
O prefeito Mário Bulgareli e o presidente da Câmara Eduardo Nascimento: comprometimento e respeito com os interesses da cidade
Os serviços do Daem não serão privatizados ou concedidos; o IPTU não tem aumento em 2010; a Codemar continuará operando normalmente.
Há um ano defendo essas três bandeiras e assumi postura de diálogo e negociação com o presidente da Câmara, Eduardo Nascimento.
Dividi com ele comprometimento público na defesa desses três interesses da cidade e apesar das dificuldades, objetivos estão concretizados,
A postura de Eduardo Nascimento e seu poder de aliado e liderança, o ativismo desse jornalista e segmentos da sociedade civil que defenderam essas causas, mostraram força e representatividade.
O debate desses temas polêmicos foi motivado por Mário Bulgareli e conjunto de gestores municipais. Apesar de críticas mais acaloradas, a verdade é que o prefeito nas três situações ao final agiu com prudência, respeito e humildade.
Mário Bulgareli vira credor da cidade, dos cidadãos, das pessoas que podem e devem divergir. Marília realmente está numa fase de transição e melhora relações pluralistas entre sociedade civil, poder público e ações políticas e partidárias.
O prefeito soube conduzir suas iniciativas administrativas e impôs a força da tinta da caneta e prerrogativas de seu cargo até onde lideranças e a sociedade civil aceitaram o debate.
Na hora do entendimento contrário de ideias e projetos seus, o prefeito estava aberto, recebeu aqueles que o procuraram e a palavra final foi de aceitar o acordo mesmo que ele tenha significado retroagir em propostas como aumentar o valor do IPTU ou conceder serviços do Daem.
Quem age assim merece e terá sempre nossa defesa. Os sinais evidenciam convivência pacífica de ideias antagônicas e protagonistas ficam à altura de estadistas, de sensatez e ética.
A arte da guerra mostra que às vezes é essencial dar um passo atrás para avançar no front.
O exercício das políticas, essencialmente partidária e de relações administrativas entre sociedade civil, Executivo e Legislativo, impõe pluralismo e aceitação de perdas circunstanciais para ganhos essenciais.
O editorial do Diário define a posição não apenas de nossa linha de atuação mas a posição clara de empresa e portanto de apresentação de nosso entendimento bem definiu dia 23 último:
“E o prefeito Bulgareli e os vereadores, a continuar neste caminho, vão deixar um legado importante para a cidade. Não em riqueza ou infraestrutura, mas em moralidade e modos de se conduzir os recursos públicos.
“Este governo tem erros, às vezes mais que acertos, mas numa época de transição governamental, aos poucos – poderia ser melhor e mais rápido, sim – vai consolidando o fim do coronelismo, da política arcaica que a maior parte dos eleitos de hoje um dia fez parte. E percebeu que é um modelo ultrapassado e maléfico.”
O editorial mantém equidistância necessária do partidarismo. Aqui nessa coluna que tem caráter de expressão de pensamento muito mais pessoal, posso acrescentar que essa semana novos rumos de relações foram fixados.
Primeiro porque há semanas coloquei publicamente o que estava discutindo em encontros reservados com o presidente da Câmara Eduardo Nascimento.
Ele integra a base que elegeu Bulgareli e todo cidadão sabe que lidera o espectro partidário e influencia decisões administrativas.
Tive durante todo tempo inserções pontuais junto ao prefeito, mas minha afinidade maior até então sempre foi com Eduardo.
Poderia ter adotado posição de ataque, crítico, mobilizar a opinião pública como o fiz pelas reportagens e artigos no jornal e nas rádios Diário FM e Dirceu AM.
Agimos como sempre de forma diferente porque estavam em jogo projetos de interesse público e coletivos e não de medição de forças entre esse jornalista, o prefeito ou o presidente da Câmara.
No fim de semana passada foi selado outro acordo, agora para enterrar definitivamente qualquer proposta de concessão ou privatização do Daem.
Segunda-feira, dia 22, às 11h40, no programa Resgate da Cidadania, nas rádios Diário FM e Dirceu AM, Eduardo Nascimento reafirmou seu voto contra qualquer iniciativa dessa natureza e ainda que jamais colocaria o projeto em votação.
Eduardo Nascimento tinha conversado com Mário Bulgareli que ética e humildemente aceitou encerrar a polêmica.
Verdade: o prefeito tentou ganhar adesão e fazer maioria na Câmara para aprovar mudança na lei orgânica e permitir a concessão.
Verdade: o projeto se entrasse em pauta seria rejeitado com a posição de Eduardo Nascimento, o quinto voto ao lado de Júnior da Farmácia, Wilson Damasceno, Sidney Gobetti de Souza e Mário Coraíni.
No jogo político e aos olhos da opinião pública e de representantes da sociedade civil questões polêmicas ao final são bem resolvidas, prevalece pluralismo e ganhos de causas para uns. Obviamente, perdas para outros que abandonam o bonde da história e da coerência.
Isso que aconteceu agora quando novo acordo garante o patrimônio público e administração do Daem pelo município.
Quem são os perdedores?
Os petistas e a turma de Ticiano Toffoli que estão pendurados no Daem numa complacência e acomodação banalizada por conta do holerite e das benesses da autarquia suficientes para ficarem durante todo tempo de bico calado.
Os vereadores que por circunstâncias e interesses individuais prometeram nos bastidores votar a favor do projeto de concessão e ou privatização: Herval Rosa Seabra, José Carlos Albuquerque, Donizete Alves, Cesar da ML, Amadeu de Brito, Eduardo Gimenez, Pedro do Gás e Yoshio Takaoka.
Os dois maiores derrotados são Abelardo Camarinha e Vinícius Camarinha que jogaram todo discurso barato e politicalha e falaram em suas rádios, televisão e jornais como se o prefeito já tivesse até vendido e acabado com o Daem.
Leviandade, mesquinharia de posição e torcida negativa contra a cidade. Não tiveram única palavra de coalizão para preservar o patrimônio público.
Abelardo e Vinícius são candidatos à reeleição em 2010 e como sempre acontece querem tirar proveito de situações e viram algozes, atiram a esmo, tentam criar embaraço na opinião pública.
Escalaram lacaios, boçais que sempre lamberam botas, gente que está fora de cargos públicos para que ficassem com discursos principalmente nos microfones da rádio 950.
Vamos em 2010 dar lição de bons modos, enterrar de vez esse espectro de maldades e truculência e essa torcida do quanto pior melhor para a politicalha.
Mário Bulgareli não precisa do apoio ou defesa de Abelardo e Vinícius, eles já não estão mais no mesmo grupo político.
Bulgareli deixou de ser o queridinho da dupla em 2008 quando Abelardo e Vinícius quiseram fazer o prefeito virar vaquinha de presépio para a eternidade.
Ora, agora Bulgareli é o pior do mundo ou Abelardo e Vinícius apenas repetem o que sempre fizeram na política, trataram a todos como empregados, servos, exploração, mesquinharia, pressão e truculência?
Os tempos são outros e desde 2003 esse jornalista tem mostrado que não tem poder eterno e que os discursos baratos e vulgares eram apenas mitificados.
Falar sozinho, ao vento, como Abelardo falou aos quatro cantos e onde queria foi fácil, mas agora tem contraponto e aqui ensinamos a lição que é possível desmascarar a politicalha.
Mais valioso ainda quando o feitiço do feiticeiro virou contra e tem a dosagem certa, inclusive com a utilização não apenas de suas formulas, mas também usando seu próprio caldeirão e as vassouras que ele comprou e perdeu.
Enfim, novos tempos virão em 2010, 2011 e 2012 e assim a sociedade civil viverá avanços ao lado das lideranças e poderes constituídos.
Cada um receberá o que lhe cabe em merecimento, gratidão e débito…
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