Beca caiu fora
O bancário aposentado José Carlos de Souza Bastos, o Beca, ficou diretor executivo do Daem 85 dias. Foi um desastre. Pode até ter sido incompreendido, muito cobrado em pouco tempo, mas realidade é que ele não teve maturidade e experiência para o cargo público em autarquia essencial e com necessidades urgentes.
Sem postura
Profissional de carreira, bem envolvido em altas rodas, esse e aquele desempenho privado de êxito de José Carlos Bastos não estavam como fundamentais a avalizarem seu desempenho no cargo. Faltou postura, equilíbrio, convergência de interesses coletivos e desfazer jeito de dono de coisa que é pública.
Mais indicado
Diferente da iniciativa privada, quem está no poder público sempre acaba com algum consolo. Tanto assim que para dar aquela vertente de saída honrosa, José Carlos Bastos assume essa semana a secretaria municipal da Fazenda. Como técnico e sem contato com o povo, pode até dar certo. É cargo mais indicado…
Descentralizar
Na questão da Secretaria da Fazenda, acerta o prefeito Mário Bulgareli, porque é muito poder e trabalho na mão de única pessoa. Afinal, o chefe de Gabinete Nelson Virgílio Grancieri estava acumulando os cargos. Tinha super-poderes de homem de confiança de Bulgareli para todos assuntos e questões…
Maior agilidade
Mário Bulgareli precisa urgente fazer a máquina andar, imprimir sua marca administrativa. Depende de engenharia de poder para doutrinar seu Frankenstein. Por enquanto há só torre de babel: projetos não saem do papel e pipocam reclamações em todos os cantos. Sem contar o empurra-empurra e falta de operar o que se decide.
Ponto crítico
O ponto mais desgastante do governo até agora foi a direção do Daem que de uma forma ou outra pode começar tudo de novo com a saída de José Carlos Bastos. Não pode existir projeto pessoal ou do PT no Daem, mas programa de governo que deve garantir a resolução do desabastecimento sem mentiras e leviandades.
Vai definir
Ninguém pode tirar o direito do PT indicar outro diretor para o Daem. Em política como em qualquer tempo da vida, compromissos devem ser cumpridos. O PT deve ter maturidade, comprometimento e deveres com a administração pública e indicar alguém capacitado técnica e de relações públicas reconhecidas além de política.
Deixou lição
Deixou lições a série de escândalos e a indisposição criada com parte da população por causa do aumento sem justificativa no valor das contas d’água. O Daem é como viúva rica, galinha dos ovos de ouro, mas precisa de administração focada na ação e interesses coletivos acima de vaidades e hipocrisias.
Muito dinheiro
Seja quem for assumir por indicação do PT e nomeação do prefeito Mário Bulgareli, o certo é que o Daem tem obrigação de executar projeto de ampliar o sistema de abastecimento de água, concluir as obras de tratamento de esgoto junto com a Prefeitura e prestar contas para a sociedade desses orçamentos milionários.
Menos lero-lero
Ex-prefeitos e ex-diretores administram no Daem orçamento que em 2009 será de quase R$ 40 milhões. Agrega ainda aquela penca (são 62) de indicados em cargos em comissão. É direito do PT, nomear sua patota como já o fez, até o diretor. Mas o Daem é do povo, bancado com tarifas caras, o que não pode ser ignorado.
Trem da alegria
José Carlos Bastos saiu do Daem por causa da distância entre discurso e prática e o futuro diretor vai ter essa lição de graça logo no início. Afinal, o trem da alegria que cria 42 novos cargos parado na Câmara deve ser abortado no atual formato. Chega de criar vagas para apaniguados.
Foi comprovado
O caminhão placas KTN 3149, de Marília, modelo Volkswagen, branco, estava trabalhando no residencial fechado na sexta-feira, dia 20, no final da
manhã, por volta das 11h. Moradores do condomínio também capturaram
imagens do caminhão e enviaram à redação do Diário em outras datas.
Festa de poucos
A manobra extermina todos os cargos de confiança com salários de até R$ 1.000 mil – os chamados C4 e C5, que são nove ao todo – e cria vários cargos de diretoria em departamentos, incluindo o diretor adjunto, com salário superior a R$ 3,2 mil. Ora, uma festança para poucos em detrimento de quase 400 funcionários do Daem.
Outra aberração
O projeto talvez nem saia das comissões de vereadores, mas é uma herança que vai ficar para o futuro diretor decidir. Outra aberração embutida; atualmente existem apenas três cargos com salários C1-A na autarquia. Com o trem da alegria o ex-diretor queria mais dez, passando a 13 funções para indicação política.
Coisa esquisita
Como diz o jargão popular, a casa caiu mesmo para a direção do Daem quando o Diário mostrou: um caminhão adesivado com emblema do Daem foi flagrado vários dias da semana passada fazendo serviços de coleta de galhos e entulhos em um condomínio privado de chácaras na zona leste da cidade.
Os indignados
O veículo foi fotografado pela reportagem, após denúncia de moradores. Para piorar a situação: uma das chácaras do condomínio é do ex-diretor José Carlos de Souza Bastos. Coincidência ou não, Beca também é presidente da associação de moradores do condomínio, que é alvo de um inquérito civil que corre no Ministério Público.
Presta serviços
O jornal descobriu que o caminhão em nome da empresa Aloran Jardinagem presta serviços ao Daem como confirmou o proprietário Mário Berlamino. E que faz serviços ao condomínio. O caminhão teve adesivo do Daem retirado quando a reportagem o encontrou no Jardim Flamingo, três dias depois de ser fotografado.
Nova majestade
Outro episódio já tinha carimbado a gerência do Daem: nomeação de Antônio Carlos Vieira, o Sojinha, para cargo em comissão. Cunhado do vice Ticiano Tófolli, a lei é clara contra o nepotismo e ele teve que ser exonerado. Ora, mas não tinha discurso de combater as velhacas práticas do reizinho destronado no passado?
Sob suspeita
A equipe de jornalismo investigativo do Diário chegou a poupar a direção do Daem tantos foram os atropelos acumulados. Isso mesmo. O jornal levou 25 dias para apurar e concluir levantamento sobre eventuais fraudes em licitação, confirmada pelo próprio Daem que no mesmo dia à divulgação cancelou o contrato.
Com atraso
O Diário publicou o escândalo que inclusive estava em apuração e obrigou a direção do Daem suspender o contrato com empresa que venceu licitação para reparos e conserto da rede de distribuição que incluía também a reposição do asfalto quebrado. Claro, medida que chegou com atraso de pelo menos 15 dias.
Tem fraude?
O valor do contrato era de R$ 257,5 mil a Paiaguás Engenharia e Construções Ltda, que executava serviços na rua há cerca de 20 dias. A suspeita é de fraude em documentos. A empresa teria apresentado atestados de aptidão técnica falsos alegando que havia prestado serviços equivalentes em outras cidades e para prefeituras.
Pela Codemar
Essas licitações de serviços de reparos de asfalto pelo Daem há muito tempo deveriam ser executados pela própria Codemar que tem estrutura e salvo algum interesse outro ou coisa esquisita, é justamente a empresa de Marília capacitada e indicada para esses serviços. Tudo seria mais barato e eficiente.
Está fazendo
Tanto assim que o contrato suspenso com a tal Paiaguás, da pequena Taciba, foi assumido pela Codemar. Ora, no fundo todo mundo sabe que há lobby, seja de grande ou pequena empreiteira que correm atrás de obras públicas. Se a empresa privada tem Lucro, a Codemar também e fazendo o serviço poderia até ampliar sua estrutura.
Carta fora
A vacância no cargo de diretor do Daem novo fez crescer o olho de figuras repetidas da política, como do ex-prefeito Domingos Alcalde. Queria a vaga. Ora, sua vez já passou, é preciso renovação. Chega de trocar o furado pelo rasgado, se é que isso é possível. Alcalde deve se dar por satisfeito, tem sua boquinha na Emdurb.
Olhos gordos
A caneta autônoma do Daem é como oásis aos olhos gordos. O PT tem direito de indicar e inclusive pode avalizar o nome do professor Alonso Bezerra Carvalho, histórico e uma das expressões do partido na disputa de eleições. Resta saber se ele será aprovado e se conseguirá imprimir administração de convergência e eficiente.
Corre-corre
Esse fim de semana vai ser aquele corre-corre de petistas e atrás do prefeito para saber quem vai ao final ser nomeado no Daem. Mário Bulgareli deve cumprir compromisso com o PT, mas seja quem for o indicado, terá que imprimir administração que conjugue medidas técnicas, interesse coletivo e desempenho político.
Lambe-lambe
Eventos políticos revelam mais que papagaios de pirata que atormentam os fotógrafos. Rasgar a seda de lado a outro como em festas burguesas de tom brega é quase perfeição entre “otoridades”. Tem sido assim quando uns se encontram com outros, no mais perfeito estilo de faz-de-conta.
Maior e melhor
Mário Bulgareli reviveu semana passada seus tempos de adulação como integrante que foi da escola abelardiana. Em evento público na Unimar, com secretários de estado, cumprimentou e falou de todos, como a educação e praxe mandam. Não deixou de citar o nome de Vinícius Camarinha sete vezes no falatório. Pode?
Sem palavras
Que o rompimento político-partidário com a escola abelardiana ocorreu, é fato. Mas da boca de Bulgareli até hoje não saiu uma resposta, uma reação. O bom cabrito não berra mas basta oportunidade e o prefeito não perde a possibilidade de adulação. Correligionários e aliados estão cada dia mais decepcionados.