• 24 fev 2008 /  Fique Ligado

    O Brasil não é Marília onde os bandidos, bacanas e boçais escamoteiam a legalidade com medidas truculentas na calada da noite e à luz do sol usam o entulho autoritário para calar e perseguir jornalistas e intimidar os veículos de comunicação por conta da força do poder do dinheiro sujo e do tráfico de influências.

    Não poderia vir em melhor hora medida exemplar do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, na quinta-feira, 21, ao conceder liminar que suspende alguns artigos da Lei de Imprensa (Lei 5.250/67).

    O pedido foi feito pelo deputado Miro Teixeira (RJ-PDT) em Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental. Com a decisão, processos com base nesses artigos devem ficar parados.

    É uma salvaguarda para que a sociedade possa continuar com seu inalienável direito à informação, sem que jornalistas ou mídia sejam encurralados pela enxurrada de ações cíveis e criminais esdrúxulas e com o nítido sentido de intimidação e mordaça.

    Agora, até julgamento de mérito pelo plenário do STF, estão suspensos, por exemplo, as penas de prisão para jornalistas por calúnia, injúria ou difamação. Outro trecho inválido, por enquanto, é o que prevê censura para espetáculos e diversões públicas.

    Os artigos que trazem a possibilidade de se apreender periódicos e os que impedem que estrangeiros sejam proprietários de empresas de comunicação no Brasil também foram suspensos.

    Carlos Brito foi enfático: “A atual Lei de Imprensa – Lei 5.250/67 -, diploma normativo que se põe na alça de mira desta ADPF, não parece mesmo serviente do padrão de democracia e de imprensa que ressaiu das pranchetas da nossa Assembléia Constituinte de 1987/1988. Bem ao contrário, cuida-se de modelo prescritivo que o próprio Supremo Tribunal Federal tem visto como tracejado por uma ordem constitucional (a de 1967/1969) que praticamente nada tem a ver com a atual”.

    Entre os pilares da democracia brasileira estão a informação em plenitude e a transparência do poder: “Por isso que emerge da nossa Constituição a inviolabilidade da liberdade de expressão e de informação (incisos IV, V, IX e XXXIII do artigo 5º) e todo um capítulo que é a mais nítida exaltação da liberdade de imprensa”, argumentou.

    A Lei de Imprensa foi editada na ditadura militar a pretexto de regular a liberdade de manifestação do pensamento e de informação, mas foi durante todo tempo sempre utilizada para calar jornalistas e impedirna realidade debate de idéias, expressões e informações, principalmente quando reportagens colocavam e colocam em xeque a postura de mandatários perdulários, ímprobos e malfeitores travestidos de populistas.

    Miro Teixeira pediu a suspensão dos artigos da malfadada lei de imprensa e sustentou que a lei viola diversos preceitos constitucionais e, por isso, deve ser revogada em sua totalidade.

    Ele considera que a Lei de Imprensa contém dispositivos totalmente incompatíveis com o Estado Democrático de Direito. Enquanto o artigo 220 da Constituição Federal diz que nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à liberdade de pensamento e manifestação, a Lei 5.250/67 revela sua vocação antidemocrática logo em sua ementa, ao resumir que a norma “regula a liberdade de manifestação do pensamento e da informação”.

    No caso específico de Marília o mais grave é o banditismo descontrolado que tentou me assassinar, incendiou rádios e jornal, destrói equipamentos e agride profissionais no cumprimento de seu direito de trabalho com segurança.

    A indústria da criminalidade também se escuda no mundo jurídico e judicial com a intimidação oficial de jornalistas e contra os veículos de comunicação de Marília no afã desmedido de impedir que a sociedade tenha informação, a verdade, e possa ficar sabendo de mazelas da administração pública e dos corruptos e ladrões que lamentavelmente infestam e se locupletam de cargos públicos e políticos.

    Ninguém teme pelo resultado das sentenças porque simplesmente não há calúnias, difamações ou injúrias, só a verdade.

    Nem por isso deixa de existir prejuízo por conta das perdas de tempo, das despesas com defesas e recursos, além do assédio moral e muitas vezes utilização indevida de ataques por conta de provas produzidas sob fraudes e boçais que alugam língua e postura em depoimentos encomendados e falsos à custa de migalhas.

    O entulho da ditadura produz incômodo e riscos para jornalistas e empresas de comunicação e impede o que talvez seja muito pior, que a sociedade fosse sempre bem informada e tivesse eventualmente avançado mais na organização, pluralismo e sócio-culturalmente.

    Marília é o exemplo melhor acabado da existência de malversação e distorção da realidade que quer a todo custo calar principalmente esse jornalista, jornal e rádios à bala e na agressão e, ao mesmo tempo e intensidade, multiplica a produção de descabidas e freqüentes ações e procedimentos de intimidação na justiça.

    Felizmente toda essa pretensão tem sido barrada em primeira instância quando não há contaminação nas decisões e ao mesmo tempo nos tribunais superiores tudo acaba remendado justamente pelo liberalismo e entendimento de vanguarda, segundo o qual é preciso assegurar a maior das liberdades, a de expressão e pensamento.

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  • 20 fev 2008 /  Fique Ligado

    Mateus, Caio e João Pedro, perdoai-nos.

    O sofrimento de nossos corações é pouco comparado à omissão que tem nos guiado no dia a dia.

    Essa sociedade precisa despertar desse pesadelo mais rapidamente, olhar para os semelhantes com mais amor, solidariedade e justiça.

    Mateus, Caio e João Pedro, o céu é maravilhoso, só anjos podem entrar.

    Aqui embaixo os homens públicos estão despedaçados moralmente, mesquinhos, individualistas, vão continuar governando sem garantias mínimas às nossas crianças.

    Sabe anjinhos, me sinto culpado cada vez que vejo Deus levá-los desse mundo como se fosse uma lição trágica para nossas mazelas.

    Nossos pecados parecem ilimitados, tamanhas tragédias, mas as ocorrências não ficam por muito tempo comorn alerta, parece que boa parte dos seres humanos não consegue mais sensibilizar-se.

    Ah, quantos anjinhos aqui e acolá vão embora de forma trágica e insistimos, nós adultos, na ignorância, na omissão ou naquela necessidade de sobreviver e correr, correr, invariavelmente de consumismo e materialismo.

    Mateus, Caio e João Pedro, a luz elétrica que faltou nos dois cômodos em que moravam agora se transformaram em raios, reluzentes, que neste instante devem cuidar do coração da mamãe de vocês.

    Aos homens ditos governantes essa luz celestial deveria iluminar caminhos do bem, encher de amor os corações e moralidade as consciências.

    Os cidadãos de bem, os voluntários, os beneméritos, os lideres, os marilienses todos que estão entristecidos com a partida prematura dos anjinhos podem aproveitar também essa luz de esperança.

    Vamos dar um minuto a mais de nossas vidas todos os dias para a defesa de nossas crianças, mulheres, idosos, humildes, favelados, necessitados, enfermos, enfim àqueles tantos aos milhares e milhares que vivem excluídos e à margem das riquezas materiais e muito mais alijados do atendimento em políticas públicas básicas.

    Anjinhos, vocês todos do céu, uni-vos, ajudai-nos, para que possamos ver nossas crianças seguirem aqui na terra como adolescentes, jovens e adultos cheios de alegrias, amores, expectativas, experiências, oportunidades e contribuindo para fazer a humanidade melhor, mais fraterna, mais corajosa na defesa e na prática do bem comum.

    Mateus, Caio e João Pedro, essa oportunidade que tenho de escrever endereçado aos céus é a reprodução de um pouco da revolta que sinto, não quero neste momento expor aqui publicamente como já o fiz durante o dia ao falar nas rádios a intolerância em relação a alguns adultos, vocês ficariam com certeza tristes.

    Sabe anjinhos, tenho um Matheus de quase 10 anos, cuido tanto dele, como gostara de cuidar de vocês, de outros…

    Meu coração, sentimentos e razão fazem-me convicto cada dia na busca de um mundo melhor para o meu Matheus, os filhos todos dos pais e mães todos.

    Precisamos queanjinhos, olhai por nós; que Deus, olhai por nós, perdoai-nos, fazei-nos melhores com nossos semelhantes.

    Acordai-nos para olharmos com mais amor e justiça a esses excluídos do mundo material, que perdem seus filhos, em tragédias humanas, que queriam continuar com suas crianças, não que eles estivessem anjinhos….

    Mateus, Caio e João Pedro, paz aos anjos.

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  • 17 fev 2008 /  Fique Ligado

    Como posso ganhar outros cem salários mínimos de indenização, tamanhas as bobagens que em quase dois anos vem dizendo e repetindo em suas rádios e tevês para línguas de aluguel e puxa sacos que vivem a seu soldo,dá para enumerar algumas outras alternativas para gastar outros R$ 38.000,00.

    Senão vejamos:

    1 – A sociedade de Camarinha na rádio 950 AM vale R$ 50 mil. Ok, pago a diferença e fico com a rádio. Mas aviso: Carlos Umberto Garrossino não vai mais ser gerente, principalmente resolvendo problemas de Camarinha e da rádio no horário em que deveria trabalhar para a prefeitura;

    2 – Espaço publicitário na TV Marília para divulgar como foi a roubalheira do IPTU, que até agora a tal da TV não mostrou ao seu público, com garantia de que não perco o horário se o empresário Ricardo Anversa tomar a TV de volta na ação de execução que move contra Camarinha por falta de pagamento;

    3 -Espaço publicitário no pasquim que ele lançou esses dias, mas me recuso a publicar minha coluna ou minha foto. Colocarei só as reproduções dos muitos processos a que Camarinha responde;

    4 – Dois minutos por dia na rádio Jovem Pan, que ele controla também, para tocar música. Aliás, a mesma música, aquela sobre o atentado ao Diário que foi sucesso na Diário FM e na Dirceu AM em 2005;

    5 – Não quero o apartamento dele na Riviera de São Lourenço, mas troco a ação em diárias para levar as crianças da Casa do Pequeno Cidadão; os aposentados em que ele deu calote ou as crianças das escolas estaduais que ficaram sem merenda;

    6 – Troco a indenização em água. Camarinha vai pegar água da piscina, da fazenda ou do apartamento em Moema – ele escolhe – e ir pessoalmente entregar nos bairros onde falta água todo santo dia. Caminhão pipa pode até ter uma faixa com minha foto dizendo: “Camarinha está pagando o que me deve, valeu Camarinha”.

    7 – Troco tudo em remédios. Camarinha vai comprar R$ 38 mil em medicamentos que faltam nos postos. Dá bastante remédio. Até analgésico falta nos postos de saúde.

    8 – Troco tudo em passagem de ônibus grátis para estudantes e professores. Vá lá que não dá muita coisa, afinal, a passagem de ônibus em Marília é a mais cara do Estado.

    9 – Também aceito a gasolina que Camarinha torra tanto com as tais das verbas extras da Câmara. Mas não quero pra mim não, no meu carro não vai uma gota. Vai para as kombis e carros das entidades assistenciais ou para os taxistas que atendem doentes na periferia porque as ambulâncias da central demoram até quatro horas para recolher pacientes;

    10 – Por fim, Camarinha pode gastar os R$ 38 mil com ele mesmo: destinar para reformas em instalações no centro de ressocialização de detentos de Marília. Cuidar do futuro é preciso.

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  • 17 fev 2008 /  Fique Ligado

    Declaro publicamente para os devidos fins e efeitos de direito que cada centavo dos R$ 38.000,00 e correção monetária desde já são destinados à Apae de Marília.

    O respectivo valor mais dia menos dia terá que ser pago a este jornalista pelo ex-prefeito Abelardo Camarinha e pela TV Marília.

    A Justiça condenou ambos pelos danos morais a partir de ataques injustificáveis à minha honra.

    Camarinha foi falar bestialidades e fazer dos microfones pagos da TV Marília o palanque à pantomima.

    O ex-prefeito fica jactando-se aqui e ali em seus veículos de comunicação que fui condenado, que vou ser preso, que ele é um santinho, aquela ladainha que a cidade conhece decor e salteado.

    Não preciso ficar divulgando quantas e tantas ações de indenização impetro contra Camarinha e só o faço porque ele se acha dono do mundo e quem diz e desdiz sem provas tem que responder pelo crime.

    Nunca escrevi fato não fosse sobre a vida pública, a conduta política ou as posturas públicas que o cidadão José Abelardo tenha adotado em relação a outras pessoas ou empresas.

    A vida privada dele só interessa quando bens comuns e coletivos do povo vão parar em enriquecimento ilícito e outras mazelas que sua ficha corrida quilométrica coleciona.

    Mas faz-se necessário reparar algumas informações para o leitor e cidadão de bem conhecerem a verdade e a prova inconteste da inconsistência do discurso barato do ex-prefeito que só tem espaço porque paga ou tem influência na tal TV Marília.

    Veículos de comunicação sérios, independentes, comprometidos com a verdade são atacados por José Abelardo, afinal ele aparece somente com sua verdadeira face, de malfeitor em atos e comportamentos.

    A condenação de Camarinha e TV Marília está em sentença do juiz Luís César Bertoncini que também na decisão aponta a litigiosidade entre as partes:

    “Não impor sanção aos litigantes, legitimando suas condutas, implica no Estado (através do Poder Judiciário) dizer aos cidadãos que se admite agressões entre as pessoas, desde que recíprocas, o que tornaria um caos a vida em sociedade”, defende o juiz.

    Na decisão judicial que condena Camarinha e TV Marília indenizar esse jornalista, é destaque a falta de fundamentação para infâmias ditas pelo ex-prefeito:

    “Foi chamado, por diversas vezes, de ‘falso jornalista’, sendo que nada veio aos autos a demonstrar que exerça ilegalmente a profissão”, diz e continua:

    “Na entrevista, José Abelardo também diz que o autor ‘participou efetivamente da apropriação indébita, do furto, do roubo das coisas nossas da CMN’. Também neste ponto, nada veio aos autos a indicar a veracidade de tal imputação”, escreveu o juiz Luís César Bertoncini.

    É sim o Judiciário a instância para impor limites no que é dito por quem quer que seja sob a égide da Constituição Federal e também deve responder o veículo de divulgação. Afinal Camarinha transborda de seu direito de resposta e de defesa ao fazer ataques vulgares e ofender minha honra e de outras pessoas citadas.

    Tanto assim que no tal programa de 31 de março de 2006, foi além em seu desvario ao atacar e ofender o jornalista Rogério Martinez, o delegado Roberto Terraz e o administrador de empresas Carlos Francisco Cardoso.

    Graças ao meu trabalho e determinação, não preciso de único centavo do ex-prefeito e já vale a condenação, pois o dinheiro quando o processo terminar todas as fases, vai servir para gente que precisa, será uma ínfima parte devolvida ao povo.

    De outra parte, a patota bacana que vive de contratos milionários da Prefeitura a serviço do espectro político terá que continuar se justificando.

    TV Marília dá espaço e mais espaço para Camarinha e Vinícius ficarem como papagaios, enfadonhos, repetindo o que bem entendem, com o dono Tony Filho fazendo o servicinho encomendado, como ocorreu dia 16 de janeiro e reprisado em 17-1, uma mera coincidência.

    Ora, as concorrências milionárias e de valores superfaturados comparativamente ao mercado engordam as contas das agências e sócios da TV Marília como mostrei aqui nas últimas semanas.

    A televisão poderia dizer que fez o que fez para deixar Camarinha fazer ataques a minha honra por questões comerciais, porque tem contrato milionário, porque é uma questão ideológica ou de grupo. Mas o envolvimento vai muito além.

    É um envolvimento de ataque pessoal que ultrapassa cumprir um papel como veículo de comunicação, que descambou há muito para a perseguição e tentativa de intimidação, bem ao contrário do jornalismo independente e investigativo que desenvolvo no Diário e nas rádios Dirceu AM e Diário FM, basta ler, ouvir e assistir e comparar.

    Quaisquer envolvidos, dos gerentes e seus sócios aos políticos, que mamam nessa relação promíscua entre a TV e o dinheiro público, vão achar alguma justificativa, algum consolo emocional para defender as condutas suspeitas.

    Isso não muda o fato de que venderam ao poder político, venderam ao servilismo muito mais que espaço publicitário, venderam-se de corpo e alma, cada um teve seu preço, a venalidade efêmera dos homens de nenhuma conduta, de bolsos cheios….

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  • 10 fev 2008 /  Fique Ligado

    É fato e farto saber da exclusão social como o celeiro a guardar e fertilizar os interesses de ampla parte do espectro político a manipular e subjugar pobres, essa massa de manobra que sustenta as bestas da política partidária e enraizada nos poderes constituídos.

    Marília é o exemplo piorado e acabado de como um povo pode durante tanto tempo ficar a mercê dessa mesquinhez de propósitos de uns poucos que roubaram e roubaram e construíram uma máquina de manipular que os sustenta entra ano, sai ano, acontecem eleições e eleições.

    Vivo Marília como ativista e engajado para impedir que instrumentos, recursos, causas, coisas e serviços públicos possam continuar isolando a sociedade enquanto privilégios e interesses escusos engordaram os bandidos, bacanas e boçais da política.

    Sociologicamente somos todos excluídos quando se trata de administração e políticas públicas em Marília.

    Nenhum segmento da sociedade participa, interage ou formula projetos que possam definir seu destino. Não sem motivos o isolamento perpetrou essa suspeição nos atos e comportamentos em tudo que é público e do povo.

    As riquezas da cidade somem no ralo do desperdício e corrupção que locupletam uns poucos. Reproduz-se a desestruturação e desequilíbrio social que na realidade interessa aos status da politicalha.

    Inversão de papéis evidencia descrédito dos governantes, hoje ninguém consegue atendimento nem para reclamar de deficiência de serviços e manutenção da infra-estrutura básica.

    Veículos de comunicação viraram o palanque de lamentações e reclamações como únicos meios de debate, de simplesmente dar voz ao povo, mesmo que não seja escutado e que suas necessidades e urgências não tenham solução naquele instante.

    O desabafo parece ser suficiente, não é à toa que esse jornalista, o jornal Diário, e as rádios Diário FM e Dirceu AM viraram o eixo e centro a catalisarem essa grita do povo.

    São centenas de ligações telefônicas, cartas, bilhetes, e-mails, pedidos, abaixo-assinados, de norte a sul, leste a oeste, a cidade despedaçada pede socorro.

    Formadores de opinião, líderes populares, gente decente de todos os níveis trabalham, produzem, fazem sua parte para viver bem e para o bem.

    Quando não há carências emergenciais e necessidades básicas a serem preenchidas é alívio, porque parece que a debilidade e sujeira do político e governantes não trazem problemas factuais.

    No entanto, esse não é o quadro da grande maioria da sociedade que igualmente trabalha e cumpre com suas obrigações e deveres, mas carece de serviços públicos, sejam eles da simples manutenção de ruas, praças e equipamentos comunitários, até o singelo e vital abastecimento de água.

    A cada bairro, a cada popular visitado, a cada manifestação pessoal, direta ou indireta que recebo de dia e de noite nessa cruzada para dar voz e espaço ao cidadão contribuinte e comum, fica mais e mais evidente o quanto a cidadeestá desgovernada e o quanto o povo está abandonado.

    Repito todos os dias nas rádios de forma mais popular e escrevo aqui há anos, à exaustão, que é preciso mudar esse quadro de calamidade e nada provoca ou sensibiliza essa gente que faz política, politicalha.

    Não há resposta porque não há vontade, não há disposição, ética ou decência, enquanto sobra voracidade, escárnio, culto à vaidade e o sentimento de impunidade afeta caráter, destruiu a personalidade dessa gente.

    Somente quem por obrigação, ativismo e devoção percorre a cidade todos os dias é que pode avaliar o quanto o povo está descrente, desiludido, cansado de ser enganado, explorado e subjugado.

    Não que vá haver revolução de atos, costumes, que haverá resposta a mais correta agora, ou mesmo em pouco tempo, mas o silêncio no sofrimento, o povo calado vai surpreender esses incautos e boçais maquiavélicos.

    A rede de pessoas bem intencionadas que agem no paralelo, como entidades assistenciais, voluntários e beneméritos anônimos, as religiões e serviços delas organizados se superam e desdobram nas boas ações que minimizam a exclusão.

    As demandas são insuperáveis porque não há políticas públicas que deveriamse constituir em sustentabilidade enquanto o voluntariado fosse o complemento.

    O povo pobre fica sofrido e excluído cada vez mais porque os recursos financeiros dos cofres municipais vão ao bolso dos exploradores de plantão.

    Para ficar somente nos últimos cinco anos, o quevi, ouvi e participei junto a bairros e ao lado de pessoas preocupadas com o bem-estar do próximo, convidadas que são para essa cruzada, dá para revoltar, tamanho descalabro e insensibilidade dos governantes.

    Bem longe da poesia e literatura, é mesmo preciso ir onde o povo está e a recomendação é para que essa gentalha da política levante-se das cômodas e acomodadas posições dos palacetes, gabinetes ou pocilgas e cumpram com suas obrigações.

    O grito de basta tem que soar nos ouvidos de quem tem a caneta nas mãos, para tanto é preciso cada vez mais e mais vozes, unificadas e unidas, em bons propósitos.

    O grito de chega tem que soar cada vez mais alto para que os mais letrados, abastados e formadores de opinião façam sua parte e impeçam que os excluídos fiquem a mercê dos gangsteres da politicalha, pois o amanhã pode ser tarde para a salvação de todos.

    Há um ciclo que está tirando Marília da acomodação, ostracismo, jugo e intimidação da bandidagem da política e esse desempenho não começou agora, tem enfrentamento histórico ao longo de 20 anos e adesão de toda sociedade em todo segmento.

    Não dá para aceitar mais nada e muito menos calar. É justo e legítimo romper definitivamente com a manipulação, manobra e domínio da máquinaque desesperadamente tenta manter o povo pobre à mingua até que a eleição, seja ela qual for, chegue e se possa usar a humildade e simplicidade do excluído e carência de demandas como forma de manipulação suficiente à perpetração dos bandidos, boçais e bacanas no poder.

    Luta e paz, justiça e igualdades ao alcance de todos.

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  • 03 fev 2008 /  Fique Ligado

    É inversão de prioridades porque não há nada que justifique interesse público em divulgação paga pelo imposto do povo. Joga-se tanto dinheiro fora com baboseiras que o contribuinte pode até ficar aliviado e agradecer porque em 2008 Maringá está impedindo roubalheira de pelo menos R$ 1.800.000,00 em Marília.

    Como assim? A cara larga e desavergonhada da politicalha não está nem aí para a repercussão negativa e a revolta do povo. No festival de sandices municipais, gastos com patota de puxa sacos, bate paus e línguas de aluguel, não poupam os cofres da Prefeitura de Marília.

    Anunciei aqui dia 13 de janeiro que a licitação milionária de publicidade da Prefeitura, que ocorreria 11 dias depois, comprovaria de novo o esquema de cartas marcadas e viciadas.

    Era 9h do dia 24 e no pregão que previa contratar a farra compareceram as empresas Saecom – Serviços de Agenciamento e Comunicação Ltda (já cuidava dos gastos da Prefeitura com publicidade nos dois últimos anos) e a Única Propaganda.

    O negócio entre amigos foi melado. A SAECOM havia apresentado como proposta inicial R$ 2.853.363,00 e foi surpreendida pela Única que se dispôs a cobrar pelos mesmos serviços R$ 1.623.714,00.

    De lance em lance, quem esperava abocanhar mais de R$ 2.850.000,00 dos cofres, a Saecomficou com a concorrência pelo montante de R$ 999.700,00 ou uma redução de R$ 1.853.000,00 no pedido original.

    Como pode essa disparidade? Fácilconcluir: tudo que é cobrado nessa e em outras áreas em Marília tem a suspeição, a mala preta de comissão e propina.

    Os esquemas são detonados porque há mobilização, fiscalização e denúncia desse jornalista, de jornal e rádios e a atuação da Matra (Marília Transparente) – essa inclusive mandou representante para ficar de olho nos interesses da sociedade.

    A Prefeitura ainda vai analisar recurso da Única contra a Saecom por causa de documentos omissos e inexistentes que deveriam ser apresentados como a falta de registro no CENP (Conselho Executivo das Normas Padrão);documento que normalmente é exigido em concorrências públicas.

    O prefeito Mário Bulgareli torrou dinheirama em propaganda em jornais, rádios e tevês no ano passado, desperdício que ultrapassou dois milhões e meio de reais.

    Paralelamente, o esquema de interesses e manipulação de recursos dos cofres municipais somente nessa área de publicidade ainda continua junto ao gabinete de Mário Bulgareli e a Procuradoria Jurídica do Município.

    Aconcorrência milionária da publicação dos atos oficiais foi manipulada e a maracutaia desavergonhada está dando outro golpe contra os cofres públicos. Da mesma forma como a empresa de Maringá, o Diário desbancou o resultado encomendado, oferecendo oferta real que deve economizar quase um milhão de reais aos cofres públicos.

    A Prefeitura não está interessada e decidiu sexta-feira, dia primeiro de fevereiro, a concorrência e, pasme, desclassificou o Diário e habilitou a proposta do Jornal da Manhã por R$ 1.370.000,00, enquanto o Correio Mariliense, comR$ 1.370.000,00 ficou em segundo lugar.

    O Diário faria o mesmo serviço de publicação porR$ 435.000,00, ou 945 mil menor que as duas outras empresas.

    Como o Diário vem denunciando mazelas e todo tipo de desmando da administração pública, a manobra fraudulenta da administração mudou o resultado que já havia sido até homologado pela Comissão de Licitação no dia do pregão público. Esse jornalista já estava anunciando edenunciando o novo golpe à Justiça.

    Não por coincidência, no outro lado da bandalheira, os contratos milionários da Prefeitura são destinados a empresas direta e indiretamente ligadas aos interesses políticos e eleitorais de Mário Bulgareli e Abelardo Camarinha, inclusive para veículos de propriedade do ex-prefeito, como a rádio 950 ou em nome de testas de ferro e laranjas de outras empresas.

    Só para você não esquecer: na edição de domingo, 13, foi apresentado o processo no TCE que somente para as publicações de 2003, o tribunal pede devolução de R$ 1.038.000,00 por Abelardo Camarinha em gastos com o Jornal da Manhã.

    Em 2007, em contratos viciados e superfaturados comparativamente aos valores de mercado tiraram da Prefeitura de Marília exatos R$ 2.517.426,70 entre publicidade e publicação de institucionais em jornais, rádios e televisões de canal fechado.

    As rádios 950, Joven Pan, Jornal da Manhã e TV Marília acobertadas por esquema de verbas da Prefeitura contratadas pela Saecom consumiram juntosR$ 1.667.426,70 de dinheiro dos impostos do contribuinte.

    A Saecom Serviços de Agenciamento em Comunicações Ltda. é sucessora da Tony Filho Publicidade Ltda, atolada em dívidas fiscais e desativada em tentativa de fugir da Receita Federal e do INSS.

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  • 03 fev 2008 /  Fique Ligado

    Paradoxo ou aberração? Veja só outras provas de desperdício do dinheiro público em baboseiras enquanto o contribuinte paga impostos e tarifas abusivas e vive a mercê da mão grande da politicalha.

    Os comerciantes da rua São Luiz, entre as ruas Campos Sales e Arco Verde, foram “convidados” a bancar calçamento pago pelo seus bolsos ou recursos de suas vendas.

    A Prefeitura em ano eleitoral quer fazer experimento em uma quadra da rua São Luiz, colocando espécie de calçadão, que seria retirada de estacionamento de veículos e alargamento de calçada em média de um metro de cada lado.

    Sem planejamento, sem estudo, sem discussão ou sustentação em técnicas de engenharia, arquitetura e urbanismo… Sem nenhum parâmetro de transparência e respeito.

    Ah, a administração Bulgareli, está disposta a oferecer o projeto. Vai dar a mão de obra. Vai fazer a obra. Os comerciantes só (?) vão pagar as pedras do calçamento, uns R$ 380,00 o metro quadrado?

    Isso mesmo. Não é o dono do prédio que vai pagar, afinal quase todas as lojas daquele quarteirão são prédios alugados e o dono não quer nem saber de nada. Que se estrepe o comerciante com esse novo custo, logo no início de ano, com incontáveis impostos, vendas fracas.

    Os comerciantes vão pagar por uma obra que deveria ser pública, por um projeto que está atrasado como a cabeça dos politiqueiros há pelo menos 10 anos, num experimento.

    Então, os comerciantes cotizados, vão bancar o custo das tais pedras, mais de R$ 60.000,00.

    Mas esse mesmo desgoverno, comerciante, contribuinte e sociedade civil, vai gastar R$ 120.000,00 de som e parafernália de palanque para que bacanas, boçais e peruas penduradas na politicalha possam ficar acomodados na avenida, em duas noites de desfiles – uma delas ontem, sábado, e outra amanhã, nessa segunda feira.

    É uma autêntica armação, de ferro, gigantesca, imponente, espécie de “gaiola das loucas”.

    É sim por causa do objetivo. O povo segregado, de pé, sem estrutura mínima, para ver passarem blocos e escolas de samba, uma diversão que seria barata, de graça, não estivesse custando indiretamente aos bolsos dos pobres e dos ricos que pagam seus impostos.

    E não bastasse privilégio,a gaiola vai ter pendurados, laqueados, perfumados, engomados, os sorridentes politiqueiros e acompanhantes as mais raras e manjadas, comportamentos já conhecidos de folia e farra de quem se lambuza com os privilégios patrocinados pelas burras da Viúva Municipal.

    A “gaiola das loucas” custa aos cofres da Prefeitura exatos R$ 60.500,00 para dois dias de acomodação da patota.

    Coincidência: é o mesmo valor que os comerciantes da rua São Luiz vão desembolsar para comprar as pedras do calçamento de experimento que a politicalha imbecil quer implantar.

    Como diria o Silvio Santos em seu programa de auditório aos domingos: “É bom ou não é, minhas colegas de trabalho”. A diferença é que aqui estão na farra com o dinheiro do povo enquanto o Silvio Santos distribui o que é dele. “Quem quer dinheiro????”

    Mas não é apenas com “gaiola das loucas” que está havendo tanto riso, tanta alegria, mais de mil palhaços na avenida. O serviço de som contratado custa para o seu bolso, o meu, o de todos os marilienses, a bagatela de R$ 59.700,00, por duas noitadas de folia na Sampaio Vidal.

    Com tudo isso, só resta esperar que não chova, que o povo que for à avenida se divirta e quando estiverem olhando para a “gaiola das loucas”, pense que tudo aquilo é pago por nós.

    Não dá para agüentar tão mediocridade e exploração e os comerciantes da rua São Luiz não podem aceitar esse absurdo descabido em meio a tanta farra, folia, corrupção e roubalheira descaradas…

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