Na contramão da modernidade e dos padrões e parâmetros de limpeza e visualização urbana aérea despoluída, a cidade de Marília viu principalmente o centro virar uma autêntica e mal acabada penteadeira de bordel, cheia de penduricalhos e grande painel de baboseiras desconexas em placas e fachadas.
Quem deveria gerenciar com código de posturas e disciplina em publicidade e definição de padrões para fixação de propaganda é a Prefeitura Municipal, justamente quem mais hoje polui com a mediocridade de mensagens em faixas de tecido e placas anunciando coisa alguma e lugar incerto.
Escolhem urbanização de nossas praças como se fossem quartos na cantina da Geralda. Empilham trastes em rotatórias como em decoração do Cabaré Guarani.
Essa gente confundiu o que quer dizer lei de zoneamento.
A propaganda eficiente de empresas especialmente de comércio e serviços que precisam atrair a atenção dos clientes e ou consumidores indica que quanto mais limpa, rápida e eficiente for a mensagem, melhor entendimento, assimilação e garantia de retorno e resultado.
Não por acaso as redes de comércio e serviços colocam em seus letreiros, fachadas e prédios, a marca pura, iluminada e sóbria, como Marília viu acontecer ao longo dos anos com o boom das reformulações de instalações físicas.
Foi assim que aconteceu com prédios que abrigam redes como Casas Bahia, Ponto Frio, Ponto Certo, J. Mafhuz, Lojas Americanas e tantas outras como as grifes e marcas locais da própria cidade ou mesmo pequenos negócios nos ramos de ótica e de fotoacabamentos.
Na contramão está a administração municipal de Marília envelhecida, carcomida pelos conceitos ultrapassados das políticas de urbanismo e publicidade de eminências pardas de bastidores de arquitetura e engenharia.
Quem deveria cuidar da paisagem virou cafetão de nosso grande bordel. Legião de cafetões que enchem a cidade de penduricalhos inúteis e de mau gosto, mesmo quando custam caro.
Tanto assim que a ineficiência administrativa adotou autorização que barbarizou e infestou ruas, avenidas, postes, placas indicativas, sistema de trânsito como os mais desconexos e ultrapassados métodos de publicidade poluidora.
Mais poéticas e simplórias, os reclames publicitários dos velhos tempos:cartolina anunciando oferta, da banca quase na calçada vendendo japona, calça rancheira, conga e ou logo na porta do empório um rolo de fumo de corda
Isso mesmo: bons e velhos tempos de vilarejo quando o bucheiro seguido de carrocinhas e vira-latas, o padeiro e leiteiro e suas buzinas trepidantes atraiam os sempre conhecidos fregueses, num tempo que ninguém ao menos sonhava com publicidade além do tradicional Correio de Marília do Anselmo Scarano e das rádios Dirceu AM e Clube AM.
O que está acontecendo com Marília é o descabido loteamento de áreas e vias públicas para empresas de fachada em publicidade e caça níqueis que por trás têm interesses que locupletam indigentes culturais que infestam a Prefeitura e que tomaram os rumos da cidade de assalto a custa de lambuzarem-se de comissões e propinas.
As placas indicativas de ruas não servem mais para direcionar origem e destino de pedestres e motoristas, mas para apresentações grotescas de publicidade.
Veja só, até de anúncio tipo classificados de aluguel de chácaras e outras bestialidades estão penduradas para confundir quem precise de informações ou direcionamento de onde está e para onde seguir.
Uma placa no máximo poderia conter grife ou marca ou frase de efeito – parâmetro que já seria de um outdoor. Saia agora em uma rua do centro comercial da cidade e comprove o quadro grotesco. Lixo que não serve para nada, ninguém nem percebe a mensagem, só a poluição.
Na esteira dos tempos antigos, sem os requintes da vida moderna, ainda era mais limpa e eficiente a propaganda de outrora, quando pharmácia, barbearia, alfaiataria e empório eram indicados apenas pelos nomes das tradicionais famílias.
Naqueles tempos, em compensação, políticos eram decentes, honestos e homens de respeito, como Armando Biava, Otávio Barreto Prado, Aniz Badra, Lourenço Senne, Pedro Sola, e outros tantos gigantes bem diferentes dessa corja que infesta a vida pública dessa privada chamada administração municipal.
O maior problema é o exemplo de poluição. Como não há disciplina e parâmetros de modernidade e eficiência, a legislação apenas transforma a máquina administrativa em sistema de meter a mão no faturamento das empresas como mais taxas e sobretaxas.
Outra aberração: a própria administração municipal acaba de instalar placas em pontos de entrada e saída da cidade, em canteiros e ou rotatórias que nada dizem e nada indicam, custeadas pelos cofres públicos.
Isso mesmo. Foram gastos mais de 300 mil reais com placas dessas que você está vendo na foto ao lado. Descubra qual utilidade, o que indica e se pode haver gasto de 300 mil reais com essa enganação.
Quando a famosa zona do meretrício de Marília fazia história instalada atrás do cemitério na rua Amador Bueno, dizia-se que algo enfeitado, cheio de perfumes fortes, penduricalhos, era como penteadeira de bordel.
Mas se o divertimento, magia ou festas contentavam alguns jovens com o meretrício e as penteadeiras bem enfeitadas e perfumadas, hoje, a expressão serve para banalizar o grotesco visual que tem interferência do poder público municipal.
O centro ou corredores comerciais da cidade só foram recuperados e revitalizados por conta do arrojo e investimentos da iniciativa privada.
Não há no urbanismo de Marília único prego, tijolo ou projeto que tenha um centavo da Prefeitura. Tanto assim que as ruas e avenidas são escuras, torres metálicas imundas, não há único espaço de calçadão, arborização ou outro melhoramento que possa ser apontado.
Há vazio de propostas e a velhacaria do poder municipal distorce e prejudica até os instrumentos de modernidade e urbanização da iniciativa privada.
Resultado: também nessa área, é preciso revolucionar a cidade, dotá-la de propostas e projetos sustentados por debate e convergência de conceitos e padrões fixados pelo conjunto da sociedade e gente decente na administração.
Pena, só daqui um ano…. Enquanto isso, é hora de construir esse futuro…
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