• 29 nov 2007 /  Fique Ligado

    Encontro da bancada governista, que se estendeu até 2h de ontem, convenceu cinco “dissidentes” e abortou a idéia de protocolar um pedido da CPI que investigaria obras com suspeitas de irregularidades executadas no mandato do ex-prefeito Abelardo Camarinha.rnA principal obra que seria investigada é a construção da barragem do Ribeirão dos Índios, paralisada até hoje após gasto milionário

    No entanto, intenção dos vereadores era aprofundar as investigações e analisar possíveis irregularidades na represa Cascata, Rodoviária, Merenda Escolar e os softwares adquiridos para a rede municipal de ensino

    Vereadores da oposição se negaram a assinar. Dizem que votariam favorável ao pedido, mas que não querem servir de instrumento de manobra para pressão entre a bancada governista

    Todas obras e compras suspeitas que já foram abordadas pelos vereadores da oposição no passado e que, agora, ressurgem através da bancada governista. Esse é um dos motivos que levou a oposição a não assinar a CPI

    Pedido de autoria do vereador Luiz Coneglian, o Luizão, possuia cinco assinaturas desde a semana passada. No entanto o documento ainda não havia sido protocolado, o que deveria ocorrer ontem. Além do próprio Luizão, assinaram a proposta da CPI, César da ML, Sônia Tônin, Valter Cavina e Expedito Capacete.

  • 27 nov 2007 /  Fique Ligado

    Parte da bancada governista da Câmara ameaça instalar uma nova CPI para investigar possíveis irregularidades na construção da represa do Ribeirão dos Índios, obra do ex-prefeito Abelardo Camarinha, paralisada até hoje.rnMas a ameaça ainda não conquistou a oposição, que evita entrar no caso e servir em manobras para brigas internas

    De autoria do vereador Luiz Coneglian, o Luizão, o pedido da CPI já teria os cinco nomes suficientes para entrar em votação, mas que até a sessão de ontem não havia sido protocolada

    Vereadores da oposição não pretendem assinar o documento, apesar de apoiar a CPI. Dizem que votariam favorável ao pedido, mas não querem servir de instrumento de manobra da situação

    Segundo apurou o Diário, o pedido de CPI foi assinado pelos vereadores César da ML, Expedito Capacete, Sônia Tônin, Valter Cavina e Luiz Coneglian. Rumores indicam que a ala governista pretende instaurar cinco CPIs

    Além da obra do Ribeirão dos Índios, a represa Cascata, Rodoviária, Merenda Escolar e os softwares adquiridos para a rede municipal de ensino, também seriam investigados

    São todas obras e compras suspeitas que já foram abordadas pelos vereadores da oposição no passado e que, agora, ressurgem através da bancada governista. Esse é um dos motivos que levou a oposição a não assinar o pedido de CPI

    A oposição evita o risco de ser apenas um caso de pressão e disputa política, que possa envolver desde interesses pessoais até ajustes para a campanha eleitoral do próximo ano

    Luizão é amigo particular e ex-assessor de Camarinha, com quem tem disputas pessoais hoje ligadas ao arrendamento de uma fazenda. Seria também o empresário por traz da carne para a merenda escolar, fornecida pela empresa de sua sogra

    Não será a primeira briga entre os governistas. A bancada já provocou a rejeição das contas do ex-prefeito Camarinha, o que provocou cassação dos direitos políticos. Luizão foi pessoalmente atacado pelo antigo chefe após a votação.

  • 25 nov 2007 /  Fique Ligado

    Os serviços, coisas e causas e recursos públicos municipais de Marília nunca foram tão usurpados e desviados de suas funções sociais. As suspeitas de superfaturamento, desvios, corrupção superam os limites enquanto empreguismo em nomeações políticas aparelham a máquina administrativa.

    Os números retratam estado de calamidade de uma cidade com os maiores impostos do Estado bancados pelo contribuinte, que aliados aos repasses de recursos federais e estaduais injetam mais de 340 milhões de reais (previsão para 2007).

    Na contramão dessa riqueza, a pobreza e inexistência em serviços e obras, enquanto multiplicam-se às centenas as denúncias e processos cíveis, criminais e administrativos que tentam frear e identificar os desperdícios.

    Paralelamente a máquina administrativa inchou em quase 12 anos de administrações de Abelardo Camarinha e Mário Bulgareli.

    Os números são aterrorizantes. Em 1997 a Prefeitura tinha 174 cargos em comissões, por nomeações políticas e sem concurso público.

    O empreguismo atingiu marca repugnante em 2007, quando alcança 454 cargos num empreguismo sem precedentes na Prefeitura, Daem e Emdurb.

    No mesmo período a surpresa maior. A folha de pagamentos de R$ 54 milhões em 1997 esse ano vai ultrapassar os R$ 110 milhões. Pior ainda: o funcionalismo público está à mingua, com salários aviltados, não tiveram reajustes pela inflação como todo trabalhador, mas quatro abonos (dois de R$ 50 e dois de 60 reais).

    A lástima e o desleixo exibem o comprometimento de recursos públicos para bancar protegidos e uma gama sem precedentes de gente sem preparo e cujo único objetivo parece ser contemplar aliados, parentes e gente comprometida com a politicalha.

    A dinheirama gasta pelos cofres públicos para bancar essa farra sai dos impostos abusivos que espoliaram a população ao longo dessa década.

    De outro lado, enquanto a iniciativa privada corta custas, recicla funções, cargos e os empregados, no poder público de Marília não há compromisso mínimo com eficiência.

    Tanto assim que qualquer concurso da prefeitura exige no mínimo ensino fundamental (nove anos) completo para candidatos.

    Mas amigos e apadrinhados políticos podem ser até coordenadores de setor, cargo com símbolo C2 e salário de R$ 2.218,90 com ensino fundamental incompleto, ou seja, mesmo que tenham cursado só seis meses da primeira série.

    Coordenador? Vai chefiar? Não é por menos que o funcionalismo que toca a administração não conhece grande parte desses apadrinhados. Ninguém sabe nada.

    Esse é um entre os vários absurdos estampados na legislação de cargos e salários que a patota da Câmara aprovou na semana que passou por obra e empenho de Mário Bulgareli.

    Os cargos vão sendo criados não por necessidade de serviços e melhoria no atendimento de eficiência administrativa, mas para acomodação de parentes, bacanas, bate paus, fuxiqueiros e outros tantos tontos e boçais.

    Sem contar bandidos como Amaury Delábio Campoy, condenado a mais de 12 anos de cadeia porque ateou fogo em jornal e rádios para calar esse jornalista que denuncia todas essas mazelas há mais de cinco anos.

    Amaury Campoy além de viciado e mantenedor de muquifo de carteado tinha holerite da Prefeitura: era nomeado sem concurso como motorista de gabinete nas administrações de Camarinha e Bulgareli – este o demitiu dois dias após o bandido ir para a cadeia onde está até hoje.

    A festança com dinheiro do povo não tem precedentes. No Daem há um assessor de gabinete, também com cargo C-2, e 24 (isso mesmo, vinte e quatro) chefes de seção, com salários C3, ou R$ 1.135, cujo currículo precisa ser de apenas ensino fundamental incompleto.

    Sem contar essa maravilha: 24 chefes de divisão. Quais divisões? Quantos funcionários são liderados? Qual tipo de eficiência que tem o Daem? A eficiência da mediocridade.

    Para o diretor adjunto da Emdurb, a segunda função mais importante, exige profissional com ensino médio. Muitas das funções hierarquicamente mais baixas exigem curso superior.

    O cargo tem Luiz Delli Albertoni, nomeado diretor adjunto quando ainda era estudante universitário e “herdou” o emprego do pai, Luiz Albertoni, o Tonhão, que entrou no trem da alegria de cargos do ex-prefeito Abelardo Camarinha em Brasília com salário de R$ 7.000.

    Ah, o outro filho tem bolsa de marajá, de R$ 3.480 mensais, no curso de Medicina, bancado pelo dinheiro dos impostos municipais, sem nenhuma contrapartida.

    Saiba ou não ler escrever e fazer todas as operações matemáticas, você pode ser um coordenador de serviços diversos.

    Só na Emdurb a prefeitura vai ter 32 ocupantes de empregos com salários de R$ 600 a R$ 4.000 e nomeações políticas. No Daem estão abertos 68 apadrinhados.

    A esperança agora é que finalmente há possibilidade concreta dessa farra ter um freio e para acabar com cargos ilegais o Ministério Público Estadual deve analisar nos próximos dias lei municipal de reformulação de nomenclatura, classificação e concessão de gratificações a servidores públicos na cidade.

    A legislação mal e porcamente aprovada pela Câmara foi uma tentativa de fugir de ação judicial contra contratação ilegal de assessores de confiança.

    Mário Bulgareli criou funções gratificadas, cargos de coordenadoria e mudou funções para acomodar servidores. 21 nomeados ilegalmente foram afastados por determinação da Justiça.

    A liminar atende pedido do Ministério Público, que deve pedir ao Tribunal de Contas uma auditoria sobre todos os cargos e pagamentos efetuados pela prefeitura. A análise da nova lei deve ser integrada à auditoria dos cargos.

    Não é à toa que vereadores que apóiam a politicalha aprovaram rapidinho a mudança na legislação. Eles são beneficiários da farra, com nomeações de parentes e apadrinhados sem concurso.

    Apenas os vereadores Sydney Gobetti de Souza, Mário Coraíni, Carlos Bassan e Júnior da Farmácia votaram contra. Como sempre, no combate à corrupção e ao desperdício, embora como sempre desarticulados e integrantes da oposição que precisa acordar e deixar de ser atropelada pela máquina de banditismo e prepotência da situação.

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  • 22 nov 2007 /  Fique Ligado

    Qualquer concurso da prefeitura exige no mínimo ensino fundamental completo para candidatos. Mas amigos e apadrinhados políticos podem ser até coordenadores de setor, cargo com símbolo C2 e salário de R$ 2.218,90 com ensino fundamental incompleto, ou seja, mesmo que tenham cursado só seis meses da primeira série.rnEsse é um entre os vários absurdos estampados na nova lei de cargos que o prefeito Mário Bulgareli remexeu para manter 454 empregos por nomeação sem concurso, dos quais 354 somente na Prefeitura

    A Câmara aprovou sem discutir muito e a lei foi criada para acomodar donos de cargos ilegais que precisam ser extintos por ordem judicial

    Além dos coordenadores sem funções ou exigências específicas nas secretarias, a lei contempla com bons salários uma série de apadrinhados, em diversos setores

    No Daem há um assessor de gabinete, também com cargo C-2, e 24 chefes de seção, com salários C3, ou R$ 1.135, e ensino fundamental incompleto. A Emdurb oferece uma vaga assim para encarregado do Terminal Rodoviário Urbano

    Para o diretor adjunto da empresa, a segunda função mais importante, exige profissional com ensino médio. Muitas das funções hierarquicamente mais baixas exigem curso superior

    O cargo tem Luiz Delli Albertoni, nomeado diretor adjunto quando ainda era estudante universitário e “herdou” o emprego do pai, Luiz Albertoni, o Tonhão, que entrou no trem da alegria de cargos do ex-prefeito Abelardo Camarinha em Brasília

    O prefeito Mário Bulgareli terá em sua assessoria seis “Coordenadores de Serviços Diversos”, com salários de R$ 2.218. Três na Secretaria da Saúde e outros três na Secretaria de Obras

    O salário é maior, por exemplo, que o de todos os médicos nas 15 vagas recém-criadas para as unidades básicas de saúde

    E para os dois casos basta ter estudado alguns dias na primeira séria. A exigência para função é ensino fundamental incompleto

    Saiba ou não ler escrever e fazer todas as operações matemáticas, você pode ser um coordenador de serviços diversos

    E a lei é um orgulho para a administração, como se pode ver na declaração do próprio prefeito, que considera “trabalho minucioso de revisão e adaptação” as denominações das “principais assessorias e coordenadorias” da Saúde

    Com a nova lei, só na Emdurb a prefeitura vai ter 32 ocupantes de empregos com salários de R$ 600 a R$ 4.000 e nomeações políticas

    No Daem estão abertos 68 empregos em que o prefeito pode nomear quem quiser, incluindo os 24 chefes de divisão que nem precisam terminar o ensino fundamental.

  • 18 nov 2007 /  Fique Ligado

    A multiplicação de operações especiais em Marília vai continuar até 2008. A atuação dos federais deve desmantelar novos esquemas que entrelaçam desvios de negócios e serviços públicos e atividades privadas de fachada com infiltração da criminalidade como apontam investigações sigilosas.

    É o estado legal e justo agindo com rigor em defesa da sociedade civil. Este jornalista, jornal e rádios defenderam ao longo de cinco anos a necessidade de devassar instituições de Marília a partir de força tarefa e felizmente o processo está acelerado como nunca.

    Neste momento atuação reúne a Superintendência de São Paulo e a Delegacia de Marília da Polícia Federal nos trabalhos operacionais, ação intocável e destemida de procuradores federais de Marília, Ourinhos e Bauru, as decisões irretocáveis de juízes federais de Marília, Assis e Ourinhos.

    A devassa na criminalidade ganhou contornos efetivos a partir de 2005. Os olhares federais a partir de atuação coordenada de força tarefa miravam encurralar banditismo do submundo e identificaram gigantesco esquema envolvendo gente graúda, de poder e infiltrada em instituições.

    A Operação Veredas deflagrada terça-feira, 13, é resultado de apuração de dois anos. Reflete descobertas a partir da Operação Oeste, concluída em abril deste ano, que desmantelou organização criminosa integrada por todo tipo de gente, de policiais federais e civis, a advogados de fachada e outros acusados de periculosidade.

    O desmembramento vai continuar e tem investigações, coleta de provas materiais e reúne documentos que dão duros golpes em organizações criminosas estruturadas e infiltradas em diversos segmentos institucionais de Marília ao longo de pelo menos 12 anos.

    O resultado da apuração deste ano chegou a gente mitificada como poderosa e inatingível por ser ricaça e temida como o advogado João Simão Neto, o golpista Arineu Zocante e sua quadrilha e até o delegado federal Washington Menezes da Cunha entre outros agentes.

    A nova fase desmonta esquema que envolvia servidores federais concursados e de salários 10 vezes acima da média (entre R$ 7.000 e R$ 12.000); sem contar que trajavam fardas, usavam insígnias e armas, além de prerrogativas institucionais de abordagem como representante do estado de direito.

    As bases de Marília e Ourinhos da Polícia Rodoviária Federal estariam infiltradas e seriam usadas como quartel do crime organizado na região e este jornalista no ano passado já tinha denunciado as suspeitas à Superintendência de São Paulo. Sem resposta até agora.

    A prisão do policial rodoviário federal Ademilson Domingos de Lima em abril por crimes de extorsão, golpe do três por um, corrupção e depois por ser contratante de pistoleiro para assassinar esse jornalista foi ponta do iceberg para evidenciar suspeitas de desvio descabido das funções dos agentes policiais que estariam acobertando a criminalidade ao invés de oferecerem proteção à sociedade.

    Não surpreende o fato de Marília ter sido o centro da nova força tarefa que está agindo e vai revelar muito mais crimes. Não por coincidência a parte da estrutura policial dava a sustentação ao esquema. Não por coincidência advogados de fachada exibindo carteirinha da OAB de Marília davam sustentação e blindagem à organização criminosa.

    A apuração expôs a parte de maior notoriedade, embora na lista enorme de crimes haja também os fuleiros, como desvio de cargas de contrabando de ônibus de sacoleiros intimidados a entregarem os produtos para não serem indiciados. Muita gente ficou com a vida arruinada e suas parcas economias saqueadas.

    Os federais há dois anos vieram vasculhar o clima de suspeição em Marília e até hoje estão surpresos com tudo que vai se revelando nas descobertas. Foi puxado o fio condutor que elevou Marília em ranking nada honroso: recorde de mafiosos que sustentam organizações criminosas e estão infiltrados nas instituições.

    Tanto assim que na nova organização desmontada pela Operação Veredas, os policiais rodoviários federais, fiscais de agências reguladores, intermediários e advogados de fachada davam cobertura para quadrilha de supostos empresários do setor de transporte que, segundo a Polícia Federal, usou de métodos ilegais para prejudicar empresas de ônibus concorrentes.

    A quadrilha é acusada de crimes como corrupção, tráfico de influência, extorsão, peculato (quando um funcionário público se apropria de algum bem por força do cargo); excesso de exação (cobrança indevida de impostos) e tráfico de drogas e armas.

    No esquema, uma empresa concorrente pagava aos órgãos fiscalizadores, que “plantavam” drogas e armas nos ônibus da rival para que o veículo fosse apreendido. Palco: estradas federais onde estavam os policiais, as viaturas e a estrutura federal que na teoria daria segurança e vigilância ao tráfego, mas que na realidade às vezes escondia banditismo.

    Outra forma de ação era através da indicação de rivais que trafegavam em áreas para as quais não tinham permissão. Os fiscais integrantes do esquema multavam essas empresas e transferiam seus passageiros às outras, também participantes do esquema, que tinham concessão para aquele trecho.

    De forma independente e autônoma, o modus operandi na região se repetia no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, não por coincidência ou obra do acaso, aqui em Marília ocorria ação mais descarada, perigosa e criminosa.

    Os números comprovam a extensão: de 35 mandados de prisão em quatro estados, 23 acusados de Marília, Ourinhos, Presidente Prudente e Garça. Dos principais envolvidos de Marília: o chefe de rodoviária federal, inspetor Moisés Pereira, e o inspetor Cássio Aparecido Bento de Freitas.

    O rastro real da organização criminosa será identificado na continuidade das investigações pela PF emSão Paulo e Marília e centralizadas pela regional de Ourinhos da Procuradoria da República. Muita gente boa pode ficar com a barba de molho. Quem? De novo advogados que fizeram das prerrogativas legais instrumentos propositais para acobertar e maquiar a criminalidade e outros tantos que levaram vantagens e se consideravam espertalhões.

    Alguns pedidos de prisões foram negados pela Justiça Federal, o que provocou especulação em Marília durante toda semana. Mas aqueles que escaparam das garras federais nesse primeiro momento não vão fugir do acerto de contas.

    A ação da PF ainda deve se estender para apurar outros crimes e atingir mais envolvidos e intermediários, principalmente em esquemas de contrabando, o desvio de produtos de sacoleiros e a respectiva interceptação de simples computadores a cargas inteiras de mercadorias.

    O negócio escuso lucrativo teria ido muito mais além, compagamento de propinas, suborno, recursos para festas e até dinheiro para financiar campanha de candidatos a vereador na região. Ademilson Domingos de Lima, há mais de seis meses preso, foi candidato a vereador em Marília, em 2004.

    Por mais obstáculos que possam existir para imperar a legalidade e por maiores facilidades que possam sugerir no submundo do banditismo, é histórico, os homens do bem e de bem sempre venceram. Marília não será diferente.

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  • 13 nov 2007 /  Fique Ligado

    O rolo compressor a serviço da prefeitura precisou de um pouco mais de um minuto para enterrar ontem o pedido de instalação de uma Comissão para investigar as bolsas de estudos para falsos atletas e a falta de critérios para os índices dos benefícios financiados com dinheiro público.rnContra três votos, o pedido foi arquivado. Precisava de oito. Havia dez vereadores no plenário durante a votação

    Outros três atendiam comissão de trabalhadores do lado de fora, incluindo o vice-presidente, Sidney Gobetti, que depois declarou intenção de votar a favor da investigação. Com ele, ficaram fora Herval Seabra e Valter Cavina, que votariam contra a apuração

    A organização do abafa começou com pedido do vereador Marcos Camarinha para dispensar leitura das acusações. Pedido passou apesar dos votos contrários dos vereadores Mário Coraíni, Júnior da Farmácia e Carlos Bassan

    Em seguida começou votação do pedido, nominal. Mais uma vez, só os três independentes votaram em defesa da investigação e o pedido foi ao arquivo

    As bolsas representam gastos de R$ 620.000,00 por ano. Privilegiados listados como “atletas” e ligados a assessores e ex-assessores do prefeito têm bolsas de até 100% de mensalidades de medicina, curso que custa R$ 3.400 por mês. Muitos alunos carentes não conseguem mais do que 25%

    Apesar disso, César da ML, Eduardo Nascimento, José Carlos Albuquerque, Sônia Tonin, Marcos Camarinha, Luiz Sérgio Coneglian e José Expedito Capacete votaram contra a investigação

    O vereador Sidney Gobetti, fez questão de deixar público seu voto à favor da criação da comissão. Em sua alegação, é no mínimo estranho, mas muito suspeito, estudante de medicina ter bolsa de atleta

    “Sou médico e sei que é incompatível manter a prática de esporte e estudar medicina, já que o curso exige compromisso integral.”rnrnCoraíni, foi favorável à criação da comissão pela própria função do poder legislativo. “Pelo sim ou pelo não, mesmo que venhamos a descobrir que não há irregularidade, deveríamos ao menos exercer nossa função de fiscalizadores do executivo frente à uma denúncia séria como esta.”

  • 11 nov 2007 /  Fique Ligado

    A Câmara de Marília vota amanha pedido para investigar as bolsas de estudos pagas com dinheiro público e benefícios a amigos do rei, assessores e ex-assessores da administração. É grande a possibilidade – pra não dizer favas contadas – de o caso ser enterrado.rnVai ser mais uma decepção com o Legislativo? Claro, mas antes que acumule mais essa perda não custa lembrar que ela não é a primeira e é bom você ir arquivando os casos para lembrar no ano que vem

    A Câmara já enterrou uma CPI, foi um vexame, desistiram de investigar rombo e envolvimento de ex-presidentes da casa no desvio de R$ 600 mil

    A Câmara enterrou e ignorou a falta de respeito em diversos pedidos de informações sobre obras e contratos

    A Câmara aumentou em 32% o IPTU para o ano quem. A Câmara já havia aumentado o IPTU em mais de 20% logo no primeiro ano de mandato. E quando as taxas ilegais do IPTU caíram por ordem judicial, a Câmara arrastou mais quatro meses de cobrança tomando dinheiro do cidadão

    A Câmara teve vereador cassado por causa de condenação criminal. A Câmara teve sessão encerrada por bate-boca entre vereadores

    A Câmara votou projetos a toque de caixa, sem nem ligar para os contribuintes. Sem contar os escândalos isolados de vereadores, como o privilégio de multas, o sumiço de cheque e coisas assim

    E adivinhe quem esteve envolvido em todos esses escândalos? Pois é, o time da situação, os governistas, oito ou nove que se revezam em blindar a prefeitura e esparramar bobagens.É só pegar o histórico das votações e o nome de quem se envolveu na

  • 11 nov 2007 /  Fique Ligado

    Ninguém mais duvida, a cidade está em um dos momentos históricos mais emblemáticos para assegurar a melhoria das relações e aliar interesses e necessidades do conjunto da sociedade e eficiência e transparência de serviços e causas públicas municipais.

    Nunca Marília esteve tão direcionada para rechaçar comprometidos e ultrapassados métodos e conceitos de fazer política partidária e conseqüentemente o formato desajustado de usar, abusar e lambuzar das coisas e causas públicas municipais.

    A cara feia da corrupção e outras tantas mazelas e escândalos foram retirados detrás das portas fechadas de bastidores e expostos à opinião pública num movimento inverso ao status de repressão que até cinco anos reinava na cidade.

    Não há dúvida que a cidade ainda precisa de mais tempo, luta e gente para acabar com o período das trevas. Marcos históricos formam escudo, protegem a sociedade civil dos ataques terroristas e truculentos da politicalha.

    Foram múltiplas ações que estão agora com defensores espalhados pelos mais diversos segmentos da sociedade civil, cada dia com maior adesão, seja do cidadão simples que protesta contra o abandono de seu bairro, ao empresário cansado de ver a dinheirama de seus impostos desaparecer no ralo da corrupção ou na eficiência de ongs como a Matra a conscientizar a sociedade para os valores de ética e transparência.

    Por incrível que pareça os poderes e serviços públicos foram tomados de assalto ao longo de anos e anos e contaminaram não apenas o eixo central de Executivo e Legislativo: se entrelaçaram com o aparelho estatal de instituições que deveriam estar livres de interferências.

    Esse jornalista, jornal e rádios tiveram ao longo dos últimos anos papel essencial para derrubar mitos de falsários da politicalha e o grito por liberdades e fim da opressão foi ecoado principalmente a partir de 2004.

    O que viria pela frente a cidade conhece decor e salteado. Nunca uma cidade tão importante, desenvolvida e rica teve tanta exposição na mídia regional e nacional por conta da podridão, a evidência da existência de espectro de corrupção contra os cofres públicos e infiltração de banditismo.

    Os atos e ataques terroristas de incêndio contra jornal e rádios no oito de setembro de 2005 e a tentativa de assassinar jornalista em 18 de julho de 2006 foram marcos graves de intolerância e banditismo, que serviram de estímulo maior ainda para acelerar a luta em defesa de liberdades, ética e democracia.

    As perdas até agora materiais, financeiras e psicológicas foram compensadas pela glória de derrotar a truculência e banditismo nos princípios e conceitos de justiça.

    No quesito ordenamento jurídico e investigação das falcatruas o acerto de contas só começou e há necessidade de definir com clareza qual será o débito de cada réu para suportar condenação.

    A compensação surge no dia-a-dia, com adesão para a luta de todos os segmentos sociais e o aparelho de policiamento e investigação do Estado, trabalho sob sigilo para pegar todos, independente de dinheiro e poder, o que vai valer é a legalidade e ninguém vai fugir.

    Essencial que as riquezas dos serviços, coisas e causas públicas municipais sejam resgatadas e reconstruídas a partir de decência, legalidade, justiça e fraternidade, longe das mãos sujas da politicalha e do ataque descarado das mãos suspeitas da criminalidade do colarinho branco infiltrada até por crime organizado.

    Veículos de comunicação cumprem papel pluralista dentro de parâmetros de jornalismo investigativo, defesa intransigente de liberdades e dos interesses coletivos, sem mais abrir espaço para aqueles enganadores, verdadeiros saqueadores das causas e coisas públicas de Marília.

    A cidade não quer mais o modelo ultrapassado e rançoso de politicalha que perseguiu, intimidou e oprimiu as vontades e necessidades populares, tudo sempre financiado pelo dinheiro roubado a sustentar desde bacanais até rede de blindagem jurídica.

    Executivo e Legislativo foram instrumentais de malfeitores e boçais que apenas se locupletaram das riquezas públicas.

    Jornal e rádios foram instrumentos também de malfeitores e nos últimos anos foram resgatados e engajados de forma devida e como resposta cabível para a luta que rompe e enfrenta a truculência.

    Caiu a máscara, o todo poderoso foi aniquilado com as próprias armadilhas que julgava estar armando, o império do crime foi descortinado para que sociedade civil se conscientizasse da necessidade de resgatar moralização dos serviços públicos.

    Sem dúvida a mudança da bandalheira passa pelas eleições de 2008, mas não é apenas transformação pelo voto que a cidade pode esperar. É necessário que sejamos mais eficientes na fiscalização e cobrança de políticas públicas a partir de atuação firme e forte dos mais diversos segmentos sociais.

    As rádios Diário FM e Dirceu AM têm experimentado ações de jornalismo investigativo, mais polêmicas e livres nos últimos três anos e no horário do Resgate da Cidadania, às 11h30, de segunda a sexta-feira, abre espaço popular para os bairros e traz formadores de opinião para debates mais pontuais e pragmáticos.

    As rádios agora fazem ensaios com a participação desse jornalista para que o estúdio das emissoras seja o palco itinerante de debates e mais um instrumento a serviço da população.

    Nesse palanque de debates pluralistas e populares vão estar sempre cidadãos de bem e do bem, até porque os politiqueiros, serviçais, línguas de aluguel e boçais já têm demasiado espaço em veículos manipulados, sobrevivendo com dinheiro sujo e desviado de cofres públicos.

    O desempenho da comunidade depende da crescente onda de valorização da ética e justiça a partir do exercício contínuo da cidadania.

    Se você leitor, eleitor, está disposto a continuar mudando a história da cidade para garantir qualidade de vida, bem-estar coletivo e melhoria das relações humanas, faça sua parte, por mínima que seja.

    Se você tem informações, provas e documentos de corrupção e outras mazelas na administração pública municipal ou qualquer instituição e não pode assumi-los, desde que seja verdade, ligue para esse jornalista, você terá sua identificação mantida em sigilo e sua denúncia devidamente encaminhada pelos trâmites legais.

    Política e serviços públicos serão reconstruídos a partir de gente decente, voluntários, beneméritos, enfim, cidadãos dispostos a servir e não servir-se dos bens e patrimônios alheios.

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  • 09 nov 2007 /  Fique Ligado

    A visita do governador será a primeira a Marília desde que o diretório do PSDB expulsou o prefeito Mário Bulgareli por infidelidade ao programa do partido. Atrelado ao deputado Vinícius Camarinha e ao ex-prefeito Abelardo Camarinha, que traíram e abandonaram o governo do PSDB no ano passado, Bulgareli ficou desgastado com o partido em nível estadual.rnO partido chegou a cogitar um pedido de perda do mandato quando o TSE discutiu limites para a fidelidade partidária. Hoje Bulgareli está no PDT está descartado para concorrer à reeleição e será obrigado a apoiar candidatura de Vinícius por imposição de Abelardo

    Os casos de infidelidade partidária e desgaste com o PSDB e o governo deixaram Bulgareli isolado do planejamento de governo e nomeações, enquanto Vinícius contabiliza traição na votação para direção da Assembléia Legislativa, além de suspeitas de irregularidades em contratos públicos.

  • 05 nov 2007 /  Fique Ligado

    O jornalista José Ursílio de Souza e Silva, há dois anos, sofre ameaças de morte em razão de matérias publicadas no Diário de Marília, onde é editor, e até agora não obteve a proteção pedida à Polícia Federal. Ursílio ainda espera a proteção, apesar de uma ordem judicial, de 2006, ter determinado que a PF se responsabilizasse por sua segurança.



    As ameaças começaram em setembro de 2005, com um incêndio criminoso no prédio da Central Marília Notícias. Na ocasião, quatro pessoas invadiram o local após espancarem um segurança e atearam fogo. O incêndio destruiu parte das instalações do jornal Diário de Marília e das rádios Diário FM e Dirceu AM.



    Um dos suspeitos apontados pela polícia era Rafael Camarinha, filho do ex-prefeito, hoje deputado federal, José Abelardo Camarinha (PSB), alvo de denúncias publicadas por Ursílio. Durante as investigações, a polícia pediu a prisão de Rafael Camarinha por suspeita de participação no crime, mas a Justiça negou o pedido. No dia 14 de março de 2006, Rafael foi morto baleado por três homens armados.



    Nas eleições de 2006, o ex-prefeito lançou sua candidatura à Câmara dos Deputados. Na madrugada das eleições, a Justiça mandou suspender a circulação do jornal, alegando que a edição traria notícias caluniosas a respeito do candidato.



    O pedido de proteção, feito por Ursílio, para ele e sua família, foi acolhido pela desembargadora federal Suzana Camargo, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em junho do ano passado. Até agora, aPF não cumpriu a determinação.



    Em agosto do mesmo ano, a procuradora regional da República Janice Ascari, mandou ofício ao diretor-geral da PF, delegado Paulo Lacerda, comunicando a decisão da desembargadora e pedindo proteção imediata a José Ursílio. “O pedido foi solenemente ignorado”, disse Janice. Novo pedido feito pela desembargadora ao Ministério da Justiça também não foi atendido, segundo a procuradora.



    Procurada, a assessoria da PF em São Paulo informou que o processo, hoje com 200 volumes (cerca de 45 mil páginas), foi transferido para Brasília. A assessoria na capital federal, justificou que o pedido é inconstitucional, já que os deveres da PF são de proteção à dignitários, como procuradores e juízes, e não a cidadãos comuns.



    No caso de José Ursílio, a PF sugeriu o programa de proteção a testemunhas, que exige que o ameaçado mude-se para Brasília e troque de identidade. Segundo a PF, a escolta é de responsabilidade particular e a desembargadora não decidiu corretamente. “Enquanto eles discutem se é Brasília, se é São Paulo, o Zé Ursílio pode tomar um tiro a qualquer momento”, diz, indignada, a procuradora.



    Segundo a ONG Justiça Global, a obrigatoriedade de a PF atender a pedidos de proteção é um assunto polêmico no meio jurídico. Janice estranha a postura da PF porque há uma decisão judicial que deve ser cumprida. “Aliás, a PF faz esse tipo de serviço para filhos e mulheres de ministros, mas, nesse caso, diz que não pode fazer pra um cidadão comum?”, questiona a procuradora.