado por 35 mil mortes e 400 mil feridos vitimados anualmente por acidentes no trânsito, mal guardados por um cofre o qual vazam 28 bilhões de reais de gastos anuais que, convertidos na idade do CTB, totalizam 280 bilhões de reais.

    Poderia divagar imensamente nesse nobre espaço jornalístico, realizando mais dados e análises sobre essa contabilidade trágica da miséria humana, além de ainda poder apresentar resultados de pesquisas, legislações, tipologia de infrações e punições, pirotecnias de imagens de impacto, arranjos estatísticos sociais e econômicos, enfim, poderia brincar de traduzir essa sanha por informações construídas sobre a desgraça humana. Não o farei. Quero tratar da construção humana.

    Nossa querida Marília, atuando contra tudo isso e através de “quixotescos” homens, mulheres e crianças de bem, realizou o 4º Congresso Estadual de Desenvolvimento e Educação no Trânsito. Leiam bem: DESENVOLVIMENTO E EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO. Quem e quantos dão bola de verdade, para a Educação nesse país? E para a Educação no Trânsito especificamente? Nesse caso o “quantum” torna-se inimaginável… Mas no UNIVEM, local onde o Congresso se realizou por iniciativa da EMDURB e da Prefeitura Municipal, estiveram presentes 424 congressistas. Em sua maioria “doidos”, é claro (com o perdão da palavra e respeito pleno a meus pares congressistas). Inclusive os palestrantes, como eu.

    E olhem que o conjunto de palestrantes incluiu um Juiz, um Tenente, um Consultor/ Pesquisador e um Professor. “Doidos” porque desejam chamar atenção para a insanidade e a endemia social que afetam a população brasileira no âmbito do trânsito. Mas somos mais “doidos” ainda, porque realizamos esse Congresso no Estado cuja capital é a 3ª maior metrópole do mundo e o terceiro maior mercado consumidor de automotores e seus correlatos.

    No caso do Brasil, trata-se do Estado de maior consumo de veículos, rodovias, radares, semáforos, obras patrocinadas por empreiteiras etc. É sobre isso que o Congresso de Marília fez ecoar sua voz. Mas o fez por um caminho especial e radical: através da EDUCAÇÃO. E aí, passamos a nos movimentar num TRÂNSITO cujo TRÁFEGO exige uma certa modalidade de TRANSPORTE e SINALIZAÇÃO.

    Tentarei brevemente traduzir: Educação tem sua origem no latim “Ex-Docere” que significa “partir para fora”, externalizar o que o homem carrega dentro de si. Numa síntese, podemos empregar o termo compreendendo a capacidade que o homem tem em sair de si próprio (do individualismo egoísta) e participar da sociedade, da comunidade, da vivência do mundo, particularmente da vivência entre pessoas e seres vivos. Participar da vida plena.

    Mas para participarmos da vida plena, o ser humano desenvolve algumas etapas historicamente comprovadas: é o caso da divisão entre infância e juventude. A infância é a etapa da descoberta, do desenvolvimento e “pré-domínio” das suas potencialidades, de seus reflexos, de sua gênese, enfim, é a etapa da APRENDIZAGEM, principalmente da aprendizagem escolarizada, da educação dirigida. Tendo a próxima etapa como referência, a infância seria o “vir-a-ser”.

    A juventude seria o esgotamento esperado da infância, ou seja, a fase de amadurecimento pleno das faculdades, dos reflexos, de sua gênese e agora, do domínio de suas potencialidades e aprendizado. O ser completou-se, edificou-se. O processo de aprendizagem, nesta etapa, torna-se extremamente difícil mesmo para aquelas que se enraízam no modelo escolarizado, devido aos vícios e virtudes já cristalizados e “entronizados” no ser humano, durante a etapa da infância. A infância é, pois, a “quarentena” da juventude, da fase adulta.

    De outro modo, a juventude torna-se a consolidação e manifestação da aprendizagem: já entendemos a importância de aprender e já atingimos nossos valores, reflexos e capacidades em sua plenitude. Já conhecemos nossos riscos, já convivemos com nossas sinalizações, já sabemos nos transportar sozinhos e já sabemos escolher nossos trajetos.

    Mas então por que assassinamos tanta gente no complexo transporte, tráfego, trânsito e sinalização? Simplesmente porque não aprendemos a conviver com essa “vivência”. Não tivemos infância para essa descoberta. Não portamos educação para essa aprendizagem. Não escolarizamos esses conteúdos. O que nos restou então? Morticídio no trânsito. Cidades não escolarizadas no trânsito, nos transportes, no tráfego e na sinalização. Sobrou a transgressão, ato máximo de quem não sabe lidar com seus limites (sinalizados ou não) e obstáculos.

    Lembre-se que você, caro leitor, em relação a outras pessoas, também é um obstáculo em movimento. Somos um cruzamento contínuo de “desescolarizados”, potenciais transgressores (muitos promoverão assassinatos), independentemente do grau de consciência que operamos. Contra tudo isso, só a Educação. Educação na infância. Educação escolarizada de trânsito na infância. Educação escolarizada de trânsito na infância de forma constante e obrigatória nas matrizes curriculares da educação básica. Mas aí, aí caímos na burocracia corporativista conservadora e retrógrada das escolas e seus agentes. Aí o bicho pega….

    Foi sobre isso, sobre civilidade, que o Congresso Estadual sobre Desenvolvimento e Educação no Trânsito tratou, realizando-se sobre os ombros de nossa Marília. Tentamos trazer a Semana de Arte Moderna, aquela de “22” (do século passado), para relembrarmos que não basta uma idéia na cabeça e uma câmera na mão.

    Reginaldo Arthus, Economista, Mestre em Economia pela UNICAMP, é docente do UNIVEM

  • 30 set 2007 /  Atentado, Fique Ligado

    A pesquisa da AMB revela ainda que a imprensa brasileira está conseguindo cumprir seu papel essencial na melhoria da qualidade da informação e tem aceitação e credibilidade junto a sociedade.

    Tanto assim que a pesquisa da AMB indica que 59,1% dos brasileiros confiam na imprensa enquanto instituição, embora ainda haja desconfiança de 32,4%, uma fatia ainda grande dos cidadãos.

    O certo é que a imprensa tem prestígio porque rompeu várias barreiras, enfrenta riscos, exerce liberdades significativas e o jornalismo investigativo deu padrões importantes para que a sociedade passasse a confiar mais nos resultados.

    Mas o alerta para todas as instituições, sejam elas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, vem mesmo no item que a pesquisa mostra o quanto o brasileiro ainda é povo esperançoso e crê na possibilidade de ser ouvido.

    Para 84,9% dos brasileiros, a corrupção pode ser combatida, enquanto apenas 14,1% já não têm mais expectativas.

    De novo, a Polícia Federal continua em alta junto à opinião pública, pois maior fatia, de 25,1% acredita que é essa instituição mais relevante para combater a corrupção, seguida do Ministério Público, com 22,8%.

    Aliás, se no país um canto espelha bem esse item da pesquisa, Marília é o exemplo, pois aqui a bandalheira, cambalacho e outras mazelas só estão na mira do combate efetivo por causa e conseqüência das atuações da Polícia Federal e do Ministério Público Estadual e Federal.

    A sociedade faz sua parte, paga impostos, cumpre deveres e obrigações, mas quando se trata de ter seus direitos respeitados, infelizmente esse país é o retrato dos politiqueiros, o lixo do lixo, o dejeto de esgoto.

    O recado das pesquisas está evidenciando a disposição da sociedade em mudar o rumo dessa pouca vergonha nacional e é por isso que no caso de Marília estamos avançando e derrotando o império do mal, do banditismo, esteja ele infiltrado em quaisquer instituições.

    Marília pode ficar na vanguarda se conseguir manter essa limpeza das instituições, denunciando, processando e condenando os malfeitores, patifes e picaretas falastrões que ao longo de décadas distorceram as relações humanas, materiais e morais.

    rn

  • 30 set 2007 /  Fique Ligado

    O maior desastre comprovado pela pesquisa da Associação dos Magistrados Brasileiros está em relação aos políticos, porque a sociedade desconfia de 81,9% deles. Não é para menos. Chega de tanta corrupção.

    Na outra ponta, desalentador quando o cidadão em apenas 11,1% crê em seus líderes partidários e esse deve ser mesmo o percentual de gente decente, honesta e do bem que está na política em Marília e que poderia ser merecedora de respeito e credibilidade.

    É por isso que os politiqueiros devem ser rejeitados em todas as eleições como as de 2008 e já passou da hora do cidadão de bem e do bem assumir postura firme, transparente e corajosa em defesa das causas, serviços e obras públicas.

    Porque só tem um jeito de acabar com tanta corrupção dos oportunistas: através da boa vontade de verdadeiros líderes, com a sociedade mostrando e conscientizando o eleitor para novas propostas e projetos.

    Na mesma relação de desconfiança estão os partidos políticos: se a sociedade não confia em 81,9% dos políticos, as agremiações são rejeitadas por 75,9% segundo o estudo.

    Do legislativo, então nem se fala. Esses políticos não servem para nada segundo opinião pública. Só servem mesmo para que se locupletem, se enriqueçam, adoradores que são do nepotismo, do cambalacho e, acima de tudo, da facilidade que é meter a mão leve em propina e comissão ou nas negociatas de bastidores em busca de privilégios.

    A pesquisa da AMB revela que as Câmaras de Vereadores têm apenas 18,9% de confiança da sociedade, pois 74,1% os rejeita e não é para menos.

    Quanto aos deputados federais, aquela que classifico de corja de malfeitores e aproveitadores de plantão em Brasília, os números da pesquisa revelam na sociedade o idêntico asco, causa de despreparo, incompetência e desrespeito: apenas 12,5% confiam na Câmara dos Deputados, 83,1% não confiam. Em relação ao Senado Federal, lógico a situação é a mesma, ou 80,7% não confiam.

    O estudo encomendado pela associação mostrou que o governo federal enquanto instituição tem apenas 39,3% de confiança, enquanto os governos municipais 40,8%, o que pode apostar não seria o caso de Marília se aqui se fizesse uma pesquisa, por causa e conseqüência da incompetência, corrupção e desmandos arraigados nos últimos mais de 12 anos.

    rn

  • 30 set 2007 /  Fique Ligado

    Não é novidade alguma, o brasileiro há muito está mais do que descrente, sabe decor e salteado que o político brasileiro em sua maioria virou sinônimo de corrupto e ladrão das causas e coisas públicas e busca quase exclusivamente interesses pessoais e privilégios.

    Mas toda vez que números estatísticos são divulgados vêm à tona a voz rouca e surda das ruas: os brasileiros não agüentam mais essa cambada de malfeitores que nos governam.

    Pior, as instituições de um modo geral estão no limite da desconfiança, pois quem deveria governar, não governa, quem deveria fiscalizar, não fiscaliza, quem deveria punir, não pune.

    A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) tem adotado postura de vanguarda e destaque nos últimos anos. Inclusive, angariando notoriedade a continuar dessa forma vai superar a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que parece perder a força de outros bons e velhos tempos de lutas.

    O certo é que a AMB divulgou pesquisa que pode apostar, representa bem o espírito do brasileiro e, óbvio, é luva de mão certa para os cidadãos dessa agitada Marília.

    O recado diário dos cidadãos está refletido na pesquisa”Imagem das Instituições Brasileiras”, encomendada pela AMB e desenvolvida pela empresa de consultoria Opinião.

    A pesquisa é reveladora: a maior parte da sociedade perdeu a confiança nas instituições públicas, discorda do foro privilegiado, não admite que um político processado pela Justiça concorra em eleições e acredita ser urgente uma reforma política.

    A pesquisa foi desenvolvida de 4 a 20 de agosto de 2007 e entrevistou, por telefone, 2.011 pessoas de todo o país, com idades acima de 16 anos.

    O brasileiro está mais ligado que nunca em suas instituições e por mais que a elite e os farsantes incomodados às vezes questionem a pirotecnia de algumas ações e operações da Polícia Federal, o certo é que a sociedade quer ver suas instituições mais agressivas e eficientes em atuação e mais no encalço, principalmente do crime organizado e do colarinho branco.

    Tanto assim que de todas as instituições, segundo a pesquisa da AMB, a mais confiável pela sociedade é a Polícia Federal, com 75,5% de aprovação. Em segundo lugar estão as Forças Armadas, com 74,7%, que não se deve considerar muito o merecimento, mas sim e principalmente o estado de espírito da sociedade que pode ver nessa instituição a possibilidade de um regime desproporcional para o estado democrático de direito.

    Os juizados de pequenas causas também foram avaliados positivamente por 71,8% dos entrevistados. Primeiro recado claro ao Judiciário: o povo quer justiça ágil e eficiente e o modelo adotado para pequenas causas poderia ser estendido e melhorado e basta que os juristas e pensadores em seus palácios se preocupem mais com a ralé aqui embaixo.

    Mais: a pesquisa diz que 52,7% confiam no Supremo Tribunal Federal (STF); enquanto 45,5% dizem confiar em juízes, mas 44,1% não confiam.

    Para o Judiciário brasileiro há outro sinal amarelo de alerta aceso e faz tempo: 41,8% confiam na Justiça, mas 50% não confiam.

    Não confiam? Essa é a pergunta da pesquisa. Mas quem não confia tem motivos. Quais? Suspeitas? Tráfico de influência? Morosidade? Ineficiência? Ou todos esses problemas e outros.

    É essencial que medidas sejam adotadas e a prova que a sociedade quer mais rapidez, eficiência e transparência, foi audiência pública do STF para aceitar e abrir processo em relação às denúncias contra os 40 acusados de envolvimento na máfia do mensalão.

    rn

  • 23 set 2007 /  Fique Ligado

    São tantas mazelas e desmandos que tenho uma fila infindável de assuntos a tratar nessa coluna. Infelizmente alguns macabros não por causa dos valores envolvidos, sim conseqüência da decepção e calamidade na malversação do dinheiro público de Marília.

    O mais terrível engodo dos últimos 11 anos de (des)governo está no desvio, quantidade e nutrição das merendas e alimentação que deveriam estar fornecidas às crianças das escolas municipais e estaduais de Marília.

    O orçamento da Secretaria Municipal da Educação é um sumidouro de dinheiro que deveria ser tratado com atenção especial.

    Notas frias, desvios na destinação de recursos, fraudes e irregularidades em licitações e contratos formam investigações e processos cíveis e administrativos que tramitam em primeira instância e outros estão em fase de diligências.

    Duas grandes falcatruas exibem bem o quanto de desmando existe no direcionamento dos recursos da Educação de Marília e duas empresas de rapinagem saquearam os cofres em duas vertentes. São elas: SP Alimentação Ltda.e Multimédia Artes Ltda.

    Dois contratos que exibem o quanto se processa em roubalheira.

    Da Multimédia Artes, que embolsou mais de R$ 4 milhões na compra fajuta de softwares (programas de computadores); a ação cível está em tramitação e posso escrever nas próximas semanas sobre esse cambalacho de enriquecer os politiqueiros.

    Pior deles, da SP Alimentação, é continuidade em concorrência forjada desde 2003 quando o ex-prefeito Abelardo Camarinha trouxe para Marília esta arapuca.

    De 2003 concorrência e contrato já têm o carimbo de rejeitado pelo Tribunal de Contas do Estado, tantas são as irregularidades. Mesmo assim a SP Alimentação continuou sozinha levando o dinheiro de Marília em 2004, fornecendo merenda e alimentação às crianças sem as devidas necessidades e longe daquilo que fixava o contrato e os respectivos pagamentos efetuados.

    Seria como você sair de casa para almoçar ou jantar, pagar por um suculento prato de picanha ou talhiarini parisiense e o garçom lhe servir prato feito de arroz, farinha e salsicha.

    Desgraça maior: se você leitor tem filho na escola municipal de Marília, tome cuidado. Verifique todos os dias a refeição, acompanhe sua nutrição e pode ter certeza, ao sair e ao chegar à sua casa dê a melhor alimentação possível, seu filho necessita.

    Para ficar claro, diretoras, professoras, merendeiras, serventes, estão pressionadas pela cambada da politicalha, numa tentativa desesperada de encobrir a falcatrua.

    Cabe aos pais fiscalizarem as escolas, dar incertas na hora da merenda, chamar a polícia, recorrer ao Ministério Público, fazer escândalo, uma obrigação em defesa das crianças.

    Veja bem. Quem está com a bunda sentada no segundo andar da Prefeitura é o tal de professor Mário Bulgareli. A caneta do tal é a que está assinando a fraude na concorrência e contratação da SP Alimentação, contratos deixados por Camarinha e que se repetiu em 2005, 2006 e foi prorrogado na calada da noiteagora em 2007.

    Não mexeram uma palhinha para desfazer a maracutaia, pelo contrário, estão com unhas e dentes defendendo a empresa e se lixando com a alimentação das crianças.

    O que dá mais nojo, porque não há outra classificação, é essa indecência quando se trata não do desvio e superfaturamento de uma obra de cimento e pedra, cuja medida de saneamento, investigações e processo pode levar cinco anos, 10 anos, 12 anos de tramitação.

    A nutrição das crianças não pode ficar a mercê desse descalabro, por isso continuo pedindo socorro para postura firme de pais, de entidades, de quem quer que seja como instituições de fiscalização para acabar com esse desmando de malfeitores.

    O MPF (Ministério Público Federal) de Marília está agindo faz dois anos, é demorado assim mesmo, mas quem sabe se a sociedade se mobilizar, possa existir uma liminar, um pedido que dê proteção às crianças.

    O Ministério Público Estadual também investiga e devassa esse esquema escandaloso.

    O MPF aguarda a conclusão de auditoria realizada nos documentos do Palácio Municipal do Desmando (Prefeitura) por equipe do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) para medidas sobre contrato da merenda escolar.

    A investigação de fraudes na merenda já tem dez volumes de documentos, o que inclui diversos depoimentos. A auditoria compreende o período de 2003 a 2006.

    A devassa na parte documental ainda está em processamento e parte da base da apuração aberta pelo MPF são denúncias de fraude de licitação na contração de empresa fornecedora de merenda escolar, sobrepreço de merenda, entre outras irregularidades.

    Uma das testemunhas fundamentais e de credibilidade é o empresário Remigio Gallo, que deu lição de dignidade, não se calou diante das falcatruas.

    Tudo que ele há um ano denunciou, virou manchete nacional agora com a SP Alimentação desmascarada em diversas cidades de vários estados com o mesmo esquema de irregularidades.

    O negócio escandaloso de Marília envolve valor médio de R$ 3.323.400,00 que seria destinado a produzir e fornecer merenda escolar a 38 escolas municipais num total de 23.100 refeições ao dia.

    A única empresa que vence a licitação é a SP Alimentação e a desclassificação de concorrentes foge às normas legais.

    A empresa de Remiggio Galo de Marília decidiu enfrentar o esquema depois de ser discriminada irregularmente para que deixasse de participar da concorrência.

    Muito pior: o empresário recebeu proposta de corrupção e suborno dentro do segundo andar da Prefeitura.

    Diz tudo o que foi denunciado no Jornal Nacional da Rede Globo, quando representante da SP Alimentação foi flagrado na maracutaia com contrato de fornecimento de merenda escola.

    É dinheiro demais, ou não haveria oferta de “300 paus” para ganhar licitação e mais “400 paus” para investir “violentamente” em campanha política.

    A lamentar é que não se está tratando aqui de restaurante, de iniciativa privada, de boa e suculenta picanha e da tradicional gorjeta ao garçom ou taxa de 10% de serviço.

    O que ocorre é simples: desrespeito à legalidade das concorrências, carimbadas com a suspeição; fraude descarada entre o que se contrata e o que se entrega e se paga; pouco caso em relação à nutrição e alimentação das crianças; voracidade em pegar a propina e embolsar no enriquecimento ilícito que se transformou a vida nababesca dos politiqueiros de ontem e de hoje.

    rn

  • 16 set 2007 /  Fique Ligado

    Abelardo Camarinha mandou ontem Mário Bulgareli demitir meia dúzia de puxa sacos, escrever melhor as lições no seu papelzinho de serviçal e preparar tudo para apoiar Vinícius Camarinha como o candidato a prefeito do agrupamento que eles lideram.

    Quem conhece o jogo sujo e a forma diabólica de Camarinha agir tinha certeza que ele vai se livrar de Bulgareli e manter a faca nas costas para que ele possa ser usado até o último minuto.

    O monstro da politicalha tem as cabeças de todos num único corpo contaminado. O único que preserva o cérebro debilitado ainda é Camarinha, enquanto demais como Bulgareli não passam de instrumentos para as aratacas do velhaco caudilho.

    A figura abelardiana não engana mais a sociedade. Equilibra-se no seu submundo porque mantém a mão na faca atrás das costas de todos que estão à sua volta.

    Ora por debilidade, ora por privilégios e muito porque quem mete a mão em dinheiro público para enriquecer-se deixa rastro e vídeos e depois não tem como ser minimamente homem, que dirá digno.

    Nem o mais inocente acreditava que Bulgareli pudesse fazer outro papel exceto daquela figura cabisbaixa, envergonhada, de caráter rendido ontem no escritório ao lado da Prefeitura, quando Camarinha repetia, repetia, aquele discursinho enfadonho e decoreba que vai do nada a lugar algum.

    Subjugou publicamente Bulgareli, fez questão de chamar sua atenção na frente de jornalistas e paus mandados, mostrou as garras, numa cena grotesca.

    Nunca um político foi tão humilhado. O próprio Bulgareli confirmou que vai trocar alguns cargos de confiança, que o candidato será aquele que o grupo escolher e coisa e tal, como já se estivesse despedindo daquilo que aliás nem começou.

    Na voracidade e planos diabólicos, no passado, ele caolho reinava em terra de cegos e agora infelizmente ele não será derrotado porque não será candidato, mas pelo menos já está definido que Camarinha vai colocar Vinícius na disputa e Bulgareli na verdade foi até longe demais para quem nunca teve luz própria.

    A sociedade, esse jornalista, o jornal Diário, as rádios Diário FM e Dirceu AM, os empresários, as ONGs, os profissionais liberais, os políticos decentes de oposição, os trabalhadores, as igrejas, enfim os homens de bem e do bem de Marília já são vencedores, já derrotaram esse espectro politiqueiro e de banditismo.

    A opinião pública nunca mais será ludibriada, nunca mais vai engolir mentiras, nunca mais será massa de manobra, nunca mais será amedrontada, nunca mais será subjugada, nunca mais será intimidada e nunca mais será representada pelos patifes e oportunistas que se enriqueceram a custas do dinheiro público enquanto o povo ficou à mercê da própria sorte, crescendo e se desenvolvendo econômica e socialmente sem participação mínima dos agentes e serviços públicos.

    Vamos continuar nessa luta digna, corajosa e vitoriosa para derrotar o império do mal, o banditismo, os crimes do colarinho branco, pela legalidade e justiça, atrás das investigações isentas e destemidas e da tramitação transparente dos processos administrativos, cíveis e criminais.

    Pode demorar um pouco ainda condenação e apenas os malfeitores e aqueles que malversaram o dinheiro público, mas pelo julgamento popular, a sociedade é rápida, tenaz e implacável.

    Pelo julgamento popular já começamos a virada, estamos unidos, coesos, fortes, com espaço e entendimento em todos os segmentos que lutam por justiça e pelo bem comum e coletivo.

    Em 2008 a coalizão de forças, interesses coletivos, decência, transparência e desenvolvimento social e econômico, vão formar a base para derrotar na política partidária essa sujeira que contamina cofres, serviços, causas e coisas públicas de Marília, numa negociata entre falsários e enganadores da fé e esperanças da maioria da sociedade.

    A face dos politiqueiros ficou oculta nas negociatas de bastidores, no blefe, cartas marcadas de quem até alguns anos atrás mantinha a máscara ficou evidente a personalidade diabólica quando arrancamos a couraça do falsário.

    Ninguém vai fugir de derrotar o grupo politiqueiro de Camarinha, porque nós já mostramos que ninguém fica subjugado quando é verdadeiro, corajoso e honrado. Esse grupo ou bando vai ser derrotado agora também na política partidária.

    Muito mais importante: tudo para que as nossas riquezas em serviços, coisas, causas e recursos possam ser destinados ao conjunto da sociedade e que a parte roubada nos últimos 12 anos um dia possa ser resgatada e cada um responda pelos crimes e suas respectivas penas dentro do ordenamento jurídico.

    Parabéns Marília, nós estamos derrotando o império do mal, nós estamos assistindo com justiça a armação diabólica queimar nas chamas de crime e castigo entre os próprios factóides.

    rn

  • 16 set 2007 /  Fique Ligado

    A mesma mente diabólica, os mesmos métodos prepotentes e os idênticos objetivos de voracidade. O esquema armado por Abelardo Camarinha é simples: agora precisa livrar-se do banditismo de João Simão Neto e do capacho Mário Bulgareli.

    Usados e contaminados agora estão sendo descartados. O barco está afundando, os primeiros a abandoná-lo são os ratos, na política e no banditismo a figura de linguagem repete-se.

    A vida é retrato e imita a arte e vice e versa. Cinema em filmes de ação notabilizou: depois do assalto, enquanto foge da polícia, quadrilha acaba em tiroteio e se matando na hora da partilha.

    Mera coincidência.

    Bastou o falastrão João Simão Neto finalmente ser encarcerado pela seqüência de crimes cometidos ao longo dos anos e Camarinha se escondeu, fugiu pela porta de trás.

    João Simão Neto, que Abelardo notabilizou como Mão Fria, até um dia antes da prisão pela Polícia Federal era o todo poderoso guardião dos negócios, casos e defesas públicas de Camarinha.

    Camarinha aliou-se a João Simão em tudo. Escalou o advogado para defender os bandidos que colocaram fogo no jornal e nas rádios e evitar que ele fosse apontado como mandante ao lado do filho Rafael.

    João Simão fez o papelzinho barato de língua de aluguel e de trapo para fazer ataques grotescos e desconexos, produzir fraudes processuais, mentir, forjar provas. Tudo em vão, os bandidos do incêndio estão na cadeia. Camarinha é investigado como mandante.

    Abelardo viu seu império do crime desmoronar e não podia cobrar nada de João Simão.

    A mais grave acusação contra João Simão Neto é a tentativa de assassinar este jornalista em 18 de julho do ano passado.

    Minha morte interessava para João Simão? Sim, tanto que ele mandou, organizou e contratou o bando que felizmente errou em tudo e acabou encarcerado.

    Quem está por trás de João Simão?

    Abelardo Camarinha sabia até onde ou que envolvimento teve?

    O chefão do braço armado Carlos Umberto Garrossino não participou?

    Os 300 mil reais que teriam sido usados na trama saíram do bolso de alguém ou com tudo dando errado ninguém levou o dinheiro?

    Quem pagou João Simão para defender Luverci Luqui, a prostituta que convenceu o pistoleiro Evandro Quini a fazer o serviço e ficou na vigilância à distância?

    Quem está bancando o bandido policial Ademilson Domingos de Lima para que continue calado?

    Até quando João Simão vai ficar de bico calado, assumindo tudo sozinho?

    Camarinha não quer nem saber, só quer distância de Mão Fria, pede a todo instante que desvincule sua imagem do defensor.

    Camarinha e Carlos Umberto Garrossino querem que seus processos tenham outros defensores, João Simão, o Mão Fria, veja só, virou o pé frio.

    E os novos advogados de Camarinha e Carlos Umberto Garrossino são aqueles do escritório, de confiança, vínculo e dedicação a João Simão? Não.

    Camarinha corre do protetor em todos os aspectos.

    Ironia, o carimbador maluco passou o tempo todo vociferando a favor de eventuais qualidades de Mão Fria e taxando seus demais advogados como segundo escalão, ciumentos. E agora?

    Para os planos diabólicos de sempre, Camarinha tem a vantagem de estar solto e nos bastidores como jogador de baralho, o blefe sempre é a maior aposta e joga tudo para não ser incomodado por João Simão que deve ficar ainda muito tempo na cadeia.

    No final das contas Camarinha usou Mão Fria até quando ele serviu bem aos servicinhos escusos e suspeitos, mas no mundo da bandidagem, o acerto de contas não ocorre da mesma forma como no mundo da sujeira da politicagem.

    Camarinha vai se livrando de João Simão como sempre fez com quem lhe pudesse causar incômodo e essa semana que passou acelerou o processo de enterrar outra criatura, agora Mário Bulgareli, que está prefeito se tudo correr bem até 31 de dezembro de 2008.

    Está descontrolado, quase babando. Foi aniquilado até na politicalha que ele próprio criou ao ser vexatoriamente derrotado na Câmara, quando as contas irregulares e cheias de vícios de 2003 foram rejeitadas como mandava pareceres e apurações do Tribunal de Contas do Estado.

    Como império do crime, castelo de mentiras, farsas, promessinhas baratas, tudo está ruindo, no fim que é reservado a traidores.

    O atual prefeito foi o instrumento de Camarinha para manter toda estrutura viciada, irregular e suspeita na Prefeitura nos últimos três anos.

    Tanto assim que praticamente a maior parte dos mais de 600 cargos em comissão da administração direta e indireta foi mantida do mandato anterior até agora.

    Camarinha não poderia ter escolhido melhor. Bulgareli foi feito de capacho durante todo tempo, ameaçado, fustigado, atrapalhado, tudo de bico calado.

    Não é que pela terceira vez esse ano Camarinha usou sua Rádio 950 e a TV Marília para destratar Bulgareli, como se este não estivesse a serviço dele?

    Um merece o outro.

    Camarinha quer livrar-se de Bulgareli e vocifera: a cidade está abandonada, saúde e educação sucateados, a tarifa da Circular está entre as mais caras do Brasil.

    Camarinha está por trás e à frente de tudo, controla cada centavo que entra e sai da prefeitura, cada documento que é ou não assinado, é o maior beneficiário de esquemas.

    A cidade está abandonada há mais de 11 anos. Os impostos somem no ralo do desmando, das mazelas, da corrupção, obras são inexistentes e apenas têm notas superfaturadas e os processos criminais, cíveis e administrativos se multiplicam.

    Camarinha quer livrar-se de Bulgareli porque sua mente diabólica arma esquema para as eleições de 2008. A voracidade por poder e dinheiro está mais latente que nunca.

    Já ficou livre de João Simão, quer detonar Bulgareli e fazer que o candidato a prefeito em 2008 sejaseu filho Vinícius Camarinha.

    Ora, mas essa guerra, essa briga de foice, a sociedade já conhece. Na realidade não existe como um livrar-se do outro. Como nas fábulas, há sim um grupo politiqueiro, um grupo armado, todos eles representados exatamente como um monstro com apenas um corpo e com muito mais que sete cabeças.

    Esse monstro de tantas cabeças tem as mentes diabólicas de Camarinha, João Simão e Carlos Garrossino e tantas e tantas cabeças de aluguel como Bulgareli e Luiz Nardi e a patota toda de delinqüentes, cada um com seu quinhão.

    Não tem como salvar ou livrar-se de uma cabeça sem que o monstro seja enterrado definitivamente.

    rn

  • 11 set 2007 /  Fique Ligado

    Dezenas de lideranças de entidades e representantes da comunidade, exposição exagerada dos governistas nos últimos escândalos e um parecer do Tribunal de Contas com argumentos irrefutáveis. Essa a fórmula para uma das principais vitórias da coletividade contra a roubalheira do dinheiro público: a Câmara rejeitou as contas do ex-prefeito Abelardo Camarinha de 2003.rnNa prática significa que os direitos políticos de Camarinha foram cassados, ele não pode ser candidato a nada no ano que vem e ainda deve sofrer novas investigações e medidas judiciais

    A decisão foi unânime. Nenhum vereador votou contra o relatório do Tribunal. Mas o bloco de Camarinha ainda tentou duas armações para evitar a medida

    Primeiro, José Carlos Albuquerque, notabilizado na defesa dos investigados, tentou adiar a votação. Perdeu por oito votos contra cinco

    Mais do que perder a manobra, os governistas perceberam que as contas seriam rejeitadas com atuação dos quatro tradicionais opositores – Mario Coraíni, Sidney Gobetti, Carlos Bassan e Júnior da Farmácia – mais o apoio de César da ML, Luiz Coneglian, Sônia Tonin e Expedito Capacete

    Depois desse fracasso, bate-paus enviados pelo próprio Camarinha simularam discussão e briga para prejudicar a votação. Não colou. Os dois foram retirados por policiais

    São os mesmos bate-paus que Camarinha usou para pressionar a CPI do Rombo na quinta-passada: Carlos Valdenebre, bate-pau usado em diversos escândalos, e outros ligados a ele

    Mais uma vez a pressão usou servidores públicos. Um deles ligado não só a Camarinha mas ao secretário da administração, Carlos Umberto Garrossino, Osvaldo Teixeira, vulgo Inglês, que já sofreu até queimaduras com fogos durante ataques e badernas contra o Diário na madrugada

    O parecer do TCE revela aplicação de recursos inferiores ao previsto em lei, principalmente na educação. A aplicação de recursos no ensino fundamental – com percentual mínimo de 60% – teve apenas 55,34% de investimento

    Em relação ao Fundef – fundo de valorização dos professores do magistério – que, de acordo com a lei também é de 60%, o percentual aplicado foi de 49,72%

    Há ainda outras improbidades, como o pagamento de apenas 0,1% dos precatórios constantes no mapa orçamentário, e a violação da lei pela abertura de créditos adicionais por excesso de arrecadação com a indicação de recursos inexistentes

    As contas de 2003 marcam a perda do controle financeiro na prefeitura. Depois de arrastar dívidas, dar calote em precatórios, deixar de pagar fornecedores, Camarinha fez o penúltimo e último anos de mandatos com recorde de arrecadação, orçamento monstruoso – inflado pelo aumento abusivo do IPTU – e rombo sem precedentes na história da cidade.

  • 09 set 2007 /  Fique Ligado

    A Câmara de Marília vota nesta segunda-feira o projeto de decreto-legislativo número 8 para rejeitar as contas do ex-prefeito Abelardo Camarinha em 2003 e provocar a perda de direitos políticos, que impedem Camarinha de ser candidato a qualquer cargo nas próximas eleições.rnContas na gestão de 2003 do ex-prefeito foram reprovadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), relatório foi enviado à Comissão de Finanças da Câmara, que após análise já encaminhou decreto

    Parecer assinado pelo presidente da Comissão, o vereador César da ML, tem fato inusitado. Leva a assinatura também dos vereadores Herval Rosa Seabra e Expedito Capacete, que tradicionalmente defendem Camarinha na Câmara e que podem propiciar mais um espetáculo escabroso no Legislativo, votar contra suas próprias assinaturas em plenário para proteger o ex-prefeito

    O parecer do TCE revela aplicação de recursos inferiores ao previsto em lei, principalmente na educação. A aplicação de recursos no ensino fundamental – com percentual mínimo de 60% – teve apenas 55,34% de investimento

    Em relação ao Fundef – fundo de valorização dos professores do magistério – que, de acordo com a lei também é de 60%, o percentual aplicado foi de 49,72%

    Há ainda outras improbidades, como o pagamento de apenas 0,1% dos precatórios constantes no mapa orçamentário, e a violação da lei pela abertura de créditos adicionais por excesso de arrecadação com a indicação de recursos inexistentes

    Camarinha também descumpriu a lei por não realizar audiências públicas na Câmara e por deixar restos a pagar sem lastro financeiro no final do exercício

    Segundo o relatório, há descumprimento da legislação também pelo aumento significativo da dívida líquida de curto prazo em percentual correspondente a 473,01%, “que sem dúvida terá efeitos negativos no exercício futuro.”rnrnO vereador César da ML, disse que como presidente da Comissão de Finanças da Câmara, analisou o parecer e elaborou relatório favorável

    “O que o Tribunal falou, assinei embaixo. Herval e Capacete acompanharam. Agora, vai pra votação.”rnrnAs contas de 2003 marcam a perda do controle financeiro na prefeitura. Depois de arrastar dívidas, dar calote em precatórios, deixar de pagar fornecedores, Camarinha fez o penúltimo e último anos de mandatos com recorde de arrecadação, orçamento monstruoso – inflado pelo aumento abusivo do IPTU – e rombo sem precedentes na história da cidade.

  • 09 set 2007 /  Atentado

    Exatamente dois anos depois do atentado ao Diário, a Justiça revela: uma série de manobras vem atrasando há quase seis meses o interrogatório de Anderson Ricardo Lopes, o Ricardinho, quarto denunciado por envolvimento no crime e até agora o mais violento do bando que invadiu o prédio, agrediu e roubou o porteiro Sérgio Araújo e destruiu quase 70% das instalações.



    O crime chocou a cidade, revelou bando criminoso escondido sob o grupo político do ex-prefeito Abelardo Camarinha e o caso ainda segue em investigação.


    Ricardinho, que entrou armado, rendeu e agrediu o vigia antes de tomar dele dinheiro e cheque, está denunciado desde março. Até agora não foi ouvido pela Justiça.


    Preso, Ricardinho tem conseguido fugir do caso com repetidas trocas de presídio. As cartas com ordem para interrogatório nunca encontram o réu e quando ele é informado sobre data do interrogatório, muda de cadeia antes de ser chamado para o depoimento.


    A expectativa do Ministério Público é que Ricardinho possa ser ouvido ainda neste mês. Ele é réu confesso no caso, embora tenha mudado de versão após dar detalhes do crime à polícia.


    Ele foi preso no dia 23 de março deste ano durante megaoperação da Polícia Civil por não retornar ao regime semi-aberto do presídio de Tremembé. Uma semana depois foi denunciado e teve a prisão preventiva decretada.


    De acordo com o promotor público Celso Bellinetti Júnior, que assina a denúncia com o promotor José Bento Campos Guimarães, o interrogatório deve ter cumprimento por meio de carta precatória.


    Caso o interrogatório seja finalmente colhido, o juiz deve marcar a data da audiência para ouvir as testemunhas de acusação. Segundo o promotor, objetivo é ouvir tanto as testemunhas de acusação quanto as de defesa ainda em outubro.


    Ricardinho passa a responder judicialmente pelos crimes que já provocaram condenação de Bruno Gaudêncio Coércio e Amarildo Barbosa – amigos pessoais e ex-assessores do deputado Vinícius Camarinha na Assembléia – e de Amauri Delábio Campoy, ex-assessor pessoal de Abelardo Camarinha e Mário Bulgareli na cidade. Os três cumprem pena de 12 anos e quatro meses.


    As acusações contra Ricardinho foram apuradas no segundo inquérito aberto pela Polícia Civil para apuração dos mandantes.


    A polícia passou a investigá-lo a partir de uma denúncia anônima. Ricardinho admitiu envolvimento do crime numa carta deixada com o tio e também confessou o crime à polícia com o advogado presente.


    O inquérito foi concluído somente com o indiciamento de Ricardinho, sem apontar os mandantes do crime, o que seguia em investigação.

    “Trata-se de agente afeiçoado à prática de crimes que põe constantemente a coletividade em risco. É criminoso contumaz e incorrigível, praticou graves crimes e integrou bando perigoso, sendo necessária a sua segregação para garantia da ordem pública e também para garantia da instrução do processo”, consta em trecho do documento.