• 27 jan 2008 /  Fique Ligado

    Na contramão da modernidade e dos padrões e parâmetros de limpeza e visualização urbana aérea despoluída, a cidade de Marília viu principalmente o centro virar uma autêntica e mal acabada penteadeira de bordel, cheia de penduricalhos e grande painel de baboseiras desconexas em placas e fachadas.

    Quem deveria gerenciar com código de posturas e disciplina em publicidade e definição de padrões para fixação de propaganda é a Prefeitura Municipal, justamente quem mais hoje polui com a mediocridade de mensagens em faixas de tecido e placas anunciando coisa alguma e lugar incerto.

    Escolhem urbanização de nossas praças como se fossem quartos na cantina da Geralda. Empilham trastes em rotatórias como em decoração do Cabaré Guarani.

    Essa gente confundiu o que quer dizer lei de zoneamento.

    A propaganda eficiente de empresas especialmente de comércio e serviços que precisam atrair a atenção dos clientes e ou consumidores indica que quanto mais limpa, rápida e eficiente for a mensagem, melhor entendimento, assimilação e garantia de retorno e resultado.

    Não por acaso as redes de comércio e serviços colocam em seus letreiros, fachadas e prédios, a marca pura, iluminada e sóbria, como Marília viu acontecer ao longo dos anos com o boom das reformulações de instalações físicas.

    Foi assim que aconteceu com prédios que abrigam redes como Casas Bahia, Ponto Frio, Ponto Certo, J. Mafhuz, Lojas Americanas e tantas outras como as grifes e marcas locais da própria cidade ou mesmo pequenos negócios nos ramos de ótica e de fotoacabamentos.

    Na contramão está a administração municipal de Marília envelhecida, carcomida pelos conceitos ultrapassados das políticas de urbanismo e publicidade de eminências pardas de bastidores de arquitetura e engenharia.

    Quem deveria cuidar da paisagem virou cafetão de nosso grande bordel. Legião de cafetões que enchem a cidade de penduricalhos inúteis e de mau gosto, mesmo quando custam caro.

    Tanto assim que a ineficiência administrativa adotou autorização que barbarizou e infestou ruas, avenidas, postes, placas indicativas, sistema de trânsito como os mais desconexos e ultrapassados métodos de publicidade poluidora.

    Mais poéticas e simplórias, os reclames publicitários dos velhos tempos:cartolina anunciando oferta, da banca quase na calçada vendendo japona, calça rancheira, conga e ou logo na porta do empório um rolo de fumo de corda

    Isso mesmo: bons e velhos tempos de vilarejo quando o bucheiro seguido de carrocinhas e vira-latas, o padeiro e leiteiro e suas buzinas trepidantes atraiam os sempre conhecidos fregueses, num tempo que ninguém ao menos sonhava com publicidade além do tradicional Correio de Marília do Anselmo Scarano e das rádios Dirceu AM e Clube AM.

    O que está acontecendo com Marília é o descabido loteamento de áreas e vias públicas para empresas de fachada em publicidade e caça níqueis que por trás têm interesses que locupletam indigentes culturais que infestam a Prefeitura e que tomaram os rumos da cidade de assalto a custa de lambuzarem-se de comissões e propinas.

    As placas indicativas de ruas não servem mais para direcionar origem e destino de pedestres e motoristas, mas para apresentações grotescas de publicidade.

    Veja só, até de anúncio tipo classificados de aluguel de chácaras e outras bestialidades estão penduradas para confundir quem precise de informações ou direcionamento de onde está e para onde seguir.

    Uma placa no máximo poderia conter grife ou marca ou frase de efeito – parâmetro que já seria de um outdoor. Saia agora em uma rua do centro comercial da cidade e comprove o quadro grotesco. Lixo que não serve para nada, ninguém nem percebe a mensagem, só a poluição.

    Na esteira dos tempos antigos, sem os requintes da vida moderna, ainda era mais limpa e eficiente a propaganda de outrora, quando pharmácia, barbearia, alfaiataria e empório eram indicados apenas pelos nomes das tradicionais famílias.

    Naqueles tempos, em compensação, políticos eram decentes, honestos e homens de respeito, como Armando Biava, Otávio Barreto Prado, Aniz Badra, Lourenço Senne, Pedro Sola, e outros tantos gigantes bem diferentes dessa corja que infesta a vida pública dessa privada chamada administração municipal.

    O maior problema é o exemplo de poluição. Como não há disciplina e parâmetros de modernidade e eficiência, a legislação apenas transforma a máquina administrativa em sistema de meter a mão no faturamento das empresas como mais taxas e sobretaxas.

    Outra aberração: a própria administração municipal acaba de instalar placas em pontos de entrada e saída da cidade, em canteiros e ou rotatórias que nada dizem e nada indicam, custeadas pelos cofres públicos.

    Isso mesmo. Foram gastos mais de 300 mil reais com placas dessas que você está vendo na foto ao lado. Descubra qual utilidade, o que indica e se pode haver gasto de 300 mil reais com essa enganação.

    Quando a famosa zona do meretrício de Marília fazia história instalada atrás do cemitério na rua Amador Bueno, dizia-se que algo enfeitado, cheio de perfumes fortes, penduricalhos, era como penteadeira de bordel.

    Mas se o divertimento, magia ou festas contentavam alguns jovens com o meretrício e as penteadeiras bem enfeitadas e perfumadas, hoje, a expressão serve para banalizar o grotesco visual que tem interferência do poder público municipal.

    O centro ou corredores comerciais da cidade só foram recuperados e revitalizados por conta do arrojo e investimentos da iniciativa privada.

    Não há no urbanismo de Marília único prego, tijolo ou projeto que tenha um centavo da Prefeitura. Tanto assim que as ruas e avenidas são escuras, torres metálicas imundas, não há único espaço de calçadão, arborização ou outro melhoramento que possa ser apontado.

    Há vazio de propostas e a velhacaria do poder municipal distorce e prejudica até os instrumentos de modernidade e urbanização da iniciativa privada.

    Resultado: também nessa área, é preciso revolucionar a cidade, dotá-la de propostas e projetos sustentados por debate e convergência de conceitos e padrões fixados pelo conjunto da sociedade e gente decente na administração.

    Pena, só daqui um ano…. Enquanto isso, é hora de construir esse futuro…

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  • 20 jan 2008 /  Fique Ligado

    Único tijolo foi colocado na revitalização do centro comercial, nada de promover estímulo a empreendedores e industrialização, inexistem políticas públicas de melhorias da renda, serviços, coisas e causas públicas de Marília, mas o desperdício em propaganda enganosa começa 2008 com outra projeção de gasto milionário.

    O gabinete do prefeito Mário Bulgareli não teve tempo para quase nada em 13 dias úteis de 2008, exceto correr com abertura de concorrência para propaganda em jornais, rádios e tevês, que no ano passado custou mais de dois milhões e meio de reais.

    Não é à toa que a Prefeitura bate recorde de arrecadação de impostos e deixa contribuintes à mercê de cidade abandonada e escândalos múltiplos de corrupção, desvios e mazelas contra os cofres públicos.

    Para tentar esconder parte desse desastre a fórmula adotada foi utilização dos recursos financeiros dos cofres públicos que abarrotam contas e bolsos de mídia chapa branca, bajuladores e línguas de aluguel.

    Pior de tudo: parte do dinheiro é desviada através de notas fiscais frias, inexistência de serviços comprovados e lavagem do dinheiro em pacotes e pacotes de notas de cinqüenta reais para sustentação do esquema de propinas e comissões que bancam o caixa dois da mídia.

    Pasme. A nova milionária concorrência fora dos padrões de mercado não por coincidência foi marcada para essa semana, dia 24, às 9h, na diretoria de Suprimentos da Secretaria da Administração, instalada exatamente na rua Carlos Gomes, 201.

    Quem controla tudo? Carlos Umberto Garrossino, o mesmo que junto com o gabinete de Mário Bulgareli e a Procuradoria Jurídica do Município sentaram em cima de outra concorrência milionária e de cartas marcadas: da publicação dos atos oficiais.

    Nenhuma medida interna foi adotada nessa concorrência há quatro semanas porque o Diário desbancou o resultado, oferecendo uma oferta real que deve economizar quase um milhão de reais aos cofres públicos.

    A Prefeitura não está interessada em definir a concorrência que deveria ser ganha pelo Jornal da Manhã por R$ 1.370.000,00 ou Correio Mariliense a R$ 1.370.000,00 enquanto o Diário faria o mesmo serviço de publicação porR$ 470.000,00, durante 11 meses..

    Enquanto isso, o esquema agora é fazer outra contratação nos moldes das feitas em anos anteriores cujos contratos suspeitos e viciados estão hoje na mira do Ministério Público, de ações judiciais e com pedido de devolução milionária aos cofres públicos por determinação do Tribunal de Contas do Estado.

    Qualquer órgão da administração pública precisa contratar mídia para mostrar e orientar a opinião pública sobre bens, serviços, obras e outras necessidades de comunicação de interesse social, o que difere dos padrões adotados em Marília.

    O estranho é que nessa nova contratação em ano eleitoral, quando é impossível gastar dinheiro em mídia por determinação da legislação, o que a Prefeitura pretende contratar aumentou mais de 150% em relação aos anos anteriores.

    Os números surpreendem: criação de 175 peças publicitárias para veículos impressos, além de 32.000 inserções em rádios de um minuto e 30 segundos e 149.000 centímetros de coluna de publicidade em jornais,que seria o equivalente a 318 páginas.

    Nenhum anunciante de Marília gasta mais que 15% desse volume de serviços, números que estão sendo reunidos por esse jornalista, integrantes da Matra (Marília Transparente) e Ministério Público.

    Como especialista em publicidade e jornalismo e experiência no setor privado e público de publicidade, esse jornalista está indicando: nunca na história da cidade houvedesperdício de tamanha fortuna em publicidade e, pior, direcionada para fraudes, sustentação de notas fiscais frias, serviços inexistentes e entrega de recursos sem qualquer critério e regras determinados pela legislação e qualidade e eficiência dos serviços.

    Não por coincidência os contratos milionários são destinados a empresas direta e indiretamente ligadas aos interesses políticos e eleitorais de Mário Bulgareli e Abelardo Camarinha, inclusive para veículos de propriedade do ex-prefeito, como a rádio 950 ou em nome de testas de ferro e laranjas de outras empresas.

    Essa coluna denunciou nos últimos anos em seqüência de reportagens o esquema milionário de mídia e tem defendido a necessidade de passar por devassanegócios, interesses e envolvidos.

    Na edição de domingo, 13, foi apresentado o processo no TCE que somente para as publicações de 2003, o tribunal pede devolução de R$ 1.038.

    000,00 por Abelardo Camarinha em gastos com o Jornal da Manhã.

    O rastro de distribuição de dinheiro público para calar parte da mídia foi outra denúncia apresentada aqui: em contratos viciados e superfaturados comparativamente aos valores de mercado tiraram da Prefeitura de Marília em 2007 exatos R$ 2.517.426,70 entre publicidade e publicação de institucionais em jornais, rádios e televisões de canal fechado.

    A mídia vendida não divulga nada que mostre a verdade das mazelas e desmandos da administração municipal.

    O escândalo manipulado dentro da secretaria da Administração de Carlos Umberto Garrossino e no gabinete de Mário Bulgareli também foi denunciado nos últimos meses.

    O Jornal Diário apresentou proposta em concorrência pública de atos oficiais com valor de mercado de Marília, real, que seria de R$ 2,95 o centímetro de coluna em preto e branco, no caderno de Classificados, mais barato em comparação aos demais cadernos do jornal.

    O Jornal da Manhã apresentou custo de R$ 9,00 o centímetro, 205% a mais que o Diário e o Correio Mariliense a R$ 9,15, 210% a mais.

    A Prefeitura quer contratar 150.000 centímetros para 2008: valor global da proposta do Diário é de R$ 435.000,00 ou 945 mil reais a menosem comparação com as duas demais empresas: Jornal da Manhã pediu R$ 1.350.000,00 e Correio Mariliense R$ 1.370.000,00

    Os números surpreendem: as rádios 950, Joven Pan, Jornal da Manhã e TV Marília acobertadas por esquema de verbas da Prefeitura contratadas pela Saecom consumiram juntos entre publicidade R$ 1.667.426,70 durante 2007.

    A gastança em 2007 repetiu a farra dos anos anteriores. Na concorrência de março do ano passado, de número 34, a Saecom embolsou exatos R$ 1.075.540,70 para dividir entre jornais e rádios atrelados ao grupo político de Camarinha e Bulgareli.

    O valor das inserções nas rádios, jornais e TV Marília custam três a cinco vezes mais que a iniciativa privada paga para anunciar como comprovam as comparações de contratos que foram apurados durante investigações.

    Em setembro, novamente Prefeitura pegou dinheiro do contribuinte eabriu outra concorrência, com a Saecom embolsando exatos R$ 581.886,00.

    Não por coincidência é a Saecom Serviços de Agenciamento em Comunicações Ltda., sucessora da Tony Filho Publicidade Ltda, atolada em dívidas fiscais e desativada em tentativa de fugirem da Receita Federal e do INSS.

    Comi mostrado e comprovado aqui, a documentação para desmascarar mais esse esquema já foi encaminhado para que os órgãos cruzem dados entre empresas privadas, recursos públicos e negócios suspeitos.

    O esquema vai acabar e dá para anunciar outra carta marcada: a concorrência fajuta do próximo dia 24 vai ter participação de quais empresas? Qual será o resultado?

    Vamos antecipar: a Prefeitura vai contratar a Saecom, por no mínimo mais R$ 1.250.000,00. Hoje é dia 20 de janeiro, quatro dias antes da tal concorrência, que pelo esquema do edital e das aratacas de bastidores, tudo é conduzido paraos boçais que se locupletam do dinheiro público.

    A notícia boa à sociedade: esse é o último ano dos esquemas, sem contar que entre 2009 e 2012 a cidade terá de volta tudo que perdeu em desvios e outras maracutaias.

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  • 13 jan 2008 /  Fique Ligado

    O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo está exigindo que o ex-prefeito Abelardo Camarinha explique sem enrolação ou faça logo a devolução de R$ 1.038.

    220,87 aos cofres da Prefeitura de Marília por causa das irregularidades no contrato, comprovação e pagamento de publicação de atos oficiais no exercício de 2003, para a Empresa Jornalística Jornal da Manhã.

    Aqui você vai ler hoje e comprovar como sempre: desvio, fraude e superfaturamento no uso e destinação de recursos públicos, desviados para locupletar projetos da politicalha e esquema descabido de enriquecimento ilícito a custas dos impostos abusivos pagos pela sociedade.

    O TCE publicou no Diário Oficial do último dia 19 de dezembro novo parecer do conselheiro Fulvio Julião Biazzi que demonstra distorção entre os valores contratados, efetivamente pagos e a inexistência completa de respectivos comprovantes de publicações.

    Para reforçar a veracidade, legalidade e credibilidade das informações que esse jornalista divulga, basta comprovar a íntegra do relatório do TCE publicado ao lado.

    Os números por si só indicam suspeições múltiplas. O contrato entre Prefeitura e Jornal da Manhã para valer entre fevereiro e dezembro de 2003, pela tomada de preços 26/03 (contrato CST 664/03) era de R$ 452.200,00.

    A devassa mostra que toda essa dinheirama foi gasta até agosto (seis meses) e em setembro de 2003, nova tomada de preços, outro contrato (CST 710/03) e mais R$ 290.700,00 para saírem dos cofres da Prefeitura com destino ao Jornal da Manhã.

    A auditoria do TCE descobriu então pagamentos de exatos R$ 784.

    628,45 em 2003 e, muito pior, a comprovação de incontáveis irregularidades em toda documentação.

    A suspeição não foi por menos: faltam cópias das publicações, demonstrativos, planilhas, centímetros de coluna, preço unitário e valor total e, inclusive, a especificação das publicações.

    Nenhum documento foi encontrado pelos auditores do Tribunal de Contas para comprovar o eventual serviço contratado e prestado, mas as notas fiscais e o respectivo pagamento foi feito à toque de caixa e consumiu mais de 780 mil reais do dinheiro do povo.

    A aberração tem mais de cinco anos em tramitação e por isso a valores de hoje a devolução do dinheiro ultrapassaria R$ 1 milhão. Abelardo Camarinha ainda tem mais prazos para se defender por concessão do TCE, que deve vencer no próximo dia 20 de janeiro.

    A maior armação do desperdício está em documentos oficiais da Prefeitura que fazem parte do processo junto ao TCE e que comprovam o envolvimento de fraudes em várias secretarias da Prefeitura de Marília.

    Além dos documentos possivelmente inexistirem, a Prefeitura informou ao TCE que seria impossível localizá-los. Por quê? Acredite se quiser: seria impossível encontrar os documentos que estariam no setor de arquivo, que teria sido alagado.

    Isso mesmo leitor. Não há ocorrência, registro, ou serviço desses no subsolo, a menos que antes de enterrar o lago da Prefeitura no ano passado, a administração de Mário Bulgareli tenha lá depositado toda documentação das publicações do Jornal da Manhã, exatamente de 2003.

    A farra com dinheiro público para publicidade enganosa é notória e tem precedentes grotescos e resultados penais para Abelardo Camarinha.

    Não é à toa que ele foi condenado em primeira instância e no Tribunal de Justiça de São Paulo porque não pagou precatórios alimentares (de viúvas e pensionistas) durante sua gestão enquanto que em 2003 e 2004, jogou fora mais de dois milhões de reais em propaganda e culto à personalidade.

    Abelardo Camarinha está condenado a perda de direitos políticos por três anos em uma das muitas condenações que está colecionando na carreira de currículo que conta com centenas e centenas de processos e ações criminais, cíveis e administrativas em todos os tribunais brasileiros.

    O cerco vai se fechando para que a sociedade possa efetivamente ser salva de desmandos e mazelas, não apenas com a aplicação de penas e sanções, pois é necessário que o dinheiro desperdiçado possa um dia voltar aos cofres públicos, para investimentos nas prioridades sociais e nunca mais sirvam de instrumento de malfeitores e enriquecimento ilícito dos integrantes e aproveitadores da politicalha.

    O que você vai continuar acompanhando aqui em 2008 em todas as áreas da administração pública de Marília nos governos de Abelardo Camarinha e Mário Bulgareli desenhará umquadro assustador em torno da evolução das investigações do desvio do dinheiro público.

    O novo golpe somente nessa área de comunicação coloca em risco mais de R$ 2 milhões ao ano como estão demonstrando não apenas os relatórios do TCE de outros anos de publicidade enganosa, mas principalmente o cruzamento de dados, documentos e contratos que esse jornalista está oferecendo nas investigações que podem ser divulgadas, fora aquelas que contêm caráter sigiloso nesse primeiro momento.

    O esquema também sai do desvio meio que oficioso e descamba para o financiamento com dinheiro da Prefeitura e demais repartições públicas municipais, subsidiando o banditismo, com notas frias de empresas fantasmas de comunicação bancando ataques truculentos, perseguições físicas e bancando panfletos apócrifos para atacar esse jornalista que está encurralando os corruptos e liderando hoje uma cruzada de lideranças e toda sociedade para dar um basta e mudar Marília para império da justiça.

    No entanto não é apenas nessa área a ação calamitosa. As compras de produtos e serviços pela Prefeitura, assimcomo contratações de obras estão envolvidas num esquema viciado sem precedentes na história.

    Tanto assim que o volume de apuração e investigações está assustando não apenas os técnicos e autoridades, mas formando outra força tarefa como única forma de impedir que a cidade continue a mercê de quadro escandaloso no gerenciamento das coisas, causas e serviços públicos.

    Muito mais que a banalização de cargos em comissão e sem concursos, para esconder com holerite, bacanas, boçais e bandidos, assim como bancar bolsas de estudos de R$ 3.500 para puxa sacos e protegidos, a administração está no centro de investigações múltiplas.

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  • 06 jan 2008 /  Fique Ligado

    O dinheiro para publicidade oficial em Marília ignora padrões de ética e serviços essenciais e descamba para bajulação, propagação enganosa e cala boca de jornais, rádios e tevês.

    A venalidade ignora e impede divulgação de denúncias e investigações de corrupção, enriquecimento ilícito e mazelas sob a mira de ações cíveis, criminais e administrativas em instâncias judiciais e envolvidas pelo espectro político de Abelardo Camarinha.

    As rádios 950, Joven Pan, Jornal da Manhã e TV Marília acobertadas por esquema de verbas da Prefeitura contratadas pela Saecom consumiram juntos entre publicidade R$ 1.667.426,70 durante 2007.

    A gastança em 2007 repetiu a farra dos anos anteriores. Na concorrência de março do ano passado, de número 34, a Saecom embolsou exatos R$ 1.075.540,70 para dividir entre jornais e rádios atrelados ao grupo político de Camarinha e Bulgareli.

    O valor das inserções nas rádios, jornais e TV Marília custam três a cinco vezes mais que a iniciativa privada paga para anunciar como comprovam as comparações de contratos que foram apurados durante investigações.

    Em setembro a Prefeitura abriu outra concorrência, com a Saecom embolsando exatos R$ 581.886,00, como demonstram os extratos publicados nessa página.

    Com ou sem as verbas oficiais, o Diário e as rádios Dirceu AM e Diário FM não abriram mão de denunciar descontrole orçamentário a partir de 2003, contratos abusivos em 2004 e a seqüência de condenações e investigações judiciais advindas do desvirtuamento da administração.

    Mas jornais, rádios e tevês fizeram o inverso da legalidade e ética etiram dinheiro indevido da Prefeitura e publicam reportagens do prefeito, vice, secretários e outros em festivas, encontros, como se a cidade não tivesse problemas administrativos. Compare.

    Em 2006 e 2007, a empresa que vem ganhando concorrências de cartas marcadas da Prefeitura, não por coincidência é a Saecom Serviços de Agenciamento em Comunicações Ltda., sucessora da Tony Filho Publicidade Ltda, atolada em dívidas fiscais e desativada em tentativa de fugirem da Receita Federal e do INSS. Basta esses órgãos cruzarem dados entre Saecon, TV Marília e Tony Filho Publicidade.

    O esquema vantajoso fez com que os mesmos acionistas da Saecom, TV Marília (Canal 4) e Tony Filho Publicidade, em agosto, lançassem um semanário chamado Correio Mariliense.

    Tanto assim que a própria Saecom é administradora de contratos da Prefeitura e absurdamente a própria agência destina recursos públicos para as medíocres e banais festinhas e matérias pagas na TV Marília. São todos os mesmos donos e laranjas e Prefeitura ignora e não fiscalização os gastos.

    A aberração é tanta que a TV Tem, retransmissora da TV Globo, com espaço publicitário mais valorizado do mercado e líder de audiência, não ficou nem com 10% da verba para televisões da Prefeitura de Marília. Quem abocanhou a dinheirama? A tevê do esquema, a TV Marília.

    O inexpressivo semanário, sem nenhuma penetração de mercado, tem como grande anunciante a Prefeitura, com páginas e mais páginas de publicidade paga pelo imposto extorsivo cobrado da população.

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  • 06 jan 2008 /  Fique Ligado

    Os contratos viciados e superfaturados comparativamente aos valores de mercado tiraram da Prefeitura de Marília em 2007 exatos R$ 2.517.426,70 entre publicidade e publicação de institucionais em jornais, rádios e televisões de canal fechado.

    O desperdício pode crescer mais meio milhão de reais em contratações de mídia pelo Daem, Emdurb e Codemar.

    Ao contrário, a publicidade manipulada deixou de servir como instrumento de avisos públicos coletivos e orientação da sociedade para serviços essenciais.

    A propaganda oficial desvirtuada tentou salvar imagem e promoveu propaganda enganosa e de culto à personalidade em torno de Abelardo Camarinha e Mário Bulgareli.

    A mídia vendida não divulga nada que mostre a verdade das mazelas e desmandos da administração municipal.

    Ignoram e escondem da população notícias: aumento de impostos como o IPTU, desvios e suspeição na compra de caminhões para limpeza pública, bolsas de estudo de R$ 3.500,00 para filhos de bacanas e boçais da política, superfaturamento e irregularidades na compra de merenda escolar e o cabide de empregos de parentes e bajuladores em mais de 454 cargos com salários abusivos nomeados sem critérios e transparência.

    O esquema venal piorou nos últimos quatro anos de desgovernos Camarinha e Bulgareli no uso e abuso do dinheiro público desperdiçado em verbas publicitárias direcionadas para controlar a linha editorial de jornal, rádios e televisão a cabo.

    Resultado: sucessão milionária de notas fiscais e cheques muitas vezes beneficiados (trocados em notas de 50 reais) para redistribuição entre comensais, propinas e outros servicinhos escusos.

    São diferentes manobras usadas para calar a boca de donos de veículos e ou testas de ferro, assim como colunistas medíocres chapa branca e radialistas com língua de aluguel.

    O jornal Diário desbancou em dezembro parte do jogo de cartas marcadas em licitação de publicações e foi vencedor de concorrência que pode economizar quase um milhão de reais para os cofres públicos.

    Desde 1997, em dez anos o vencedor das licitações para a publicação dos atos oficiais – decretos, concursos, editais – é o jornal da Manhã.

    A média anual de utilização seria de 150.000 centímetros de coluna (270 páginas) ao custo unitário que em 2007 ficou entre R$ 7,45 e R$ 8,45. O valor global oscila entre R$ 850.000,00 (veja extrato oficial da Prefeitura nesta página) e até R$ 1.100.000,00 em 2007.

    São quase R$ 80.000,00 por mês, com publicações duvidosas e suspeitas, valor que não é e nunca foi gasto por qualquer empresa da iniciativa privada, principalmente no caderno de classificados.

    Nenhuma imobiliária de Marília paga mais que R$ 1,80 o centímetro nos classificados. Isso significa que quando o Ministério Público requerer contratos de mercado vai confirmar superfaturamento superior a 400% (quatrocentos por cento) em relação ao valor que é pago pela Prefeitura.

    Esse jornalista e a ONG Marília Transparente (Matra) solicitaram ao Ministério Público o acompanhamento da concorrência pública da Prefeitura e, principalmente a devassa nos gastos com valores comprovadamente fora de mercado.

    Tudo é facilmente comparado com os contratos oferecidos pelo jornal Diário e o próprio levantamento de valores em empresas da cidade, como imobiliárias, concessionárias de veículos, lojas de construção civil e outras que mantém contratos tanto com o Jornal da Manhã, quanto com o inexpressivo semanário Correio Mariliense que quer abocanhar milhões dos cofres públicos.

    Isso sem falar nos abusos de publicações ampliadas, fora dos padrões de contrato, para usar mais espaço, mais verba, recursos já identificados por auditorias do Tribunal de Contas do Estado.

    O escândalo pode mudar a partir de 2008. O Jornal Diário apresentou proposta com valor de mercado de Marília, real, que seria de R$ 2,95 o centímetro de coluna em preto e branco, no caderno de Classificados, mais barato em comparação aos demais cadernos do jornal.

    O Jornal da Manhã apresentou custo de R$ 9,00 o centímetro, 205% a mais que o Diário e o Correio Mariliense a R$ 9,15, 210% a mais.

    A Prefeitura quer contratar 150.000 centímetros para 2008: valor global da proposta do Diário é de R$ 435.000,00 ou 945 mil reais a menosem comparação com as duas demais empresas: Jornal da Manhã pediu R$ 1.350.000,00 e Correio Mariliense R$ 1.370.000,00

    O Diário foi representado pela Editora Diário-Correio Ltda e estavam habilitados a Empresa Jornalística Jornal da Manhã e a Empresa Jornalística Correio Mariliense (ligada aos acionistas da Saecom, da TV Marília e que mantém há três meses o semanário).

    Acomissão de licitação da Prefeitura comprovou habilitação das empresas e obviamente declarou o Diário vencedor do certame porque ofereceu a melhor e menor proposta de preço.

    Nos bastidores da Prefeitura os últimos 20 dias de 2007 foram marcados pororquestração de medidas para impedir que o Diário assine o contrato de serviços e o jornal só está esperando a tramitação e prazos de decisão para recursos e adoção demedidas judiciais.

    O esquema do secretário da Administração, Carlos Umberto Garrossino tenta mudar a decisão da Comissão de Licitação, coordenando recursos das empresas perdedoras e tentando infiltrar dados manipulados.

    A Procuradoria Geral do Município terá que emitir parecer sobre o processo e somente depois o prefeito Mário Bulgareli pode decidir, para então serem adotadas as providências judiciais cabíveis.

    Os escândalos e mazelas na administração pública beneficiam e privilegiam aliados, mas no caso dessa concorrência o dinheiro do povo não será mais desperdiçado.

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