• 25 mai 2008 /  Fique Ligado

    No ano passado Márcio Mesquita Serva cunhou uma expressão que parece nunca perder a validade em Marília, pelo menos enquanto a sociedade não conseguir extirpar o câncer da politicalha.

    O reitor da Unimar não precisa de ninguém para defendê-lo, é um empreendedor, bem-sucedido, passou a vida investindo no seu projeto de educação empresarial, não sem motivos construiu um império de negócios aliado a prestação de serviços.

    Não tem quem entenda direito Márcio Mesquita Serva, ninguém consegue se superar tanto, vencer tantos obstáculos, superar tantas dores, e mesmo assim mantémtantos projetos e com tamanha vontade e disposição.

    No entanto, todo mundo vai se cansando, a frustração bate, a decepção com gente, situações e armações acabam minando a disposição mesmo de um incansável.

    Ao longo das décadas o que valeu mesmo para quem se aproximou de Márcio Mesquita Serva foi essa disposição do empreendedor que assina o cheque, autoriza, paga, banca, assume e cumpre compromissos.

    Não foi uma nem duas vezes que ouvi gente de dinheiro falando em rodinhas que Márcio é um louco, ele entra de cabeça em tudo, às vezes, não mede conseqüências, tanto no arrojo dos projetos, quanto naquilo que tem que falar, ele fala.

    Minha maior identificação com o cidadão Márcio é exatamente essa, de dizer o que tem que ser dito, entrar de cabeça, apostar em tudo que se acredita sercoerente e correto, não temer as conseqüências.

    Ao longo das décadas com a efervescência da cidade universitária o reitor figura como o maior financiador e gerador de empreendimentos em todas as áreas.

    Não tem um único segmento econômico que tenha ficado sem lucrar com essa saga.

    Da loja de fotos, bares, hotéis, tudo quanto é comércio ao mercado imobiliário, construção civil, todos se aproveitaram e tiraram um naco desse bolo.

    Até os mais diversificados negócios agropecuários e de serviços e insumos de saúde têm procura sustentada em parte pelo universo de consumo proporcionado pela Unimar.

    Foram décadas de milhares e milhares de estudantes do Brasil inteiro que vieram a Marília principalmente nas décadas de 70, 80 e 90 e que aqui faziam seus cursos, gastavam, viviam e agitavam a cidade além de promover e ajudar no desenvolvimento e crescimento sócio-econômico.

    Ora, o sonho de todo mundo na cidade sempre é emplacar um projeto com a Unimar, mais especificamente com Márcio Mesquita Serva. Do patrocínio de um show, à construção de um prédio ou outro investimento.

    Foi assim, com arrojo e vanguarda que foi montado um império de cimento e pedra, mas também de serviços, dedicação, parcerias, convivência, distribuição de renda e obviamente de crescimento dos negócios da própria Unimar.

    Ninguém que se aliou a esses projetos saiu perdendo, empobreceu, foi passado para trás, muito pelo contrário, não se tem notícia de ninguém que tenha tido um dissabor com a Unimar, tanto assim que pendências sempre foram resolvidas em acordos primários ou à luz da legalidade e justiça.

    No mundo político partidário tudo foi quase igual. Com uma diferença. A cada eleição, batem à porta da Unimar, os amigos, os amigos dos amigos, promessinhas, os sonhadores e invariavelmente os enganadores.

    Boa parte de políticos e até das elites econômicas já provocaram Márcio Mesquita Serva para que ele pudesse disputar uma eleição, geralmente apontado como candidato imbatível a prefeito ou como nome essencial para eleger-se deputado federal.

    Rejeitou durante todo tempo essas propostas, foi filiado a partidos, ajudou financeiramente incontáveis deles de Marília, de outros tantos cantos.

    Claro, colecionou amigos na política, nos governos. Dentre eles, aliados que o ajudaram, é assim que deve ser o exercício de convivência e co-relação de interesses que sejam dentro da legalidade e parâmetros éticos.

    Nada que fosse contrariar técnicas e legalidade mas todo mundo sabe que o entrelaçamento entre negócios e serviços públicos e privados em parcerias, ou seja, qual for o relacionamento é significativo e importante na influência e trânsito político e governamental.

    O problema todo é que durante esse tempo, Márcio Mesquita Serva sempre foi explorado, fez sua parte, e depois foi colocado à margem, enrolado, com aquela velha prática do mundo da politicalha de enganar a todos.

    Esse rompimento assumido por Márcio Mesquita Serva não é de hoje, ele tem falado alto e em bom som que a cidade está nessa bagunça política, nessa máfia do cão.

    É mais uma voz, como outras, como a minha voz que fala, critica, grita, dá um basta há muito tempo. A reação se multiplicou sem precedentes nos últimos cinco anos.

    Essa cambada da politicalha está no poder e levitando em Marília há mais de 20 anos e esse sistema está esgotado porque isolou a sociedade civil.

    Apenas usurpa recursos de obras, serviços e financeiros para seus mesquinhos e indecentes interesses escusos.

    Já passou da hora de a sociedade acabar com essa cambada de malfeitores da politicalha de Marília e não podemos ficar com as reações pontuais aqui e acolá.

    Não é possível ficarmos apenas com as vozes de Márcio, desse jornalista, da Matra e outros abnegados.

    É escolha do conjunto da sociedade dar continuidade ao processo de reconstrução de Marília, para que as relações sejam humanizadas, igualitárias, fraternas, mas acima de tudo com direitos e deveres idênticos, sem reinados e oligarquias atrasadas em atos, comportamentos, hábitos e costumes.

    É hora de desmontar essa máfia do cão.

    “Canalhas de todos os matizes: eu não sou como vocês. Ética para mim não é pose, não é bandeira eleitoral, não é construção artificial de imagem para uso externo. Ética para mim é compromisso de vida. Agir eticamente para mim é tão natural quanto o ato de respirar.”

    Frase de Jefferson Péres (PDT-AM); 76, morto às 6h30 de sexta-feira, em Manaus (AM); vítima de um infarto. Senador do PDT, um político sério e honesto.

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  • 25 mai 2008 /  Fique Ligado

    Fila de quase 2.800 pessoas à espera de cirurgias.

    Fila de quase 900 pacientes na dependência de exame de ressonância magnética.

    Fila de seis meses a um ano e meio para consulta na rede pública para maioria de patologias.

    Espera incansável em hospitais para atendimento de urgências e emergências.

    Falta de medicamentos básicos para atendimento de pacientes.

    Falta de leitos para internação.

    Falta de leitos no pronto socorro e gente empilhada pelos corredores.

    Esse quadro clínico dramático põe em cheque a saúde pública de Marília não é de hoje e o problema não é falta de recursos financeiros ou materiais e sim a falta de eficiência e interesses espúrios na conjugação entre políticos e administradores do sistema.

    Esse é o momento de ação coordenada da sociedade civil e instituições, para apresentação de radiografia do sistema de saúde pública.

    É precisoque o Ministério Público Estadual e a Procuradoria da República definam uma atuação mais efetiva ao invés de inserções pontuais que adotaram até agora.

    É preciso que a ONG Matra (Marília Transparente); OAB, universidades, sindicatos, entidades do setor de saúde e o conjunto de administradores sejam mobilizados.

    Os imbecis da política penduram faixas pela cidade dizendo isso e aquilo, aquela velhacaria própria de aproveitadores e oportunistas enquanto a verdade é que a rede de saúde pública deixa o povo à mercê da própria sorte, sem atendimento, sem mínimas condições.

    A reação do reitor Márcio Mesquita Serva, da Unimar, contrariado com o descasodos administradores da saúde pública é apenas um dos pontos nevrálgicos.

    Há conjugação de interesses políticos e mesquinhos que boicota o Hospital Universitário há mais de sete anos.

    O hospital consumiu investimentos de quase 50 milhões de reais, é impecável em instalações e lá estão pelo menos outros R$ 50 milhões em equipamentos avançados.

    A última gota de sangue na ineficiência descabida na administração do SUS (Sistema Único de Saúde) pode ser considerada a oferta rejeitada do Hospital Universitário, ao colocar até 40 leitos à disposição para atendimento gratuito da população.

    Bastaria encaminhar os pacientes ao hospital, que prestaria o atendimento e depois liberar o pós-atendimento aos doentes, ou seja, para quando os pacientes saíssem do Hospital, pudessem ter acesso a remédios gratuitamente.

    O caso veio à tona na segunda-feira à noite, quando o sempre combativo vereador Mário Coraíni assumiu a defesa da Unimar e alertou para o problema.

    Foi o ponto de partida para o programa Resgate da Cidadania nas rádios Dirceu AM e Diário FM e esse jornalista entrassem de forma crítica no assunto, assim como ampla reportagem do jornal Diário.

    O reitor Márcio Mesquita Serva e a diretora clínica do hospital Márcia Mesquita falaram, reclamaram, estão desconsolados e não é para menos.

    A população de Marília está enganada pelos políticos e administradores de saúde pública, o que não ocorre em outras 12 cidades como Ourinhos, Assis, Vera Cruz

    O boicote é orquestrado. Pior, o próprio Márcio Mesquita Serva tem razão em pedir que seja adotada ampla discussão sobre o funcionamento da rede pública, o consumo dos recursos e a utilização das estruturas clínicas e hospitalares para atendimento particular.

    Há conjugação de interesses que acobertam deficiências, mau uso e desvio de função de estruturas e equipamentos.

    Não têm recursos e as filas aumentam em consultas, internações, exames e cirurgias. Agora se o paciente pagar por fora, pronto, está tudo arranjado, a estrutura pública funciona.

    Ora, o prédio público, os equipamentos são públicos, os medicamentos são custeados com dinheiro público, enfim, tudo é financiado pelos recursos dos impostos que saem do bolso do povo e depois são utilizados como particulares?

    Privado é o Hospital Universitário, construído com recursos particulares. É preciso estabelecer até que ponto há parceria entre a rede clínica e hospitalar com os médicos e administradores de laboratórios, assim como o funcionamento dos convênios com as empresas de plano de saúde.

    É preciso que haja essa discussão à luz da razão e seriedade para que uns não sejam privilegiados enquanto outros estão discriminados nessa ciranda de interesses que sugerem suspeições.

    Não basta que os veículos de comunicação, o reitor e outros poucos façam a denúncia desses e tantos outros problemas.

    Que a sociedade se mobilize, que promotores e procuradores estaduais e federais atuem, que todos cumpram com seu papel.

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  • 18 mai 2008 /  Fique Ligado

    É de espantar a distância descabida entre o dizer e o fazer, o discurso e a prática, aquela velha máxima de faça o que eu falo, não faça o que eu faço, bem próprio do mundo político partidário.

    No caso de Marília uma aberração tomou conta especialmente do espectro de malfeitores que se proclamam donos do poder e não como sujeitos transitórios na representação democrática e participativa.

    Pesquisei dados filosóficos e mais letrados sobre a distância que existe entre discurso e prática e descobri um artigo ou capítulo de livro exatamente sobre o tema – “A divergência entre o discurso e a prática”, de Amnéris Ângela Maroni.

    Primor de texto que vou reproduzir em parte e tomar a liberdade deaduzir alguns dados do cotidiano daqui para que possamos analisar comportamentos nossos e óbvio, principalmente questionar posturas dos políticos de Marília.

    A autora Amnéris Maronié doutora em Ciências Sociais (PUC – SP) e professora na Unicamp, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e Departamento de Ciência Política.

    Entre obras, livros e trabalhos incontáveis, é autora de: A estratégia da recusa (1983); Jung o poeta da alma. (1998. 2ª edição/2004); Individuação e Coletividade (1998); “Divergências entre o fazer e o dizer”, in O Dragão e a Borboleta (2000); Figuras da Imaginação (buscando compreender a psiquê) (2001).

    “A fissura entre o dizer e o fazer permeia toda a sociedade moderna: presente na família, na escola, na política, nas organizações. Ninguém escapa dela e, todavia, por ser sutil,também ninguém reflete sobre ela”, defende a doutora.

    Ou seja, todos nós estamos acessíveis no dia-a-dia a cometer esse auto-engano, não deixe de pensar então nos homens públicos, principalmente esses que nos enganaram durante os últimos 20 anos em Marília.

    Diz a doutora: “o conhecido ‘faz-de-conta’, que talvez seja uma das mais significativas, embora não assumida, instituições da sociedade moderna. As escolas fazem de conta que dão cursos relevantes, os alunos, com o reforço de seus familiares e da sociedade em geral, fazem de conta que fizeram cursos relevantes em escolas relevantes; os funcionários fazem de conta que estão trabalhando a serviço dos clientes, mesmo que os processos e instrumentos de trabalho que estejam usando dêem ênfase à performance da empresa. Todo mundo hoje em dia parece fazer de conta: eu faço de conta que trabalho, você faz de conta que me paga, eu faço de conta que atendo o meu cliente, o cliente faz de conta que é atendido. E assim por diante. Quando, por ventura, alguém não quer mais brincar de fazer de conta, há uma espécie de curto-circuito do sistema – e sua irracionalidade vem à tona.”

    Infelizmente assim nos sentimos sempre quando resolvemos analisar mais detidamente nossas posturas e o que é ainda pior, esse jornalista tem sido esse peso nos últimos anos: basta resolver romper esse “faz de conta” que então vamos ser taxados de irracionais.

    Decidi transformar o jornalismo investigativo e pluralista em instrumento de cruzada para defesa dos interesses coletivos com ênfase e enfoque que rompem esse faz de conta. Os incomodados malfeitores do poder constituído e do crime organizado gostam de carimbar: esse profissional é louco, irresponsável.

    Ora, é o contrário, chega de hipocrisia. Os mandatários e poderosos de Marília fazem discursos baratos, de enganação, bem distantes e distorcidos em relação às boas práticas de comportamento, costumes, gestão e respeito às coisas, causas e humanização das relações.

    É parca a consciência sobre a distância entre sua fala e sua ação. Voltando a Amnéris Maroni: “Por que esse problema se põe com tanta volúpia em todas as esferas do social? Talvez porque a velocidade seja uma das marcas mais características das sociedades modernas. O mundo, as relações, os papéis transformam-se incessantemente; o tempo reflexivo necessário para que tais transformações possam ser assimiladas e assumidas conscientemente é quase nenhum. O jeito é aderir ao “politicamente correto”: os pais sabem que é politicamente correto dialogar com os filhos e dizem que assim agem – embora não raro contratem detetives para saber se os seus filhos estão se envolvendo com drogados, desconfiem e rebusquem as suas gavetas. O professor sindicalizado, atuante e com grande consciência de cidadania sabe que é politicamente correto dialogar com os seus alunos e afirma que assim age; comumente, porém, notas e controle da presença continuam a ser instrumentos eficazes para calar qualquer senão. O político sabe que é politicamente correto agir em nome da ética; a corrupção, entretanto, nunca foi tão expressiva e tão declarada. Mesmo diante de fortes evidências, sempre prevalecem os mecanismos de proteção social erigidos para os que parecem mas não são.”

    A doutora tem ou não razão? Pare a leitura e faça cinco minutos de reflexão para depois continuar.

    “Enfim, a fissura entre o dizer e o fazer, que não faz senão alargar-se perigosamente, explica-se em parte se considerarmos as transformações alucinantes -inclusive no plano das emoções- pelas quais a sociedade está passando. Elas são de toda a ordem, explicitando-se particularmente no plano da política com a ampliação de direitos e de práticas democráticas que impõem determinadas falas e condutas e, todavia, o sujeito é ainda o velho sujeito que reage emocionalmente à “maneira antiga” quando as questões são mais concretas e a ele diretamente relacionadas…

    Para resumir: “Não basta então a definição da missão e do código de conduta. Isso é muito pouco, tanto para as expectativas das pessoas como para as expectativas das empresas. É preciso desenvolver ainda uma postura de acolhimento para novas possibilidades criativas; é preciso que nós, as pessoas, possamos re-inventar permanentemente o nosso trabalho, construir a trajetória do que nos propomos a realizar juntos, amadurecer um sentido de responsabilidade para com o outro e para com o coletivo. Esse, de fato, é o ambiente que interessa a todos.”

    Ainda sobre essa reflexão, leia resumos de textos abaixo que dão continuidade ao assunto, da doutora Amnéri Maroni:

    Diálogo e alteridade

    “O fetiche das palavras é algo muito mais poderoso do que imaginamos. Falamos de participação, democracia, liberdade, criatividade nas organizações e, passo seguinte, acreditamos que o mundo se cria pela palavra. Ora, a palavra é um signo arbitrário, mas que pode ser muito sedutor e, ao seduzir, seduz não só ao outro que me ouve; pior, seduz a mim mesmo, que falo..

    “Mas há também o lado redentor da palavra. O diálogo pode se tornar o fator revolucionário de toda e qualquer organização social. Talvez, exatamente por isto, o diálogo é tão difícil, tão absolutamente raro. O diálogo é uma arte, infelizmente limitada a círculos restritos da sociedade. Isso é muito curioso porque a sociedade moderna tagarela intensamente. Mas tagarelar não é dialogar. Em geral, as pessoas falam de coisas absolutamente acidentais e exteriores; quem fornece os temas de discussão são os meios de comunicação, o maquinário com o qual trabalho ou o manual de instruções do novo Windows 2001! Ou melhor, o problema não é propriamente o tema da conversa, mas o quanto estou dissociado daquilo que falo: o ser profissional dissociado do ser social, dissociado das emoções, das experiências e por aí vai.

    “Dialogar é conviver com o conflito, geri-lo, e não, como é usual, reprimi-lo, paralisá-lo, escondê-lo.

    “Vou dar um exemplo muito freqüente do diálogo -ou da ausência dele- no processo terapêutico. Aliás, aprendi a valorizar o diálogo e ver nele uma potencialidade revolucionária como psicoterapeuta. No processo terapêutico o diálogo é peculiar e, todavia, acredito que tenha aí o seu paradigma. Tão velho quanto a dialética socrática, o diálogo terapêutico re-inaugura uma prática esquecida. Não raro, uma criança adoece porque a família também está doente. Uma das práticas terapêuticas comuns nesses casos é pedir para a família conversar durante 15 minutos semanalmente. O diálogo que no início se limita à expressão do desejo de cada um, pode demorar meses para se tornar uma prática durante 15 minutos por semana! Simplesmente as pessoas não têm o hábito de se ouvirem e, coisa mais rara ainda, de responderem àquilo que foi perguntado. Hoje, temos monólogos; as pessoas moram juntas por anos a fio na mais radical solidão.

    “A fissura entre o dizer e o fazer, através do diálogo poderia ganhar outras dimensões, porque se o diálogo efetivamente se estabelece, acontece um fenômeno revolucionário: começamos a perceber o outro como outro, as máscaras sociais caem, a verdade pontual a respeito de um problema, pouco a pouco, aparece.

    “A revolução, no meu entender, é dialógica e pontual. Não há remédio-macro que dê conta da nossa realidade social. Se nos voltarmos, porém, para o micro, o pontual, o pequeno, o sutil -na família, na escola, nas organizações em geral- será possível obter importantes resultados, pois quando de fato há diálogo, as pessoas tornam-se criativas porque colocam sobre a mesa quem elas realmente são (seus sentimentos, seus desejos, suas capacidades de realização, suas necessidades de expressão). Na ausência do diálogo autêntico, as pessoas são artificiais, vivenciam papéis estereotipados, repetitivos, absolutamente não criativos.

    “Vivenciam profunda solidão, sentem-se despersonalizadas e massacradas por um mecanismo gigantesco onde cada uma é peça intercambiável.

    “Pense, leitor, em como você é bem mais do que uma peça amorfa para que assim seja considerado.

    “Esta proposta que estou fazendo, de aprender a dialogar -e de exercer o diálogo- é muito simples. Não implica custos que não possam ser absorvidos, e pode vir a se tornar uma prática realmente transformadora das relações, em direção àquilo que todos almejamos: a sua autenticidade. Quando nos abrimos para o diálogo, quando fazemos esse gesto supremo, passamos a ter outra referência de nós mesmos e do outro, passamos a sentir a dor, o sofrimento e a solidão do outro.

    As máscaras sociais

    “Outra fissura importante da sociedade moderna se dá entre o fazer e o ser. O ser e o fazer dissociados. O dizer e o fazer dissociados. Todas essas dissociações fundam-se a partir da fissura entre o ser e o parecer. Jean-Jacques Rousseau teceu essa argumentação no Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, no início da segunda metade do século XVIII.

    “É essa fissura entre o ser e o parecer que permitiu ao filósofo um olhar crítico sobre a modernidade no seu alvorecer. Explicando um pouco: se tivermos como referência as sociedades tradicionais e a própria cultura ocidental até o início da modernidade, percebemos que as pessoas tinham lugares muito definidos na “cadeia do Ser”; o que elas deveriam fazer e, inclusive, falar, estava dado.

    “A fissura entre o que eu sou e o que aparento ser simplesmente não se punha, não tinha sentido e, com ela, também não tinha sentido a fissura entre o dizer e o fazer e a fissura entre o ser e o fazer. Essa fissura, no entender de Rousseau, só fez alargar-se. Talvez tenhamos chegado ao seu ponto culminante, pois aquilo que somos -quando sabemos quem somos- escondemos, diminuímos, espezinhamos; só é permitida a emergência do aparecer, das máscaras, daquilo que Jung chama de persona.

    “As máscaras nos permitem realizar no social um pequeno fragmento do nosso ser – o restante permanece atrofiado, reprimido e, muitas vezes, como o sangrento século XX provou, pronto a emergir de forma sombria, projetada nos “bodes expiatórios” sociais. Sem caminhos, os “melancólicos da cultura” sabem que perderam algo: partes importantes do ser; mas não sabem nomear o que perderam. Como seres errantes, passam a identificar-se com suas máscaras sociais.

    “O parecer agiganta-se, o ser atrofia-se. O homem confunde-se com o papel social que realiza, com os penduricalhos sociais (títulos, cargos etc.) que as organizações lhe permitem ter, tornando-se cada vez mais frágil, inseguro, instável. Obviamente não há possibilidade de uma sociedade saudável com um abismo tão grande entre o ser e o parecer, entre o dizer e o fazer, entre o ser e o fazer.

    “É preciso que haja uma nova recomposição do ser. O diálogo, de novo, poderia ser o elemento fundamental de recomposição do ser dissociado de si mesmo.”

    A re-descoberta

    do outro

    “Para Rousseau, o ‘homem natural’ é dotado de duas paixões: o amor de si e a pitié (a compaixão). O amor de si é o cuidado consigo mesmo e tudo aquilo que garante a sobrevivência do homem; a pitié é uma paixão que nos transporta para o outro, todos os outros, pois através dela nos é impossível ficar indiferentes diante daquele que sofre.

    “A pitié tempera o amor de si, impedindo que se transforme em amor-próprio, que, para o filósofo, é uma paixão social que transforma o homem num ser egoísta, voltado para os seus interesses pessoais. Ora, o processo civilizatório enfraqueceu sobremaneira a pitié: convivemos com a miséria, a iniqüidade, a desigualdade social extrema, a morte e a destruição e permanecemos completamente indiferentes. O outro na sociedade moderna deixou de nos fazer apelos.

    “E, todavia, há ‘perigo no ar’: catástrofes naturais produzidas pelo desequilíbrio ecológico; catástrofes sociais e políticas produzidas pelo desequilíbrio da alma; catástrofes que podem ser produzidas pela própria ciência quando esta separa-se da ética. É responsabilidade de cada um de nós, mas também das Instituições, mudar a direção da seta: da catástrofe para a esperança de um mundo que re-conhece e venera Eros. Agir no pequeno, no pontual, permite a todos exercer-se aqui e agora ancorados no diálogo e no coração: não existe arma mais eficaz do que trazer à tona o outro e a si mesmo.”

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  • 11 mai 2008 /  Fique Ligado

    Os vereadores Sidney Gobetti de Souza (PCdoB) e Carlos Cavalieri Bassan (PT); figuras de destaque entre os símbolos de oposição e históricos em moralidade e defesa dos interesses pluralistas da sociedade tiveram eventual procedimento incorreto a ser apurado devidamente – como está ocorrendo -, mas acabaram vítimas da truculência da roda de malfeitores e boçais que formam o espectro abelardiano de politicalha.

    O primeiro fato é que o Ministério Público abriu procedimento para investigar atestado de saúde apresentado por Carlos Bassan na Câmara, para ausentar-se da sessão de 28 de abril.

    Denúncia anônima ao MP indicou, como de fato ocorreu: Bassan estava pescando no rio Paraguai, no Mato Grosso. O atestado é assinado pelo vereador Sidney Gobetti de Souza, médico há mais de 30 anos e assegura que Bassan estava mesmo com dores lombares e concedeu a licença para repouso.

    Bassan vai fazer defesa no procedimento do MP e pode sim responder por improbidade, se comprovar que o atestado médico foi usado indevidamente, não que ele seja falso porque Gobetti acima de qualquer suspeita o assina, prestou o atendimento.

    Há eventual erro de procedimento, até incorreção de postura de Bassan que é empresário bem sucedido?

    Pode ser que sim, ele não precisava de forma alguma de atestado médico para faltar em sessão da Câmara. Faltou, foi descansar, pescar ou trabalhar, basta que a Câmara desconte a falta do seu salário.

    Mesmo que tenha ido pescar, passou pelo atendimento médico, foi atestado.

    O que está por trás de tudo foge à necessidade dos vereadores de oposição se explicarem aos seus eleitores e à opinião pública.

    O fato evidente é que a canalhice explora o fato e transforma os vereadores em vítimas de uma campanha sórdida e de massacre com ataques de boçais nos veículos de comunicação que prestam serviços suspeitos ao espectro de Abelardo Camarinha.

    Os manjados línguas de aluguel, velhacos frustrados, de passado sujo, falam para ganharem alguns trocados, lamber o saco do chefe, querem desqualificar os vereadores como o fazem com todos que ousam enfrentar e denunciar a corrupção e roubalheira do desgoverno que aí está há quase 20 anos.

    O objetivo é transformar os vereadores em bode expiatório em ano eleitoral, de forma descabida, desonesta e usando aratacasde forma vil e vergonhosa, como se fossem embaralhar as informações e contaminar todos.

    O grupo de politiqueiros que está no poder há 12 anos tem a maior ficha corrida de todos os tempos e quiçá do Brasil, tudo fielmente retratado em centenas de centenas de processos cíveis, administrativos e criminais e a oposição precisaria cometer erros por 100 anos para que pudesse chegar a um por cento do desmando dos politiqueiros.

    O que na cidade quer mesmo é saber sobre o superfaturamento e desvio da merenda escolar, a compra milionária de software, as obras inexistentes de milhões do córrego do norte e desassoreamento da cascata, a farra das bolsas de estudos para boçais, o empreguismo da parentada, o enriquecimento ilícito da patota.

    O que ficou nítido no episódio até aqui é a necessidade da oposição se organizar, acordar e dar um basta nesse rolo compressor de maldades e truculência que vai fazendo vítimas para se perpetuarem no poder e continuar esse desastre administrativo e descalabro de desvios e mazelas.

    Repito: Bassan e Gobetti precisam sim se defenderem-se, se explicarem, não para os boçais, mas com a tranqüilidade que se comportaram sem cair na armadilha dos malfeitos.

    A vida, a obra, a importância de Bassan e Gobetti como gente, como pais de família decentes, como profissionais e como políticos éticos não pode de forma alguma ser atacada por um bando de velhacos, corruptos e boçais que desfilaram nos últimos dias em afirmações próprias de perseguidores desonestos e comprometidos com o banditismo.

    Sou exemplo vivo e a maior vítima da história de Marília de ataques, calúnias, ameaças, riscos de vida, perdi a paz, tive prejuízos psicológicos e familiares quase irrecuperáveis, mas nunca abaixei a cabeça, me rendi, me apequenei ou me amedrontei em relação a esse espectro abelardiano de politiqueiros.

    Vou continuar acreditando que a verdade, legalidade e justiça dos homens, da opinião pública e ao final o acerto de contas com Deus hão de compensar essa luta que travamos do bem contra o mal.

    Não posso deixar de defender Gobetti e Basssan e tantos e tantos homens decentes, pois somente com união e determinação é que um dia Marília vai poder conviver com suas divergências e pluralismos de idéias, ideologias, propostas e comportamentos, mas sempre com urbanidade, equilíbrio, ética e relações humanizadas.

    O que é preciso também é que os homens de bem saiam do anonimato, se posicionem, descruzem os braços, abram a boca, para que nunca mais sejamos tão caluniados, desmoralizados, perseguidos e oprimidos justamente por bandidos, bocais e velhacos.

    A situação, governistas, politiqueiros ou sabe-se lá que qualificação se possa dar a essa gentalha já mostram que vão usar os mesmos métodos de anos anteriores em eleições e a oposição precisa acordar.

    Não dá para ficar nessa fogueira de vaidades, nesse vazio de discussão, nesse amadorismo, nessas reuniões de despreparados que discutem o nada para lugar algum enquanto do outro lado estão profissionais da politicalha.

    É preciso ter postura firme, de coragem, propositiva, dar a cara, entregar-se de verdade à causa do bem e não ficar com discurso barato, que não sensibiliza nada e ninguém, escondidos muitos deles em encontros igualmente medíocres e amparados pelos aproveitadores e oportunistas que levitam em todo canto em busca apenas de benesses, como verdadeiros vendilhões.

    É por acreditar nos homens de bem que faço minha parte, corro riscos, não me apequeno e que faço aqui a defesa intransigente dos cidadãos e políticos Sidney Gobetti de Souza e Carlos Cavalieri Bassan.

    Não estão acima do bem e do mal, mas são decentes, têm posturas éticas em que pese algum erro pontual.

    É preciso ter coragem para dizer a verdade, a qualquer tempo, assim devem ser as relações de honra, de causas e não que elas sejam imutáveis e eternas, até porque já defendi aqui tanta e tanta gente que outrora confiei do próprio espectro abelardiano e que hoje tenho convicção e certeza, tratam-se boa parte de bandidos, boçais ou simplesmente medíocres.

    Nunca me arrependo das relações e causas, é com elas que aprendo, vamos construindo a descoberta dos verdadeiros homens de bem.

    Gobetti e Bassan, meus respeitos e considerados, eles sempre os tiveram.

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  • 04 mai 2008 /  Fique Ligado

    Você já viu ou sabe da existência de carteira de trabalho de algum político desses que estão no poder em Marília?

    Não existe.

    Você sabe qual indústria que os políticos de Marília abriram em Marília com histórico de empreendimento e dedicação familiar?

    Não existe.

    Você conhece uma loja de comércio que os políticos de Marília mantêm num shopping ou rua do centro ou dos bairros?

    Não existe.

    Você sabe de algum tipo de empresa de serviços que os políticos de Marília têm em funcionamento de forma honesta e eficiente?

    Não existe.

    Você já viu esses mesmos políticos construíremcasas, prédios, à luz da legalidade, declarados na Receita Federal, devidamente registrados em cartório?

    Não existe.

    Você vê algum desses politiqueiros de Marília em lojas, supermercados, shoppings, concessionárias de veículos, fazendo compras normalmente, pagando devidamente?

    Não existe.

    Agora, pare, pense, descruze os braços, levante a bunda da cadeira, cuide de seus interesses, porque você não é escravo e muito menos pode ficar amordaçado, com medo de brigar pelos seus direitos.

    Bem, o que você, eu, nós todos sabemos, mas aceitamos passivamente é esse quadro: o reino podre da politicalha de Marília.

    Você conhece e já sofreu os reflexos da indústria da multa emMarília?

    Com certeza.

    Você sabe décor e salteado que os políticos de Marília mantêm sim uma fábrica de suspeitas em negócios e tudo onde metem a mão?

    Com certeza.

    Você sabe desde era criancinha que os políticos de Marília estão ricos, como ninguém, porque sua especialidade é comércio de falcatruas?

    Com certeza.

    Você sabe e se preocupa com a maior vocação dos políticos de Marília: malfeitores truculentos?

    Com certeza.

    Você sabe que quem mantém todo esse desmando dos políticos de Marília à base de trabalho, trabalho e trabalho e sangue e suor é você dona de casa, trabalhador, comerciante, industrial, agropecuarista, profissional liberal?

    Com certeza.

    Você sabe que todo cidadão banca essa farra, pagando essa roubalheira em impostos?

    Com certeza.

    As mesmas caras, os mesmos métodos, a mesma sujeira, entra ano, sai ano. Você só sente que os impostos estão cada vez mais caros, que as necessidades do povo só aumentam.

    Para piorar ainda mais esse quadro deprimente, os políticos fizeram do poder o instrumento de suas aspirações, vaidades e voracidade, como se fosse possível por e tirar quem eles escolhem, como se aqui houvesse uma dinastia de corruptos que amedrontam a tudo e a todos.

    Marília do bem é maior, tem mostrado que reage, que tem uma sociedade de princípios morais, que a maioria dos cidadãos cumpre com obrigações e deveres e carecemos de mais gente consciente de seus direitos.

    A Marília símbolo de amor e liberdade vai derrotar esse reino podre da política.

    rn

  • 01 mai 2008 /  Fique Ligado

    Não me permito arrependimento. Essa é minha vida, trajetória, o que produzi foi à base da evolução e ordem natural das coisas e causas.

    Quando naquele primeiro de maio de 1978 entreguei como jornaleiro a edição de 50 anos do Correio de Marília não imagina que a trajetória me trouxesse hoje na edição de 80 anos como jornalista.

    Entrei no então Correio de Marília em três de janeiro de 1977 e fui registrado em primeiro de setembro de 77. São mais de 30 anos, uma vida e a minha não tem nada de comum.

    Ao contrário. A história da cidade nas páginas do jornal comprovam queminha atuação desde o início foi diferente, afinal em 1980 já era repórter.

    Conheço a história de Marília, conheço os personagens, conheço a cidade por seus avanços e problemas porque o jornaleiro que virou jornalista viu,mostrou e viveu cada dia, cada ano, cada fato e suas múltiplas versões.

    Jornaleiro, office boy, tipógrafo, revisor, inspirado pelo seo Anselmo Scarano e precisava ganhar mais para ajudar nas despesas de casa, não tinha hora para chegar, muito menos para sair.

    Não demorei a estar na redação, mesmo sabendo quase nada de texto, de escrever, mas tinha determinação, vontade, fuçava em tudo.

    Verdade, todos que estiveram comigo a partir de então me ajudaram, ensinaram, interagimos porque jornalismo é equipe. Estive ao lado dos melhores, mais inteligentes, mais intelectuais, mais de tudo um pouco, mas sempre fui dedicado e destemido.

    Tenho a recomendar predicado a um jornalista? Coragem.

    Ir e vir, errar, teimar, mas sempre ir em frente, nunca retroagir nas convicções, em que você tenha perdas e danos, as tive e as tenho durante todo o tempo.

    Fui bom jornaleiro, dedicado tipógrafo, cuidadoso revisor? Como sou no jornalismo?

    Sinto com o dever cumprido todos os dias, me faço, mostro, me coloco, em tudo com a mesma determinação hoje, há 10 anos, há 20 anos…

    Causas, as tenho, as defendo até o último segundo. Quebrei a cara em incontáveisvezes, me frustrei, fiz opções, mudei caminhos e escolhas sem nunca me arrepender.

    Jornalista investigativo, hoje jornalista ativista, as causas ficaram maiores, elas me dão orgulho, me exigem, me oferecem riscos materiais, psicológicos e físicos.

    Jamais render-se, apequenar-se, acovardar-se. A história de um homem é a história de uma vida que fica na memória.

    Poucos são lembrados por coisas e obras materiais, elas precisam ser marcas grandiosas, a maioria dos homens deixa marcas de comportamentos, lutas, escrevem seu nome na história pela simples postura.

    Não se trata de uma história que alcance a notoriedade, a história que de repente apenas seja e sirva de exemplo para um filho, a família.

    Se alcançar a notoriedade em uma cidade, estado, país. Não é essencial ter essa pretensão, não carece dessa grandiosidade para ser feliz e fazer pessoas felizes, de bem e para o bem.

    O fato é que precisamos ter sim os pés no chão e a cabeça no céu, erguida sempre, na busca maior, que se possa fazer das conquistas o instrumento a viabilizar o exemplo de como é possível escrever o nome na história à base de uma revolução silenciosa.

    O jornalismo faz revolução pluralista, abre horizontes para a comunidade quando há comprometimento.

    Nada ameaça o jornalismo comprometido com as liberdades e isso ocorre em Marília com ênfase principalmente nos últimos anos. Mais responsabilidade e confiança nesses 80 anos de Diário-Correio.

    O jornalismo do Diário-Correio é ainda mais revolucionário nessa atual fase porque hoje damos a mesma linha editorial e há integração com as rádios Dirceu AM e Diário FM.

    O que sempre foi feito de forma isolada entre os veículos de comunicação, hoje mudou, é essa nova marca histórica para minha carreira, o jornalismo, a cidade, no pluralismo que põe em xeque tudo que havia sido feito e desenvolvido e ao mesmo tempo estabelece parâmetros que miram única e exclusivamente um tripé:verdade, liberdade e justiça.

    80 anos de história, 80 anos de jornal na vida de uma cidade, 80 anos de várias fases, as vivi intensamente os últimos 30 anos.

    Se arrependimento matasse, viveria a eternidade, não me arrependo de nada, porque nunca deixo de fazer aquilo que acredito, pois só assim cresci, só assim tive perdas e danos que as me levaram e levam aos meus objetivos.

    Faria tudo outra vez sem nada modificar.

    rn