Invasão da torre da Diário FM, rádio ligada ao grupo CMN (Central Marília Notícias), na madrugada de quinta-feira, teve repercussão imediata na mídia brasileira com destaques em jornais e canais de televisão de alcance nacional.
A ANJ (Associação Nacional dos Jornais) afirmou que considera o atentado deplorável. “Quem atenta contra um veículo de comunicação atinge o direito de todos os cidadãos serem informados livremente”.
A nota teve destaque no jornal Folha de S.Paulo, na edição de ontem, e cobra ainda providências das autoridades na identificação dos autores e mandantes do atentado criminoso.
Entre as entidades a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádios e Televisão) também publicou a invasão e destruição de retransmissores da rádio.
Além da Folha, a maioria dos jornais impresso do interior, como o Jornal da Cidade de Bauru, deu a notícia.
A repercussão do novo atentado, o segundo em quatro anos após a rádio ser incendiada em 2005, também teve destaque na mídia internacional e sites de notícias, como BOL e outros.
O Portal Imprensa foi um dos primeiros a divulgar o atentado promovido por quadrilha armada, ainda na sexta-feira devido a agilidade da internet, e que destruiu os retransmissores da Diário FM.
O blog de notícias do Knight Center for Journalism, da universidade de Austin, no Texas, também publicou a invasão criminosa.
TVs fazem cobertura para rede nacional
Televisões em rede nacional dão destaque para o atentado. Ontem, equipe da Band esteve na sede da CMN para gravar com o diretor José Ursílio, que mais uma vez lamentou a invasão criminosa.
A entrevista está marcada para ir ao ar nesta segunda-feira, dia 31, em jornal nacional da Band.
Rede Record e TV Tem também deram destaque para o atentado ainda na sexta-feira. A Record fez reportagem completa com imagens e entrevistas e acompanhou as primeiras oitivas da polícia que ainda não tem pista sobre os autores do crime premeditado.
2005
A maioria das reportagens trouxe gancho falando do atentado de setembro de 2005, quando a sede da CMN foi invadida por outra quadrilha e teve 70% das instalações do jornal Diário e das duas rádios, Diário FM e Dirceu AM, incendiados criminosamente por assessores do ex-prefeito Abelardo Camarinha, que é investigado como mandante.
CONTRA A LIBERDADE
ANJ condena atentado contra rádio em Marília
Publicada em 30/08/2009 no O Globo
SÃO PAULO -- A Associação Nacional de Jornais (ANJ) cobrou rapidez das autoridades policiais na identificação dos autores do atentado à Rádio Diário FM, na cidade de Marília, interior de São Paulo, na noite de 27 de agosto. Em nota divulgada no fim de semana, a ANJ condenou o atentado, classificando-o como um crime contra a liberdade de expressão e o direito de informação. Devido à destruição de equipamentos, a programação da rádio foi interrompida por cerca de três horas.
A polícia de Marília, no entanto, ainda não tem pistas dos quatro homens que invadiram e destruíram a golpes de machado o transmissor da Rádio Diário FM. Segundo investigadores da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que estiveram na torre de transmissão da rádio, no distrito de Lácio, o laudo técnico da perícia deve ficar pronto nos próximos dias. O delegado Cléber Pinha Alonso já ouviu o vigia da rádio, Edilon $, que teve uma arma apontada para a cabeça e o rosto coberto para não reconhecer os bandidos. Segundo Alonso, aparentemente a intenção do crime era tirar a rádio do ar:
- Identificando os autores poderemos chegar a possíveis mandantes e descobrir a motivação -- disse o delegado.
O diretor da Diário FM, José Ursílio, também editor-chefe do jornal “Diário de Marília”, protocolou um pedido de investigação do caso na Polícia Federal. O delegado Alexandre Araújo disse que tomará as providências cabíveis.
O atentado contra a rádio aconteceu por volta das 22h do dia 27 e durou cerca de 30 minutos. Esse foi o segundo ato contra a empresa. Há quatro anos o prédio foi invadido e incendiado. Segundo Menon Wellington, editor-assistente do “Diário de Marília”, os autores, já condenados, eram assessores ligados ao deputado Abelardo Camarinha (PSB-SP), ex-prefeito de Marília, e seu filho Vinícius Camarinha.
Assista matéria da TV Record














