• 29 mar 2009 /  Fique Ligado

    Beca caiu fora

    O bancário aposentado José Carlos de Souza Bastos, o Beca, ficou diretor executivo do Daem 85 dias. Foi um desastre. Pode até ter sido incompreendido, muito cobrado em pouco tempo, mas realidade é que ele não teve maturidade e experiência para o cargo público em autarquia essencial e com necessidades urgentes.

    Sem postura

    Profissional de carreira, bem envolvido em altas rodas, esse e aquele desempenho privado de êxito de José Carlos Bastos não estavam como fundamentais a avalizarem seu desempenho no cargo. Faltou postura, equilíbrio, convergência de interesses coletivos e desfazer jeito de dono de coisa que é pública.

    Mais indicado

    Diferente da iniciativa privada, quem está no poder público sempre acaba com algum consolo. Tanto assim que para dar aquela vertente de saída honrosa, José Carlos Bastos assume essa semana a secretaria municipal da Fazenda. Como técnico e sem contato com o povo, pode até dar certo. É cargo mais indicado…

    Descentralizar

    Na questão da Secretaria da Fazenda, acerta o prefeito Mário Bulgareli, porque é muito poder e trabalho na mão de única pessoa. Afinal, o chefe de Gabinete Nelson Virgílio Grancieri estava acumulando os cargos. Tinha super-poderes de homem de confiança de Bulgareli para todos assuntos e questões…

    Maior agilidade

    Mário Bulgareli precisa urgente fazer a máquina andar, imprimir sua marca administrativa. Depende de engenharia de poder para doutrinar seu Frankenstein. Por enquanto há só torre de babel: projetos não saem do papel e pipocam reclamações em todos os cantos. Sem contar o empurra-empurra e falta de operar o que se decide.

    Ponto crítico

    O ponto mais desgastante do governo até agora foi a direção do Daem que de uma forma ou outra pode começar tudo de novo com a saída de José Carlos Bastos. Não pode existir projeto pessoal ou do PT no Daem, mas programa de governo que deve garantir a resolução do desabastecimento sem mentiras e leviandades.

    Vai definir

    Ninguém pode tirar o direito do PT indicar outro diretor para o Daem. Em política como em qualquer tempo da vida, compromissos devem ser cumpridos. O PT deve ter maturidade, comprometimento e deveres com a administração pública e indicar alguém capacitado técnica e de relações públicas reconhecidas além de política.

    Deixou lição

    Deixou lições a série de escândalos e a indisposição criada com parte da população por causa do aumento sem justificativa no valor das contas d’água. O Daem é como viúva rica, galinha dos ovos de ouro, mas precisa de administração focada na ação e interesses coletivos acima de vaidades e hipocrisias.

    Muito dinheiro

    Seja quem for assumir por indicação do PT e nomeação do prefeito Mário Bulgareli, o certo é que o Daem tem obrigação de executar projeto de ampliar o sistema de abastecimento de água, concluir as obras de tratamento de esgoto junto com a Prefeitura e prestar contas para a sociedade desses orçamentos milionários.

    Menos lero-lero

    Ex-prefeitos e ex-diretores administram no Daem orçamento que em 2009 será de quase R$ 40 milhões. Agrega ainda aquela penca (são 62) de indicados em cargos em comissão. É direito do PT, nomear sua patota como já o fez, até o diretor. Mas o Daem é do povo, bancado com tarifas caras, o que não pode ser ignorado.

    Trem da alegria

    José Carlos Bastos saiu do Daem por causa da distância entre discurso e prática e o futuro diretor vai ter essa lição de graça logo no início. Afinal, o trem da alegria que cria 42 novos cargos parado na Câmara deve ser abortado no atual formato. Chega de criar vagas para apaniguados.

    Foi comprovado

    O caminhão placas KTN 3149, de Marília, modelo Volkswagen, branco, estava trabalhando no residencial fechado na sexta-feira, dia 20, no final da

    manhã, por volta das 11h. Moradores do condomínio também capturaram

    imagens do caminhão e enviaram à redação do Diário em outras datas.

    Festa de poucos

    A manobra extermina todos os cargos de confiança com salários de até R$ 1.000 mil – os chamados C4 e C5, que são nove ao todo – e cria vários cargos de diretoria em departamentos, incluindo o diretor adjunto, com salário superior a R$ 3,2 mil. Ora, uma festança para poucos em detrimento de quase 400 funcionários do Daem.

    Outra aberração

    O projeto talvez nem saia das comissões de vereadores, mas é uma herança que vai ficar para o futuro diretor decidir. Outra aberração embutida; atualmente existem apenas três cargos com salários C1-A na autarquia. Com o trem da alegria o ex-diretor queria mais dez, passando a 13 funções para indicação política.

    Coisa esquisita

    Como diz o jargão popular, a casa caiu mesmo para a direção do Daem quando o Diário mostrou: um caminhão adesivado com emblema do Daem foi flagrado vários dias da semana passada fazendo serviços de coleta de galhos e entulhos em um condomínio privado de chácaras na zona leste da cidade.

    Os indignados

    O veículo foi fotografado pela reportagem, após denúncia de moradores. Para piorar a situação: uma das chácaras do condomínio é do ex-diretor José Carlos de Souza Bastos. Coincidência ou não, Beca também é presidente da associação de moradores do condomínio, que é alvo de um inquérito civil que corre no Ministério Público.

    Presta serviços

    O jornal descobriu que o caminhão em nome da empresa Aloran Jardinagem presta serviços ao Daem como confirmou o proprietário Mário Berlamino. E que faz serviços ao condomínio. O caminhão teve adesivo do Daem retirado quando a reportagem o encontrou no Jardim Flamingo, três dias depois de ser fotografado.

    Nova majestade

    Outro episódio já tinha carimbado a gerência do Daem: nomeação de Antônio Carlos Vieira, o Sojinha, para cargo em comissão. Cunhado do vice Ticiano Tófolli, a lei é clara contra o nepotismo e ele teve que ser exonerado. Ora, mas não tinha discurso de combater as velhacas práticas do reizinho destronado no passado?

    Sob suspeita

    A equipe de jornalismo investigativo do Diário chegou a poupar a direção do Daem tantos foram os atropelos acumulados. Isso mesmo. O jornal levou 25 dias para apurar e concluir levantamento sobre eventuais fraudes em licitação, confirmada pelo próprio Daem que no mesmo dia à divulgação cancelou o contrato.

    Com atraso

    O Diário publicou o escândalo que inclusive estava em apuração e obrigou a direção do Daem suspender o contrato com empresa que venceu licitação para reparos e conserto da rede de distribuição que incluía também a reposição do asfalto quebrado. Claro, medida que chegou com atraso de pelo menos 15 dias.

    Tem fraude?

    O valor do contrato era de R$ 257,5 mil a Paiaguás Engenharia e Construções Ltda, que executava serviços na rua há cerca de 20 dias. A suspeita é de fraude em documentos. A empresa teria apresentado atestados de aptidão técnica falsos alegando que havia prestado serviços equivalentes em outras cidades e para prefeituras.

    Pela Codemar

    Essas licitações de serviços de reparos de asfalto pelo Daem há muito tempo deveriam ser executados pela própria Codemar que tem estrutura e salvo algum interesse outro ou coisa esquisita, é justamente a empresa de Marília capacitada e indicada para esses serviços. Tudo seria mais barato e eficiente.

    Está fazendo

    Tanto assim que o contrato suspenso com a tal Paiaguás, da pequena Taciba, foi assumido pela Codemar. Ora, no fundo todo mundo sabe que há lobby, seja de grande ou pequena empreiteira que correm atrás de obras públicas. Se a empresa privada tem Lucro, a Codemar também e fazendo o serviço poderia até ampliar sua estrutura.

    Carta fora

    A vacância no cargo de diretor do Daem novo fez crescer o olho de figuras repetidas da política, como do ex-prefeito Domingos Alcalde. Queria a vaga. Ora, sua vez já passou, é preciso renovação. Chega de trocar o furado pelo rasgado, se é que isso é possível. Alcalde deve se dar por satisfeito, tem sua boquinha na Emdurb.

    Olhos gordos

    A caneta autônoma do Daem é como oásis aos olhos gordos. O PT tem direito de indicar e inclusive pode avalizar o nome do professor Alonso Bezerra Carvalho, histórico e uma das expressões do partido na disputa de eleições. Resta saber se ele será aprovado e se conseguirá imprimir administração de convergência e eficiente.

    Corre-corre

    Esse fim de semana vai ser aquele corre-corre de petistas e atrás do prefeito para saber quem vai ao final ser nomeado no Daem. Mário Bulgareli deve cumprir compromisso com o PT, mas seja quem for o indicado, terá que imprimir administração que conjugue medidas técnicas, interesse coletivo e desempenho político.

    Lambe-lambe

    Eventos políticos revelam mais que papagaios de pirata que atormentam os fotógrafos. Rasgar a seda de lado a outro como em festas burguesas de tom brega é quase perfeição entre “otoridades”. Tem sido assim quando uns se encontram com outros, no mais perfeito estilo de faz-de-conta.

    Maior e melhor

    Mário Bulgareli reviveu semana passada seus tempos de adulação como integrante que foi da escola abelardiana. Em evento público na Unimar, com secretários de estado, cumprimentou e falou de todos, como a educação e praxe mandam. Não deixou de citar o nome de Vinícius Camarinha sete vezes no falatório. Pode?

    Sem palavras

    Que o rompimento político-partidário com a escola abelardiana ocorreu, é fato. Mas da boca de Bulgareli até hoje não saiu uma resposta, uma reação. O bom cabrito não berra mas basta oportunidade e o prefeito não perde a possibilidade de adulação. Correligionários e aliados estão cada dia mais decepcionados.

  • 23 mar 2009 /  Fique Ligado

    O mundo do faz de conta administrativo e dos próprios órgãos de fiscalização e polícia deve acabar esse ano e ser adotado projeto e execução de destino final das mais de 150 toneladas de lixo urbano produzidas pela população de Marília.

    O lixo há 10 anos depositado na área que liga Marília a Avencas é destinado com sério risco e ameaça à saúde pública e ao meio ambiente. As condições são péssimas há anos e a meta é fechar o aterro sanitário e tratar da área.

    A destinação do lixo de Marília consumiu muito discurso dos políticos que se transformaram em gestores de plantão nas últimas décadas. Nada avançou.

    A fiscalização e ações cíveis, federal e estadual, tentam responsabilizar quem foi relapso no trato da questão. Nada avança.

    A Cetesb fiscaliza, dá prazos, aplica multas, desempenha seu papel e arrasta a interdição do lixão sem existir maior pressa da Prefeitura.

    Desde novembro de 2007 a Resolução 50 obriga os municípios a apresentar um plano de recuperação de seus lixões.

    As normas baseiam o Projeto Ambiental Estratégico Lixo Mínimo do Governo do Estado. O objetivo é melhorar pontos controlados e buscar soluções de gestão regionalizadas e integradas, para acabar com aterros que não tenham condições adequadas como é o caso de Marília.

    Isso representa que não é só Marília que está com esse problema, mas como sempre, aqui o atraso mostra omissão. Tanto assim que Garça, para citar um exemplo de responsabilidade bem perto daqui, há mais de oito anos tem sua usina de reciclagem e compostagem de lixo.

    Até o final de 2009 a Cetesb deve interditar todos os aterros irregulares em São Paulo e a partir de inventário estadual com a situação dos 645 municípios, a partir de 2010, os critérios serão mais amplos e permanentes e incluem a gestão global do lixo, a coleta seletiva, reciclagem e plano de disposição de inertes, entre outros itens.

    A tendência da fiscalização é apertar o cerco contra os prefeitos e já não é sem tempo.

    É preciso acabar com esse faz de conta. A Prefeitura terá agora mais 120 dias para regularizar o lixão.

    A solução paliativa de há muito tempo tem sido operar o lixão por recursos financeiros e materiais da própria Secretaria Municipal de Serviços Urbanos ou na terceirização para a empresa Constroeste, de São José do Rio Preto, através de contrato emergencial.

    Para a execução da adequação da área a ser utilizada por mais dois anos é necessária a autorização de impacto ambiental por parte da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

    Hoje 150 toneladas de lixo são lançadas no local diariamente, exceto às segundas-feiras, quando a carga despejada sobe para 180 toneladas, em virtude do acúmulo de dejetos nos finais de semana.

    De olho no negócio milionário

    A concorrência pública aberta em 2008 para terceirizar adequação e recuperação da área do aterro sanitário está emperrada por causa de disputa entre empresas interessadas na concessão dos serviços e obras. O que para a Prefeitura aos olhos do gestor é problema insolúvel e há muito tempo ignorado, para o mundo dos negócios de empreiteiros o lixo também é fonte inesgotável para faturar.

    Licitação para privatizar lixão de Avencas está sob análise do Tribunal de Contas do Estado. Há pelo menos 14 empresas interessadas no negócio que no mínimo gasta hoje cerca de R$ 400 mil dos cofres públicos.

    O atual depósito (aterro sanitário irregular e poluente condenado pela Justiça por agressão ecológica) está no fim de suas capacidades e o procedimento adotado pela prefeitura, para atender as exigências do Ministério Público e a própria lei estadual que tem fiscalização da Cetesb ainda não saiu do papel.

    A Cetesb prevê cerca de seis meses de vida para o atual aterro, que há 10 anos recebe todo o lixo da cidade e já acumulou uma dívida pública de quase R$ 450.000,00 em 16 multas desde que o depósito foi criado ilegalmente.

    Pressionada pela legislação, fiscalização e opinião pública, a prefeitura criou a proposta de privatizar a destinação do lixo.

    A concessionária seria responsável pela instalação de uma usina de tratamento e compostagem do lixo, em área vizinha ao atual aterro, com menor impacto ambiental e redução do lixo agregado e aterrado.

    O projeto, criado em abril do ano passado, foi levado à concorrência pública e chegou a marcar pregão para 10 de junho passado, quando algumas delas impediram a própria realização da licitação, fazendo impugnação do edital no Tribunal de Contas.

    Na realidade as empreiteiras investem na ampliação do projeto de olho no sempre milionário negócio e não querem apenas tratar e compactar o lixo, mas querem também fazer a coleta, o que não está previsto no projeto, já que a prefeitura já tem infra-estrutura para o serviço.

    Enquanto o prazo limite de utilização do lixão vai expirando, a Prefeitura espera decisão do Tribunal de Contas sem muito esforço jurídico-judicial para a questão.

    Na outra ponta só cresce mês a mês a degradação do meio ambiente e o risco de um caos se a área do aterro sanitário for interditada, porque a prefeitura ficaria sem alternativa para depositar as 160 toneladas de detritos coletadas todos os dias em Marília (na segunda-feira são quase 200 toneladas por conta do fim de semana).

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    Cidade relapsa na preservação

    Aqui está a prova que a cidade é relapsa. Marília está na vexatória posição de 217 no ranking dos municípios verdes no indicador Projeto Ambiental Estratégico do Estado de São Paulo divulgado em novembro do ano passado.

    Os dados avaliaram tratamento de esgoto, recuperação da mata ciliar, lixo mínimo, arborização urbana e educação ambiental.

    O projeto mapeou e avaliou planos de metas de 332 cidades paulistas, conferiu notas às cidades e certificados. Ao todo, foram 44 municípios premiados e Marília está de fora deles.

    Cidade obteve 41,78 pontos e ficou atrás de localidades como Tupã, Lins, Assis e também Garça, que conquistaram mais de cem colocações à frente de Marília.

    Entre as premiadas com certificados na região estavam Cabrália Paulista (14º); Paraguaçu Paulista (19º); Botucatu (22º) e Alvinlândia (36º).

    Quem faz o dever de casa leva vantagem. De acordo com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, os municípios com melhor avaliação terão prioridade na obtenção de recursos junto ao governo.

    Esse jornalista tem feito defesa contundente nessa coluna e no Resgate da Cidadania diariamente às 11h30 nas rádios Dirceu AM e Diário FM para a necessidade de integração de autoridades, instituições e sociedade civil e lideranças para debate mais efetivo em torno de questões estratégicas.

    Os indicadores sócio-econômicos mostram essa necessidade. As necessidades de serviços e obras e recuperação de áreas essenciais como infra-estrutura mostram que é preciso descruzar os braços ou Marília vai completar 80 anos com os mesmos problemas de quando chegou ao cinqüentenário, em 1979.

    Voltando a questão da infra-estrutura e à pesquisa de meio ambiente, Marília tem problemas graves em pelo menos três. Lixão de Avencas segue sendo depósito de todos os detritos produzidos na cidade mesmo com sua capacidade praticamente esgotada e não há previsão para o encerramento do depósito.

    Também sem maior atenção do poder público a poda das árvores pela cidade está praticamente abandonada há anos.

    Recuperação da mata ciliar é outro problema grave enfrentado pela cidade. Atualmente, leito de uma das principais fontes de abastecimento da cidade, a Represa Cascata, sofre com a falta de plantas ao redor.

    Pau pra toda obra

    Sem atenção

    O lixão é problema coletivo que só futuras gerações vão colher resultados negativos. No entanto, há um ano o produtor rural Oswaldo Spadotto é vítima do desleixo da administração pública. O contribuinte tem sítio ao lado da área do lixão e não agüenta mais incômodo pelo mau cheiro, as moscas e urubus e até queimadas irregulares que poluem região do seu imóvel. Perdeu a paz faz tempo.

    Na justiça

    Oswaldo Spadotto já impetrou na Justiça ação cível contra o município por conta do lixão instalado e o sitiante reclama que a situação não foi resolvida e alguns pontos foram agravados. Estão despejando o lixo mais próximo da mata e permitindo que o chorume – substância líquida proveniente da decomposição do lixo – seja despejado em um córrego próximo. O problema aumenta e a solução está longe.

    Nada acontece

    Seja qual for o prefeito em exercício, a questão de ações penais e cíveis só assustam em época de eleição. É o medo de ter candidatura impedida por alguma condenação. No entanto, não produzem reflexos ao longo do cumprimento dos mandatos. As ações ficam rolando até décadas de uma instância a outra, tribunal a outro. Nada acontece contra o desmando e a impunidade campeia.

    Carne de vaca

    No dito popular, antigamente, para dizer de coisas sem novidade e repetidas, usava-se a expressão “isso é carne de vaca”. Apontar problemas graves como desabastecimento de água, destinação de lixo urbano e tratamento de esgoto parece até hoje temas complexos e que não merecem tanta atenção do administrador público e muitas vezes até da sociedade. Vamos todos ser penalizados.

    Todos culpados

    Se o administrador é relapso porque desvia recursos de uma área para outra, sem contar a roubalheira em obras inacabadas ou superfaturadas, por outro lado a sociedade cruza os braços, se omite, enquanto a justiça tarda e é falha e a fiscalização finge que age. Logo, os problemas globalizados podem ser considerados reflexos da culpa de todos cidadãos. É muito discurso na hora da gravidade, do factual e mais nada.

    Olho gordo

    Para piorar a situação, aproveitadores de plantão e os próprios políticos e gestores de plantão, sempre acabam arrumando a solução que lhes rendem dividendos financeiros. Essa é a realidade. Sempre fica tudo fácil quando se quer privatizar, abrir concorrência para terceiros. Por quê? Negócio de milhões. Comissões? Financiamento de campanha? Caixa dois? Caixa preta?

  • 15 mar 2009 /  Fique Ligado

    A Marília de todos nós está em decadência de riquezas: 205º lugar pelos números de 2006, enquanto em 2000 ocupava a 150º posição. Mais pobres e menos educados: caímos no ranking do Estado e agora somos 126ª em escolaridade. Ufa, em compensação na média podemos alcançar 75 anos de vida.

    O contra-senso dos números é intrigante. Viver mais por soma de fatores é bom e deveria indicar que o povo tem mais qualidade de vida e bem-estar.

    Os indicadores da nova pesquisa da conceituada Fundação Seade acendem luz vermelha para Marília, amarela que estava desde 2004.

    Indicadores é a coqueluche de políticos, investidores e da própria mídia que exploram ao limite dados de grandeza social ou econômica.

    Natural. Bons indicadores caracterizam gente coletiva em condições dignas de vida, cultural, social e econômica. Se der ainda mais sorte até psicológica.

    A pesquisa divulgada esta semana e que pode ser acessada na integra no site www.seade.gov.br, traz dados importantes para debater, mobilizar autoridades e lideranças e definir estratégias de avanço na melhoria de nossas vidas.

    Mais indicadores da Seade e outros institutos de idêntico crédito como IBGE poderiam formar conjunto para envolver cidadãos e instituições em seminário ou outro evento e sistematizar como é Marília hoje e qual queremos ser no curto, médio e longo prazo.

    O dado que deixa a cidade em baixa no ranking dos 645 municípios de São Pauloé o Produto Interno Bruto (PIB).

    O quadro põe Marília com PIB inferior até municípios regionais como Pompéia, Pedrinhas Paulistas ou Tarumã.

    Aparece em pior situação que outras cidades de médio porte como Bauru, Botucatu, Araçatuba e Presidente Prudente. Entre eles, apenas Bauru integra lista dos cem mais ricos.

    Os dados fazem parte da quinta edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS) e sinalizam a evolução da condição de vida dos municípios incluindo dados sobre renda per capita, nível de escolaridade e longevidade.

    Tem riquezas mal distribuídas

    A riqueza analisa dados de consumo de energia elétrica,remuneração média do funcionalismo e o valor adicional fiscal per capita (média entre entrada e saída de mercadorias)

    O que dá a Marília condição menos ruim? Município concentra a maioria das indústrias e serviços essenciais como pólos de saúde e de educação existente na região administrativa (com 51 cidades) e mesmo assim a cidade é considerada a segunda mais pobre do estado.

    Destaques a indústria de alimentação, na realidade fabricas de doces, confeitos e biscoitos. A pesquisa Seade indica que Marília responde por 25,4% do valor agregado do setor de serviços e é o maior centro comercial atacadista e varejista da região.

    É aquela defesa que fazemos ao longo dos anos da necessidade de fortalecer comércio com melhores e grifes de marcas e redes como tem acontecido.

    Aliás, a pesquisa usa informações até 2006 e você não tenha dúvida que os dados de 2008 quando contabilizados devem melhorar a riqueza da cidade.

    Por conta da economia que vinha bem até o final do ano passado e porque a cidade avançou como pólo regional ao ver a iniciativa privada ampliar negócios e concorrência e valorizar instalação de redes como Americanas, Marisa, Confiança e se tudo virar e der certo ainda mais no futuro, o Makro e Carrefour.

    Regionalmente Marília lidera estrutura de hotelaria, serviços de transporte, agências bancárias, atividades de ensino e serviços médicos, além de universidades como Unimar, Univem, Unesp e Famema, que contam como fator positivo.

    É preciso integrar estratégias

    Está evidente a necessidade de integração de projetos e estratégias não apenas de crescimento e desenvolvimento econômico, mas especialmente convergência das políticas públicas para melhorar a qualidade de vida e a cidade estruturalmente.

    A pesquisa reafirma essa necessidade, pois toda esta infra-estrutura da cidade não serviu muito nos últimos anos. De 2000 para cá, quando a pesquisa teve início, Marília vem caindo no ranking dos municípios mais ricos.

    Em 2000, a cidade figurava na 150ª posição do ranking, dois anos depois passou para 181ª, foi para 188ª, e agora, pela primeira vez, deixou a lista dos 200 municípios mais ricos do estado.

    Das 13 regiões, Marília é a terceira mais pobre do estado e ganha só de Presidente Prudente e Registro, na divisa com o Paraná, que abriga o Pontal do Paranapanema e o Vale do Paraíba.

    Santos é a mais rica e deixa para trás até a região metropolitana de São Paulo.

    A longevidade do Estado de São Paulo continua crescendo. Resposta à redução contínua das taxas de mortalidade infantil e de homicídios em geral, especialmente de jovens.

    Em escolaridade, Marília ocupa a 126ª posição,desempenho pior em relação à última pesquisa quando aparecia em 95ª lugar.

    Na região, Marília perde em nível de escolaridade para Garça, Pompéia, Quatá e até a vizinha Vera Cruz aparece na 62ª posição.

    Marília fica atrás de Presidente Prudente e Jaú, e ganha de Lins, Bauru, Araçatuba e Botucatu.

    Pau pra toda obra

    Pauta a mídia

    A inversão de papel de parte da mídia é interessante. O principal do noticiário de jornais, rádios e tevês a cabo gira em torno da linha editorial do jornal Diário e das rádios Diário FM e Dirceu AM. Ótimo. Intrigante, no entanto. Fatos e versões pouco são debatidos, o eixo é tascar a língua no que divulgamos.

    Sem luz própria

    Natural cada linha editorial variar abordagem, fazer tendência aqui e acolá desde que não abandone pluralismo. Não é isso que está ocorrendo. Não é fato, versões e protagonistas e antagonistas que permeiam o noticiário de parte de nossa concorrência mas o foco é o conteúdo do que aqui escrevemos ou falamos.

    Metem bedelho

    Dever de ofício do jornalista faz-nos ler quase tudo, ouvir parte das rádios e tevês. É aventura. Exceto essa coluna muito raramente em resposta a algumas colocações esdrúxulas, aqui é proibido dizer ou desdizer o que os outros profissionais fazem em suas mídias. Claro, localizamos as mídias da bandidagem que todos conhecem.

    Caras e bundas

    Com meu sarcasmo e mau humor invariáveis imagino microfones como descarga, telas como vasos sanitários e ao invés de caras, bundas. Eles se dividem em aduladores, interesseiros e serviçais. Informações e luz própria? Zero. Representam a bestialidade do patrão mor e seus arroubos que não mais assustam ninguém.

    Tiro certo

    Onde a politicalha mete a mão é pura interferência ora mesquinha, ora pela lei do Gerson, a da vantagem. Nomeações para cargos em comissão em regionais do Estado são disputadas a tapa principalmente por de(puta)dos desde ano passado, de olho em 2010.

    Bomba

    Nem bem passou período da ressaca eleitoral de 2008, os bastidores especulam 2010. Quem quer ser candidato a deputado? Sobram propostas e não sem motivos a prioridade é estruturar nomes que no mínimo continue a desmontagem da escola abelardiana.

  • 08 mar 2009 /  Fique Ligado

    O “trem da alegria” que tenta embarcar mais 42 cargos no Daem, entre os quais 10 com salários de marajás e com nomeação sem concurso, vai além davergonha descabida: é a revelação da farsa no discurso de contenção de gastos e a ameaça contra os cofres públicos e as contas de água da população pobre.

    A administração pública de Marília já é considerada uma aberração na quantidade de cargos de confiança. São mais de 720 ao todo. Só no Daem eram 62 e agora mais apaniguados vão pular no cabide de sse armário com salários de de R$ 3,4 mil e até quase cinco mil reais mensais e outros privilégios e benefícios.

    Pior ainda, os 49 cargos serão criados num momento que todas as indicações e dados mostram que a máquina está inchada e com funcionalismo desmotivado. Conseqüência de mais de 12 anos de desmandos, desvios, sucateamento da máquina e desvalorização do quadro de carreiras de quem é concursado.

    A administração petista encabeçada pela dupla José Carlos Bastos, o Beca, e Antônio Carlos de Souza, o Sojinha, tenta encobrir medidas de arrogância e ameaça contra os contribuintes como se o Daem estivesse com déficit por causa dos valores baixos de contas de água e ou estivesse ocorrendo desvios abusivos em ligações clandestinas.

    Eclodiu na cidade há quase um mês uma campanha autoritária contra os contribuintes paralela ao aumento indiscriminado nas contas da população pobre que viu os valores aumentar em casos de 100%, 140% e até 700% sem nenhuma explicação e atendimento decente a maior parte de quem reclama na repartição.

    O “trem da alegria”, um cabidaço de emprego acena com a transformação do Daem num feudo para encostar petistas e correligionários.

    É contra-senso enquanto as medidas da dupla Beca-Sojinha massacram bairros da periferia com aumento injustificável do valor das contas sem apresentar qualquer novo projeto de captação de água.

    O projeto de lei lamentavelmente foi orquestrado à toque de caixa e surgiu na quinta-feira, protocolado ao final da tarde na Câmara e que deveria tramitar em caráter de urgência.

    O discursinho de Beca era de que o Daem carecia de gestão para ser salvo da falência, dados que esse jornalista e o jornal Diário e as rádios Diário FM e Dirceu AM vem mostram que se contrapõem a inversão de prioridades.

    O que deveria ocorrer seria a busca de projetos para combater o desabastecimento de água e rompimento de contratos fraudulentos, assim como auditoria em outros esquemas suspeitos dos últimos 12 anos.

    O prefeito Mário Bulgareli entregou o Daem aos petistas que colocaram Beca na diretoria executiva. Não por coincidência, tanto Sojinha quanto Beca são cunhados dos Tóffoli.

    Ao assinar assinar o projeto de criação de cargos no Daem o prefeito cede as pressões e corre risco de embarcar no descrédito junto à opinião pública arrastado pela voracidade petista.

    O projeto está na Câmara e pode ir para discussão e votação na próxima segunda-feira.

    ior, está anexado junto a um conjunto de medidas justamente para tentar confundir o debate.

    Na farra de espaços por nomeação sem critérios serão criados pelo menos cinco novos departamentos, como a procuradoria jurídica com seis cargos, mantendo a maioria das coordenadorias já existentes e elevando salários sem parâmetros técnicos e contra necessária isonomia na carreira do funcionalismo.

    O projeto de lei 9/2009 embarca no trem da alegria do PTmais gente, como no gabinete do Beca, que passa de cinco para sete cargos, criando o de diretor adjunto e a coordenadoria de comunicação com vultosos salários.

    O orçamento milionário do Daem é uma galinha dos ovos de ouro da política da cidade pela autonomia na manipulação de mais de 40 milhões de reais (previsão para 2009).

    Enquanto se alega déficit e dificuldade de caixa, a farra no cabide de emprego poderia gerar despesas de no mínimo mais 95 mil reais por mês e passar de R$ 1.000.000,00 este ano.

    Câmara deve rejeitar farra

    O famigerado projeto de lei do Daem pode ser barrado pela nova composição da Câmara que vem acenando com maior independência e ética na discussão das causas de interesse público de Marília.

    Nos bastidores a criação de cargos criou mal-estar porque os vereadores acreditam que o desgaste público não atinge apenas a direção da repartição e os petistas mas acaba afetando a imagem do conjunto dos aliados da administração de Mário Bulgareli.

    Outra irritação de quem entende de política e desempenho administrativo para futuro julgamento popular está no fato do prefeito Mário Bulgareli estar pressionado por petistas e sem medidas que possam definir projeto claro para o Daem impedindo a repercussão negativa da desorientação na cobrança das contas de água, no mesmo momento que cresce o problema localizado de desabastecimento.

    As avaliações indicam que o descabido projeto do trem da alegria é a penúltima pá de cal na imagem de Sojinha e Beca e que será rejeitado pela Câmara.

    Só restaria ao prefeito pedir a retirada do projeto da pauta e afastar a manobra que beneficia apaniguados e protegidos no Daem e, pior ainda, deixa revoltados funcionalismos de Prefeitura, Emdurb e Codemar com salários achatados há 12 anos, sem contar os servidores de carreira do próprio Daem.

    A postura da maioria dos vereadores tem dado destaque à atual legislatura.

    O presidente Eduardo Nascimento ganhou na semana que passou ainda mais crédito no projeto de fortalecimento da Câmara com a nomeação do experiente e competente vereador Sidney Gobeti de Souza como líder do prefeito.

    A bancada aliada a Mário Bulgareli é por enquanto fiel mais vigilante nos interesses públicos o que mudou o perfil de relacionamento entre Executivo e Legislativo.

    O que os aliados da administração estão preocupados mesmo é queo desastre no Daem vem estimulando críticas generalizadas na sociedade e, ainda mais grave, sendo o foco de armações e tentativa de sobrevida do grupo liderado pelos escombros do espectro de Abelardo Camarinha.

    A sociedade civil organizada deve se mobilizar para ajudar os vereadores contra a aberração do “trem da alegria” no Daem fazendo contato com um dos 13 legisladores.

    Nos bastidores políticos da Prefeitura e Câmara projeto do Daem ironizou não apenas Beca e Soijinha pelo amadorismo mas sobram alfinetadas na posição da diretoria da Matra (Marília Transparente).

    A ONG faz discurso contra o excessivo número cargos em comissão e sem concurso em Marília e agora vê desmascarada a dupla Beca e Sojinha que a entidade acaba de lançar defesa numa partidarização e quebra de isenção de sua atuação de dois anos.

    Pau pra toda obra

    Sem independência

    A grande perda da cidade em 2009 será o realinhamento de posturas e fixação de tendências que a diretoria da Matra está impondo à entidade. Não me canso de repetir que a ONG foi uma das articulações importantes da sociedade desde final de 2007. Mas a infiltração no partidarismo a serviço da diretoria já corrói a independência e pluralismo que foram tão essenciais à conquista da credibilidade.

    Vai ensinar

    Como se não bastasse a defesa intransigente e arrogante da diretoria do Daem, especialmente do ex-bancário José Carlos Bastos, o Beca, ignorando as barbaridades de contas abusivas contra o contribuinte, agora a direção da Matra decidiu ensinar comunicação, diz que a população não tem acesso aos jornais e que há ambiente tendencioso dos veículos de comunicação, entre situação e oposição e sem busca da verdade (sic).

    Opinião da ONG

    Leia aqui o que a Matra acha de veículos de comunicação da cidade, segundo publicações em seu site e em coluna paga na imprensa: “Dando continuidade a seu plano de comunicação e procurando dar capilaridade às suas ações, tentando fazer com que o conceito de cidadania, de democracia direta e controle social cheguem também aos moradores dos bairros, a MATRA inicia nesta segunda-feira, o seu programa de rádio.”

    Pouca leitura

    Pior, a diretoria da ONG foi mais longe, veja: “Essa iniciativa ocorre a partir da constatação de que apenas 13% dos marilienses têm acesso aos jornais diários e que nem todos têm o habito de leitura regular e de que em ambientes polarizados politicamente, como o da nossa cidade, tem-se os meios de comunicação da situação e da oposição e nesse contexto, o que menos importa tem sido a busca da verdade ou de uma comunicação efetiva. A MATRA tem a intenção de realizá-la. “

    Esse sou eu

    A diretoria da Matra não nominou osveículos de comunicação que estão de um ou outro lado. Mas vou me posicionar e colocar a mídia a qual sou editor, no caso o jornal Diário e as rádios Dirceu AM e Diário FM. A linha editorial é pluralista, mas somos da oposição a toda essa esculhambada politicalha de 20 anos de Marília comandada pela escola abelardiana de maus costumes e abusos. Oposição aos desmandos e tráfico de influências nos poderes.

    Está polarizado

    Essa mídia e esse jornalista enfrentam há cinco anos, em ambiente polarizado, um inferno de truculência e perseguição para marcar posição, não por interesse pessoal e próprio, mas sob a base de pluralismo, decência no trato da coisa pública e defesa intransigente contra abusos em impostos, tarifas e o desvio do dinheiro público para corrupção enquanto a cidade carece de serviços essenciais eficientes.

    Postura firme

    Essa mídia e esse jornalista foram defensores radicais da Matra e seu papel desde 2007 e nunca pediu ou esperou que a diretoria formada por homens de negócios e profissionais bem sucedidos fizessem um único documento de defesa contra os ataques, as violências e as tentativas de me calar e fechar jornal e rádios. Aqui fomos o primeiro e único palanque da Matra até o ano passado.

    Nas entrelinhas

    Participei de reuniões da entidade, abrimos jornal e rádios, a diretoria disse e reconheceu várias vezes pessoalmente a importância de nossa postura editorial em encontros e os divulguei. Ora, jornal e rádios tem tendência? Sim. Isso não muda. Há polarização? Sim. Aqui ousamos detonar o império do caolho medíocre que reinava nessa terra de cegos, com protagonistas ora egoístas, ora covardes.

    Sem verdade

    O que a diretoria da Matra está querendo fazer nesse instante é descabido. Agora vai ensinar comunicação, democracia direta, controle social e para tanto decidiu arvorar-se de ombudsman ou julgadora de linha editorial alheia. Direito dela. Vai ter respostas. Repito, aqui há lado definido. Só não admito que a diretoria da ONG cometa a idiotice tacanha de dizer que aqui não se escreve ou fala a verdade.

    Muito triste

    A Matra funciona com sócios e uma diretoria. As decisões tem um colegiado para decisões. Tudo correto. Na prática, no entanto, para se dar nomes aos bois, além de Carlos Rodrigues, o médico que é presidente, os que direcionam a entidade são fundamentalmente José Geraldo Garla e Lúcio de Carvalho Marques Filho. Triste que a ONG tenha agora feito opção por outros interesses e despreza a mídia.

    Mídia culpada

    A politicalha é notabilizada por destratar a mídia, desqualificar os jornalistas e em Marília o negócio é acabar com jornais, rádios e outros que não leiam na cartilha dos mandatários de plantão. Sejam eles de quaisquer tendências. A escola abelardiana é a mais radical e truculenta. Infelizmente a Matra dá seu primeiro passo para continuar a queimar veículos de comunicação. Figurativamente por enquanto.

    Fazem de tudo

    A diretoria da Matra não poderia ignorar que jornal e rádios e esse jornalista foram submetidos a todo tipo de truculência: o maldito incêndio que acabou com a empresa; a tentativa de me assassinar; a pressão contra anunciantes até hoje para tentar falir as empresas; além da oferta de milhões para que eu pegue minha mala e vá embora, deixando que a politicalha faça bom proveito, como se nós fossemos da mesma escola desses covardes.

    Dócil e parcial

    Essa foi a segunda vez que a Matra decidiu julgar os veículos de comunicação de Marília. Há dez dias, quando defendeu o que defendemos há anos aqui, a criação do diário oficial eletrônico, a diretoria da ONG sugeriu que a imprensa estava usando verbas públicas na publicação de atos oficiais e que estaria a imprensa dócil, parcial e domesticada. Desse mal não padecemos o que não é o caso da Matra.

    Está atrasada

    Ora, foi muito tempo depois de nossa luta contra o desperdício do dinheiro com publicações caras e desproporcionais que entrou a Matra. Defendemos que o poder público compre serviços de comunicação, é assim no mundo inteiro, mas dentro de valores de mercado, para informativos institucionais, um negócio lícito como já existe e vai existir independente dessa ou aquela ONG.

    Teve contratos

    Líderes de mercado e audiência,aqui jornal e rádios sempre comercializaram serviços para iniciativa privada e poder público. Com ética e legislação e mercado. Abelardo Camarinha comprou espaço, pagou por ele, divulgou seus eventuais feitos, nem por isso deixou de ser criticado, denunciado, assim como Mário Bulgareli e qualquer outro político. O pessoal da Matra entrou agora em cena e deveria respeitar memória e história.

    Caixa dois

    Infelizmente a posição da Matra só afeta os veículos de comunicação que não tem financiamento de dinheiro sujo e de caixa dois de políticos, como ocorre em Marília e em outros tantos lugares. A mídia pode ter lado, é o pluralismo das relações e necessário à democracia. Não vai muito tempo para que coronéis, caolhos e bandidos da política fiquem com toda a mídia e a sociedade vai se lascar.

    Forma genérica

    Na realidade como já escrevi aqui a Matra partidarizou sua postura, mas daí até querer pré-julgar linha editorial e taxar imprensa de forma genérica é um desserviço que precisa e vai ser combatido. O pior é descobrir que nesse debate desde já parece estarem os métodos abelardianos, cujosensinamentos mandam desqualificar a mídia, profissionais e se possível inviabilizá-los a qualquer custo.

    Falta estratégia

    Não sei se é o caso da diretoria da Matra mas no meu conceito sinto imensamente esse distanciamento entre nossas propostas. Confiava no amadurecimento de relações por conta da convergência de objetivos em defesa da cidadania. É por isso que entendo a dificuldade que será destruir o império do mal definitivamente. Falta estratégia, isenção e respeito ao pluralismo para quem está na luta do lado do bem.

    A orquestração

    A semana que passou foi um tanto reveladora de tudo isso que apresento aqui. A cidade realmente está polarizada. Os veículos de comunicação da escola abelardiana destratam e atacam esse jornalista e jornal e rádios; sem tanta influência partidária, o Canal 9, virou palanque do José Carlos Bastos, o Beca e do tal Antônio Carlos, o Sojinha que também ganhou cargo em comissão no Daem, para atacar essa mídia; a Matra generalizando contra todos; nós, no meio da orquestração.

    Grande risco

    Realmente a escola abelardiana não poderia ter outro comportamento em relação à imprensa que não é dele. No entanto, Marília corre o risco de ficar sem comunicação pluralista com seus naturais exageros e defeitos, mas demonizar nossa atuação é simplesmente a garantia que o império do mal vai se reerguendo para iniciar novo reinado em 2010 esacramentar em 2012. Parece que todos se merecem. Pobre cidade…

    Língua de trapo

    Enquanto tudo isso, a serviço da escola abelardiana,João Fernandes More, ex-vereador e rejeitado nas urnas, arranjou outro jeito de ganhar dinheiro. Alugou a língua e faz programa na TV Marília, canal 4, para falar o que bem entende sem nada dizer. A língua de aluguel não tem outro fim senão defender os interesses do chefão. Medíocres desfilaram no programa no período pré-eleitoral, e agora desapareceram. Pobreza.

    Tiro no pé

    As baboseiras despejadas nos poucos ouvidos de quem se liga na tevê (canal a cabo que dá traço na audiência) servem apenas para agitar os bastidores da politicalha. Não é que João Fernandes More acabou pisando no tomate. Ao falar da roubalheira na Câmara acabou acertando tiro no próprio pé e no de outro fiel escudeiro da escola abelardiana, o vereador Herval Rosa Seabra.

    Bola murcha

    Na semana passada, durante a sessão camarária, Herval Seabra ironizou atuação de João More na tevê e inclusive mandou que ele abaixe a bola. No dia seguinte, João More desconversou, elogiou Herval, disse que o programa está aberto aos vereadores. Ora, como se estivessem todos amiguinhos. Um balaio de…. Esse é o nível, nem poderia ser outro.

    Unhas e dentes

    O patrão de João More foi esculachado na revista IstoÉ e a mídia não corrompida e fora do serviço da escola abelardiana deu o maior destaque para a ficha suja de Camarinha. Na TV Marília o espetáculo era para salvar a pele de lobo espectro abelardiano e no papel principal, de novo, o língua de aluguel João More para defender que o sol não existe para todos, só para seu patrão. Ladeira abaixo.

    Fim previsível

    Não poderia ser outro o fim da escola abelardiana que a cada dia vai ficando em ruínas e suportando não apenas cair de máscaras e sentenças judiciais condenatórias. Sobrou defesa daqueles que não têm mais buraco para se esconderem. Basta verificar quem ousa defender Camarinha: fiéis defensores de fichas sujas tanto quanto aquele que defendem. Tudo dentro do acerto de contas.

    Bem recebido

    No jogo que o Marília empatou com o Guaratinguetá em 2 a 2 no Abreusão, como sempre estava presentes entre nos torcedores o prefeito Mário Bulgareli. Lógico, no intervalo, o prefeito aproveita a deixa e como político sobe às cabines de rádio e televisão para ganhar aqui e ali um espaço e falar sobre jogo e administração. Falou nas rádios Dirceu AM e Diário FM, por exemplo.

    Fora do ar

    Quando Mário Bulgareli foi falar na rádio 950, de Abelardo Camarinha, foi cortado no estúdio. Falou mas ninguém ouviu. Ora, nenhuma rádio é obrigada a colocar o prefeito ou quem quer que seja no ar, depende da linha editorial. No ano passado nenhum político falou nas rádios Dirceu e Diário. Eram previamente avisados ou à sua assessoria. Cortar quando está falando é picaretagem e malandragem.

  • 02 mar 2009 /  Fique Ligado

    Rainha sem coroa

    Alessandra Costa, notabilizada líder estudantil, filiada ao PCdoB e filha do histórico ativista de esquerda, o metalúrgico Otacílio Costa, é a mais autêntica rainha sem coroa de Marília. Está anunciada para assumir uma secretaria da Juventude que até agora é fantasma. É compromisso de campanha eleitoral do prefeito Mário Bulgareli mas nada foi concretizado.

    Na expectativa

    O fiador da criação da Secretaria da Juventude é o lendário vereador Sidney Gobetti de Souza, o líder maior do PCdoB. Gobetti tem algumas idas e vindas ecléticas nos grupos políticos da cidade mas é um dos mais autênticos e coerentes entre as velhas raposas. Bulgareli assumiu compromisso em 2008 e não pode deixar Gobetti na mão, muito menos permitir esse quadro esquisito de secretária sem pasta.

    Jogo melado

    Em um dos centros deste embaralhado está o vereador César da ML por uma questão de picuinha. Ele ficou meses fora da Câmara na Legislatura passada depois que o vereador cassado Hely Bíscaro foi reconduzido à sua vaga. Quem presidia a sessão daquele dia era Sidney Gobetti, que optou pela posse do cassado, interpretando decisão judicial César agora lidera movimento contra criar Secretaria da Juventude.

    Coisa esquisita

    Nos bastidores há uma queda de braços. O problema da picuinha atrasa compromisso de Bulgareli e do próprio Sidney Gobetti com seu grupo político. César acaba fazendo jogo da escola abelardiana capitaneada sempre pelo fiel escudeiro Herval Rosa Seabra. Seria menos esquisito se fossem reparadas as arestas longe dos interesses menores e mesquinhos.

    Mais posição

    O que acontece nesse início de novos mandatos no Executivo e Legislativo é simples: falta liderança. Ou lideranças. Mais engajadas para evitar a volta do mal maior. O prefeito Mário Bulgareli desfruta do berço esplêndido, os aliados estão em guerra e tudo vai ficando enrolado. Não é sem motivo que na terra de cego da política de Marília um caolho medíocre reinou durante 20 anos.

    Outra proposta

    Fosse um grupo melhor acabado e não um Frankenstein, a realidade em casos de coalizão e convergência de interesses políticos com mínimo de vinculação aos parâmetros coletivos e públicos, tanto Mário Bulgareli, quanto Sidney Gobetti de Souza e o próprio César da ML já teriam encontrado uma proposta viável para que todos pudessem trabalhar com transparência e isenção.

    Novo objetivo

    Não pode o dinheiro público apenas financiar a criação de cargos e funções que possam se passar como desnecessárias. Da forma como a eventual criação de Secretaria da Juventude está discutida e colocada, dá-se essa impressão. Pior ainda: com esses elementos mesquinhos e menores de guerrinha em bastidores. Esse pessoal tem experiência para se colocar de forma mais ética e equilibrada.

    Meio termo

    Alternativa para melhorar os serviços públicos e aliar compromisso de campanha e integrar aliados: ao invés de uma secretaria específica de Juventude, a alternativa seria uma secretaria das Diferenças, Minorias e Cidadania, onde além da necessidade de projetos voltados à juventude, poderia agregar programas dos direitos dos negros e dos idosos. Uma secretaria macro dividida em subsecretaria.

    Caos instalado

    Nem Carnaval, nem folia, mas só muita dor de cabeça para milhares de contribuintes residentes nas zonas norte e sul. Falta de água deixou rastro de problemas não apenas dentro das casas junto às famílias. Também afetou comércio daquelas regiões. O pessoal do Daem, esse sim, passou na folia carnavalesca e medidas emergenciais ninguém viu ou anunciou. Lamentável.

    Rédeas na mão

    Não vai demorar mais para que o prefeito Mário Bulgareli tenha que adotar medidas urgentes em defesa do abastecimento de água da cidade. Por enquanto seria função do diretor do Daem José Carlos Bastos, o Beca, e a tropa do PT. No entanto, soluções inexistem, só há ti-ti-ti de bastidores e a reclamação generalizada sobre os valores absurdos das contas de água.

    Duas frentes

    O Daem desde sempre foi gerenciador do sistema de abastecimento e uma espécie de galinha de ouro de quem lá esteve devido à autonomia, principalmente financeira daquela autarquia. Os investimentos sempre tiveram recursos dos cofres da Prefeitura e destinados eventualmente por aportes pontuais do Estado e da União, para perfuração de poços artesianos profundos. Esse quadro deve ser mantido.

    Maior problema

    Ao lado do deficiente sistema de atendimento na saúde, o desabastecimento de água é um dos calcanhares de Aquiles de Marília e fruto da mediocridade, incompetência e propaganda enganosa dos últimos 12 anos de reinado da escola abelardiana. Mário Bulgareli assumiu compromisso e terá que colocar a Prefeitura para resolver essa deficiência, assim como enquadrar o funcionamento do Daem.

    Outras metas

    O prefeito Mário Bulgareli já sabe que a cidade não admite privatizar ou terceirizar o Daem, que é patrimônio do povo, mesmo que haja essa proposta velada de negociantes de plantão nos bastidores. Resta buscar investimentos alternativos com recursos estaduais e federais. Afinal, se agora sem estiagem já há crises de abastecimento, a partir de junho a situação será catastrófica.

    Fichas sujas

    A revista Istoé da semana que passou trouxe a relação dos políticos com fichas-sujas no Congresso Nacional, numa lista completa daqueles que respondem por crimes em ações junto Ao Supremo Tribunal Federal. São sete senadores e 38 deputados processados e como sempre o tal Abelardo Camarinha está lá em destaque. E olha que o levantamento não mostra um por cento de sua ficha criminal.

    Banco dos réus

    A revista IstoÉ que sumiu das bancas de Marília no primeiro dia de circulação destaca gente de peso na política brasileira que responde a processos na suprema corte brasileira. A notícia ruim é que o STF nunca condenou um parlamentar para que este pudesse perder seu mandato. Outra prova que o foro privilegiado é um descabido passaporte para impunidade dos fichas-sujas.

    Interminável ficha

    No caso de Abelardo Camarinha, a revista Istoé como nos demais parlamentares mostrou apenas as ações no STF. O ex-prefeito e deputado federal tem outros tantos procedimentos em tramitação no STF, assim como centenas de processos em primeira instância e no Tribunal de Justiça de SP, assim como no Tribunal Regional Eleitoral. Ele é sempre destaque nesses levantamentos.

    Vários crimes

    O que está em tramitação no STF, por exemplo, sobre a vida pregressa de Abelardo Camarinha e que ao final não aparece no levantamento trata de seu patrimônio obtido de forma suspeita, denúncias de corrupção, desvio de verbas públicas, improbidade e até investigação como mandante do incêndio criminoso que destruiu em setembro de 2005 70% das instalações do jornal Diário e das rádios Dirceu AM e Diário FM.

    Está sumido

    Não é sem motivo que Abelardo Camarinha desapareceu de cena. Vive na penumbra da política partidária ao lado do filho deputado estadual Vinícius Camarinha que saiu derrotado das eleições de 2008. A rejeição popular se completa com os problemas judiciais com sentenças que vão desmascarando Abelardo pela carreira de desmandos que produziu ao longo dos últimos 20 anos.

    Domínio público

    Todo cidadão deve acompanhar a vida dos políticos pois são eles que representam a sociedade na administração do Executivo e Legislativo e ao final formulam leis que regem nosso dia a dia assim como definem aplicação de nossos impostos. Basta verificar nos sites da justiça a ficha de cada um, assim como visita a sites como da ONG Transparência Brasil.

    Voz da cidadania

    A ONGTransparência Brasil fiscaliza o comportamento ético dos homens públicos e ao focalizar os parlamentares mais influentesdo Congresso, o coordenador Cláudio Weber Abramo diz que entre as chamadas “cabeças” do Congresso, um em cada três líderes de bancada está sob investigação. Retrato macabro. O eleitor não pode só votar, é preciso se engajar, fiscalizar os mandatos dessa cambada.