• 30 jun 2009 /  Fique Ligado

    Visual abusa dos apliques plásticos da família Adventure

    Visual abusa dos apliques plásticos da família Adventure

    A Fiat Automóveis lançou hoje, em Foz do Iguaçu, a versão cabine dupla da Strada com motor 1.8 flex. Os carros vão estar nas concessionárias a partir de julho e o preço ao consumidor será de R$ 46.440,00. A picape Strada poderá levar até quatro ocupantes com conforto e segurança e pretende conciliar os atributos de um automóvel de passeio com a versatilidade e capacidade de carga. Para a Fiat, a exclusividade da cabine dupla leva a Strada a ser mais uma vez referência no segmento de picapes compactas. O lançamento reuniu jornalistas e concessionários do Brasil na Hidrelétrica de Itaipu. O jornalista José Ursílio, diretor de Comunicação do Diário e das rádios Dirceu AM e Diário FM acompanha o evento de três dias. A nova versão da picape Strada é mais uma opção da família Adventure. Ela acomoda mais dois passageiros atrás e ainda oferece uma boa capacidade de carga em sua caçamba. A Fiat Strada chegou em 1998 para coroar a família Palio (que inclui o hatchback, a station wagon e o sedã). Desenvolvido pelo Centro Estilo Fiat para a América Latina, único da marca fora da Itália, o design do Fiat Strada Adventure Cabine Dupla resultou em um conjunto balanceado, com perfil harmonioso e agradável. Além de seu habitáculo ter crescido para levar até quatro ocupantes, assim como os vidros laterais maiores integrados ao novo desenho, traz uma barra no teto exclusiva para esta versão, mais longa, o que permite o transporte de mais objetos. Para completar, sua caçamba também oferece uma boa capacidade de carga, de 580 litros. A caçamba traz a tampa removível como as das outras versões,e também vem com chave, para maior segurança. As lanternas traseiras possuem uma parte móvel na tampa da caçamba. Um para-choque escuro emoldura o conjunto, dando-lhe um ar robusto e valente. Mecanicamente, foram feitas modificações na suspensão do Fiat Strada Adventure Cabine Dupla para torná-lo um veículo confortável para todos os seus ocupantes. Para isso as molas traseiras ganharam mais flexibilidade e os amortecedores traseiros e dianteiros foram recalibrados. Além da cabine mais espaçosa – o banco traseiro traz dois encostos de cabeça e cintos de segurança retráteis de três pontos e bancos dianteiros com mecanismo “EasyEntry” + memória –, a picape inclui direção hidráulica, ar-condicionado, vidros elétricos com “one touch” e antiesmagamento, travas elétricas, computador debordo, volante com regulagem de altura, My Car Fiat, que permite personalizar várias funções do veículo, e a função Follow Me Home – acendimento temporizado dos faróis baixos com o veículo desligado. Também vem de série pneus de uso misto 205/70 R15 com rodas em liga leve15”,bússola e inclinômetros longitudinal e transversal, quadro de instrumentos exclusivo Adventure, espelhos retrovisores externos com luz de direção integrada, brake light, faróis de profundidade e de neblina, portas-garrafa nas laterais traseiras, janela traseira corrediça com grade protetora eporta escadas, protetor de motor e câmbio e caçamba com tampa removível, com chave e também com protetor, entre muitos outros. Entre os opcionais do Fiat Strada Adventure Cabine Dupla alguns são inéditos em seu segmento, como o Adventure Locker, sensores de chuva e crepuscular, retrovisorinter no eletrocrômico e rádio Connect, que é composto pelo rádio CD player com RDS, leitor de MP3 e WMA, viva-voz Bluetooth® e entradas USB e iPod. Ainda pode ser equipado com ABS + air bag duplo (sistema HSD, “High Safety Drive”),retrovisores externos elétricos, teto solar, bancos revestidos parcialmente em couro e volante revestido em couro. O Fiat Strada tem garantia contratual de um ano sem limite de quilometragem. São mais de 500 pontos de atendimento Fiat e em Marília o concessionário autorizado é a Ogata.

    Caçamba comporta 580 litros de carga

    Caçamba comporta 580 litros de carga

  • 28 jun 2009 /  Fique Ligado

    Clã de manda chuvas no Maranhão e no Amapá é liderado por José Sarney: privilégios, cargos, salários e tudo que podem abocanhar dos cofres públicos

    Clã de manda chuvas no Maranhão e no Amapá é liderado por José Sarney: privilégios, cargos, salários e tudo que podem abocanhar dos cofres públicos

    Pronto. Está decidido. Acabaram o suspense, as dúvidas, o enigma dessa trama macabra que inquieta o dia a dia nacional. Está identificado como sempre o culpado de tanta bandalheira, imoralidade e mínimo de decência: o mordomo tem nome, sobrenome e patrão.

    Mais um exemplo do uso de dinheiro público para bancar despesas privadas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O mordomo da casa de sua filha, Roseana Sarney, ex-senadora e atual governadora do Ma­ranhão, é um servidor pago pelo Senado. Amaury de Jesus Machado, de 51 anos, conhecido como “Secreta”, é funcionário efetivo da instituição.

    Ganha, com gratificações, em torno de R$ 12 mil. Deveria trabalhar no Congresso, mas de 2003 para cá dá expediente a sete quilômetros dali, na residência que Roseana mantém no Lago Sul de Brasília.

    De Marília a Brasília, esse país de esculhambação deixa rastro de descrédito generalizado. Enquanto a sociedade civil trabalha, produz, investe e empreende, além de ser aviltada com a maior carga tributária e os maiores juros bancários do mundo, a politicalha se locupleta.

    O mariliense, paulista, alagoano, sergipano, toda essa gente sustenta essa bandalheira oficial e aos poucos vai descobrindo que banca a farra oficialesca.

    O mordomo “Secreta” é uma espécie de faz-tudo, quase um agregado da família. Cuida dos serviços de copa e cozinha, distribui ordens aos funcionários e organiza as recepções que Roseana promove quando está em Brasília.

    A família bem sucedida se locupleta de tudo que pode. Outra reportagem do jornal Estadão de quinta-feira mostrou a continuidade do escândalo.

    Alvo de investigação da Polícia Federal, o esquema do crédito consignado no Senado inclui entre seus operadores José Adriano Cordeiro Sarney – neto de José Sarney.

    De 2007 até hoje, a Sarcris Consultoria, Serviços e Participações Ltda, empresa de José Adriano, recebeu autorização de seis bancos para intermediar a concessão de empréstimos aos servidores com desconto na folha de pagamento.

    O “carro-chefe” no Senado é o banco HSBC e o netinho de Sarney diz que o faturamento anual da empresa é “menos de R$ 5 milhões.”

    A intermediação de empréstimos consignados se transformou numa mina de dinheiro nos últimos anos. Trata-se de um nicho de negócio que, no Senado, virou propriedade de familiares dos donos do poder.

    A PF investiga suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o negócio.

    Filho mais velho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA), José Adriano abriu a empresa quatro meses depois de o então diretor de Recursos Humanos da Casa, João Carlos Zoghbi, inaugurar a Contact Assessoria de Crédito, que ganhou pelo menos R$ 2,3 milhões intermediando empréstimos junto a grandes bancos.

    A Sarcris começou a funcionar em 26 de fevereiro de 2007. Na Receita Federal, foi registrada como “correspondente de instituição financeira”. Além do HSBC, a empresa do neto de Sarney foi autorizada a operar em nome dos bancos Fibra, Daycoval e CEF. Finasa e Paraná Banco também chegaram a credenciar a Sarcris, mas cancelaram depois o acordo.

    As aberrações e sus peições se multiplicam. O jornal Estadão tem se destacado na cobertura do caso. Nos últimos dias, o jornal mapeou a história da empresa. A localização da Sarcris é um mistério porque ela não existe nos endereços que declara nos documentos oficiais.

    Para resumir: esse país não pode continuar nessa exploração indevida contra os cofres públicos. Gente que deveria estar formulando legislação de equilíbrio e avanços sociais, está na realidade se locupletando de cada centavo, de cada negócio, de toda riqueza que produzimos com muito suor e às vezes até sangue.

    Rei infeliz rico e pobre

    O astro pop Michael Jackson pode ter deixado dívidas que são estimadas por consultores financeiros entre US$ 300 milhões e US$ 500 milhões (algo entre cerca de R$ 600 milhões e R$ 1 bilhão).

    A definição maior é de um gênio talentoso para Michael, ser humano frágil, solitário e infeliz.

    Nelson Mota no Esta dão de ontem define bem quando mostra ser o cantor símbolo das grandes misérias de uma era de abundâncias e excessos.

    Tudo na vida e obra de Michael Jackson foi mega e pós-morte legado crescerá sem medição.

    O certo é que extravagâncias não trazem benefícios e podem levar o ser humano embora mais cedo independente de poder e dinheiro.

    Tanto assim que poucas pessoas igualaram-se à habilidade de Michael Jackson de ganhar dinheiro. Lançado em 1982, Thriller continua sendo o álbum mais vendido de todos os tempos.

    Mas o cantor que reescreveu a história do pop lutava para financiar o seu luxuoso estilo de vida. Promotores públicos o descreveram como um “comprador obsessivo”, em 2005, durante o julgamento em que foi inocentado das acusações de abuso de criança.

    Eles disseram que Jackson tinha um “hábito bilionário de gastar dinheiro para o orçamento de somente um milionário”.

    Michael Jackson iria recompor seu patrimônio e reduzir dívidas não tivesse morrido, mas fatalmente ainda precisaria se encontrar e ter ajuda para viver melhor, ser feliz…

    O legado que deixa fez geração feliz e vai fazer outras futuras entusiastas de sua música, composições e talento de dançarino.

    O rei que tinha lapsos de criança ainda aos 50 anos terá continuidade para o mundo das celebridades e fãs

    A família – especialmente os três filhos – vai ficar com a compreensão e entendimento de como Michael Jackson era na intimidade e até onde ele viveu com bem-estar.

    A vida é efêmera para todos….

    Boca no trombone

    O Marília Atlético Clube vai acabar de vez. Como se não bastasse o vergonhoso desempenho do MAC nos campeonatos para tristeza dos torcedores, a falta de mínimo de senso da direção para conduzir o clube de 2008 para cá, agora vão usar o clube da cidade e lotear para interesses escusos vindos da política partidária. O PT vai ter diretor? É a mostra que a diretoria vai afundar o clube e que ao invés de politicalha o clube deveria ir para mãos competentes e comprometidas com o futebol. Não é à toa que nenhum empresário vai por dinheiro nesse ninho. Marília de tempos em tempos fica a mercê de interesses alheios, individualistas e oportunistas. É uma vergonha.

    Língua afiada

    O canalha da política de Marília está desesperado e agora atira contra tudo e todos no velhaco esquema que não amedronta mais ninguém?

    O canalha corrupto vai continuar esperneando porque sabe que acabou e que até 2010 vai ser enterrado junto com o restolho?

    A administração de Mário Bulgareli vai só fingir que abandonou o canalha ou vai usar a caneta para demitir o resto dos farsantes infiltrados?

    Será que o prefeito vai continuar de bico calado com tanta acusação leviana e permitir que segundo mandato termine no primeiro ano?

    Será que a administração vai continuar financiando os inimigos com empregos, imó veis alugados e contrata ção de empresas de fachada?

    Ninguém para defender, ninguém para responder, é a mostra que na frente é só dissimulação e que os falsos amigos são só aprovei tadores?

    Cadê a caneta que pode abrir caixa preta da Prefeitura para entregar documentos e provas que possam de vez acabar com a dinastia?

    Empresários atacados pelo canalha da política como supostos beneficiá rios de obras públicas em “lote amentos milionários” vão ficar quietos como sempre?

    Coisa esquisita

    A Câmara Municipal de Marília parecia que estava indo bem no conjunto. Não é que de repente, com tantos casos importantes a serem discutidos e investigações por fazer, tem parte de vereadores querendo apurar os gastos da Liga Municipal de Futebol? CPI para investigar o quê? A Prefeitura destina anualmente até R$ 170 mil para a Liga. Se for o caso, que se peça na Prefeitura documentação e auditagem. É o suficiente. Só pode ser brincadeira. Gente, é preciso manter coerência. CPI? Com tanta roubalheira e corrupção a ser investigada, contratos superfaturados de 12 anos tem vereador querendo perder tempo com mesquinharia esdrúxula?

    Guerra de milhões

    Nesse país de distorções, pão e circo e corrupção na política, os números mostram o quanto a distribuição de renda é destoante. O apresentador Gugu Libe rato, 50, assinou nesta quinta-feira (25) um contrato de oito anos com a Record. Mesmo contratado pela Record, o apresentador só deixará o SBT em março de 2010, quando vence seu compromisso com a emissora de Silvio Santos. Salário de R$ 3 milhões para programa aos domingos, fora uma série de benefícios. Somente em salários o contrato chega a cerca de R$ 300 milhões, mas esse valor poderá crescer muito mais, caso apresentador e a Record façam novos acordos sobre licenciamento de marcas e produtos.

    Tiro certo

    O calote contra os bancos está aumentando. Afinal, os bancos pioraram seus serviços, os gerentes de agências desprezam os clientes e viraram serviçais de metas. A inadimplência dos consumidores brasileiros subiu em maio e chegou a 8,6% dos empréstimos do sistema bancário, segundo dados do Banco Central. É a taxa mais alta da série histórica do BC, iniciada em junho de 2000. Houve alta em praticamente todas as modalidades, entre elas, o cheque especial (de 10% para 10,8%) e o crédito para aquisição de bens (de 14,6% para 15,8%). São considerados ina dim­plentes os empréstimos com atraso superior a 90 dias.

    Estamos de olho

    Não é por menos que está cada vez mais difícil pagar dívidas com bancos. Os juros bancários continuam estratosféricos. A taxa média geral, incluindo pessoa física e jurídica em todas as modalidades pes quisadas pelo BC, está em 37,9% ao ano. Para o consumidor, os juros estão em 47,3% ao ano. No cheque especial, juro subiu de 166,3% para 167,8% ao ano. O crédito pessoal caiu de 48,8% para 46,6% ao ano. Na aquisição de veículos, a taxa passou de 29,9% para 29,2% ao ano.Ou seja, quem está atolado em dívidas tem que pensar duas vezes antes de comprar qualquer coisa.E o melhor é livrar das dívidas. E ignore e abandone os bancos.

  • 26 jun 2009 /  Fique Ligado

    Canalha e charlatão

    Marília ainda não se livrou do charlatanismo na política e mitificação de falsários e seus arroubos de ataques contra tudo e todos. Não é sem motivo que a cidade não pode parar a fiscalização de atos e costumes de homens públicos, principalmente aqueles de comportamento canalha. Desmontar o império do mal da política requer ação permanente e atitudes de coragem e respostas para desmistificar esquema de pressão e truculência que no passado impedia reação das pessoas de bem. É preciso enterrar o entulho partidário que assombra Marília há 30 anos.

  • 25 jun 2009 /  Banco dos réus

    O jornalista  Claudio Julio Tognolli, repórter especial do Conjur, um dos mais respeitados sites jurídicos do país, fez reportagem sobre as ações da Polícia Federal e destacou a omissão contra o caso de José Ursílio. Segundo a reportagem, o jornalista não conseguiu proteç;ao da PF mesmo depois de decisão da desembargadora Suzana Camargo. Veja a reportagem:

    http://www.conjur.com.br/2007-jun-13/acoes_focam_espetaculo_resultados?pagina=2

  • 25 jun 2009 /  Banco dos réus

    O site da Abraji também traz em 2007 reportagem de Mariana Baccarin o caso do jornalista José Ursílio de Souza e Silva, que há dois anos, sofre ameaças de morte em razão de matérias publicadas no Diário de Marília, onde é editor, e até agora não obteve a proteção pedida à Polícia Federal. Leia aqui:

    http://www.abraji.org.br/?id=90&id_noticia=509

  • 25 jun 2009 /  Banco dos réus

    A procuradora Federal Janice Ascari, do Tribunal Federal de São Paulo, atua em investigações do crime organizado e sucessão de atentados em Marília desde 2006. Fez várias atuações em complemento às investigações contra o grupo do ex-prefeito Abelardo Camarinha. Atuou para conseguir a proteção da Polícia Federal para garantir segurança pessoal e da família do jornalista José Ursílio. Veja o pedido abaixo:

    EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR FEDERAL RELATOR EM SUBSTITUIÇÃO REGIMENTAL ROBERTO HADDAD

    ÓRGÃO ESPECIAL – AUTOS  Nº 2001.03.00.027208-7 – INQ 437

    Exmo. Relator:

    Os autos retornaram com vista ao Ministério Público Federal para: a) manifestação sobre o ofício nº 0757-MJ, em que o Chefe de Gabinete do Ministro de Estado da Justiça encaminha cópia do parecer n.º 020/2006, do Departamento de Polícia Federal, referente à concessão de proteção policial ao Sr. José Ursílio de Souza e Silva e família (fls. 43534) e b) sobre o pedido de JOSÉ ABELARDO GUIMARÃES CAMARINHA para que os presentes autos sejam encaminhados ao Excelso Supremo Tribunal Federal em razão de ter sido diplomado Deputado Federal para a atual legislatura (fl. 43542).

    Com a diplomação e posse de JOSÉ ABELARDO GUIMARÃES CAMARINHA, como Deputado Federal, desloca-se a competência para o Excelso Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 102, inciso I, alínea “b”, da Constituição Federal, razão pela qual os presentes autos deverão para lá ser remetidos, com especial atenção para os graves fatos que ora seguem resumidos, a ser apreciadas pelo (a) Ministro (a) sorteado, doravante, relator (a) e pela douta Procuradoria-Geral da República.

    Em junho de 2006, o Ministério Público Federal informou, nestes autos, as ameaças que a testemunha JOSÉ URSILIO DE SOUZA E SILVA vem sofrendo e solicitou, para ele e sua família, proteção policial, o que foi deferido pelo TRF/ª Região pela decisão de fls. 43.612/43.613.

    Foi expedido ofício ao Sr. Superintendente Regional da Polícia Federal em São Paulo, Dr. Geraldo José de Araújo (fls. 43.620).

    Após a resposta negativa deste (fls. 43.623), que afirmou a impossibilidade de atendimento, o MPF, pela signatária, manifestou-se às fls. 43.627/43.628, já em agosto de 2006, observando que não se tratava de mera “solicitação” mas sim de ORDEM JUDICIAL, caracterizando crime de desobediência o eventual descumprimento. Juntei documentos comprobatórios de uma ameaça de morte, por arma de fogo, feita à testemunha José Ursilio em julho de 2006.

    Incontinenti, pela decisão de fls. 43.666/43.667 o pedido do MPF foi acatado, sendo expedido ofício ao então Ministro de Estado da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.

    O ofício com a ordem do TRF-3ª Região e os documentos que o acompanharam foram enviados ao Sr. Ministro da Justiça no mesmo dia 16.08.2006, por fax e pelas vias tradicionais (fls. 43.676).

    Em novembro de 2006, a representante do MPF ora signatária, mais uma vez, requereu a expedição de um último ofício ao Sr. Ministro da Justiça, para que fosse instado a obedecer a ordem judicial em 24 horas (fls. 43904/43905). Novamente, o TRF-3ª Região acatou o pedido do Ministério Público, enviando ofício ao MJ (fls. 43953/43959).

    Em dezembro de 2006, o MPF também enviou ofício diretamente à Polícia Federal em São Paulo encaminhando os documentos do caso, pois já expusera a situação pessoalmente (cópia anexa).b n.

    Até a presente data, José Ursilio e sua família encontram-se sem proteção alguma. A ordem do Tribunal Regional Federal da 3ª Região está sendo solenemente ignorada pela Polícia Federal que, inexplicavelmente, recusa-se a cumpri-la.

    Nesse interregno, enquanto não se tem o mais tênue indício ou intenção de atendimento à ordem judicial, seja pela cúpula ou pela superintendência regional da Polícia Federal, a testemunha José Ursilio vem recebendo novas ameaças, que com freqüência são comunicadas ao Ministério Público Federal e à própria Polícia Federal de Marília, conforme documentos que ora são anexados.

    Pede deferimento.

    São Paulo, 30 de maio de 2007.

    Janice Agostinho Barreto Ascari

    Procuradora Regional da República

  • 25 jun 2009 /  Banco dos réus

    Ministra do STF abre inquérito contra Camarinha

    O inquérito 2624 que tramita no Supremo Tribunal de Justiça pode se transformar em ação penal contra o ex-prefeito Abelardo Camarinha, investigado pelo suposto envolvimento no incêndio que destruiu parte das instalações e equipamentos de rádios e jornais de Marília. Entre as decisões agregadas às investigações está a decisão da Ministra Carmen Lúcia, relatora do inquérito. Veja aqui:

    DECISÃO:

    INQUÉRITO. CRIME CONTRA INCOLUMIDADE PÚBLICA. DILIGÊNCIAS REQUISITADAS PELA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA. DILIGÊNCIAS DEFERIDAS.

    1. Em 26 de junho 2007, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se nos termos seguintes:

    “1.  Trata-se de cópia do Processo nº 1152/2005, movido pelo Ministério Público do Estado de São Paulo contra ANDERSON RICARDO LOPES, como incurso nos arts. 288, parágrafo único, 157, § 2º, incisos I, II e IV e 250, § 1º, incisos II, alíneas “b” e “e”, combinados com o art. 69, do Código Penal, encaminhada pelo juiz de direito da 1ª Vara Criminal e do Júri da Comarca de Marília/SP a essa Corte, em razão do suposto envolvimento de JOSÉ ABELARDO GUIMARÃES CAMARINHA, atualmente Deputado Federal (fls. 2).

    2.   Descreveu a denúncia, que ANDERSON RICARDO LOPES e  três comparsas (BRUNO GAUDÊNCIO COÉRCIO, AMARILDO BARBOSA e AMAURI DELÁBIO CAMPOY), já condenados em outro processo, no dia 8 de setembro de 2005, na cidade de Marília, invadiram o prédio da empresa Central Marília de Notícias, abordando violentamente o vigia SÉRGIO DA SILVA ARAÚJO, roubando-lhe R$ 35,00 (trinta e cinco reais) e três folhas de cheque; em seguida, atearam fogo nas instalações do jornal e da rádio que ali funcionavam, com o uso de galões de gasolina e retalhos de tecidos. Ressaltou-se que há indícios da participação de mais um indivíduo e uma mulher, ainda não identificados (fls. 5/10).

    3.   Acontece, que ANDERSON RICARDO LOPES, redigiu uma carta apontando RAFAEL CAMARINHA como um dos executores do crime e ABELARDO GUIMARÃES CAMARINHA como mandante do crime por estar descontente com a Rádio Jornal Diário (fls. 130), tendo confirmado a autoria da carta em depoimento prestado na Delegacia de Investigações Gerais da cidade de Bauru/SP, às fls. 135/136.

    4.   Às fls. 283/285, consta laudo pericial atestando que provieram do punho de ANDERSON RICARDO LOPES os manuscritos de assinatura homônima, apostos na carta acima referida.

    5.   Consta da carta, notícia de uma reunião que teria acontecido entre os co-autores do delito num barracão situado na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes. Realizada perícia no barracão mencionado, foram encontrados no local três veículos, entre eles um caminhão de propriedade de AMARILDO ROSA (um dos autores do crime, já condenado), materiais de propaganda eleitoral de VINÍCIUS CAMARINHA, um pedaço de fita adesiva de cor amarela juntamente com retalhos de pano na cor laranja e azul escuro, quadros particulares de JOSÉ ABELARDO GUIMARÃES CAMARINHA, bem como outros documentos relativos à época em que o Deputado Federal foi prefeito do município de Marília/SP (fls. 305/306).

    6.   Extrai-se do Boletim de Ocorrência nº 506/2005-DIG (fls. 305/306), que logo após a vistoria do barracão, ANDERSON RICARDO LOPES foi levado ao local para reconhecimento do recinto como o mesmo da reunião mencionada na carta aqui em comento, porém o denunciado negou ser o mesmo lugar e apresentou versão diferente dos fatos. Em depoimento prestado pelo denunciado em 27 de setembro de 2005, às fls. 288, negou a participação no crime, afirmando que estava com sua namorada no dia do ocorrido, o que foi negado por ela, às fls. 332/333.

    7.   Realizada perícia nos retalhos encontrados no barracão da Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, n.º 1.900, constatou-se coincidência com os retalhos usados para colocar fogo na Central Marília de Notícias (fls. 566/568).

    8.   EMIR CASTILHO, em suas declarações, afirmou ter vendido o barracão para CÉSAR DE ALMEIDA NETO, em 30 de agosto de 2004 (fls. 314), juntando na oportunidade contrato de compromisso de compra e venda (fls. 315/318). CÉSAR DE ALMEIDA NETO aduziu ter emprestado o barracão a título gratuito para JORGE LUIZ CLARO (fls. 321/322) e LUIZ ANTÔNIO ALBERTONI, este último, por sua vez, além de ter sido coincidente com os demais quanto ao barracão ter sido usado para campanha política do atual prefeito, MARIO BULGARELLI, acrescentou que CÉSAR DE ALMEIDA NETO era ex-cunhado de ABELARDO CAMARINHA (fls. 325/326).

    9.   O Ministério Público Estadual pugnou pela prisão temporária de RAFAEL CAMARINHA (fls. 152/153 e 165), com posterior decisão negativa do juiz de direito da 1ª Vara Criminal de Marília/SP (fls. 218). Consta do processo, às fls. 710, boletim de ocorrência comunicando o óbito de RAFAEL ALMEIDA CAMARINHA, bem como certidão de óbito (fls. 831).

    10.  Anexaram-se aos autos Relatório de Interceptação telefônica  da Delegacia da Polícia Federal de Marília/SP realizada nos autos do Processo nº 1127/05 (fls. 724/821).

    11.  Ante o exposto, e para melhor elucidação dos fatos, requer o Ministério Público Federal:

    a) a reautuação do feito como inquérito;

    b) a oitiva, a convite, do Deputado Federal ABELARDO GUIMARÃES CAMARINHA, sobre seu possível envolvimento no incêndio criminoso ocorrido na Central Marília de Notícias, e especialmente quanto ao seu vínculo com as seguintes pessoas: CÉSAR ALMEIDA NETO (proprietário do barracão), JORGE LUIZ CLARO, LUIZ ANTÔNIO ALBERTONI, HENRIQUE COELHO DE ALMEIDA BOASSALI (usuários do barracão), AMAURI CAMPOY, BRUNO COÉRCIO e AMARILDO BARBOSA (condenados no Processo nº 1127/05), ANDERSON RICARDO, (denunciado no processo nº 1152/05);

    c) a baixa dos autos ao Departamento de Polícia Federal para que realize a acareação entre ANDERSON RICARDO LOPES e os condenados AMAURI DELÁBIO CAMPOY, AMARILDO BARBOSA e GAUDÊNCIO COÉRCIO, com o fim de esclarecer a verdadeira versão dos fatos, as razões da prática criminosa e a provável autoria intelectual do crime;

    d) a identificação e a oitiva dos proprietários do rebocar Gold Line de Placas DHF 9362-Marília/SP e VW/Brasília, branca, de placas BJC 0251-Júlio Mesquita/SP, encontra­dos no barracão da Avenida Briga­deiro Eduardo Gomes nº 1.900 (fls. 305);

    e) a expedição de ofício ao juízo da 1ª Vara Criminal e do Júri da Co­marca de Marília/SP para que envie as cópias dos interrogatórios dos reús AMAURI DELABIO CAMPOY, AMARILDO BARBOSA e BRUNO GALDÊNCIO COÉRCIO, prestados no Processo nº 1127/05, bem como das respectivas procurações conferidas aos seus advogados. E ainda, cópia do laudo pericial mencionado em certidão, às fls. 783 (correspondente às fls. 827 da PETIÇÃO nº 3987), do Processo nº 1152/05” (fls. 951-954).

    2. Defiro as diligências requeridas, a serem cumpridas da forma seguinte:

    a) autue-se o presente feito como inquérito;

    b) oficie-se ao Juízo da 1ª Vara Criminal e do Júri da Comarca de Marília-SP, para que envie cópias: a) dos interrogatórios dos réus AMAURI DELABIO CAMPOY, AMARILDO BARBOSA e BRUNO GALDÊNCIO COÉRCIO, prestados no Processo n. 1127/05; e b) das procurações conferidas aos seus advogados e cópia do laudo pericial mencionado na certidão de fl. 783 (correspondente à fl. 827 da Petição n. 3987), do Processo n. 1152/05.

    c) na seqüência, encaminhem-se os autos à Polícia Federal da Superintendência Regional do Distrito Federal, para que, no prazo de 60 dias, cumpra as diligências “b”, “c” e “d”, requeridas pela Procuradoria-Geral da República.

    3.   Cumpridas as diligências, dê-se nova vista ao Procurador-Geral da República.

    Publique-se.

    Brasília, 20 de setembro de 2007.

    Ministra CÁRMEN LÚCIA

    Relatora

  • 25 jun 2009 /  Fique Ligado

    Esquema suspeito

    Os esquemas se multiplicam. Alvo de investigação pela Polícia Federal, sob suspeita de corrupção, a intermediação de empréstimo consignado a funcionários do Senado expõe outro esquema. E entre os operadores, outro membro do clã Sarney: José Adriano Cordeiro Sarney, neto de José Sarney, filho do deputado federal Zequeinha Sarney. Como se não bastasse todos escândalos de empreguismo, a situação está cada vez mais esculhambada. A farra parece interminável, os desvios descambam para todos os lados.

    Assista

  • 24 jun 2009 /  Fique Ligado

    A desgraça da política

    O presidente Lula disse que a mídia gosta de desgraça. Errado. A mídia não tem alternativa. A desgraça é a política partidária e os respectivos governantes brasileiros que desrespeitam decência mínima exigida para exercício dos poderes Executivo e Legislativo. A desgraça que aparece na mídia dia após dia reflete a pobreza de propósitos dos tais homens públicos. O retrato de atos secretos para acobertar privilégios e benefícios imorais para senadores e seus parentes e cupinchas expõe apenas mais um escândalo, mais uma desgraça, que só poderia aparecer por uma mídia idêntica e identificada com a sociedade civil, ou seja, descrente de tanta esculhambação.

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  • 24 jun 2009 /  Fique Ligado

    Farra sem fim

    O brasileiro não é mais pego de surpresa mas não pode perder a capacidade de indignar-se com essa esculhambação. O mordomo da Rosena Sarney trabalha em sua mansão e ganha 12 mil reais por mês dos cofres públicos; dois funcionários que trabalham na Fundação José Sarney em São Luiz são assessores do Senado, que paga seus salários: R$ 7,6 mil e R$ 2,5 mil por mês. Descabido e ultrajante é que a lista de beneficiários com atos secretos e privilégios nos escombros do Senado listam 35 parlamentares, até de figuras que teoricamente seriam intocáveis. Triste e repugnante.

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