• 30 ago 2009 /  Atentado, Fique Ligado
    Band entrevista José Ursílio

    Band entrevista José Ursílio

    Invasão da torre da Diário FM, rádio ligada ao grupo CMN (Central Marília Notícias), na madrugada de quinta-feira, teve repercussão imediata na mídia brasileira com destaques em jornais e canais de televisão de alcance nacional.

    A ANJ (Associação Nacional dos Jornais) afirmou que considera o atentado deplorável. “Quem atenta contra um veículo de comunicação atinge o direito de todos os cidadãos serem informados livremente”.

    A nota teve destaque no jornal Folha de S.Paulo, na edição de ontem, e cobra ainda providências das autoridades na identificação dos autores e mandantes do atentado criminoso.

    Entre as entidades a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádios e Televisão) também publicou a invasão e destruição de retransmissores da rádio.

    Além da Folha, a maioria dos jornais impresso do interior, como o Jornal da Cidade de Bauru, deu a notícia.

    A repercussão do novo atentado, o segundo em quatro anos após a rádio ser incendiada em 2005, também teve destaque na mídia internacional e sites de notícias, como BOL e outros.

    O Portal Imprensa foi um dos primeiros a divulgar o atentado promovido por quadrilha armada, ainda na sexta-feira devido a agilidade da internet, e que destruiu os retransmissores da Diário FM.

    O blog de notícias do Knight Center for Journalism, da universidade de Austin, no Texas, também publicou a invasão criminosa.

    TVs fazem cobertura para rede nacional

    Televisões em rede nacional dão destaque para o atentado. Ontem, equipe da Band esteve na sede da CMN para gravar com o diretor José Ursílio, que mais uma vez lamentou a invasão criminosa.

    A entrevista está marcada para ir ao ar nesta segunda-feira, dia 31, em jornal nacional da Band.

    Rede Record e TV Tem também deram destaque para o atentado ainda na sexta-feira. A Record fez reportagem completa com imagens e entrevistas e acompanhou as primeiras oitivas da polícia que ainda não tem pista sobre os autores do crime premeditado.

    2005

    A maioria das reportagens trouxe gancho falando do atentado de setembro de 2005, quando a sede da CMN foi invadida por outra quadrilha e teve 70% das instalações do jornal Diário e das duas rádios, Diário FM e Dirceu AM, incendiados criminosamente por assessores do ex-prefeito Abelardo Camarinha, que é investigado como mandante.

    CONTRA A LIBERDADE

    ANJ condena atentado contra rádio em Marília

    Publicada em 30/08/2009 no O Globo

    http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/08/30/anj-condena-atentado-contra-radio-em-marilia-767393430.asp

    SÃO PAULO -- A Associação Nacional de Jornais (ANJ) cobrou rapidez das autoridades policiais na identificação dos autores do atentado à Rádio Diário FM, na cidade de Marília, interior de São Paulo, na noite de 27 de agosto. Em nota divulgada no fim de semana, a ANJ condenou o atentado, classificando-o como um crime contra a liberdade de expressão e o direito de informação. Devido à destruição de equipamentos, a programação da rádio foi interrompida por cerca de três horas.

    A polícia de Marília, no entanto, ainda não tem pistas dos quatro homens que invadiram e destruíram a golpes de machado o transmissor da Rádio Diário FM. Segundo investigadores da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que estiveram na torre de transmissão da rádio, no distrito de Lácio, o laudo técnico da perícia deve ficar pronto nos próximos dias. O delegado Cléber Pinha Alonso já ouviu o vigia da rádio, Edilon $, que teve uma arma apontada para a cabeça e o rosto coberto para não reconhecer os bandidos. Segundo Alonso, aparentemente a intenção do crime era tirar a rádio do ar:

    - Identificando os autores poderemos chegar a possíveis mandantes e descobrir a motivação -- disse o delegado.

    O diretor da Diário FM, José Ursílio, também editor-chefe do jornal “Diário de Marília”, protocolou um pedido de investigação do caso na Polícia Federal. O delegado Alexandre Araújo disse que tomará as providências cabíveis.

    O atentado contra a rádio aconteceu por volta das 22h do dia 27 e durou cerca de 30 minutos. Esse foi o segundo ato contra a empresa. Há quatro anos o prédio foi invadido e incendiado. Segundo Menon Wellington, editor-assistente do “Diário de Marília”, os autores, já condenados, eram assessores ligados ao deputado Abelardo Camarinha (PSB-SP), ex-prefeito de Marília, e seu filho Vinícius Camarinha.

    Assista matéria da TV Record

  • 30 ago 2009 /  Atentado, Fique Ligado

    2009-08-28_A4_1251511162

    O império do crime organizado e colarinho branco estão infiltrados e entrelaçados com a política de Marília e dão contornos sangrentos e desafiam as instituições rendidas ao chulo banditismo, atentados e violência sem precedentes.

    O novo atentado da quadrilha armada na noite de quinta-feira às instalações da estação de retransmissão da rádio Diário FM é a representação final da ineficiência estatal para identificar e combater as múltiplas ações criminosas que estão no submundo da política de Marília.

    Algumas ações coordenadas de polícias, promotores e procuradores e Justiça Estadual e Federal nos últimos anos até colocaram na cadeia a ralé do banditismo.

    Também identificaram alguns contratantes e mandantes – estes desafiam a legalidade embora estejam indicados em diversos processos.

    No entanto, em 2009 recrudesceu multiplicação de ataques. Bastidores tem pancadaria, agressões e tiroteios nas madrugadas.

    Há casos de incriminações forjadas e incêndios criminosos que exacerbam o desrespeito às instituições e legalismo.

    Nos últimos dias esse jornalista tem denunciado e rádios e jornal tem defendido a necessidade de medidas coordenadas para impedir tanta violência. Pouco ou quase nada se tem feito.

    Lei e ordem perderam o controle na cidade novamente e a audácia ganha contornos distorcidos e põe a sociedade civil sob riscos inaceitáveis de violência.

    Nenhuma cidade brasileira tem tanta criminalidade com gente grande, rica e da política envolvida e sem ação enérgica das autoridades.

    Há quanto tempo o noticiário nacional deixou de estampar as disputas políticas do nordeste com mortes encomendadas? Há muito.

    Marília foge à regra e os crimes estão quase anunciados com data e hora para que possam acontecer.

    É o maior reality show do país. Não precisa mais nada, apenas instalar câmeras pela cidade para que as cenas exponham o limite do banditismo.

    Quadrinha com quatro homens armados de revólveres invadiram essa semana as dependências da rádio Diário na sede de estação de retransmissores (equipamentos que distribuem os sinais da emissora para os aparelhos dos ouvintes).

    O crime organizado, planejado com detalhes técnicos, estrategicamente medidos e com alvos fixos delimitados.

    Não é como atear fogo no motor de um carro. O equipamento destruído a golpes de barra de ferro ou machado depois que o vigia foi rendido e amarrado tem características técnicas e riscos que são diferenciados e só possíveis de serem conhecidos por poucos técnicos do interior do Estado.

    Mesmo assim a ação foi bem sucedida, o equipamento principal foi bastante destruído e atingido o retransmissor auxiliar.

    Tirar a rádio do ar a qualquer custo. O atentado não foi contra nada material.

    O problema é o abstrato: a linha editorial investigativa, a exposição das informações verdadeiras que representam um risco para quem tenta enganar a opinião pública.

    Polícias Civil e Federal vão investigar. Faz parte da normatização constitucional, do estado de direitos e deveres.

    O caso ganha repercussão local e nacional nos noticiários. São mobilizadas entidades de defesa de direitos e de liberdade de expressão e imprensa.

    No entanto, o quadro repete as cenas de mobilização que há exatos quatro anos expuseram o banditismo da política de Marília que mandou incendiar e queimar instalações de rádios e jornal com o mesmo objetivo: calar a verdade.

    Nada inibe a audácia criminosa. Mesmo depois de tantas denúncias, indicações de executores, contratantes e mandantes de crimes de atentados contra patrimônio e outros como a tentativa de assassinar esse jornalista.

    Audácia continua mesmo depois de processos e condenações da ralé do banditismo que colocou na cadeia gente como Bruno Galdêncio Coércio, Amauri Delábio Campoy, Amarildo Barbosa e Anderson Ricardo Lopes, os bandidos que botaram fogo em jornal e rádios em oito de setembro de 2005.

    Audácia é desproporcional porque até hoje o incêndio não teve condenação, mas no STF (Supremo Tribunal Federal) há inquérito que aponta Abelardo Camarinha como mandante do crime praticado por envolvidos que eram seus assessores, amigos ou bate paus.

    Audácia é mantida mesmo depois da atuação das polícias e mobilização nacional que indicaram a tentativa de assassinar esse jornalista em 18 de julho de 2006 e que resultou na condenação a 12 anos de cadeia do pistoleiro Evandro Quini e da amante co-autora Luversi Luque.

    Audácia continua mesmo depois que foi e está na cadeia o bandido ex-policial rodoviário federal Ademilson Domingos de Lima que contratou e errou a morte desse jornalista por encomenda do advogado João Simão Neto, que vai sentar no banco dos réus do tribunal do Júri de Marília para responder pelas acusações.

    Onde tudo vai parar?

    Marília passou por períodos mais tranquilos à luz do dia a dia e quando ninguém espera, em 2009 o período das trevas volta a dominar as cenas cotidianas.

    Como parar toda essa luta sangrenta?

    Como impedir tanta audácia?

    Como parar tanta violência e terrorismo na calada da noite?

    As instituições não tem capacidade ou estão parcialmente dominadas?

    Onde começa a conjugação de interesses e tem início a omissão?

    A cidade símbolo de amor e liberdade está fadada a ficar eternamente nas manchetes policiais?

    A sociedade está condenada a assistir esse quadro de terror e bang-bang?

    Da parte desse jornalista e das rádios e jornais a resposta tem linha definida: inaceitável tanto banditismo.

    O preço que estamos pagando: destruição material e psicológica.

    O sentimento: manter até a última gota de suor e sangue, o último centavo, as mãos limpas, a consciência tranquila, pedir socorro à lei dos homens e só esperar a proteção de Deus.

  • 30 ago 2009 /  Fique Ligado


    Franz Netto apresentava diariamente Jornal da Cidade, pela rádio Dirceu AM

    "O Franz Neto como radialista e jornalista expressava com descrição o que estava no coração e na alma."

    Cumprimos o propósito e correspondemos ao próximo?

    Sabemos de sonho ou ilusão do dia a dia e da realidade?

    Da realidade nossa ao limite do outro nos respeitamos?

    Temos sido felizes quando há possibilidade?

    E fazemos os outros felizes.

    Somos capazes de superar as tristezas?

    O que construímos?

    O que preciso desconstruir?

    Temos única palavra de carinho a quem amamos?

    Nossas escolhas são as corretas?

    Temos sido compreendidos?

    É preciso encontrar o equilíbrio e viver é difícil.

    Buscamos respostas e marcas para nossos sentimentos em diferentes e múltiplas etapas e fases.

    A semana que passou foi mais uma difícil nas relações e compreendo o quanto precisamos prestar mais atenção em tudo.

    Escrevi no jornal e falei nas rádios no dia da morte de Franz Neto coisas do coração, emoção, alma.

    A reflexão é essencial para melhorarmos enquanto ser humano.

    Temos que refletir a partir dos questionamentos.

    Muitas palavras e expressões, mensagens e escritos expressam o mais especial sentimento.

    Alma e coração.

    O Franz Neto como radialista e jornalista expressava com descrição o que estava no coração e na alma.

    Os anos difíceis de nossas vidas, lutas, enfrentamentos, nos influenciaram e mudaram posturas e comportamentos.

    A vida das pessoas é assim. Com mais ou menos intensidade, mudamos.

    As relações fortalecem – ou deveriam – caráter, posturas, nos fazem melhores e mais equilibrados.

    O corre-corre, acúmulos de cobranças, deveres e obrigações nos privam de convivências mais simples e humildes.

    Quando paramos para questionar o que estamos fazendo concluímos que ficamos mais experientes. Muitas vezes mais tristes.

    Concluímos também que vamos esfriando as relações – todas elas -, mecanizando a convivência.

    É assim que nos deparamos quando um choque e transtorno provocam um lapso de reflexão e questionamentos.

    Não são boas notícias que nos movem para reflexão. Ganhar na loteria seria euforia e não influenciaria. Pelo contrário.

    A morte de gente querida pode ter influência devastadora para nos moldar.

    O sofrimento nos faz crescer.

    A perda de um relacionamento nos molda.

    Crescemos a partir do sofrimento por mais desconectado que isso possa ser.

    O sofrimento do dia a dia aqui na empresa nos tem feito crescer, nos leva à busca incessante de resultados.

    Deparamo-nos com mais e mais dificuldades e como no adágio popular encontramos forças onde não existem, ressurgimos das cinzas incontáveis vezes – nos sentidos figurado e literal

    O que estamos fazendo de nossas vidas?

    O que estamos fazendo é o que deveríamos estar fazendo?

    O que estamos fazendo está certo?

    É o mais correto para nós e outros  - próximos ou distantes?

    Você leitor: tem feito a sua parte?

    É isso que você quer fazer?

    É isso que você aprova que façamos?

    Precisamos fixar novos objetivos, reconstruir projetos e desempenhos.

    Precisamos às vezes desconstruir planos e moldar vida para novas buscas e outros parâmetros

    Único questionamento, o faça.

    Você pode ser melhor.

    Para você. Para o próximo.

    Eu posso ser melhor.

    Sejamos melhores.

  • 28 ago 2009 /  Atentado, Fique Ligado
    Grupo armado invade estação de transmissão de rádio em Marília


    JOSÉ EDUARDO RONDON
    da Agência FolhaGrupo armado invade estação de transmissão de rádio em Marília


    JOSÉ EDUARDO RONDON
    da Agência FolhaGrupo armado invade estação de transmissão de rádio em Marília
    JOSÉ EDUARDO RONDON
    da Agência Folha
    Grupo armado invade estação de transmissão de rádio em Marília
    JOSÉ EDUARDO RONDON - da Agência Folha

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u616548.shtml

    Centro Knight para o Jornalismo nas Américas

    http://knightcenter.utexas.edu/blog/?q=pt-br/node/5017

    Portal Imprensa repercute sobre atentado

    http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2009/08/28/imprensa30430.shtml

    O site Diário de Marília criou uma página que mostra todas as matérias do Atentado ao Jornal Diário e as Rádios Dirceu AM e Diário FM, além da tentativa de assassinato ao jornalista José Ursílio.

    Acesse: www.diariodemarilia.com.br/Atentado

    Manual dos Focas

    http://manualdosfocas.com/2009/08/bandidos-invadem-radio-e-destroem-equipamento-de-transmissao/

    Bol Notícias

    http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2009/08/29/ult4728u30672.jhtm

    Hoje Notícias

    http://www.hojenoticias.com.br/brasil/grupo-armado-invade-estacao-de-transmissao-de-radio-em-marilia/

    ABERT – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão

    http://www.abert.org.br/D_mostra_clipping.cfm?noticia=129167

    Jornal da Cidade – Bauru

    http://www.jcnet.com.br/detalhe_regional.php?codigo=164588

    Diário FM é vítima de nova invasão quatro anos após incêndio criminoso - Jornal da Economia

    http://www.jeonline.com.br/sitenovo/exibe_ult_not.asp?n=148&id=539

    VIOLÊNCIA – Quarteto danifica transmissores de rádios – Jornal da Manhã – Marília

    http://www.jornaldamanhamarilia.com.br/site/ver_noticia.aspx?CodNoticia=8657

    CONTRA A LIBERDADE - ANJ condena atentado contra rádio em Marília

    http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/08/30/anj-condena-atentado-contra-radio-em-marilia-767393430.asp

    Rádio Agência

    http://www.radioagencia.com.br/noticia.php?noticia=28986&categoria=1

    Tudo Rádio

    http://www.tudoradio.com/noticias.php?noticia=2595

    Fábio TV.com

    http://www.fabiotv.com.br/manchete.aspx?id=8392

    Maxpress Net

    http://www.maxpressnet.com.br/noticia.asp?TIPO=PA&SQINF=394269

    Comunique-se

    http://www.comunique-se.com.br/Conteudo/NewsShow.asp?idnot=53358&Editoria=8&Op2=1&Op3=0&pid=1&fnt=fntnl

  • 28 ago 2009 /  Atentado

    DSC_0004

    DSC_0011

    DSC_0019

    DSC_0031

    DSC_0038

    DSC_0075

    DSC_0104

    Fotos: ED Dourado/ Jornal Diáro de Marília

    2009-08-28_A4_1251511162

  • 28 ago 2009 /  Atentado

    Vigia foi rendido e amarrado por quatro homens armados

    DSC_0010

    Quatro anos após incêndio criminoso que destruiu 70% das instalações do jornal Diário e rádios Dirceu AM e Diário FM, empresa sofreu novo atentado. Na noite de ontem, equipamento que transmite a programação da Diário FM para Marília e região foi danificado por quadrilha armada. Quatro homens renderam vigilante da estação retransmissora, à margem da SP-294, em Lácio, e tentaram destruir aparelho de com golpes de barras de ferro.

    Vigilante Edilon Reis da Silva, 40, contou que por volta das 22h30 foi até a parte externa da estação ao ouvir os latidos dos cachorros e deparou-se com bando armado. Ele foi rendido, ameaçado com revólver e amarrado. Na hora da abordagem um dos homens teria perguntado sobre qual seria a rádio transmitida na estação. Quando disse ser a Diário FM, bandido teria dito que era este mesmo o alvo e ainda que teriam vindo de Bauru exclusivamente para realizar o serviço.

    Evidências indicam que crime tenha sido praticado por pessoas treinadas, já que aparelho de 10 mil wats de potência foi desligado antes da ação.

    Após golpear retransmissor principal, bando passou para aparelho auxiliar, com potência dez vezes menor utilizado para que programação não fique interrompida durante manutenção de aparelho principal.

    Amarrado e encapuzado, vigilante não conseguiu identificar veículo ou direção da fuga dos criminosos que levaram também celular da empresa. Alguns minutos depois, Silva conseguiu se soltar e acionou polícia pelo seu telefone particular.

    Nesta manhã policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) estiveram no local. O delegado assistente Cléber Pinha Alonso afirmou que ao que tudo indica crime foi motivado por interesse em prejudicar grupo do jornal Diário com a interrupção da programação da FM e prejuízo material do equipamento. Ainda pela manhã vigia foi ouvido na delegacia. “Vamos ouvir a vítima e trabalhar no sentido de identificar quadrilha e possíveis mandantes”, disse Alonso.

    Programação da Diário FM foi interrompida por cerca de 3 horas durante a madrugada, mas retomada com retransmissor auxiliar.

    Clique para baixar o boletim

    Boletim

    Boletim1

    Ouça o Programa a Voz da Coragem

    Programa a Voz da Coragem

  • 27 ago 2009 /  Fique Ligado

    franzAtropelamos as pessoas no dia a dia. Não as vemos. Dissimulamos um cumprimento frio e quase obrigatório.

    Na segunda-feira foi assim que agi com o Franz Neto.

    É assim que tenho agido até mesmo com o espelho. Confesso não me vejo mais.

    Até poucos dias entrava 11h30 nos estúdios das rádios Dirceu AM e Diário FM e estava lá o Franz Neto.

    “Vai falar, a voz da coragem, a voz da indignação, a voz contra as maracutaias e a corrupção dos políticos de Marília”, anuncia a voz de Franz Neto.

    Emocionava-me todos os dias de ouvir o anúncio, serve de estímulo porque o Franz Neto nenhum dia fez uso da voz, mas estava falando o coração, o sentimento, a alma.

    Mesmo assim cansei de atropelar o Franz no dia a dia. Poucas vezes parei para conversar e saber como andava sua vida, seus problemas, suas alegrias…

    Eu falo todos os dias que a sociedade só se sensibiliza com a catástrofe, com a morte e não sirvo para exemplo de equilíbrio ou de devoção às relações.

    Ninguém precisa estar monge ou devoto integralmente todos os dias. É impossível.

    O Franz Neto estava de licença por alguns dias fazendo exames de rotina. Não estava sentindo-se bem. Foi sujeito previdente. Estava se cuidando.

    Nós convivemos tantos e tantos anos aqui. Do repórter de polícia ao apresentador do Jornal da Cidade da Dirceu AM Franz Neto sempre se pautou pelo profissionalismo ativista.

    Vivia nos últimos anos cidadania de homem simples numa casa de quintal grande no distrito de Lácio ao lado da mulher Marineuza.

    A história de vida do Franz Neto está na constelação dos repórteres influentes e que marcaram época em São Paulo.

    Mais os amigos gostavam de pontuar o Franz Neto como o primeiro repórter aéreo de São Paulo.

    O “Abelhudo Cofap” voou pelos céus da Capital entre 1970 e 1978 e Franz Neto estava como pioneiro a narrar fatos e versões como o incêndio em primeiro de fevereiro de 1974 no Edifício Joelma.

    O Franz Neto esteve aqui em Marília como repórter policial, às vezes frustrados com os rumos da política e administração pública.

    Foi as rádios mudarem de linha editorial e o Franz Neto nos últimos anos se engajou, floresceu novamente o ativista e contestador.

    Foi assim que em todas as horas difíceis dos últimos anos, como no incêndio dos bandidos da política contras as rádios e o jornal que Franz Neto arregaçou as mangas, falou ainda mais alto, com o coração, a alma.

    Foram participações emocionantes, Franz Neto esteve lado a lado, perfilado para enfrentar os ataques externos e suportar as dores internas, as dificuldades do dia a dia, não apenas as financeiras, mas as emocionais e psicológicas.

    Mesmo assim ele entrava e saia e às vezes como muita gente, nem era notado, o encontro restringia-se ao cumprimento quase obrigatório e educado.

    A morte de alguém nos traz reflexão porque não há como nos perdoar pelo que somos e porque só então vamos valorizar aquele cidadão que estava tão perto e no entanto o atropelávamos.

    De repente às 13h de ontem o repórter, radialista, apresentar, lutador e ativista Franz Neto cai em Lácio e o socorro imediato não é o suficiente pois sua vida chegara ao fim.

    De repente entristecidos os companheiros, amigos, a mulher, familiares. O homem vai embora da convivência.

    Deixa história aqui, em São Paulo…

    Foi embora rápido e o tratamento e cuidados médicos que estava atrás não foram suficientes para prevenir e quem sabe continuar entre nós.

    O cemitério está lotado de gente, de insubstituíveis é o que o adágio popular prega.

    Sensibilizamo-nos com um passamento, a tristeza é superada de acordo com o grau de afinidade.

    Tiramos lições para o dia a dia em questionamentos.

    O que estou fazendo de minha vida?

    É isso que quero?

    Esse é o propósito?

    Lutamos tanto e ao fim o fim é o fim.

    O que fazemos no dia a dia tem que ser compensador para cidadania, momentos felizes, as pessoas, a memória…

    Deveríamos atropelar menos as pessoas.

    Elas vão embora.

    Nós vamos embora.

    Desculpe-me Franz Neto.

    Adeus Franz Neto.

    Ouça: José Ursílio homenageia Frans Neto

    Ouça: Frans Netto sobrevoa São Paulo em 24 de julho de 1973. Participa ao vivo com Hélio Ribeiro do site Peça Raras

    Ouça : Entrevista com Milton Neves

    Ouça o Programa a Voz da Coragem

    Assista:

  • 26 ago 2009 /  Fique Ligado

    Voluntários e beneméritos anônimos sustentam as melhores relações em convivência na sociedade de Marília e produzem a sustentabilidade essencial na salvaguarda das necessidades das comunidades carentes.

    Ação de diversos setores produzem bem-estar nas convivências de atividades sócio-culturais-esportivas, um mecanismo notabilizado pelo esforço e abnegação do cidadão que está agregado em clubes de serviços, entidades assistenciais e colônias, como a nipobrtasileira.

    Da festa típica, ao jantar beneficiente ou diversão esportiva e programação cultural, a ações se multiplicam pela cidade e criam ambiente de convivência.

    Uma festa de quatro horas num fim de semana pode movimentar três semanais de preparação, 200 voluntários e entrosamento de até 15 cidades regionais.

    É o caso da colônia japonesa de Marília que neste dia cinco de setembro promove a Festa da Primavera Bon Odori, na sede do Nikkey Club e quem anuncia é Yoshimi Shintaku, Flávia Helena Rodrigues e Kenith Mizuno no programa Resgate da Cidadania.

    Ouça:

  • 26 ago 2009 /  Conversa com o governador

    Índices de segurança no Estado de São Paulo estão em níveis de cidades desenvolvidas da Europa. O Estado investe na qualificação dos policiais civis e militares e na estrututa cientifica como principais medidas para melhorar os indicadores. a garantia é do governador José Serra. O número de homicídios caia anualmente, como no casdo de Marília que em 2009 registrou no primeiro semestre apenas três casos. Serra garante que investimentos serão mantidos durante o Conversa com o Governador apresentado toda quarta feira nas rádios Dirceu AM e Diário FM, às 11h30, no Resgate da Cidadania.

    Ouça:

  • 26 ago 2009 /  Fique Ligado

    Radialista da Dirceu AM foi primeiro repórter aéreo de rádio e TV do país

    Franz Netto apresentava diariamente Jornal da Cidade, pela rádio Dirceu AM

    Franz Netto apresentava diariamente Jornal da Cidade, pela rádio Dirceu AM

    O radialista Franz Netto, 70, morreu na tarde de ontem vítima de uma parada cardiorrespiratória. Apresentador do Jornal da Cidade, na rádio Dirceu AM, sofria de hipertensão e depois de passar mal pela manhã, pediu que esposa fosse até unidade de saúde em frente à casa do casal em Lácio, para pedir ajuda.

    Ao retornar, por volta das 13h, Marineusa Rocha, com quem Franz morava há 14 anos, o encontrou caído no corredor. Equipe de resgate foi acionada e levou radialista até o Hospital das Clínicas, onde deu entrada às 13h41 já sem vida.

    Ícone do rádio em Marília e do jornalismo nacional, Franz Netto foi o primeiro repórter aéreo de rádio e televisão do Brasil.

    Nascido em Marília, no dia 12 de abril de 1939, foi na capital que descobriu a paixão pelo rádio. Em São Paulo também fez grandes amigos, como Milton Neves, apresentador do Terceiro Tempo da Band; José Paulo de Andrade, que comanda programa O Pulo do Gato na rádio Bandeirantes; jornalista José Buzelli Filho e o rei Roberto Carlos, de quem era amigo íntimo.

    Franz Netto se mudou para São Paulo no início da década de 70, onde trabalhou na rádio Bandeirantes, rádio Capital e em assessoria no Palácio dos Bandeirantes.

    No início dos anos 90, retornou a Marília a fim de abrir negócio próprio. Na companhia dos filhos fundou bar “Balcão”, onde atualmente funciona a Wiskeria Berlim.

    A paixão pelo rádio falou mais alto e em 1992 Franz retornava aos estúdios, desta vez pela rádio Clube AM de Marília. Em 99 passou a fazer parte da equipe Dirceu AM, onde trabalhou até seu penúltimo dia de vida.

    Radialista deixa filhos e Marineuza, sua terceira esposa. Corpo é velado na sala 2 do velório municipal e será enterrado hoje no Cemitério Parque das Orquídeas em horário ainda não definido.

    “Abelhudo Cofap” cobriu casos históricos

    Primeiro repórter aéreo de rádio e televisão do Brasil, Franz Netto foi apelidado pelo idealizador da modalidade, então diretor da rádio Bandeirantes, Hélio Ribeiro, como “Abelhudo Cofap”. O transporte que utilizava para ir até o Detran, de onde transmitia ao vivo informações sobre o trânsito, e ainda a empresa patrocinadora do horário motivaram o codinome.

    Franz Netto cobriu pela rádio Bandeirantes o incêndio do edifício Joelma, em fevereiro de 74, tragédia que deixou 179 mortos e 300 feridos. Inspiração de vários outros repórteres e radialistas, ele possui até mesmo comunidade em site de relacionamentos na internet e está em lista que revela por onde andam personalidades brasileiras. “Que Fim Levou?” pode ser acessado pelo site do programa Terceiro Tempo, de Milton Neves.