• 30 mar 2010 /  Fique Ligado

    José Alfredo de Araújo Sant’Ana: “A legislação não foi observada”

    O desembargador relator do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), Antônio Carlos Villen, negou recurso impetrado pelo Daem (Departamento de Água e Esgoto de Marília) que tenta derrubar uma liminar que impede a autarquia de notificar consumidores para que realizem a troca de hidrômetros por conta própria.

    Assim, a decisão do juiz substituto Henrique Villaverde, da 3ª Vara Cível de Marília, fica mantida, bem como a multa de R$ 10 mil para cada nova notificação emitida pelo Daem neste sentido.

    A base do recurso apresentado pela autarquia, liderada pelo PT, tem fundamento em um decreto municipal aprovado em 1999 que atribui ao contribuinte a responsabilidade pela troca. Contudo, o decreto não observou legislação federal que prevê que a companhia de abastecimento tem por obrigação fornecer o aparelho para realizar a medição do consumo.

    A suspensão da cobrança teve origem em uma representação do vereador e presidente da Câmara, Eduardo Nascimento, pedindo providências à curadoria de defesa do consumidor, que acatou o pedido.

    De acordo com o promotor José Alfredo de Araújo Sant’Ana, que formalizou a representação na 3ª Vara Cível, o decreto que originou a cobrança não tem validade, já que vai contra uma lei federal. “A legislação não foi observada e qualquer argumento que parta deste decreto tem que ser desconsiderado”.

    O Daem, por meio de sua assessoria, foi procurado para repercutir o caso, mas não se manifestou. O departamento ainda pode recorrer.

    Manchetes

    29/03/2010No México, são-paulinos querem vitória por classificação e superar campanha do tri

    29/03/2010Clube diz que, se receber proposta do Sporting, pode negociar Diego Souza

    29/03/2010Mulher, 51 anos, é assaltada em semáforo na zona sul

    28/03/2010Corinthians deve encarar clássico com três volantes

    28/03/2010Sem mais recursos, João Simão vai a júri por tentar matar jornalista

    28/03/2010Falta d’água interrompe hemodiálise

    28/03/2010Mário, o empreendedor

  • 29 mar 2010 /  Fique Ligado, TV A Voz da Coragem

    O apresentador Cláudio Elias, aquele do Bola da Vez, estourou um clipe no You tube, satirizando o sucesso carnavalesco Rebolation com a versão “Roubolation”

    O vídeo, produzido em João Pessoa, cujos sets foram o Palácio da Redenção e a Assembléia , é divertidíssimo e faz menção a eleição que se aproxima e a falta de ética e honestidade dos políticos.  ” e mão na carteira que vai começar…”

    Cláudio Elias estoura na internet com mais de 160 mil acessos com sátira do Rebolation.

    Veja:

  • 29 mar 2010 /  Fique Ligado

    Folha de São Paulo

    Na 1ª pesquisa do ano, ex-governador aparece com até 53% das intenções de voto

    No melhor cenário para o tucano, Mercadante (PT) tem 13%, Russomano (PP), 10%, Feldmann (PV), 3%, e Ivan Valente (PSOL), 1%

    No primeiro levantamento do Datafolha em 2010 para avaliar as intenções de voto para o governo de São Paulo, o ex-governador tucano Geraldo Alckmin aparece disparado à frente de potenciais adversários nos cenários pesquisados.
    No cenário mais favorável ao ex-governador, Alckmin tem 53% das intenções de voto, o que poderia lhe garantir uma vitória no primeiro turno.
    A pesquisa alternou os nomes de Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy como candidatos do PT e incluiu ou não um candidato pelo PSB.
    No cenário em que Alckmin aparece com 53%, Mercadante tem 13%, Celso Russomano (PP), 10%, Fabio Feldmann (PV), 3%, e Ivan Valente (PSOL), 1%. Votos em branco ou nulos somam 10%, e os indecisos, 9%. Nesse cenário não haveria candidato do PSB.
    O quadro eleitoral no Estado de São Paulo ainda está bastante indefinido. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva gostaria que Ciro Gomes (PSB) desistisse de concorrer à Presidência da República e saísse candidato no Estado por uma coalizão que incluiria o PT (Mercadante ou Suplicy, portanto, não concorreriam).
    Ciro afirma que não desistirá de concorrer à Presidência, e uma ala de seu partido em São Paulo gostaria que o empresário Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) saísse candidato pelo PSB.
    Se Skaf entrar na disputa, quase nada mudaria para Alckmin ou para os demais líderes na corrida. As intenções de voto no tucano oscilariam de 53% para 52%. Mercadante e Russomano manteriam, respectivamente, 13% e 10%. Skaf possui, nesse cenário, 2%.
    Se Ciro Gomes ficar de fora da disputa em São Paulo, o senador petista Eduardo Suplicy pretende concorrer com Mercadante pela vaga do partido. Segundo o Datafolha, Suplicy atrairia inclusive mais votos ao PT do que Mercadante.
    Em cenário sem um candidato do PSB na disputa, Alckmin tem 49%, Suplicy aparece com 19% (ante os 13% de Mercadante) e Celso Russomano, com 10%. Praticamente não haveria mudança nas intenções de voto dos três líderes mesmo se Skaf disputar pelo PSB.
    A pesquisa Datafolha foi realizada nos dias 25 e 26 de março e ouviu 2.001 eleitores no Estado de São Paulo. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
    O Datafolha também procurou constatar como os eleitores se posicionam de forma espontânea, sem a apresentação de um cartão com os nomes dos candidatos. Neste caso, a maioria dos paulistas (73%) não soube dizer em quem vai votar.
    Apesar das baixas taxas de lembrança, os nomes mais citados são os de Geraldo Alckmin (7%), José Serra (6%), Aloizio Mercadante (2%) e Marta Suplicy (1%).
    Sobre a influência na disputa estadual do atual governador paulista, José Serra, 22% disseram que o apoio do tucano a um dos candidatos certamente levaria o entrevistado a escolhê-lo. Mas 28% também afirmaram que o apoio do governador faria com que passassem a rejeitar o candidato.

    Geraldo Alcmin que no mês passado esteve em Marília com o jornalista José Ursílio, deve ser lançado ao governo do Estado com Afif de vice

    Governador sai com 55% de ótimo/bom

    Após três anos e três meses de governo e às vésperas de deixar o cargo para concorrer à Presidência da República (ele deixará o cargo nesta quarta-feira), o governador de São Paulo, José Serra, é aprovado por 55% dos eleitores do Estado.
    A taxa dos entrevistados que consideram sua gestão como ótima ou boa se manteve inalterada desde a última avaliação, realizada em dezembro do ano passado -de lá para cá, o Estado, e especialmente a capital, passaram por dias consecutivos de temporais e enchentes, mas que não alteraram a percepção do paulistano sobre o desempenho do governador.
    No início de seu governo, Serra era avaliado positivamente por 39% da população, em março de 2007. Ele alcançou a sua melhor marca em agosto de 2009, com 57% de índice de ótimo ou bom.
    Em relação à pesquisa feita em dezembro, o percentual dos que avaliam o desempenho de Serra como regular se manteve em 32%, e dos que acham seu governo ruim ou péssimo, em 11%. Em uma escala de zero a dez, Serra alcança a nota média de 6,6.

  • 29 mar 2010 /  Atentado, Fique Ligado

    Finalmente João Simão Neto não tem mais como escapar do banco dos réus. Vai responder como mandante da tentativa de assassinar o motorista Almir Adauto e o jornalista José Ursílio ao lado do comparsa, Ademilson Domingos de Lima,  vulgo Lima, que contratou o pistoleiro.

    Não há mais recursos judiciais possíveis e a Justiça de Marília deve colocar o crime na pauta do Tribunal do Júri ainda este ano.

    João Simão Neto, vulgo Mão Fria ou Kita, é advogado condenado que se notabilizou pelo envolvimento fora das prerrogativas em várias situações e que chegou a ficar preso 143 dias em 2007, acusado de crimes federais e estaduais.

    João Simão é acusado de mandar matar José Ursílio, em atentado dia 18 de julho de 2006 e ficou na cadeia preventivamente por 127 dias, na carceragem da Polícia Federal em São Paulo, entre 31 de julho e 5 de dezembro de 2007 por causa do crime.

    Já o comparsa Lima, ou Luma, ficou mais de um ano e oito meses preso, no presídio do Tremembé, em São Paulo, exatos 627 dias entre 3 de agosto de 2007 e 22 de abril de 2009.

    No último dia 18 de março, foi publicado no Diário Oficial de Justiça o trânsito em julgado do último recurso especial que o defensor de “Mão Fria”, Tales Oscar Castelo Branco, fez no Tribunal de Justiça de São Paulo, para tentar livrar o advogado de sentar no bancos dos réus.

    Pela decisão do desembargador Eduardo Pereira Santos, João Simão Neto não tem mais direito e prazos para recorrer na tentativa de adiar, procrastinar ou escapar do Júri de Marília.

    Na delegacia, como se nada tivesse acontecido

    João Simão e Lima na delegacia conversam com Adauto minutos após o crime

    Como principais provas, além da ligação de Kita e Lima com o pistoleiro condenado Evandro Quini e sua comparsa, Luverci Luque, que também está presa, o Ministério Público conta com o rastreamento de gravações telefônicas feitas logo após o crime e a prisão do atirador.

    Há também registros evidentes da tentativa do advogado de tumultuar o flagrante do pistoleiro, logo após a prisão pela Polícia Militar. Ele e Lima estiveram na delegacia e foram fotografados. Como se nada tivesse acontecido, conversaram com amigos do motorista Almir Adauto, que escapou dos tiros, e tentaram desviar a atenção do crime. Em vão.

    Na época da tentativa de assassinato João Simão e seus comparsas eram alvo de escutas telefônicas por parte da Polícia Federal. Numa dessas gravações, ele aparece minutos após Evandro Quini ser preso falando com amigos para ir até a delegacia e tentar quebrar o flagrante.

    As escutas eram promovidas pelo delegado federal Julio Cesar Baida, que depôs no processo e confirmou em juízo as acusações contra o advogado e Lima que neste ano não devem escapar de enfrentar o Júri Popular.

    Advogado atua na defesa de Vinícius e Camarinha

    No Fórum de Marília, João Simão conversa com Vinícius Camarinha

    “Mão Fria” e “Lima” foram pronunciados dia 29 de abril de 2007, pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Marília, José Henrique Ursulino. A encomenda do assassinato do jornalista José Ursílio como mostra a acusação ocorreu exatamente quando João Simão fez a defesa dos bandidos que incendiaram jornal e rádios em setembro de 2005.

    O advogado foi contratado para fazer a defesa dos acusados mas todos foram condenados.

    João Simão também atuou como defensor do ex-prefeito Abelardo Camarinha e seu filho Vinícius Camarinha em diversos processos.

    CONFISSÃO

    No dia do crime o pistoleiro Evandro Quini, que já foi condenado, trocou a vítima, atirou duas vezes mas felizmente errou o alvo. Acabou preso e na viatura já confessou o crime dizendo: “matei o José Ursílio”.

    Segundo a denúncia, os mentores da tentativa de assassinato contratam duas vezes o crime. Na primeira, pistoleiro teria ido até o sítio da família de Ursílio, mas desistiu de matá-lo minutos antes da execução.

    Inicialmente, Kita e Lima chegaram a oferecer, segundo as investigações, até R$ 60 mil pela morte do jornalista. O valor caiu para R$ 40 mil e no final foi fixado para Quini por R$ 10 mil.

    Click e abaixe : Detalhes do Processo

  • 29 mar 2010 /  Fique Ligado

    Seta Imóveis é uma das referências para o mercado imobiliário local

    O Sindicato dos Comerciários inaugura hoje, às 19h30, o Residencial 1º de Maio, próximo ao Figueirinha, na zona norte. Empreendimento com 80 casas, vendidas a R$ 50 mil, foi financiado pela Caixa Econômica Federal. Todas as casas já foram vendidas e distribuídas por sorteio.

    As residências têm 40 m² em terrenos de 200 m². Todas têm dois quartos, sala, cozinha, garagem e quintal. Além disso, residencial conta com facilidades para cadeirantes.

    O gerente administrativo-financeiro da Seta, José Carlos dos Santos

    A tinta usada para pintar as casas é hidro repelente, ou seja, não absorve água. O telhado é feito com telhas portuguesas e a grama é esmeralda.

    Segundo Mário Herrera, presidente do Sindicato, respeito ao meio ambiente é principal diferencial do empreendimento. As casas são ecologicamente corretas, pois têm tubulação hidráulica própria para a instalação de aquecedores solar. Também foi feito reflorestamento na área adjunta ao empreendimento.

    O presidente da Fecomerciários (Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo) Luiz Carlos Mota, confirmou presença na inauguração que terá palco para apresentações artísticas. Também foram convidadas diversas autoridades, como o prefeito Mário Bulgareli, o presidente da Câmara Eduardo Nascimento e o jornalista José Ursílio.

    Jornalista José Ursílio, junto a Mário Herrera entregam convite para Eduardo Nascimento

    Prefeito Mário Bulgareli com o presidente do Sindicato dos Comerciários Mário Herrera

    Manchetes

    27/03/2010MAC está pronto para partida de despedida

    27/03/2010Marília passa dos 300 casos de dengue e beira epidemia

    27/03/2010Quini tem liberdade negada e Luverci volta para a cadeia, determina TJ

    27/03/2010Apenas 20% dos contribuintes entregaram declaração do IR

    27/03/2010MP vai recorrer de decisão que isenta multa por irregularidades no Lixão

    27/03/2010Sucatas inúteis

    27/03/2010Caso Isabella: pai e madrasta condenados

  • 28 mar 2010 /  Fique Ligado

    Até 90% de concorrências, licitações e pregões eletrônicos de compras e contratações de obras e serviços no Brasil são farsas montadas pela conjugação de interesses de empresas e empreiteiras que superfaturam e fraudam resultados e valores. O resultado: caixa dois que financia a corrupção de políticos e irrigam de pequenas e abastadas gorjetas a funcionários públicos e até técnicos graduados.

    Onde mais se tem esquemas de fraudes e superfaturamento? Compra da merenda escolar em Marília e onde ela esteja terceirizada;  pavimentação asfáltica ou implantação de obras de infraestruturação; terceirização de coleta e destinação de lixo; terceirização de serviços de esgoto e água; contratação de serviços de informática; contratação de serviços de limpeza, manutenção e outros de prédios e áreas públicas…

    Nos municípios brasileiros esses são os principais e mais visados negócios públicos que alimentam a senha e a voracidade de empreiteiras que não mais disputam concorrências mas sempre acertam e partilham a pilhagem dos cofres públicos.

    Os esquemas ficaram profissionalizados nos últimos anos a partir de legislação mais eficiente. É aquela versão do banditismo que do passado saiu do batedor de carteira de vigaristas e hoje os roubos tem cartões clonados nos caixas eletrônicos dos bancos.

    As empreiteiras agem com os lobistas bem vestidos de terno e não andam mais com maletas pretas carregando o dinheiro para entregar aos políticos que estão de plantão em cargos do Executivo e Legislativo.

    Há muito tempo empreiteiras pequenas, médias e grandes criaram cartéis e formaram esquemas paralelos para driblarem as licitações de obras e serviços.

    Todos ganham, há divisão de faturamento, execução de obras e serviços e pagamentos são divididos de acordo com o tamanho e valor em jogo.

    O que mais cresceu foi a voracidade dos políticos, os tais homens públicos, pois se no passado havia propina ou comissão de 10% do valor do contrato, hoje esse montante pode chegar a absurdos 50%.

    Também se multiplicou a rede de agentes que precisam ser corrompidos. Do engenheiro ou técnico que assina uma medição fajuta e que ganha meio por cento, ao coordenador de obras e secretário que fica com cinco por cento, ao vereador que leva outros cinco por cento ou prefeito que tem direito a mais 10%, a conta ao final chega a valores que fazem do Brasil o país do mundo com o valor mais caro de qualquer licitação pública.

    Como jornalista de mais de 20 anos de experiência em investigações e acompanhamento de negócios públicos em Marília e região já denunciei pública e judicialmente incontáveis esquemas que pilharam os cofres públicos.

    O Brasil é oásis de falcatruas e não é exclusividade do PT, pois a pilhagem começou há 500 anos e é maior ou menor por fases, conforme a voracidade dos grupos que estão no poder.

    Na ditadura dos milicos eles roubavam e ainda mandavam matar ou desaparecer com quem denunciasse e hoje pelo menos a democracia possibilita que a sociedade seja informada e forme opinião sobre seus mandatários, empreiteiros e respectivos esquemas de corrupção.

    Marília é rica, São Paulo é rico, o Brasil é potência e com tudo que se rouba e desvia dos cofres públicas direta e indiretamente ainda se tem Municípios,  Estados e União de cofres cheios, tamanha a carga tributária sobre os brasileiros.

    E pior que os esquemas e conspirações de empreiteiros, lobistas e políticos está o sentimento de impunidade que cresce a cada década especificamente por conta da morosidade e leniência do Judiciário em quase todas as instâncias.

    Há pouco mais de 10 dias a Folha de S. Paulo trouxe reportagem que define com exatidão o tamanho da farsa que se transformaram as licitações de obras e serviços públicos.

    É a ponta do iceberg. A Folha mostrou que documentos que constam de inquéritos da Polícia Federal indicam que empreiteiras repartem, à margem das licitações, a execução e o pagamento de obras públicas.

    As construtoras acertam quem vai executar uma obra. Depois, participam separadamente da licitação.

    “Por fora”, empreiteiras partilham pagamento e execução de concorrências públicas.

    As grandes empreiteiras viram unidades transnacionais de tanto que se estruturaram.

    Não se iluda. Até pequenas empresas que participam hoje de licitações de serviços como de fornecimento de softwares fazem partilha de concorrências em Marília ou qualquer outro município.

    A contratação de serviços de terraplanagem, horas máquinas e outros cuja medição depende de esquemas de pequenas propinas a funcionários públicos serve de exemplo para pequenas empresas sobreviverem e ainda irrigarem a partilha do compadrio e que produzem caixa dois para bancar mamata de aliado e ou correligionário político que não tenha sido agraciado com cargo público.

    Do tostão ao milhão, todos recebem seu quinhão quando se trata de buscar o dinheiro dos cofres públicos e é por isso que no país que mais se paga impostos no mundo, os serviços e obras são os piores como contrassenso.

    O que se escreve aqui então é o retrato da falência generalizada do sistema? Quase.

    Mas ninguém pode ser confiável na política ou na execução de serviços públicos? Quase.

    Pouco se pode fazer enquanto não existir infraestrutura de investigação, Justiça funcionando e acima de tudo sociedade mais consciente de seus direitos, o que representa evolução cultural que ainda demandará décadas.

    Por isso sofremos tanto.

    Quem tem consciência e conhece em profundidade o funcionamento dos esquemas e se nega a partilhar deles e escolhe até denunciá-los, acaba perseguido.

    Acaba frustrado por saber que embora não seja em vão, não veremos tão já muita diferença entre uns e outros que possam se alternar no poder.

  • 28 mar 2010 /  Sem categoria

    Privatização de serviços de água e esgosto do Daem está na mira de grandes consórcios

    Quando li a reportagem da Folha de S. Paulo dia 14 último e com a experiência acumulada em investigações sobre licitações públicas municipais senti frustração ainda maior com esquemas de corrupção, fragilidade das instituições e impunidade desmedida.

    Não existem apenas indícios de desvios e esquemas, há comprovação e muitas vezes as coisas e causas são apuradas e não passam de relatórios policialescos ou de procedimentos infinitos de promotores e procuradores que se esbarram no Judiciário que não funciona ou que é acessível ao tráfico de influências e outras tantas mazelas.

    À parte de tudo aquilo que denunciei nos últimos 20 anos em Marília e cujos resultados ainda são pífios por conta de múltiplos problemas, o retrato do Brasil é bem acabado em escândalos e igual à cidade.

    Detalhe que deve ficar registrado aqui. Grandes empresas como a Queiroz Galvão já executaram obras em Marília, como poço profundo de água ou estão por trás de consórcios que mantém a Águas Marília ou ainda tem empresas diretas ou subsidiárias da Odebrechet interessada na privatização de serviços de água e esgoto do Daem.

    Já tratei aqui diversas vezes da atuação dessas e outras tantas empreiteiras e o formato de alguns de seus negócios e pode ter certeza vou voltar  reportagens investigativas.

    Agora, quem não teve oportunidade de ler ou quer relembrar vou reproduzir alguns trechos da reportagem da Folha de S. Paulo sobre os esquemas de empreiteiras:

    “Grandes construtoras do Brasil têm um esquema de reparte de contratos que funciona à margem, e a despeito, dos processos públicos de licitação. Nem sempre o grupo de empreiteiras que vence a concorrência é o mesmo que executa a obra ou recebe o pagamento. As empresas negam manipulação dos resultados e a formação de cartéis, mas a Folha leu documentos que descrevem a atuação dos “consórcios paralelos” no território nacional.

    Os papéis constam dos inquéritos de quatro operações realizadas pela Polícia Federal para apurar desvios de dinheiro público (Boi Barrica, Castelo de Areia, Caixa Preta e Aquarela) e de investigações da Polícia Civil em vários Estados.

    Em geral, os “consórcios paralelos” agem assim: as construtoras firmam entre si um pacto sobre quem de fato vai executar uma obra a ser licitada. Depois, elas participam separadamente da concorrência, para dar aparência de lisura ao processo. Escolhida a vencedora, o acerto é feito por fora.

    Relatórios da PF chegam a detalhar a partilha, atribuindo o percentual de cada integrante. Para fechar as tabelas, peritos analisaram o fluxo de caixa das empreiteiras e as ordens de execução dos canteiros de obras – muitas delas assinadas por construtoras que tinham sido derrotadas na licitação.

    Segundo as investigações policiais, o esquema operou, por exemplo, na licitação dos metrôs de Salvador, do Rio de Janeiro, de Fortaleza, do Distrito Federal e de Porto Alegre.

    O caso de Salvador é o mais emblemático. A cronologia dos fatos esmiúça o esquema:

    1) Documento manuscrito datado de 1º de fevereiro de 1999 menciona uma reunião sobre o metrô soteropolitano da qual teriam participado várias empreiteiras, entre elas OAS, Camargo Corrêa e Norberto Odebrecht. O papel cita, também, a discussão de um “acordo” em torno da obra;

    2) O consórcio Impregilo/ Soares da Costa apresentou a menor proposta de preço (R$ 347 milhões) e ganhou a licitação, realizada em 1999;

    3) A comissão especial da concorrência cancelou o resultado, por “razão técnica”, e, em outubro daquele ano, declarou vitoriosa a associação Camargo Corrêa/Andrade Gutierrez;

    4) Ainda em outubro, a Impregilo/Soares da Costa entrou com mandado de segurança para reverter a decisão;

    5) Em fevereiro de 2002, a Impregilo/Soares da Costa desistiu da ação na Justiça;

    6) Em 2009, policiais acharam minuta de termo de acordo, pela qual a Camargo Corrêa e a Andrade Gutierrez prometiam recompensar a Impregilo em troca do recuo na Justiça. O valor: 1,5% do contrato do metrô. Por isso, o Ministério Público denunciou as três empreiteiras por cartelização.

    7) Perícia feita pela PF no controle de receitas e despesas e nos saldos de caixa das empreiteiras concluiu, além disso, que a Camargo Corrêa e a Andrade Gutierrez não tocam sozinhas a construção do metrô.

    Integram o “consórcio paralelo” justamente as construtoras citadas no papel de 1999 que aludia ao “acordo”. Segundo a polícia, a Norberto Odebrecht e a OAS ficaram, cada uma, com 16,7% dos contratos -e cuidam até da gerência da obra. Constran (16,7%) e Queiroz Galvão (5,2%) também teriam sido contempladas.

    Do mesmo modo, os peritos relataram ter achado indícios contábeis de que as construtoras Queiroz Galvão e Carioca participam, por fora, da execução do lote 1 da linha 3 do metrô do Rio de Janeiro – licitação vencida originalmente pela associação entre Andrade Gutierrez, OAS, CBPO (hoje Odebrecht) e Camargo Corrêa.

    Em Fortaleza, embora a Camargo Corrêa e a Queiroz Galvão tenham vencido a concorrência, a PF concluiu que a EIT foi chamada para o “consórcio paralelo”. No DF, onde o metrô é tocado oficialmente por Andrade Gutierrez, Serveng e Camargo Corrêa, quem de fato, segundo a PF, encabeça o “consórcio paralelo” é a CR Almeida, com 32% de participação.

    Em Porto Alegre, as investigações sobre o metrô apontam que as empreiteiras, além de formar o “consórcio paralelo”, manobraram os preços.

    Relatórios internos da Camargo Corrêa revelam que ela preparou duas propostas para a licitação -uma “sem acordo” (R$ 307 milhões, 15% abaixo do preço mínimo estipulado pelo Estado) e outra “com acordo” (R$ 354 milhões). O valor “com acordo” foi submetido e derrotado, por pouco mais de R$ 1 milhão, por uma parceria liderada pela Norberto Odebrecht.

    Segundo relatório da PF sobre os documentos apreendidos na Operação Castelo de Areia, houve armação “com objetivo de fraudar a competitividade do certame”.

    A Folha não conseguiu confirmar se a PF e a Polícia Civil dos Estados completaram o rastreamento do dinheiro que transitou entre o poder público e os “consórcios paralelos”.

    Em meses recentes, as investigações foram alvo de protestos das construtoras. A Operação Castelo de Areia, que além de empreiteiras envolveu políticos, foi travada por decisão do Superior Tribunal de Justiça.

    As construtoras sob investigação de formação de cartel (Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Constran, Crasa, EIT, Impregilo, Norberto Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Carioca Engenharia, Serveng e Soares da Costa) têm, juntas, receita líquida anual de R$ 20 bilhões – mesmo valor que União, Estados e municípios estimam gastar nas obras da Copa do Mundo de 2014.

  • 27 mar 2010 /  Carros e Cia

    Série Sport ressurge em 2010 e atrai os adeptos da categoria de pick ups médias

    A categoria de pick ups médias é o sonho de acesso de muitos motoristas, mas os preços, em geral acima dos R$ 70 mil, acabam afastando aqueles que gostam de caçambas e de dirigir nas alturas.

    Para resolver o problema, a Ford decidiu retomar a produção da série Ranger Sport, que com toda tradição da consolidada pick up norte americana está partindo de R$ 53.885.

    O projeto foi lançado com sucesso em 2007, mas após a remodelação da linha Ranger a série acabou perdendo espaço.

    A versão de entrada, cabine simples, tem motor 2.3 a gasolina com 150 cavalos de potência, e sai com ar condicionado, direção hidráulica, trio elétrico e som MP3 com conexão bluetooth e USB.

    O gerente de vendas da concessionária Ford Zevel, Fernando Marchetto, observa que o preço da Ranger Sport se equipara com o de algumas pick ups pequenas.

    “É uma opção para quem procura um veículo grande sem ter que desembolsar tanto dinheiro por isso”.

    Além da versão Sport, a Zevel também tem preços especiais para as outras versões da Ranger. Com cabine dupla, a gasolina, a pick up parte de R$ 60 mil. Na série Limited, top de linha, a diesel, chega a R$ 102, com banco de couro, tração 4×4, ABS, sensor de estacionamento e acessórios externos.

  • 27 mar 2010 /  Carros e Cia

    C5, na Lumière Citroën, sai por R$ 106 mil

    A Lumière Citroën está facilitando a vida de quem procura um sedan luxuoso na faixa de veículos acima dos R$ 100 mil. Para os próximos dias a concessionária está dando um desconto de R$ 4 mil reais para o C5, um dos modelos mais completos e luxuosos da categoria.

    De R$ 110 mil, o carro está saindo nos próximos dias por R$ 106 mil. De série o sedan traz nove air bags, ar condicionado digital de duas zonas, câmbio automático, freio de estacionamento elétrico automático, piloto automático, além de muitos ajustes que se adaptam as especificidades do motorista e passageiros.

    No interior as dimensões e o acabamento justificam cada centavo investido. Sob o capô um motor 2.0, 16 válvulas, com 143 cavalos de potência e por fora os traços marcantes da Citroën, uma das montadoras que mais aposta em inovações estéticas. O sistema de suspensão Hydractive III é outro diferencial. Ele possibilita a elevação do veículo em relação ao solo em caso de superfícies irregulares..

    Juliano Piovan, gerente comercial da Lumière Citröen, garante que o C5 proporciona todas as sensações pretendidas por quem busca um carro nesta categoria. “É um modelo único, tanto esteticamente, quanto no acabamento e na tecnologia, que é a principal característica da Citroën”.

  • 27 mar 2010 /  Carros e Cia

    Jetta Variant oferece equipamentos como sensores de estacionamento dianteiro e traseiro

    Um carro que une desempenho e espaço interno. Essa é a visão que a Volkswagen quer transmitir da station wagon Jetta Variant. E é isso o que o motorista encontra ao guiar esse automóvel construído sobre a plataforma da sexta geração do Golf europeu.

    “Nosso público-alvo é moderno e sofisticado. São homens, acima dos 35 anos, que querem um carro esportivo, mas que os atenda no dia a dia para ir ao trabalho e para viajar”, afirma Henrique Sampaio, gerente de marketing do produto da marca.

    Seu conforto começa pelo ajuste de assento e encosto dos bancos do motorista e do passageiro. O volante também pode ser regulado.

    O ar-condicionado digital vem com quatro saídas de ar na parte dianteira do veículo e duas que servem ao banco de trás.

    O rádio e MP3 player RCD 510 traz tela de 6,5 polegadas sensível ao toque e oferece entradas auxiliares para dispositivos USB e cartão SD.

    O motor 2.5 de 170 cv (cavalos) a gasolina casa bem com o câmbio automático Tiptronic de seis velocidades, dando boa resposta em retomadas.

    Os sistemas de controle de tração (ASR) e estabilidade (ESP), junto com o ABS, cumprem a missão de manter o carro em curso em situações de frenagem súbita.

    A versão anterior da perua Jetta tinha preço mais elevado que o inicial da nova, R$ 83.990, e trazia menos itens de série.

    De série, a Jetta Variant oferece equipamentos como sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, seis airbags e rodas de liga de 17 polegadas. Como opcionais, o cliente pode solicitar, entre outros, teto solar com custo de R$ 5.846 adicionais.