• 30 nov 2008 /  Fique Ligado

    Falta água essencial nas torneiras e no chuveiro do humilde contribuinte ou no abastecimento do comércio, entra ano sai ano e as promessas são sempre as mesmas de solução, assim como as tarifas não param de aumentar sem parâmetros de lógica.

    O contribuinte de Marília pagou quase 850% a mais pela tarifa de água e esgoto nos últimos 12 anos contra inflação que não chegou a 150% em igual período.

    Na periferia família com renda média de R$ 500,00 não paga menos de R$ 40,00 de tarifa, sem contar que bairros como Esplanada, Planalto (Zona Sul) ou Renata e Primavera (Norte); onde toda semana tem desabastecimento, tarifas chegam a R$ 85,00 ou R$ 90,00.

    No grupo político de múltiplas faces que ajudou a reeleger Mário Bulgareli todos querem administrar o Daem seja para conduzir suas operações ou mesmo para eventual decisão no processo de privatização.

    Orçamento deficitário, uma máquina de vantagens, entre os lícitos 64 cargos em comissão com salários de R$ 2.000,00 a R$ 5.400,00.

    A conta simples então seria cobrar inadimplentes respeitando-se os parâmetros sociais necessários, cortar os desperdícios que são visíveis e aplicar com eficiência a receita de tarifas tão caras.

    O que está faltando, no entanto, é vontade e interesse e a decisão vai ficar nas mãos de Mário Bulgareli que de uma forma ou outra será responsabilizado pelo desfecho desse interesse público milionário.

    Ninguém vai tirar seu poder constitucional de decidir. E não há nenhum cheque em branco ou carta de alforria para agir livre e desimpedido atrás de portas de gabinetes com meia dúzia de interessados em negócios.

    Como essa administração que se acaba está utilizando os mesmos métodos, jeitos e conceitos de Abelardo Camarinha de quem todos dizem terem se livrado, o que se espera é que Mário Bulgareli abra as caixas pretas de tantos e tantos desmandos e acima de tudo mude a forma de administração no futuro governo de 2009 a 2012.

    Tem sido o lado maravilhoso de administrar quase um bilhão e quatrocentos milhões durante quatro anos, enquanto legalidade do estado de direito e democrático obriga transparência e eficiência.

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  • 30 nov 2008 /  Fique Ligado

    Vender à iniciativa privada por concessão de exploração de serviços ou outro mecanismo ou estatizar passando os serviços operados pela Sabesp é apenas a comprovação do desastre administrativo que tomou conta do Daem nos últimos 20 anos.

    Tudo um misto de incompetência e inoperância dos gestores e mandatários políticos e evidências de desvios administrativos.

    O Daem tem patrimônio em equipamentos, estrutura e orçamento. No entanto, virou oásis de mamatas, desperdícios e ineficiência na prestação dos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto.

    Todos os responsáveis pelos governos diretos e indiretos estão ligados à administração. Pela ordem decrescente: Mário Bulgareli (esse vai ter ainda mais quatro anos); Abelardo Camarinha, Salomão Aukar, Domingos Alcalde e Theobaldo de Oliveira Lyrio.

    Na administração do Daem,outra maravilha, estão lá todos os que lá já estiveram: Domingos Alcalde, João Garcia, Jefferson Domingues, João Carlos Polegato e até há pouco mandando e desmando Luiz Eduardo Nardi, o grande mentor da área em pelo menos 16 anos dos últimos 30 anos desse povo todo que se alternou no poder público Executivo de Marília.

    Bem, se exceto Salomão Aukar que não tem nenhum cargo público hoje, todos estão pendurados em algum cargo e são eles os responsáveis por esse caos no desabastecimento de água e na inexistência de tratamento dos efluentes de esgoto.

    Naufragaram todas as gestões, o Daem está hoje endividado, incapaz de fazer investimentos, com máquina onerosa e ineficiente, mas não deixou de ser cabide de emprego.

    A realidade é que por trás dessa pretensa venda ou concessão do Daem a terceiros existem alguns fatores estranhos, lamentáveis e, pior, escusos.

    O alívio pelo menos foi o recuo do prefeito Mário Bulgareli ao retirar da Câmara seu projeto de lei que deveria alterar parágrafo da Lei Orgânica do Município para possibilitar concessão do Daem para empresas privadas assumirem o sistema.

    Foram os funcionários da autarquia que gritaram contra – claro com alguns líderes infiltrados pela guerra de interesses entre facções políticas dentro da administração e politicalha.

    O mérito da conquista vem das bases, é sempre assim quando os interesses coletivos estão em jogo, os mais fracos são os que lutam.

    Vender o Daem é negócio milionário, não se pode afirmar bem o valor, mas especula-se em pelo menos R$ 300 milhões, ou cinco vezes o orçamento anual que em 2009 deve ultrapassar os R$ 60 milhões.

    Negócio milionário em concorrência ou pregão aguça investidores, que vão fazer o edital, as regras, quem vai vender os projetos e obviamente quem vai levar as vantagens dessa engenharia de interesses.

    Não pode negócio desse tamanho ser decidido a toque de caixa, como foi por decisão final de Mário Bulgareli e cuja maior influência tem sido de Domingos Alcalde e sua turma.

    Só foi esquecido combinar com a sociedade, os interesses coletivos e obviamente nós que vamos à luta em defesa primeiro da transparência e depois de evitar que se jogue fora o patrimônio público de qualquer jeito e com vantagem de meia dúzia.

    Marília tem diversas caixas pretas a serem abertas e o Daem é uma delas. Obras superfaturadas, dívidas sem cobranças, cabide de empregos, recursos desperdiçados são alguns dos problemas de anos.

    Na briguinha eleitoral Mário Bulgareli rompeu com o grupo político de Abelardo Camarinha e colocou no Daem o arqui-rival Domingos Alcalde.

    Este mandou todo mundo embora que lia na cartilha de Abelardo e do até agora vice-prefeito Luiz Eduardo Nardi que lá tudo decidia.

    O problema todo agora é que o grupo do PT quer o Daem de qualquer jeito, assim como Alcalde e toda sua patota. Vivem a hora de cobrar a fatura de acordos políticos, leia-se administrar orçamentos.

    De repente esse negócio da China chamado Daem seria resolvido numa única tacada, milionária, mas que pode deixar à cidade uma herança maldita sem precedentes históricos.

    Não que a iniciativa privada não pudesse melhor gerir o Daem, pelo contrário embora se saiba que o custo sempre é maior.

    Melhor em última análise talvez que a Sabesp passe a operar o sistema, empresa que se modernizou, é modelo de gestão estatal e já administra 70% do setor no Estado.

    Tudo isso é alternativa, possível, desde que os procedimentos e as discussões envolvam o essencial interesse público e coletivo de forma transparente, o que infeliz e propositalmente não ocorreu até agora.

    E antes desse processo ou talvez durante, é preciso auditar tudo que foi administrado e executado no Daem em todo tempo.

    Ninguém vai propor caçar bruxas, demonizar esse ou aquele, apontar bodes expiatórios.

    Agora ninguém pode enterrar o passado, esquecer tudo de errado, colocar a sujeira debaixo do tapete, proteger má gestão ou malfeitores.

    É preciso mostrar documentos como os que desperdiçaram milhões em obras inacabadas ou superfaturadas como o Córrego do Norte, por exemplo.

    É preciso identificar devedores como a Prefeitura que deve R$ 15 milhões porque não paga a tarifa há décadas.

    A própria Prefeitura comprou há três meses o Parque Aquático Tangará por dois milhões e duzentos mil reais e os donos dessa estrutura falida não só ganharam na loteria no negócio mas deixaram para trás dívida de R$ 1,8 milhão.

    Ah, bom. Então estão recebendo mensalmente pela compra e a dívida ficou para nós contribuintes? É isso.

    O próprio Mário Bulgareli disse na semana que gente rica não estaria pagando a conta da água. Ora, deveria ligar para Alcalde e mandar executar esses contribuintes, além de cortar o fornecimento, depois é claro de serem chamados para eventual acordo.

    Infelizmente os gestores públicos agem sem responsabilidade e contam com a legislação capenga, a falta de infra-estrutura dos órgãos de fiscalização, a debilidade da Justiça lenta e a sociedade desmobilizada.

    Conjugação de fatores contribui para adoção de medidas intempestivas como a possibilidade de venda do Daem para a iniciativa privada sem nenhuma discussão ou na hipótese menos terrível entrega do sistema para a estatal Sabesp.

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  • 23 nov 2008 /  Fique Ligado

    Fome de leão

    A alegre e rica Viúva municipal tem orçamento superior a R$ 420 milhões, 472 cargos em comissão para contemplar a patuléia e lógico todo mundo está atrás de quinhão. Natural não fosse a voracidade do PTque está como leão de boca aberta atrás de arrebatar naco maior e suculento. Se voracidade valer vai engolir até quem esperava estar como caçador e não como caça.

    Eu tenho tudo

    Pelos poderes do mano! É isso mesmo. No entanto, a votação do PT em Marília nessa eleição foi uma das piores da história, de pífios 6.413 votos e nem vereador elegeu. Fez o vice, Ticiano Tófoli, na esteira do irmão José Antônio, Advogado Geral da União, ministro e advogado de Lula e, claro, defensor também de Abelardo Camarinha. Coisas profissionais….

    É só festa

    Quem pensa que a partilha vai gerar tanta dor de cabeça, está enganado. Marília é considerada fora do normal em cargos de comissão. Supera os 500 e o prefeito Mário Bulgareli (PDT) não vai ter tantos problemas como dono maior dessa festa para indicação de cargos, secretarias e autarquias a partir de 2009. O negócio é ajeitar os mais famintos e os cargos de orçamentos suculentos…

    Muita conversa

    Quem pensa que o problema de Mário Bulgareli é a oposição, está enganado. O caldeirão ferve dentro de casa. Afinal, se para ganhar a eleição era tudo possível e montou-se um Frankenstein, para governar não terá como fugir. O PT quer tudo, mas PDT de Eduardo Nascimento, PCdoB de Sidney Gobetti e oportunistas menores e coadjuvantes estão como moscas no… açucareiro…

    A maldição

    Mário Bulgareli governa até hoje como o restolho da herança maldita de Abelardo Camarinha e sua escola. Livrou-se de alguns figurões três meses antes da eleição. Ninguém aposta contra mas também não põe a mão no fogo. Não falta gente querendo voltar, afinal rei morto, rei posto. Quando as nomeações vierem, estará definido qual será a cara do governo Bulgareli (???)

    Pé de guerra

    O ex-prefeito Domingos Alcalde fez de tudo para abocanhar a direção do Daem e foi contemplado na negociação da politicalha antes da eleição. Agora, o PT não quer nem saber e exige a autarquia para Ticiano Tófoli no ano que vem. É uma briga grande e alguém vai cair no poço. Todo mundo sabe como resolver o problema do abastecimento, por isso brigam tanto!!!

    rnCaneta autônoma

    O departamento de água é a autarquia mais rica da administração, terá orçamento de aproximadamente R$ 40 milhões e tem autonomia do gabinete do prefeito para tomar decisões, manipular verbas e contratos e nomear cargos em comissão. São mais de 60 cargos de salários entre R$ 1 mil e R$ 4 mil. Como diz Silvio Santos: é bom ou não é.

    Mais cargos

    Os petistas têm cobrado a indicação de cerca de uma centena de cargos de confiança na próxima administração em pontos estratégicos, espalhados em todas as secretarias, principalmente nas pastas de Obras e Serviços Públicos que tem orçamentos milionários e grande número de servidores. Certo? E quem vai ser mandado embora e quantos cargos querem PDT, PTB, PCdoB e outros tantos?

    Terá coalizão?

    Mário Bulgareli tem que agradecer as eleição para muita gente, cada qual com seu peso e sua importância como teoricamente manda o equilíbrio de força para um eventual governo de coalizão. A dúvida é simples. Bulgareli vai conseguir a coalizão, vai ceder ao grupo abelardiano que está pelas trevas, vai ter espaço na mídia ou vai ficar agora nas mãos da voracidade de quem quer cargos sabe-se lá com quais compromissos?

    Faltaram votos

    Quantos votos cada um teve, tem ou terá? É conta que político faz de acordo com seu interesse, quase sempre dentro da lógica, vantagem pessoal e de grupo. Petistas pressionam Bulgareli tendo o pior desempenho de todos os tempos nas urnas com pífios 6.413 votos – já chegou a ter mais de 30.000 na eleição de 2000 – e pela primeira vez na história ficando sem representação no Legislativo.

    Igual nuvem

    Na política partidária de Marília, a eleição municipal mudou a postura de quase todo mundo e evidenciou o oportunismo. Quem era situação virou oposição e a oposição virou situação. De qualquer forma hoje o grupo abelardiano acabou e vai ser sepultado em 2010. Vai sobrar para Mário Bulgareli mostrar em 2009 qual a sua coalizão para fugir das influências maléficas de Camarinha.

    rnNa oposição

    O que a eleição municipal definiu em Marília é que a oposição tem eixo e cor e responde por PSDB, DEM e PV. Os partidos estão se reorganizando, vão formular propostas de inserção cada vez mais efetivas na comunidade e participar ativamente da fiscalização das causas e coisas públicas. Como partidos fortes e de influência vão fazer propostas para inclusão e participação decisivas nas políticas públicas.

    Projeto 2010

    Se de um lado Mário Bulgareli e o PT se preparam para governar e definir como vão marchar em 2010 nas eleições presidencial, de governador, senadores e deputados federais e estaduais, o mesmo ocorre com PSDB, DEM e PV. Até porque o eixo de 2010 será a disputa PSDB x PT e o quadro de articulações no ano que vem vai pesar muito na reorganização dos partidos.

    Lugar ao sol

    O PCdoB definitivamente parece ter cansado de ser oposição e busca um lugar ao sol e um naco de poder. Sidney Gobetti não esconde que quer ser presidente da Câmara no próximo ano e quer espaço no futuro governo, barco que aderiu há quatro meses de olho nas eleições municipais. Durante quatro anos Gobetti foi oposição ferrenha ao governo Bulgareli e se aliou a ele na véspera da eleição.

    Espaço próprio

    PCdoB quer a criação da Secretaria Municipal da Juventude, que será controlada pelos comunistas. Para assumir a pasta deve indicar a líder da UJS (União da Juventude Socialista) Alessandra Costa, a Keka, que chegou a lançar seu nome para vereadora e desistiu. Ou seja, pelo jeito, a folha de apaniguados vai crescer ainda mais. Afinal comunista também tem direitos….

    E a parentada?

    O STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou em agosto o texto da súmula vinculante (entendimento sobre o tema) que proíbe o nepotismo no serviço público nos três poderes: Judiciário, Legislativo e Executivo. A parentada vai ter que se contentar com os bastidores e isso tem tirado o sono principalmente de alguns petistas que sonhavam terem a caneta em mãos e não terem papel de coadjuvantes.

    rnDe olho vivo

    A ordem contra o nepotismo estabelece o fim do conceito que trata do nepotismo cruzado – quando autoridades contratam parentes de outras autoridades para driblar a relação direta de parentesco – e que envolve diretamente os parentes de autoridades e pessoas que ocupam cargos de chefia ou confiança. A ordem vale para familiares até 3º grau. Portanto, quando as nomeações saírem, todo mundo vai ficar de olho vivo.

    Calada da noite

    Vereadores de Marília aproveitam até o último instante, o apagar das luzes, o fim de feira para que possam melhorar sua própria vida agora que a eleição já se foi. Aprovaram na calada da noite da segunda-feira, dia 17, o próprio aumento salarial que ultrapassa 29% e começa a valer já em janeiro de 2009.

    O benefício se estende aos holerites do prefeito e vice-prefeito e secretários de governo.

    Bolsos cheios

    O prefeito Mário Bulgareli (PDT) passará a ter vencimento no valor de R$ 11.137,00, o que representa um reajuste líquido de aproximadamente de R$ 2,5 mil por mês ou o equivalente a mais de 26 salários mínimos. No caso de vereadores e secretários de governo, o salário passa a ser de R$ 5.572,00 – um aumento superior a R$ 1,2 mil – que eleva os vencimentos ao equivalente a 13,5 salários mínimos mensais.

    Muita pressa

    A justificativa para o reajuste apresentado no projeto de lei que chegou ao plenário de última hora é a responsabilidade do cargo exercido sem grandes detalhes: “Conforme se verifica são valores condizentes com a importância dos cargos e com o tamanho e dinamismo de nossa cidade”, escrevem os autores do projeto, entre eles três vereadores reeleitos. É muita cara de pau…

    Quase 8 milhões

    Os gastos com a folha salarial dos vereadores passam dos atuais cerca de R$ 1,5 milhão para mais de R$ 2,2 milhões em 2009. Pelo orçamento do próximo ano, os vereadores de Marília vão custar aos cofres públicos a bagatela deR$ 7,6 milhões. Afinal, além de salários, têm assessores, diárias para viagens, correspondências e outras tantas regalias próprias da farra legislativa.

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  • 16 nov 2008 /  Fique Ligado

    A globalização funciona mundo afora quando o interesse é econômico e financista. Os governos de todos lugares, modelos, conceitos e sistemas agem idênticos nessa malfadada nova crise de mercados e tanto aqui como acolá o cidadão comum vai pagar a conta, raras as exceções e jeitos.

    Do capitalismo selvagem norte americano ao comunismo capitalista chinês bilhões de dólares injetados para cobrir rombos de bolsas de valores, empresas ineficientes e banqueiros vorazes, todos de mega-especuladores.

    Escrevo para você leitor dessa coluna, trabalhador, profissional liberal, comerciante, cidadão comum de bem e que esteja em dificuldade financeira, devendo impostos, fornecedores, na quitanda do bairro, a mensalidade da escola do filho, pendurado em algum cheque especial ou mesmo no cartão de crédito.

    Fico a imaginar que nós precisamos ser mais espertos na exigência de eventuais direitos como são os ricos, bilionários, especuladores ou gente desse naipe de importância sócio-econômica.

    Veja primeiro você cidadão mais simples em posses financeiras e materiais, que possa estar com sua casa hipotecada, devendo IPTU e outros tantos impostos e taxas, assim como a tarifa de água e esgoto.

    Você que deve tudo isso e ainda está sem dinheiro para honrar a prestação de alguma dessas lojas de magazines, do carro financiado, e outros compromissos em atraso.

    Ou seja, você que ao estar quase insolvente, vivendo apenas de bancar alimentação da família e algum item de saúde, tem então endividamento de R$ 50 mil.

    Se os governos estão de burras cheias, não deixam quebrarem bancos e grandes empresas, não pode também deixar que o cidadão comum vá para a rua da amargura, pois é trabalhador, cumpre com seus deveres, só passa por maus bocados por conta da dificuldade e incompatibilidade entre o que ganha e o que precisaria para sustentar sua família.

    É preciso socorrer esse cidadão comum, que teria direitos, anistias e financiamentos dos governos municipais, assim como financiamentos do Estado e da União.

    Assim deveria ser tratado você que tem seu comércio, mesmo o pequeno como a quitanda ou o barzinho de vila, ou você médio de loja de calçados ou confecções na rua São Luiz ou Coronel Galdino de Almeida; assim como o profissional liberal como advogado ou jornalista (ufa, que legal) poderíamos todos ser socorridos pelos cofres das viúvas públicas e tão prostituídas.

    Nada disso, os governos trabalham no macro, o micro cidadão aqui em baixo vai continuar correndo nas financeiras, bancos, que cobram esses juros extorsivos, que na realidade significam uma ladroagem aos nossos já achados ganhos salariais e de rendas.

    E economia do mundo está recebendo bilhões para salvar a ciranda financeira de especuladores e a conta em todo lugar vai ser paga pela sociedade civil com a atual carga tributária ou mesmo com novos e múltiplos impostos.

    No Brasil a situação é bem pior. Aqui estamos arcando com a maior carga tributária do mundo, a maior taxa de juros do mundo e isso há décadas e décadas.

    Toda essa dinheirama flui nos cofres de Marília, São Paulo, todos estados e a Federação, maior parte sem produzir riquezas para o contribuinte, pois não é nem preciso dizer da corrupção e da ineficiência de investimentos em áreas essenciais como saúde e educação.

    Os padrões econômicos e modelos de funcionamento estão exauridos e infelizmente os governos estão consumidos por essa entidade abstrata chamada de mercado que consome e some com todas as riquezas e produtividade do homem em todas as partes do mundo, assim como reproduz desenfreada destruição do meio ambiente.

    O que esperar?

    Revolução silenciosa?

    Quem sabe se todo cidadão pedisse falência e fosse bater na porta dos governos. Anarquia? Pode ser.

    No entanto é preciso que seja revisto sistemas e conceitos ou o homem tão evoluído tecnologicamente corre o risco de ser engolido pelo mar de pobreza e destruído pelo desaparecimento da natureza.

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  • 09 nov 2008 /  Fique Ligado

    Abra-te Sésamo

    O reitor da Unimar, Márcio Mesquita Serva, costuma dizer o que tem que ser dito e que sistematicamente a hipocrisia impede. Semana que passou cobrou com toda razão mais clareza na manipulação dos recursos da saúde pública. A Prefeitura de Marília deveria aproveitar o episódio da venda do Hospital São Francisco para abrir a caixa-preta da saúde pública. É preciso democratizar gestão e informações.

    Mão na cumbuca

    Márcio Mesquita Serva sabe onde mexer e tascou a lenha: a saúde é gerida por uma verdadeira máfia, que manipula os recursos do SUS para beneficiar apenas entidades ligadas à administração municipal e seus mandatários. Defende ação enérgica do Ministério Público e da Procuradoria da República. Nada mais justo, até porque ninguém quer discutir o assunto sem pressão.

    Contas abertas

    Esse jornal e rádios vão fazer levantamento do funcionamento e financiamento da saúde pública durante a semana. Afinal, até onde vai ou não existe qualquer controle ou relatório sobre gastos, atendimentos ou procedimentos executados por hospitais que recebem verba do SUS. Até onde se confundem ou fundem-se serviços públicos, privados e filantropia? As contas precisam ser identificadas.

    Dedo na ferida

    O jornal e as rádios saíram na frente de novo essa semana e colocaram em debate a eventual venda do Hospital São Francisco de Assis. Esse é o papel da mídia pluralista e obviamente a repercussão aconteceu porque agregamos a postura sempre firme do reitor Márcio Mesquita Serva. Resta esperar que dirigentes e gestores da saúde pública se posicionem no debate ou pelo menos se expliquem.

    Média e oba-oba

    O modelo de gestão partidária, negligente, omissa ou de média e oba-oba não funciona mais. Está exaurido. É preciso gestão transparente, ética e não discurso de ONG, políticos ou de quem quer que seja, sem mexer exatamente no ponto central, que é democratizar negócios, causas e serviços públicos a partir de eficiência. Na área da saúde, mais essencial ainda.

    Cabide de emprego

    Mário Bulgarelipode ser obrigado a demitir 179 cargos de confiança indicados politicamente sem concurso desde o início de sua administração, considerados ilegais pelo Ministério Público. O processo tramita no Tribunal de Justiça, de autoria do procurador geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, que propôs Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a prefeitura.

    Sem concurso?

    A Adinindica que os cargos em comissão indicados politicamente estão relacionados a funções estritamente técnicas e por causa disso deveriam ser preenchidos por funcionários efetivos aprovados em concurso público. Na maioria, atinge cargos de coordenadoria que possuem funcionários indicados que não preenchem nem requisitos básicos como ter ensino fundamental completo.

    Que maravilha!

    A maioria dos cargos é de coordenadoria técnica e está lotado com salários de aproximadamente R$ 3 mil mensais. A Secretaria de Saúde tem maior número com 42 indicados sem concurso; o gabinete do prefeito com 16 cabides de emprego. Algumas aberrações: a Secretaria de Esportes que tem 14 cargos sob a tutela de coordenadores, quase o mesmo número de funcionários concursados.

    Verdadeira festa

    Outro cabide é a Secretaria de Bem Estar Social, com 17 comissionados. Outras pastas com cargos indicados superior a uma dezena são as secretarias de Administração com 15 comissionados, Planejamento com 12, Educação com 12 e Cultura com onze. A Procuradoria do Município também aparece na lista de cabide de empregos com 12 cargos ilegais.

    75% em cinco anos

    Levantamento feito pelo Tribunal de Contas do Estado aponta que a prefeitura tinha 198 cargos comissionados em seu quadro de servidores em 1999, entre 3.664 funcionários efetivos, ou seja, que prestaram e foram aprovados em concurso público.

    Em 2003, este número saltou para 277 cargos em comissão e a quantidade de servidores chegou a 4.485 efetivos.

    Bateu recorde

    Em 2004 houve pequena queda no número de cargos em comissão – caindo para 259 entre 4.811 servidores. Mas último relatório solicitado pelo Ministério Público há quase dois anos mostrou que haviam 347 cargos comissionados na prefeitura, número recorde da administração municipal.Desse total, 339 estão providos e oito ainda estavam vagos.

    Outro problema

    Na sexta-feira, motoristas e cobradores da Empresa Circular fizeram paralisação de protesto contra os salários de fome que recebem. Têm toda razão e direito. O transporte coletivo de Marília está uma lástima e caro. Essa é outra caixa preta a ser aberta, desvendar esse negócio e compadrio entre empresa e administração municipal que só prejudica usuários e trabalhadores.

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  • 09 nov 2008 /  Fique Ligado

    Ao invés de melzinho na chupeta Marília tem que virar a capital nacional da pimenta nos olhos de gente que vira e mexe está a dilapidar o patrimônio público com tantos crimes do colarinho branco.

    Parece infindável a escalada de escândalos, não tem uma semana sequer sem manchete de criminalidade as mais diversas.

    O lado promissor: na mesma proporção assistimos, lemos e ouvimos noticiário que aos poucos vai pondo fim no outrora exagerado sentimento de impunidade que reinava em alguns segmentos.

    Em cinco anos foram desmantelados castelos e reinados da politicalha, do crime organizado, da bandalheira e desmandos.

    O Ministério Público Estadual e a Procuradoria Geral da República aliados e contando com a essencial atuação da Polícia Federal avançaram para desbancar essa impunidade e os resultados são promissores.

    A Justiça Federal tem sido mais ágil e eficiente em Marília e nos tribunais e esse desempenho espera-se possa chegar à Justiça Estadual para que o cidadão confie no resultado final.

    Por enquanto não há caras, provas e digitais para identificar e responsabilizar na administração pública municipal de Marília em alguma negociação fraudulenta em licitação na área da saúde pública, mas o certo é que a cidade virou manchete de novo essa semana.

    As centenas e centenas de investigações, processos, ações cíveis e administrativas que se multiplicaram principalmente nos últimos 12 anos em Marília dão bem conta de como os cofres públicos, negócios, serviços e obras foram tratados nas mãos de gatunos.

    A facilidade de burlar e fraudar licitações envolvendo dinheiro público na cidade é ironizada pelos acusados em uma das ligações telefônicas flagradas pela Polícia Civil e Procuradoria Geral do Estado durante as investigações da Operação Parasitas.

    O lobista Renato Pereira Junior e o empresário Marcos Agostinho Paioli Cardoso, presos na operação como representantes de empresa envolvida no esquema, falam sobre a cidade e ridicularizam a situação e casos de corrupção.

    “E vamos atacar Marília aí que Marília é melzinho na chupeta, viu tio?”, ironiza Junior, sobre a facilidade em manipular pregões. “É mesmo.”, responde Paioli.

    O grampo mostra que a quadrilha tinha fácil acesso a informações do pregão antes mesmo de iniciar a licitação. Num dos trechos do grampo telefônico, Junior afirma que mandou aumentar o valor do negócio de R$ 1,1 milhão para mais de R$ 1,3 milhão.

    A Prefeitura em notas oficiais vazias, desconexas, tergiversa sobre o assunto, embora negue qualquer negócio com os denunciados.

    De novo a administração de Mário Bulgareli que está reeleita para mais quatro anos de governo mostra debilidade de posturas herdada do antecessor e criador Abelardo Camarinha.

    Tergiversar corrói atitudes, posturas e ignora a possibilidade de adotar transparência tão essencial na cidade.

    Azar da população, mas ruim também para quem tem mandato de confiança renovado prometendo que seria diferente e, no entanto, acaba apenas ficando no discurso.

    Enquanto isso, depois do Estadão dar a notícia, logo no início da semana, foi a vez de uma das colunas mais lidas do país publicada na revista Época, da editora Globo, trazer a frase do lobista preso Renato Pereira Junior que foi flagrado em escutas telefônicas.

    A coluna Primeiro Plano, Dois Pontos está na página 35 da edição da Época desta semana tem seis notas destacadas.

    O lobista está preso desde sexta-feira, junto com outro empresário acusado de fraudar pregões eletrônicos em municípios do interior, incluindo Marília, na venda de produtos e insumos hospitalares.

    Segundo as investigações, a quadrilha pode ter fraudado licitação no valor de R$ 1,3 milhão para compra de insumos hospitalares. Em julho deste ano, pelo menos seis pregões eletrônicos para compra de soluções injetáveis, frascos e outros produtos foram realizados pela Prefeitura de Marília.

    O jornal Diário não apenas nessa coluna, mas no conjunto de sua linha editorial, assim como as rádios Dirceu AM e Diário FM especialmente no horário das 11h30,no Resgate da Cidadania, vão continuar defendendo a limpeza de negócios e instituições.

    Não incomodam as manchetes policiais e de escândalos. Devemos crer e confiar que finalmente a sujeira não vai mais para debaixo do tapete, que a lei da vantagem dos criminosos do colarinho branco não continuará sinônimo de impunidade.

    Aqui vai ser pimenta para arder olhos de quem se acha acima de tudo, todos e da lei. Esse é o estado democrático e de direito.

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  • 02 nov 2008 /  Fique Ligado

    Dinheiro garantido

    O orçamento de 2009 prevê receita de aproximadamente R$ 44 milhões no item Transferência de Instituições Privadas – Famar, que também não constou da peça de 2008. O dinheiro deve ser destinado ao complexo Famema, que compreende as faculdades de Medicina e Enfermagem e seus hospitais. A Fumes aparece no orçamento da prefeitura como órgão da administração indireta, junto com Daem, Emdurb e Codemar.

    De cofre a outro

    O dinheiro da Fumes que agora tem também outras instituições, chamada Famar, é repasse do Governo do Estado, parte do SUS e da estadualização para administrar faculdades e hospitais. O certo é que há um esquema de compadre entre Prefeitura e Fumes e ninguém sabe ao certo quem tem qual responsabilidade. Uma caixa preta que deveria passar por debate amplo. É preciso fiscalizar essa relação e fixar responsabilidades.

    Sem controle

    A questão do complexo Famema é rolo puro. Está estadualizada, recebe recursos do município, foi construído com recursos da Prefeitura e tem imóveis, equipamentos, móveis e utensílios entre outros do Município, assim como do Estado e até da União. Presta sim serviços à cidade, assim como médicos particulares usam a estrutura que é pública.Ou seja, é preciso definir melhor quem tem qual responsabilidade e obrigação.

    Outro problema

    Dentro do complexo Fumes tem também o Hospital Materno-Infantil, estadualizado, mas que tem uma conta de quase R$ 30 milhões para estourar, fruto da desapropriação do prédio em 1987. 21 anos depois essa bomba pode explodir e o que os prefeitos fizeram até agora foi empurrar o problema com a barriga e o saco. Vai sobrar na cacunda do contribuinte, fruto da inconseqüência que é administração pública em alguns quesitos.

    Nova confusão

    Quer exemplo factual de descontrole? O Hospital São Francisco, administrado pela Congregação das Irmãs Alcantarinas, que investiu recursos na construção e implantação, assim como a comunidade, a Prefeitura, o Estado, a União, com dinheiro, equipamentos e serviços públicos e privados. Muito bem. Agora a Congregação quer vender o hospital. Mas qual parte e o que é público? Como vai ser feita essa divisão e quem vai fiscalizar? Esse é o assunto da próxima semana nas rádios e jornal.

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  • 02 nov 2008 /  Fique Ligado

    Filme de terror era anunciado com frase “pague para entrar, reze para sair”.No caso do contribuinte mariliense não tem salvação: paga para entrar, paga para ficar e a conta seja ela qual for vai para seu bolso em forma de aumento de tudo quanto imposto. Vai ser assim em 2009.

    Não me canso de fazer alertas, campanhas, combater, alertar para a famigerada roubalheira embutida na cobrança dos impostos municipais de Marília.

    Na campanha política o eleitor pode ser ludibriado por qualquer um e tudo vale, teve propaganda de todo tipo.

    Promessas de impostos que poderiam caber nos bolsos e contas dos contribuintes e até redução da carga tributária.

    Eleitor será enganado mais uma vez.

    Nem terminou esse mandato, foram quatro anos que passei todo tempo combatendo a roubalheira principalmente no IPTU, ISS e em tantas e tantas taxas e sobretaxas contra serviços, comércio, reformas, terrenos, fora a delinqüente indústria da multa que ora ataca o trânsito, ora reformas de construção civil.

    Por dever de cidadania e de profissão vou fazer minha discreta parte nesse processo assim como o Diário que já colocou em debate o orçamento municipal de 2009 e o foco essencial que deve ser o contribuinte sempre castigado pelo fisco.

    O munícipe sabe que está orquestrada nova machadada na sua renda mensal e só não dá para ter parâmetro seguro do tamanho do novo golpe em suas finanças físicas ou jurídicas.

    Onde está a certeza que vamos pagar as contas públicas com impostos maiores? Na peça orçamentária da Prefeitura que está para ser votada na Câmara até 31 de dezembro e pode apostar será no apagar das luzes, na calada da noite, na negociata de bastidores.

    Agora que está todo mundo no mesmo barco, vai ser fábula para quem quer naco do bolo e quem tem a faca e o bolão nas mãos, ou seja, a turma de Mário Bulgareli e seu Frankenstein político-partidário-administrativo, com todo tipo de gente, que dispensa apresentação.

    A nova facada na cacunda do contribuinte pode representar aumento de até 20%, índice que estimamos estar enrustido no crescimento da previsão de arrecadar que a Prefeitura está fazendo.

    Não o contribuinte dono de patrimônio imobiliário vai ser surrado, aumento da carga tributária deve ser sentido também pelo mercado em impostos como ISS (Imposto Sobre Serviços) e na criação de novas taxas e pequenas cobranças.

    Aos poucos o munícipe vai sentindo no próprio bolso o quanto o IPTU que em 2006 perdeu as taxas indevidas e abusivas vai tendo de volta aumentos.

    Foi assim agora em 2008 porque na calada da noite de 2007, os vereadores que aí estão votaram a pedido de Mário Bulgareli aumento médio de 32% a 35%.

    Pagamos a conta. Agora no caso do IPTU o assalto ao bolso do contribuinte deve render à prefeitura cerca de R$ 21,7 milhões em 2009.

    Este ano a arrecadação prevista era de R$ 15,5 milhões, mas ainda deve crescer até dezembro.

    A Prefeitura nega que vá aumentar o IPTU. Você acredita? Diz que o aumento na arrecadação deve ser por conta da ocupação de terrenos pela construção de imóveis.

    Nesse quesito tem outra maracutaia entre Prefeitura e parte do mercado em relação à ocupação do solo, principalmente agora com essa febre indiscriminada de lançamentos de loteamentos e condomínios, mas esse é assunto longo e para análise completa e complexa.

    O que interessa nesse momento é o contribuinte ficar atento porque reeleito, o prefeito e seu grupo podem pensar terem em mãos um cheque em branco, que será efetivamente se você ficar de braços cruzados e bico calado.

    Se assim for nem reclame, só prepare o bolso e a conta bancária. Esse não foi, não é, e nem será meu caso e da linha editorial do jornal Diário e das rádios Dirceu AM e Diário FM.

    Como cidadão e contribuinte, torço para que Mário Bulgareli não faça nenhuma burrada de meter a mão no nosso bolso e que possa cumprir com seu programa de governo. Embora a parcial aprovação de seu plano e de seu governo não vai tapar os nossos olhos.

    Outra questão que deve ficar no consciente do contribuinte pessoa física e jurídica é em relação à criação da taxa de prevenção e extinção de incêndio que deve gerar aos cofres do município cerca de R$ 2 milhões no próximo ano.

    Há possibilidade de voltar à Câmara o projeto sem a devida discussão da sociedade como sempre, enfiando goela abaixo outro carnê, pois a idéia é tirar o tributo embutido no carnê do IPTU e dar autonomia ao Corpo de Bombeiros com um fundo específico.

    Ninguém agüenta pagar mais nada, não está dando nem para bancar o que já está cobrado.

    Por exemplo, aquela aberração, aquele roubo que não se decide e desde 1997 criado por Abelardo Camarinha e Mário Bulgareli, do item chamado emolumentos no IPTU que você paga R$ 39,50. Pode?

    Emolumentos nada mais é que a confecção do carnê que é patrocinado pelo Santander.

    O orçamento 2009 também deve ser mais rigoroso com contribuintes irregulares e em atraso. A previsão é um crescimento de 20% na arrecadação com aplicação de multas por autos de infração em geral.

    Na área de serviços, você deve estar preparado por leitura rápida das pretensões da Prefeitura como o Diário levantou.

    A taxa de fiscalização sanitária, que prevê praticamente o dobro da arrecadação em relação a este ano, passando de R$ 180 mil para cerca de R$ 300 mil em 2009.

    A taxa de publicidade comercial, que atinge diretamente a iniciativa privada, também deve crescer 50%. As fachadas e outras melhorias no prédio de sua lojinha vão lhe custar mais.

    Com tudo isso, o que resta principalmente além da vigilância e defesa contra tantos impostos, é verificar até onde toda essa dinheirama vai desaguar, se na melhoria dos serviços públicos, na probidade das aplicações e na eficiência de toda administração.

    Faça sua aposta: de um jeito ou outro, somos nós que vamos pagar a conta.

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