• 31 jan 2010 /  Fique Ligado

    Na periferia, o caos é ainda maior: moradores foram esquecidos

    Apesar da expectativa negativa e temerária em relação à paulada que será o aumento dos impostos municipais, o contribuinte anda mesmo irritado é com a falta de manutenção da cidade em áreas essenciais.

    Marília está castigada pelo descaso administrativo.

    Não há falta de dinheiro nos cofres da Prefeitura, Daem, Codemar e Emdurb,  que formam orçamento e estrutura que deveria estar cuidando da cidade.

    Veja só o tamanho da caneta dos agentes públicos e políticos que deveriam estar pelo menos fazendo o trivial:

    1 – o orçamento de Marília para 2.010 é de mínimos R$ 480 milhões.

    2 – o ano terá 245 dias úteis e a Prefeitura abre sete horas diárias.

    3 – entra nos cofres da Prefeitura pelo menos R$ 1,5 milhão ao dia.

    4 – a cada hora as contas municipais recebem R$ 285 mil.

    5 – são ao menos R$ 45 milhões ao mês para custear a cidade.

    Quer mais. Até sexta-feira, dia 29 de janeiro, somente em repasses estaduais do ICMS haviam sido creditados R$ 4,6 milhões além de outros R$ 8 milhões de IPVA. Somam-se ainda aproximados R$ 6,3 milhões entre FPM e Fundeb (federais).

    Os volumes financeiros se acumulam por conta da arrecadação de impostos municipais e repasses estaduais e federais.

    Não tem crise, não tem inadimplência, é dinheiro vivo.

    Nada dessa riqueza de Marília tem produzido bens, obras e serviços que satisfaçam a população e façam a cidade ter manutenção básica.

    Ninguém ouviu um secretário, um coordenador, um dos mais de 450 ocupantes de cargos públicos em comissão, nomeados sem concurso, fazendo explicações lógicas, técnicas ou mesmo políticas sobre os problemas da cidade.

    Ninguém viu o prefeito Mário Bulgareli falando sobre planos para recuperar a cidade, resgatar a manutenção.

    Não fez única reunião que pudesse dar pelo menos esperanças à população.

    Mário Bulgareli não precisa responder aos ataques de Abelardo Camarinha, às críticas construtivas da imprensa e de setores descontentes com seu jeito leniente de governar e fazer as coisas.

    Mário Bulgareli foi reeleito prefeito e governa a cidade de mais de 230.000 habitantes, 148 mil eleitores e gerencia uma conta milionária de R$ 480 milhões somente em 2010 ou de R$ 2 bilhões em quatro anos.

    Mário Bulgareli é obrigado a dar respostas à sociedade, explicar como não consegue fazer governo e encontrar uma solução para remendar ou colocar cabeça no seu Frankenstein político-administrativo.

    Ninguém crê numa palavra, frase, arroubo ou politicagem de Abelardo Camarinha e essa realmente não deve ser preocupação de Mário Bulgareli.

    No entanto, a situação é tão caótica que é cada dia maior uma incrível suspeita: será que Bulgareli não tem acordo de bastidores com Camarinha e tudo não é de caso pensado?

    Quais planos de Bulgareli? Como vai deixar o governo e que blindagem terá no futuro? Financeira? Política? De grupo?

    O que é problema meu, seu, de cada cidadão é o que Bulgareli precisa fazer para trabalhar, arregaçar as mangas, dar exemplos e cobrar daqueles que ele pendurou na Prefeitura, Daem, Codemar e Emdurb e que não moveram uma palha neste primeiro mês de 2010.

    2009? Retrato triste. A falta de manutenção da cidade é que levou a piora em 2010.

    Muito pior, muito pior mesmo: Bulgareli está sentado na cadeira de prefeito com a caneta milionária há cinco longos anos.

    Mário Bulgareli nesse tempo todo pode manipular, decidir e gerir mais de dois bilhões de reais.

    Quais as marcas desse tempo?

    Quais investimentos?

    O que melhorou na cidade?

    Quais costumes e práticas avançaram?

    Tudo está  melhor ou pior?

    Teve muito dinheiro, o resultado foi e é pífio.

    A gritaria é generalizada. A infraestrutura básica está em calamidade e a sorte é que Marília está no alto do espigão e não tem tantas enchentes que poderiam arriscar desabamentos como em outras cidades.

    Não tem mais asfalto ou pavimentação na maioria das ruas e avenidas de norte a sul, leste a oeste.

    Bairros humildes da periferia onde não há pavimento, o caos é dramático.

    Não tem mais praças em canto algum, assim como a cidade está uma escuridão, na penumbra por causa da inexistência de poda de árvores.

    A saúde pública está em desastre tamanho e não há uma única medida, a não ser politicagem com pronto atendimento e o desperdício do dinheiro público.

    Neste quesito o próximo passo é investigar o desvio do dinheiro da saúde pública para convênios privados sem concorrência pública. Até quando tentam fazer, fazem à base de corrupção.

    Não tem médicos, exames, remédios, nem mesmo pronto atendimento e o prefeito e secretários tiram fotos sorrindo em solenidades, eventos e festinhas.

    Não são vistos numa única atitude de governo.

    Estão felizes, sem problemas?

    Onde vou, numa visita a bairro, conversa com populares, compras em supermercados, sou parado e questionado sobre o que está acontecendo administrativamente com Marília.

    Até dentro de casa. Minha sobrinha que mora no Fernando Mauro está esperando um ultrassom há 13 meses e essa semana minha irmã veio reclamar.

    Disse: você é uma das centenas de mães com as filhas abandonadas pelo governo Mário Bulgareli.

    Ruas e avenidas sem manutenção enquanto mais de R$ 12 milhões sumiram em serviços de recape e asfalto

    Na rua Maria da Glória Campos, no mesmo Fernando Mauro, onde mora minha mãe, passei na terça-feira, dia de seu aniversário, e só naquele quarteirão contei oito buracos e um vazamento de água.

    Expliquei para mãe dona Odelina e a irmã Eliana:

    - Vocês não se aflijam. Não estão discriminadas. A cidade inteirinha está assim sem administração.

    Quando saí da casa de minha mãe e fui passando os vizinhos gritavam:

    - Isso aqui é uma vergonha. Fala na rádio…

    Tenho andado por Marília, por todo canto e é isso que ouço.

    No Santa Antonieta a calamidade está instalada. Domingo quando caminhava pela feira livre fui parado por duas moradoras do Jardim Renata (zona norte) que estavam desesperadas e queriam a reportagem das rádios para que pudessem denunciar a situação.

    É só parar em local público com populares e as reclamações se multiplicam, a gritaria é geral.

    O prefeito e sua turma andam pela cidade?

    Eles sabem o que está acontecendo?

    Ou eles não estão preocupados com o povo?

    Ou eles não sabem o que fazer?

    Mário Bulgareli está prefeito há cinco anos e vai ficar mais três se nenhuma catástrofe jurídico-judicial tirá-lo do cargo, o que talvez seja difícil.

    Mário Bulgareli está no governo há muito mais tempo. Foi vice-prefeito de Abelardo Camarinha, duas vezes vereador.

    Veio de Bauru há 30 anos e presume-se conhece Marília tão bem e até mais que todos os políticos e politiqueiros.

    Antes reclamava que não conseguia governar pois ficou subjugado às garras de seu criador Abelardo Camarinha até pelo menos maio de 2008.

    Bulgareli deu banana,  meteu o pé na bunda de Abelardo, para ser reeleito e desbancou a arrogância dos Camarinha, pegando carona no bonde da história e conseguiu enterrar e derrotar a candidatura de Vinícius.

    Se livrou teoricamente de tudo que era indesejável e no entanto seu governo é politicamente um Frankenstein e administrativamente ora um monstro sem cabeças, ora um monstro de várias cabeças se trombando.

    Quando o contribuinte receber o carnê de impostos predial e territorial e das taxas de combate a incêndio, assim como quando for usar serviços e descobrir que as taxas e tarifas foram todas aumentadas assustadoramente, a situação vai piorar ainda mais.

    O povo vai pagar impostos abusivos no governo Mário Bulgareli do mesmo jeito que passou aquela roubalheira na era de Abelardo Camarinha.

    Tanto antes como agora a cidade está sem manutenção, abandonada, submetida apenas às práticas de sempre.

    O interior de São Paulo é o segundo mercado consumidor, de produção de riquezas do Estado e Marília está inserida nesse contexto, com  a iniciativa privada fazendo virar riquezas, divisas e oportunidades.

    Mais riquezas, mais impostos, mais dinheiro nos cofres públicos, que infelizmente acaba sumindo. Caos repetitivo há mais de 30 anos.

    Ao contribuinte resta pagar a conta, a sociedade fica na expectativa a ensaiar críticas e denúncias e o eleitor pode esperar as próximas eleições.

    Manchetes

    31/01/2010Benefícios do leite para a saúde

    30/01/2010Suzuki Hayabusa faz dez anos de sucesso e alta velocidade

    30/01/2010Mercado de seminovos cresce com garantia e baixas taxas de juros

    30/01/2010MAC muda esquema para tentar vencer o Flamengo no Abreuzão

    30/01/2010Catador de papel é executado com pelo menos 20 tiros em Assis

    30/01/2010Demissões no comércio caem 13% em janeiro

    30/01/2010Consciência

  • 31 jan 2010 /  Fique Ligado

    Terremoto em Marília em 2010. Causa: efeito bombástico desencadeado ano passado de depoimentos de laranjas, correligionários e gente que conviveu intimidade de esquemas envolvendo dinheiro, benesses, servicinhos e outras mazelas.

    Ministério Público estadual, federal e polícias colecionam testemunhas, documentos e dados de arrepiar e que vão entrelaçar tudo que aconteceu principalmente a partir dos atentados de 2005. Só falta promotores e policiais trabalhar um pouco mais.

    Negócios com dinheiro público, notas frias, bens em nomes de laranjas, procurações e contratos de gaveta finalmente estão aparecendo e finalmente podem fechar o cerco em vários processos criminais, cíveis e administrativos.

    Era questão de tempo. Quem deixou de receber seu naco, ficou de fora de cargos públicos, teve pagamentos suspensos e ou foi passado para trás mais cedo ou mais tarde entrega tudo e esse é o grande medo de quem tem contas a acertar.

    Rastros e digitais se multiplicaram nos negócios públicos e privados de Marília e o que sempre falta é alguém da intimidade para definir as ligações perigosas. Ninguém abre a boca enquanto está com benesses, mas depois tudo vem à tona.

    Há guerra de bastidores na política e em negócios que envolveram laranjas, advogados e gente que só assinava. Perícias em documentos vão comprovar o que está nos depoimentos e mostram transações imobiliárias entre envolvidos em crimes e defesas e cobertura de acusados.

    Prefeitura, mercado imobiliário, empresas e advogados transacionaram bens por valores abaixo de mercado para burlar Receita Federal, esconder patrimônio e tentativa para acobertar pagamentos de serviços escusos.

    Proteção e blindagem teriam sido o que mais custou para bancar atentados,  desvios de dinheiro, pagamentos de advogados, sustentação de laranjas e testas de ferro e principalmente fechar na boca daqueles que foram incriminados e condenados…

    O mais trágico de tudo é que negócios, política e crimes encomendados saíram da esfera das pessoas da intimidade e de confiança e envolveram banditismo da ralé. No meio do caminho, gente grande está envolvida com traficantes de drogas e até gente da pesada…

    Como se previa no passado, não vai ficar pedra sobre pedra, um poste em pé, vai ser um terremoto… A cidade acostumada a ter exposição de roubalheira e corrupção que viram processos de todo tipo pode ver 2010 ainda mais bombástico.

    Mais grave ainda é que a multiplicação de desvios não atinge apenas política, Executivo e Legislativo. Atinge os meandros de órgãos estatais de investigações e até gente do Judiciário. Tráfico de influência, privilégios e outras coisinhas…

    A garantia que nada estará acobertado é que toda documentação que tramita em Marília junto a promotores, polícias e Judiciário estão encaminhadas a instâncias superiores. Afinal, chega de pressões indevidas e tráfico de influência…

    Recorte e guarde. Os dados completos de cada desses itens vão ser mostrados ao longo de 2010 para quem estiver vivo e solto. As informações só não podem ser completas agora para preservação de testemunhos, provas e decisões.

  • 28 jan 2010 /  Carros e Cia, Fernando Calmon

    Mais consolidações do que mudanças nas primeiras posições foram observadas nas 15 segmentações do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves, organizadas pela coluna, com referência a 2009. Na realidade, só um modelo conquistou a liderança no ano passado. O Corolla conseguiu desbancar a posição do Civic, perdida em 2007, conforme o previsto, pois o novo City acabou tomando compradores do médio-compacto da Honda em típica canibalização. Ainda na mesma faixa, a boa aceitação do Hyundai i30 só não o colocou em posição superior porque as vendas se iniciaram no último trimestre. Entre os compactos, principal segmento, o C3 apenas com a versão hatch superou o Polo hatch/sedã.

    Alguns modelos encolheram sua vantagem na liderança em relação a 2008: Omega, Mercedes S/CL, Palio Weekend e Mercedes SLK. Outros, como a Mégane Grand Tour e a Strada, aumentaram. Entre picapes pequenas, a nova Saveiro nem ao menos passou a Montana.

    O ranking de Alta Roda é diferente daqueles criados pelas fábricas apenas para fins publicitários. Um exemplo é a Hilux que a Toyota trombeteia como líder “absoluta” na sua categoria. Subsegmentar (tipo de motor ou cabine) tornou-se truque bem conhecido.

    Nos dados a seguir, compilados por Paulo Garbossa, da ADK, estão apenas os principais competidores de cada segmento. A fonte de pesquisa são os emplacamentos (Renavam). Por falta de representatividade de volume e/ou modelos suprimiram-se stations e picapes grandes, além de multivans.

    Compactos: Gol/Voyage, 20,7%; Palio/Siena, 17%; Celta/Prisma, 10,7%; Corsa hatch/sedã/Classic, 9,2%; Uno, 8,9%; Fox, 6,9%; Fiesta hatch/sedã, 6,1%; Ka, 4,5%; Logan/Sandero, 4,2%; 206/207 hatch/sedã, 2,9%; Punto/Linea, 2,2%; C3, 1,8%; Polo hatch/sedã, 1,7%. Gol/Voyage continuam a avançar.

    Médios-compactos: Corolla, 17%; Civic, 16%; Vectra hatch/sedã, 11%; Astra hatch/sedã, 11%; Golf/Bora/Jetta, 10%; Focus hatch/sedã, 8%; C4 hatch/sedã, 7%; 307 hatch/sedã, 4,6%; i30, 4,3%. Corolla, finalmente, líder.

    Médios-grandes: Fusion, 36%; Azera, 27%; Mercedes C/CLC, 10%; BMW3, 8%; Passat, 4,3%; Accord, 4,1%. Novo Fusion reagiu bem.

    Grandes: Omega, 33%; Classe E, 21%; BMW5/6, 14%. Novo Classe E apertou o Omega.

    Topo: Mercedes S/CL, 27%; BMW 7, 24%; Jaguar XJ, 21. BMW ameaça Mercedes.

    Stations pequenas: Palio, 47%; SpaceFox, 35%; 207 SW, 9%.  Palio Weekend já esteve mais folgada.

    Stations médias: Mégane, 51%; Jetta, 23%; Passat, 12%. Mégane Grand Tour tranquila.

    Monovolumes pequenos: Fit, 41%; Meriva, 28%; Idea, 24%. Fit ainda bem firme.

    Monovolumes médios: Picasso/C4, 44%; Zafira, 34%; Scénic, 9%. Líder aumenta vantagem.

    Picapes pequenas: Strada, 55%; Montana, 21%; Saveiro, 18%. Strada sem ameaças.

    Picapes médias: S10, 35%; Hilux, 27%; L200/Triton, 18%. S10, como sempre.

    Utilitários esporte pequenos: EcoSport, 39%; Tucson, 26%; CR-V, 10%. Tucson incomoda o líder.

    Utilitários esporte médios: Captiva, 31%; Santa Fe, 18%; Pajero Sport 13%. Captiva se firma.

    Utilitários esporte grandes: Pajero Full/Dakar, 31%; Veracruz, 21%; Range Rover, 8%. Líder consolidado.

    Esporte: Mercedes SLK, 39%; Boxster/Cayman, 13,3%; 911, 12,8%. Porsches ganharam espaço.

    RODA VIVA

    DENTRO da nova estratégia mundial da Ford, a unidade da filial brasileira em Camaçari (BA) será a principal responsável por desenvolver o utilitário esporte compacto que sucederá o Escape, nos EUA e o Fusion europeu (nada a ver com o sedã mexicano). Aqui continuará se chamando EcoSport e, talvez, lá fora também. Lançamento previsto para não antes do final de 2012.

    AUDIÊNCIA pública, semana passada na Câmara Municipal de Piracicaba (SP), demonstrou que os sul-coreanos da Hyundai estão andando rápido para aprovar relatórios ambientais. Último passo antes de iniciar as obras da fábrica, independente da de Anápolis (GO), do Grupo Caoa. O modelo será derivado do i20, novo compacto da marca. Previsão de chegada ao mercado no início de 2013.

    ENQUANTO isso continua em Sorocaba (SP) a terraplenagem da segunda fábrica da Toyota, de onde sairá o primeiro compacto baseado no exibido no Salão de Nova Déli, há 15 dias. Não se sabe o ritmo que a matriz no Japão vai impor. Desconfia-se que será lento, sinalizado pela recuperação financeira. Sorocaba fica a 90 km de São Paulo; Piracicaba, a 180.

    DIVULGADO pela consultoria Jato o ranking dos 10 mais vendidos no mercado europeu em 2009. Alguns países subsidiaram a substituição de carros antigos e poluentes, atraindo compradores que optaram por modelos mais baratos. Ainda assim o Golf sustentou a liderança, seguido por Fiesta, 207/206plus, Corsa, Punto, Clio, Focus, Panda, Polo e Astra.

    VISANDO estimular a criação do Plano Nacional de Segurança Viária (PNSV), o Cesvi Brasil lançou a campanha “Chega de Acidentes” em site específico, com relógio virtual sobre mortos e feridos em expansão contínua. Propõe também abaixo-assinado eletrônico de apoio à campanha. Quem desejar participar bastar ir a www.chegadeacidentes.com.br.

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    fernando@calmon.jor.br

  • 24 jan 2010 /  Fique Ligado

    Há 20 anos os protagonistas e antagonistas são os mesmos. Costumes e vícios se repetem...

    ...até para meter a mão no bolso dos contribuintes, Camarinha foi realmente o melhor professor e Bulgareli prova ser seu melhor aluno

    Negócios e empreendimentos da iniciativa privada mostram 2010 promissor já nestes primeiros 20 dias. O problema em Marília é o desastre nas áreas da política e administração. São os mesmos protagonistas e idêntico vazio de credibilidade e vocação para pluralismo e interesses coletivos.

    Fiquei 12 dias fisicamente fora da empresa e sete dias longe da cidade. Um segundo não perdi o contato por conta do celular e do laptop plugado.

    Perto ou longe fisicamente não importa mais, a tecnologia nos possibilita saber, influir ou decidir sobre qualquer coisa ou assunto mesmo que estejamos na China.

    Agora, é triste ver que terminou 2009 como 2008, 2007, 2006, 2005, 2004 e mais trágico olhar à volta e no conjunto e sentir que protagonizo cotidiano que oscila entre mediocridade, mesquinharia e gente se achando esperta, todos invariavelmente movidos por ganância e quase sempre usufruindo de dinheiro sujo.

    Não se trata de me isolar em pedestal de pseuda santidade ou bom pastor como se não tivesse acessível a coisas desaprováveis, até porque minha profissão e a própria empresa onde trabalho faz parte de todo esse esquemão.

    O que mais deprime é que de novo Marília vai repetir fatos, versões e armações com os mesmos protagonistas e antagonistas enquanto boa parte da sociedade vai ficar entre apática e isolada dos processos político e administrativo.

    Quem leu jornal, ouviu rádio, assistiu televisão ou ficou plugado online é bem informado de um pouco de tudo.

    A linha editorial de múltiplas facetas da mídia de Marília dá a possibilidade de ver a mesma notícia e fato com diferentes interpretações, pois, ideologicamente como sempre foi, os veículos de comunicação tratam o jornalismo com suas tendências.

    Ninguém pode ler, ouvir ou assistir qualquer noticiário sem verificar os mesmos problemas de uma cidade marcada por disputas de interesses de grupos e tendências quase sempre em detrimento e contra as necessidades do conjunto plural da comunidade.

    Na vida pública de Marília as situações não avançam. Primeiro, os atores que protagonizam a política e por consequência o poder administrativo se alternam em divisões de grupos e todos há mais de 20 anos entrelaçados em interesses escusos, próprios e repetidos em práticas de vícios e costumes.

    A eleição de Mário Bulgareli para segundo mandato eventualmente longe de parte das garras do espectro de Abelardo Camarinha não vingou na expectativa de mudar práticas e 2009 ficou perdido.

    Quando o fraco governo Frankenstein frustrou as expectativas recrudesceu o monstro da escola abelardiana e seus métodos ultrapassados de multiplicar ataques e mentiras na tentativa de iludir a população menos politizada.

    A parte mais politizada e endinheirada é mesquinha, covarde e não está nem um pouco preocupada com a sociedade ou coisa que o valha.

    O controle que Camarinha exerce sobre boa parte da mídia que ele dirige e banca serviu para inflar suas metas e sede de poder nesse momento que está frustrado por ter seu filho Vinícius sido derrotado e impedido de ser eleito prefeito em 2008.

    Alias ele só foi desmascarado e perdeu patrimônio, influência e poder depois que perdeu esses veículos que se transformaram no marco do acerto de contas em público e para o público. Ou seja ele foi banido dessa mídia, não importa por quais meios.

    Enquanto isso, o fato é que 2009 serviu pouco para Bulgareli e seus aliados comemorarem qualquer coisa ou avanço, não porque não dispõem de controle de mídia, mas principalmente porque a administração ficou vulgar, prepotente e desconectada da realidade priorizando negócios esquisitos e ignorando coalizão e necessidade de aproveitar o tempo para mudar práticas e tentar enterrar de vez o espectro abelardiano.

    Para piorar o fim de 2009 mostrou o caos com a vontade de Mário Bulgareli privatizar o Daem por inteiro ou em partes a começar do afastamento e tratamento de efluentes de esgoto.

    Quis fazer do maior patrimônio de Marília um negócio milionário e à toque de caixa e expôs sua performance ao exibir estar acessível a pressões de lobistas e empreiteiros cujo interesse único é saquear a cidade e ficar com o Daem.

    Para delírio do delirante Camarinha, Bulgareli deu de bandeja palanque e assim ele e seus demais protagonistas políticos e administrativos ficaram na berlinda.

    2009 terminaria sem a privatização do Daem por conta de articulação com o presidente da Câmara, Eduardo Nascimento, e ainda de parecer contra do vereador Wilson Damaceno no projeto de lei que alteraria a lei orgânica e abriria possibilidade de conceder todo e qualquer serviço público por concorrência.

    Veio a lei de Mário Bulgareli para mudar tributação e mexer principalmente nos impostos territorial e predial de Marília, fora outras tantas barbaridades e voracidades como taxas de incêndio e todas taxas que mexem no mercado imobiliário e na construção civil que aumentaram linearmente 50%.

    Por isso 2010 vai ser um desastre administrativo ainda maior. O contribuinte e a sociedade que só têm o bolso como parte do corpo mais sensível, vão ficar arrepiados quando em fevereiro receberem os carnês do IPTU e da taxa de incêndio.

    Paralelo a esse arraso nas finanças do povo neste início de ano está o abandono na infraestrutura de serviços, atendimentos, manutenção e gestão de áreas essenciais.

    A saúde pública é um desastre por falta de atendimento básico e não adianta mais reclamar e ninguém da administração dá resposta ao usuário do SUS, pelo contrário, agora piorou com mais discursos baratos e politicalha às custas do dinheiro público.

    As ruas e avenidas do centro aos bairros e periferia estão esburacadas e a maioria até intransitáveis e nada de manutenção.

    Nada anda sem que haja pressão ou quando por trás está algum figurão com influência ou alguma vantagem financeira (?) ou tráfico de influência.

    Nada se produz de repercussão a envolver debate estimulante e de oportunidades, o governo apenas padece do individualismo e de individualidades nada recomendáveis.

    Bulgareli parece estar desligado do mundo, fechado sabe-se lá com base em qual pesquisa ou qual tipo de assessoria e conselho de gestores. Não se incomoda com o caos da repercussão pública e a falta de eixo da administração.

    Quando o carnê do IPTU chegar o contribuinte vai ficar assustado com o tamanho da desgraça promovida por Mário Bulgareli.

    Ricos e classe média vão pagar como nunca e acabam engolindo a paulada porque têm dinheiro no bolso o suficente.

    Pobres donos de terrenos também vão sofrer muito e a verdade é que essa gente de poucos recursos já está acostumada a passar a pão e sede.

    Palanque para oposição. Merecida e fundamentada. O problema: palanque indevido para os malfeitores e a escola abelardiana que em ano eleitoral vai deitar e rolar.

    Fica a dúvida.

    O cidadão comum, o cidadão eleitor, vai ser movido pelo bolso por causa do imposto maior?

    O cidadão comum, o eleitor, vai ser movido pela desolação que é assistir os mesmos protagonistas e antagonistas?

    O cidadão comum, o eleitor, está ligado ao factual que lhe interessa agora e vai ser movido por outros fatos, como a Copa do Mundo de 2010?

    Os políticos sabem que tudo vira pó na memória do povo e por isso a sacanagem rola solta e nunca se preocupam com a repercussão do instante dos fatos?

    Os políticos refletem a sociedade e por isso, bons, ruins ou péssimos, são eles que vão continuar se alternando nos poderes, variando apenas de acordo com o que gastam nas eleições e até onde iludem a maioria dos eleitores?

    É bem possível que as respostas se entrelacem. Realidade: para limpar a política e conseguir administração pública minimamente comprometida serão necessários anos e anos e então quem sabe as coisas estejam mudadas em 2100. Isso mesmo, daqui a mais 90 anos…

    Manchetes

    24/01/2010Volta às aulas eleva até 200% volume de vendas no comércio

    23/01/2010Tricolor tenta hoje a 1ª vitória no Paulista

    23/01/2010Casal é rendido no 11º assalto a residência em 41 dias

    23/01/2010Policial tenta fugir de abordagem

    23/01/2010Homem acusado de estrangular e jogar jovem de viaduto é preso

    23/01/2010Fundepe pode participar de concurso

    23/01/2010O exemplo do pão

  • 22 jan 2010 /  Fique Ligado

    O que esperar de uma administração que não consegue nem fazer um concurso público. É a terceira vez que a prefeitura adia a abertura da licitação. Desta, por intervenção de terceiros, que impugnaram o maldito edital.

    É uma palhaçada.

    Das outras duas, burrice da própria administração cancelou os concursos e deixou milhares de pessoas a ver navio.

    Lamentável, então, a postura dos petistas no comando do Daem. Culpa de Bulgareli, claro, que colocou e mantém no cargo. Lá, tiveram de devolver o dinheiro para mais de 8.000 inscritos. Na hora de cancelar o concurso, fizeram discurso de seriedade. Balela. Hoje fingem que nada aconteceu.

    Pior. Toda essa celeuma mexe com a autoestima do cidadão, que empolga-se na oportunidade de ter um emprego e nem em quem foi eleito para administrar aquilo que lhe é de direito pode confiar. Naufraga na incompetência de quem não consegue preparar um edital.

    E sem concurso, seguem os escândalos, as obras abandonadas e paradas a letargia de uma gente que não consegue deixar a cidade sequer asfaltada.

    O buraco, entretanto, é mais embaixo. Nada que chegue perto do rombo, dos milhões do dinheiro público enterrado pela administração naquilo que eles começaram chamando de obra do sécul0o, o tratamento de esgoto, e caminha para o maior escândalo do milênio.

    Menos buraco. Concurso já. E chega de sacanagem.

    Até porque para cobrar, o carnê do IPTU está chegando em fevereiro e mais caro, eles não erram um milímetro, não cancelam uma cobrança.

  • 20 jan 2010 /  Fique Ligado

    A OAB-Marília (Ordem dos Advogados do Brasil) deve recorrer à Justiça para interpor a Lei que autorizou o aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) na cidade.Órgão tem comissão montada e já elabora minuta que será enviada para o Conselho Seccional em São Paulo – do que depende o pedido oficial à Justiça, seguindo estatuto da Ordem. Decisão deve sair em fevereiro.De acordo com o presidente da OAB, Tayon Berlanga, várias irregularidades já foram encontradas na Lei aprovada. Uma das inconstitucionalidades estaria na base de cálculo dos imóveis.Berlanga ressalta que, caso a minuta seja aprovada pelo Conselho Seccional, a OAB entrará com a ação sozinha, ou seja, sem qualquer ligação político-partidária.MPFSocianorte (Sociedade de Amigos da Zona Norte) protocolou quinta-feira, 14, no Ministério Público Federal (MPF) documento que questiona o aumento do IPTU na cidade. Caso ainda está sendo distribuído para um procurador e pode ser enviado ao Ministério Público Estadual.

  • 20 jan 2010 /  Fique Ligado

    A partir de 8 de fevereiro os carnês do IPTU 2010 começam a chegar via correio aos contribuintes marilienses. Os 92.655 documentos ainda estão sendo impressos e devem chegar à Prefeitura no dia 5 de fevereiro, que pretende concluir a distribuição até o final do mesmo mês.

    A primeira parcela do IPTU vence no dia 15 de março, mesma data para quem pretende ter 20% de desconto no pagamento a vista. As parcelas quitadas antes do vencimento também terão desconto, de 10%.

    A taxa de despesa bancária ficará em R$ 2 por autenticação. O que quer dizer que quem optar pela liquidação a vista terá que pagar apenas uma vez, enquanto quem parcelar em 10 vezes terá que desembolsar R$ 2 por parcela.

    Apesar de algumas novidades positivas, como a isenção da taxa de emolumentos, que foi de R$ 39,50 em 2009, o que deve mesmo chamar a atenção é o valor mais alto do imposto para 60% dos contribuintes.

    O projeto do prefeito Mário Bulgareli que inflaciona a taxa para mais da metade da população encontrou pouca resistência na Câmara, que o aprovou em sessão extraordinária dois dias antes do Natal.

    A Secretaria Municipal da Administração, diz que para incentivar o pagamento em dia do IPTU a Prefeitura realizará uma campanha de arrecadação, com distribuição de carros, motos e outros prêmios

  • 03 jan 2010 /  Fique Ligado

    O apagar das luzes de 2009 e limiar de 2010 para quem mora e tem negócios em Marília tem orçamento e contabilidade negativos. Estamos mais endividados com os cofres públicos e mais pobres por causa do aumento de impostos e criação de novos encargos tributários.

    O bolso do contribuinte e os cofres e contas bancárias de empresas que se preparem para esse início de 2010.

    Não é apenas o carnê de impostos predial e territorial que vão chegar a partir de fevereiro para pagamentos e vencimentos em março que vão pesar nas contas das pessoas físicas e jurídicas.

    Nesse imposto ninguém sabe muito bem o tamanho da paulada que vai pegar todo contribuinte com destaque especial para classe média e ricos.

    Os cálculos para concluir o imposto urbano municipal variam de cada localidade da cidade, tipo de imóvel e intromissão de técnicos e políticos da turma de Mário Bulgareli e Ticiano Toffoli.

    O aumento do IPTU foi decidido sem parâmetros técnicos e transparência e como o governo de plantão tem os mesmos vícios e práticas de 20 anos de escola abelardiana de administração o contribuinte só vai saber o tamanho do rombo quando os carnês forem distribuídos.

    Manchetes

    31/12/2009MAC quer antecipar jogos no Abreuzão para sábado

    31/12/2009Homem ataca três mulheres e acaba preso em flagrante

    31/12/2009Consumidores lotam supermercados; vendas crescem mais de 30%

    31/12/2009Jornal Diário contempla mais 13 assinantes

    31/12/2009Doação de órgãos cresce 33%; captação de córnea é recorde

    31/12/2009Bares e boates oferecem opções para a virada de ano

    31/12/20092010 e as eleições

  • 03 jan 2010 /  Fique Ligado

    Os mercados imobiliário e da construção civil que se preparem porque vão sofrer reflexos de outras pancadas do governo de Marília liderado por Mário Bulgareli e Ticiano Toffoli.

    A prefeitura criou também mais cobranças para imóveis e negócios imobiliários. O tal requerimento de mudança de conformação de imóveis (desdobro de lotes, loteamentos, anexação e outros serviços) será liberado com pagamentos de impostos e taxas municipais.

    O poder público municipal deve cobrar seus contribuintes obviamente mas desde que haja justiça fiscal e social. Não é o caso factual.

    O deferimento de requerimentos de mudança da conformação de imóvel já cadastrado fica condicionado ao prévio pagamento de débitos, vencidos e vincendos, lançados sobre o imóvel a ser objeto de transformação: Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU; tarifas de água e de esgoto.

    A primeira coluna de 2010 desse jornalista é escrita exatamente sábado, dia dois, depois de ler as publicações do diário oficial do município.

    A surpresa é que a publicação municipal além das edições de 30 e 31 de dezembro de 2009 traz também a primeira edição de 2010, exatamente de primeiro de janeiro.

    É justamente a primeira edição de 2010 que traz a lei que dá à Prefeitura mais poderes para taxar os contribuintes.

    No sábado nem o comércio de Marília funcionou e por dever de ofício esse jornal abriu suas portas para garantir a edição deste domingo.

    É privilégio ou desgaste ser tão bem informado?

    Quem será que nem bem começou 2010 e já leu o diário oficial do município para saber o que o gestor público está fazendo com sua vida?

    O certo é que o cuidado com a informação e fatos tem pautado a vida desse jornalista e não é por menos que aqui o exercício tem sido de pluralismo de interesses sociais e ativismo nas posições assumidas.

  • 03 jan 2010 /  Fique Ligado

    A maioria governista dos vereadores aprovou projetos no conceito de calada da noite para enganar a população e esconder a repercussão negativa dos aumentos de impostos do governo pedetista-petista de Marília.

    Não apenas o projeto de aumento do IPTU foi aprovado quando a população estava em confraternização, festa ou reflexão, exatamente no início da noite de 23 de dezembro.

    O peru do Natal e o réveillon de Ano Novo serviram a ganância político-administrativa municipal e para o contribuinte sobrou esperar a conta que vem exatamente perto do Carnaval de fevereiro.

    A folia pode encobrir a repercussão mais um pouco como diz a tradição popular brasileira e são essas nuances de festejos mais aproveitados para que políticos e agentes públicos castiguem a sociedade principalmente com maior carga tributária.

    A taxa de combate de incêndio que já existia no carnê de impostos predial e territorial agora vai ser cobrada à parte e vira outra roubalheira descarada contra o bolso do contribuinte ao aumentar esse encargo sem nenhum respeito às finanças físicas e jurídicas da sociedade.

    Todos devem pagar por esse serviço essencial como tantos outros e nesse caso ninguém quer ter a necessidade de usá-lo.

    De forma alguma burocratas e administradores podem impor aumentos e novos parâmetros desse jeito irresponsável.

    De novo você contribuinte só vai saber o tamanho do encargo quando os carnês chegarem e que se preparem comércio, indústria e serviços, que vão responder pela maior paulada a partir de 2010.

    Tem também a contribuição de melhoria que está criada a partir de agora e que todo contribuinte vai pagar a mais por serviços de guias, sarjetas e asfalto, as tais obras de infraestrutura que já era paga por qualquer beneficiário.