Não há toque de mágica ou botão que possamos apertar para que tudo se transforme da noite para o dia, do virar de mês para o outro, mas é fato que o fim de ano e o início de outro é marco de estímulo emocional, profissional, material e espiritual. Funcionamos com esse estímulo.
Fazemos planos todos os anos, desenhamos projetos e delineamos estratégias e nos postamos no dia a dia para conquistas e êxitos.
Estruturamos nossa vida para superar problemas e superar obstáculos. Há sempre a sensação que podemos mais a cada início de ano.
2008 foi ano bom ou ruim? Foi mais um ano, mais uma etapa.
2009 será ano bom ou ruim? Será mais um ano, nova etapa.
O que importa é evoluirmos enquanto cidadãos, melhorar enquanto ser humano, respeitar as diversidades e pluralismo tão necessário na convivência.
O ano em Marília termina com boasnotícias, as más já as superamos.
O 2009 para Marília será de avanços, vamos trabalhar para que possamos conviver com mais harmonia, fraternidade e bem-estar de relações que traduzam modificações em comportamentos.
O ano termina com preocupação maior em decorrência da crise econômica global em um país que tem perspectivas de segurar a onda com efeitos menos catastróficos e Marília está inserida nesse contexto.
A cidade foi envolvida num processo de limpeza de instituições, foram manchetes locais, regionais e nacionais que expuseram sujeira, corrupção e banditismo nos últimos anos.
Pouco foi posto debaixo do tapete, ficou nos bastidores, quase tudo veio à tona e super-expôs a realidade das entranhas do poder, de negócios, de tudo que era e é do interesse público.
Cada segmento da sociedade civil e das instituições teve oportunidade de identificar problemas, definir conseqüências e arcar com resultados que ao final trouxeram maior equilíbrio nas relações.
É preciso avançar nesse processo e ao final esse conjunto pluralista que forma a cidade ter mais um ano de sentimento de dever cumprido.
Se todos chegarem ao fim de 2009 com o mesmo parâmetro de 2008 já teremos avançado ainda mais, essa é minha avaliação como cidadão e jornalista.
Nenhuma deficiência de comportamento político, partidário, institucional passou em 2008 a ser totalmente superada definitivamente. O avanço existiu satisfatório.
O debate de idéias, a disputa de planos, grupos e ideologias e disparidades e eventuais convergências construíram caminhos melhores para as relações sociais da comunidade.
O debate eleitoral e o resultado que dele foi produzido, as novas relações e as modificações que podem continuar operando, vão assegurar à cidade uma melhoria na qualidade de agentes públicos e inserção de ações com maior representatividade e expressões de transparência e apoio popular.
Se temos relações mais éticas e decentes a cidade pode ampliar seu desenvolvimento cultural, social e econômico.
Se existe esse espaço e quadrante, é sinal que Marília pode continuar construindo uma sociedade mais igualitária, justa e com qualidade de vida mais humanizada e harmoniosa.
Cabe a cada cidadão o exercício de sua função social com a mesma tenacidadee empenho que trata suas buscas individuais, íntimas e de família.
Cada ser humano pode sim ser bom no dia a dia para trabalhar pelo bem bem-estar sem dar contrição essencial para a convivência coletiva.
Se a sociedade civil tem essa obrigação, maior ainda deve ser o esforço daqueles que têm delegação funcional em representatividade como integrantes de instituições, especialmente dos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo.
Maior responsabilidade ainda e nesse caso obrigação de fazer bem feito terão aqueles agentes públicos com delegação de mandato popular, nesse caso o prefeito Mário Bulgareli reeleito para 2009 a 2012.
Quatro anos é muito tempo, a cidade delegou novo mandato a Mário Bulgareli e hoje ele não contabiliza os pouco mais de 55.000 votos que teve em cinco de outubro, mas é o prefeito da cidade de mais de 230.000 habitantes e orçamento anual de 430 milhões de reais.
Há expectativa e projetos da sociedade civil e das instituições e serviços públicos que precisam de relações de respeito e convivência entre esse pluralismo de interesses e conteúdos tão densos e diferentes.
A crise econômica global pode e vai sim afetar o país, Marília estará inserida nesse contexto e muito independerá das medidas internas municipais.
No entanto, a vida em comunidade pode muito bem dar à cidade menos traumas impactantes se administração e agentes públicos estiverem alinhados às causas e necessidades do conjunto de cidadãos.
Nessa esteira todos devemos acreditar em dias melhores e muito mais, terminando 2008 e iniciando 2009 com vontade de aliar-se às boas causas, ter ética e transparência para superar divergências e fazer do respeito à pluralidade o eixo de dias melhores individuais e coletivos.
Que em 2009 estejamos vivos com Deus iluminando nossos caminhos e seguros para que possamos corresponder com bondade e respeito ao próximo.
Deus abençoe a todos em 2009.
rn