• 28 dez 2008 /  Fique Ligado

    Não há toque de mágica ou botão que possamos apertar para que tudo se transforme da noite para o dia, do virar de mês para o outro, mas é fato que o fim de ano e o início de outro é marco de estímulo emocional, profissional, material e espiritual. Funcionamos com esse estímulo.

    Fazemos planos todos os anos, desenhamos projetos e delineamos estratégias e nos postamos no dia a dia para conquistas e êxitos.

    Estruturamos nossa vida para superar problemas e superar obstáculos. Há sempre a sensação que podemos mais a cada início de ano.

    2008 foi ano bom ou ruim? Foi mais um ano, mais uma etapa.

    2009 será ano bom ou ruim? Será mais um ano, nova etapa.

    O que importa é evoluirmos enquanto cidadãos, melhorar enquanto ser humano, respeitar as diversidades e pluralismo tão necessário na convivência.

    O ano em Marília termina com boasnotícias, as más já as superamos.

    O 2009 para Marília será de avanços, vamos trabalhar para que possamos conviver com mais harmonia, fraternidade e bem-estar de relações que traduzam modificações em comportamentos.

    O ano termina com preocupação maior em decorrência da crise econômica global em um país que tem perspectivas de segurar a onda com efeitos menos catastróficos e Marília está inserida nesse contexto.

    A cidade foi envolvida num processo de limpeza de instituições, foram manchetes locais, regionais e nacionais que expuseram sujeira, corrupção e banditismo nos últimos anos.

    Pouco foi posto debaixo do tapete, ficou nos bastidores, quase tudo veio à tona e super-expôs a realidade das entranhas do poder, de negócios, de tudo que era e é do interesse público.

    Cada segmento da sociedade civil e das instituições teve oportunidade de identificar problemas, definir conseqüências e arcar com resultados que ao final trouxeram maior equilíbrio nas relações.

    É preciso avançar nesse processo e ao final esse conjunto pluralista que forma a cidade ter mais um ano de sentimento de dever cumprido.

    Se todos chegarem ao fim de 2009 com o mesmo parâmetro de 2008 já teremos avançado ainda mais, essa é minha avaliação como cidadão e jornalista.

    Nenhuma deficiência de comportamento político, partidário, institucional passou em 2008 a ser totalmente superada definitivamente. O avanço existiu satisfatório.

    O debate de idéias, a disputa de planos, grupos e ideologias e disparidades e eventuais convergências construíram caminhos melhores para as relações sociais da comunidade.

    O debate eleitoral e o resultado que dele foi produzido, as novas relações e as modificações que podem continuar operando, vão assegurar à cidade uma melhoria na qualidade de agentes públicos e inserção de ações com maior representatividade e expressões de transparência e apoio popular.

    Se temos relações mais éticas e decentes a cidade pode ampliar seu desenvolvimento cultural, social e econômico.

    Se existe esse espaço e quadrante, é sinal que Marília pode continuar construindo uma sociedade mais igualitária, justa e com qualidade de vida mais humanizada e harmoniosa.

    Cabe a cada cidadão o exercício de sua função social com a mesma tenacidadee empenho que trata suas buscas individuais, íntimas e de família.

    Cada ser humano pode sim ser bom no dia a dia para trabalhar pelo bem bem-estar sem dar contrição essencial para a convivência coletiva.

    Se a sociedade civil tem essa obrigação, maior ainda deve ser o esforço daqueles que têm delegação funcional em representatividade como integrantes de instituições, especialmente dos poderes Judiciário, Executivo e Legislativo.

    Maior responsabilidade ainda e nesse caso obrigação de fazer bem feito terão aqueles agentes públicos com delegação de mandato popular, nesse caso o prefeito Mário Bulgareli reeleito para 2009 a 2012.

    Quatro anos é muito tempo, a cidade delegou novo mandato a Mário Bulgareli e hoje ele não contabiliza os pouco mais de 55.000 votos que teve em cinco de outubro, mas é o prefeito da cidade de mais de 230.000 habitantes e orçamento anual de 430 milhões de reais.

    Há expectativa e projetos da sociedade civil e das instituições e serviços públicos que precisam de relações de respeito e convivência entre esse pluralismo de interesses e conteúdos tão densos e diferentes.

    A crise econômica global pode e vai sim afetar o país, Marília estará inserida nesse contexto e muito independerá das medidas internas municipais.

    No entanto, a vida em comunidade pode muito bem dar à cidade menos traumas impactantes se administração e agentes públicos estiverem alinhados às causas e necessidades do conjunto de cidadãos.

    Nessa esteira todos devemos acreditar em dias melhores e muito mais, terminando 2008 e iniciando 2009 com vontade de aliar-se às boas causas, ter ética e transparência para superar divergências e fazer do respeito à pluralidade o eixo de dias melhores individuais e coletivos.

    Que em 2009 estejamos vivos com Deus iluminando nossos caminhos e seguros para que possamos corresponder com bondade e respeito ao próximo.

    Deus abençoe a todos em 2009.

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  • 22 dez 2008 /  Fique Ligado

    Recebi manifestações de boas festas e feliz 2009e retribuo com votos que Deus abençoe a todos. As mensagens carinhosas são de: General Motors do Brasil (Pedro Luiz Dias, Renato Acciarto , Rento Luti, Alcione Viana, Luís Roberto Gonçalves e Marco Antônio Kraemer); Coca Cola,Wilson Vidoto Manzon (Stiam); Carla Valentin (Diretriz); Agência Estado, SENAC, União Protetora dos Animais de Marília, Adevimari, Volkswagen do Brasil,Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar, América Latina Logística, Sindsaúde, Luiz Eduardo Cheida (deputado estadual); Prosun, Equipe Ralcoh Comunicação, Antônio de Andrade (Editora Opção); Abeaço, Fiat, Silvana Lusia Navas Pires (AEM-Unimar); TIM, Neuza Camargo e família, Ricardo Hernandes (Coisas de Agora); Alfredo (Miéle) e família, Fundação de Ensino Eurípides Soares da Rocha.

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  • 22 dez 2008 /  Fique Ligado

    O prefeito Mário Bulgareli está reeleito, diplomado e vai continuar no Executivo de 2009 a 2012 como tudo deve correr normalmente em termos constitucionais e jurídicos. Livrou-se do mando e espectro de Abelardo Camarinha e se posiciona para conseguir governar com amigos. Por enquanto vive sob fogo dos pseudo-aliados.

    A coalizão de forças – políticas, partidárias e oportunistas – de vários segmentos sociais garantiu a vitória de Bulgareli na campanha eleitoral. Para governar é essencial engenharia estratégica: escolher o tipo de embarcação (Titanic ou Arca de Noé?) para comandar tanta diversidade de gentes e animais pensantes…

    O clima de mudança e dança de cargos paralisou a máquina administrativa, coisa que já seria comum em fim de ano e de mandato. O que agita a todos é saber quem fica, quem sai e quem será remanejado.

    O olhar primeiro é para cargos maiores de secretários e a coqueluche que está pondo lenha no caldeirão é a direção do Daem, onde está desde julho o ex-prefeito Domingos Alcalde.

    O PT quer o Daem. Na verdade não é bem o PT e sim a estrela maior do partido em Marília, o advogado José Antônio Dias Tóffoli, chefe da Advocacia Geral da República, que tem status de ministro.

    Outros tantos cargos deverão ter indicação petista e o maior talvez seja o Daem e Bulgareli tem o compromisso e vai cumpri-lo.

    No caminho tem uma pedra: Domingos Alcalde, que passou os últimos anos querendo vingar-se de Abelardo Camarinha, foi oposição a Bulgareli, mas não perdeu a chance de pegar rapidinho o orçamento do Daem e encheu de gente que lê na sua cartilha, todos velhos conhecidos como ele e ex-integrantes da escola abelardiana.

    Alcalde rompeu com Camarinha há 16 anos, fez uma administração desastrosa e saiu comprocessos cíveis, criminais e administrativos os mais diversos, inclusive com condenação que já cumpriu por sorte com direito a sursis, a ficar em casa.

    Remexeu tudo no Daem, falou de caixa preta, está batendo o pé para não sair, como todo político atrás de autonomia orçamentária. Projetos? Aliás, cadê os projetos dessa gente toda?

    O Daem teve há três semanas esdrúxulo e descabido projeto de privatização ou venda para a estatal Sabesp.

    Bulgareli sentiu a repercussão, retirou o projeto da Câmara. De quem era essa proposta até hoje não ficou bem definido, até porque incontáveis interesses cercariam esse negócio.

    Tudo gente querendo levar vantagem e ficar com a parte boa do Daem. O Daem estaria quebrado e, no entanto, é um negócio que deixa a todos em pé de guerra.

    A realidade é que o Daem tem mais de 600 funcionários, orçamento de quase R$ 65 milhões ao ano e 64 cargos em comissão. É um dos oásis de privilégios e outras vantagens pouco recomendadas para gestores sérios.

    O certo é tirar a cambada de Alcalde da autarquia, imprimir gestão técnica a partir de nomeações baseadas em projetos e metas de resultados para definitivamente solucionar o sério problema de desabastecimento de água que assola boa parte da cidade há mais de 20 anos.

    O que Bulgareli tem que fazer no Daem é o mesmo que deve adotar para o novo governo, que essencialmente deve ter seu perfil de político e gestor público.

    Terá que limpar o restolho de emprestáveis que contaminaram a gestão pública nos últimos 12 anos e que de forma ou outra patrocinaram todo tipo de desmando e a cidade patinou em falta de desenvolvimento de obras públicas e serviços eficientes contra orçamentos milionários.

    O prefeito está desde a campanha eleitoral estruturando seu grito de liberdade do jeito e conceito ultrapassado da escola abelardiana e pode fazer um mandato bem diferente se a coalizão respeitar cada limite do espectro que está à sua volta e acima de tudo se conseguir formatar um grupo próprio.

    O que cidadão e contribuinte esperam de Bulgareli é um governo transparente, de resultados, focado em decisões firmes e pluralistas, serviços e obras de interesses coletivos acima da mesquinharia individual e loteamento descabido de cargos e vantagens sem fundamentação de fé pública.

    Mário Bulgareli foi reeleito e deve reconhecer participação de vários segmentos políticos, estando Eduardo Nascimento como o principal articulador e aliado. O prefeito tem muito o quê fazer para que definitivamente a cidade saia das trevas do mando obscuro de Abelardo Camarinha, democratize e torne pluralista gestão pública e participação da sociedade.

    Neste primeiro momento terá que controlar o desespero de oportunistas, fixar os parâmetros de atuação de aliados e abrir espaço para base de sustentação confiável em valores éticos e técnicos com parceiros de hoje que podem ser transformados em aliados efetivos em 2010 e 2012, sempre tudo com a necessária aprovação da opinião pública e responsabilidade na hora de fiscalização e verificação do cumprimento de metas e obrigações.

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  • 14 dez 2008 /  Fique Ligado

    A escola pública de São Paulo e do restante do país padece há anos de nível satisfatório e alguns índices chegam a ser catastróficos.

    De anos para cá ações pontuais têm sido adotadas tamanho o desastre que chegou o ensino fundamental e secundário nas escolas públicas.

    As faculdades e universidades públicas têmsido salvas em qualidade embora não sejam ainda níveis de primeiro mundo por falta de extensão e pesquisas.

    O estado brasileiro tem se preocupado em melhorar o ensino, criando alguns mecanismos de vigilância em torno do envolvimento da sociedade com a escola pública, melhoria das estruturas e valorização dos profissionais.

    Mas o caos a que chegamos impede que haja qualquer expectativa mais promissora embora temos que reconhecer as medidas seqüenciais para melhorar o nível da escola pública.

    É o caso de São Paulo. Esse jornalista especialmente nessa coluna tem defendido enfaticamente a necessidade de reverter o desastre da educação pública. Fazemos críticas severas ao abandono do ensino e das estruturas e por isso é preciso louvar quando as medidas vão surgindo mesmo que timidamente.

    Destaco medida dessa semana. Foi aprovado na Assembléia Legislativa o Projeto de Lei 41, que institui a bonificação por resultados aos professores da rede estadual.

    A Secretaria Estadual de Educação estima que cerca de 300 mil funcionários, como professores, diretores e supervisores, entre outros, receberão gratificações que irão variar de acordo com o Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo); um indicador de qualidade em que são considerados o desempenho dos alunos no Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar) e o fluxo escolar.

    As escolas terão metas a serem atingidas. Se forem 100% atingidas, os funcionários receberão o total do bônus, ou seja, 20% do total dos 12 salários mensais.

    A bonificação será sempre equivalente à porcentagem da meta alcançada. Se a escola atingir 50% de sua meta, seus funcionários receberão 50% do bônus. Se a escola chegar a 10% da meta, seus funcionários receberão 10% do bônus, e assim por diante. Os professores também serão avaliados no número de faltas.

    Se o docente cumprir toda a carga horária, receberá o bônus completo. Se apenas 50% da carga for cumprida, por exemplo, receberá metade.

    Caso a escola consiga resultados melhores que a meta anual, eles podem ter acréscimo de até 20% do valor total. O Governo estima gastar R$ 500 milhões com a bonificação.

    Os inativos não têm direito ao bônus e é lamentável porque o Governo vai continuar aniquilando os vencimentos de quem tanto se dedicou ao ensino. Essa é uma falha lamentável e que entidades e aposentados devem se mobilizar em defesa de seus interesses e valores.

    De qualquer forma em que pese eventual existência de distorção aqui e acolá na adoção e conteúdo das avaliações para definir a bonificação, a iniciativa de medir resultados cria estímulos, resultados práticos e competitividade.

    Outra distorção que pode ser criada é a possibilidade da gratificação penalizar o professor tendo por base o desempenho dos alunos.

    É sabido que em boa parte das escolas públicas de São Paulo, principalmente de periferias (sem nenhuma discriminação social, mas apenas um dado social) os alunos estão rebeldes como nunca e antes de avaliar professores é preciso re-enquadrar as relação e re-estabelecer respeito dentro da sala de aula, no mínimo.

    Essa é discussão longa que já expusemos aqui e que deve ser assunto específico. O importante é que temos novas regras e que reconhecem a necessidade de política de resultados na gestão e produção educacional da escola pública e seus agentes.

    Ainda a se comemorar assim como essa política de resultados do governador José Serra que deve entrar em vigor a partir de 2009, este ano outra medida disciplinou uma bagunça descabida na escola pública, que era a falta através de atestado médico.

    Aliás essa questão junto ao poder público é abuso absurdo, naquela farra de faltar e depois apresentar atestados médicos encomendados, uma fraude que aliás tem dois lados – e aí está outro assunto para outra coluna no futuro.

    O certo é que na área da Educação de São Paulo, o número de faltas de professores justificadas por meio de atestados médicos caiu 59% na rede estadual de SP, como publico reportagem recente da Folhade S. Paulo.

    A lei aprovada pela gestão de José Serra (PSDB) limitou a seis o número de faltas dos docentes por ano para este tipo de justificativa.

    A reportagem informa que de maio a outubro de 2007 foram registradas pela Secretaria Estadual de Ensino 398 mil faltas justificadas pelos professores, por atestados ou exames. No mesmo período de 2008 foram 163 mil. Trabalham em toda a rede estadual de ensino 230 mil docentes.

    A lei que limitou o número de ausências por atestados médicos ou exames é criticada pelo sindicato da categoria.

    No final do ano passado, um balanço divulgado pelo governo do Estado apontou que quase 30 mil professores da rede estadual de ensino paulista faltam por dia às aulas. O balanço relativo a 2008 ainda não está concluído, segundo a Secretaria Estadual de Ensino.

    À época os docentes contavam com 19 dispositivos legais que permitiam faltar ao trabalho sem ter desconto no salário – licença médica, licença-prêmio (por assiduidade); falta abonada por “motivo relevante” (seis ao ano neste caso); entre outros.

    Ora, ninguém quis acusar abuso indiscriminado, generalizar, mas os números melhoraram em desempenho e fizeram com que houvesse uma disciplina, criando igualdade de condições para todo funcionalismo da área.

    Reclamação daqui, protesto dali, o certo é que precisamos às vezes de medidas mais enfáticas para reparar deficiências, desenhar e escrever no quadro negro da escola pública índices de melhorias no desempenho de alunos e resultados do ensino.

    Só dessa forma poderemos ter uma sociedade com distribuição de rendas e riquezas mais igualitária e conhecimentos que possam avançar além da funcionalidade tão habitual para a maioria das classes sociais que não podem e não têm condições de optarem por escola particular que possa melhor preparar nossos filhos.

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  • 14 dez 2008 /  Fique Ligado

    O sentido ufanista do governo Lula para analisar a crise não é o retrato fiel do Brasil embora mercado e executivos de multinacionais defendam a mesma tese: o país está estruturado em princípios econômicos e de desempenho de investimentos privados e públicos.

    O que isso significa: a crise global retrai o mercado nacional que estava superaquecido em todos os setores. O quarto trimestre de 2008 vaimostrar que o PIB de 2008 vai reduzir o crescimento do restante do ano.

    A economia brasileira teve expansão de 6,8% no terceiro trimestre de 2008, na comparação com igual período no ano passado. No acumulado do ano, o incremento do PIB chega a 6,4% em relação ao período de janeiro a setembro de 2007, segundo dados do IBGE.

    Passei a semana em viagens de convenções e encontros com executivos da indústria automotiva e empresários ligados às redes de distribuição.

    A crise desacelera investimentos neste primeiro momento de expectativa mas a melhor definição que ouvi foi do presidente da Ford, Marcos de Oliveira:

    “Estamos numa transição econômica e financeira. No Brasil há reflexos, vendas menores, queda no volume de financiamentos, mas estamos adotando ações… A estratégia é superar a crise e investir para o futuro”.

    Ouvi o executivo da Ford duas vezes e ele reafirmou a estratégia da Ford para o quadro momentâneo mais agudo de incertezas e defendeu o que governo e economistas alardeiam como fundamentos sólidos da economia brasileira.

    Se o setor automotivo que nos EUA desabou junto com o mercado imobiliário e financeiro e mesmo assim suas subsidiárias mantêm confiança no mercado brasileiro é sinal que realmente o país vai melhor do que sentimos.

    Não é a opinião isolada a do presidente da Ford. Nos encontros que mantive em São Paulo o realismo de outros executivos como da Fiat, Volkswagen e GM são os mesmos.

    Claro, cada parte dessa indústria está com problemas diferenciados, alguns mais graves como é o caso da GM nos EUA. Aqui as medidas por enquanto refreiam a produção, com as férias coletivas.

    O brasileiro aprendeu a conviver melhor com orçamentos nesse período pós-inflação que o país mantém desde o início do plano real em 1994.

    Ninguém está se endividando mais que o necessário e essencial. Por isso há retração, o que não significa que 2009 poderá ter recessão.

    O financiamento tornou-se mais seletivo e acabou, de setembro para cá, aquela loucura de comprar carro, por exemplo, em até 100 meses sem entrada e que ao final o cliente leva um e paga dois.

    A enxurrada de dinheiro diluiu. A indústria sentiu, o comércio em cadeia e o consumidor está esperto.

    Se governo e executivos estiverem certos, o Brasil realmente vai ter desaceleração da economia, mas será preciso continuar trabalhando, produzindo e investindo mesmo que em menor escala e em prazo um pouco mais longo.

    Essa aposta está longe do ufanismo do Governo Federal e pode ser defendido quando executivos fazem o mesmo exercício em suas análises sobre conjuntura e estrutura da economia nacional.

    No final todo mundo vai às compras com mais coerência e maiores cuidados desde os domésticos até os comerciais.

    Sem endividamento comprometedor é natural que o mercado não vai desabar, seja em produção industrial, comércio, serviços e empregabilidade.

    No caso o que está evidente é que desabou mesmo foi o especulador daqui e do mundo, essa entidade abstrata que não tem cara nem identidade e que nada produz, exceto papéis em bolsas numa aposta como se tudo fosse cassino.

    Jogador sempre perde e sempre deixa prejuízos que afetam todos que estejam à sua volta. Isso funciona no jogo literal e no figurado.

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  • 07 dez 2008 /  Fique Ligado

    Os números são assustadores. A violência na ocorrência cresce a cada dia, só quem passa pela amarga experiência de ficar sob a mira de uma arma e ameaçada sabe o quanto é aterrorizante.

    O mês de dezembro tem maior movimento de consumo, financeiro, comércio, enfim, transações em dinheiro que infelizmente atraem a atenção da bandidagem e fica sob risco o cidadão de bem.

    É preciso mobilizar as polícias para mutirões, arrastões, um conjunto de ações que inibam o aumento da violência e mantenha segurança à sociedade.

    Os casos dos últimos dias chamam a atenção embora o cidadão comum esteja com seus afazeres, correndo no dia a dia e pode nem perceber que a violência bate a porta de todos nós.

    Você que não se atentou ao noticiário policial da cidade ou até nem gosta desse tipo de reportagem, leia com atenção, porque isso lhe interessa sim, você pode ser uma vítima.

    Além dos três roubos na sexta-feira, veja aqui outros fatos tão graves. Senão vejamos o que foi noticiado por jornal e rádios na semana:

    1 -Dia três, bandidos armados invadiram a residência de um médico no bairro Maria Isabel (zona leste) e fizeram três pessoas da família reféns, durante violento assalto. Os criminosos roubaram eletrônicos e vários objetos da casa e fugiram com o veículo da vítima. Ninguém foi preso.

    O médico F.V.S., morador na rua Cláudio Manoel da Costa, saía de casa por volta das 5h30 para fazer uma caminhada. Ele foi rendido pelo bando logo que abriu a porta da sala, ainda na garagem da casa.

    Os assaltantes invadiram a residência e acordaram a esposa e um filho da vítima. Todos tiveram que ficar no mesmo quarto, vigiados por um dos criminosos, enquanto os outros dois comparsas reviravam os cômodos.

    Armados com um revólver e duas pistolas, eles procuravam por um cofre e ameaçaram matar as vítimas, caso não fossem atendidos. O médico insistiu, com um revólver apontado contra a cabeça, que não há nenhum cofre na casa.

    Depois de separar na sala equipamentos eletrônicos e vários objetos que pretendiam roubar, os assaltantes pegaram as chaves do veículo que estava estacionado na garagem e fugiram. Uma motocicleta teria apoiado no assalto.

    Os bandidos levaram, além de bebidas e algumas jóias, talões de cheques, um computador completo, um notebook, documentos e telefones. De acordo com a polícia, a família ainda apura a relação completa dos objetos roubados.

    O carro do médico foi encontrado pela polícia por volta das oito horas, na rua Helio Lavagnine, zona sul da cidade. Segundo a polícia, uma patrulha chegou a cruzar com o veículo no contra fluxo, mas o motorista conseguiu escapar.

    2 – Dois criminosos, um deles armado com uma pistola, roubaram dia dois cerca de R$ 6 mil de um casal de empresários. O assalto aconteceu no cruzamento das ruas Amazonas e Vicente Ferreira (Cascata); por volta das 16 horas. Ninguém ficou ferido e não houve prisões de suspeitos.

    Os empresários, residentes em Bauru, haviam acabado de sacar o dinheiro no banco Bradesco, agência da rua Nove de Julho. Eles deixaram o local com dois pacotes de dinheiro e seguiram de carro em direção à zona leste.

    No cruzamento próximo à Santa Casa, uma moto interceptou o veículo Fiat Palio onde estava o casal. Passageiro da motocicleta ameaçou a mulher que estava com os envelopes e exigiu o dinheiro sacado na agência.

    Assustada, a empresária entregou um envelope ao assaltante. O bandido não ficou satisfeito e exigiu a outra parte do montante, que estava numa segunda pasta. Ela tentou resistir, mas o criminoso manejou a arma ameaçando atirar.

    As vítimas desconfiam que o saque, no balcão do banco, tenha sido observado. A polícia pretende solicitar imagens do circuito interno de segurança da agência, para checar a denúncia.

    3 – No mesmo dia, cerca de 30 minutos antes do roubo do malote, criminosos armados com faca assaltaram uma loja de confecções na rua Washington Luiz, Prolongamento Palmital (zona norte).

    Os assaltantes invadiram a loja e renderam a funcionária que estava no caixa. Eles fugiram com R$ 40 da loja e o telefone celular da vítima. Em seguida, fugiram com uma bicicleta em direção à favela.

    Ação criminosa foi registrada por câmeras. Embora nítidas, as imagens não identificam os ladrões. Um deles baixou o boné sobre o rosto; o outro aparece apenas de costas.

    4 – No domingo passado, dia 30, caminhoneiro de 26 anos foi vítima de assalto na rodovia Transbrasiliana (BR-153); perímetro urbano da zona sul. A vítima foi rendida por dois ladrões, no momento em que parou.

    Roubo aconteceu por volta das 17h30, nas proximidades de uma escola municipal. Segundo a denúncia, dois motociclistas renderam o motorista C.H.C. e levaram um celular e a carteira, com R$ 600 e documentos.

    5 – Como nem tudo é notícia de roubo sem ladrões identificados, o crime numa lan house da avenida Rio Branco (zona oeste); na madrugada de domingo, terminou com a prisão de um criminoso e detenção de um menor infrator. Eles foram detidos com uma pistola calibre 365.

    Segundo a denúncia, a dupla rendeu o caixa D.D.R., 22. Ele foi obrigado a entregar o dinheiro do caixa e a carteira, com documentos e dinheiro. No total, os assaltantes levaram R$ 106.

    Polícia Militar foi chamada e fez buscas na região. Os patrulheiros conseguiram deter, perto da lan house, o desempregado W. F., 19, e o adolescente A.S.17. O dinheiro e carteira da vítima estavam com os acusados.

    Ferreira foi encaminhado para a cadeia, por roubo e porte ilegal de arma. O delegado responsável pelo caso considerou a gravidade do crime e também representou pela internação do menor, em unidade de infratores.

    6 – Dia 27, dois assaltantes, um deles armado de revólver, renderamfuncionários que entregavam refrigerantes para uma distribuidora de bebidas da cidade e roubaram cerca de R$ 700. O crime aconteceu em frente a uma panificadora da rua Miguel Pastore, bairro Chico Mendes (zona oeste).

    O roubo aconteceu por volta das 12 horas, mas só foi registrado cerca de oito horas depois, no plantão policial. Os entregadores foram abordados por dois motociclistas.

    O passageiro da moto apontou uma arma e exigiu que os funcionários entregassem todos os objetos dos bolsos. Eles levaram um celular da empresa, o dinheiro e fugiram com a motocicleta escura sem placa.

    7 – No mesmo dia, a polícia recebeu denúncia de outro assalto, desta vez no bairro Cascata (zona leste). Estudante de 16 anos seguia de bicicleta pela rua Salgado Filho, quando foi rendido por dois ladrões numa motoneta escura.

    O piloto interceptou a bicicleta com uma Honda Biz e o passageiro desceu, com a mão sob a camisa simulando estar amado. A dupla roubou a carteira do estudante, com documentos pessoais e cerca de R$ 40.

    Os ladrões também levaram o celular da vítima. Polícia Militar foi chamada e fez buscas na área, mas ninguém foi detido.

    8 –Na terça feira, dia 25, criminosos fizeram, em menos de 24 horas, dois assaltos em estabelecimentos comerciais da cidade. Na noite, ladrões assaltaram um posto de combustíveis da avenida da Saudade (zona oeste). À tarde, a vítima foi um casal que estava numa loja da avenida Independência, Jardim Canaã.

    Frentista trabalhava no pátio do posto ao lado do Cemitério da Saudade, quando uma moto parou ao lado da bomba. Os bandidos se passaram por clientes.

    Eles pediram para a vítima completar o tanque e gastaram R$ 30. Na hora de pagar a conta, o passageiro da moto rendeu a vítima com uma arma e exigiu o dinheiro que ele tinha na mão. Os bandidos fugiram com cerca de R$ 150.

    O frentista, que já foi assaltado várias vezes no local de trabalho, afirma que os ladrões usavam uma moto CG vermelha e usavam capacetes escuros.

    A outra vítima foi uma comerciante de 25 anos, e o namorado dela, o balconista de 24. O rapaz chegou na loja no momento em que os ladrões fugiam. Eles estavam armados com uma faca e levaram cerca de R$ 100 do estabelecimento. O namorado da comerciante deparou-se com os bandidos.

    Esses são apenas alguns casos que levantamos nos últimos dias de maior gravidade, fora os furtos sem vítimas presenciais.

    Você lê no jornal, ouve nas rádios ou vê na televisão noticiário policial às vezes com olhar e pensamento de curioso ou coisa que o valha.

    No entanto é preciso ir além. Por exemplo, com a vontade e disposição de cidadania, de contribuinte que está sim à mercê de casos de violência mas que não está isolado ou abandonado pelos governos, autoridades e polícias.

    Foi por isso que adotei essa semana nas rádios o noticiário policial para polemizar, para despertar a necessidade de as polícias e outras autoridades responsáveis pelas áreas de segurança adotarem medidas preventivas em dezembro quando tradicionalmente há aumento da criminalidade.

    Será de interesse público e da política do bem se autoridades e representantes da sociedade civil se mobilizarem essa semana para uma ação mais propositiva de todos com medidas preventivas e mesmo indicação de cuidados que o cidadão deve tomar para se resguardar da onda de violência.

    Quem age assim se protege e coloca a sociedade em segurança. Com a palavra,voz e vez as autoridades.

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  • 07 dez 2008 /  Fique Ligado

    Durante a semana fiz alertas às autoridades e à população sobre a onda de roubos e os perigos à cidadania e patrimônio. A proposta que lançamos no Resgate da Cidadania nas rádios Dirceu AM e Diário FM visa a adoção de ação preventiva contra violência e pela segurança.

    Os números são assustadores. Foge è normalidade dos indicadores em 10 dias o registro de 12 roubos, com bandidos a mão armada rendendo pessoas e levando dinheiro, bens de consumo e deixando seqüelas psicológicas em vítimas.

    O ápice da violência desenfreada foi sexta-feira agora. Criminosos encapuzados e armados invadiram o escritório de uma construtora, e renderam sete pessoas durante um violento assalto. A dupla atacou às 16h15, na empresa localizada à rua Visconde de Cairu, Jardim Monte Castelo (zona sul); e fugiu com uma mala de documentos.

    Polícia Militar foi chamada à construtora, minutos após a fuga dos ladrões, e encontrou as vítimas assustadas. De acordo com relato do diretor da empresa, os desconhecidos invadiram o prédio e obrigaram todos a se deitarem no chão.

    Eles usavam duas armas e máscaras para esconder os rostos. Um dos ladrões foi ao escritório e pegou a mala preta, enquanto o comparsa apontava arma para os funcionários e fazia ameaças. A ação criminosa foi rápida.

    Os assaltantes fugiram aparentemente a pé e, segundo testemunhas, teriam contado com apoio de comparsas durante a fuga. Polícia Militar fez rondas pela área, averiguou vários suspeitos, mas não confirmou a identidade dos ladrões.

    De acordo com a polícia, o diretor da construtora afirmou que não havia nenhum objeto de valor na mala. As vítimas pretendem averiguar o escritório e relacionar outros objetos que podem ter sido levados pelos ladrões.

    No mesmo dia, pelo menos, mais três roubos na cidade. Em um deles a vítima foi um office boy que acabava de sair de uma agência bancária no centro. Criminoso levou uma pasta com cerca de R$ 1.500.

    O funcionário da empresa seguradora estava de bicicleta e saía da agência do banco Nossa Caixa, avenida Sampaio Vidal. De acordo com a denúncia, ele foi abordado no portão do estacionamento.

    Assaltante que chegou a pé colocou a mão sob a roupa, afirmou que estava armado e exigiu a pasta do office boy. Não satisfeito obrigou a vítima entregar também a bicicleta. O criminoso fugiu pela avenida em direção à Via Expressa.

    Roubo também numa tapeçaria da rua Pedro de Toledo, por volta das 13 horas. Um homem conhecido na região como catador de papel rendeu a balconista do estabelecimento, com uma arma, e exigiu dinheiro do caixa.

    Segundo a vítima, uma atendente de 20 anos, o criminoso estava com uma bolsa e exibiu uma arma. Ela suspeitou que poderia ser simulacro, mas preferiu não arriscar. O assaltante levou cerca de R$ 60 em espécie.

    Esse quadro trágico não pode continuar e a cidade precisa se mobilizar. As polícias precisam de um plano de emergência para dezembro.

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